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terça-feira, dezembro 22, 2020

The Croods


Será este o truque para o Nic Cage voltar a fazer filmes de jeito? Será só uma questão de metê-lo num estúdio de som e não em frente às câmaras?

E, mais importante que isso, será que fiz a mesma piada quando vi este filme pela primeira vez?

Sim, revi The Croods porque...

domingo, julho 31, 2016

The Broken Circle Breakdown


O filme é bastante pesado e algo deprimente. E nem falo do facto de belgas viverem fascinados com caubóis e um estilo musical americano muito associado ao sul desse país.

Um casal apaixonado tem uma criança com uma doença terminal. Vemos ambas as fases temporais em paralelo, a de se conhecerem e estarem apaixonados, e a de estarem a tratar da criança. Tudo para culminar no momento em que têm que lidar com o pior resultado.

Pensei que ia parar de ver a meio. Estou algo saturado de histórias tristes. Para esse tipo de coisas já basta a realidade. O certo é que fiquei agarrado até ao fim. O filme é bom e está bem contado.

E confesso que sou presa fácil para moças tatuadas, semi despidas, em cima de capôs de carros.

quinta-feira, julho 28, 2016

Before Midnight


Pensava que estava há meses para ver este filme. Não. Estou há anos para o ver.

Detesto ter medo de filmes. O grande problema será não ter um cão. Por isso tenho tanto medo destas coisas. Sim, é estúpido, mas claro que tenho medo. Os «Before» marcaram-me demasiado. Os dois primeiros são sintomáticos do que sinto pelo cinema. 

A surpresa. A maravilha. O paralelismo. Curioso. Pensei que tinha visto ambos há pouco tempo, em preparação para este terceiro. E que até tinha falado deles aqui no blogue. Terei sonhado?

Muito resumidamente:
- primeiro foi uma surpresa absoluta; gravei-o durante a noite, tendo dado na SIC quase sem aviso; vi-o e amei-o instantaneamente, no dia seguinte
- segundo foi no cinema, com amigos tão ou mais apreciadores do primeiro; no momento em que vão revelar porque não se encontraram, como tinham combinado, há um problema com a fita e o filme é interrompido; foi épico

Como não ter medo do terceiro? Tive medo do que ia encontrar. Tive medo de não gostar. Tive medo de gostar demasiado. Tive medo, acima de tudo, do que iria dizer. Porque dizer umas idiotices de filmes que não têm qualquer relevância, para mim é fácil. Falar de algo importante não é. É como - e vem aí uma comparação com algo do qual tenho zero experiência - um tipo a falar de miúdas aos amigos. Fala livremente e ao detalhe das moças por quem não sente nada. Mas da que gosta, dessa não fala aos amigos. Nem saberia como.

É um prazer voltar a este universo. Ver como a relação evolui. Creio que Linklater, Hawke e Delpy sentem o mesmo. E por isso continuam, apesar de fazer quase nenhum sentido sequelas. É uma insistência em voltar a um sítio onde foram felizes e ver como estas personagens, por quem muita gente se apaixonou, evoluíram. E é bom vê-los crescer. Ver a relação passar por momentos menos bons, já bem pós a «fase lua-de-mel». Mas mesmo assim mantendo-se com a base sólida que vimos ser criada. Dá gosto, apesar de já não ser bem a mesma coisa.

E por muito que se imite aqui e ali a cena de andar na rua à conversa - e é certo e sabido que muita gente o faz -, nada bate ver estes dois a fazê-lo. Há qualquer coisa de mágico em ver Hawke e Delpy a deambular, a trocar opiniões sobre disparates ou coisas que são tudo menos disparate. É muito bonito e singular.

Terei medo do próximo? Haverá próximo?
Parte de mim espera que sim. Parte não o quer.

Bom ter algo que ainda mexe assim tanto comigo.

domingo, junho 08, 2014

The Hobbit: The Desolation of Smaug

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Nunca pensei estar tão desligado duma trilogia deste tipo. Não pretendo continuar a lamúria. É só uma questão que continua a chocar-me.

Foquemo-nos antes nos aspectos positivos. Temos, em grande destaque, Evangeline Lilly ruiva. Como se não fosse bom o suficiente só aparecer, ainda a colocam mais fogosa. Outros aspectos positivos são...

