domingo, julho 19, 2009

Table for Three

IMDb

O super-homem está vivo!!!!!

O filme é ridículo. Estranhamente até tem um elenco razoável, tendo em conta o nível e a qualidade do dito. Só que não há muito por onde pegar. Brandon Routh aluga parte do apartamento a um casal que, à primeira vista, parece ser apenas um casal apaixonado. Com o passar do tempo, lá dá para perceber que são uns pequenos psicopatas. Não no sentido de quererem cortar o Routh aos bocadinhos. Mais no sentido de terem uma relação tão sufocante, que precisam duma terceira pessoa para aliviar a tensão. Passam todos os segundos do dia juntos. E quando aparece uma moçoila na vida de Routh que poderá implicar terem que sair de casa!... Bem, aí é que terão mesmo que mostrar os dentes.

Acabando numa boa nota: a Sophia Bush é lindíssima e aqui aparece a dizer asneiras, que é para contrastar com o ar limpinho que tende a ter. Porque é que gosto tanto quando são brejeiras?

sábado, julho 18, 2009

Push

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Premissa básica:
Há pessoas diferentes, com poderes. Telequinéticos, telepatas, videntes, localizadores e gajos que gritam muito alto. Uma organização que os «controla» e usa para os seus propósitos. Ninguém gosta deste status quo e alguns insurgem-se. Outros fogem.

A história perde-se um pouco. Até porque mexe com previsões e tentar fugir ao destino, muito na base de «se eu sei que tu sabes, eles assim sabem, por isso é melhor não saber». Algo confuso.
Compensa com cenas (um pouco à la videoclip) muito bonitas.
A porrada entre os dois telequinéticos está muito boa.

PS - A Dakota não está a crescer muito bem.
PPS - A Camilla Belle é estranha. É muuuuuito gira de frente, mas parece-me que de outros ângulos nem por isso. E tem sempre a mesma expressão. Estranha, lá está.

Nick and Norah's Infinite Playlist

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Este Michael Cera já anda a abusar!...
A meter assim as mãos na minha Kat...

Estes dois palerminhas adoram música. Com os respectivos amigos, andam por Nova Iorque à procura dum concerto da banda favorita.

Gosto desta ideia de andar pela cidade, de bar em bar, à procura do sítio secreto onde certa banda vai tocar, a descobrir pistas aqui e ali. Só mesmo em Nova Iorque, não? E só mesmo para quem tem guita e connects.

Filme muito giro, simpático. Com base em empatias, momentos bonitos, cumplicidades e coisas em comum. Como deve ser.

Seven Pounds

IMDb | Sítio Oficial













Fui ontem vilipendiado por andar a ver filmes de qualidade dúbia. Fica aqui este Seven Pounds. É bom.

Pena não poder falar dele condignamente. Não que a história seja um mistério assim tão grande, mas acho que o filme vale pela experiência de ir descobrindo as coisas aos poucos, à medida que vai avançando. Se discutir muito a história aqui, corro o risco de estragar essa experiência.

Fica apenas a nota de que gosto da representação de Will Smith. Aqui às tantas começa com umas expressões de sofrimento em que «amarrota» a cara e é um pouco ridículo, mas há outros momentos onde se olha nos olhos do rapaz e... vês ali o personagem dele. Muito bom.

quinta-feira, julho 16, 2009

City of Ember

IMDb | Sítio Oficial

Não sabia que ainda faziam destas histórias. Pensei que já era ultrapassada a noção que temos que nos esconder quando acontece alguma coisa de mal.

Em City of Ember, algo está mal com a civilização como nós a conhecemos.
Solução: criar uma cidade num buraco bem fundo e meter lá umas quantas pessoas, com mantimentos e energia, para aguentarem 200 anos. Dentro duma caixa selada, seguem instruções para sair da cidade, voltando ao exterior. Decidem esconder que existe um exterior. É informação que pouca gente conhece. «Growing up with no knowledge of a world outside... future generations will be spared sorrow for what they've lost.»
Mas que idiotice é esta?!?! Desde quando é que é preferível viver na ignorância??!
Sim, vamos salvar a humanidade enfiando uma data de pessoas num buraco, tornando-as ainda mais ignorantes. Porque se um povo chega a um ponto em que se auto-destrói, a melhor maneira de evitar que volte a acontecer é tornar as pessoas ainda mais burras!!
E aprender com os erros, não é uma hipótese?

Não gosto da premissa de enfiar a cabeça num buraco, à espera que tudo se resolva, ignorando todos os problemas e deixando andar. Não acho que se ganhe nada com isso.

quarta-feira, julho 15, 2009

Bedtime Stories

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Irritou-me a cena final a puxar à sequela. Começo a ficar um pouco farto desses artifícios. Epá, se houver sequela, há sequela. Se não houver, azar do car@#%o!

Eu não devia praguejar numa cena de filmes para putos, pois não?

Do filme reza pouca lenda.
Só mesmo em fantasia é que alguém pode considerar o Adam Sandler como herói duma história. Tem alguns bons detalhes, nomeadamente a passagem das histórias para a realidade.

Hmm, se calhar estou a adiantar-me um pouco.
Ok, o pai de Sandler teve que vender o hotel a um magnata. Sandler cresceu e ficou pelo hotel a ser o gajo que faz manutenção. Às tantas tem que tomar conta dos sobrinhos que não via há algum tempo. Conta-lhes histórias para dormir com ele como personagem principal e, surpreendentemente, as histórias tornam-se realidade no dia seguinte.

Girito, lá está.
Com bons pormenores.

Soul Men

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Houve aí uma altura em que Sam Jackson devia andar todo borrado. Só mesmo ele é que não quinou, do trio de referências que este filme tem.

