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terça-feira, outubro 04, 2022

The Proposal


Enquanto víamos uma qualquer série televisiva, daquelas curtas e prontamente canceladas, uma das personagens referiu um filme que, à partida, seria este. Chegámos à conclusão que não era, mas foi uma boa desculpa para o rever. Não que precise de desculpas para o fazer. O Reynolds é o maior. A Bullock é um tesouro norte-americano, incluindo o Canadá, já que neste filme a personagem é de lá. E Betty White... Que poderei eu dizer de White que não tenha sido dito vezes e vezes sem conta?

Proposal é divertido. É muito errado - assédio no trabalho, mais ameaças de despedimento se o subalterno não se casar com a patroa -, mesmo muito, mas muito errado. Mas também divertido. É o que se quer.

quarta-feira, julho 13, 2022

The Twilight Saga: New Moon


Não, não. Não morri. Ainda aqui ando e, se o disse, é para cumprir. Vamos ver todos os «Twilight» e tentaremos rir-nos durante. Do filme, não de quão baixo chegaram as nossas vidas, ao ponto de vermos estes filmes horríveis.

Não são nada horríveis! São só feitos com os pés. E convenhamos que, quem dera a muita gente poder fazer filmes assim, a dar tanto dinheiro. Porque convém não esquecer esta parte. Os filmes deram muito dinheiro, a muita gente. E os actores até podem ser os primeiros a vir dizer que arrependem-se de ter participado, ou que não reconhecem os filmes como fazendo parte da carreira e/ou dos créditos, mas... Meus amigos, não só deram dinheiro, como muita popularidade. Eu próprio fiquei a saber do palerma principal e do quão mau actor é, nestes filmes! Sabia lá eu que tinha aparecido no Harry Potter. Alguém, que não fã absoluto, olhou para outros que não o fabuloso elenco de adultos que os filmes para miúdos tiveram?

Voltando a New Moon, é uma sequela, como poderia ser também visto como um segundo episódio duma série. Tudo está igual, ao mais pequeno detalhe. Arriscaria dizer que filmaram maior parte dos filmes duma só vez. Não todos, que sempre há uma variação de elenco ou cenário, aqui e ali. Mas quase todos.

Nota positiva, para acabar, para não ser sempre tudo mau. Os efeitos especiais dos lobos têm bastante qualidade. Não estou a ver no cinema, como é óbvio. Vejo em casa, com as limitações inerentes. Mas treze(!) anos depois, não serem efeitos «reles» face à tecnologia de hoje em dia, é dizer muito.

PS - O meu personagem favorito é o Jasper. É o mais à direita neste poster. A expressão que faz aqui, parecendo tola e apenas uma má escolha de fotografia, é a expressão que faz os filmes todos, o tempo todo. É maravilhoso!

terça-feira, junho 21, 2022

The Greatest


A cena inicial de Sarandon continua a matar-me. Dois segundos de calma, antes de aperceber-se de que o filho morreu. Dois segundos de nada, antes do regresso da dor horrível. Dois segundos de descanso antes do cérebro voltar à realidade.

Greatest teve mais impacto da primeira vez que o vi. Com um olhar mais maduro... Espera. Não sei até que ponto estou mais maduro. Cada vez mais penso o contrário, aliás. Com um olhar mais... grisalho. Dá para dizer isto? Um «olhar grisalho». Um olhar pode ter uma cor? Vou acreditar que sim. Acontece que, tantos anos depois, houve um par de cenas que fizeram-me pouco sentido. E há momentos que são só irritantes, a criarem mais problemas do que necessário, pelo meio. O princípio e o fim. O fim fim. Estas partes continuam a ter impacto.

Dois filmes seguidos com mortes de adolescentes. Que final de dia divertido escolhi para mim. A seguir vou bater com a cabeça na parede umas horas. Sinto ser o passo lógico seguinte.