(...)

Os (mesmos) efeitos especiais?

O Smaug está muito bom. Pelo menos em ecrã pequeno. Imagino que no grande tenha sido uma excelente experiência. E este filme é mais interessante, como são todos as primeiras sequelas de trilogias. Os personagens e enredo são apresentados no primeiro. Fica só a acção. E aqui há muita para se ver. Incluindo um Legolas (estava no livro?) a fazer equilíbrio em cima de dois dwarves dentro de barris, no meio do rio com bastante corrente.

Este segundo vê-se melhor, assim que se entra na história (os primeiros 20 minutos ainda são lentos). Ajudará não ter cantorias, claro. Quanto tempo demorarei a ver o terceiro? O suficiente para esquecer tudos dos dois primeiros?

domingo, abril 13, 2014

Ernest et Célestine

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Um filme doce e amoroso sobre uma amizade improvável. Para os mais novos, mas que os graúdos também podem ver. Até porque convém. Há aqui alguns momentos com mensagens dúbias para os mais impressionáveis.

sábado, abril 12, 2014

The Book Thief

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AHA! Sempre havia uma história com nazis, nos Óscares deste ano. Houve tudo, afinal. Nazis, escravatura, sida, homossexualidade, histórias verídicas (quase todas), gordos e carecas, anões arremessados, prostitutas... A sério, valerá a pena fazer edição para o ano? Como vão suplantar esta?

Em relação ao filme, alguém saberá esclarecer-me se o narrador era dEUS ou o dIABO? Não deu para perceber bem. Da mesma forma como não deu para perceber porque o filme teve mais que um narrador. Como também não deu para perceber qual o encanto duma miúda que tinha só ar de ser super irritante. E que ainda por cima beija cadáveres. Yuk!

quinta-feira, abril 10, 2014

Jagten

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Odeio crianças.

...

Claro que não odeio crianças. Odeio só crianças dinamarquesas.
Não, não. Que parvoíce. Odeio estas crianças dinamarquesas.

...

Vá, odeio estas personagens do filme que, por acaso, são crianças.

...

Não, neste momento odeio crianças.

Tenho-lhes medo. Fiquemos por aqui.

sábado, abril 05, 2014

The Great Gatsby

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DiCaprio acabou por estar em dois filmes nomeados para Óscar. Em boa verdade, em dois papéis muito semelhantes, de menino pobre que fica rico e estoira o dinheiro de forma extravagante. Só que neste DiCaprio contracenava com uma parede que é Maguire. A Academia não é fã deste tipo de interpretações. Para mais, viram-se poucas prostitutas. Também uma clara falha.

A decoração e o ambiente estão bem criados. A música não sei ainda se entrou bem. Em alguns momentos diria que sim, noutros nem por isso. A história é conhecida e inspirou muitas outras coisas, como também foi inspirada por outras. Devia ter sido encenado bem mais cedo. Agora limita-se a parecer com muito do feito nas últimas décadas, ou não fosse uma história de amor muito americana.

domingo, março 09, 2014

Mandela: Long Walk to Freedom

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Com que então Madiba tinha muito sucesso com as senhoras. Bom saber isto sobre o homem. É especialmente digno para as mulheres que traiu. Bem, se colocou no seu livro, é porque queria que se soubesse.

Apesar de ter achado um pouco exploratório o filme sair logo após a morte, é certo que fizeram uma adaptação dum livro escrito pelo próprio. E qualquer história contada sobre grandes homens vale sempre a pena. Há a preocupação de contar a sua história, não tanto o intuito de fazer um filme para ganhar dinheiro. Espero.

Mandela era o maior. Que se façam muitas devidas homenagens ao longo dos anos. Seja em formato filme ou outro.

ERRATA: O filme estreou na África do Sul antes da sua morte. (É o que dá fazer posts «à papo-seco» sem verificar as coisas.)

domingo, março 02, 2014

Lone Survivor

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Este cartaz não lembra ao diabo. Visto de repente dá ar de ser um filme sobre um caçador e não sobre um militar.

Começo a ficar muito irritado sempre que vejo «baseado em factos verídicos», no início dum filme. Estou farto de não poder apreciar a história por si. Tenho sempre o peso de «isto aconteceu» em qualquer cena.

