sábado, abril 04, 2026

Spinal Tap II: The End Continues


Foi super estranho ver o Reiner em cena. Não que nunca tenha visto nada com actores falecidos, mas fez confusão por causa do seu muito recente fim trágico. Não consegui dissociar as coisas.

Eu vi o original muito tarde. Não que me tivesse sido possível ver quando saiu. Tinha quatro anos. Mesmo tendo em conta que só terá chegado a Portugal anos depois, mesmo assim era novo demais. Mas podia ter visto na adolescência. Teria tido outro impacto. Ver com 30 anos, depois de ver muita coisa feita por adultos que, em criança, foram influenciados pelo mockumentary, esteve longe de conseguir marcar-me.

Logo, não tenho qualquer ponta de excitação em saber que fizeram uma sequela, muito fora de tempo e, acima de tudo, só a provar que Hollywood não consegue fazer outra coisa que não sequelas e reboots. Foi giro de ser ver, atenção. E imagino que tenha sido bom para os fãs. Daí a achar que valeu a pena fazerem isto...

quarta-feira, abril 01, 2026

Beautiful Wedding


Parece mentira mas finalmente vi este filme. Anos depois do primeiro. Até anos depois de ter saído. E dias depois de ter começado. Agora vejo pedaços de filmes em curtas viagens de comboio, no telemóvel. 20-30 minutos, aqui e ali, entre casa e trabalho. Isto quando não tenho de viajar com colegas.

Sou grande fã do Beautiful Disaster. É um guilty pleasure. Era tão mau que ficou bom. Adoro. A minha senhora não foi da mesma opinião. Daí que Wedding tenha demorado tanto tempo a ver. E a verdade é que já não foi a mesma coisa.

O primeiro teve sucesso, logo toca de fazer o segundo. Há dinheiro? Algum. Mas temos de filmar na praia. Lá se foi a guita toda. Siga. O resto improvisa-se. E nota-se que quase tudo foi feito em cima do joelho. Nota-se mesmo muito.

sexta-feira, março 27, 2026

Red Sonja


Este filme, ou melhor, o projecto deste filme esteve no limbo durante muito tempo. Muito mesmo. Consta que desde o início dos anos 2000. Muita gente foi associada. Muita gente afastou-se, ou foi afastada, por um motivo ou outro. Mas houve sempre uma constante. Pelo menos para mim. Rhona Mitra. Desde que soube do projecto, ou se calhar soube dele por causa disso, a Rhona era a actriz escolhida para o papel. E parecia ser uma óptima escolha. Eu achei.

O tempo passou. A actriz, a pessoa, foi envelhecendo. Quem nunca? E deixou assim de ser a melhor opção para um jovem papel. Mas os criadores honraram a pessoa que nunca desistiu e incluíram-na no filme. Deram-lhe outro papel. Papel esse que terá tido a duração de cinco minutos, num total de quase duas horas de filme. Terão sido sequer cinco minutos?

Não sei porquê queria ver este filme. Nunca li a BD. Não sou fã do universo. Mas se calhar porque já sabia disto há muito, queria ver. Valeu a pena a espera? Valeu a pena não terem desistido? Epá não. Lamento. Não queria voltar a ser este gajo negativo, mas as cenas de porrada foram ridículas. Ela nem tocava nos capangas e eles caíam. Foi esse tipo de mau. E o último terço é qualquer coisa de trágico.

Talvez para algumas pessoas dê a volta. Espero que sim.

quarta-feira, março 11, 2026

Zootopia 2


Nove anos para fazer uma sequela?!

OK, bem sei que animação demora a fazer. E é preciso tempo para conceber todos os paralelismos engraçados entre animais e humanos. Mesmo assim. O filme teve sucesso e só conseguiram fazer uma sequela quase uma década depois? É como se a Disney não quisesse fazer dinheiro.

Já se a história acrescenta algo, a conversa é outra. O filme volta a ser divertido e envolvente. Não é a história mais elaborada, até algo previsível, mas tem um momento ou outro interessante.

