Mostrar mensagens com a etiqueta [Espanha]. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta [Espanha]. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 09, 2022

Madres Paralelas


Dose dupla de Almodóvar. Não é fácil, porque o homem já não faz coisas com um mínimo de humor. É tudo a dar-lhe mais para o pesado. Dei por mim a ter saudades de ver a mãe dele nos filmes. A senhora tinha piada. Mesmo nos dramas.

Cruz tem um caso com um tipo casado, de quem gosta. Engravida e decide ter a criança, por muito que ele tenha procurado «convencê-la da alternativa». Partilha quarto no hospital com outra grávida e ambas dão à luz no mesmo dia. Tudo vai correndo bem, mas a criança tem traços sul-americanos. O pai, ao conhecer a bebé, rejeita-a, pois não acredita ser sua. Cruz faz um teste genético e percebe o que era bastante óbvio, a partir do momento que conheceu e deu-se bem com a outra grávida no hospital. Levanta-se assim um dilema interessante e muito complicado. Até porque entretanto descobre, através da outra grávida, que a «sua» bebé faleceu.

Bastaria esta história para se fazer um filme, certo? Errado. Almodóvar não se fica por menos e junta-lhe a tragédia duma aldeia que teve quase todos os homens a «desaparecer», levados pelas «autoridades», há décadas. As mulheres suspeitam onde poderão estar os corpos, mas não têm como o confirmar.

Que novela, Pedro. Que novela.

Julieta


A razão principal de ter começado este blogue foi para ter um registo do que tinha visto. Começava a esquecer-me dos filmes e, pior, crescia o risco de rever coisas que não gostei à primeira. Podia ter feito um diário privado, claro, mas os blogues estavam na moda. E funcionou. Em mais nada que não esse objectivo principal. Ainda bem. Consegui evitar, mais que uma vez, rever coisas que não prestavam. O problema é que o blogue não resolve tudo. Os maus filmes que não acabei de ver, desses não tenho registo. Os que desisti a meio, no início, ou os que nem sequer quis começar, esses ficam para sempre esquecidos. Por completo.

Julieta apareceu na HBO Max. «Um filme do Almodóvar que não vi?! Então mas como é possível?», penso eu, do alto da minha inocência. E idiotice. Começo a ver e lembro-me das primeiras cenas. Todos os detalhes. Sabia o que ia acontecer. Procurei no blogue. Não estava lá. Foi dos que desisti de ver, logo ao início. Percebo porquê. É excessivamente dramático. Há cenas que nem são assim tão complicadas mas que, com a música pesada que acompanha, parece ser o fim do mundo. Vejo até ao fim, focando-me no lado positivo. Ao menos assim evito passar por isto outra vez, daqui a uns anos.

Há uma tipa que encontra uma amiga de infância da filha. Descobre assim que é avó de três miúdos. Começa a escrever uma longa carta à filha que não vê há mais de dez anos. Conta tudo, desde como conheceu o marido até ao presente. Se o início e o fim fazem sentido, porque a filha não esteve presente nesses momentos, todo o meio é absurdo. Não só a miúda estava presente, como era protagonista principal. Não faz qualquer sentido. A não ser, claro, para que o espectador perceba a história. Acontece que ser justificável não faz duma narrativa débil aceitável. E no final... Nada. Nada de nada. A deixar uma sensação de frustração por ter perdido tempo. E de vazio, pela completa falta de clímax.

Segundo a trivia na página do IMDb, consta que o filme esteve para ser feito no Canadá, com Streep como protagonista. Almodóvar roeu a corda. Não se sentiu capaz de filmar num país desconhecido para ele, numa língua que não domina. Percebo, mas que filme podia ter sido? Se calhar até tinha visto à primeira.

domingo, maio 16, 2021

Rifkin's Festival


Poder-se-á dizer muita coisa de Allen - e maior parte será legítima - mas uma coisa é certa, o homem não desiste de trabalhar. Não é de agora. Mesmo em fases menos boas, quando cuspia um ou dois filmes por ano e nenhum era bem recebido, continuava a escrever e realizá-los. Que se lixem as críticas. Só quer é fazer mais e mais.

A verdade é que às vezes não devia. Este Festival é um bom exemplo de perda de tempo generalizada. Allen foi excomungado de Hollywood e virou-se assim para onde ainda o aturam. Na Europa continuamos a ligar menos a escândalos sexuais. Em especial cidades que querem ser publicitadas em filmes de Allen, e actores que têm na bucket list entrar num dos seus filmes. Foi para Espanha fazer Festival, levando os actores americanos possíveis contigo. Convenhamos que Gershon e Shawn são péssimas opções para os personagens em questão, apesar de terem talento. Mas não é isso o pior.

