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segunda-feira, setembro 08, 2025

About Time


Acho que já expliquei isto. Eu vou ver este filme variadíssimas vezes. E não, não vou entrar em detalhes do filme. É um dos preferidos da minha senhora. Talvez O preferido. E eu também gosto muito.

Posso dar os detalhes do porquê de vermos agora. Estamos de férias. A minha sobrinha juntou-se ao grupo. Ajuda com os pirralhas. Acima de tudo faz companhia. Houve uma conversa sobre top 4 de filmes preferidos. Número estranho, bem sei. Não é gralha. E mais estranho é que não tenho um número quatro declarado. Os outros três foram fáceis de encontrar. About Time é mencionado pela minha senhora. A sobrinha nunca viu. Está no Prime. Bastam 2.99€ e temos um belíssimo serão, enquanto os miúdos dormem. Mais o valor das pizas, vá.

About Time não é o meu quarto filme, mas é maravilhoso.

sexta-feira, maio 31, 2024

About Time


Acabo um mês com poucos, mas com os tais prometidos «grandes» filmes. E acabo com o maior deles todos.

About Time não é para toda a gente. Longe disso. Disse-o logo na primeira vez que o vi. Eu gosto muito do filme. Continuo a gostar. Veja-o uma, ou mil vezes. O personagem de Bill Nighy usou a habilidade de viajar no tempo para ler. Para ter tempo para ler todos os livros. Para ter tempo para ler os melhores várias vezes. Eu voltaria atrás, vezes e vezes sem conta, para ver este filme. Organizaria todos os detalhes do dia para que fosse um visionamento perfeito. Vezes e vezes sem conta.

E viveria várias vezes o dia em que o Benfas foi tetra. Também há isso.

quarta-feira, março 01, 2023

The Best Man Holiday


Estranhamente não vi este filme quando saiu. Ou então não é assim tão estranho. Porque 1) é demasiado longo e 2) não é grande coisa.

A sério. O filme tem duas horas. A última meia hora é completamente desnecessária, ou então podia ter substituído outras partes no meio. Porque foi um fim-de-semana gigante. A esposa rica convida os melhores amigos (entenda-se: personagens principais do primeiro filme) para um fim-de-semana em casa deles, que envolve refeições, viagens, um jogo marcante no final da carreira do marido e Natal. Sim, O Natal. Há jogos importantes de futebol americano nos dias de Natal? Pois.

Sendo que a duração já faz pouco sentido, há ainda o facto de que um tipo continua a pedir desculpas a outro tipo, que o tentou matar no primeiro filme só porque o primeiro teve relações com a noiva do segundo, mas muito antes dela ser noiva dele e numa altura em que ele «mijava fora do penico» constantemente.

Portanto, no primeiro era a relação tóxica dos rapazes com mulheres, e no segundo é a relação dependente de dois «melhores amigos». OK, agora que sei a temática estou ansioso por ver a mini-série.

sexta-feira, março 11, 2022

Casse-Tête Chinois


Cá está ele. O terceiro filme que demorei nove anos a descobrir que existia. A segunda sequela dum filme que marcou-me. A continuação da vida de personagens que fazem parte de mim, de alguma forma.

Esquisito, isto. Não?

Depois de dois filmes onde anda apenas a passear por outros países, o personagem de Duris muda-se para Nova Iorque, indo atrás da ex (spoiler) e dos seus dois miúdos. Ela conheceu lá alguém. Não poderá ser grande surpresa. Já em Auberge tinha mostrado alguma panca por Norte-americanos. Coincidência das coincidências, a melhor amiga de Duris tem uma namorada, também ela Norte-americana, e as duas mudam-se também para NY. Ah, e Tautou tem reuniões na cidade, por causa dum projecto. Ou seja, o tipo emigra e a vida dele vai toda atrás. Que agradável para ele. Se me tivesse antes mudado para a cidade que não dorme, os meus também vinham atrás?

Não sei até que ponto Chinois é o final desta história. Imagino que sempre que se juntem, o realizador e os actores, falem em fazer mais um. Será daqueles projectos em aberto, que se surgir a oportunidade continua. A verdade é que foi mais um episódio muito bem contado e acrescentado, num universo que conhecemos bem.