The Be All and End All


Outro revisionamento. Este mais difícil de perceber. O filme é giro. As péssimas interpretações dos rapazes adolescentes não impedem de o ser. Mas não é muito mais que «giro». De qualquer forma, convém sempre dar mérito ao tremendo trabalho de wingman. o jovem sabe que o amigo vai morrer e dedica-se a encontrar-lhe uma última... Chamemos-lhe «aventura».

Depois - e isto deprime-me mais que um miúdo de 15 anos morrer -, se precisasse de mais sinais que estou a ficar velho, para além das dores nas costas e nos joelhos, dei por mim a pensar na moça que saciou a vontade ao rapaz. Senti comiseração. Se antes via-a como alguém doce e nobre, agora temo pela sua saúde mental. Tem de a afectar, não? Que ela tenha sido o último desejo duma pesssoa a morrer. A moça tem de ter uma mentalidade muito forte para lidar com uma situação tão lixada como esta, não?

Lá está. Velho.

sexta-feira, abril 15, 2022

Watchmen


Quando vi Watchmen pela primeira vez, consta que foi numa conjugação perfeita de factores. Foi há tempo. Não assim tanto, mas parece. Há muitas diferenças de lá para cá, começando na posição geográfica e passando muito pelo facto de que não sei se hoje em dia conseguiria ter um dia de conjugação perfeita de factores. Tenho dias fixes, claro. Mas... Suponho que a diferença maior, e que, infelizmente, estragou a minha visão do filme, de então para cá, é que hoje em dia «conheço» melhor o realizador. E não gosto dele.

Todos os seus trejeitos, dos quais usa e abusa nos seus filmes, hoje em dia irritam-me. Vê-los pela enésima vez cansa. Mesmo que num filme antigo. Saber das suas visões sobre pessoas e o mundo, na forma como isso influencia o seu trabalho, deixa-me algo agoniado. E creio ainda que esta versão disponível na HBO Max é maior do que a do cinema. Posso ser eu, que estarei menos tolerante (entenda-se, velho), mas o último terço foi visto em sofrimento. O filme é longo demais.

Gostei muito de Watchmen quando saiu. Não desgostei de ver agora. Não foi bem a mesma coisa.

quarta-feira, abril 13, 2022

Away We Go


É incrível. Isto de ver muitos filmes tem que se lhe diga. É fixe, atenção. Que não seja mal interpretado. É algo que dá-me muito gozo. Faz parte de quem sou, embora de pouco me valha. Só que... Lembrava-me zero deste filme. Nada. Praticamamente nada. Acontece demasiado quando se vê demasiadas coisas. Sei que gostei muito do filme. Guardei-o, afinal. É sinal de alguma qualidade. Por muito que tenha deixado de fazê-lo, de guardar filmes, nos últimos tempos. Tinha ideia da banda sonora. Uma noção geral do elenco. E sabia quem era o realizador. Zero da história. Zero de desenrolar. Nada. Nem do princípio, meio, ou do fim.

Não estava errado. O filme é doce e muito meigo. Bom. Um casal procura um sítio para viver, para estabelecer a família, de entre os que têm conhecidos ou família. Fazem uma tour bastante grande, avaliando os pontos fortes e fracos. É uma liberdade tremenda, a de poder viver em sítios tão diferentes, não sendo o trabalho um impedimento. E não seria escolha fácil, dado que havia várias boas opções. Até que ficou fácil. Porque no final só havia uma opção possível.

terça-feira, fevereiro 15, 2022

Frequently Asked Questions About Time Travel


Não me lembrava de quase nada. Um par de detalhes, eventualmente. Em especial quando começa a cena no bar. Mas é estranho estar tão a zeros, no início. É que o filme é bem giro. Algo confuso, talvez, mas imaginativo e com piada.

Ajuda ter O'Dowd no auge da sua nerdice. Ele aqui ainda andava a fazer o IT Crowd, talvez até antes da série ter explodido. Tem ainda o ar inocente de quem não foi estragado por Hollywood.