Resta saber se a dupla é assim tão boa, ou se separados conseguiriam fazer o mesmo. Não tenho grandes certezas.

segunda-feira, março 09, 2026

A Big Bold Beautiful Journey


Foi uma bonita desconstrução de como uma relação pode começar. Muito mágica. Muito teatral. Muito idílica. Por certo baseado em alguma coisa pela qual o guionista passou. Agora, a ser verdade, será que a outra pessoa da sua «história» gostou de ver-se assim? Será que ainda são um casal? Será que sabe sequer desta versão das suas vidas?

Espero que sim.

sexta-feira, março 06, 2026

Predator: Badlands


A família do Carlos tem um Zoo. Todos são especialistas em animais, menos o Carlos. Não parece ter nascido para a coisa. É tão azelha que provoca acidentes e põe em causa o negócio de família. Ninguém na família gosta dele, tirando um irmão que o protege. A única hipótese de entrar nas boas graças da família é conseguir capturar o mais raro dos animais. Carlos viaja assim para a Austrália, onde tudo tenta matá-lo. Isto porque o Carlos seguia as tradições familiares. Mas quando ele começa a usar a fauna à sua volta a seu favor, tendo ainda o apoio duma moça que conheceu lá, então aí tudo é possível para o Carlos.

Esta é a história do Predator: Badlands. Mais ou menos. Aqui o problema é que não quero saber que Predador chama-se Carlos e que afinal curte animais. Eu não quero saber nada do Carlos. Porque destrói um pouco a imagem que um gajo tem dos Predadores.

Como última embirração, a tecnologia dos humanos evoluiu muito neste futuro em que a narrativa se passa. Já os Predadores parecem iguais ou piores de quando foram derrotados por um enlameado Arnaldo nos anos 80. Mas!... Há sempre um mas. O Carlos sabe utilizar um guincho mecânico dum camião da Terra. Em segundos. Portanto, podem não ter evoluído muito tecnologicamente, mas os Predadores são génios da tecnologia. Seja ela de que planeta for.

sábado, fevereiro 14, 2026

Eternity


Não foi nada do que estava à espera. Se bem que não sabia nada do filme. Só vi algures alguém a dizer bem, a dizer que era um filme romântico a revitalizar o género, original e não sei quê. Talvez induzido pelo cartaz achei que era um «Groundhog Day».

Não tem nada a ver. É uma espécie de Defending Your Life, com uma tentativa de ser o Eternal Sunshine, mas só numa cena final. Ah, isto com a estética da TVA do Loki.

Ficou claro para toda a gente o que o filme é? Boa. Ainda bem.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Weapons


Tive medo. Admito. Sou homenzinho para admitir que «borrei a cueca» num momento ou outro. Só diz bem do filme. Se bem que sou algo medroso. Também é verdade. Estes géneros de filmes não são para mim.

A premissa é muito interessante. Agarra. Uma data de miúdos de certa turma, a uma hora específica da noite, saiem todos de casa e desaparecem. Nada o fazia prever. E, claro, a comunidade ressente-se. Há um mistério por resolver. Não se sabe nada de como aconteceu. Só que aconteceu. E o que pensei, a dado momento, é que não sabia se o filme ia desvendar o mistério.

Por um lado, se revelam o segredo, pode dar-se o caso do filme deixar de ter interesse. Mas, por outro lado, se não revelam é horrível. Não quero ficar sem saber, mas admito que não saber faz-me ter muito mais atenção.

Não foi nem uma coisa nem outra. Desvendam o mistério. Não só fazem-no com engenho, como depois disso continuou a ser muito fixe de se ver. Se bem que algo horrível, em determinados momentos. Horrível bom, não horrível mau. Como estes filmes têm de ser, atenção.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Mickey 17


Um dos grandes prazeres cinematográficos, que tive na vida, foi ali nos finais dos '90s, início dos '00s, em que o Jared Leto era trucidado ou morto, de todas as formas e feitios, numa sucessão de histórias/filmes diferentes. Parecia que um conjunto de realizadores de então se tinha reunido e decidido torturar todos os personagens do «actor».

