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sexta-feira, junho 30, 2023

Creed III


Já acabou, ou vamos mesmo ter de ver a miúda a lutar?

Confesso que não estava à espera de tanto deste terceiro episódio. Atenção. Não quero ser mal interpretado. O III é mais do mesmo. Herói a ir abaixo. Montagem. Herói vinga-se de forma nobre, provando que continua a ser o melhor do mundo. Fórmula Rocky, mais ou menos. Só que nunca está mal feito, a verdade é essa. Não desilude porque é uma fórmula que funciona. Estamos entretidos durante um par de horas. Logo, é mais que suficiente.

Não é para isso que serve o cinema?

domingo, junho 04, 2023

Champions


Outra vez?! Fui enganado outra vez?! Pensava que ia ver um filme fofinho e com piada...

Temos aqui a mesma situação do CODA. Achava eu que estava a ver um filme simpático, a representar bem malta que não costuma ser representada, com respeito e atenção. Pensei que Hollywood se tinha lembrado de contar algo decente e minimamente original.

Afinal é baseado num filme espanhol. Haja santa...

domingo, março 19, 2023

White Men Can't Jump


Formas modernas de ver, ou escolher, que filme ver. Em especial os antigos.

Andava a ver a segunda temporada duma série, que saiu o ano passado. Não vale a pena referir o nome, dado que apenas a primeira temporada vale a pena. Nesta série aparece a Rosie Perez. Devo ter pesquisado o perfil dela, para ver que mais tem feito. Pimba! Apanharam-me.

Nos dias seguintes aparece-me um artigo no Facebook sobre este filme. Uma lista de factos curiosos. Lá veio a nostalgia e, com ela, vontade de rever. Pesquiso onde posso fazê-lo. Está na Disney+. Adiciono à watchlist. Passa a ser apenas uma questão de tempo até ter uma tarde molenga de domingo. Não que vá ter muitas mais tão cedo, se alguma. Foi aproveitar e ver já, enquanto é tempo.

Soube-me pela vida. Ainda é um belo exemplar cinematográfico, dessa década maravilhosa que foram os anos 90.

sábado, setembro 10, 2022

The Phantom of the Open


Phantom of the Open é um filme sobre um velhote muito simpático que, certo dia, decide jogar golfe. Tinha jeito ou condições para o fazer? Ele achava que sim. Pelo menos tempo tinha, já que ia ser despedido.

É uma história fofinha mas, em boa verdade, o cavalheiro acabou por lixar as chances a muita gente. Porque aproveitou algumas fragilidades no sistema para entrar no Open. Mais que uma vez. Com nomes diferentes. Imagino que, desde então, o processo de inscrição seja mais rigoroso.

O certo é que o personagem ficou famoso, por muito que os seus resultados estivessem longe do ideal. Até criaram um torneio com o nome dele, nos Estados Unidos, só com base na sua péssima e histórica prestação no primeiro Open em que participou. Teve uma carreira fraca, mas sempre foi mais notória que muitas. Há isso.

domingo, junho 12, 2022

Hustle


Enquanto via o filme apercebi-me da ironia. Nada de novo. Não é especial. Terei sido o último a reparar. É engraçada esta coisa de homens fazerem filmes sobre coisas másculas, mas que fazem outros homem chorar.

Sejam filmes de guerra ou desporto, volta e meia há «aquele» momento - o discurso, o lembrar do pai falecido, a homenagem, a última batalha, a jogada final que ganha o jogo ou é o momento de redenção do protagonista, o levantar da pequena criança no meio duma multidão -, o momento que faz o homem mais espadaúdo, mais macho, mais sereno, sério e cheio de pelos na cara e no peito, fá-lo pelo menos lacrimejar.

E os filmes são todos iguais. Sempre a mesma coisa. Muda o desporto ou a guerra. No tal momento, somos todos um. Choramos todos juntos.

segunda-feira, janeiro 31, 2022

Home Team


Isto é baseado numa história verdadeira? Quem é que vende os direitos da sua história à companhia do Adam Sandler?! Não havia ninguém off off off off Broadway que tivesse 30 dólares e uns gift cards do Subway?

O mais estranho é que esforçaram-se para fazer uma coisa divertida, mas séria. Nada das parvoíces do costume. Só algumas, mas nada muito extremo. E a Netflix comeu isto!

Será que conta como um dos filmes milionários que Sandler tem de fazer para o canal de streaming? Ele não entra no filme, mas aparece a mulher, a filha e um primo. Já é qualquer coisa.

sexta-feira, dezembro 24, 2021

Bruised


30 second in and Justice is taking a beating.

Halle Berry realizou um filme em que, literalmente, aos 30 segundo já estava a levar uma tareia daquelas.