Agora, a grande questão é: como estamos de sequela?

PS - Este poster é miserável e não faz jus ao filme. Não fizeram melhor, infelizmente.

segunda-feira, dezembro 20, 2021

Star Trek


Até o pai do Spock tratava-o por Spock. Não admira que o rapaz tenha tantos pruridos.

Ao dia de hoje ainda não sei se o filme foi bem recebido por «trekianos». Quando saiu, vi o filme e tanto eu como o meu compincha destas andanças, ambos gostámos. Mas nenhum de nós era, ou é, trekkie. Ficámos fãs do filme e, mais tarde, contentes por saber que Abrams realizaria um novo episódio do «nosso» Star Wars. Mal sabíamos o que nos esperava. Ambos os exercícios têm uma dose gigantesca de respeito pelo material de origem. Há smpre um chorrilho de piscares de olhos aos fãs (Kirk enrola-se com uma alienígena verde, pelo amor da santa!). E eu gostei do Ep. VII, mesmo sabendo perfeitamente que era um remake do Ep. IV. Não falo pelo meu amigo, pois muito aconteceu desde então (nomeadamente dois episódios que... bem, não vale a pena). Só que em Wars Abrams não acrescentou nada de novo, e em Trek ajudou a reconstruir um universo vasto e bastante elaborado.

Mas eu não sou trekkie. Nem conheço verdadeiros trekkies, creio. Enquanto warsie fiquei desiludido com o resultado final da última trilogia. Enquanto fã de cinema e ficção científica, gostei bastante desta de Trek. Tanto que decidi revê-la. E muito feliz estou com a decisão. Por muito que o lábio superior do Pine continue a fazer-me confusão. Ele meteu cologénio para este filme, certo?

terça-feira, julho 27, 2021

Miss March


Em Miss March vários actores com 30 anos (ou mais) fazem de adolescentes de 18 anos, nas cenas iniciais. Um deles é um virgem com receio de ter relações com a namorada de há muito. O melhor amigo dele procura ajudá-lo e dá-lhe um pouco de «coragem líquida», antes do virgem entrar pela porta errada adentro (não é um eufemismo) e cair escadas abaixo. Em vez de perder a virgindade passa quatro anos em coma.

Parece um especial a promover a abstinência, mas não é.

Quatro anos passaram e, mesmo assim, os actores são demasiado velhos para estes papéis. Toda a gente abandonou o virgem, menos o melhor amigo, que acorda-o do coma dando-lhe com um taco de basebol nas fuças. Não só nunca o deixou, como nunca desistiu de o tentar reanimar. Ora aí está um grande amigo. O virgem descobre que a namorada tornou-se playmate no entretanto. Ele vai para LA, com o intuito de entrar numa festa da Playboy e confrontá-la.

De realista este filme não tem nada. Nem mesmo nos vários seios que vai mostrando ao longo do filme, todos eles bastante plásticos. Contudo, a verdadeira questão aqui é: quem foi enganado a deixar este filme entrar no catálogo do Disney+? Até um par de testículos (falsos) aparecem em cena neste filme!

sexta-feira, maio 21, 2021

Post Grad


O Disney+ decidiu dar-me uma prenda deliciosa (vem tarde), com este Post Grad. Ficou disponível hoje mesmo, apesar de ter 12 anos. Não sabia que existia, confesso.

O filme é um maravilhoso e hipnotizante desastre automóvel. Tudo é mau e desprovido de sentido, a começar por um tipo com pinta, sempre com miúdas a sorrirem para ele, mas que, por um qualquer motivo, só tem olhos para a Alexis Bleh. Claro que ela ignora-o, porque só pensa no seu plano de vida, que consiste em acabar a faculdade e trabalhar numa editora.

