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sábado, julho 27, 2024

Deadpool


Em preparação para o terceiro, Parte I.

Será que vamos conseguir o terceiro? Vontade não falta. Começa a ser difícil evitar spoilers na net. Será mais fácil evitar apanhar uma DST numa festa universitária. O problema não é falta de vontade. Longe disso. Não só para evitar spoilers, entenda-se. Claro que quero muito ver este filme. O problema será arranjar forma de o ver. Que fazer com a Madame M.? Estou certo que adoraria o filme. Ter de aturar os olhares reprovadores do restante público na sala poderá ser o problema.

Temos um plano. Uma ideia. Conseguiremos concretizá-lo?

O filme continua hilariante. Nota-se muito mais a falta de dinheiro. Mas ainda mostra todo o coração posto nesta obra feita com todo o amor possível. Quando assim é, torna-se fácil demais não ligar às costuras.

sexta-feira, dezembro 15, 2023

Girlfriends of Christmas Past


Algures na Internet descobri que este filme existia. Porque é então especial, tendo em conta ser só mais um, entre os milhentos «filmes de Natal» que se produzem por ano? Isso só posso revelar mais tarde.

O que posso adiantar é que a minha esperança residia em GoCP ser tão mau que tornava-se bom. Não aconteceu. Não não. Este filme é tão, mas tão mau, que tornou-se... genial!

Os primeiros dez minutos são arrebatadores. Há um conjunto de cenas em que não se percebe quem é personagem no filme, tal o foco dado a figurantes. Uma cena em concreto tem toda uma conversa entre dois dos personagens principais - uma discussão, até -, onde estão apenas dez ou vinte centímetros à frente de figurantes, que fingem não ouvir nada e fazem inúmeras caretas. Como disse: genial.

quarta-feira, janeiro 04, 2023

Rogue One


Não estava a contar rever este tão cedo, mas aqui estamos. Depois da nonalogia foi só seguir em frente para a «melhor próxima coisa».

E foi bom. Creio que será sempre bom. Ajuda que Andor elevou a fasquia. Ajuda que esta fase esteja, muito bem, a ser narrada por um tipo com A) respeito pelo conteúdo original e B) vontade de acrescentar a este. Volta a haver esperança. Tanto na galáxia longe, mas longe daqui, como no mundo real. Em relação a Star Wars, entenda-se, que o resto...

Não há muito mais a dizer. Alonguei-me demasiado com os outros. Em relação a Rogue One é muito simples: se gostas de Star Wars deves ver este filme.

sexta-feira, setembro 09, 2022

Julieta


A razão principal de ter começado este blogue foi para ter um registo do que tinha visto. Começava a esquecer-me dos filmes e, pior, crescia o risco de rever coisas que não gostei à primeira. Podia ter feito um diário privado, claro, mas os blogues estavam na moda. E funcionou. Em mais nada que não esse objectivo principal. Ainda bem. Consegui evitar, mais que uma vez, rever coisas que não prestavam. O problema é que o blogue não resolve tudo. Os maus filmes que não acabei de ver, desses não tenho registo. Os que desisti a meio, no início, ou os que nem sequer quis começar, esses ficam para sempre esquecidos. Por completo.

Julieta apareceu na HBO Max. «Um filme do Almodóvar que não vi?! Então mas como é possível?», penso eu, do alto da minha inocência. E idiotice. Começo a ver e lembro-me das primeiras cenas. Todos os detalhes. Sabia o que ia acontecer. Procurei no blogue. Não estava lá. Foi dos que desisti de ver, logo ao início. Percebo porquê. É excessivamente dramático. Há cenas que nem são assim tão complicadas mas que, com a música pesada que acompanha, parece ser o fim do mundo. Vejo até ao fim, focando-me no lado positivo. Ao menos assim evito passar por isto outra vez, daqui a uns anos.

Há uma tipa que encontra uma amiga de infância da filha. Descobre assim que é avó de três miúdos. Começa a escrever uma longa carta à filha que não vê há mais de dez anos. Conta tudo, desde como conheceu o marido até ao presente. Se o início e o fim fazem sentido, porque a filha não esteve presente nesses momentos, todo o meio é absurdo. Não só a miúda estava presente, como era protagonista principal. Não faz qualquer sentido. A não ser, claro, para que o espectador perceba a história. Acontece que ser justificável não faz duma narrativa débil aceitável. E no final... Nada. Nada de nada. A deixar uma sensação de frustração por ter perdido tempo. E de vazio, pela completa falta de clímax.

