sábado, julho 12, 2025

Superman


Contrariamente ao que o James Gunn possa achar, o filme não foi punk rock. O que não quer dizer nada, atenção.

Achei brilhante? Não sei se alguma vez acharei um filme da DC brilhante. Demasiados anti corpos de juventude. Sou moço Marvel. Nada a fazer. E não tem a ver com o facto de que os filmes terem mais qualidade, ou notoriedade, ou o universo ter sido melhor criado. É «amor à camisola».

Dito isto, e contrariamente ao sentimento que tive com maior parte dos outros filmes DC, não me importava de ver mais disto.

Terá a ver com o conteúdo ou com a forma de Gunn fazer as coisas? O próximo filme o dirá, talvez.

sexta-feira, junho 27, 2025

A Nice Indian Boy


Um mês depois vejo um filme. É o que dá. Sim, vemos séries cá em casa. Mas, acima de tudo, tenho adormecido antes da mais velha. Não, não estou a exagerar. Não aconteceu muitas vezes, mas aconteceu algumas.

O filme é giro. Tem detalhes que não estava à espera. Houve uma tentativa de desconstruir a célebre narrativa do género. E depois foi uma corrida desenfreada até ao final, a bater em todos os clichês com particular ênfase.

No entanto, teve um momento que tirou-me por completo do filme. Aquele momento que te faz esquecer a história e traz-te de volta à realidade.

Como é que há uma dança no casamento e ninguém tem o telemóvel na mão a filmar?! Nem uma pessoa. Absurdo.

quarta-feira, maio 28, 2025

Transformers One


Não sabia esta parte da História dos Transformers. Ou se calhar sabia e esqueci-me. Se calhar até já falei nisto e não sei. A minha vida vai longa e há muito deixei de ter presente todos os meus pensamentos ridículos. Ou se falei deles ou não. O certo é que, ao saber que o planeta dos Transformers é um primeiro Transformer, chamado Primus, que transformou-se no planeta, a primeira coisa que pensei foi «será que há alguém a viver na zona dos testículos?»

Não interessa se um transformer tem testículos. Essa parte não carece de discussão. Importa mais saber... É uma zona montanhosa? Densa de vegetação? Esta zona não pode cheirar bem, certo?

Transformers One é uma história de origem. Do Optimus e do Megatron. E de mais uma data doutros personagens conhecidos. E sim, o início foi giro - o Bumblebee tinha voz e não se calava <3 -, mas a partir de certo altura foi só mais um filme onde estão a acontecer coisas. Uma data de chavões. Uma porrada de barulhos e explosões. Tiros e voos e... cenas.

Está visto. E revisto.

sábado, maio 24, 2025

Watchmen: Chapter II


Não será desta que fico verdadeiramente esclarecido.

Fui ambicioso. Quis ver três filmes num dia, mas a verdade é que adormeci a ver esta segunda parte. Não que seja má ou enfadonha. Longe disso. Pareceu-me ser uma adaptação bastante fidedigna e interessante. Como a história é, só por si. O problema é meu. Estou velho e o dia foi longo, com uma saída de casa pelo meio. Basta isso.

Lá terei de ver a próxima adaptação, seja ela qual for e quando vier. Será uma peça de teatro? Um musical? Quem sabe.

Watchmen: Chapter I


Vamos continuar na senda de super-heróis.

Sendo que ninguém pediu uma nova versão duma das mais famosas e populares histórias de BD, alguém decidiu fazê-la na mesma. Em duas partes. E eu cá estou para ver.

O curioso é que eu li a BD, vi o raio do filme mais que uma vez, vi a série spin-off, li e vi outras histórias baseadas no mesmo, ouvi sempre gente a falar disto, e não é que nunca sei, no início, quem é que matou o Comedian?

Não sei porquê mas o desenlace, a revelação, nunca me fez sentido. Talvez agora faça. Deixa lá ver se ainda tenho tempo de ver a segunda parte hoje.