Uau! Que coisa elaborada! O problema é que não consegue o emprego e, a partir daí, tudo vai por água abaixo. Não só não consegue esse emprego como aparentemente não consegue qualquer emprego. Durante um Verão inteiro! E isso é mau... pelos vistos. E quando finalmente consegue o emprego de sonho de ser assistente dum editor (não «assistente editorial», atenção, só mesmo assistente, apesar de, erroneamente, o filme chamar-lhe assistant editor, quando a função dela é buscar a roupa à lavandaria e cafés vários), é quando decide que o que quer afinal é o melhor amigo, que sempre esteve do lado dela, mas que só agora que foi para o outro lado do país é que tornou-se boyfriend material.

É tudo tão, mas tão mau, que dá a volta e é um dos filmes deste ano, para mim. Apesar de ser de 2009.

domingo, outubro 20, 2019

Zombieland


O intuito era ver os dois filmes seguidos. A minha senhora não tinha visto o primeiro. A mim custa-me zero voltar a ver esta pandilha, num dos filmes de género mais surpreendentes de sempre.

A experiência voltou a ser boa, atenção. Comecemos por frisar esta parte. Mesmo sem a surpresa original, gostei muito de rever Zombieland.

Posto isto, vamos lá às minhas embirrações idiotas do costume:

1. Amizade improvável. 
Mesmo sendo o fim do mundo. Mesmo com tudo virado de pernas para o ar. Mesmo sabendo... Ou melhor, mesmo com os personagens não sabendo se mais alguém sobreviveu, continuam a ser amizades e relacionamentos altamente improváveis. É que mesmo entre as irmãs, elas têm pouco a ver uma com a outra.

2. Porque é que elas não os abandonaram a eles da segunda vez?
Sendo um clássico, acho que não vou spoilar nada a ninguém, porque estou certo que toda a gente já viu este filme. Muito bem. Elas são umas espertas e roubam o carro aos rapazes, abandonando-os no meio de lado nenhum. Porque são independentes e não confiam em ninguém. Percebe-se. Contudo, passado um pouco de tempo de filme, as parelhas encontram-se novamente e, desta feita, as moças já não os abandonam. Nada aconteceu que justifique esta mudança de atitude. Elas continuam independente e eles continuam a ser homens desconhecidos, em quem não se pode confiar. Não se percebe.

3. Como é que um nerd ermita, a comer pizas em casa, tem bom cardio?
Eu tenho, digamos, alguma... experiência... neste tipo de existência. No fundo conheço pessoas que o praticam, esta coisa de ficar por casa, em frente a ecrãs, a comer piza, ou outro tipo de comida de plástico que se pode encomendar, e a fazer muito pouco exercício. Acontece que, no caso do nosso personagem, ele está em frente a ecrãs de computador a jogar jogos, e eu vejo filmes e séries... Quer dizer, as pessoas que conheço, que praticam este sedentarismo, é que vêem filmes, etc.
Ufa, acho que ninguém percebeu.
Bem, o certo é que este tipo de criatura escondida tende a não ter a estrutura de Eisenberg, e muito menos qualquer apetência para estar em boa forma física. Antes assim fosse. Era da maneira que eu seria esbelto, ao contrário de ser...

D'oh!

Finalizando: depois de nos divertirmos a ver o primeiro, como disse, o intuito era ver o segundo, no cinema. O problema é que, neste raio deste país, o segundo ainda não estreou. (inserir aqui smiley frustado, a dizer profanidades)

quarta-feira, junho 26, 2019

3 Idiots


Para uma coisa meio declarada como comédia, isto tem uma data de suicídios.

Não terei sido só eu a achar que era uma comédia. Basta olhar para este cartaz, não? E atenção que tem muito de comédia. Os personagens são meio tolos e há uma data de brincadeiras, umas mais inocentes que outras. Falamos de jovens estudantes universitários, que só querem passar um bom bocado enquanto estudam e tentam dar um rumo sério e digno às suas vidas. O certo é que há dois suicídios e uma tentativa durante o filme. Há dados estatísticos que provam que acontece muito com estudantes universitários, pressionados pelos pais e pelas próprias instituições a dedicarem-se absolutamente ao curso. Muitas das vezes é a forma de tirar a família da pobreza. O cérebro destes pobres rapazes (não se vê uma rapariga na universidade dos engenheiros, pois parece que elas estão «destinadas» a ser médicas) quebra, e não vêem alternativa que não acabar com a própria vida.