Agora que já mandei vir com tudo o que me apetecia mandar vir, o filme está muito bem feito. Os meus parabéns aos duplos, que andaram a levar porrada a torto e a direito. Todo o combate está genial. E até poderia apreciar mais essa parte, não fosse a questão de ter acontecido mesmo! O ensemble de pretty boys não irrita. Até acreditamos que estes modelitos conseguiriam fazer o treino militar para poderem ser este tipo de militares. As barbas ajudam à imagem, vá. E a história, sendo muito simples, é envolvente. 

Esta será a única parte em que ser uma história verdadeira ajuda.

sábado, março 01, 2014

Inside Llewyn Davis

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Tinha ideias de fazer uma pausa dos filmes de Óscares durante um bocado. Só que já queria ver este filme há algum tempo. Como quero sempre ver um filme dos Cohen, é certo. Este tinha mais uns pormenores apelativos. A começar pelo actor, que parece-me ser muito bom.

A história é envolvente. Os Cohen fazem coisas daquelas décadas como ninguém. Este passa-se no início dos 60 e é sobre um músico que está a tentar fazer o que mais gosta e não apenas existir. Apesar de todas as contrariedades. Não que seja um pobre coitado. Nada disso. Em mais que um momento é um perfeito idiota. E em muitos dos problemas mete-se precisamente porque é um idiota. Mas vai tentando e vai-se esforçando para que aconteça. Para que venha a ter o sucesso que pretende.

A melhor parte para mim nem foi nada disto. Foi o gato. Gostei como o gato foi ponto presente ao longo do filme, mesmo quando não tinha qualquer relevância. E adorei também o facto dum gajo que passa a vida a dormir em sofás de outras pessoas, ter sempre bom aspecto na manhã seguinte. Há gente que tem muita sorte genética.

domingo, fevereiro 23, 2014

Nebraska

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Para que fique claro, eu gostei do filme. Mas é esta a interpretação que está a fazer tanto furor? A de um velho desorientado a fazer de velho desorientado? Mais piada tem a esposa. Essa sempre tem mais do que meia dúzia de falas. Se bem que não, não acho que sejam necessárias falas para ser uma boa representação. Nada disso. Mas dá jeito não estar a fazer só cenas onde cai, ou está prestes a cair, ou simplesmente não sabe onde está ou o que está a acontecer. O que é maior parte do tempo.

Já tinha era saudades de ver filmes a preto e branco.

Está feito. Com este termino a lista dos principais filmes a Óscar. Falta-me pouco mais de meia dúzia, mas é dos candidatos a categorias de segunda linha. Repito apenas o que já disse: não estou impressionado. Não vi nada que marcasse ou enchesse o olho. É tudo sempre a mesma coisa e, pior, cada vez mais deles são baseados em factos verídicos.

Para além de não haver tomates para fazer (ou mesmo só louvar) algo diferente, parece haver falta de imaginação em Hollywood.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Her

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Continuo sem grande paciência para o caramelo, mas tenho que admitir que este filme é bom. Ajudou que tivesse bigode a esconder a cena no lábio.

Num ponto de vista completamente diferente, não seria capaz de viver a minha vida com a voz da Scarlett constantemente ao ouvido. Estaria com uma erecção o tempo todo. Complicava-me o dia, no mínimo.

E num terceiro ponto de vista ainda mais diferente, adoro que a visão do futuro de Jonze seja duma data de nerdlingers de bigode e calças puxadas até às orelhas, a falar sozinhos no meio da rua.

domingo, fevereiro 16, 2014

12 Years a Slave

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Não queria ser júri desta edição dos Óscares. Como é que se escolhe entre SIDA e escravatura? Não as coisas em si, entenda-se. Como é que se escolhe entre dois filmes baseados nestes temas? Só faltava haver um sobre o holocausto e então era impossível.

Depois de duas horas a sentir-me culpado por ser branco (comentário não da minha autoria), vou sentir-me culpado por ser carnívoro ali para a cozinha.

sábado, fevereiro 15, 2014

August: Osage County

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É errado querer estar numa refeição de família em que a matriarca é uma #%&$ de primeira apanha? Não sei porquê, parece-me que seria divertido. Especialmente se a filha mais velha a placasse, para tirar-lhe um frasco de comprimidos. Isso então seria épico.