Bolas, agora não quero que seja o último. Eu que até nem gosto de histórias intermináveis. Até pensava que esta estava encerrada. Mas agora que se abriu a porta novamente não quero despedir-me dos personagens.

Super esquisito.

segunda-feira, dezembro 20, 2021

Star Trek Into Darkness


Há várias cenas memoráveis nesta sequela. Infelizmente, a mais falada foi a de Alice Eve semi despida. É óbvio que a cena é parva. É nudez gratuita. Durante demasiados filmes e demasiados anos houve cenas, em que mulheres apareciam despidas, sem propósito algum para a narrativa. É gratuito e explorativo. Assim como agora, em todos os filmes Marvel e outros, aparece sempre um tipo em tronco nu. Sem qualquer outro propósito que não excitar espectadores, doutra forma. Esta cena com Eve foi criticada até à quinta casa, e com razão. Não serviu para nada. É o expoente máximo dum papel que, estupidamente, pouco mais foi do que «damsel in distress», desperdiçando-se assim uma boa actriz e personagem.

Posto isto, há dias li uma entrevista em que Eve disse que, à parte da polémica - que entendia -, ela até estava bastante orgulhosa da cena. E não teve problema algum em fazê-la.

Pois...

Bem, eu culpo o Khaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan!

sexta-feira, dezembro 17, 2021

Batman: The Dark Knight Returns - Part 2


Esta adaptação é tão perfeita, que tive exactamente os mesmos problemas a ver os filmes, que tive a ler a BD.

Há picos, ao longo da história completa. O que é normal, dado que é contínua, com capítulos vários. Acontece que alguns capítulos são óptimos e outros são só fixes. Se fossem todos medianamente fixes, a história no todo era bem boa. Assim, as discrepâncias são mais notórias. Independentemente disso, é uma história muito boa. É natural que seja a preferida de muita gente. Com qualidade quando saiu e mesmo ainda hoje em dia. Até a cena de ter o Reagan como presidente. Pode ser uma coisa da altura, mas continua a ter piada.

Dark Knight Returns é um clássico. Daqueles que todos devem ler/ver, com detalhes deliciosos.

domingo, outubro 24, 2021

About Time


Este filme é tão insanamente triste, como bem disposto, como doce, como trágico, como bonito. E é insano porque é tudo ao mesmo tempo. O que parece impossível, mas não é. Porque o filme existe. Acabámos de o ver. Eu pela segunda vez. A minha senhora pela quinta ou assim. Não creio que estejamos a ter os dois a mesma alucinação. Seria uma trip um bocado reles. Alucinar com um filme em que faz mais sentido o Domhnall Gleeson ser filho do Bill Nighy, do que do verdadeiro pai Brendan Gleeson? Se vamos os dois alucinar com a mesma coisa, ao menos que seja um filme com extra-terrestes com três seios.

Espera. O Total Recall existe, certo?

Fui confirmar. Até existem dois. Infelizmente continua a existir um a mais.

domingo, abril 18, 2021

Baggage Claim


Continuando com filmes trágicos...

Isto é uma das piores comédias românticas que já vi, por muitas das razões pelas quais as pessoas não gostam do género. E atenção que já vi muita coisa desenxabida na vida, mas este Claim terá direito a um qualquer prémio.

Ela é péssima atriz. Quer casar a todo o custo antes que seja tarde demais (antes dos 30, entenda-se). Tudo porque tem uma competição esquisita com a mãe, que casou cinco vezes, e com a irmã mais nova, que está prestes a casar. No processo de sair com qualquer jovem bem parecido que viaje pela companhia aérea para a qual trabalha, durante 30 dias e a tempo de arranjar um noivo (sim, um «noivo», não namorado) para levar ao casamento da irmã, ela rejeita um tipo cujo único defeito é não saber usar pauzinhos para comer sushi. Isto para não falar no tipo rico que a quer levar a passear pelo mundo, mas que não quer casar. Isto enquanto ignora o melhor amigo desde o secundário, que vive no apartamento ao lado.