Segundo a trivia na página do IMDb, consta que o filme esteve para ser feito no Canadá, com Streep como protagonista. Almodóvar roeu a corda. Não se sentiu capaz de filmar num país desconhecido para ele, numa língua que não domina. Percebo, mas que filme podia ter sido? Se calhar até tinha visto à primeira.

sexta-feira, junho 10, 2022

Rogue One


Andava para ver este há algum tempo. Dos filmes Star Wars será o que vi menos vezes e, para mim, até é dos melhores. Mesmo o Solo vi duas vezes. No cinema! Rogue One vi apenas uma vez.

É curioso que, ao reler o meu post de então, vejo que pedi fan service, quando ainda não sabia o que era fan service. Eu não sou hipócrita. Não, não quero um filme que seja só isso (coff coff, Episode VII, coff coff), por muito que seja divertido. Mas sim, quero sentir-me especial ao reconhecer personagens doutros filmes, mesmo que só apareçam três segundos. Quero falas e imagens clichês. Quero sentir que o filme faz parte desta galáxia, assim como quero sentir-me parte do franchise. E, depois, claro que quero coisas novas e fixes. Rogue One tem um bom equilíbrio de tudo.

Corria o ano de 2016. O último antes da vida dar umas voltas parvas. Havia esperança. O plano era haver um filme Star Wars de dois em dois anos e, nos intervalos, ser lançada uma história independente, com relação à grande história. O Episode VII sai no ano anterior. Rogue One convence toda a gente que uma nova era Star Wars estava bem encaminhada. Solo e o Episode seguinte estragaram tudo para toda a gente. Agora temos de contentar-nos com três ou quatro séries por ano, mais a possibilidade dum filme, bem feito, aqui e ali.

Qual «contentar»! Três ou quatro séries e um filme de vez em quando é espectacular! Houve uns percalços, mas agora a máquina segue a bom vapor. Tão bom.

terça-feira, dezembro 21, 2021

Star Trek Beyond


Imaginemos um universo paralelo. Não é complicado. Está muito na berra, hoje em dia. Não precisa ter diferentes Spider-Men ou «variantes» exageradas dos personagens que conhecemos. É um universo em quase tudo igual ao nosso. A única diferença é que Abrams não realizou o Ep. VII. Ao invés, ficou-se pelo franchise Trek. Digamos que foi «por amor à camisola». Seja vermelha, azul ou amarela. Teríamos mais flares, talvez. Embora ele já tenha pedido desculpa pelo uso abusivo. Mas acredito que também teríamos mais sequelas.

Há previsões dum novo Trek em 2023. Não sabia. Vi agora. Mesmo assim. É demasiado tempo. Para mim, sim, que estou a ficar velhote. Mas até para o próprio franchise. A malta esquece. Se passa demasiado tempo, muitas pessoas vão esquecer-se que gostam disto. São sete anos entre Beyond e o próximo. Chiça, passaram cinco e eu já não me lembrava de muita coisa. No mundo paralelo saiu um Star Trek a cada três anos e foram outras pessoas a fazer m€rd@ com os filmes Star Wars. Não tem mal. Tinha de ser assim. Não havia solução para salvar Wars. Já Trek podia estar melhor.

OK, vá. Também não há COVID no universo paralelo. Sim, é um sítio incrível. Bora todos mudar para lá.

domingo, agosto 29, 2021

Colossal


É sempre complicado voltar a casa. Entretanto tornámo-nos outras pessoas. Não somos quem de lá saiu, somos algo mais. Mas voltando a casa parece que regredimos um pouco ao que fomos. E, nalguns casos, tornamo-nos monstros, em conflito interno e externo, entre o passado e o presente.

No caso de Anne Hathaway isto torna-se literal. Graças a um fenómeno esquisito, se Hathaway andar num pedaço de terra da sua cidade natal, nos EUA, um monstro aparece em Seul. É ela, estando nos dois sítios, fazendo as mesmas coisas ao mesmo tempo. Só que enquanto é uma mulher normal no continente Americano, no Asiático é um monstro gigante. Claro que, antes de descobrir tudo isto, volta a encontrar um velho amigo de escola, interpretado por Sudeikis, o que eventualmente prova que não são precisos fenómenos esquisitos para pessoas tornarem-se monstros.