O mais chocante, ao pensar-se no assunto, é o personagem do director da universidade. É um tipo altamente competitivo, e a sua atitude de «vocês são todos uma porcaria e não merecem ser engenheiros» leva a um estudante matar-se e um segundo a tentar. Ninguém despede este gajo? Não há consequências de maior para este verdadeiro idiota? Às tantas descobre-se que o próprio filho matou-se por causa da pressão idiota que este lhe pôs em cima para ser engenheiro!

Posto isto, vi o filme porque está na lista de melhores filmes, do IMDb. E é merecido. É um filme bem engraçado e inteligente. Não sendo declaradamente «Bollywood», também tem umas musiquetas e danças absurdas. Mas está tudo dentro do registo do filme, bastante bem contado. Percebo a posição tão alta na lista.

domingo, junho 23, 2013

Friends (With Benefits)

IMDb | Sítio Oficial

Quem diria que havia tanta coisa com o mesmo nome? Para além da conotação que a própria expressão tem, claro. Há dois filmes e uma série, mais ou menos da mesma altura. Este tem parêntesis e não é uma coisa comercial de Hollywood. Não que haja algo errado em sê-lo, ou mesmo algo a favor em não sê-lo. Sejamos honestos. Qualquer realizador, actor, escritor, etc., quer vingar em Hollywood. É onde está o dinheiro e o reconhecimento. E quem disser o contrário é mentiroso. Não que este filme quisesse ser mais do que é. O seu único objectivo foi entreter-me por casualidade, quando passava canais numa noite enfadonha de fim-de-semana. Trata-se apenas dum grupo de amigos que começam a... fazer cenas uns com os outros, inspirados por um casal do grupo, melhor amigo desde sempre, que nunca tinha... feito cenas antes.

Claro que falamos dum conjunto enorme de balelas. Regra d'ouro nestes casos: Once in the friend zone...

domingo, junho 16, 2013

Road Trip: Beer Pong

IMDb

O engraçado é que nem mudaram a narrativa para a sequela. Eu não sabia que existia uma sequela até há bem pouco tempo. Só a descobri porque andei de volta do currículo do Abed, a ver se tinha feito mais alguma coisa. Fez isto, sim, mas se fosse a qualquer entrevista provavelmente omitiria esta obra de arte dos seus feitos. O DJ Qualls substitui o outro maluquinho, na visita do grupo à universidade. Volta a haver assédio com uma mãe de possível estudante universitária. Há uma viagem, sim, se bem que esta não parece tão complicada (ou não fosse fácil para a namorada aparecer no próprio dia, no destino, saindo dum táxi). Há seios descobertos sem propósito algum. Há lesbianismo e sexo em veículos motorizados. O namorado quer acabar o que não conseguiu fazer com uma ex. A namorada é mil vezes mais gira que o objecto de tamanho desejo, mas ok. A grande diferença será neste ter uma música muito má que, por qualquer motivo, é um sucesso durante a história. E um desporto: beer pong. Acho que teria sido bom nisto, no meu tempo.

