sábado, abril 25, 2015

The Expendables 3


Esta terceira iteração dum franchise, pelo menos, épico (à escala anos 90, atenção), tenta tudo por tudo manter a coisa viva.

Acaba por tornar-se um filme de família e amigos, o que é estranho, tendo em conta todos os tiros.

Uma nova geração surge, primeiro para substituir os mais velhos, mas depois para integrar um grupo maior. Tudo muito fofinho e idílico.

Já as capacidade de decisão de Stallone é que deixam algo a desejar. A ideia de levar apenas os miúdos para um grande confronto, procurando «proteger» os amiguinhos, acabando por pôr em risco os primeiros... Eeepá, essa parte foi só estúpida.

Last Knights


Honra entre guerreiros. Um braço direito de lorde tenta vingar a morte do seu senhor. Abdica de tudo, num plano elaborado, apenas para os mais pacientes.

A parte das batalhas está bastante boa. A seriedade de Owen também. O enredo está bem trabalhado, embora falhe num momento ou outro. Óptimo vilão, daqueles que dá gosto odiar.

Desengane-se quem ache que vai ver muito de Freeman.

The Young and Prodigious T.S. Spivet


É melancolicamente triste e bonito.

...

Não basta isto? É preciso mais? Raios.

Um miúdo génio, com um pai cowboy e uma mãe cientista, fixada em insectos e afins. Lida com as tolices adolescentes da irmã, com a simplicidade do mundo à sua volta, com a sua precocidade intelectual e com a morte do irmão. Inventa uma máquina de movimento perpétuo e aldraba uma candidatura para ganhar um grande prémio.

Creio que assim bastará.

quarta-feira, abril 22, 2015

Seventh Son


Começa a ser oficial. Não queria acreditar, mas começa a ser. Não há forma de ver um novo universo de fantasia, em filme, decente.

Este tinha algum potencial. O elenco é quase todo ele bom. Mas não conseguem fazer nada apelativo. A história é apressada. Ainda o aprendiz está a aprender a andar e volta e meia já sabe fazer mortais. É absurdo. Não dá para ver personagens a crescer. Não dá para ver magnitude de cenários, relações ou mesmo cenas. É tudo muito fraco.

sábado, abril 18, 2015

The Last Time You Had Fun


Ver este filme foi capricho. Esperava pouco dele, mas acho piada a maior parte do elenco. Queria ver por eles.

Com expectativas baixas não compromete. Chega mesmo a ter um ou outro momento inteligente e/ou divertido. Nada que não esteja no trailer, mas vá. Ao menos isso.

The Wedding Ringer


Ainda não sei que dizer. Mesmo passado algum tempo depois de ter visto. O filme é uma tolice pura, desprovida de qualquer nexo. Mas os momentos dos rapazes são bastante divertidos, à laia Hangover, com homens crescidos a serem crianças.

Parvo parvo é a parte do Josh Gad sacar não só a Cuoco hifenizada, como ainda a Nicky Whelan. Haja tolerância.

Hot Tub Time Machine 2


E por falar em sequelas a roçar o absurdo, temos em HTTM2 o exemplo perfeito disso mesmo. Os criadores bem tentam capitalizar o sucesso do original, mas basta não terem conseguido garantir o elenco principal todo para ser um esforço em vão.

Não que seja desprovido de alguns momentos engraçados. Estes tipos conseguirão sempre arranjar maneira de me fazer rir. Mas já não será a mesma coisa. Não se lembrem de fazer um terceiro, por favor.

Taken 3


...temos logo de seguida o velho durão original, que meteu filmes de velhos durões na moda.

Por vezes é constrangedor ver Liam a mexer-se mais devagar que qualquer outra pessoa no filme. Felizmente é tudo bem disfarçado. É preciso andar à procura destes detalhes. Mais que não seja, a filha querida rouba a atenção. Não por ser quem é, ou por meter-se em apuros outra vez. Desta feita não é nada com ela. O espectador acaba por distrair-se com a actriz que claramente não tem idade para andar na faculdade, ou sequer para ser apaparicada como é pelo pai(avô?).

Esperemos que seja a última sequela destes personagens. A próxima roçará demasiado o absurdo.