Encontrei Colossal numa lista de filmes que misturam géneros. Louve-se a originalidade de cruzar drama psicológico com monstros gigantes.

segunda-feira, maio 17, 2021

A Mãe é Que Sabe


Imagino que, a propósito do falecimento da Maria João Abreu, o HBO PT tenha decidido colocar este filme no catálogo. Se não foi por isso, foi uma coincidência incrível, ou este filme poderá estar amaldiçoado. Isto porque um dos actores faleceu no ano em que o filme saiu. Não, não seria algo assim tão surpreendente. É que este filme - um filme português, recordo -, não está nada mau. Aliás, para filme português está até bem bom. O que poderá justificar a maldição. Alguém poderá ter feito algum tipo de «negócio» com uma qualquer entidade maliciosa.

Elenco porreiro. Cenas humorosas a terem efectivamente piada. Diálogos pouco forçados. As cenas no passado muito bem feitas. Simples e eficaz. Sim, senhor. Foi uma boa maneira de despedir-me desta senhora. Não vi muita coisa com ela, é certo, mas também porque maior parte foram novelas. Sempre disse que sabia representar, e é também neste filme que o prova.

quarta-feira, março 17, 2021

Batman v Superman: Dawn of Justice


Segunda etapa no «DC Snyder Universe», em preparação para o famigerado Snyder Cut.

Não bastou termos visto uma vez os 40 minutos em que Snyder assassinou toda a reputação e credibilidade que o Super-homem demorou 70 e tal anos a estabelecer, em Man of Steel. No início de BvS temos de voltar à destruição de metade de Metropolis. Vemos as mesmas cenas doutros pontos de vista, muito pelos olhos de Bruce Wayne, desesperado a querer ajudar, mas sem saber que fazer. Aliás, qual era a ideia, Bruce? Foste para Metropolis sem fato. Que achavas que conseguirias fazer para ajudar? Eu até estou surpreendido por não teres atropelado meia dúzia de pessoas, quando conduzias desenfreadamente pelas ruas da cidade.

Com uma hora de filme muito pouco acontece. Uma data de diálogos desprovidos, Eisenberg a provar cada vez mais que Snyder até pode fazer uns castings com malta talentosa, só é pena que não tenha a mais pequena ideia da essência de qualquer uma das personagens (mais alguém frustrado com os três minutos que Jimmy Olsen teve direito?). Cenas paradas e pouco incisivas. Até que chegamos ao «sonho dentro do sonho». E volto a ficar irritado com esta cena completamente despropositada, cheia de enredos secundários, quando o enredo principal não está sequer encaminhado.

Com duas horas de filme chegamos a outra cena péssima. (Parece que o homem gosta de «meter um ferro» a cada hora.) Estou a ver uma versão com três horas e tudo é mais longo, sem grande justificação. A cena em questão, a segunda que fez-me regurgitar um pouco, é uma que não me recordo ter visto da primeira vez. O Henry Cavill não é grande actor, isso é certo é sabido. Mas também não é tão mau como parece nesta cena. Vá-se lá saber porquê, mas com cara de quem tem prisão de ventre, o Super-homem diz «I have to go to Gotham to convince him to help me. Or he has to die.» E, sempre com a mesma expressão, faz uma espécie de encolher de ombros e levanta voo, deixando Lois Lane sem poder dizer mais nada. It could have been a text, é só o que estou a dizer.

Não foi preciso ver mais uma hora de filme para chegar à cena mais estúpida de toda a história do cinema: save Martha. «Ah e tal vou matar-te, mas afinal não, porque temos em comum mães com o mesmo nome.» Pois claro que sim. Não vou alongar-me. Até quem defende a qualidade deste filme sabe que esta cena é miserável, mesmo que não o admita em público ou a ninguém.

Por fim, ver a «trindade» em acção desculpa muita coisa. Acedo que ver os três juntos é tão, mas tão fixe, que quase esqueço que o Doomsday é péssimo visualmente e que a criatura ter poderes eléctricos é só estúpido.

O que posso dizer sobre o filme, no geral, depois deste segundo visionamento, é que até poderia ser um projecto incrível, não fosse Snyder querer contar todas as histórias duma só vez e meter demasiado entulho num só filme, em vez de procurar desenvolver as personagens minimamente. Parece um miúdo com défice de atenção: «Vamos matar o Super-homem usando o Doomsday. O Batman também vai arrear porrada no Super. E a Wonder Woman aparece. E o Flash aparece com premonições. E no futuro o Darkseid e o Super, apesar de morto, tomam conta do mundo. E o Aquaman existe. E o Cyborg existe. E Mother Boxes...»