sábado, setembro 15, 2012

Flickan Som Lekte Med Elden

IMDb | Sítio Oficial

O segundo capítulo é menos interessante que o primeiro, mas isso é como em qualquer sequela. É sempre mais fixe ter apresentações de personagens, ambientes, etc. Até porque este tem um seguimento ainda mais extraordinário. Ao ler os três apercebemo-nos que quase tudo está ligado. E às vezes até demasiado. É fixe porque acaba por ser um universo bem trabalhado, mesmo dando o ar de que a Suécia é do tamanho de uma ervilha, com 1000 habitantes, mais ou menos. Este filme é o mais curto de todos e percebo um pouco porquê. O livro tinha também muita informação, mas eram pormenores aqui e ali. Um folha não sei onde, um mail achado num computador. Não se pode dar atenção a tudo. Compilaram bem a história, entenda-se. O sumo está todo aqui. Faltam detalhes, como o matulão fugir no final porque pensa que Lisbeth era uma espécie de zombie. Nada que afecte o visionamento. Ajudaria a perceber mesmo tudo. Uma coisa é certa. Este material genético é qualquer coisa de incrível. Com todos os defeitos, acabam por ser quase super humanos.

Falta só um.

Män Som Hatar Kvinnor

IMDb

Os suecos sabem-na toda. Ainda o corpo de Larsson não estava frio e já estavam a produzir os três filmes de enfiada. Saíram todos no mesmo ano. E a julgar por este primeiro, todos com uma qualidade de produção invejável. Estes gajos não é só móveis de resistência duvidosa, não. Já os americanos fizeram o primeiro episódio... Quando? Foi no ano passado? E sequela, onde está? Nem ver. É assim.

Digam o que disserem de best-sellers, os livros eram empolgantes. A história era e é muito interessante. E Lisbeth é um hino à personagem feminina forte que raramente se vê. Claro que para os filmes há menos desenvolvimento de qualquer um dos personagens, em especial dos principais. Nem conhecemos o primeiro tutor de Lisbeth, por exemplo. O patrão dela só aparece segundos também. Não conhecemos bem nenhuma das poucas pessoas que a viam pelo que era, no fundo. Só Blomkvist. Mesmo para este temos pouco em termos de relações, que é o grande forte deste personagem, que é menos baseado no autor do que ele queria, provavelmente. Temos poucas incidências das aventuras amorosas de Blomkvist e menos do presente de Lisbeth que merecemos saber. Mas compreende-se. O volume de informação era mesmo muito grande e está aqui o essencial. E está muito bem contado, tenho a dizer. Apetece-me ver os outros dois, mas já não tenho idade para ver nascer o sol depois de maratonas. Fica para amanhã o segundo episódio. Uma coisa é certa, demorarei menos tempo a lá chegar do que toda uma indústria cinematográfica.

sábado, julho 21, 2012

The Revenant

IMDb | Sítio Oficial

Um bom rapaz tenta fazer o correcto no meio do Afganistão. Resultado prático: é morto. Em casa choram a perda. A namorada só chora. O melhor amigo está desconsolado. A família não sabe o que fazer. Entre o corpo chegar ao país e ser quase enterrado, passam-se três semanas. É o tempo suficiente para o rapaz voltar à vida... ou uma espécie dela. Não é um vampiro, embora tenha que beber sangue e durma durante o dia. Não é um zombie, pois consegue pensar e tem controlo sobre as suas acções, para além de que não come carne humana ou cérebros. É um revenant. E agora, em parceria com o seu amigo, anda por LA a acabar com o crime, também para manter-se «vivo».

