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sexta-feira, setembro 24, 2021

The White Tiger


My amazing success story.

White Tiger é mais uma história em que alguém foi de rags to riches, neste dog eat dog world. Porque foi referência? É uma boa história, atenção, mas terá ajudado a mudança de cenário. É ter exactamente os mesmos sentimentos humanos - orgulho, inveja, ganância, vingança, revolta -, mas numa outra cultura. Num mundo radicalmente diferente do ocidente, mas bastante normal para milhões de Indianos.

White Tiger está bem contado e não há como não perceber o personagem principal. Apesar do actor ser um pouco gingão demais, no meu entender. Tornou difícil vender a humildade inicial. Mas em nada estraga a experiência.

segunda-feira, abril 26, 2021

Druk


Ah, o velho sonho de conseguir ser um bêbado funcional. O problema é que, tal como Ícaro e muitos outros, a ambição humana leva-nos sempre a querer voar mais, a beber «só mais um copo».

Quatro professores de secundário - qual raça deprimida só por si -, propõe-se a pôr em prática uma teoria da psicologia. Esta diz que o homem tem um défice de 0.5 de álcool no sangue. Mais, diz que o ser humano atinge o seu estado mais perfeito quando tem este nível de álcool no sangue. Durante um pouco de tempo, os quatro tiveram uma vida melhor. Os problemas começaram quando, graças a este estado de graça / embriaguez, a confiança tornou-se «demasiado». Uma simples experiência, até bem sucedida, passou assim a ser apenas quatro idiotas com os copos.

Druk era o cromo que me faltava, na caderneta dos Óscares deste ano. Há um que talvez venha a ver, das categorias menores. Há outros que não vi, mas que não tenho grandes intenções de ver. E a verdade é que foi um belo terminar desta última temporada de «melhores» filmes do ano. Mais que não seja, Druk prova que um «melhor filme estrangeiro» não precisa ser uma depressão gigantesca.

quarta-feira, abril 21, 2021

Sound of Metal


É suposto sentir alguma coisa por um tipo que tem tatuado no tronco «please kill me» ou «scumbag»? Já a Olivia, com as sobrancelhas pintadas de branco, tinha ar de homo erectus, com as ditas a parecerem salientes.

Mas o filme não é sobre isso. É sobre a possibilidade do Riz Ahmed ganhar um Oscar. E se, para ganhar uma estatueta, é preciso carregar um filme inteiro às costas, fazendo duas horas passar com alguma facilidade, então o rapaz tem tudo para ganhar. Não sei qual o fascínio que os Norte Americanos têm por bateristas, mas tinha funcionado para o Whiplash e para a Pamela Anderson.

Deixa só ver quem são os outros na categoria. Só um segundo. Já volto.

(...)

Bem... Contra os dois velhotes brancos, o rapaz ganha de caretas. Ao tipo do Minari ganharia, por certo. O problema é que há um falecido na lista. Contra Chadwick, Riz não tem qualquer hipótese. Bem, fica para a próxima.

domingo, abril 18, 2021

Judas and the Black Messiah


Que trágico.

Jovens a serem perseguidos pelo próprio governo, com alguns, o líder e quem com ele estava, assassinados. Não pela mão directa do governo, mas por alguém a seu mando.

Tipos a serem assassinados com 21 anos, tudo porque lideram um grupo que afronta o poder institucionalizado, que procura proteger as minorias, que pretende dar apoios e oportunidades a quem não as tem... como deveria um governo fazer.

Não é fácil de ver, mas vale muito a pena pelas interpretações, em especial de Kaluuya e alguns dos secundários. LaKeith tem um óptimo papel, mas às vezes senti que estava a abusar da cena de «ai, que eu estou inflitrado e eles estão a falar de gente infiltrada e tenho medo, mas tenho que parecer durão», sendo que maior parte das vezes parecia só um tipo com medo e que claramente era um chibo... à frente de toda a gente.

Com esta atitude era topado em três tempos.

sábado, abril 17, 2021

Nomadland


Raios. Enganaram-me. Isto é mesmo um documentário, mas com uma «história» central a colar tudo, interpretada por McDormand.

Dá-lhe outro encanto, tendo uma data de pessoas e histórias «reais». Mas o que pensava ser um exercício bonito de viajar pelos Estados Unidos, com imagens de longas paisagens, afinal teve demasiados planos fechados de caras a revelarem que alguém próximo morreu de cancro, ou que eles próprios foram diagnosticados, e como meteram-se à estrada.