Este filme é um atentado ao bom senso. A Jill Scott tem alguma piada, no entanto.

quarta-feira, março 17, 2021

Man of Steel


Primeira etapa no «DC Snyder Universe», em preparação para o famigerado Snyder Cut. Sim, vou rever os filmes que levam ao dito, mas acho que vou só dizer coisas soltas. Convém ter presente que já falei demasiado destes filmes no blogue.

No universo Super-homem toda a gente chora o Kal ou o Jor-El. O primeiro perdeu a família, mas herdou um novo planeta. O segundo perde o filho e depois a vida, mas continua a «viver» uma consciência artificial. A pobre Lara, num par de dias, perde o filho, o marido e, por fim, o raio do planeta, mas ninguém chora pela moça.

Continua a baralhar-me a visão que Snyder teve de Krypton. Sendo certo que já não leio BD do Super-homem há muito tempo, para mim Krypton sempre foi um planeta super evoluído, muito mais citadino e tecnologicamente avançado que o nosso. A série Krypton mostrou isso mesmo. Uma sociedade a viver por castas, com tudo planeado, em cidades, grandes ou pequenas, cheias de edifícios e máquinas. Animais voadores a transportar humanos, como vemos neste filme, é-me esquisito.

E continuando na tecnologia... Descobre-se na Terra uma nave espacial de Krypton com mais de 18 000 anos. Desde então a tecnologia kryptoniana não evoluiu? Clark mete a pen drive de Krypton num sistema com milhares de anos e tudo funciona na perfeição? Tomemos a nossa evolução de tecnologia nas últimas décadas como exemplo. Em menos dum século passámos dum único computador a ocupar uma sala inteira, para aparelhos que cabem no nosso bolso que fazem tudo. Para passar informação duma máquina para a outra tivemos disquetes de vários tamanhos e, hoje em dia, temos pen drives com USB. O próprio USB vai evoluindo! Ligamo-nos por cabos diferentes e sem estes. Uma mesma ligação transmite dados e energia. E o dito aparelho que temos no bolso torna-se obsoleto num par de anos, em média. Basicamente Krypton construiu umas cenas fixes, arranjou naves e robôs, e baixou os braços. «Está feito. Não mexe mais. Agora é sentar o cu no sofá, ver a bola e beber umas jolas. Não invento mai' nada!»

Man of Steel continua a ser bonito de se ver. Total mérito seja dado a Snyder nesse aspecto. Os voos, as batalhas, a destruição, é tudo delicioso. Mesmo o mais trágico. Já em termos de história, os detalhes, a substância dos personagens ou a narrativa, Snyder e companhia têm muito que aprender (já vão tarde). E quantas cenas do Super-homem a gritar são precisas para fazer um filme? Para além de que tudo e todos tem tão pouco a ver com a BD.

YOUNG CLARK - What was I supposed to do? Let them die?
PA KENT - Maybe.

Ugh! Curioso como na década de 70, com menos recursos e aldrabando muito o material de origem, conseguiram fazer um filme muito mais fiel ao personagem.

Vamos ao seguinte.

terça-feira, dezembro 22, 2020

The Croods


Será este o truque para o Nic Cage voltar a fazer filmes de jeito? Será só uma questão de metê-lo num estúdio de som e não em frente às câmaras?

E, mais importante que isso, será que fiz a mesma piada quando vi este filme pela primeira vez?

Sim, revi The Croods porque...

sábado, outubro 10, 2020

Thor: The Dark World



Mas é realmente um enredo mal desenvolvido. Então o plano de tirar o Éter de Asgard é quase tão idiota... como guardá-lo com o Colecionador no final, em boa verdade.

Fiquemo-nos pelas coisas positivas:
- Não vamos ver a Natalie Portman durante uns filmes, porque chateou-se neste com a malta da produção.
- A Marvel/Disney nunca desistiu do personagem Thor, pois a seguir (como se sabe) vem o Raganrok. Thor vai mesmo ser o único personagem/actor a ter um quarto filme, o que é espectacular tendo em conta os dois primeiros.
- A interacção entre Thor e Loki cimentou-se em Dark World e trouxe mais belos momentos daqui para a frente.
- As tranças dos elfos são efectivamente magistrais.
- E, mais fixe que tudo o resto, ainda há tempo para ver o Ragnarok hoje!

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Jimi: All is by my Side


Mais uma prova que não se deve saber muito da vida pessoal de quem gostamos do trabalho.