terça-feira, junho 26, 2012

TiMER

IMDb | Sítio Oficial

Não achava piada à Emma Caulfield. Foram necessários alguns episódios da caçadora de vampiros para convencer-me do contrário. Isso e a companheira de visionamento achava-lhe piada. Fui por arrasto. De tempos a tempos a frase cantada «It could be bunnies.» surge-me na cabeça. A personagem de Caulfield era um demónio/ex-demónio com pavor a coelhinhos. A piada repetia na série, de tempos a tempos. E em mais que uma ocasião fez-me rir à gargalhada. Ou não fosse Whedon também meu mestre. Em todo o caso, foi gostar de Caulfield e ver este filme numa lista de filmes de ficção científica/romance, acho. Porque é difícil justificar o rótulo de ficção científica aqui. Ok, nesta realidade há um aparelhómetro que as pessoas têm ao pulso que lhes indica quando vão conhecer a sua alma gémea, mas apenas se a dita pessoa também tiver um aparelhómetro. Mas é só isso. Sou capaz de concordar mais com a classificação do IMDb de fantasia, porque este tipo de tecnologia é demasiado rebuscado para ser científico. Em todo o caso, a história passa pelas frustrações de Caulfield, já que o seu contador está a zeros e não lhe indica quando vai conhecer o seu príncipe encantado. Já o irmão mais novo, por exemplo, descobriu que ia conhecer a mulher da sua vida cinco dias depois de colocar o aparelhómetro. No outro lado do prisma temos a meia-irmã, que tem uma data de daqui a 5000 e tal dias. Caulfield stressa com toda a situação e com razão. Algo que era suposto simplificar-lhe a vida só a complica, porque tornou-a obcecada. E TiMER é giro... porque não é preciso mais do que já disse, não?

terça-feira, junho 19, 2012

Doghouse

IMDb

Comecemos com uma premissa de Bachelor Party, mas mais ou menos ao contrário. Dentro dum grupo de amigos, um deles vai divorciar-se. Como forma de o animar, o grupo planeia uma festança de homens numa terra de mulheres. Numa pequena povoação nos arredores de Londres, as mulheres ganham aos homens quatro para um. (Deve ser esta a terra do sketch, dos outros mal cheirosos.) O plano é bom. Ficar em casa da avó de um deles, que ainda por cima está fora num cruzeiro; beber, fumar e fazer tudo o resto longe das respectivas esposas e namoradas; ter uma noite ou duas de arromba. O problema aqui é o vírus que o exército decidiu testar na pequena povoação. O vírus que transforma as mulheres em zombies bem lixados, que pegam em facas ou machados e desatam a tentar matar os homens. Mesmo sendo em teoria mais frágeis que os homens, e mesmo sendo zombies, com todos os impedimentos físicos que isso implica, as mulheres ainda são mais que eles. Tendo a maioria, há algumas vantagens.

Doghouse é mais comédia que terror, sendo claramente um filme feito por homens ressabiados. Ou não houvesse uma data de piadolas em relação à opressão conjugal feminina, ou que não andassem eles às punhadas com tacos de golfe às mulheres zombies.

sexta-feira, abril 27, 2012

Welcome

IMDb

Tive medo de ver este filme durante demasiado tempo. A impressão que tinha é que seria pesadíssimo. Uma daquelas coisas bem fortes, que te deixa de rastos durante um par de dias. Uma depressão a todo o tamanho, no fundo. Não é o caso. Não é que não seja ligeiro. Não é que não marque ou afecte. Mas também não me apetece cortar os pulsos, neste momento.

Um iraquiano faz tudo para chegar à mulher que ama. E isso é bonito. O miúdo é burro, como todos os miúdos adolescentes apaixonados são burros. Não há nada a fazer. A família da moça mudou-se para Inglaterra. Logo, o miúdo faz tudo por tudo para lá chegar. A história deste filme passa-se apenas na parte final da viagem, em Calais. Como não consegue arranjar maneira de ir nos camiões, o miúdo começa a treinar para atravessar o canal a nado. É numa piscina local que conhece o personagem francês deste filme. O professor de natação que dá-lhe mais que treinos. Dá-lhe de comer. Mete-o a dormir lá em casa. Dá-lhe um fato de mergulho. Dá-lhe o anel da ex-mulher. Faz tudo, correndo o risco de ir preso por auxiliar um imigrante ilegal, procurando redenção do seu próprio erro, por não ter feito mais para salvar o casamento. Pouco lhe rala que vá preso. Sem a esposa encontra-se um pouco perdido.

Welcome é uma história trágica de amor e da condição humana. A primeira não tem grande remédio. Já a segunda dava para fazer qualquer coisita para dar a volta, não?