Bernie e Sam pertenciam a um trio musical muito famoso, The Real Deal. A certa altura, o terceiro membro decidiu sair para fazer carreira a solo e foi precisamente o único a ter sucesso a partir daí. O filme começa com a sua morte. Bem estava a achar estranho, a existência dum actor menor, no meio destes dois cavalheiros. Bernie e Sam voltam à estrada. Exorcitar velhos demónios. Relembrar bons velhos tempos. Arranjar mais histórias.

Não esperava ver Samuel L. Jackson a cantar e a dançar. O homem tem pinta a fazer tudo. Não há nada a fazer.

terça-feira, julho 14, 2009

The Day the Earth Stood Still

IMDb | Sítio Oficial

Tive vários problemas.
Acima de tudo porque é mau. Mas indo mais ao pormenor, irritou-me a premissa enganosa do trailer. Se virmos o dito, o que dá a entender é que os alienígenas chegaram à terra e o mundo parou para os ver chegar. Daí o nome do filme. Nada disso! O gajo chega e o governo americano faz o seu truque do costume de encobrir a coisa. Uma bola gigante chega a Nova Iorque, a meio da noite, e ninguém percebe o que é. Centenas de militares e veículos vão para Central Park e o pessoal não percebe!? Então não é a «cidade que nunca dorme»?!

Irritou-me o facto do Keanu ter fugido do governo americano tão facilmente.
Irritou-me que não estivessem constantemente a vigiá-lo.
Irritou-me que tivesse decidido tão rapidamente acabar com a terra.
Irritou-me que tenha mudado de ideias só porque a Jennifer Connelly abraçou o enteado.
Irritou-me ainda mais que tenha resolvido a coisa de forma tão simples.

mas
mais que tudo isto
irrita-me o facto de que Hollywood estragou a Jennifer
ela já foi boa
hoje em dia não o é
:(

Nem tudo é mau. Este casting teve um momento perfeito. Mais robótico, desprovido de sentimentos, do que o Keanu, só mesmo o Arnaldo como Terminator!

Still Waiting...

IMDb

Não há justificação plausível para ver este tipo de filmes.

















Ok, tudo bem. Gostei do primeiro. Estava engraçado e tinha algum sumo. Mas este!...
As sequelas nunca são boas. Este tem muito menos recursos. Os personagens já não são os mesmos ou então não conseguiram arranjar os actores, logo mudam os nomes aos personagens e é como se fossem outros. As piadas são os restos do primeiro mais meia dúzia de coisas. Já não é tanto a ver com a história, é mais uma questão de piadas fáceis.
Não faz sentido.
Não faz sentido e tenho que mudar os meus hábitos.


















Tenho que ser um pouco mais selectivo em relação aos filmes que vejo.

















PS - A moça da primeira foto é a Danneel, uma das moças do Top 10. Tão gira que ela é!

segunda-feira, julho 13, 2009

Spring Breakdown

IMDb | MySpace

Como é possível fazer um filme sobre o spring break sem mostrar um par de seios?!

Ando com uma certa fixação com esta geração de SNL. Acima de tudo a Amy Poehler. Sempre me irritou, mas tem vindo a crescer. O papel é sempre o mesmo, muito na linha de qualquer outro «actor» da série de sketches. Podem ser muito engraçados, mas não são capazes de representar por nada deste mundo. Tenho vindo a achar-lhe piada. Este filme não é das melhores coisitas que esta geração de cómicos anda a fazer. Sempre prefiro a série Parks and Recreation, dos mesmos que fazem o Office americano.

Outra moça a crescer nos últimos tempos: Amber Tamblyn.
Já achava a miúda gira. Ganhou muitos pontos na série Unusuals que, infelizmente, foi cancelada.
Não fez nada aqui, mas entrou no Top 10, muito por personalidade, porque se fosse por outros factores, a Kat Dennings teria mantido a posição.

Fired Up

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Dois putos jogadores de futebol americano de liceu preferem ir a um acampamento de cheerleaders, do que ao anual acampamento de futebol americano. Porquê? Para comer miúdas.
Um objectivo nobre, pois claro.

Se isto não é suficiente, há ainda o facto de que a Danneel é lésbica neste filme.
hmmmmmm

domingo, julho 12, 2009

New in Town

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Eu avisei que iria piorar.

Parece que a Renée está de mal a pior, a julgar por este filme. Os tempos de menina querida estão já distantes e a moça não está a ganhar muito com o passar do tempo. Gostei dos sotaques desta gente da terra do gelo, mas não registei muito mais.

A evitar.

Madagascar: Escape 2 Africa

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Estava há não sei quanto tempo para ver este filme. Já o tinha começado uma ou duas vezes, mas por um motivo ou outro tive que parar. Agora que o vi... não sei qual era a pressa.
Já o primeiro não foi nada de especial.

Tenho pena que o Mort não tenha aparecido mais. Eu gosto do Mort.

Bride Wars

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Estou em modo «filmes do nojo» de domingo à tarde.
E acho que vêm aí mais...

Van Wilder: Freshman Year

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Bom filme para fim-de-semana.
Pena o desprezo pela continuidade.
Mas quando há seios à mostra, não há que ligar muito a essas trivialidades.

17 Again

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Quantos filmes existem com esta história?
Um adulto vive frustrado e quer voltar atrás, fazer tudo de novo, fazer as coisas como deve ser.
Acho que toda a gente já o desejou. Esquecem-se é do quão irritante foi a adolescência. Toda a angústia. A raiva. A incompreensão. As limitações. As brigas com os velhos. Ter que estudar. Ter exames. Estar limitado a nível de guito. Sessões a solo a imaginar certas coisas...

Ok, acabei de aperceber-me que ainda sou um adolescente!...