Thunderbolts*


Num filme que, por vezes, tentou forçar a piada (não muito, isto não é o show do Drax), tenho de admitir que o final foi muito engraçado. Não falo do último terço. Falo da última cena. Teve piada.

Foi spoiler?

Thunderbolts* vai passar entre as gotas da chuva. O pessoal está cansado de flops da Marvel. Ou os dois últimos Avengers elevaram demasiado a fasquia. Ou há saturação de filmes de super-heróis. Não sei. A verdade é que menos pessoas vão ver este filme do que viram os anteriores. Pelo menos no cinema, que é onde interessa a quem só vê números.

É pena.

Fosse noutra altura. Na primeira ou segunda fase. Se tem saído então... Não faria sentido. Verdade. Esta história é para sair agora. Mas, mais cedo, teria tido outro tipo de público e atenção.

Thunderbolts* não é uma obra prima. Não é dos melhores. Tem vários chavões dos filmes Marvel. Mas é divertido. Tem acção, mas não é só tirinhos. Tem um ensemble simpático, com uma mega estrela (na minha humilde opinião). Vale bem o preço do bilhete, é só o que estou a dizer.

quinta-feira, maio 22, 2025

Snack Shack


Começámos a ver este filme há meses. Vimos meia hora, a minha senhora adormeceu e, quando acordou, decidiu que não era para ela. Tenho andado a ver o filme aos bocados, nas viagens de comboio de e para o trabalho. Quando raios é que tenho eu tempo para ver filmes sozinho?

Snack Shack acabou por ser mais emocional do que imaginava. Por vezes desnecessariamente. O filme tem quase duas horas e não precisava. Há várias cenas a servir pouco propósito, a não ser encher. Mas o filme tem uma data de bom talento envolvido, passa-se num Verão dos anos 90, tem pinta e cervejas, uma bela girl next door e uma piscina pública. Muito do que procuro na vida. E nos filmes que vejo.

domingo, maio 18, 2025

Moana 2


O primeiro novo filme (para mim) da Madame M.

Um pouco absurdo ser a sequela e não o original, certo? A minha senhora estava a tentar ser fofinha. Queria que visse algo novo, para contar para aqui. Vi menos de 20 filmes este ano. Em quase cinco meses. É absurdo, porque estou longe de estar a fazer uma vida de grandes moinices. Muito longe, mesmo.

Moana 2 era suposto ser uma série e alguém forçou que fosse um filme. Não se nota tanto como achava, mas nota-se. É um notório passo abaixo do original. Bastante abaixo. Mas a decisão foi acertada. O filme fez uma parvoíce de dinheiro nos cinemas.

Venha daí o terceiro e os spin offs. Se for isto que a Madame M. obriga-me a ver, vezes e vezes sem parar, não ficarei muito mal.

sexta-feira, maio 16, 2025

SuperBob


Dois filmes numa semana? Insanidade.

Somos fãs do Brett Goldstein cá em casa. Tudo por causa do papel no Ted Lasso, claro. Entretanto vimos um stand up do rapaz, e tínhamos este filme na calha. Escusado será dizer que... É melhor ficarmos pelo Ted Lasso.

O cavalheiro tem piada. Disso não haja dúvida. Mas acho que é piada de ensemble. Ele sozinho em palco, ou sendo protagonista dum filme, não é suficiente.

SuperBob é engraçado. Muito naquele registo de coisas britânicas simples e tolas. Funcionou como entretenimento.

domingo, maio 11, 2025

A Real Pain


Dois primos vão visitar a Polónia e fumar ganzas em telhados, à boa maneira Norte Americana. Isso e são judeus. Por isso fazem também a tour em memória da avó, sobrevivente do Holocausto, que faleceu há pouco tempo.