The November Man


Impressionante como dei tanto a volta com Pierce. Achava-lhe zero piada. Incomodou-me ter sido escolhido como Bond. Aprendi a gostar do cavalheiro logo na sua segunda interpretação do famoso espião. Ajudou logo após ter feito o divertidíssimo Matador. Hoje em dia vejo os seus filmes com gosto. Especialmente estes em que é um velho agente secreto durão, a dar bailes aos seus traiçoeiros empregadores. E por falar em velhos durões...

domingo, abril 05, 2015

Batman vs. Robin


Por estar demasiado dentro das histórias e do universo criado na BD, não tenho a certeza destes filmes serem acessíveis a todos.

Os filmes são reproduções de «arcos» de história mais populares. Mas falta-lhes muito do enquadramento. Em BvR, o nosso morcego humano preferido já adoptou o filho(?) dum dos seus inimigos. Treina-o para ser melhor do que é. Mais bonzinho, vá. A missão nem sempre é fácil, dada a natureza rebelde do rapaz.

Mas será introdução suficiente para um não-leitor? O enredo fará sentido? Tenho as minhas dúvidas.

segunda-feira, março 30, 2015

Song of the Sea


Vou... errr... Vou tentar falar sobre... (Só um segundo.) sniff sniff Tento então falar sobre o filme. (Só mais um pouco enquanto limpo uma última lágrima.)

O filme é horrivelmente doce e carinhoso. Vinha pronto para desancar, achar absurdo que o Lego não estivesse nos Óscares, em detrimento deste. Por nenhum motivo em especial. Nem sou o maior fã do Lego. Ia seguir a carneirada. Só porque sim. Mas não dá. O filme é giro e dá aquele alento de ainda talvez ser possível criar histórias originais divertidas... Se bem que o mais provável é isto ser baseado numas quaisquer fábulas irlandesas.

domingo, março 29, 2015

Focus


Tem como vantagem o enred...

Que raios estou praqui a dizer?! Tem a Margot Robbie. Não é razão suficiente? Não interessa qualquer possível ódio de estimação ao Will Smith (que não tenho, de todo). Maaaaaaaargooooooot Roooooobbieeeeeee.

E maior parte do filme não sabemos qual é o esquema. Ou se existe sequer. Foi um extra fixe.

domingo, março 22, 2015

Wild


Tive uma réstia de esperança que isto não fosse um Into the Wild, versão feminina. Escapará por pouco à comparação. Por muito pouco, mesmo. Mas para uma coisa baseada num livro biográfico, até que não é mau de se ver. Já tive que gramar com coisas piores. E que não tinham vislumbres dos seios de Witherspoon.

Continuo com um fraquinho por esta mulher, saiba-se lá porquê.

E olha, enquanto esta moça se decide a atravessar um país-quase continente a pé, já eu vou ali ao Minipreço comprar umas cenas. Também a pé, entenda-se.

domingo, março 15, 2015

Tusk


É triste ver esta evolução de alguém que se chegou a admirar. Tusk é péssimo. Sai duma ideia/história parva, discutida num podcast idiota. Depois, graças ao estatuto que tem, apesar de tudo, lá consegue realizar a coisa. Não valeu a pena. Se é para isto mais vale não fazer nada, good sir.

The Hobbit: The Battle of the Five Armies


Sim, mais que suficiente.

Fico por algumas cenas de acção. É ridículo termos os cinco minutos finais de Smaug apenas no terceiro filme. Todas as cenas de não acção são pavorosas. Continua a valer pelos (mesmos) efeitos. Tudo o resto é fraco. Lamento. Fazer uma trilogia do livro foi uma experiência falhada. Tiveram que encher com demasiada palha. E da má, ainda por cima.

Até estava a gostar, até certo ponto. O final foi uma seca. Deixou-me irritado.

sábado, março 14, 2015

Boyhood


Não vou dizer nada que já não se saiba. Vale e muito pelo projecto. É uma ideia extraordinária e é de valorizar ter sido levada até ao fim. Mais que não seja é bom saber que alguém conseguiu, finalmente, aproveitar os «filmes de família» para alguma coisa.

Já a Arquette ganhar seja o que for pelo papel... Só digo uma coisa. Todos os maridos pareciam ser tipos porreiros antes de se casaram com ela. Só depois viraram alcoólatras violentos. Menos Hawke, vá. Será coincidência?

terça-feira, março 10, 2015

God's Pocket


Três momento muito bons marcam o filme, tanto para o bem como para o «mal».