Cada uma destas frases é uma história que durou anos e dezenas de livros para contar. Não precisa entrar tudo duma só vez, caramba. (phrasing)

sexta-feira, janeiro 29, 2021

Queen of Katwe


«In association with ESPN Sports» foi a mensagem inicial no filme e sim, tornou tudo muito mais emocionante, logo desde o primeiro minuto. Se é que é possível tornar um filme sobre xadrez ainda mais emocionante.

Phiona é uma moça pobre de Katme, no Uganda. Só sabe o que é vender milho, com a mãe. Até que aprende a jogar xadrez e torna-se numa jogadora profissional, representando o país em torneios internacionais. O que só a torna numa malcriadona, a empurrar Russos na rua. A mãe bem que tinha razão. O xadrez ia subir-lhe à cabeça. Toda a gente sabe que é um «desporto» que destrói a vida às pessoas.

Por fim, permitam-me partilhar a minha indignação, porque se há uma rainha de qualquer lugar que seja, é Lupita e mais ninguém.

sábado, janeiro 02, 2021

Vaiana


Não não. Não me enganei no nome. Acontece que quando vi isto pela primeira vez acreditava chamar-se Moana, mas descobri agora que afinal chama-se Vaiana.

E porquê? Porque há uma «famosa» actriz europeia de filmes mais «adultos» chamada Moana. Como tal, na Euripa a Disney decidiu mudar o nome do filme, para evitar confusões.

Eu espero que parem de rir. A minha reacção foi mais ou menos a mesma.

Revi o filme porque hoje tivemos visitas mais imberbes cá em casa. Não que precise de desculpas ou justificações. O filme é bastante fixe. Mesmo que roubem a cena de «fantasma "mestre Yoda"» ao Star Wars. Eles podem. Pertence tudo à mesma casa, hoje em dia.

sábado, dezembro 19, 2020

Bridget Jones's Baby


À terceira... Continua a não ser de vez.

Voltam a arranjar alguém melhor para a Zellweger. Neste caso o McDreamy e, mesmo assim, ateimam em empurrar a mulher para o Firth.

Porquê? Eles tentaram. Não deu. São pessoas diferentes. Ele não tem tempo para ela. E nunca lhes deu para dar passos seguintes precisamente porque as coisas não estavam a correr bem. Caramba, o homem gostava tanto ou tão pouco dela que, logo após terem acabado, casou-se com outra tipa. Mulher essa que nem tem falas neste filme! OK, podia achar-se que o tipo é convencional e tinha de passar pelo passo maduro que é matrimónio. Mas foi o segundo! Ele passa a vida a casar-se e divorciar-se porque não tem tempo para as mulheres. Como é suposto ser o melhor partido?

Estes filmes são mesmo uma homenagem às mulheres... e às suas más escolhas. Tenho dito.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

Tramps


Ao início do filme mostram mensagem, quase de orgulho, de ter sido tudo filmado em Nova Iorque. Suponho que seja cada vez mais raro. Por ser caro e trabalhoso. Há estados específicos que dão condições especiais de impostos, só para terem lá as filmagens. O que faz com que cada vez se filme menos em NY. Ou mesmo LA.

Achei que a produção deste Tramps teria bom dinheiro para gastar, para dar-se ao luxo de filmar em NY. Até que percebi como filmaram a coisa. Foi ter alguém com uma câmara num canto escondido e os atores andavam pelas ruas da cidade, a fazerem as suas cena. Arriscaria a dizer que maior parte das pessoas que aparecem como «figurantes» não têm ideia que fazem parte deste filme.

Mas isto sou eu, que sou um gajo que acha que toda a gente vive do desenrascanço.

--//--

Post 3000 deste blogue. É muito filme visto. Verdade. É um número redondo também, mas não é bem dos que gosto. Adiemos a festa para os 4 ou mesmo 5k. Para números a sério, vá.

quinta-feira, novembro 12, 2020

Me Before You


Não há nada para ver e não me custa rever estas coisas. A minha senhora acha piada ao cavalheiro. Eu continuo a achar a irmã muito gira. (A minha senhora está a par.)

Mas será que achei a relação entre os dois super errada, da primeira vez que vi o filme? Vamos confirmar.