Streep parece estar fadada a fazer todos os papéis de c@br@ que existem. Por um lado é fixe, porque faz bem o tipo de papel. Por outro lado sinto saudades de a ver num registo cómico. Acho que perdeu-se a oportunidade duma grande carreira no género. Tudo porque tem jeito para chorar e fazer chorar. pfffffffffff

Já ver a Julia Roberts a dizer um chorrilho de profanidades é só estranho.

All Is Lost

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Parece-me lógico ver um filme sobre alguém completamente sozinho no mar, em pleno dia dos namorados. Só me apercebi depois. Não deixa de ter piada.

Não é sempre que se consegue ver um filme com meia dúzia de falas. Aliás, maior parte dos filmes mudos tinham mais falas que All is Lost. Mas Redford consegue ocupar bastante bem os espaços mortos... mesmo que maior parte do tempo eu não fizesse ideia de que estava a fazer. Percebi o objectivo principal: sobreviver. Em alguns momentos, o «como» não era assim tão óbvio. Como é que fez aquela coisa da água, por exemplo?

O que é certo é que aconteceu de tudo ao homem. E em ponto algum desistiu. Nobre... por muito que algo enfadonho.

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Philomena

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Coogan vê-se sem emprego, caindo um pouco em desgraça por causa dum erro. Uma empregada aborda-o, numa festa, propondo que escreva a história de sua mãe. Ela teve que abdicar do filho por ter sido mãe enquanto adolescente solteira. Ênfase na parte de estar solteira, atenção. Naquele tempo até podia ser mãe aos 12, desde que estivesse casada. Coogan tem mais nível que isso e não quer escrever a história. Só que implicará dedicar-se ao livro sobre história russa... e ninguém quer ler isso. Coogan vai então escrever a história. Encontra-se com Dench e ouve-a. É uma seca. Não vai escrever. Coogan não tem nada com que falar a ex-colegas. Vai escrever a história. Descobre então todo um esquema de exportação de crianças irlandesas para os EUA, onde são adoptadas. Mesmo assim é um pouco abaixo do que costumava fazer, quando estava na berra. Não vai escrever a história. Se bem que a igreja bem que podia levar um chuto no traseiro. Vai escrever a história. Leva Dench para os EUA para tentarem encontrar o filho. A mulher é uma seca e fala pelos cotovelos. Não vai nada escrever a história. O filho era um gay republicano que morreu de sida. Embora lá escrever umas linhas de texto, vá. Dench não quer que a história seja escrita. RAIOS!

Há mais, mas creio ter estragado o suficiente o filme a toda a gente.

Estou farto de histórias baseadas em factos verídicos.

domingo, fevereiro 09, 2014

Saving Mr. Banks

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Mais cantorias. Não sou particularmente fã do filme no qual este se baseia, mas a história sobre a criação dele está bem contada e é interessante. O elenco ajuda. E é sempre um prazer ver histórias dum período um pouco mais simples. Pelo menos em teoria.

Frozen

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Cantorias no gelo. Uma data de fantasia. Princesas com poderes e irmãs que gostam de brincadeira. É um óptimo filme para os miúdos. Divertido. Passava bem sem as cantorias, mas eu sou um velho rezingão.

sábado, fevereiro 01, 2014

The Wolf of Wall Street

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Não posso dizer que passar três horas a ver DiCaprio & Co. em pleno deboche não tenha sido divertido. Aliás, o melhor elogio que posso fazer ao filme é que não dei pelo tempo a passar. Estive quase sempre entretido. Ajuda que uma data de moças andassem despidas. Ajudou que houvesse orgias de 15 em 15 minutos. Ajudou que alguém começasse aos berros, com relativa facilidade, em qualquer ponto do filme. Mesmo nos minutos mais calmos. É espalhafatoso. Eu gosto de espalhafatoso. Roça muito o clássico filme hollywoodesco, sempre com tudo em grande. Também, esses são os filmes que Scorsese faz. É o que se espera.

Tirando isso, é um filme sobre um salafrário que roubou dinheiro a muita gente, e mesmo assim safou-se. Acima de tudo tem sexo e drogas, mas também há esta parte, sim.