Depois do primeiro combate que vemos, Berry afastou-se do ringue, arranjou um traste de namorado e voltou a ver o filho, que tinha abandonado há quatro anos. Assim como a mãe, que também não via há algum tempo. Ou seja, pode ter-se afastado do desporto, mas não deixou de levar porrada.

O resto do filme é ela a aprender, e bem, a dar porrada de volta.

domingo, maio 16, 2021

Mystery, Alaska


Sempre tive este filme em boa consideração. Quando vi pela primeira vez surpreendeu-me. Não estava à espera de gostar tanto. Quis rever, para ver se se aguentava. E a verdade é que tem um pouco de tudo.

Sexo. Nudez. Adulta e até algo mais jovem. Surpreendeu-me haver tanto disto, num filme familiar e no Disney+. Adultério e triângulos amorosos. Crimes. Atentados com armas. Um par de guest appearances que ninguém esperava. Nepotismo. Ageism. Um julgamento tendencioso e quiçá criminoso. Uma morte triste, que uniu toda a gente. Desporto. Agressividade. Redenção para o «filho» que partiu. Uma povoação de Davids contra os gigantes Golias de Nova Iorque. Emoção até ao fim. Final trágico e slow clap, individual, a levar toda a gente ao apoio da equipa, ainda por cima feito pelo enorme Burt. E a oportunidade de ouro para as estrelas da equipa local de serem mais do que são ou poderiam ser.

Que mais se pode querer num filme?

terça-feira, março 02, 2021

The Air Up There


- You got one of the finest basketball minds I've ever come across, but you haven't got a clue as to what coaching's all about.
- Why? Because I don't coach the way you do? No, I'm sorry. I don't play by the rules.

É isto. Nos anos 90 não era preciso mais nada para fazer ou vender um filme. «O Kevin Bacon é um ex-jogador e vai a África recrutar um jogador, porque ele não faz as coisas como os outros.» As cabeças dos produtores explodiam com um pitch destes. Algumas outras pessoas puxavam o próprio cabelo, desacreditando que acabaram de presenciar tamanha ideia genial. E assim se fazia um filme.

Na verdade, o tempo só veio complicar o processo.

terça-feira, janeiro 19, 2021

McFarland, USA


Não é qualquer treinador que pode atirar uma bota à tromba dum dos seus jogadores, e não ser despedido. Esse privilégio está reservado apenas aos melhores dos melhores. O Costner deve achar-se o Ferguson, não?

Depois de ser despedido por não estar a fazer bem o seu trabalho - longe disso -, Costner muda a família para o único sítio disposto a contratá-lo. Em McFarland Costner vê um pouso temporário que o permitirá voltar à ribalta. O problema é que a equipa de futebol americano é uma trampa. Como tal, vai ter de arranjar uns miúdos para outro desporto qualquer. Como a corrida todo terreno.

Queria ver um história verdadeira optimista, à boa maneira Disney, para fazer esquecer o que está a acontecer na realidade. E não é que aparece, logo ao início, uma carrinha de mudanças com «corona» escrito de lado. Qual é a probabilidade?

quinta-feira, novembro 19, 2020

High Flying Bird


Teve o seu «estilo», suponho. Baralhou-me a visão / realização constante tipo fisheye, mas suponho que o homem (o realizador, entenda-se) tenha ganho crédito suficiente para poder experimentar cenas quando der-lhe na telha.

Destaca-se o personagem do agente, acima de tudo. Meio clichê naquele sentido de «artolas» que pensamos sempre que agentes são. Mas mais preocupado com os jogadores, com as pessoas que são os jogadores, e até preocupado mais com o jogo, do que com o dinheiro.

Infelizmente não houve muito mais que possa destacar-se.

domingo, agosto 18, 2019

Creed II


Creed faz dois combates com o filho do homem que matou-lhe o pai. Creed Jr. v. Drago Jr., vezes dois. À primeira só não perde porque o Dragozinho exaltou-se e cometeu uma infracção que o desqualifica. À segunda... Que acham que acontece?

Maior parte das pessoas justificará a diferença de resultados com o Rocky. Num combate estava, no outro não. É que nem esteve nas bancadas. Foi comodismo absoluto. Acontece que eu sei que não tem nada a ver com o ex-pugilista. Na realidade, tem tudo a ver com uma coisa simples: montages! No primeiro combate só tivemos direito a duas ou três cenazitas, com música básica no fundo. Sim, deu uns murros debaixo de água, mas foi só isso. Para o segundo combate tivemos uma série de cenas com música mais épica. O nosso herói sofreu com o treino. Caiu, mas levantou-se de novo. Levou com bolas no estômago. Deu murros em pneus. Claro que só podia ganhar!

No fim, fica a questão de quem vai defrontar a Creed Jr. Jr. Será que vai combater a neta da Brigitte Nielsen? Ou fica-se por dar uns valentes tabefes ao neto do Rocky? Mal posso esperar pelo Creed VI.

sábado, junho 18, 2016

Eddie the Eagle


Fizeram uma versão do Rudy, mas com um tipo britânico com algumas debilidades físicas. Baseado em acontecimentos reais, como não podia deixar de ser, e que até se cruza com a história passada no Cool Runnings. É nos mesmos jogos olímpicos de inverno.

