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terça-feira, fevereiro 27, 2024

Five Blind Dates


A minha intenção era sair um pouco deste marasmo de romances e comédias românticas, no qual tenho estado enfiado. Queria ver o Aquaman 2, que acabou de ficar disponível na HBO. Só que alguém não viu o primeiro.

Pois, também me soou a treta.

Five Blind Dates nem tem mau nível de produção. Alguns actores têm talento. Ela é péssima. Tanto a actriz como a personagem. A moça é ressabiada e egocêntrica. Faz sentido que esteja sozinha e que o negócio não esteja a funcionar. A resolução final é dantesca (para além de previsível) e não faz qualquer sentido.

Já as metáforas ao chá e a utilização excessiva do artifício fizeram não querer beber o raio do líquido por anos, talvez.

sexta-feira, abril 28, 2023

The Portable Door


Ah, então sempre é possível fazer alguma coisa de original! Mesmo sendo baseado num livro, ao menos não é mais um dos muitos franchises que por aí andam.

O problema é que, por muito que tenha o mérito de trazer algumas coisas novas para a mesa, o projecto foi mal executado. Os dois principais não são «ninguém». E os actores famosos não só não têm muita intervenção, como não terão sido as melhores escolhas. Atenção que gosto de Waltz, mas está completamente perdido neste papel. E Sam Neill não tem qualquer jeito para um papel tonto.

A verdade é que gostei de poder ver algo como Portable Door, a contar uma história diferente e algo «fora», mas não houve qualquer cena minimanente memorável. Amanhã esquecerei que este filme sequer existe. Com pena.

domingo, outubro 09, 2022

Three Thousand Years of Longing


O filme é esteticamente muito bonito. No início tem transições de cenas absolutamente deliciosas. E a interacção entre Elba e Swinton é um sonho. Os primeiros dois terços do filme são eles fechados num quarto, à conversa, contando histórias. E é tudo óptimo, com essa interacção perfeita complementada com os flashbacks das respectivas histórias.

Ao chegarmos ao último terço a coisa dá um salto esquisito. Parece que faltou orçamento e aceleraram a história, o desenrolar. Saíram do quarto e ficou estranho. Ainda não sei se funcionou, independentemente de ter sido ou não propositado. A verdade é que não sei o que sinto em relação a como termina, como me sinto em relação a este último terço. Vai demorar um bocadinho a assentar.

sábado, julho 30, 2022

How to Please a Woman


Vi o trailer há meses e fiquei bastante curioso. Depois de algum tempo à espera que ficasse disponível, vi o filme em duas metades, com quase duas semanas de intervalo. Porquê? Porque o filme é demasiado awkward. Porque acabei? Porque preciso de números este mês.

Uma mulher casada e frustrada, acabada de ser despedida do trabalho, decide tomar conta duma empresa de mudanças em falência. A coisa não estava a correr bem, até que, graças a uns percalços, decide mudar os serviços da empresa para limpezas. Até aqui tudo OK. Só que estas limpezas têm de ser feitas por homens, em casas de mulheres e com elas a ver, e podem, ou não, envolver sexo. Nem todas as mulheres ficam satisfeitas com o sexo. Nem todas ficam satisfeitas com as limpezas. Mas a coisa progride. De forma esquisita. E ela deixa de estar casada. O ex-dono da empresa vai fazer outra coisa. As amigas deixam de estar frustradas.

O filme não tem tanta piada como parecia ter. É assim a vida. Frustrante. Menos limpa do que devia ser. E menos engraçada também.

quinta-feira, janeiro 27, 2022

Back to the Outback


Like a tiny cloud filled with hate.

Estamos muito longe do Crocodilo Dundee. Isto é um Madagascar, mas com os animais a quererem voltar à natureza, e muito mais fofinho. Tenta ainda dar umas mensagens de que bonito é subjectivo, todos os animais são fofinhos e não há monstros... Mas vão lá tentar dizer isso à Streep sobre dingos.

terça-feira, janeiro 25, 2022

The King's Daughter


E o primeiro filme de 2022 visto é... uma valente m€rd@. O que é estranho, porque qualquer filme com o Pierce Brosnan, com bronze falso e extensões no cabelo, tem todo o potencial para ser um mega sucesso.