Festival continua a mostrar os devaneios de Allen, sempre com um judeu neurótico e pouco atraente a flirtar e a ter possibilidades com uma mulher ligas acima dele. Continuam presentes os desejos de relações abertas, vivências idílicas (clichês, entenda-se) sempre nas mesmas cidades, a noção que fugir da vida que se tem é sempre o melhor. Ah, e que as esposas são umas malandras e os maridos bons rapazes que aturam tudo.

Continuo a gostar do escritor / realizador e continuarei a ver o que faz, mas não creio que vá dar-nos mais alguma pérola.

segunda-feira, março 23, 2020

Dolor y Gloria


Voltemos à lista. Acho que estou a fazer um esforço maior a ver estes filmes, do que a Academia quando os escolheu este ano.

Uma das poucas vantagens é que volto a ver um Almodóvar. Não acontecia há algum tempo. E a verdade é que tinha algumas saudades. Os filmes deste cavalheiro são das poucas coisas que respeito vindas do nosso país vizinho. Os últimos dele não têm sido incríveis e/ou não têm andado muito na ribalta. E que foi necessário para voltar à dita: contar uma história pessoal.

Funciona quase sempre. Quando bons realizadores decidem contar histórias que têm algo de biográfico o público levanta logo às orelhas. Não creio que seja uma questão de querer saber da vida das pessoas. Acho mesmo que essas histórias são contadas com muito mais emoção, com mais carinho. É o caso de DyG, que terá bastante da vida e das agruras do realizador Espanhol mais famoso do mundo.

E falando em carinho, vai um abraço para Espanha. Não é que vos tenha grande respeito, mas também não vos queria isto. Ninguém merece esta m€rd@. Força, irmãos.

terça-feira, janeiro 07, 2020

The Food Guide to Love


Como é que convenceram tantos institutos a apoiar este filme? A sério. É que ainda foram uns três ou quatro Espanhóis, mais um ou dois Irlandeses. Consta que ficou mais barato produzir o filme na Irlanda. Tudo OK. Menos impostos, continua a ser dinheiro a entrar... Percebo o apoio Irlandês. Não percebo o apoio Espanhol. Explico porquê: o filme é uma porcaria.

Foi só apoio moral que deram? Espero que sim. Ninguém no seu perfeito juízo daria dinheiro para fazer este filme, sabendo minimamente de que se trata.

Apoiaram às cegas? Só pode.

sexta-feira, agosto 23, 2019

The Man Who Killed Don Quixote


Mais interessante que o filme é toda a história por detrás do filme.

Gilliam parece que queria fazer o filme há algum tempo. Era o seu projecto de estimação, ao que sei. Não tenho conhecimento absoluto desta história. Poderia ir ver à Wikipédia... mas está demasiado calor. O pouquíssimo que sei foi o meu amigo com um ar britânico que me disse. Ter-se-á tentado fazer o filme por algumas vezes, sempre com problemas a aparecerem pelo meio. Nos últimos anos foi enxurradas e outras tropelias da natureza a atrapalhar. Creio até que há bocas a isso durante o filme. Acho ainda que alguém chegou a magoar-se.

Basta ver que tem produção duma data de países. Implica que houve pessoal que começava a trabalhar no filme... e depois desistia. O desespero foi tal que até tiveram produção Portuguesa. Pobre Gilliam. Ninguém merece.

Sobre o filme tenho pouco a dizer. É uma daquelas histórias estrambólicas de Gilliam. Confesso que se era para ver uma história dum velho com ilusões e fantasia, preferia ter revisto o Munchausen.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

A Perfect Day


Segundo filme seguido com o Benicio. O pior é ter que perceber o espanhol falado para dentro, que balbucia.

Todo o filme é sobre uma missão. Pouco depois das guerras nos Balcãs, há uns anos atrás, um grupo de pessoas apenas quer tirar um cadáver dum poço.

Seria de pensar que não seria uma missão difícil, mas a certa altura parece que nem o Tom Cruise e amigos conseguiriam fazê-lo. E que os trama, para além das dificuldades de língua e dos locais que não têm interesse que o corpo dali saia? Burocracia.