Mr. Magorium's Wonder Emporium

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O Dustin Hoffman tem fama de ser uma diva. Não sei se já tinha falado nisto. Segundo consta, o cavalheiro tende a pedir takes atrás de takes até achar que a cena ficou perfeita. A minha dúvida aqui, sendo que contracena com crianças, é se será que passou-se com os putos? Não é a primeira experiência que tem neste tipo de filmes. Vamos não esquecer o brilhante Hook. Será que comporta-se condignamente com os putos ou tem ataques de histeria quando se enganam?

É curto.
Vem na sequência do Willy Wonka. Tenho ideia que é mais ou menos da mesma altura. Segue aquela lógica de Hollywood, de quando se faz um tipo de filme com sucesso, vamos lá aproveitar o momento e capitalizar com clones.
Tem momentos deliciosos. Um deles é qunado o personagem de Hoffman explica que se vai embora:
You see these shoes?
I found these in a tiny little shop in Tuscany and fell in love with them so entirely, I bought enough to last my whole life.
These are my last pair.

O outro é quando está no quarto de hospital. O médico pergunta o que o puto estava a fazer em cima da cadeira, antes de ter saído. Foi «apanhado» a mexer no tecto. Hoffman responde «[He was] Making sure I have enough space to sleep in.»













Giro.
Gosto deste humor «honesto».

PS - Continuo sem perceber a piada que as pessoas acham à Natalie Portman.

segunda-feira, junho 22, 2009

Paul Blart: Mall Cop

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Uma mistura entre o Sozinho em Casa e o Assalto ao Arranha Céus, com um segway e uma grande diferença: um bigode! Acredito que tanto o Culkin como o Willis teriam um ar muito mais imponente se tivessem este aspecto:














(Sim, esta cena foi em câmara lenta.)

Depois, há toda a questão do interesse romântico. Como é que qualquer miúda poderá interessar-se por um completo falhado, gordo, com um trabalho ridículo, no qual é mau, pai solteiro duma filha quase adolescente, a viver em casa com a mãe (dele, não dela, entenda-se)? Simples, he´s got wheels!

domingo, maio 10, 2009

Star Trek

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DOUBLE FEATURE!!!!

Como ainda tínhamos pipocas e o Wolverine tinha deixado um travo amargo na boca, decidimos ir ver o que queríamos ver originalmente. E foi como passar de sandes de coirato para lagosta! Recomendo vivamente: o melhor remédio para superar um filme reles é ver outro logo de seguida! «Filme», não ver outro «filme reles», entenda-se.
Valeu a pena, claro que valeu a pena.

Não sou um fã absoluto do J.J. Abrams. Gosto do Lost e achei piada ao Cloverfield. Já o Fringe acho horrível e nunca vi grande coisa no Alias. Não sinto o toque dele no Trek. Acho que tentou manter-se fiel aos originais, usando todos os clichés da série e filmes, mas procurando também criar qualquer coisa. O remake/sequela/prequela da moda, à la Batman e afins, mas não muito mais que isso. Não sinto que o tenha tornado em algo que queira continuar.

Breves notas sobre Star Trek:
- O Kirk está fixe. Não é o Shatner (NINGUÉM é o Shatner!), mas não está nada mau. Tem é a cena do lábio superior inchado que, confesso, de vez em quando fazia-me alguma confusão.
- Não consigo achar piada ao Sylar. Não acho que seja bom actor. Não, não acho piada à cena de «não ter emoções». Não é só aqui com o Spock. O gajo irrita-me e não há volta a dar.
- A Uhura, o Chekov e o Sulu safam-se muito bem. Alguns são escolhas estranhas, mas estão bem.
- O Scottie e o Bones estão brilhantes. Vê-se que os actores esforçaram-se porque foi divertido encarnar os personagens.
- O Eric Bana... epá, arriscaria a dizer que finalmente gostei de ver o Eric Bana num filme. Sim, senhor! Grande, grande mau da fita!
- Som muito fiel aos originais.
- Efeitos e cenas de acção excelentes, como se esperava.
- Muito, mas muito humor. Não o esperava a foi muito agradável. Talvez faça confusão aos fãs a sério, mas para mim foi excelente. O facto de terem ido buscar a piadinha do Kirk com alienígenas verdes foi muito bom.
- Às tantas, se te conseguires abstrair da acção ou das piadas, ainda páras um pouco para pensar que não é muito «lógico» uma data de putos terem cargos tão elevados na suposta melhor nave da frota, mas como sabes em que é que se vão tornar todos, acabas por ignorar esse pormenor.

Gostei do filme.
Ajuda não ser maluco pelo franchise, porque assim não estou à procura de incongruências ou gafes em geral, como fiz como o Wolverine. Acho que ajuda não ser geek, quando se vê este tipo de coisas. Ajuda a apreciar o filme pelo filme.

X-Men Origins: Wolverine

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Há certas alturas em que detesto ter sempre razão.
Comecei a saber coisas do filme e apercebi-me logo que só podia ser uma valente me$#@! Depois veio o trailer... e o trailer é realmente muito bom.
Já não sei se era este:


Acho que já não consigo distanciar-me do que acabei de ver. O que é certo é que isto mostra muitas coisas de acção e sim, fico em pontas com estas coisas. Fiquei com uma tremenda vontade de ver o bicho, ignorando aquilo que os meus instintos tinham dito logo à partida.
Erro. Claro erro.

O filme é mau. A única grande diferença entre este e outros da Marvel, como o Man-Thing ou o Punisher, é que tem um orçamento significativamente maior, o que permite ao Wolverine fazer um chicken falhado com um helicóptero... o que é sempre fixe.

