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terça-feira, julho 12, 2022

Twilight


Pois bem, chegámos aqui. Ninguém o esperava. Muito menos eu. A verdade é que tudo levou a ver o raio dos filmes «Twilight». Ora foi a Pitch Meeting mais divertida de todas. Ora foi a falta doutras opções para ver (há um par delas, mas nada «vibrante»). Ora o facto de que esta tramp... saga está disponível tanto na Netflix como na HBO Max. A primeira ganha destaque porque a minha senhora vê quase tudo de lá. Basta aparecer destacado...

Verdade seja dita, ri-me mais a ver este filme que bastantes comédias, nos últimos anos. E esse foi o objectivo maior. Ver filmes claramente feitos de forma demasiado... Qual é o termo que possa usar, sem ser muito agressivo? Simples? Básica? Rápida! Digamos que foi um caso de «pressa inimiga da perfeição». Não sei se foi, atenção. Estou bem disposto, hoje. Não quero ser maldoso com o trabalho dos outros. Sou-o demasiadas vezes aqui e não é justo, nem bonito. Já temos «negatividade» suficiente no mundo. Claro que voltarei a mandar vir com filmes aqui. Não mudei. Simplesmente hoje estou mais simpático.

Outra lado positivo deste filme: as cenas entre adolescentes parecem-me muito mais realistas do que se vê em qualquer outra obra de ficção. Sim, as interacções são maioritariamente atabalhoadas e/ou constrangedoras. Não sei como foi a vossa adolescência, mas maior parte das vezes tropeçávamos nas palavras, deixávamos conversas a meio, ficávamos sem saber que dizer ou, simplesmente, dizíamos uma qualquer idiotice a despropósito. Vemos tudo isso em Twilight. Não sou demasiado orgulhoso para dizer que identifiquei-me com estes jovens. E eu sinto-me sempre a reluzir quando exposto ao Sol. Mais que não seja por causa do suor.

Tenho ainda de dizer bem do Pattison. Muito que o critico noutras circunstâncias, mas esta foi, quiçá, a melhor interpretação que vi-o fazer. Palminhas para o cavalheiro. Era fazer mais disto e diria a toda a gente que ouvisse que é um óptimo actor cómico.

Haveria mais umas coisas a apontar, mas guardemos alguma «munição» para os próximos. A brincar a brincar esta saga tem cinco capítulos.

terça-feira, junho 28, 2022

Choke


O ano era 2009. Corria o mês de Setembro. Vi Choke entre Crank: High Voltage e Taken. Ora aí está um belo trio. Vi também Max Payne, terminando o mês com Inglorious Basterds, visto numa memorável ida ao cinema. O resto do mês tem filmes dos quais tenho algumas memórias, ao ver o poster (os nomes não me dizem nada). Em 21 filmes tenho presente quatro. Porque de Choke lembrava-me quase nada.

Na altura, muito aguardei para ver a adaptação dum livro que achei piada. E gostei tanto deste projecto realizado pelo Agente Coulson, que decidi guardá-lo. Quase 13 anos depois precisei ver um trailer, há umas semanas, para relembrar-me da história.

História essa que não é má, atenção. A adaptação é porreira, apesar de ter muita coisa «diluída» face ao livro. E há partes da narrativa que gosto mesmo muito. Ao ver o filme muito voltou. Em algumas cenas, antes destas decorrerem já sabia o que ia acontecer. Só que... Porque raio vejo eu tanta coisa, se é só para esquecer-me delas, passado algum tempo?

...

Ainda é cedo no dia. Fixe. Tenho algum tempo para ter uma crise existencial.

quinta-feira, agosto 06, 2020

Nick and Norah's Infinite Playlist


É estranho que Michael Cera tenha desaparecido, nos últimos tempos, depois de ter gozado um período tão fértil de sucesso. Rezam as lendas de Hollywood que o rapaz é um palerma, sendo particularmente difícil trabalhar com ele. Surreal, certo? Como um gajo que apenas é popular porque vivemos tempos de geek chic (independentemente de ter ou não talento), torna-se numa diva de Hollywood. Poder corrompe qualquer um. Nada a fazer.