A sorte de King's Daughter é que saiu em Janeiro, mês em que ninguém liga muito ao cinema. Assim não aparece em todas as listas de piores filmes do ano. Entretanto toda a gente vai esquecer-se que este filme existiu, quando eventualmente começarem a fazê-las. Eu tenciono esquecer-me do filme. Quiçá até já amanhã.

sábado, junho 12, 2021

Long Story Short


Este filme é uma espécie de... Bem, durante mencionam o Groundhog Day. Sendo certo é que têm surgido vários filmes e séries com o mesmo «gancho» de narrativa, LSS é mais o Click, na verdade. A diferença aqui é que o personagem principal é um pouco mais afável. Pelo menos torcemos por ele.

Para quem não sabe, Click é um filme com o Adam Sandler, em que é-lhe dado um telecomando mágico, que permite-lhe avançar partes chatas, ou tirar o som quando quer. O problema é que o comando avaria-se e como ele passava a vida a fazer fast forward, essa acção continua em automático, mesmo sem ele fazer alguma coisa. Sandler panica, porque a vida escapa-lhe, tudo porque tinha pressa.

Aqui o nosso «herói» vê a vida avançar de ano para ano, sempre na mesma data, sem que faça nada em prol disso. E tudo acontece rápido demais. A vida passa demasiado depresa e não consegue evitar ou corrigir os erros. Não é assim que todos nós nos sentimos?

sexta-feira, junho 05, 2020

I am Mother



Hilary Swank é como uma barata.

O mundo pode estar a acabar. Posso estar rodeado de monstros ou robôs gigantes. Tudo a arder. Mesmo assim não confiaria na Swank. Foi suspeito, o filme todo, como é que sobreviveu durante tanto tempo. Não está ninguém com ela. Por que raio de motivo iria com ela seja para onde for?

I Am Mother foi uma interessante história pós-apocalíptica. É assustador pensar que poderíamos caminhar para uma realidade assim. À partida não aconteceria. E convenhamos que o mundo tem muito mais de Hillary Swanks do que gostaria de pensar. Aliás, mais assustador que o fim da humanidade é pensar na quantidade de «baratas» que por aí andarão.

sexta-feira, abril 17, 2020

The Invisible Man


Elizabeth Moss parece ter arranjado um registo porreiro de «vítima», para fazer carreira. É bom. Porque Moss tem bastante mais que isso. Passa facilmente de vítima para sanguinária, com um toque de psicótica. É assustador e fixe ao mesmo tempo.

Invisible Man foi uma alegre surpresa. Para mim e para muita gente. Foi mais um dos que sofreu com o fecho dos cinemas, mas até conseguiu atingir excelentes resultados até então. Com um orçamento pequeno, o filme preparava-se para atingir lucros invejáveis. Mais ainda. A mim surpreendeu-me porque conseguiu apresentar uma trama interessante, mais desenvolvida do que apenas o personagem principal. Convenhamos que ser invisível é uma ideia engraçada, mas não tem assim tanto para onde ir.

Esta versão é uma mistura das histórias que conhecemos do personagem, com o Sleeping with the Enemy. Funcionou bem. Teve algumas situações meio parvas, que seriam de esperar dado o ridículo do «monstro», e um final que eu não esperava de todo. Essa parte confesso que ainda não sei se gostei ou não.

--//--

Está a ser um ano fraquito de números (para além de tudo o resto), mas com este filme passo o pior ano deste blogue. Já está óptimo. Pequenas vitórias. ;)

sábado, janeiro 11, 2020

Little Monsters


Em Little Monsters encontramos finalmente uma resposta que muitos procuravam há séculos: como tornar um idiota num gajo porreiro.

O nosso protagonista é uma criança crescida. Mal criado. Desempregado. Fuma ganzas e bebe como se não houvesse amanhã. Pragueja à frente de qualquer um, grupo no qual se inclui crianças de cinco anos. Mente. Discute com a namorada constantemente. Acorda tarde, depois de passar a noite a jogar jogos violentos (também com uma criança de cinco anos, no caso o sobrinho). Agride outras crianças de cinco anos que maltratam o sobrinho (esta parte é menos má, no meu entender).

Como é que uma criatura destas dá a volta e acaba a história como o gajo porreiro?

Simples: uma praga de zombies. O melhor do rapaz vem ao de cima. Claro que não é do nada. Não é só uma data de zombies tentarem comê-lo a ele e a uma turma do infantário. Convém estar lá uma moça extraordinária, que dá exemplos incríveis.