Que mais poderia ser?

quarta-feira, agosto 26, 2015

Los Amantes Pasajeros


Por lapso, um calço não é retirado dum voo Madrid-México. Isto faz com que um dos trens de aterragem não funcione. Implica uma aterragem de emergência, que pode correr muito mal. A bordo, os passageiros de executiva revelam os seus podres, bebem e tomam drogas. Não necessariamente por esta ordem. Em segunda, os passageiros dormem, drogados até à quinta casa pela tripulação.

Obrigado por mais uma bela visão da sociedade, sr. Almodóvar.

domingo, fevereiro 16, 2014

Lo Imposible

IMDb | Sítio Oficial

Isto uma pessoa às tantas esquece o Ewan McGregor, mas o que é certo é que todos os anos vai fazendo filmes que andam nas listas de Óscares. Qualquer dia ainda calha, embora por enquanto nunca seja ele o nomeado.

Acabei de fazer uma associação rápida de ideias. O início do ano, em especial janeiro, tende a ser muito deprimente. Há uma data de factores, como ter passado a época natalícia, as pessoas estarem a pagar as despesas dessa época, o frio, chuva e ainda faltar muito para o Verão, altura de mudança, etc. Junto a estes factores um outro: é altura de Óscares. E se há conjunto de histórias mais deprimentes que tudo, são os filmes nomeados a Óscar. É tudo à volta de sofrimento e desolação. Este Imposible tem uma parte de esperança. Mesmo assim...

Cada vez anseio mais pelo Verão, também pelos seus maravilhosos e divertidos blockbusters.

domingo, dezembro 15, 2013

Justin and the Knights of Valour

IMDb | Sítio Oficial

Uma pessoa bem tenta ter um domingo de manhã em condições, mas a qualidade dos bonecos que andam por aí não é das melhores.

Este Justin é uma produção do Banderas. Vá-se lá saber porquê, o único espanhol que tolero decidiu meter-se a produzir filmes de baixo orçamento e, consequentemente, de baixa qualidade. Não que uma coisa implique a outra. E quem sou eu para dizer o que é ou não é de baixo orçamento. Em boa verdade, também não deveria falar de qualidade. Que estou então a fazer? Não sei. Perdi-me no raciocínio.

Justin e os outros não é nada de especial. É uma coisa que vê-se. Não cheguei a perceber muito bem qual era o moral da história. Não pensei muito no assunto. Acho estranho que se esteja a tentar ter mais cavaleiros e menos leis, para melhor proteger as pessoas. É como dizer que é melhor ter vigilantes do que regras. Daí que não sei se isto é ou não recomendável para crianças. Se bem que se formos por moralidade em desenhos animados, nunca mais daqui saímos.

sábado, janeiro 21, 2012

The Oxford Murders

IMDb | Sítio Oficial

Segundo filme seguido com John Hurt. Juro que não foi de propósito.

O Frodo é um nerd da matemática. Vai para Oxford de propósito para trabalhar com o seu ídolo, um über nerd da matemática e outras coisas, interpretado por Hurt. Assim que lá chega é rejeitado pelo velho, mas saca duas moças, uma delas um mulherão espanhol. (Porque toda a gente sabe que elas gostam é dos patetas obcecados com equações.) Apesar do saldo claramente positivo, fica frustrado e amua, querendo ir para casa. É nessa altura que uma velha morre e, de repente, os nerds são detectives privados e tentam ajudar a polícia a encontrar o assassino em série, que se baseia na matemática para matar.

Vale pelo mulherão espanhol que, felizmente, mostra os belíssimos seios. E valerá para quem quiser ver o Frodo a pinocar.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

La Piel que Habito

IMDb | Sítio Oficial

Filmes do Almodóvar deixam-me sempre baralhado.
É porque é uma novela. Ele adora a cena novela humana. Os dramas. Os desamores. As traições. A tragédia da vida. Só que ao invés de fazer uma novela daquelas que se vêem à tarde no Canal 1, é uma novela um pouco mais... qual é o termo que procuro?... fora, vá. Fiquemos por fora. Para não dizer doentio. Não nos outros, mas aqui é doentio, lamento. Não tem nada a ver com géneros ou sexo, é mesmo só a cena de... a cena igual à esposa... epá!... Limites passados.

Mas é nisto que ele é muito bom. Não é choque. Não tenta chocar. Nada disso. É dar-te a coisa pesada. É agarrar num calhau e meter-to ao colo. «Toma. Vá, agora lida lá com isso.»

