domingo, maio 31, 2026

The Mandalorian and Grogu


Não me enganei nas horas do post, não.

Enquanto as pessoas normais estão a relaxar num domingo de manhã, eu decidi vir ao cinema. E apanhei uma sessão uma hora mais tarde do que queria. A intenção era apanhar a sessão das 9.45, mas atrasei-me.

Madalorian tem muito do que queria ver. Não tudo. Faltou sabres de luz, talvez. Ou talvez não. Nem tudo o que é Star Wars precisa ser «Star Wars», bem sei. Devia contentar-me com ver os Anzellans, ou ver uns Hutts à porrada. Ou ter tempo de antena, única e exclusivamente, com o Baby Yoda (ninguém o chama «Grogu»). Mais, há belíssimas cenas de acção e tirinhos, onde o Mando «solta a franga».

Então porque é que estou irritado de não ter visto o Grogu (seja) a sacar o seu mini sabre de luz? Porque sou parvo. Até porque nem sei se o tem.

Fãs de Star Wars são os piores.

Happy Gilmore 2


A minha mais velha demorou a dormir, por isso não tinha muito tempo. Eu queria ver algo curto e talvez divertido. Não tenho assim tantas comédias na lista. As minhas opções são limitadas.

Como é possível uma sequela, duma comédia reles de há 30 anos, ter duas horas de duração?

Por acaso até é uma pergunta fácil de responder. É por causa de toda a gente que o Sandler conseguiu enfiar neste filme. E se ele esforçou-se. Há cameos parvas do Eminem e do Post Malone. Para além dos golfistas profissionais, jornalistas de desporto e tooooooooodos os amiguinhos de longa vida do Sandler. Não é pouca gente. Isto ocupa tempo de cena.

Acabo com uma pergunta mais difícil de responder. Isto foi o Bad Bunny a mostrar-se a Hollywood como actor? Pareceu.

quarta-feira, maio 20, 2026

Greenland 2: Migration

IMDb

Ui, nesta sequela vale tudo!

Então não é que há um meteorito que destrói a Terra, matando 75% da população. Supostamente, sobrevivem as pessoas que conseguiram enfiar-me nos bunkers espalhados pelo mundo. Acontece que, afinal, nos cinco, seis anos seguintes, há gente a bater à porta do bunker todos os dias.

Quando os nossos protagonistas são obrigados a fugir do bunker, encontram gente com mercados ou simplesmente a brigar em todo o lado. Autocarros cheios de gente. Só falta haver horas de ponta e comboios atrasados, com multidões à espera. À beira do destino da migração obrigatória há uma guerra a decorrer. Sim, porque podemos ser poucos, mas enquanto houver gente há que andar à porrada e matar mais uns quantos. (E o giro é que andam aos tiros e é explosões por todo o lado, porque o mundo pode ser destruído, mas o armamento sobrevive. Ou então houve gente a dedicar-se a fazer mais.)

Não quero spoilar, mas presumo que não haja mais sequelas. A não ser que alguém pegue no universo, mas estas coisas tendem a viver do protagonista. E ainda bem. Porque não sei o que iam inventar a seguir. Às tantas alguém ia arranjar forma de reanimar os mortos. E nem eu, que gosto de filmes de desastres e de zombies, quero ver isso.

domingo, maio 17, 2026

Greenland


Soube deste filme porque entretanto saiu a sequela. Em 2020 suponho que era um pouco mais selectivo no que via. Ou então simplesmente passou-me ao lado. Estes filmes espalhafatosos de fim do mundo não me interessavam tanto na altura, talvez. E, convenhamos, 2020 foi um ano muito particular. Todos estávamos algo ocupados com outras coisas. Até se pensou que seria uma espécie de fim do mundo.

A verdade é que gosto destes filmes. Numa altura em que não vejo muita coisa, deu-me a vontade de voltar a uns guilty pleasures. E isto vai soar mal, mas Butler também é um deles. Não sei que aconteceu ao cavalheiro, mas a carreira descarrilou, de certa forma. Houve ali uma altura em que ameaçou ser o próximo grande leading man. E é, na verdade. Só que dum género de filmes muito específicos, onde acaba por fazer sempre o mesmo papel de gajo porreiro e decidido, com arte e engenho para sobreviver sempre. A qualquer custo. O tipo de gajo que gostaríamos de ser numa emergência.

Sim, vou ver o sequela. Não tenho tempo para quase nada, mas o pouco que tenho vai ser usado nestes dois filmes. E com muito gosto.