E aqui entra a minha bajulação à Lupita. A mulher faz tudo. Ganha Óscares, faz filmes de terror e, aqui, decepa zombies com uma pá, enquanto corre pelos campos esverdeados em botas de salto alto. Tudo porque é seu dever proteger as criancinhas a seu cargo, pois é a sua professora. Uau!

Little Monsters é divertido e bem trabalhado. A profundidade da personagem do Josh Gad, por exemplo, foi surpreendente e até nem muito necessária, mas é um detalhe muito bem vindo, de qualquer forma.

quinta-feira, janeiro 02, 2020

Cargo


Parece que ainda dá para fazer coisas novas, no mundo dos zombies. (Reparem que não disse «boas».)

O filme não é mau, ou não tivesse o nosso hobbit preferido (embora tenha estado apenas nos piores filmes). É só um filme algo paradinho. É uma história humana trágica que, pelo meio e por acaso, tem zombies. O pormenor de destaque é o «espaço» onde a história é contada. A Austrália é um sítio bastante desértico, embora tenha cidades povoadas. No meio do mato passa-se pouco, e o homem já não está habituado a sobreviver em sítios assim. Quer dizer, não estão habituados os «não locais». Os aborígenes ainda se safam bastante bem.

É um povo sábio e resistente, ou não estivessem habituados a tudo o que Autrália tem de mortal. Até zombies, pelos vistos!

sexta-feira, setembro 20, 2019

Boy Erased


Tem sido um mês muito atarefado, com outras prioridades. Não tem dado para ver filmes por causa disso. Mas também porque descobri uma série engraçada para «embaçar». E, acima de tudo, porque os filmes que tinha para ver são algo estupadas. Foi o refugo, do refugo do refugo. Não são coisas más. Estavam na lista por motivos específicos. Acima de tudo por respeito à obra de alguns dos intervenientes. Só que custa começar a ver.

Ainda passei por Wildlife, mas esse desisti cedo. Achava que ia desistir também de Boy Erased, só que... Houve qualquer coisa na mensagem de ódio para com as pessoas diferentes. A ignorância. A tacanhez. A simplificação de algo que não é complicado, mas também não é assim tão simples. Eu gosto do Edgerton, por exemplo, mas vê-lo a tentar convencer um grupo de jovens que a homossexualidade é uma escolha... Chiça, que o sangue começou a ferver-me nas veias e tive muita vontade de dar-lhe um par de estalos.

Foi estranho, mas este Boy Erased até encheu as medidas.

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Hacksaw Ridge


Hacksaw Bridge conta a história de como um tipo queria ajudar com a guerra, mas não queria matar ninguém. Não queria sequer pegar numa arma. Lá arranja maneira, faz o treino militar a levar na cabeça o tempo todo (algumas vezes, literalmente), participa numa batalha como apoio médico... e salva uma data de gente, sendo o primeiro «não combatente» na história a ser distinguido com a Medalha de Honra dos EUA. Ah, e casa-se entretanto.

Sim, contei tudo o que acontece. E então?

Não, não é spoiler. Esta é a história. Foi algo que aconteceu. Foi assim que aconteceu. Isto é apenas a dramatização do que aconteceu. OK, com mais ou, se calhar, menos tirinhos. Spoilaria se contasse como o Vaughn imitou todos os drill sergeants da história de filmes de guerra, gritando mais que eles todos juntos, e acabou por só parecer profundamente ridículo.

ups

domingo, janeiro 20, 2019

Upgrade


Upgrade é igual ao Venom!

Acontece algo de mau a um jovem totó. Há uma entidade/criatura que se «funde» com ele. Ao princípio isso parece fixe, mas a dita e/c começa a fazer umas coisas más. Não é tão dramático, porque tem um objectivo nobre. Jovem totó faz coisas que nunca pensaria fazer, ou teria coragem para as fazer. Acção, tiros, porrada e algum humor. A e/c vai longe demais. Oops, terá sido um erro?