A minha senhora gostou do Culkin no Succession (quem não gostou?) e, como tal, lá tive de ver isto. Não que seja mau, mas não teria visto se não fosse esta pequena obsessão. Não vou ver maior parte dos filmes dos Óscares deste ano, em boa verdade. Porque é tudo mais do mesmo. Sim, incluindo este.

segunda-feira, abril 14, 2025

Here


Não é fácil ver um filme, nos meus tempos que correm. O dia está muito ocupado. E precisamos de vários minutos para meter a Madame M. a dormir. Isto para não falar que o Mestre J. precisa de atenção. Ambos consomem muita energia, pelo que cedo dá jeito ir dormir. Não vá o dia seguinte ser posto em causa.

Logo, fazer o esforço de ver um filme de hora e quarenta e quatro minutos não é pêra doce. Se o vimos foi porque a subscrição da Prime vai terminar em breve. E porque a minha senhora queria muito ver. Here é baseado numa graphic novel que a minha senhora tem tentado impingir-me há demasiado tempo. Não sabe ela que não tenho paciência para ler? Quem tem tempo para algo desse género?! Eu nem tempo tenho para publicar estes textos reles!

Here é sobre memórias dum pequeno espaço. Um plano fechado por onde vidas passaram que, felizmente, não ficaram limitadas a esse pequeno espaço. Coitadas. Se assim fosse...

terça-feira, abril 08, 2025

You're Cordially Invited


Só demorámos três semanas a ver este filme. Bem que começámos, mas o Mestre J. decidiu aparecer nessa noite. Vimos uma dúzia de minutos, nada mais, e lá decidimos ir ao hospital. Foi a decisão acertada. Não teria dado para terminar. Mesmo que este filme não fosse demasiado longo. Que é!

A premissa é engraçada. O conflito é forçado. Os personagens principais são odiosos. O que faz com que as pessoas à volta pareçam melhores. Mesmo que não sejam. É uma dinâmica menos convencional.

Para mais, passava bem sem o interesse romântico. Achei refrescante que não existisse neste filme. Nunca pensei. Porque eles não têm química nenhuma. Pareceu super forçado.

domingo, março 16, 2025

Picture This


Este filme é o Five Blind Dates.

Quando digo isto, não quero dizer que é tipo o FBD. A premissa e desenrolar, a história, tudo é exactamente o mesmo. Cinco dates para encontrar um marido, para que obtenha dinheiro para salvar o negócio a falir. Difere no país. FBD passava-se na Austrália, este em Inglaterra.

Como pôde isto acontecer? Como é que o permitiram? O estúdio é o mesmo. São ambos filmes Amazon. O primeiro terá tido sucesso. Decidiram fazer uma versão «melhor». E eu acabo a ver o mesmo filme duas vezes.

Eu nem gostei assim tanto à primeira!

sábado, março 15, 2025

The Electric State


Achei estranha a necessidade de ter a história a passar-se nos anos 90. Até que chegamos à parte em era preciso um cérebro humano para fazer a computação e aguentar um sistema ao qual toda a gente no mundo está ligada.

Não há nenhum computador que consiga fazer isso? Certo. Certo certo.

No geral, Electric State tem a sua piada, com uma colecção gigante de cromos. Os Russo conseguem movimentar muita gente. Mas o último terço é um desastre completo. Super «redondo».

sexta-feira, março 14, 2025

The Gorge


O filme tinha bastante mais interesse quando não se sabia o que estava no fundo do dito Gorge. Eles fizeram de propósito. Esconderam tudo isso do trailer. Ficamos a pensar que é uma coisa de terror e misticismo, quando afinal é só mais um filme realista sobre ganância...

Ah, já ia spoilar. Não que recomende mas, para quem quiser ver o filme, não vou revelar essa parte.

quinta-feira, março 06, 2025

Wolfs


Acho que entendi. Acho. Foi assim um bocado rápido que «vomitaram» toda a trama, naqueles instantes finais. Acho que entendi tudo. Tenho quase a certeza que entendi tudo. Acho que sim.