Essa é a grande revelação, em boa verdade. Alguém tem cancro? 'Bora lá viver numa carrinha e cirandar por aí.

terça-feira, abril 06, 2021

Wolfwalkers


O nome é algo enganador. Falamos de pessoas que, ao adormecer, tornam-se lobos. Não caminham com eles, nem os levam a passear. E não, não são lobisomens. Quando adormecem surge um corpo diferente, de lobo. Do nada. A consciência passa dum corpo para o outro. E o humano nem desaparece. Fica algures a roncar. O que é até algo assustador e vulnerável. É um claro ponto fraco, no meu entender.

Fora o erro na nomenclatura, o filme é engraçado, com uma história original (por muito que possa ser adaptada de lendas e folclore). Não fosse o final algo trágico do vilão e diria que é um filme para toda a miudagem ver.

terça-feira, março 30, 2021

Minari


Comecei a ver este filme, sobre uma família coreana a estabelecer-se no Arkansas, e confesso que só esperava momentos racistas a cada «virar de esquina». Era onde estava o meu pensamento. Ainda por cima passando-se na década de 80.

Felizmente foram muito bem recebidos pela comunidade. As pessoas à volta eram simpáticas e acolhedoras. Surpreendeu. Claro que a sensação de impending doom continuava presente. Não podia ser só uma história simples de esforço e dedicação. Mesmo com todos os problemas que o pai ia tendo na quinta, tinha de haver mais qualquer coisa.

Embora não seja a coisa mais trágica do mundo, há um «murro no estômago» no final. Bem que valeu a pena temer o pior. Assim não foi tão horrível.

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

The One and Only Ivan


É um filme da Disney. Convém ter isto presente, pois está cheio de animais que falam uns com os outros e são uns doces para os humanos. Até os entendem e tudo.

Ivan é a estrela dum mini circo de centro comercial. Está relativamente contente com a sua vidinha, até que aparece uma elefante bebé. Não querendo aquela vida para ela, Ivan arranja maneira de, através dos seus desenhos, procurar a liberdade para si e para os colegas animais.

É um filme baseado na história verdadeira dum gorila chamado Ivan, que desenhava, e que esteve 27 anos num mini circo num centro comercial, até que a comunidade local reclamou liberdade para os animais. Assim, Ivan foi recambiado para um... jardim zoológico.

ugh

quinta-feira, janeiro 28, 2021

Mank


Muito se fala da obra que foi Citizen Kane e do seu «criador» Wells. Pelos visto faltou falar-se do guionista que, segundo este filme, foi o único que escreveu o guião.

Mank foi uma criatura controversa e com os seus demónios. Maior parte deles terá encontrado no fundo de garrafas. Foi alguém que infiltrou-se na elite de Hollywood, só para os usar nas suas histórias. Quem nunca?

Mank presta homenagem ao verdadeiro Mank, um tipo que ninguém gostaria de ter na sua fina festa, por ser demasiado honesto e sardónico. Para além de que havia sempre o risco de regorgitar o que ninguém quer, literalmente.

domingo, janeiro 24, 2021

One Night in Miami


Quando soube do filme fiquei com impressão que esta noite, em que quatro figuras gigantes encontraram-se em Miami, tinha sido casual. Acontece que afinal todos estavam na cidade para ver o combate de Ali.

A partir daí especulou-se sobre este encontro. E fez-se uma peça de teatro com base na especulação. E depois fez-se este filme com base nesse trabalho. E claro que, para não variar, a encenação emana ao toque teatral, mas também se acrescenta algo.

Só há um momento, depois do primeiro terço, em que estranhei que aqueles jovens e talentosos rapazes, que queriam era celebrar a vitória de Ali, ainda aguentassem estar fechados num quarto fajuto dum hotel de segunda categoria. O que faria sentido - e os próprios referem várias vezes, durante o encontro - é que estivessem numa mega festa. No entanto, lá estavam eles no quarto de Malcolm X, a discutir coisas bem sérias.

quinta-feira, janeiro 21, 2021

News of the World


O Tom Hanks é tão artista. Ele sabe bem que este tipo de papéis, de honrado homem, de nobre jornalista, valem prémios. Jornalista à antiga, entenda-se, que os de hoje em dia dão-se pouco ao respeito.

Como não pode interpretar um dos grandes nomes (seria estranho interpretar um jovem Walter Cronkite, por exemplo), lá teve de voltar muito atrás e descobrir que no faroeste havia news anchors.