Sobre o filme, que revi com gosto, podia jurar que tinham pinocado na cena do estúdio. Estava convencidíssimo disso. Quer dizer, fizeram «cenas», mas tinha ideia de ter sido sexo como definido pelo Clinton. Como é que fiquei com essa impressão?

De resto, o final é algo ridículo, com os ex a esticarem a corda sem justificação nenhuma. Mas ainda vê-se muito bem.

terça-feira, abril 07, 2020

Bangkok Dangerous


Bangkok. Its corrupt, dirty and dense.

Que bela comédia, com Cage a ser o mais canastrão que consegue ser. Obrigado pela oferta, estimados P. e R.

Passo a explicar.

Em tempos, quando o mundo era um pouco menos estúpido e bastante mais «amplo» do que é agora, tinha amigos a viver na Tailândia. «Que fixe!», pensam vocês. «E gostaste de visitar o país?» Sendo uma pergunta adequada, só a fará à minha pessoa quem não me conhece. Pois é notório que sou um molenga do caraças, que não aproveita este tipo de oportunidades. No fundo, sou um idiota.

Acontece que sempre tive amigos que não merecia, por serem bons de mais para mim. Estes amigos, para além de terem convidado várias vezes a visitá-los, trouxeram-me esta prendinha. Sabiam do meu apreço pela 7.ª arte. O P. chegou a ser uma das pobres pessoas que visitava este humilde estabelecimento, ao início.

Repetindo-me: como idiota que sou, demorei a ver o filme, não podendo assim devolver o gesto enquanto P. ainda tinha paciência para visitar o blogue.

Há quem diga «mais vale tarde do que nunca», mas isso é tão estúpido como maior parte das expressões faciais com que Cage nos presenteia neste Bangkok Dangerous.

quinta-feira, abril 02, 2020

Loft


Já que estou no país há algum tempo, convém ver os clássicos locais, não?

Loft foi um grande sucesso. Bateu números de audiências nas salas de cinema. Não foi algo que me tenha chegado a Portugal, na altura. Pelo menos eu não soube da coisa. Suponho que em 2008 andasse distraído com outras coisas.

Percebo o apelo. É uma história envolvente logo desde início. Cinco «amigos» que partilham um apartamento encontram lá uma mulher morta. Entram em pânico e não ligam à polícia. Porque não é suposto as mulheres saberem do apartamento, pois é usado para «entreter» outras pessoas. A partir daí é a usual história de tentar perceber quem cometeu o crime e porquê. E essa parte está muito bem trabalhada, até certa altura.

Confesso que não gostei assim tanto do desenrolar final, que foi esticado e exagerado. Sem necessidade nenhuma, no meu entender. Não tira mérito ao filme no seu todo. Simplesmente ficou-me um amargo na boca.

O filme teve tanta atenção que levou a uma versão americana, que saiu seis anos depois. Esta versão não foi assim tão bem sucedido. Ainda não sei se vou ver. É possível, só para detectar as diferenças (embora seja do mesmo realizador e até tenha uma actor em comum a fazer o mesmo papel) e se mudaram o final. Convenhamos que ver o mesmo filme duas vezes, quando não se achou assim tanta piada da primeira vez, poderá ser um pouco tolo.

sábado, outubro 14, 2017

The Dark Knight


Tenho algum receio de dizer isto. Poderá ser preconceito para com filmes da DC, mas o filme não parece estar a passar bem o teste do tempo. Nada contra Heath. Continua incrível. Mantém-se a pena de que não possa continuar o papel. O resto é que...

O desenrolar do enredo não é melhor. A acção mantém-te entretido, mas se se parar um pouco para pensar no que está a acontecer... Há demasiadas coisas estúpidas, algo despropositadas. Coisas que se passam sem grande coisa que o justifique.

Talvez o mesmo se passe com os filmes da Marvel. Talvez à terceira ou quarta visualização deixe de ser tão fixe. Farei esse teste eventualmente, quando tiver tempo para ver todos os filmes outra... Ya, cheira-me que isso nunca virá a acontecer. Quem tem tempo para uma coisa dessas?

domingo, outubro 11, 2015

Shades of Ray


Ray é um jovem actor. Ou melhor, tenta ser actor. Tem meia ascendência paquistanesa, apenas do lado do pai. Pede em casamento a namorada, mui loira e branca. Ela hesita e... bem, não é só isso, mas o certo é que o olhar do rapaz acaba por ir parar a uma outra moça, também ela filha de paquistanês+caucasiana.