- Não é o primeiro filme em que a cena inicial é Hoffman na cama com uma mulher atraente. Este não será tão gráfico como foi com Marisa Tomei, mas Hendricks acaba por ser «maior» que ela. Por muito respeito que tenha a Hoffman, esta cena mesmo assim custou-me.

- A meio há uma cena de antologia que, por pouco, não faz o filme. Hoffman corre atrás duma carrinha de refrigeração. É dele. Procura vendê-la, pois precisa do dinheiro. Mas não pode deixá-la em quaisquer mãos. Isto porque para além de carne, tem também o cadáver do seu enteado. Hoffman quer agradar a mulher, providenciando o melhor funeral possível ao miúdo, mas falha a todos os níveis. Enquanto ele quase se mata atrás do corpo dum miúdo que apenas a mãe apreciava, Hendricks (a mãe e esposa referida) mete-lhe os palitos com alguém que possa trazer justiça à morte do rapaz. É de sonho a dimensão e dualidade das cenas em conjunto.

- O plano aberto, numa das cenas finais. Nesta vemos mais uma cena de impotência do infeliz Hoffman, em que não consegue salvar o homem que lhe meteu os ditos palitos, duma tareia épica dum conjunto de jovens frustrados. A cena é grande, não de duração, mas da mensagem que passa.

Posto isto, falei-vos do melhor do filme.

domingo, março 08, 2015

So I Married An Axe Murderer


Numa lógica de rever comédias clássicas, decide rever esta dos anos 90. A minha adoração por Myers mantém-se, mas ao contrário de Success, não consigo deixar de ver isto sem o olhar frio e calejado dos 2010. SIMaAM não sobrevive bem ao teste do tempo. Para grande pena minha. Pior, mesmo Myers já não tem aquela piada que lhe reconhecia. Ou não estivesse o actor meio desaparecido, nos temos que correm.

Apesar de ter meia dúzia de coisas que ainda têm piada, o filme já não tem o impacto que teve no jovem adolescente que fui.

sábado, março 07, 2015

Lucky Them


A Toni Collette é fixe. Sempre. É uma mulher com pinta. Não há nada a fazer. E acaba por ser sempre perfeita para este tipo de papel, com ligações à música e à cena cool. E vá, o Haden Church tem piada. Já o filme... meh!

Top Five


Chris Rock arma-se em escritor e realizador. Sim, é cómico mas quer fazer coisas sérias, à semelhança do personagem.

Gostei de algumas partes. Sou fácil, se me metem conversas longas a passear por ruas de Nova Iorque, em especial se envolverem Rosario Dawson. No seu todo não posso dizer que seja grande coisa.

The Grand Seduction


A minha adoração por Gleeson, a sua empatia e sotaque, fizeram-me ver The Grand Seduction. Não estou arrependido, mas também não conseguiria convencer ninguém a ver o filme, que não por isso.

The Hunger Games: Mockingjay - Part 1


Logo após ver o filme, vi o seu respectivo Honest Trailer. Pouco mais terei a acrescentar. Não percebo o irritante personagem Peeta e a relação dela com ele. Não percebi como pôde culpar o governo pela destruição do hospital, quando foi ela a provocá-lo directamente. E sim, é claramente estar a esticar uma história em dois filmes. História essa que mal dá para um. Os primeiros 30 minutos então são pavorosos.

Enganaram-me bem com esta saga.

The Secret of My Success


Sem vontade de ver qualquer das coisas novas, pus-me a ver um clássico da minha infância. Precisava desse alento de memórias de tempos mais simples.

Em boa verdade custa-me pouco ver este tipo de coisas. Como muitos da minha idade, o fascínio pelo personagem que era J. Fox ainda hoje se mantém. O facto de ser pequeno ajudaria à empatia com o público mais novo? Ou seria apenas a sua irreverência natural? Claro que aos olhos de hoje, Fox é um betinho. Mas, sob o olhar dos maduros 80s, era um traquinas dos bons.

