quinta-feira, abril 23, 2026

Lenny


Acho que já contei esta história num post sobre o Carlin mas, em tempos, ouvi um especial deste, em que o Jon Stewart faz uma introdução. Nesta, considera que houve três grandes, inovadores, cómicos de stand up. O Carlin, o Richard Pryor e Lenny Bruce. Os dois primeiros conhecia. Já tinha visto filmes ou stand up com eles. Lenny Bruce não. Dos dois era fácil encontrar material, os seus especiais, os seus «álbuns». Muito material de stand up disponível. De Lenny Bruce nada. Na altura não consegui arranjar nada dele. Não voltei a procurar. Naqueles tempo o YouTube ainda estava a crescer. Hoje haverá mais, por certo.

Mal sabia eu que havia um filme biográfico. Interpretado pelo Dustin Hoffman, ainda por cima. Apareceu disponível na Prime, este mês. E eu, por acaso, até tinha o serviço activo. Escusado será dizer que o filme subiu para o topo da lista de prioridades.

Claro que, falando dum filme dos anos 70, não podia ser uma comédia. Até porque o rapaz (morreu mais novo que eu sou agora), por muito que tivesse muita piada em palco, teve uma daquelas vidas que... Olha, dá filme!

Lenny, o filme, é a preto e branco, e mostra tudo. Aliás, como o próprio mostrava tudo em palco, graças ao dom da palavra. O artista perdeu-se na droga. Embora, convenhamos, que também terá ganho muito com as experiências iniciais, mais soft. Alguma coisa libertou-o das amarras e deixou-o largar cá para fora o que lhe ia na cabeça, sem pudor algum. Deixou-se de piadas básicas, de bits iguais a tantos outros. Começou com piadas abaixo da cintura, mas com grande elevação. Mudou o registo. Influenciou uma geração. Fez evoluir a arte.

Foi uma referência. E gostei de saber um pouco mais dele.

sábado, abril 18, 2026

Sketch


Quem diria que, depois da festa de anos da Madame M., teríamos ainda energia para ver um filme. Bem, ajuda que os miúdos estavam tão cansados como nós. E que o filme só tem uma hora e meia. Mesmo assim. Achei mesmo que um de nós adormeceria a meio.

Agora, que raio vimos? Não estava nada à espera das camadas que o filme tem. Pensava que era só uma fantasia fofinha familiar. E é. Mas também é terror e drama e muita criatividade. Apesar de ser apenas uma história simples duma família a lidar com a morte da mãe.

Bom filme, atenção. Não tenho talento para mostrar isso, muitas vezes. Só tenho algum jeito para dizer idiotices. De forma directa, que é a única maneira que o sei fazer/dizer, o filme está muito bem feito.

sábado, abril 04, 2026

Spinal Tap II: The End Continues


Foi super estranho ver o Reiner em cena. Não que nunca tenha visto nada com actores falecidos, mas fez confusão por causa do seu muito recente fim trágico. Não consegui dissociar as coisas.

Eu vi o original muito tarde. Não que me tivesse sido possível ver quando saiu. Tinha quatro anos. Mesmo tendo em conta que só terá chegado a Portugal anos depois, mesmo assim era novo demais. Mas podia ter visto na adolescência. Teria tido outro impacto. Ver com 30 anos, depois de ver muita coisa feita por adultos que, em criança, foram influenciados pelo mockumentary, esteve longe de conseguir marcar-me.

Logo, não tenho qualquer ponta de excitação em saber que fizeram uma sequela, muito fora de tempo e, acima de tudo, só a provar que Hollywood não consegue fazer outra coisa que não sequelas e reboots. Foi giro de ser ver, atenção. E imagino que tenha sido bom para os fãs. Daí a achar que valeu a pena fazerem isto...

quarta-feira, abril 01, 2026

Beautiful Wedding


Parece mentira mas finalmente vi este filme. Anos depois do primeiro. Até anos depois de ter saído. E dias depois de ter começado. Agora vejo pedaços de filmes em curtas viagens de comboio, no telemóvel. 20-30 minutos, aqui e ali, entre casa e trabalho. Isto quando não tenho de viajar com colegas.

Sou grande fã do Beautiful Disaster. É um guilty pleasure. Era tão mau que ficou bom. Adoro. A minha senhora não foi da mesma opinião. Daí que Wedding tenha demorado tanto tempo a ver. E a verdade é que já não foi a mesma coisa.

O primeiro teve sucesso, logo toca de fazer o segundo. Há dinheiro? Algum. Mas temos de filmar na praia. Lá se foi a guita toda. Siga. O resto improvisa-se. E nota-se que quase tudo foi feito em cima do joelho. Nota-se mesmo muito.