É verdade. Segundo este filme, parece que havia uma profissão antiga de tipos que andavam de povoação em povoação a... ler as notícias. É mais elaborado que isto. Claro que é preciso fazer alguma encenação e teatro. Dá jeito ter o charme de Hanks, por exemplo. E não são bem notícias «notícias». São histórias contadas. Teatro. Um pouco do que se vê hoje em dia nos noticiários, em boa verdade. Não tão dramático, suponho. Com maior enfoque nas boas noticias. Ninguém quer dar notícias de covid em pessoa, suponho.

No processo de descobrirem a existências destes tipos, os escritores deste filme deram-lhe uma missão nobre e um passado complexo, arranjando assim um filme para Hanks batalhar pela estatueta, uma vez mais.

domingo, janeiro 17, 2021

Promising Young Woman


Para um assunto tão sério, para uma história tão intensa, este elenco tem demasiado gente do mundo da comédia. Não é como se não sejam actores como todos os outros, mas têm automatismos e maneirismos mais para o ridículo. Aliás, para além de odiar boa parte destes personagens, por outros motivos, a minha grande questão aqui é que houve demasiados momentos sérios que tinham toques de ridículo, precisamente por causa dos actores que interpretaram esses momentos.

Tirando esta parte absurda e de somenos, muita gente aponta este filme e a interpretação de Mulligan aos Óscares deste ano. E percebe-se porquê.

terça-feira, dezembro 29, 2020

Ma Rainey's Black Bottom


Mais uma vez, é sempre um prazer ver Chadwick. Ainda por cima num «papelão». Duplo prazer ver Viola também.

A história é intensa e bem interpretada, cáustica até ao fim. Alguns momentos humorosos, mas sempre com o peso dramático muito presente. Ou a vida destes pobres rapazes não fosse cheia de problemas graves.

Tem uma conotação teatral forte. É e nunca deixa de ser uma peça de teatro, primeiro que tudo. Com o bom e o menos bom que possa daí advir.

A ver se ao menos dão um Óscar ao rapaz.

sábado, dezembro 26, 2020

The Midnight Sky


Que bela história de Natal, cheia de esperança e boa fortuna, com a completa e total destruição do planeta Terra?!

O Clooney anda maluco? Que raio de filme é este que decidiu realizar?! Chiça, estou cá com uma depressão e cheio de ansiedade. Sinto que daqui a dois dias é Natal e estou sem prendas para oferecer outra vez.

Irra! O Soul, que é um filme sobre a morte, foi mais animador.

sexta-feira, dezembro 25, 2020

Soul


Mais uma das estreias do dia. Havia uma por serviço de streaming hoje, embora a terceira ainda não tenha ficado disponível. Talvez não chegue a ficar, o que é pena, mas acontece.

Soul é o que esperava ver, com mais antecipação. É um novo filme Pixar. Claro que é sempre de ver. O quanto antes! Deveria ter ido para cinema. É filme para merecer isso e muito mais. Mas foi muito bom poder vê-lo assim que saiu, com conforto, segurança e num dia com alguma carga emocional, como é o dia do nascimento do JC.

Foi bom ver já, antes que aparecesse muita informação por aí. Porque surpreendeu-me mais do que estava à espera. A forma como foi por certos caminhos, parar a sítios que não tinha ideia. O filme estava a ser inteligente e divertido. Ganhou mais algumas «camadas» das boas no desenrolar.

Adorava que isto fosse a nova tradição de Natal, de ver estreias em barda, em casa. Se correr tudo bem, como se espera, terá sido uma vez sem exemplo, e em 2021 voltaremos às velhas tradições.

sexta-feira, dezembro 18, 2020

Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan


Continua bastante presente a questão: o que é verdadeiro e o que é falso?

Há bastantes momentos que dá para perceber que foi uma questão de editing. Meteram algumas frases e reacções em certos momentos para dar mais impacto à cena. Ou seja, muito chega a ser «aldrabado», para além de haver cenas representadas.

Agora... E a entrevista ao Giuliani? Claro que o velhote não sabia e, inadvertidamente, aparece no filme. Logo... Há mais cenas reais neste filme do que eu quero acreditar?

Dou ainda os meus parabéns à produção por terem conseguido adaptar a história. De certo foram «apanhados na curva» pelo vírus. Fomos todos. Adaptaram-se e acabaram o filme muito, mas muito fortes. Trabalho notável, nesse aspecto.

terça-feira, dezembro 01, 2020

Tenet


Que mindf#ck!