A única cena que falha no filme é que nunca se percebe o desinteresse que acaba por surgir, em relação à namorada. Percebe-se o interesse na nova moça, ou não estivéssemos a falar da Sarah Shahi. Agora a loira, essa nada fez para o merecer.

domingo, julho 06, 2014

Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father


Um amigo decidiu fazer um documentário para o filho dum amigo, que tinha falecido.

Não é algo fácil de se ver. E desafio qualquer pessoa a ver e não ficar com uma lágrima no olho. É pesado e intenso. E, ao contrário de maior parte dos documentários (género que não aprecio), acabou por cumprir um objectivo.

Há pouco mais a acrescentar. A hora e meia falam por si.

terça-feira, maio 20, 2014

The Black Balloon

IMDb

Continuo com filmes pesados.

Neste caso temos uma família que lida com o autismo de um dos filhos... para além de mais alguns problemas com os outros membros. Tudo é difícil para todos, mas aqui o ênfase é dado às agruras do irmão. A família acabou de mudar-se para uma cidade nova. Têm que lidar com toda a discriminação que advém duma data de gente nova a ser confrontada com um miúdo que não age como os outros.

O filme tem algum interesse, mas aprende-se pouco. OK, não se pode deixar um adolescente sozinho, que começa logo a brincar com a pilinha. Não me parece grande descoberta.

domingo, setembro 16, 2012

Luftslottet Som Sprängdes

IMDb

Chegamos assim ao final da história. Quer dizer... mais ou menos. Dizem que a ideia dele era escrever uma dúzia de livros à volta destes personagens. Outros dizem que não seriam assim tantos. Diz-se ainda que há um quarto a precisar ser fechado, só que está entre a namorada e a família, tudo a tentar sacar o máximo de dinheiro desta «vaca» enquanto conseguem, cada um a puxar para seu lado. O que é certo é que dá ar das pontas soltas terem sido cortadas, pelo menos com Lisbeth e Blomkvist, se bem que é sempre possível metê-los a fazer outras coisas. E há outros personagens fixes que dava para aproveitar. Este terceiro capítulo não tem tanta acção como os outros, mas dá para descobrir uma data de coisas do passado de Lisbeth. Quem a tramou. Porquê. Como é que conseguem lixar os s@c@n@s, o que é fixe. E Lisbeth vai a tribunal. É sempre giro ver pessoal que a menospreza, achando-a burra, ser posto no seu lugar por uma tipa de 50Kg, com cabelo espetado e uma data de piercings. Gosto muito da Lisbeth. Quero ser BFF dela.

domingo, agosto 19, 2012

Quantum of Solace

IMDb | Sítio Oficial

Bond:
Daniel Craig, que tanto podia estar a fazer isto como de Bourne ou de Missão Impossível ou qualquer outro filme de acção, não guardando rigorosamente nada de especial para este papel.

Sinopse:
A história continua depois do último. Descobriu-se uma organização secreta que está em todo o lado (SPECTRE?) e Bond segue umas pistas, também tentando vingar a morte da outra. Acaba por deparar-se com um plano de derrubar o governo boliviano, colocando um general específico no seu lugar. O principal agente é um gajo que lidera uma organização de protecção do ambiente, auxiliado pela CIA e os seus agentes mais corruptos.

Vilão/Capangas:
O director da organização é o vilão. Vilão pequeno, é certo, mas o principal. Capangas nem vê-los. E depois tenho que estar a ver este director, um gajo franzino, a ser a pessoa que mais conseguiu bater no Bond, para além de ter sobrevivido. Certo.

Bond Girls:
Duas moças magrinhas, modelitos, sendo que apenas uma vai para a cama com o Bond. Correu-lhe mal, mas ao menos serviu de rebound ao rapaz. Tudo em nome da pátria.

Gadgets:
Um telemóvel com capacidade de tirar fotos e enviá-las para um sistema de reconhecimento. Isto não existe mesmo?

Cena Bond:
Nada.