Wolfs é uma coisa estranha. Tinha tudo para ser um sucesso. Tudo. Duas mega vedetas. Bastante humor e pinta. Um realizador já com vários créditos óptimos. E uma premissa bastante interessante, que dava espaço para as vedetas serem ainda mais fixes do que já são. Só que...

O desenrolar foi super estranho. Para além de que os personagens, que deveriam ser meticulosos até à quinta casa, deixaram mais pontas soltas que sei lá o quê. Tanto momento, tanta testemunha, tanto deslize que os desmacaria num segundo. Mesmo assim...

Teve vários momentos divertidos. Os dois são óptimos. É um serão bem passado. Não há como dizer o contrário.

sexta-feira, fevereiro 28, 2025

Fly Me to the Moon


Afinal...

Já se fizeram milhentos filmes, livros, artigos, reportagens, documentários ou novelas, sobre a missão do Apolo XI. Chegar à lua foi um feito tremendo, que claro que justifica tudo isso e mais um par de botas. Mas afinal... Afinal o verdadeiro sucesso foi uma artista de esquemas, que usou marketing para angariar dinheiro e safar a missão. Sim, foram as tangas da Scarlett que meteram um homem na lua.

Fly Me to the Moon foi algo surpreendente. Pensei que seria apenas mais uma fantochada norte americana. E foi em muito. Mas também foi divertido, e até engraçado em boa parte do filme. Não estava à espera.

sábado, fevereiro 22, 2025

Captain America: Brave New World


As moças foram visitar os meus sogros. Eu aproveito para vir ao cinema. É o combinado. Em podendo, vou ver filmes da Marvel. Claro que é com uma condição apalavrada de que faço tarefas domésticas.

E lembro-me agora que esqueci-me de meter a roupa a lavar. Não vou levar nas orelhas. A minha moça não liga a isso. É uma fofa e ficou contente que pudesse vir. Eu é que estou irritado com o meu cérebro senil. Ainda para mais quando começo cada vez mais a sentir que estou perto duma crise de meia idade. O que faz-me pensar...

Estou finalmente em condições de entrar num filme Marvel? Estou próximo da média de idades neste Cap IV!

Sobre o filme, a tentativa de fazer um Manchurian Candidate funcionou até certo ponto. Depois abandonaram a ideia e entrou nas mesmas cenas de todos os filme Marvel. O costume, portanto.

Dará para os detalhes alimentarem algo mais/melhor?

sexta-feira, fevereiro 21, 2025

Kinda Pregnant


Ora aqui está uma combinação que ninguém tinha idealizado. E, em boa verdade, provavelmente ninguém queria. Amy Schumer, que aparententemente ainda faz coisas, juntou-se à produtora de Adam Sandler para fazer este filme.

Não que seja a pior coisa do mundo. Longe disso. Já vi coisas bem piores. Algumas até nomeadas para galardões. Daí a ser um exercício necessário da sétima arte...

Talvez até seja. Estou a ser preconceituoso. Talvez seja um filme útil para grávidas. Sei lá eu pelo que estão a passar. Espero que sim, que o filme ajude alguém, que seja apreciado por muita gente. Se for útil para alguém a passar um mau momento, nem que seja só um bocadinho, já valeu a pena.

domingo, fevereiro 16, 2025

Back in Action


Pessoal, o Marky Mark já fez esta história no Family Plan.

OK, verdade que não tinha o gancho da Cameron Diaz «voltar à acção» literalmente, depois de muitos anos fora destas andanças cinematográficas. Mesmo assim. Family people a serem agentes secretos... Bem, se calhar quem começou a coisa, agora que penso no assunto, foi o sr. & sra. Smith. Talvez até alguém, andes disso, tivesse idealizado rebentar com os subúrbios aos tiros. Quem nunca?

De qualquer modo, a narrativa é parva demais e não faz sentido. Mas a acção é óptima. A sério. Nível máximo.