Sou o primeiro a admitir que tentar adaptar a história deste excessivamente popular herói não é nada fácil. A sua «origem», passado, presente e mesmo futuro, sempre foi uma confusão dos diabos. Toda a gente quer escrever histórias dele e depois o canadiano acaba por fazer tudo ao mesmo tempo, gerando muuuuuuita confusão. Mas o que é certo é que nos últimos anos até se tem limpo muito a confusão. Deram-lhe uma data (mais ou menos) de nascença. Limparam a conversa (que já começava a irritar) da perda de memórias. E deram uma linhas mais consistentes do percurso. Porque é que decidiram NÃO aproveitar isso?! Ainda por cima, também ignoraram o universo que a Marvel está agora a tentar criar! O filme é, supostamente, uma prequela aos filmes dos X-Men, mas a nível de continuidade não tem nada a ver!!
Faz-me alguma confusão como é que é possível estragar algo tão simples.

Cenas que irritaram mais neste filme [NOTA: Aqui poderão haver spoilers]:
- A «origem» do Wolverine foi muito mal aproveitada. Deu-se demasiado rapidamente e com pouco ênfase. Pareceu-me que a revelação teve pouco impacto e pouca relevância para aquilo que é o Wolverine. Estragaram todo o propósito da «origem», só para chegarem rapidamente à introdução com as cenas das batalhas.
- Com tantos personagens da Weapon X, a história desta equipa acaba por quase não ser usada. Pensei que fossem fazer mais a onda das missões e como é que tudo tinha corrido mal e o Wolverine tinha ficado com o Adamantium e porque é que tinha abandonada o equipa... nada disso! Ficámo-nos por poucos minutos dessa parte.
- Dentro desta linha de raciocínio, alguém consegue explicar-me porque é que o Ryan Reynolds só manda duas bocas, logo no início do filme, como Wade Wilson/Deadpool, e depois desaparece, só para aparecer em tronco nu - mas calado! - mais à frente?!?! Eu achei esse casting perfeito, porque se havia alguém para mandar as bocas do «merc with a mouth», seria o Ryan... mas não!... Fiquei muito triste com essa.
- Se houver respostas para a anterior, há respostas para o facto do Cyclops e do Gambit terem aparecido?! O Gambit ainda percebo que tenha sido a pedido, agora o Cyclops!?!? Mataram-nos de forma estúpida no X3, só para o trazerem de volta assim?! Muito estranho.
- Em relação ao Gambit, PORQUE É QUE NÃO TINHA SOTAQUE!?!?!?!? Tudo bem, é difícil ser completamente fiél à BD, por falta de recursos, ou porque não encontraram ninguém parecido na vida real, ou por qualquer outra limitação desse calibre, mas é assim tão complicado arranjar alguém para fazer um sotaque francês?!?!? Epá, atirem um «mon ami» de vez em quando e pessoal já faz a festa!

Houve mais. Houve muitas mais.
O que me parece, e acho que esse é o erro principal, é que metem pessoas que não percebem muito bem a mística da BD, a fazer estes filmes. Ou metem gajos que não ligam aos detalhes, ou metem pessoal demasiado histérico em relação à coisa. Porque o que vi neste filme foram exageros desnecessários. Tudo bem que são pessoas com poderes e é suposto ser exagerado, mas não é preciso meterem os personagens a fazer coisas que nem na BD conseguem fazer, só pelo efeito da coisa. Eles já têm poderes, não é preciso darem-lhes MAIS habilidades!!!

Contudo, recomendo este filme a gaijas e outros «fãs» do Hugh Jackman. Até comigo já estava a mexer o facto do homem passar metade do filme semi ou completamente nu!

Foi uma confirmação do que temia e uma desilusão do que esperava.

domingo, abril 26, 2009

Yes Man

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Isto não é o mesmo princípio do Liar Liar? Um gajo ser obrigado a fazer uma coisa, que não lhe é nada natural, por muito ridículo que seja.

O Jim Carrey tem sempre piada a fazer estas coisas. Não esperava é que a Zooey Deschanel já tivesse subido de estatuto para interesse amoroso em filme comercial. Já era interesse amoroso, mas para losers e geeks e freaks. Gosto dela. Só não o esperava.

O filme tem uma data de cópias de outras coisas, de outros filmes. Mais uma data de esterótipos recentes. A premissa é como o Liar Liar. O personagem principal é um pouco igual. A cena de haver uma qualquer entidade por detrás daquilo, no caso é a «covenant» que fez, que o obriga a dizer sempre sim, senão será castigado, faz um pouco lembrar o karma do My Name is Earl. A Zooey a fazer de love interest, maluca, a não ter nada a ver com o gajo certinho, um pouco como a Aniston no papel de Polly.

É um filme de entretenimento divertido. Não muito original, mas é engraçado. Mais que não seja, veio provar, mais uma vez, que o bigode voltou à moda.
AH POIS É!!!!













Em grande... O grande Hyde. He can totally pull it off.

sábado, abril 25, 2009

Strange Wilderness


Steve Zahn é filho dum apresentador de programas de natureza. Enquanto o pai até tinha algum jeito para apresentar o programa, já o Steve... nem por isso.

Poderão pensar que é um daqueles filmes estúpidos escritos sob o efeito de narcóticos e/ou álcool. Nada disso! É um filme sério, com muita informação pertinente sobre animais e natureza.
Deixo-vos com um pequeno excerto, para ver se aprendem alguma coisa.

