sexta-feira, março 27, 2026

Red Sonja


Este filme, ou melhor, o projecto deste filme esteve no limbo durante muito tempo. Muito mesmo. Consta que desde o início dos anos 2000. Muita gente foi associada. Muita gente afastou-se, ou foi afastada, por um motivo ou outro. Mas houve sempre uma constante. Pelo menos para mim. Rhona Mitra. Desde que soube do projecto, ou se calhar soube dele por causa disso, a Rhona era a actriz escolhida para o papel. E parecia ser uma óptima escolha. Eu achei.

O tempo passou. A actriz, a pessoa, foi envelhecendo. Quem nunca? E deixou assim de ser a melhor opção para um jovem papel. Mas os criadores honraram a pessoa que nunca desistiu e incluíram-na no filme. Deram-lhe outro papel. Papel esse que terá tido a duração de cinco minutos, num total de quase duas horas de filme. Terão sido sequer cinco minutos?

Não sei porquê queria ver este filme. Nunca li a BD. Não sou fã do universo. Mas se calhar porque já sabia disto há muito, queria ver. Valeu a pena a espera? Valeu a pena não terem desistido? Epá não. Lamento. Não queria voltar a ser este gajo negativo, mas as cenas de porrada foram ridículas. Ela nem tocava nos capangas e eles caíam. Foi esse tipo de mau. E o último terço é qualquer coisa de trágico.

Talvez para algumas pessoas dê a volta. Espero que sim.

quarta-feira, março 11, 2026

Zootopia 2


Nove anos para fazer uma sequela?!

OK, bem sei que animação demora a fazer. E é preciso tempo para conceber todos os paralelismos engraçados entre animais e humanos. Mesmo assim. O filme teve sucesso e só conseguiram fazer uma sequela quase uma década depois? É como se a Disney não quisesse fazer dinheiro.

Já se a história acrescenta algo, a conversa é outra. O filme volta a ser divertido e envolvente. Não é a história mais elaborada, até algo previsível, mas tem um momento ou outro interessante.

Resta saber se a dupla é assim tão boa, ou se separados conseguiriam fazer o mesmo. Não tenho grandes certezas.

segunda-feira, março 09, 2026

A Big Bold Beautiful Journey


Foi uma bonita desconstrução de como uma relação pode começar. Muito mágica. Muito teatral. Muito idílica. Por certo baseado em alguma coisa pela qual o guionista passou. Agora, a ser verdade, será que a outra pessoa da sua «história» gostou de ver-se assim? Será que ainda são um casal? Será que sabe sequer desta versão das suas vidas?

Espero que sim.

sexta-feira, março 06, 2026

Predator: Badlands


A família do Carlos tem um Zoo. Todos são especialistas em animais, menos o Carlos. Não parece ter nascido para a coisa. É tão azelha que provoca acidentes e põe em causa o negócio de família. Ninguém na família gosta dele, tirando um irmão que o protege. A única hipótese de entrar nas boas graças da família é conseguir capturar o mais raro dos animais. Carlos viaja assim para a Austrália, onde tudo tenta matá-lo. Isto porque o Carlos seguia as tradições familiares. Mas quando ele começa a usar a fauna à sua volta a seu favor, tendo ainda o apoio duma moça que conheceu lá, então aí tudo é possível para o Carlos.

Esta é a história do Predator: Badlands. Mais ou menos. Aqui o problema é que não quero saber que Predador chama-se Carlos e que afinal curte animais. Eu não quero saber nada do Carlos. Porque destrói um pouco a imagem que um gajo tem dos Predadores.

Como última embirração, a tecnologia dos humanos evoluiu muito neste futuro em que a narrativa se passa. Já os Predadores parecem iguais ou piores de quando foram derrotados por um enlameado Arnaldo nos anos 80. Mas!... Há sempre um mas. O Carlos sabe utilizar um guincho mecânico dum camião da Terra. Em segundos. Portanto, podem não ter evoluído muito tecnologicamente, mas os Predadores são génios da tecnologia. Seja ela de que planeta for.