Hendrix batia na namorada. Para mim é o que fica. Sei que não será novidade para maior parte das pessoas. Para mim foi. Porque não sou muito de investigar sobre as pessoas. Ignorance is bliss, como dizia o outro. O problema é que fazem filmes a mostrar estes podres e aí sou «forçado» a saber o que não queria saber. Porque sou grande fã da música. O homem era um génio com a guitarra. É um facto universal. Pena ser um idiota.

Sobre o filme: é fraco, como também era sabido. Nota-se que o projecto teve muito tempo para ser feito. Não sei se era o resultado final que queriam, mas sinto que foi um nascimento forçado. O que é pena, porque o elenco é genial.

terça-feira, janeiro 07, 2020

The Food Guide to Love


Como é que convenceram tantos institutos a apoiar este filme? A sério. É que ainda foram uns três ou quatro Espanhóis, mais um ou dois Irlandeses. Consta que ficou mais barato produzir o filme na Irlanda. Tudo OK. Menos impostos, continua a ser dinheiro a entrar... Percebo o apoio Irlandês. Não percebo o apoio Espanhol. Explico porquê: o filme é uma porcaria.

Foi só apoio moral que deram? Espero que sim. Ninguém no seu perfeito juízo daria dinheiro para fazer este filme, sabendo minimamente de que se trata.

Apoiaram às cegas? Só pode.

sábado, agosto 13, 2016

Locke


Quase uma hora e meia de ver um tipo ao telefone.

A sério. É mesmo isto. São várias chamadas. Não uma só. E vá, fala algumas vezes ao espelho, com ele próprio. Mas liga para o filho, para a mulher, para o patrão, para o empregado, ao cliente, à amante duma noite apenas, ao hospital onde a amante está a ter o seu filho... Liga ao mundo todo.

The Last Stand


Uma das primeiras coisas que o Arnaldo faz, depois de largar a política, e é logo uma coisa de tiros à estúpida.

Boa, Arnaldo. Ganda regresso!

Labor Day


Consta que, por vezes, com filmes mais populares, há uma tendência para fazer-se uma versão adulta. Pornográfica, entenda-se. Eu não sei nada disso. Dizem-me que sim.

Pena que Labor Day não tenha sido mais popular. Não se tinha que mudar nada para fazer uma versão pornográfica para mulheres. Às tantas até será legítimo considerá-lo já pornografia feminina. Mais uma vez, sei pouco do assunto.

Josh Brolin cometeu erros graves em miúdo e vai parar à prisão, muito porque ele próprio achou que merecia. A história começa com ele a fugir dessa prisão. Uma fuga atrapalhada, mas heróica: salta dum segundo andar dum hospital, depois duma operação ao apêndice. Refugia-se em casa da mãe divorciada e traumatizada Kate Winslet. Ela vive numa casa com o filho, tendo vários problemas pessoais para sair e interagir com pessoas. O filho acaba por ser uma companhia maior do que deveria ser. Brolin rapta ambos, durante uma das raras saídas para compras, e acaba por passar o fim-de-semana prolongado de Labor Day com eles. Tudo porque não há comboios durante os 3 dias.

Acaba por fazer uma data de arranjos na casa, cozinha para ambos, ensina-os a fazer uma tarte, passa roupa, ensina baseball e dá outras lições importantes ao miúdo, elogia a carente Winslet e, claro, inicia uma curta e rápida relação com ela, sem descurar quaisquer possíveis responsabilidades parentais.

No pouco que percebo da coisa - reforço -, parece-me a mais pura fantasia de muita mulher.

quinta-feira, agosto 04, 2016

Bairro


Alguns bons actores, mas fica-me sim uma dúvida: alcunhas como «tosta mista» ou «bazófias» serão ou não ridículas? Este pessoal de bairros mais pobres será assim assolado pela falta de criatividade?

A moça, personagem principal, é uma espécie de Robina Hood lá da zona. Chega mesmo a haver uma tentativa de passar a mensagem de que andam por aí uns ladrões bem maiores, a quem ninguém faz nada. Mas o final é forçado. Dá ideia que deixou de haver tempo para fechar melhor a coisa.

terça-feira, agosto 02, 2016

Dabba


Romance particular, numa realidade algo diferente da nossa. Não no sentido do romance, entenda-se. Receios, atracções, empatias, erros... Isso é tudo igual, em todo o lado.