Pensei que teria o mesmo tipo de prazer neste filme, ao ver Pattinson morrer sucessivamente, duma forma ou outra. Foi uma montagem porreira, tenho a dizer. Não tão diversificada como esperava (há uma sucessão de Mickeys que morre por estarem a testar uma vacina), mas prazerosa mesmo assim.

Louvo o realizador pela sua iniciativa. Espero que outros peguem na deixa e continuem o bom trabalho.

sábado, fevereiro 07, 2026

The French Connection


É um filme que está em listas. Foi bom na altura. Ainda é referência hoje em dia. Não o tinha visto. Faz sentido. Não é bem o meu género de filme. E já não se fazem filmes destes, em boa verdade. Não o apanhei em listas, mas ouvi falar dele num podcast que oiço, onde pessoas seguem uma lista e vêem filmes. O que ouvi fez-me curioso. Depois, entre estar disponível na Disney+ e ter o Gene Hackman, que partiu o ano passado e que respeito, meti o filme na minha lista para ver. E deu gozo ver o cavalheiro a correr e aos saltos.

French Connection tem muitas perseguições. Não muitos diálogos. O que é estranho, porque é baseado num livro. Mais estranho ainda é que seja baseado em polícias verdadeiros. Polícias esses que estavam longe de ser os bons da fita. Mas eram teimosos e não largavam um suspeito. Com isso conseguiram apreender uma data de traficantes. Não todos. Quase todos.

segunda-feira, janeiro 19, 2026

The Roses


Tenho memórias do... Espera. O Guerra das Rosas foi o original? Quer dizer, eu sei que é baseado num livro. Mas foi a primeira versão? Estou a falar do filme com o Danny DeVito. Não sei. Deixa ver.

OK. Ainda é mais confuso. Há uma data de adaptações. Mais ou menos. Não interessa. É como o DeVito diz. Este é «o meu Batman». A versão com o Michael Douglas no seu auge, a Kathleen Turner incrível. Essa é «o meu "Batman"». E, descubro agora, teve o Danny DeVito a realizar. Esta noite é só surpresas.

Dizia eu que tenho memória do filme de '89. Não de tudo. Alguns pontos chave, maioritariamente porque apareciam no trailer. E eu há trailers dos anos 80 que vi mais vezes do que mudei de cuecas na vida. Mas lembro-me da química entre os protagonistas. Lembro-me da comédia meio fora de contexto. Lembro-me da mudança da paixão para ódio. E, ao caminhar para o final desta mais recente versão, lembrei-me do final da de '89. E gostei mais desse final.

Roses tem dois actores deliciosos, que estão maravilhosamente bem juntos. Não têm a química de Douglas e Turner, mas são maravilhosos, encantadores, interessantes, inteligentes, etc etc etc. Não é a mesma coisa, mas é igualmente bom, suponho.

Gostei mais de Roses do que achei recentemente que ia gostar, mas menos do que inicialmente pensei. Faz sentido?

sábado, janeiro 03, 2026

The Night Before Christmas in Wonderland


Fomos demasiado ambiciosos. Sim, fomos ambiciosos ao querer ver um filme de hora e vinte, começando às 21h. Só acabámos agora porque o Mestre J. está outra vez numa noite complicada. Pelo meio, tanto eu como a minha senhora adormecemos.

Foi um bom filme? Talvez. Depende do que se quer. É para um gajo adormecer no sofá, descontraído da vida? Então é um óptimo filme. É para mais que isso? Talvez não.

Nunca saberemos ao certo.

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Holiday Touchdown: A Bills Love Story


Não foi possível terminar o filme ontem. O Mestre J. estava a ter uma noite difícil. E o fogo de artifício não ajudou.

Há um claro decréscimo de qualidade, do primeiro para este. Ainda temos algumas caras conhecidas, mas menos. Há mais pessoas «famosas» deste clube a aparecer, mas isso diz-me pouco. Os personagens principais não tinham química e a história é algo desinteressante.

Vamos lá a elevar o nível para o ano, Hallmark. Desta vez passa. Da próxima não sei.