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domingo, maio 11, 2025

A Real Pain


Dois primos vão visitar a Polónia e fumar ganzas em telhados, à boa maneira Norte Americana. Isso e são judeus. Por isso fazem também a tour em memória da avó, sobrevivente do Holocausto, que faleceu há pouco tempo.

A minha senhora gostou do Culkin no Succession (quem não gostou?) e, como tal, lá tive de ver isto. Não que seja mau, mas não teria visto se não fosse esta pequena obsessão. Não vou ver maior parte dos filmes dos Óscares deste ano, em boa verdade. Porque é tudo mais do mesmo. Sim, incluindo este.

quarta-feira, outubro 23, 2024

The Wild Robot


Uma robô topo de gama vai parar a uma ilha só com animais. Ou seja, uma espécie de Wall-E. Num twist esquisito, a robô aprende a linguagem dos animais, passando a ser uma Dolittle. Por casualidade, a robô mata uma família de gansos, excepção feita a um ovo, tornando-se assim uma madrasta contrariada, como milhentas histórias do género. Tem de mudar a sua programação, ou mesmo ir contra esta, e ensinar uma pequena criatura a comer, nadar e voar. Ensiná-la a sobreviver, no fundo.

No processo aprende uma data de coisas, incluindo amor.

Eu não estou a chorar, a minha senhora é que não pára de o fazer. Eu lacrimejei, admito.

domingo, setembro 29, 2024

Inside Out 2


Claro que vimos o primeiro porque o segundo estava disponível. Óbvio!

Em ano de demasiadas sequelas (e remakes ou reboots), esta não é mazita. Tem uns momentos engraçados e pareceu-me bastante inteligente, com um conjunto grande de paralelos entre psique e aplicações práticas num mundo fictício. Ou algo do género. Já no primeiro foi giro ver como funcionariam algumas coisas, se a nossa cabeça fosse como neste filme. Na sequela pegam nesse conceito e elevam-no até ao infinito.

Mas não é a mesma coisa. Uma sequela é uma sequela é uma sequela. Há poucas, muito poucas, que suplantam o original. Inside Out 2, saído anos mais tarde, sem algumas das vozes originais, não poderia ser uma dessas excepções. Falta-lhe o coração que o primeiro teve.

Acima de tudo é isso.

quinta-feira, agosto 15, 2024

Kingdom of the Planet of the Apes


Não há muito tempo revi os três primeiros. Como um todo achei que funcionaram muito bem. Continuo a achar o primeiro muito bom. Os restantes são fixes, mas não é a mesma coisa. A verdade é que foi um dos casos raros em que voltaram a um franchise e não estragaram a coisa. Até que a Disney comprou os direitos.

Não é que Kingdom seja mau. Longe disso. Já vi muito pior e a pagar. Acontece que em qualquer um dos filmes terminei sempre com a sensação que estava bom ali. Que podiam acabar de fazer mais e ficávamos bem. Ficávamos satisfeitos. Quando sabia da existência de mais um, algo que supreendia-me sempre (sou ingénuo, nada a fazer), ficava com receio de estarem a esticar a corda. Depois de ver ficava aliviado. OK, conseguiram acrescentar sem estragar. Mas agora vamos parar com isto, certo?

Percebo que continuem. É um universo porreiro. Dá dinheiro e é bonito de se ver a coisa a continuar. Só que com Kingdom já achei a narrativa despropositada e algo enfadonha. Sabemos para onde a história vai. Temos de ir parar ao Heston. Qual é que o propósito de parecer que os humanos ainda têm hipótese? Vai saber mal quando terminarem com os humanos como escravos, não?

E depois... OK, pormenor simples. Falo apenas do início. Começam a dizer que este filme passa-se gerações depois do último. Plural. Várias. Agora, não são gerações como as nossas. A esperança média de vida, seja dos humanos ou dos símios, não pode ser a mesma. Logo, falamos de gerações com 30 anos. Máximo. Três gerações são 100. Não é muito. Mesmo assim, acho descabido que tecnologia de «agora» funcione passado esse tempo. Acho parvo que certo conhecimento tenha sobrevivido. E mais não digo.

Já agora, esta coisa dos símios andarem aos saltos, a escalar edifícios antigos, é ridícula, certo? Porque as criaturas estão a agarrar-se, a puxar-se, a ir contra e a esfarraparem-se todos contra vigas de metal todo ferrugento. Basta um cortezinho fácil em qualquer pedaço de pele e morre tudo de tétano, certo? Ou lá porque são espertos são imunes a tudo?

Disto ninguém fala.

segunda-feira, março 04, 2024

Dune: Part Two


Uma rara, mui rara ida ao cinema. A Madame M. teve direito a babysitter familar, com experiência vasta. E nós lá fomos jantar e ao cinema, como se fossemos pessoas normais, com vida fora de casa e trabalho. Enganámos o cérebro e as pessoas à nossa volta por um bocadinho. Soube-nos pela vida!

Claro que tínhamos de fazer a coisa à bruta e ver um filme com quase três horas! Sorte foi não termos adormecido. A minha senhora até esteve quase. Eu aguentei-me, sabe dEUS como. Não custou nada, a verdade é essa. O filme é óptimo. Bonito que dói. Um pacing porreiríssimo. Cenas com um impacto tremendo. Uma adaptação justa do material de origem. É um blockbuster feito como deve ser, com dedicação e talento. Continuo sem ter a certeza se sou fã da escolha de Chalamet para o papel, mas será por certo porque tenho bem presente a interpretação do Kyle MacLachlan na cabeça.

Agora vão estragar tudo e fazer spin offs, séries, sequelas atrás de sequelas, versões animadas e/ou Lego, peças de teatro, peluches dos sand worms, etc. etc. etc. Mas este dois filmes são um belo acrescento à sétima arte. Isso já ninguém lhes tira.