«En route to Bill Calhoun's cabin we had time to meet up with some of nature's most awesome creatures, Mr. Sea Lion. No matter how many sea lions are eaten each year by sharks, it never seems like enough. When a shark appears in the area, sea lions will leave the water immediately. Luckily, there are no tigers on shore waiting for him, or he wouldn't know what the fuck to do. A sea lion's main diet is fish, of which there are many different species. Here we see the puffer fish. Our best guess is that this fish inflates by sucking its balls into its stomach. This odd-looking fish is called a squiggly.
- Wait, dude, can I just talk? Can I just say one thing?
- Dude, give me the fucking...
- Please, please. Really.
- Give me the fucking microphone.
- Why is that pink thong running so fast?
- God. Sorry. Dude, this is a show about sea lions, God damn it. But to get closer to these remarkable creatures, we put our driver, Danny Gutierrez, in a sea lion costume. Unfortunately, after only a few seconds, Danny was attacked by a shark. Oh, fuck! Oh, no, no, no! Leave him alone! No, get off him, he's my friend! Please stop it!»

Muito educativo.

segunda-feira, abril 20, 2009

Fast & Furious

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Podia ter ido ver qualquer coisa mais «decente», tipo Gran Torino, o Slumdog Millionaire, ou mesmo o Duplicity. Podia ter cedido a tentações que seriam normais para mim, como o Spirit ou o Underworld: Rise of the Lycans. Teve que ser o quarto da série. Uma sequela com os actores originais. «Voltar às raízes.»

Como é óbvio, o filme é uma banhada, mas não deixa de ser uma excelente banhada. O mais rídiculo do filme - sim, há um «mais ridículo» e sei bem que é o que o pessoal quer falar - é o facto da Michelle Rodriguez morrer dez minutos dentro do filme! A minha teoria é que até ia fazer o filme todo, mas entretanto teve que servir uma qualquer pena de prisão e lá tiveram que reescrever o filme.

Para além disto, a coisa é cada vez mais um disparate quando vemos aquelas cenas de festas/corridas. As moçoilas... às tantas há três miúdas a comeram-se, só porque sim, e isto é pura ficção. Toda a gente sabe que miúdas só fazem aquele tipo de coisas para enlouquecer um gajo qualquer e, naquela situação, não havia nenhum caramelo a olhar, a babar-se. Absurdo por exagero.

Agora a parte que interessa verdadeiramente.
Não, não é os carros. Não podia estar mais a marimbar-me para isso. A banda sonora. Esta não foi tão boa. A minha preferida ainda foi a do Tokyo Drift. Esta foi muito latina. E eu até gosto disso. Desta vez não puxou por mim.

Esta música é grande cena! :p

quarta-feira, abril 08, 2009

Role Models

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Começou tão bem.
Paul Rudd a ser mordaz e a fazer (mal) de gajo de 35 anos.
O Stiffler igual a ele mesmo.
A Elizabeth Banks gira como tudo.
Putos geeks e/ou malcriados.
Personagens caricatos.
Bonding entre «adultos» e putos, com o primeiro a explicar a letra duma música ao segundo: Seriously, this song is called Love Gun, and it's about Paul Stanley's dick and how this girl's gonna get some of his dick!
banter

Depois veio o moral da história.
Seria de esperar.
Trouxe Kiss e fantasia... o que já não era tanto de esperar.
Aquelas cenas ridículas de parelhas improváveis, mas que funcionam bem, apenas nos filmes.
Seios... o que é bom!
Palhaçadas e cenas heróicas improváveis.

Balanço final: heh! (som de encolher de ombros)
Valeu pelas bocas.

Jane Lynch
What, do you think I'm a pushover?
You know what I used to eat for breakfast? Cocaine.
You know what I used to eat for lunch? Cocaine.

Stiffler
What'd you have for dinner?

Paul Rudd
Was it cocaine?

terça-feira, março 31, 2009

Futurama: Into the Wild Green Yonder

IMDb

Ainda não é oficial, mas cheira-me que já podemos ignorar aquela ordem de filmes que estava a tentar seguir.

É incrível a forma como as piadas são sempre as mesmas e, mesmo assim, ainda me rio. A série anda sempre à volta de piadas machistas, trocadilhos reles, idiotices de certos personagens e do Nixon... ou da cabeça dele, pelo menos! Isto não diz coisas boas acerca do meu sentido de humor.
Não me podia estar mais a marimbar!

Zapp Brannigan
We made it through, Kif. How many men did we lose?

Kif
All of them.

Zapp Brannigan
Well, at least they won't have to mourn each other.

terça-feira, março 24, 2009

Marley & Me

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Estou a desviar-me um pouco do meu caminho, é verdade.
Tento meter-me um pouco do outro lado da questão, agora. Como será ser confrontado com um post para este filme? Uma pessoa abre o browser. Consulta as suas páginas do costume. Escreve o link, numa de hábito, não esperando encontrar nada - tendo em conta a minha frequência nos últimos meses - e depara-se com este título. Este filme. Não será fácil. Alguns ficarão revoltados. Outros surpreendidos. Alguns indiferentes. Serão estas as diferentes reacções dos meus três (estarei a ser ambicioso, mais uma vez?) leitores.
Coitados.

Fui levado. Fui convidado. Se te dizem para ir, sendo que já não vês algumas pessoas há algum tempo, vais. Não reclamas nem dizes nada. Vais. Claro que é um pouco ridículo esta questão do cinema. Já não é de agora que o acho. Vais ao cinema com pessoal numa de socializar e, em boa verdade, ir ao cinema é tudo menos social! Estás no escuro durante cerca de duas horas. Trocas umas bocas, talvez até incomodando os vizinhos, mas não conversas. Tens os minutos antes, meio a correr, a ir para a sala. Tens um pouquinho depois, enquando cada um vai para o seu carro. Eu ainda tenho a viagem para casa, que tenho sempre que cravar a alguém. Mas estás mesmo com as pessoas?
É curioso.