PS - Este é o primeiro filme que vejo, saído este ano.

sábado, fevereiro 08, 2025

Tetris


Isto ele há coisas esquisitas. Quem diria que um filme sobre o Tetris (sim, o jogo) seria uma intriga política. Claro que está tudo excessivamente extrapolado. Porque, lá está, uma história, apenas sobre as negociações sobre os direitos deste jogo, não seria a coisa mais fascinante de se ver.

Apesar de toda a fantasia, o filme é interessante e ficamos «agarrados» durante duas horas a ver nerds lutarem por um jogo muito básico. Duas horas não é nada. Passei muito mais tempo a jogar o raio do jogo.

Terminando com mais uma esquisitice, a narrativa passa-se quase toda na Rússia e no Japão, mas foi tudo filmado na Escócia. Esse sítio diversificado, arquitectonicamente falando.

sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Kraven the Hunter


Finalmente acabou?

Não falo das extensas duas horas deste filme, por muito que parecesse que nunca mais ia acabar. Falo sim do universo Sony destes personagens do mundo do Spider-Man. Acabou, certo? Não deixou de ser de forma vergonhosa.

Depois dum conjunto demasiado grande de más decisões na vida, a Sony foi à retrete largar esta poia que foi o Kraven. E por lá ficou. Prostrada. Calças pelos tornozelos. Só para ser descoberta passado demasiado tempo, devido a um mau cheiro que não coaduna com o espaço.

É inconcebível como é que um estúdio que lança o Spiderverse de forma tão sublime, ao mesmo tempo fez este chorrilho de disparates. E mais chocante é não terem desistido ao primeiro fracasso. Não, foi preciso lançarem o Morbius, a Madame Web e, finalmente, Kraven, para perceberem que não fazia sentido.

Como é possível?

sábado, fevereiro 01, 2025

Saturday Night


Este filme provocou-me uma ansiedade tremenda. Tantas peças móveis. Tantos imponderáveis. Tanta coisa deixada para a última hora. Tanta indecisão. Tanta gente dum lado para o outro, com tudo a acontecer em hora e meia, prestes a acontecer tudo ao vivo, por outro tanto tempo.

Quando funciona é tremendo. Uma excitação monumental. Adrenalina ao máximo. Mas e se não funciona?

Entre milhentos detalhes e histórias - que acredito na maioria serem reais -, o que mais me chocou foi terem dispensado o Billy Crystal antes mesmo do primeiro episódio ir para o ar. Como é possível?

quinta-feira, janeiro 23, 2025

Y2K


Queria ter mais um filme visto este mês, para não ter só um filme de Natal como amostra. Não queria que fosse «filme do mês» fora de época. Y2K não foi a melhor opção. Este filme é muito mauzinho. Curto. Só tem hora e meia. Mesmo assim custou ver.

quarta-feira, janeiro 01, 2025

Friends & Family Christmas


Entramos no novo ano como terminámos o anterior: a ver filmes de Natal. Foi o último. Não tenho mais nenhum na lista. Queria ter visto o novo da Lindsay Lohan na Netflix, mas a minha senhora viu com a mãe e tirou-me esse prazer. Não, a partir daqui voltamos a temáticas não natalícias. Por muito que seja aceitável esta, ou qualquer outra prática típica da época, até ao dia de Reis.

Sobre Friends & Family Christmas, teve dois desapontantes Hallmark beijos lésbicos. O que é dizer muito. Como é que se falha algo tão simples? A verdade é que não foi o pior filme de Natal que vimos este ano.

Boas entradas!

domingo, dezembro 29, 2024

A Reason for the Season


O enredo deste filme é complicado de entender, quanto mais de explicar.

Uma miúda de 35 anos é mimada porque a mãe é rica. Para não perder a herança, porque não obrigá-la a ter um emprego? Faria sentido, não? Pois, mas não seria uma boa desculpa para fazer um filme de Natal.