Notas finais:
E assim termina a minha epopeia, da pior forma. Os meus receios acabaram por comprovar-se. Estes novos filmes são óptimas fontes de entretenimento. Só não são Bonds. Ponto.

terça-feira, maio 22, 2012

Act of Valor

IMDb | Sítio Oficial

Enquanto os companheiros cá de casa viam o Ídolos (Querido poço, pensava eu que já te conhecia o fundo.), decidi ver um filme que tem um pouco de tudo.

Act of Valor é um filme de acção, com cenas militares de guerra a roçar a perfeição, ou pelo menos o que conheço de guerra, que é no fundo ter jogado meia dúzia de jogos de tirinhos. Mas tem mais. Essa parte geek de tecnologia usada, e cenas do ponto de vista do combatente (POV - técnica também muito usada noutro tipo de filmes bem adultos). A parte de enredo, com uma conspiração que envolve russos, muçulmanos, povos centro e sul americanos vários, e ainda uma invasão dos EUA à antiga, por baixo, como mandam as regras. Sim, falo do México. Sítio aliás onde há um senhor tiroteio. Ao longo do filme há vários, mas este é mais climático. Não descurando o lado feminino, há comoção, sentimentalismo qb, amizade, dedicação, patriotismos e mais algumas dessas lérias. Tentando não esquecer também as minorias, Act of Valor tem ainda uma forte componente homo-erótica, comum em películas que envolvem militares (especialmente «focas», porque andam muito tempo molhadas), em grande enfoque nos momentos de «descanso» dos soldados.

Bem vistas as coisas, podia ter visto o Ídolos. Ia dar ao mesmo.

domingo, maio 06, 2012

Mesrine: L'Ennemi Public N.° 1

IMDb | Sítio Oficial

Ok, agora sim, já percebo o encanto de Mesrine, que de Clyde não tem assim tanto Bonnie. Ele arranja maneira de escapar durante o próprio julgamento. Aliás, escapa da prisão mais uma ou duas vezes. Entra em esquadras mascarado, fingindo ser polícia. Dá entrevistas exclusivas. Tem bigode, barba, é careca, gordo ou magro, sem pêlos faciais... tudo mediante as necessidades. Não deixa de ser um gajo que rouba, mata e que, acima de tudo, habituou-se demasiado à atenção, mas percebo um pouco melhor o seu charme. Lá para o final mete-se com cenas de terrorismo e passa o limite da simpatia. Morre atempadamente de forma épica (não é spoiler, porque é a cena inicial da primeira parte), como aliás viveu.

Mesrine: L'Instinct de Mort

IMDb | Sítio Oficial

Nos anos 60/70 houve uma espécie de Clyde francês, aqui interpretado por Vincent Cassel. E muito que as pessoas gostavam (gostam?) de endeusar vilões, nestas alturas. O cavalheiro teve os seus 15 minutos de fama, pois eram um gangster à antiga. Pois roubava bancos. Pois tinha actos insanos, como atacar uma prisão para poder pagar uma dívida. Associado a Clyde havia uma Bonnie, mas este lado feminino da moeda tem menos destaque na história. Até porque não é como se fosse a mulher da vida do personagem de Cassel. Ainda houve umas quantas. Os meliantes não se ficaram por França. O casal chegou a fugir e ainda andaram algum tempo pelo Canadá, sendo capturados mais tarde nos EUA. É duma prisão canadiana que se dá a fuga e posterior ataque. É no Canadá que termina a primeira parte desta «biografia».

Sim, primeira parte. Há uma segunda.

sexta-feira, abril 20, 2012

The Other Man

IMDb

Pode parecer que tenho uma panca pelo Liam Neeson. Por acaso não tenho. Podia ter. O homem foi o mestre do Obi-Wan Kenobi. Para além de outras coisas fixes. E hoje em dia farta-se de dar porrada, o que também é positivo. Mas não tenho panca pelo irlandês. Calhou ver este filme. Apanhei-o algures no outro dia. Estranhei ter-me escapado algo com um elenco tão interessante. Afinal fazia sentido. O filme é horrível.