Voltando ao filme.
Achei piada. Claro que achei piada. Gosto de coisas simples. Gosto de piadas fáceis. Gosto de histórias básicas e lamechas. E nunca ninguém ouviu-me dizer mal deste, ou de qualquer irmão Wilson. Ok, talvez do terceiro, do qual ninguém sabe o nome mas que às vezes aparece lá atrás. Acima de tudo gosto de filmes de cães. Este é especialmente bom porque, para todos os efeitos, é o cão que devia ter o nome acima do título. O cartaz devia ser:

CÃO
staring in
Marley & Me
with Owen Wilson and Jennifer Aniston

Não há muito mais para dizer, tirando o facto de que até supreende, de certa forma. Se vires o trailer vês aí TODAS as cenas engraçadas. (Ainda fico surpreendido por haver pessoas que se desmancham a rir com cenas do trailer. Sei que não é obrigatório ver o dito antes de ver o filme mas... mesmo assim!) O que não vês no trailer são as cenas mais fortes, mais pesadas. Cenas que são previsíveis mas que mesmo assim têm algum efeito. Surpreendeu-me haver algum peso, algum sumo, alguns detalhes que te fazem inclinar a cabeça com um ar intrigado.
E não, não estou a falar do facto da Aniston passar o filme «com frio»! É que mesmo no calor infernal de Miami a mulher estava, em qualquer altura, pronta a vazar um olho a alguém. No caso, ao Wilson. Ou ao cão. Que até merecia que lhe vazassem um olho. Acho que fizeram de propósito. Havia sempre um gajo com cubos de gelo, para que a Aniston se pudesse «preparar» para a cena. Era para desviar a atenção do quão plástica a mulher anda. A sério! Às tantas não sabia quem é que tinha o nariz mais estranho, se ela ou o Wilson!

É um filme engraçadito. Daqueles que se vê. Daqueles que até deixa uma lagrimazita no olho, se fores amante de cães (não literalmente!).

segunda-feira, março 09, 2009

Watchmen

IMDb | Sítio Oficial

Devia ter ido cagar antes de ver o filme.

Peço desculpa, mas tinha prometido que começava o post desta forma.

Uma refeição que levou o meu estômago aos limites do possível e imaginário.
Dois dedos de boa conversa.
Um filme longo, mas que não se dá por isso.
A companhia ideal do costume.
O cinema de eleição (talvez não a sala, mas o cinema sim).
O acto acima descrito.
E uma cerveja fresca enquanto pondero sobre o que vou falar.
Life doesn't get any better than this.
Quer dizer... por acaso consigo pensar numa data de maneiras como a vida podia ser melhor. Aliás, bastava-me uma! Mas estou a tentar não ser tão pessimista, hoje em dia. Vou tentar não ser tão negativo.

Podia elencar uns quantos detalhes ridículos, como costumo fazer. Isso implicaria que não gostei do filme? Claro que não! Só que aqui o meu problema é não querer entrar muito dentro do filme. Já estraguei um pouco a 2.ª série do Californication a duas pessoas, hoje. Vamos tentar manter o nível de spoiler ao mínimo possível.

Uma pequena introdução.
Para quem não sabe, este é O livro de BD, dos livros de BD. É o livro que define os «livros» de banda desenhada, em vez de serem apenas revistinhas com bonecos. Foi o que definiu o Graphic Novel. Terá mesmo sido o primeiro do género. Será o maior do género. Enquanto dantes a BD remetia-se a um formato mensal que ia narrando uma história contínua, uma grande novela, com o GN aparece uma história compacta, com princípio, meio e fim e muito, mas muito mais sumo. É o livro de referência e dele surgiu muita coisa e muitos detalhes que influenciaram muitas histórias nas últimas décadas. É também O filme que se está à espera para fazer, praí desde... sempre!
Estava em pontas? Nem por isso.
Li o livro tarde demais. É dos anos... 70? 80? Li-o há uns anos atrás, depois de quilómetros de folhas de BDs e meses de filmes e séries de enfiada. Tudo tem o seu tempo. Digamos que, antes de ler o livro que deu origem a uma data de outros livros, li precisamente todos os outros livros. Ainda para mais, a história do Watchmen é muito «datada». Acredito que esta foi precisamente uma dos questões que levou à tão tardia produção da versão cinematográfica.
Não estava em pontas, mas muito boa gente estava, certamente.

Desde que me lembro, que há rumores deste filme ser feito. Mesmo antes do filme de BD se tornar uma cena corriqueira. Que posso então dizer sobre um dos filmes mais falados de sempre, mesmo antes da sua verdadeira concepção? Vou debruçar-me sobre três pontos, paralelos ao filme, digamos assim, tentando evitar entrar muito dentro do mesmo.

1.
A minha histérica companhia apontou uma questão que é pertinente e difícil de ajuizar para ambos. Nós lemos o livro. Embora não tenha os detalhes perfeitamente em mente, estou num estado perfeito para ver o filme e fui-me lembrando de maior parte das coisas, à medida que ia vendo o dito. Digo «estado perfeito» porque tenho ideia suficiente da história para não ficar baralhado, mas não me me lembro dos detalhes para ficar irritado com a falta de algo.
A questão que se põe aqui é: será que é um filme fácil de ser visto por quem nunca leu o livro? A minha companhia acha que não. Eu não tenho a certeza. Lá está, é difícil de ajuizar, porque já lemos o livro. É pertinente, porque a premissa de qualquer filme baseado em alguma coisa é não deixar ninguém de fora. Isto poderá ser um grande defeito. Claro que é de fácil resolução, tendo em conta que facilmente se arranja a obra, mas mesmo assim!...