Vou ter sonhos estranhos, hoje.

sexta-feira, setembro 02, 2011

[Rec] ²

IMDb | Sítio Oficial

É verdade, hoje há dose dupla de terror. Não contente com ter visto o primeiro, vi também o segundo. É mais do mesmo, como seria de esperar. Nem tentaram inventar algo diferente. Voltamos ao mesmo prédio, segundos depois de ter acabado o primeiro. Não contentes com deixar toda a gente morrer de forma misteriosa, toca de mandar mais uma data de palermas lá para dentro. Agora militares que não têm melhor sorte. O prédio está em quarentena. Para as pessoas cá fora é um caso de contágio. Só que afinal sabe-se mais do que se indica.

Infelizmente sempre foram pela minha primeira suposição. Meteram religião ao barulho o que só estragou tudo. O primeiro é mais intenso e «agradável» de se ver. Este já irrita um pouco. É assustador, atenção. Vou ter uns belos sonhos, porque não aprendo que este tipo de filmes não podem ser vistos a estas horas. Mas não fiquei tão impressionado com o segundo.

quinta-feira, setembro 01, 2011

[Rec]

IMDb | Sítio Oficial

Uma jornalista espanhola e o câmara filmam um programa secante para a televisão espanhola. Enquanto dormem. Assim se chama o programa. Este episódio específico é sobre os bombeiros. Depois dumas horas a apanhar uma seca no quartel, lá são chamados a um prédio onde uma senhora caiu e fez uns ruídos estranhos. É uma senhora de idade que os vizinhos mal conhecem. Está lá a polícia também. Arrombam a porta e entram dentro do andar. Pensei que teria algo a ver com demónios e pessoas possuídas. Afinal não... ou melhor, se calhar sim. Eles bem insinuam, mas não me pareceu nada disso.

Estava na moda esta coisa da câmara ao ombro, para aumentar a tensão e, acima de tudo, para dar a ideia de que o espectador está completamente envolvido na acção. Neste caso, a fugir escada acima, escada abaixo de...

quarta-feira, julho 13, 2011

Biutiful

IMDb | Sítio Oficial

Chiça!
Há motivos para não ver este tipo de coisas. Filmes como Biutiful deixam-me sempre deprimido com'ó raio. Feliz pela vida que tenho, ok, mas deprimido. Dramas de cortas os pulsos, ah pois são.

Javier Bardem - sim, faz um papelão - tem dois miúdos com uma drogada, bêbada e, por vezes, p#t@. É «agente» de chineses e nigerianos em Barcelona. Coloca-os a vender nas ruas, a produzir os produtos que vendem e a trabalhar nas obras. Terá sido drogado e/ou bêbado. Tem cancro e vai morrer. E fala com os mortos, já agora. É um pequeno biscate. Cobra uns trocos para transmitir as últimas mensagens dos falecidos. Nos seus dias finais, podemos ainda assistir a Bardem a definhar, a tentar reconciliar com a ex mais uma vez, a ser confrontado com a juventude do corpo embalsamado do pai (um palerma que morreu de pneumonia na Argentina, duas semanas depois de ter fugido de Franco), a ter uma derradeira aventura com drogas e álcool, a matar uma data de chineses (sem querer), e mais umas quantas tropelias. Tudo coisas animadoras, pois claro.

domingo, junho 05, 2011

Chico & Rita

IMDb | Sítio Oficial

Cuba dos anos 40. Um velhote ex-músico recorda a história do seu grande amor: Rita. Apaixonou-se ao vê-la cantar o Besa-me, e juro que não percebo, já que a versão nem é nada de especial. Que ela era bonita, talvez. Confesso que não consigo avaliar a beleza dum boneco animado, por muito que apareça nua durante o filme. Rita teria uma bela voz. Para além da sua beleza natural, foi o que a levou a Nova Iorque e Hollywood. Tornou-se uma estrela. Chico, o velho, tentou segui-la e estiveram mesmo para casar, mas havia pessoas contra que o impediram. Assim se deu o amor que nunca acabou por acontecer. Até ao dia em que...

quarta-feira, agosto 25, 2010

Los Abrazos Rotos

IMDb | Sítio Oficial

O problema de não poder dizer muito, para não estragar o filme a alguma das 3/4 pessoas que lê o blogue, é que limita-me os posts. A trama estava interessante. Uma narrativa que decorre agora e outra nos anos 90. Vão dão bocados, só a dar um gostinho, para deixar o espectador curioso. Depois, a meio, lá vem a história toda do passado. A explicação de como o personagem principal ficou cego, porque decidiu adoptar o nome do seu pseudónimo. O porquê de algumas reacção a determinadas notícias ou personagens, etc. Só que no final há uma revelação, uma cena, uma representação, um discurso, que deu-me mesmo algumas náuseas. Estava a gostar do filme, só que essa cena veio estragar tudo. Posso falar da cena aqui? Claro que posso. Devo? Não. Não gostaria que mo fizessem. Em todo o caso, vale sempre a pena ver um Almodóvar. Mais que não seja, este vale pelos maravilhosos seios de Cruz. Que seios bonitos. Deviam fazer um filme inteiro só dessa parte do seu corpo.