A mãe faz um contrato em como a filha tem de fazer acções de caridade, anonimamente e em pessoa, para não perder direito à herança. Só que a «miúda» chega à povoação, onde nasceu na véspera de Natal, e metade das pessoas percebem quem ela é. Lá se foi o anonimato. Pelo meio a mãe aparece para ajudar.

Ah, e ela não era nada mimada. É simpática e bastante competente. Nada neste filme faz sentido, por muito que seja até fofinho.

quarta-feira, dezembro 25, 2024

Christmas with the Singhs


Surpreendeu-me a Hallmark meter-se nesta questão cultural. Achei a ideia interessante. Nos primeiros minutos desfizeram tudo isso. A família Singh é católica e está nos EUA desde a década de 80. Continuam a comer comida picante e usar saris, mas curtem bué a versão católica do Natal.

Que fixe para eles, Hallmark. Tornaram a família Singh um pouco «amuhrica», mas deixaram-lhes as vestes coloridas. Que fixe para vocês também, que quase conseguiram ser inclusivos.

Feliz Natal!

terça-feira, dezembro 24, 2024

The Christmas Classic


Entretanto tinha-me esquecido da história do filme. Temi que fosse uma coisa a gozar com filmes de Natal. Não porque ache que o género é sagrado e não deve ser gozado. É porque essas sátiras tendem a ser péssimas.

Não é, mas deveria ter sido. Porque talvez não tivesse sido tão mau. Este filme é muito, mas muito fraco. Vá-se lá saber como, conseguiram sacar três pessoas conhecidas, num elenco de apenas 16! Não houve orçamento para mais nada. Planos fechados atrás de planos fechados. Cenas repetidas e muitas abreviadas. Coisas a acontecer sem justificação nenhuma. Aliás, todo o enredo é para lá de absurdo.

E, como se não bastasse, tentaram abrir a porta a uma sequela! Houve snipet a tentar a sequela! Eles acreditam que alguém ia querer ver mais disto? Nãoooooooo! Não pode.

domingo, dezembro 22, 2024

Santa Tell Me


A Madame M. foi passar a noite a casa duma das tias. Daí que seja possível voltar a velhos hábitos e possamos passar o dia no sofá a ver três filmes. Três! Tive meses recentes em que vi menos.

Ainda há dias o disse. Era a Hallmark ter um serviço de streaming acessível, e eu activava todos os anos em Dezembro. Eles produzem destas coisas como se não houvesse amanhã. Sempre a mesma fórmula. Muda o ângulo, mas sempre com alguma magia, como estes filmes têm de ser. Génios. É só génios a trabalhar na Hallmark.

Sobre o filme. A premissa fez-me confusão ao início. Foi estranho ver o Pai Natal a fazer de Cupido e a meter não um, não dois nem três, mas quatro cavalheiros na vida da nossa protagonista. No primeiro milésimo de segundo achei parvo haver tanta opção. Mas depois pareceu-me perfeito. Nestas coisas há muito a profecia fechada, que obriga a personagem principal a aceitar certa pessoa como alma gémea. Passa a ser destino, a partir do momento que te lêem a sina. Neste filme a moça tem opções. Não é obrigado a tanto. É obrigada a algo, mas com alguma independência.

Round and Round


Filmes de Festividades. Não estou a ver «Filmes de Natal», estou a ver Filmes de Festividades. Festividade de final do ano, entenda-se. Não tenciono ver outra vez o Tom Cruise no Vietname. Porque Hannukah não é Natal, por muito que seja na mesma altura do ano. E conta. Conta bastante.

Round and Round é um filme Hallmark com actuações que não envergonham. Com cenários que parecem reais. E com uma história decente. OK, é a versão filme de Hannukah da famigerada história time loop. O gancho em si não é original, mas onde se passa esta história, sim. Na minha opinião, a «aterragem» esteve longe de ser perfeita, mas a «viagem» foi fixe.