2.
A banda sonora.
Sendo que em termos visuais o filme está MUITO fiel ao livro (a cena inicial do Comedian deu-me arrepios!), o som é algo que poderá ser interpretado de formas diferentes, por pessoas diferentes. O elenco e as vozes estarão muito perto do original. A banda sonora... Epá!... O começo, a introdução, o resumo da história daquele universo de super-heróis, acompanhado do The Times They Are A-Changin, essa parte está absolutamente genial. Já a utilização do Unforgetable numa cena de porrada foi puxada. O Hallelujah numa cena de cangote foi meio absurda. E o 99 Luftballons... well that was just wrong!
Houve momentos onde a música estava perfeita, outros onde estragou um pouco a coisa. Não é grave, mas dei por mim a pensar nisso. «Eu a pensar» = não bom!

3.
O elenco.
O Comedian é igual ao Javier Bardem. Arriscaria mesmo a dizer que o espanhol terá sido uma das primeira opções para o papel.
O pénis do Crudup é dum azul encantador, mas irritou-me a cara dele ser tão CGI.
A Carla Gugino é fabulosa e entra, de caras, no meu Top 10. Destronando, infelizmente, a Katharine McPhee.
O Ozimandias é irritante, mas é suposto ser e está muito bem.
O Rorschach é excelente!
O Nite Owl II é demasiado plástico. Já o era no Little Children. Aliás, há uma cena em que tem um «bronzeado de lata» perfeitamente absurdo. (Odeio Hollywood e as suas ridículas noções de beleza!)
A Silk Spectre II... até ver agora o elenco no IMDB, estava convencido que era a Kate Bosworth! E eu até conheço esta miúda doutras coisas! Terá sido a testa gigante que confundiu!?
Tenho muita pena que a Silhouette não tenha aparecido MUITO mais!!
E raios partam o Nixon, que mesmo morto ainda aparece em tudo o que é filme, hoje em dia!
Em resumo, o elenco, cheio de segundas escolhas, está muito bem e completa o filme perfeitamente. Foi possível encontrar razoáveis bons actores para darem vida a personagens há muito conhecidos. Kudos ao director(a) de casting.

No geral e para efeitos de conclusão, que isto já está a ficar tarde e o vitinho já deu há bué:
Está muito bom. Digo isto não sendo um fã absoluto do comic. Para um reles apreciador de BD e cinema, gostei bastante e acho que está uma adaptação muito bem conseguida do original. Muitos dos fãs reclamarão com a ausência de alguns mostros «marinhos», mas não me parece que estrague a coisa, de todo. Era impossível meter tudo de bom (e mesmo de mau) do comic e acho que qualquer pessoa com dois dedos de testa conseguirá ver isso.

domingo, fevereiro 22, 2009

Intervalo 7 - Alguns problemas técnicos

Seria realmente uma boa desculpa.
«Ah e tal!... Fiquei sem maneira de ver filmes e por isso é que não tenho visto.»
Pois, nada disso.

O motivo de não ter visto filmes tem duas letrinhas apenas:
FM

É verdade, este vício voltou à minha vida e, dois minutos jogados, lá me veio à memória o porquê de ter largado o bicho, da primeira vez.
É que aquilo entranha-se. Envolve-te nos seu tentáculos e é impossível sair.
Tentas ligar a pessoal.
Tentas mandar ou responder a mails.
Tentas arrumar o quarto.
Tentas limpar a casa.
Tentas comprar comida.
Tentas comer.
Nada!!
Não consegues fazer nada!
Impressionante.

Isto tudo para dizer o quê?
O meu plano maquiavélico foi por água abaixo. A ideia era ver os filmes dos Óscares antes da cerimónia. Falhei miseravelmente. Dos principais, falta-me o Happy-Go-Lucky (Melhor Guião Original), o Vicky Christina Barcelona (Melhor Actriz Secundária, Penélope Cruz) e Rachel Getting Married (Melhor Actriz Principal, Anne Hathaway), para além dos cinco nomeados para melhor filme.

Aqui ficam as minhas previsões para os seis prémios principais:

MELHOR FILME e MELHOR REALIZAÇÃO
Toda a gente começou por apostar no Button. Com o passar do tempo e o acumular de prémios para Slumdog, parece que a aposta clara será o filme de Boyle. Safe money é no Slumdog para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Guião Baseado em coisas. Isto se a Academia estiver numa de ser consensual com o resto do mundo. Se for igual a si mesma, dará o prémio a Frost/Nixon, só para continuar a premiar um dos meninos bonitos de Hollywood. Reader, Milk e mesmo o Button, correm como outsiders, parece-me.

MELHOR ACTOR PRINCIPAL
Sem ter visto três das interpretações, o meu voto vai para Richard Jenkins. Infelizmente este é o underdog da selecção e dificilmente irá ganhar. Todos os anos há pelo menos um. Um actor ou actriz que faz um papel brilhante, mas como é dum filme independente, não há bling para comprar votos. Nos últimos anos tem sido o Gosling, este ano é o Jenkins.
O Sean Penn é persona non grata em Hollywood. O Frank Langella até é considerado bom actor, mas ninguém vai dar um prémio ao Nixon!! Brad Pitt pode merecer a coisa e até vejo a Academia a aceder a dar um prémio a este bad boy, só que acho que está tudo virado para o Rourke. Não percebo porquê, mas cheira-me que a estatueta vai pender para Rourke.

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL
Não vi a Hathaway mas, por muito que até seja menina bonitinha de Hollywood, parece-me que não terá grandes hipóteses contra os outros tubarões. A minha aposta vai para Streep e será merecido. Também não vi Winslet no Reader mas tendo em conta que o resto do mundo considerou este papel como sendo secundário, parece-me que também não terá grandes hipóteses.