(...)

Confere. Tive dificuldades em perceber a relação na altura e tenho agora novamente. Porque ele não dá grandes sinais de ser alguém com quem se possa ter qualquer tipo de relação. E porque ela acaba por ser especial muito porque é a única presente. É gira, sim, mas isto roça muito o errado que é ter uma relação com alguém que toma conta de nós. Pior, ele tem uma posição de poder sobre ela, o que torna tudo completamente creepy e não aceitável.

Claro que nenhuma mulher olha para esta parte. Ele precisa de salvação, é bonito e rico.

Que achado!

sexta-feira, outubro 09, 2020

Doctor Strange


Strange é um pouco mais difícil de explicar. Vimos uma trilogia, mas pelo meio era preciso ver outros filmes para perceber de onde vinham alguns personagens. Depois foi necessário ver as sequelas destes filmes, claro. Strange é demasiado isolado. Tem uma ligação muito, muito ténue com Ragnarok, mas daí a justificar ver a coisa... Bah! Eu gosto dos filmes. A minha senhora não é tão fã, mas acha-lhes piada. Não precisa haver grandes justificações.

É bem mais curto do que pensava. Tipo o post que fiz para o filme, da primeira vez que o vi. Será talvez dos posts mais curtos que tenho dum filme da Marvel. Terá a ver a ver com o quão pouco sou apreciador, ou mesmo conhecedor, do personagem na BD? Suponho que fará tanto sentido como considerar que o filme será curto dado que o tempo de Cumberbatch é bastante valioso. Por mais dez minutos de filme seria menos uma das milhentas participações do actor em coisas várias, nos últimos anos. E isso não pode ser, que o público precisa da sua dose regular de 'Batch.

Doctor Strange continua a ser bastante trippy. Desta feita o humor soou mais forçado, embora este humor «chapa cinco» da Marvel/Disney seja sempre divertido.

domingo, setembro 27, 2020

Captain America: Civil War


Depois dum par de desvios importantes, para conhecermos melhor personagens como Scarlet Witch ou Ant Man, cá chegamos ao fim da trilogia existente, até ao momento, do nosso Capitão favorito (temos pena, Iglo).

O filme era e continua a ser «espectacular». Lamento, mas não consigo acrescentar muito mais. Posto isto...

Quem é que pode ser contra o Cap? Se ele diz que algo está errado, então é porque é errado. Haver uma data de heróis que se junta para combater o Cap é surreal. O homem tem sempre razão em tudo o que diz, faz e no que apoia.

(...)

Tirando o questão do Bucky. Apoiar cegamente o Bucky é parvo e custa a entender. Especialmente depois de saber-se das coisas que andou a fazer com os Russos. Se tivesse sido só beber uma vodkas, cavalgar ursos, brincar na neve, etc., aí tudo bem. Mas as coisas que o Soldado fez...

Hey, toda a gente tem um calcanhar de Aquiles. Até o Cap. É uma das coisas que nos faz humanos. Apesar de sabermos perfeitamente que o personagem interpretado por Evans é mais que todos nós, mais que humano, mas pronto.

domingo, maio 24, 2020

X-Men: Apocalypse


Singer era dono e senhor do franchise X-Men, depois do sucesso de Days of Future Past. Parecia impossível a Disney recuperar estes valiosos pertences, que a Marvel vendeu em desespero à Fox, na década de 90. Mas é aqui, em Apocalypse, que começa o novo fim deste universo X-Men.

Singer esteve sempre presente, mas no reboot a Fox foi buscar sangue novo. À partida estaria construída uma equipa de sucesso. Singer e os seus compinchas com a experiência e ligações ao passado. Vaughn com malta nova e ideias inovadoras, prontos para sair do buraco. A coisa funcionou em First Class, para benefício do passado em detrimento do presente/possibilidade de futuro. Singer pega nas rédeas e oficializa o reboot completo do universo. Pode fazer o que quiser. Pode fazer o que queria ter feito antes: venha de lá o Apocalypse.

Singer traz o vilão que tentou, anos antes. E consegue fazer algo que ninguém imaginaria que demorasse seis filmes: destruiu a X-Mansion. Ainda para mais com mais uma cena genial com o Quicksilver (embora a sua velocidade aqui esteja demasiado exagerada). A destruição deste edifício é uma tradição nas histórias dos X-Men. Tudo o que é escritor e o seu respectivo vilão mandaram abaixo as paredes e, quase, a esperança das várias equipas de mutantes que por lá habitavam. Às vezes com consequências nefastas, mas maior parte das vezes culminando apenas num livro em que a pandilha vai-se divertindo a reconstruir o edifício.