Para a Sony, sim. Aqui nem por isso. Upgrade acaba por ser melhor que Venom. Mas acho que o segundo vai continuar, enquanto que para Upgrade não creio que haja grandes perspectivas. Bem que podia fazer uma batalha entre os dois, mas o mundo é injusto. Nada a fazer.

quinta-feira, agosto 11, 2016

Ned Kelly


Que estupidez de filme e que final mais idiota. A culpa é da Naomi Watts, que mostrou-se logo toda disponível para deitar-se com o Heath, mas quando era preciso ser álibi para o rapaz, fez cu doce, só porque é casada e tem filhos e tal. Uma galdéria, é o que é. Graças a isto, o rapaz e a família metem-se na má vida, à custa de andarem a fugir da polícia. E, assim, um rapaz inocente, anti-herói, herói do povo, tem que fazer uma cena completamente despropositada, à Cassidy & Kid. Ele e os primos. Enfrentam um exército que faz 25 vezes deles. Claro que não correu bem. Não podia correr bem. Podiam ter fugido, mas não. Decidiram matar-se com a ajuda de cento e tal militares. E com eles foram uns quantos inocentes também.

Não devia ter visto até ao fim. Mau demais.

domingo, agosto 16, 2015

Son of a Gun


Foi bom voltar a ver Ewan McGregor. Ainda por cima no papel de (quase) vilão. O rapaz safa-se bem. O resto do elenco, já da zona mais lá para baixo a sul, acompanha-o bem. E assim temos um filme australiano viril e algo pintarolas.

segunda-feira, maio 25, 2015

Mad Max: Fury Road


Tem mais enredo que esperava. Tirando isso é o absoluto descontrolo que se viu em qualquer um dos trailers.

Bom filme para descontrair, embora seja um pouco stressante o tentar acompanhar de tudo o que se passa. É que há mesmo muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e tudo até a velocidades maiores do que as atingidas pelos carros. Algumas cenas iniciais têm mesmo alguns toques de fast forward... como se o filme precisasse de ser ainda mais rápido.

E sim, o guitarrista que acompanha a entourage devia ser personagem recorrente em todos os filmes que se vão fazer. Aliás, à boa maneira Lucas, devia ser acrescentado até a todos os filmes feitos até hoje.

sábado, janeiro 24, 2015

Predestination


Acho que nem sei o meu nome, depois de ver Predestination. Dizer que é confuso é simplificar a coisa. Não que estrague o filme. Antes pelo contrário. Torna-o um desafio. Porque perceber que se passou durante esta hora e meia, não é nada fácil. Acho que três visionamentos não seriam suficientes. Mas, para que se perceba que até gostei bastante do filme, veria o filme três ou mais vezes, de bom grado. Não fosse talvez estragar a coisa. Um enredo tão complexo terá falhas, com toda a certeza. E se o visse novamente daria por elas. Estragaria o filme. Assim, fica a memória porreira... por muito que não saiba o meu nome.

terça-feira, maio 20, 2014

The Black Balloon

IMDb

Continuo com filmes pesados.

Neste caso temos uma família que lida com o autismo de um dos filhos... para além de mais alguns problemas com os outros membros. Tudo é difícil para todos, mas aqui o ênfase é dado às agruras do irmão. A família acabou de mudar-se para uma cidade nova. Têm que lidar com toda a discriminação que advém duma data de gente nova a ser confrontada com um miúdo que não age como os outros.

O filme tem algum interesse, mas aprende-se pouco. OK, não se pode deixar um adolescente sozinho, que começa logo a brincar com a pilinha. Não me parece grande descoberta.

sexta-feira, julho 26, 2013

Not Suitable for Children

IMDb

Cancro testicular num jovem. A notícia que será incapaz de ter crianças depois do tratamento abala mais o rapaz, do que perder um dos bens mais precisosos que qualquer homem tem. Adiando um pouco o tratamento, o jovem parte assim em busca duma moça que queira engravidar com ele, já que nem congelar os seus meninos consegue. Tempo urge. O baixo ventre do rapaz também.

Estúpido, como qualquer jovem de hoje em dia que faz pouco mais que festejar cenas, este jovem em particular não tem os olhos abertos o suficiente para perceber a bomba que tem na casa que divide com os dois melhores amigos. O rapaz amigo pouco poderá ajudá-lo nesta sua missão. Já a rapariga amiga... Falamos duma autraliana (sotaque incrível), muito gira de olhos claros (sempre uma vantagem aquando se tenta procriar) e (FTW) ruiva. Este último pormenor então é suficiente para fazer um testículo rebentar só por si. Quase que o jovem nem precisa de fazer a intervenção cirúrgica.

Gostava de poder dizer que há mais do que isto. Não é o caso.