Mais a questão das refeições entregues no escritório. Existirão em Portugal alguns serviços que entregam refeições no local de trabalho, mas uma esposa fazer a comida e haver um serviço de entrega, multiplicado por dezenas de outros casos iguais - talvez centenas ou mais -, é menos usual.

O que acontece é que a refeição que a esposa faz, com todo o amor e carinho, por lapso não chega ao marido, mas sim a um estranho. Percebendo que algo se passa, apesar do serviço o negar, a dupla começa a trocar mensagens, estabelecendo uma relação improvável. Ele é viúvo, com filhos crescidos já fora de casa. Ela não é feliz no matrimónio, com filhos pequenos ainda em casa.

Admito que, apesar de ter achado a história gira - que achei -, fiquei bem mais fascinado com a entrega de refeições caseiras no local de trabalho. Bem que me dava jeito.

quinta-feira, julho 28, 2016

Before Midnight


Pensava que estava há meses para ver este filme. Não. Estou há anos para o ver.

Detesto ter medo de filmes. O grande problema será não ter um cão. Por isso tenho tanto medo destas coisas. Sim, é estúpido, mas claro que tenho medo. Os «Before» marcaram-me demasiado. Os dois primeiros são sintomáticos do que sinto pelo cinema. 

A surpresa. A maravilha. O paralelismo. Curioso. Pensei que tinha visto ambos há pouco tempo, em preparação para este terceiro. E que até tinha falado deles aqui no blogue. Terei sonhado?

Muito resumidamente:
- primeiro foi uma surpresa absoluta; gravei-o durante a noite, tendo dado na SIC quase sem aviso; vi-o e amei-o instantaneamente, no dia seguinte
- segundo foi no cinema, com amigos tão ou mais apreciadores do primeiro; no momento em que vão revelar porque não se encontraram, como tinham combinado, há um problema com a fita e o filme é interrompido; foi épico

Como não ter medo do terceiro? Tive medo do que ia encontrar. Tive medo de não gostar. Tive medo de gostar demasiado. Tive medo, acima de tudo, do que iria dizer. Porque dizer umas idiotices de filmes que não têm qualquer relevância, para mim é fácil. Falar de algo importante não é. É como - e vem aí uma comparação com algo do qual tenho zero experiência - um tipo a falar de miúdas aos amigos. Fala livremente e ao detalhe das moças por quem não sente nada. Mas da que gosta, dessa não fala aos amigos. Nem saberia como.

É um prazer voltar a este universo. Ver como a relação evolui. Creio que Linklater, Hawke e Delpy sentem o mesmo. E por isso continuam, apesar de fazer quase nenhum sentido sequelas. É uma insistência em voltar a um sítio onde foram felizes e ver como estas personagens, por quem muita gente se apaixonou, evoluíram. E é bom vê-los crescer. Ver a relação passar por momentos menos bons, já bem pós a «fase lua-de-mel». Mas mesmo assim mantendo-se com a base sólida que vimos ser criada. Dá gosto, apesar de já não ser bem a mesma coisa.

E por muito que se imite aqui e ali a cena de andar na rua à conversa - e é certo e sabido que muita gente o faz -, nada bate ver estes dois a fazê-lo. Há qualquer coisa de mágico em ver Hawke e Delpy a deambular, a trocar opiniões sobre disparates ou coisas que são tudo menos disparate. É muito bonito e singular.

Terei medo do próximo? Haverá próximo?
Parte de mim espera que sim. Parte não o quer.

Bom ter algo que ainda mexe assim tanto comigo.

sábado, março 05, 2016

Grudge Match


Seguir a fórmula de juntar um par de velhos e metê-los a fazer coisas de novos. Curiosamente acabam sempre por envolver o Stallone.

Tenho de admitir que tem alguns momentos divertidos, fruto do carisma de Stallone e De Niro. Mas o mais curioso foi que daqui alguém terá tido a ideia de fazer mais um Rocky (vulgo Creed). E não posso dizer que seja uma consequência negativa.