O resultado não traz surpresas. Fraquinho, claro.

sexta-feira, março 25, 2016

Break Point


Não confundir com o Point Break, ou sequer com a «imitação» reles do Point Break, que saiu o ano passado e apareceu agora no circuito domiciliário.

A sério que foi estranho ver os dois a surgir. Foi confuso, aliás. Um é uma péssima ideia/conceito/projecto. Este é girito e tem personagens simpáticos, muito graças ao carisma dos dois actores, que serão mais conhecidos pelas suas aventuras na TV.

Point Break tem a ver com ténis e não com atingir o karma cósmico através duma data de assaltos, apenas possíveis por praticantes de desportos radicais. Mas não só. É sobre dois irmãos que retomam uma carreira de tenistas em dupla, entretanto interrompida. Isto quando já não têm idade adequada a achar que poderiam ter carreira tenista.

Para além disso há uma data de injúrias a um pobre rapazito, algo que me fará sempre rir.

sábado, março 05, 2016

Grudge Match


Seguir a fórmula de juntar um par de velhos e metê-los a fazer coisas de novos. Curiosamente acabam sempre por envolver o Stallone.

Tenho de admitir que tem alguns momentos divertidos, fruto do carisma de Stallone e De Niro. Mas o mais curioso foi que daqui alguém terá tido a ideia de fazer mais um Rocky (vulgo Creed). E não posso dizer que seja uma consequência negativa.

domingo, janeiro 03, 2016

Creed


Não tenho como fugir à questão. Confirmo. Não resisti a ter uma lagrimazita a certa altura, com alguns momentos. Faz parte do franchise Rocky. É curioso como filmes tão másculos puxam tanto ao sentimento.

A fórmula é simples. É colocar um underdog numa situação em que tem que suplantar-se, em que tem que fazer mais do que as pessoas esperam dele. Desde que haja empatia com o underdog, funciona sempre. O resto é encher com imagens e montagens épicas, momentos marcados por músicas sonantes, muito suor e, lá está, algumas lágrimas.

Seria de pensar que não haveria mais para contar deste personagem. Mas a vida está cheia de etapas. Esta é mais uma. A de passagem de testemunho e de conhecimento. A de ser mais professor que aluno. No alto da sua experiência e sim, sapiência, Stalone faz este papel bem.

Há formas de não esgotar um franchise. Mesmo que usando as mesmas fórmulas. Creed poder ser a continuação e, mesmo assim, ser também algo novo.

Concussion


É tudo sobre o dr. Smith.

Essa foi a parte que me irritou. A constante procura de afirmação e respeito, por causa do título. Entende-se, dado o percurso do personagem e das dificuldades que terá sentido, por ser um africano nos EUA. Há mérito na forma como decidiu enfrentar os organizadores do grande desporto americano. Mas nunca consegui contornar esta necessidade, um hábito que irrita-me em qualquer pessoa. E pareceu-me ainda que o trabalho, o suposto legado, era mais importante que tudo o resto. Mesmo o próprio estado físico dos jogadores, que seria a principal preocupação.

Não consegui criar afinidade com o personagem. O que estragou-me o visionamento de mais uma história «real».

domingo, setembro 06, 2015

Southpaw


Gostei muito do twist. Talvez fosse óbvio sabendo mais do filme. Admito que não sigo atentamente a carreira do Jake-último-nome-ainda-não-sei-escrever-apesar-de-ter-visto-quase-todos-os-seus-filmes.

A partir daí desenvolve de forma bastante agradável, por muito que previsível.

sábado, janeiro 17, 2015

Foxcatcher


Não consigo entender o interesse deste filme ou desta história.

sábado, novembro 22, 2014

When the Game Stands Tall


Este filme é... estúpido. É todo um universo de estúpido. É um tsunami de estúpido, que leva toda a população de clichês à frente. Não interessa se são arranha-céus de clichês. A onda de estúpido que é este filme é capaz de afogar o Evereste. É a mãe de todas as avalanches de estúpido.

Falamos duma equipa que ganhou 150 jogos seguidos. Perde dois. E depois tem a capacidade de «dar a volta por cima». Fazem-se filmes disto? Já não há mais uma única história de desporto que justifique um filme? Tem que se recorrer a isto, a este culto de miúdos que não ganham jogos com força ou velocidade, mas sim com «coração», fé e entrar em campo de mãos dadas.

Pensei e quis ter abandonado o filme a meio. Aliás, quis logo no primeiro terço. Decidi, com coração e não força ou velocidade, ir até ao fim. Só para poder desancar nesta estupidez até mais não.

Valeu a pena.