Secret não sobrevive bem às agruras do tempo. A narrativa era fraca e a história prende-se por arames. Não deixa de ser um exercício notável de mostrar muito, sem contar nada. Pouco sabemos da empresa onde o personagem trabalhava, ou mesmo das suas estratégias para a salvar, mas somos convencidos facilmente que Fox é um génio e que as suas ideias é que estão certas.

Vale também sempre pela simplicidade de tudo, e pela genial música que emana demasiado dos 80s, neste e mais num ou outro filme.

tchipitica

quinta-feira, março 05, 2015

Night at the Museum: Secret of the Tomb


Há fenómenos que não se explicam. Aprende-se grande coisa com NatM? Nem por isso. Então porque vamos já no terceiro?

segunda-feira, março 02, 2015

The Rewrite


Vontade de ver uma comédia romântica, por fraquinha que seja. Em boa verdade, o género está moribundo e longe vão os tempos em que Quatro Casamentos era um filme de referência. Valeu por ver Marisa, que é sempre um prazer. Ainda para mais a dançar em estado de pura felicidade, dando algum alento à alma deste espectador. E pelo elenco vasto de jovens moçoilas para o qual deixo rapidamente de ter idade para olhar.

sábado, fevereiro 28, 2015

Birdman: Or (The Unexpected Virtue of Ignorance)


Céus. Que intensidade.

O filme é bom, isso é certo. Não o digo pelos Óscares. De pouco me valem esses louros. Serei sim suspeito por dizê-lo, pelo apreço que tenho pelos actores. Tirando a Naomi gosto de todos. Mesmo do Zach Nome Impronunciável. E por Keaton então tenho total adoração. Ou não fosse ele Beetlej.... eeerrr... Batman.

Posto isto, fui o único com vontade de ver um(os) filme(s) do Birdman?

September


God is testing us and I, for one, am gonna be ready. Where's the vodka?

Imprevisibilidade é ver os filmes de Allen que me faltam, por ordem cronológica. Incompetência é não saber se usei bem a vírgula na frase anterior. Também não é como se já tivesse uns anos valentes de saber escrever. O que é certo é que nunca sei se vou ver algo mais sério ou mais cómico.

Allen gravou este filme duas vezes. Parece que, se lhe tivessem dado oportunidade, teria gravado uma terceira. Da primeira para a segunda mudou metade do elenco. Também falamos de seis a nove pessoas. Não sei se à terceira voltaria a mudar. O intuito era fazer uma peça dentro dum filme, tudo gravado na casa de Verão da então namorada Mia Farrow. Deixou passar o Verão e teve que filmar num estúdio, já quase no Inverno. Foi um dos maiores flops de Allen. A sorte é que já andava a fechar o filme seguinte, antes de September sair. Dá jeito ser profícuo.

Dá jeito ser talentoso. Mesmo quando se faz trampa, mesmo assim consegue fazer algumas coisas engraçadas.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Hannah and Her Sisters


Há um conforto no genérico simples dos filmes de Allen. Considero uma vergonha chegar a esta idade, sendo fã de cinema, e não ter visto todos os seus filmes. Mas continua a ser especial ter por ver uns quantos genéricos a preto, com letras brancas e umas músicas de jazz.

Depois adoro ainda as coincidências. O último filme que vi tinha Barbara Hershey, assim como este. E hoje estive a falar dela e de Once Upon a Time, onde entra como grande vilã, embora não a tenha referido em relação à série.

Is it healthier to have problems in both ears?

domingo, fevereiro 22, 2015

Tin Men


Desconhecia o filme até há bem pouco tempo. Foi com gosto que voltei a ver Dreyfuss, DeVito e Hershey como personagens principais. Num filme simples encontra-se muito talento e vá, uma história simpática.

What Maisie Knew


Trama nada elaborado, com um divórcio a finalizar uma relação nada saudável. O filme vale muito pela forma como se conta a história, sempre pelo ponto de vista da criança, a que verdadeiramente sofre com as idiotices dos pais. Vamos sabendo das coisas através dos seus olhos, pela forma como os adultos interagem com ela. A nós passa a ser claro o que se passa, apenas por conhecimento de causa, sempre com uma sensação de impotência. A angústia acaba por ser tremenda, apenas aliviada pela atitude de um ou outro personagem mais carinhoso.

Com menos tempo em cena, mesmo assim Moore saca uma interpretação bem mais digna de louros do que a outra.