sábado, fevereiro 27, 2010

Agora

IMDb | Sítio Oficial

Rachel Weisz é astróloga, professora, matemática, filósofa e mais uma data de coisas. Uma mulher inteligente. Tem uma fixação com descobrir o movimentos dos planetas e das estrelas. Não aceita o (pouco) que se sabe e passa o tempo todo a tentar descobrir o movimentos dos corpos celestes na nossa galáxia. O único problema é que não é uma boa altura para ser uma mulher inteligente. O cristianismo cresce - vá-se lá saber porquê -, e uma das coisas que o JC andou por aí a espalhar (em teoria) é que a mulheres eram umas malandras. Não é só isto, claro. Isto é uma forma muito simplista de ver a coisa. A história aqui passa pelo crescimento do cristianismo nos tempos da Alexandria. Só que, como em todos os filmes, convém dar duas ou três personagens como centro das atenções, porque se a coisa é muito generalizada, o público perde-se.

Tive quem me dissesse que o filme era horrível. Conheço quem tenha dito que o filme mexeu com algo. Compreendo ambos os lados. Acho que estamos algures no meio. Acho que se vê bastante bem, embora seja algo desprovido de objectivo. As pessoas são estúpidas. Sim. A religião é uma idiotice. Lógico. Mulheres e homens são iguais. Concordo em absoluto. E então? A quiçá falta de rumo é compensada com excelente caracterização, bons cenários, um elenco algo estranho mas muito bom, especialmente com o amadurecimento das personagens. Já aquela coisa de abrir e fechar os planos, de e para o espaço... epá, isso às tantas começou a irritar.

Apenas uma última questão.
Aqui os escravos secavam a Rachel, quando esta saía do banho. A minha pergunta é: como é que posso candidatar-me a esse emprego? Alguém sabe de algum sítio para enviar o CV? Um contacto de e-mail ou uma coisa assim? O IEFP tem estágios?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

El Laberinto del Fauno

IMDb | Sítio Oficial

Este foi um que me fez valer algumas injúrias, por não o ter visto.
Segundo estas maléficas pessoas, este tinha sido o filme a ser visto há dois anos. Percebo o histerismo. Infelizmente não fez o que devia por mim. Não porque não tenha qualidade. Porque não estava com o espírito certo para deixar-me absorver pela fantasia.

Digo apenas isto:
Por norma, neste tipo de filmes de fantasia, onde uma criança é levada a um universo mágico, por fastio ou fuga a uma realidade menos desejável, no final a criança volta sempre à realidade. História Interminável, Labyrinth, os Narnias (especialmente o primeiro), Alice, Feiticeiro de Oz, etc. Se nalguns casos, o objectivo é mesmo voltar a casa, noutros acaba por ser só o resultado final. Isto sempre me fez alguma confusão, especialmente nos casos onde a realidade era demasiado má para ser verdade. Faz sentido. Porque não devemos fugir dos problemas, yadda yadda yadda. Neste caso do Labirinto, faz todo o sentido a moçoila não querer voltar.
Não só é uma questão de voltar a Espanha(!), como é uma questão de voltar à Espanha de Franco!!! Meu dEUS!! Haverá destino pior?

terça-feira, julho 03, 2007

Volver

IMDb | Sítio Oficial

Pedro Almodóvar - Parte II.

Gostei mais deste, sem margem para qualquer dúvida. Tinha mais história, mais sumo.

Invariavelmente, a cena das perversões e abusos sexuais é a temática que o homem não larga nem por nada. Parece que sem isso já não dá para fazer uma história minimamente empolgante. Tanto que, no final deste, o gajo perdeu-me um bocado com uns twists que decidiu enfiar meio a martelo. Ok, talvez não tenham sido metidos a martelo, mas eram um bocado escusados. Por causa disso é que não estou a dizer que é muito bom e a recomendá-lo a toda a gente, porque o final...

Gostei foi desta divisão. No Mala Educación só homens, no Volver só mulheres.

Sinceramente prefiro os filmes dele só com mulheres. Não pelos motivos óbvios, mas porque gosto mais de vê-las a falar «à Almodóvar» do que a eles.