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
De tempos a tempos olho para a lista e até começo a analisar quem poderá ser o vencedor. Isto porque esqueço-me de quem lá está. Depois leio o nome de Ledger e sigo para a categoria seguinte. Acho que não há dúvidas. Até acho é que nem deviam ter nomeado mais ninguém este ano, só para nenhum dos cavalheiros passar vergonha. Abriam o buraco outra vez, metiam lá a estatueta e não se falava mais nisso.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Talvez queiram dar mais um Óscar a Doubt e vá para Amy ou Viola, mas duvido. Penélope não me parece ser moça a quem a Academia atribua Óscares. Não sou fã mas também não desdenho o trabalho da espanhola. Não me parece, é só isso. Pelo pouco que conheço do filme, cheira-me que o papel da Tarija não será muito grande e/ou imponente. São suposições baseadas em praticamente nada, atenção. Acredito que seja o segundo para Marisa. Como até gosto dela, não me incomoda. E o papel não é mau, em boa verdade.

O resto...
Como já disse, devem ir mais uns quantos para Slumdog. Gostava que o In Bruges ganhasse o Óscar de melhor argumento original, mas cheira-me que será complicado. O Button deverá ganhar um ou outro por montagem. O Wall-E ganha o de animação, na boa. E o Dark Knight talvez ganhe mais um por efeitos.

Fica a dúvida para o melhor «estrangeiro». Ainda irei vê-los. Tenciono fazê-lo. Vai demorar mais um bocado, só isso.

Os outros oito... a ver se os vejo nas próximas semanas. Serão os próximos a ver,. Todo este assunto será abordado mais um pouco. Nos próximos posts é que vai ser notório o quão pouco percebo disto!

Hoje...
Epá, não percam tempo com a palhaçada que é a cerimónia! Vejam mas é um bom filme. Depois logo se vê quem ganhou o quê, amanhã de manhã, antes de querer começar a trabalhar, enquanto se lê «as gordas», on-line.

domingo, fevereiro 01, 2009

In Bruges

IMDb

comoéqueestefilmenãotemumsiteoficial?!
aparentementebrugeséumapraçagigante
oralphfiennesdeviaerasófazerfilmesdestesenãoamerdadotheduchess
amiúdaébuéééééégiraapesardeserafleurdosfilmesdoharrypotter
estenãoprecisavadosóscaresporquejáotinhavistonãoseiaondeejáoqueriaverantesdasnomeações
osóscaresparaoqualestánomeadoetaleocamandroe
yaddayaddayadda
estefilmedeviasernomeadoparatodososóscaresporque...
...ESTE FILME É BRUTAL!!!!!!

Eu adoro este filme.
Eu quero ver este filme vezes e vezes sem conta.
Eu quero sair à noite com este filme.
Eu quero ir beber copos e jantar com este filme.
Eu quero ir ao cinema com este filme.
Quero fazer amor com este filme.
Eu quero viver com este filme.
Eu quero apresentar este filme a todos os meus amigos.
Eu quero conhecer todos os amigos deste filme.
Eu quero ir a festas e aniversários e jantares com este filme.
Eu quero apresentar este filme aos meus pais.
Eu quero conhecer os pais deste filme e pedir ao pai do filme a mão do filme em casamento.
Quero casar-me com este filme.
Eu quero proteger o filme e cuidar do filme, na doença e na pobreza, etcetara e tal.
Eu quero ter filhos com este filme.
Eu quero ficar velho com este filme.
Eu quero viver o resto da minha vida com este filme.

Para o caso de haver dúvidas, achei piada ao filme.
Deixo-vos com algumas das excelentes tiradas:
HARRY
Number one, why aren't you in when I fucking told you to be in?
Number two, why doesn't this hotel have phones with fucking voicemail and now I have to leave messages with the fucking receptionist?
Number three, you better fucking be in tomorrow night when I fucking call again or there'll be fucking Hell to pay, I'm fucking telling you, Harry.

- My date involved two instances of extreme violence.
One instance of her hand on my cock and my finger up her thing, which lasted all too briefly. Isn't that always the way?
One instance of me stealing five grams of her very-high-quality cocaine, and one instance of me blinding a poofy little skinhead.
So, all in all, my evening pretty much balanced out fine.
- You got five grams of coke?
- I've got four grams on me and one gram in me, which is why me heart is going like the clappers, as if I'm about to have a heart attack. So if I collapse any minute now, please remember to tell the doctors that it might have something to do with the coke.

E a minha preferida, que é aquela frase de engate perfeita, the ultimate ice-breaker, para quando já disseste olá e ela está a fugir e queres chamar a atenção para ver se ainda consegues que fica toda maluca por ti:
«A lot of midgets tend to kill themselves.»

Excelente!

pura
e
simplesmente

excelente

The Duchess

IMDb | Sítio Oficial

Esperava que o filme fosse secante. Não esperava as cenas de «lesbianice»! São softcore, entenda-se. São sempre bem vindas. Aos meus olhos, o amor entre duas mulheres é muito bonito.

A história dum casal cujo matrimónio é baseado no marido querer ter descendentes do sexo masculino. Pelo meio, são realeza britânica, numa época onde não é ilegal o marido bater na mulher com um pau, desde que este não seja mais grosso que um polegar. Isto é daqueles pormenores que gosto de acrescentar, só para o caso de aparecer alguém a querer dizer que este período era muito romântico. Safam-se os decotes e pouco mais. Metam o Marie Antoinette no #$!!

Foi nomeado para Óscares que não interessam ao menino. Mesmo assim fiz questão de ver. Fica este diálogo, muito bonito:
Duke of Devonshire
Yes. I love you.
Georgiana, The Duchess of Devonshire
How?
Duke of Devonshire
In the way I understand love.