É de louvar - e muito - conseguir filmar uma coisa destas e saber onde cada peça entra, onde está tudo a cada momento. Mas chiça, que dói a tola de tentar acompanhar.

Tenet fica conhecido em 2020, acima de tudo, como o filme de teste. O teste dos estúdios para ver se era possível lançar um filme durante a pandemia. Não era mau candidato, mas também não era perfeito. O problema é que um candidato perfeito seria um sacrifício demasiado grande, se a a coisa corresse mal. Tenet acabou por ser o sacrificado e salvou uma data de outros filmes.

Claro que não é possível os cinemas trabalharem normalmente numa pandemia. As pessoas têm medo. Não vão aos locais de trabalho e iam fechar-se em salas de cinema? Claro que não. Era uma vã esperança. Percebo que o tenham feito, mas ninguém podia acreditar a 100% num resultado diferente.

Agora, em situação normal, teria Tenet mais sucesso que o que teve agora, o «possível»? É que este filme é complicadíssimo...

terça-feira, novembro 17, 2020

The Trial of the Chicago 7


The whole word is watching.

Foi uma frase gritada, repetida e citada, ao longo da narrativa deste caso de tribunal que aconteceu mesmo na década de 60. Não foi um evento que tenha visto na altura (muito por força de que não estava cá para o ver), mas tenho algumas dúvidas que fosse algo efetivamente visto pelo mundo fora, como é apregoado no filme. Aldeias no meio do Turquemenistão (este país existia nos anos 60 com este nome?) teriam outro tipo de preocupações maiores que um julgamento de 7+1 tipos. Por muito que maior parte fosse uma farça escandalosa.

Muitos de nós queixamo-nos de que Trump esteve no governo (que bom começar a falar nisto no passado). Maior parte somos ainda incrédulos a esta realidade. Mas o certo é que o país em tempos foi governado pelo Nixon. O Nixon, pelo amor da Santa! Mas sejamos honestos. Ôs Estado Unidos não são assim tão especiais nesta matéria. Qual o país que nunca elegeu um idiota incompetente?

TotC7 foi um dos muitos filmes que sofreu com a pandemia. Era suposto ter saído no cinema. O estúdio falou com os criadores. Em conjunto decidiram que, se saísse este ano, dificilmente teria público. A malta americana que «ignorou» a pandemia e teria vontade / coragem de ir ao cinema (e que foi, de certeza), não é o público de Sorkin. Para evitar que o filme fosse um flop, venderam-no ao Netflix. E ainda bem, sinceramente. Acho que merecia o público que, por certo, terá acabado por ter. A adaptação da realidade para cinema será boa. Quero acreditar que sim. Qualquer filme do Sorkin é sempre fácil e interessante de se ver.

Foi um prazer vê-lo em casa, em segurança.

sexta-feira, novembro 06, 2020

Love and Monsters


Teve mais do primeiro ingrediente no título, que do segundo. Se bem que... A história começa como uma de amor, com o rapaz a enfrentar todos os riscos - neste caso: monstros -, para voltar aos braços da amada, que perdeu aquando do fim do mundo.

Romântico, certo?

Pelo meio encontra uma data de monstros, mas também o amor dum cão (melhor não se pode querer), amor de desconhecidos e até amor de monstros. Para além dos dois ingredientes princiais, houve ainda uma boa dose de humor e muita aventura.

Foi agradável de se ver, mais que não seja por ter pessoas simpáticas umas com as outras. Não é comum em mundos pós-apocalípticos. Parece pouco comum até hoje em dia, no raio do «mundo» estranho em que estamos.

sábado, setembro 12, 2020

Mulan


Cada tiro, cada melro. Mas em mau.

Será desta que a Disney percebe que esta coisa dos live action remakes não funciona sempre? Parece até funcionar quase nunca, mas quem sou eu para avaliar.

Os resultados efectivos dum filme conseguem ser muito enganadores. Um filme pode ser dizimado pela crítica ou até mesmo pelo próprio público, mas ter óptimas bilheteiras, tanto apenas nos EUA, como nos restantes mercados, ou até em conjunto. Claro que para Mulan os resultados não podem ser avaliados da mesma forma. A sua presença nos cinemas é diferente do normal.

O que me pergunto é se será que os tempos de crise vão voltar a focar os estúdios em projectos que valem a pena? Ou será que vai piorar, com volume a continuar mais importante que qualidade, com a agravante dos orçamentos reduzirem.

Claro que se o raio do filme se tiver pago com a saída mais cedo no Disney+... Duvido, mas poderia ser uma mudança radical, é verdade.