Neeson e Laura Kinney voltam a ser um casal aqui, depois de Kinsey e se calhar outros sítios que não sei, ou que não me lembro. Ele também aparece no Big C, mas aí mal se conhecem. Neste filme, Neeson descobre que ela tinha um amante. Dá-se o costume nestas alturas. Quer saber tudo. Investiga tudo sobre ele. Tenta saber os pormenores todos através dos pertences dela. Entra no computador dela. Imagina-os juntos. Fica obcecado com este homem que não sabia existir. Procura-o. Contacta-o em nome da mulher. Tem encontros com ele. Conhece-o. Não se comem, não. É pena. Talvez a história fosse mais interessante. Banderas, o «outro», é demasiado irritante. É suposto ser ruim. Tudo bem. Aceito. É o mau da fita. É suposto o público odiá-lo. Só que ele é mesmo odioso, ponto final. O que levanta a questão: porque raio é que Linney se enrola com ele? E esse «pequeno» pormenor é o que faz com que nem o twist (óbvio) que guardam para o final tenha qualquer impacto, fazendo deste filme algo que não deve ser visto nem em noites de insónia, às quatro da manhã.

quinta-feira, abril 19, 2012

Vals Im Bashir

IMDb | Sítio Oficial

Não esperava nada disto. Nada mesmo. Não sabia o que esperava, em boa verdade. Já tinha o filme para ver há tanto tempo que já nem me lembrava da imagem do póster. Já não me lembrava que isto era em animação. Nunca soube (acho) que eram relatos de guerra. Pequenas histórias. Algumas pitorescas. Outras aterradoras. Histórias de sobrevivência. Histórias de vivências. Uma narrativa a tentar ser linear. Várias visões da guerra. Alguns ângulos diferentes. Tudo a dar o mesmo nó no estômago. Nada do que estava à espera.

domingo, abril 15, 2012

Ip Man

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É tão fixe descobrir coisas sobre um filme depois de o ver. Pensava eu que via apenas um filme de porrada. Segundo alguns, Ip Man é um dos melhores filmes de 2008. Juro que pensava que era por causa da porrada. Afinal é uma espécia de biografia dum mestre que ensinou uma variante de arte marcial, que ficou famosa. Essa fama deve-se, acima de tudo, ao mais famoso praticante: Bruce Lee. Conta a sua história que o dito mestre era um cavalheiro respeitado pela sociedade, com dinheiro suficiente que lhe permitia estar sempre a treinar. Vieram os japoneses invadir o país e metê-lo na pobreza. Ainda demorou (e esta parte fez-me confusão) mas lá arranjou um trabalho para conseguir alimentar a família. Pouco tempo depois já andava ao estalo com militares, em combates feitos em troca por arroz. Estas batalhas, principalmente a final com o general, ajudaram a incitar a revolta do povo chinês.

Há uma sequela, mas terá que ficar para depois.

quinta-feira, abril 12, 2012

Revanche

IMDb | Sítio Oficial

O protagonista é um cavalheiro rude, duro. Um homem a sério. Vivia à volta do mundo da prostituição, frequentando e trabalhando por lá. Volta ao campo, à procura de refúgio. Pára por casa do avô, já velhote, e ajuda-o a cortar uma porrada de madeira. Acaba por ser fortemente assediado pela vizinha, mulher dum polícia da cidade. Por muito bruto que seja (regra d'douro), ela só tem uma coisa na mente. Para ele é apenas uma atitude duma mulher que quer algo. Só não sabe é que o que ela quer é engravidar. Nem que seja por outro homem, já que o marido não o consegue fazer. Tem um objectivo nobre, portanto. Parece-me bem. O mais problemático é que o nosso protagonista foge da lei. Roubou um banco e perdeu uma namorada no processo. A prostituta por quem estava apaixonado e que iria salvar, tirando-a da má vida. Acabou por correr mal. Agora corta lenha e tem sexo com a mulher do homem que matou-lhe a namorada. Para provar que não é só em Portugal que se tem vidas difíceis.

terça-feira, abril 10, 2012

Entre les Murs

IMDb | Sítio Oficial

Poderá dizer-se que este filme foi um pequeno pesadelo. Por mais motivos dos que vou enumerar, porque por ser um pesadelo não estou para estar aqui a revivê-lo completamente. Que fique bem claro que em nada estou a dizer que foi um pesadelo por ser um mau filme. Foi sim um pesadelo porque quase toda a acção passa-se numa sala de aula com novos adolescente. Por «novos adolescentes» entenda-se seres que acabaram de entrar na adolescência e, como tal, são mais uns palermas que por aí andam neste mundo. Que fique também claro que não são só estes novos adolescentes que são palermas, mas todos os novos adolescentes do mundo, grupo do qual em tempos fiz parte. Hoje em dia já não sou um novo palerma, sou apenas palerma.