Apocalypse até tem um pormenor giro, que já não me lembrava. Neste universo é Jean a libertar Wolverine da instalação que o tornou Weapon X, explicando um pouco a ligação entre os dois. Claro que depois pensamos no primeiro encontro dos personagens, no primeiro filme, em que ela não se lembra dele, e tudo passa a ser só estúpido.

O problema é que o vilão foi mal desenhado. A trama não foi bem explicada. E os Cavaleiros... Quais foram os papéis dos outros Cavaleiros, exactamente? Quem era o Pestilência? Ou o Guerra? Que vantagens houve para ambas as partes? Para o Magneto ainda foram a Auschwitz e o tio Nur deu-lhe um capacete. Também deu umas asas ao Angel (que mal as usou) e pintou o cabelo de branco à Storm. À Psylocke nem deu nada. Coitada. Tirando o Magneto, nenhum dos outros três teve particular relevância nos planos. Foi tudo um desperdício.

Uma coisa tenho a dizer, no entanto. A equipa Apocalypse era mais diversificada que a dos X-Men. «Team X» era só pessoal a precisar de muito protector solar, para andar pelo Egipto.

sexta-feira, março 20, 2020

Popstar: Never Stop Never Stopping


Não havendo coisas divertidas novas para ver, teremos de voltar às coisas divertidas que já vi... mas a minha senhora não!

Estávamos todos entusiasmados com Andy Samberg, depois duns bons últimos episódios de Brooklyn Nine-Nine. Propus continuar o registo e aproveitar que o filme está na Netflix (se não são os serviços de streaming e de entregas a salvar-nos nesta fase complicada, não sei que será). Já ando a dizer à moça para ver isto há um par de anos.

Popstar não desiludiu. É extremamente simples e às vezes algo juvenil. E então?

Deu para rir um bocadinho antes de ir dormir. Amanhã logo voltamos às cenas sérias, a ler uma data de notícias logo ao acordar, à procura de algo de bom como novidade... e a falhar sempre de cada vez.

quarta-feira, julho 10, 2019

Blue Jay


O Mark Duplass farta-se de chorar e faz uma mega birra. Percebe-se porque a Sarah Paulson acabou a relação no secundário, embora ainda consideram ser a relação das suas vidas.

O filme é muito simples. Dois ex encontram-se por acaso, muitos anos depois. Põem a conversa em dia e vivem novamente memórias e momentos perdidos, que ambos guardam com muito carinho. Especialmente porque passam por fases da vida muito pesadas.

Não é mesmo nada de mais, mas está bem contado e bem encenado. É uma daquelas histórias de romances que tinham de acabar, mas que podiam não ter acabado.

--//--

Despacho os filmes de 2016 e passo os 157 filmes vistos, número estabelecido no ano de 2015, com este Blue Jay. E se esta frase não foi confusa o suficiente, o próximo objectivo é chegar aos números vistos em 2016. Sim, sim. É nestas alturas em que gostava de ter estudado melhor Matemática E Português.

terça-feira, julho 09, 2019

Other People


Não foi fácil ver este filme. Bateu em algumas teclas particularmente sensíveis. Porque, no fundo, eu sou estas «outras pessoas».

O filho mais velho volta a casa. A mãe está a morrer com cancro e este volta para estar com ela, para ajudar no que puder. Não deixa assim tanto para trás. A carreira não corre nada por aí além, e a relação com o namorado terminou. Não que possa revelar algo disto à família. Não quer acrescentar aos problemas e não é como se os pais estejam muito confortáveis com a sua homossexualidade.

O título vem duma premissa que fala ao amigo. A de que este tipo de coisas, a doença na família, era apenas algo que «acontecia às outras pessoas». Percebo de onde vem o sentimento. Assim como compreendo quase tudo o que se passou no filme.

Estive longe de manter este tipo de calma que todos demonstraram. O processo esteve longe de ser tão «aceite» por todos. Para mim essa é a parte de ficção, embora espere que seja para maior parte das pessoas como foi para esta família. Infelizmente acho improvável.

Other People está bem feito. Digno e muito pesado. Pelo menos para mim.