Dizia eu que voltar a uma sala de aula foi uma experiência horrível. Dou dois motivos assim de barato. Um: já não tenho paciência para salas de aula e aprendizagens. Não quero com isto dizer que não tenho que aprender. Longe disso. Muito longe mesmo. Uma coisa assim para lá de Budapeste. Ou mesmo depois. Já não tenho paciência. Sempre me foi difícil concentrar durante demasiado tempo. Hoje em dia até acho que tenho a atenção de uma criança de cinco anos. Menos ainda do que tinha aquando dos meus cinco anos. Custa-me ter que estar a ouvir alguém falar durante muito tempo. O que até me faz compreender estes miúdos que não se calam um segundo que seja e passam a vida a interromper o professor. Se bem que... Bem, isto leva-me ao ponto dois: faz-me sentir velho, pois claro que faz-me sentir velho. Demasiadas vezes ao longo do filme fui pensando coisas idiotas como «No meu tempo não era assim.» ou, pior, «Estes miúdos de hoje em dia são horríveis. Eu/nós não era/éramos assim.» Eu não quero pensar estas coisas. Isto são pensamentos de velho. É o que diziam os velhos, que seriam apenas velhos aos meus/nossos olhos na altura em que era um novo palerma. Ok e três (sim, afinal há um três (lembrei-me enquanto teclava e não me apeteceu reescrever o início do parágrafo)): os professores. Tive que estar a ver o lado deles. Tive que ver todo o espectáculo de martirização deles e não há paciência. Admito que seja trauma de miúdo, porque nunca gostei de professores (figuras autoritárias (por muito que me borrasse (borre) de medo dos meus pais)) e porque, pelos vistos, continuo a não gostar.

Salva-se um detalhe do pesadelo. Será aquele momento em que começamos a sonhar e ainda não nos apercebemos que é um pesadelo: um miúdo. Salvou-se um dos novos palermas. Não por ser menos palerma que todos os outros. Seria igualmente palerma. Nem mais, nem menos. MAS (grande «mas», aqui) este palerma em questão apareceu não uma, mas duas vezes, vestido com a camisola da selecção portuguesa. Seria filho de emigrantes portugueses em França, provavelmente, o que me deprime (confesso), mas não deixa de ser a camisola das quinas a aparecer. O meu sentido patriótico vem sempre ao de cima nestas alturas... apesar da selecção de futsal ter estado a jogar enquanto via este filme e não ter a mais pálida ideia de quanto ficou o resultado. Alguém sabe quanto ficou?

sexta-feira, abril 06, 2012

Okuribito

IMDb | Sítio Oficial

Melancolicamente saboroso, vá. Dou-lhes isso. É que não foi fácil ver Okuribito. Tive que fazer uma pequena pausa a meio. Não eram só as duas horas que intimidavam, era o tom lento da coisa. Estamos a falar dum rapaz que fugiu dos seus traumas para a cidade grande, para tocar violencelo. Não tendo pai, as inseguranças eram grandes e achava-se um traste em tudo. Quando a sua orquestra é cancelada, volta para a terrinha com o rabinho entre as pernas e uma esposa (c@br@?) a tiracolo. Que fazer da sua vida, tendo no currículo apenas música? Olha, porque não uma agência funerária? Não tanto na parte burocrática das flores e tudo mais, que isso é enfadonho. Mais a parte de lavar, pentear e maquilhar cadáveres. Isso sim é uma emoção a sério. Este processo lá para as terras de onde nasce o sol é um pouco diferente. O ritual é feito à frente da família do falecido. E devo dizer que é uma coisa bastante digna e feita com muito respeito. Sempre devagar e procurando não estragar a imagem da pessoa, mantendo-a sempre tapada. Sim, porque há gente que nem viva deve ser vista nua, quanto mais morta. Tudo acaba por ter um objectivo em Okuribito e isso é que é bonito. Melancolicamente bonito, vá.