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segunda-feira, janeiro 19, 2026

The Roses


Tenho memórias do... Espera. O Guerra das Rosas foi o original? Quer dizer, eu sei que é baseado num livro. Mas foi a primeira versão? Estou a falar do filme com o Danny DeVito. Não sei. Deixa ver.

OK. Ainda é mais confuso. Há uma data de adaptações. Mais ou menos. Não interessa. É como o DeVito diz. Este é «o meu Batman». A versão com o Michael Douglas no seu auge, a Kathleen Turner incrível. Essa é «o meu "Batman"». E, descubro agora, teve o Danny DeVito a realizar. Esta noite é só surpresas.

Dizia eu que tenho memória do filme de '89. Não de tudo. Alguns pontos chave, maioritariamente porque apareciam no trailer. E eu há trailers dos anos 80 que vi mais vezes do que mudei de cuecas na vida. Mas lembro-me da química entre os protagonistas. Lembro-me da comédia meio fora de contexto. Lembro-me da mudança da paixão para ódio. E, ao caminhar para o final desta mais recente versão, lembrei-me do final da de '89. E gostei mais desse final.

Roses tem dois actores deliciosos, que estão maravilhosamente bem juntos. Não têm a química de Douglas e Turner, mas são maravilhosos, encantadores, interessantes, inteligentes, etc etc etc. Não é a mesma coisa, mas é igualmente bom, suponho.

Gostei mais de Roses do que achei recentemente que ia gostar, mas menos do que inicialmente pensei. Faz sentido?

sábado, janeiro 03, 2026

The Night Before Christmas in Wonderland


Fomos demasiado ambiciosos. Sim, fomos ambiciosos ao querer ver um filme de hora e vinte, começando às 21h. Só acabámos agora porque o Mestre J. está outra vez numa noite complicada. Pelo meio, tanto eu como a minha senhora adormecemos.

Foi um bom filme? Talvez. Depende do que se quer. É para um gajo adormecer no sofá, descontraído da vida? Então é um óptimo filme. É para mais que isso? Talvez não.

Nunca saberemos ao certo.

quinta-feira, dezembro 11, 2025

Jingle Bell Heist


Estava mais numa de ver filmes de Natal ao nível dos recentes. A minha senhora, influenciada pela sua família e tudo o que é novo na Netflix, quis ver este. Não que eu não quisesse ver. Estava na lista. Mas Jingle Bell Heist tenta ser um «bom» filme de Natal. Não consegue atingir o objectivo na perfeição, mas esforça-se. Tem mais condições para o ser, pelo menos.

De resto, é um heist que passamos o filme todo a não conseguir acreditar que vá funcionar, apesar de sabermos com certeza que acabará bem. É tudo muito simples e previsível, até ao final que é algo surpreendente. Ao contrário de muito filme que por aí anda que gasta todos os seus cartuchos ao início, este reservou as partes mais inteligentes da história para o final. Tem isso a seu favor.

quarta-feira, novembro 26, 2025

All of You


Claro que o Brett Goldstein tinha de escrever um filme onde mostra, para toda a gente ver, que não tem um rabo peludo.

Tenho vários problemas com esta história. A começar pelo facto de que passa-se no mesmo universo de Soulmates, ou não fosse também escrito pelo tipo que escreveu a série. Pelo menos o filme é baseado num dos episódios, ou algo do género. Li algo na diagonal. Não aprofundei o assunto. Não merece assim tanto.

O principal problema é chamar a isto um romance. Porque é só a história duns miúdos que não quiseram estragar uma amizade, com medo de algo mais que pudesse ser. Porque não estavam - nem estão, em boa verdade - preparados para algo sério. Porque queriam era a palhaçada e as noitadas. Quando deram por ela, foi tarde demais. Ou então não. Talvez tenham o que queriam. A sensação dum romance trágico, o mais interessante de todos os «romances».

Mas o pior problema de todos os problemas foi mesmo ver o rabo do Goldstein. Era escusado. Por muito que confirme efectivamente que não é peludo.

segunda-feira, setembro 08, 2025

About Time


Acho que já expliquei isto. Eu vou ver este filme variadíssimas vezes. E não, não vou entrar em detalhes do filme. É um dos preferidos da minha senhora. Talvez O preferido. E eu também gosto muito.

Posso dar os detalhes do porquê de vermos agora. Estamos de férias. A minha sobrinha juntou-se ao grupo. Ajuda com os pirralhas. Acima de tudo faz companhia. Houve uma conversa sobre top 4 de filmes preferidos. Número estranho, bem sei. Não é gralha. E mais estranho é que não tenho um número quatro declarado. Os outros três foram fáceis de encontrar. About Time é mencionado pela minha senhora. A sobrinha nunca viu. Está no Prime. Bastam 2.99€ e temos um belíssimo serão, enquanto os miúdos dormem. Mais o valor das pizas, vá.

About Time não é o meu quarto filme, mas é maravilhoso.

sexta-feira, maio 16, 2025

SuperBob


Dois filmes numa semana? Insanidade.

Somos fãs do Brett Goldstein cá em casa. Tudo por causa do papel no Ted Lasso, claro. Entretanto vimos um stand up do rapaz, e tínhamos este filme na calha. Escusado será dizer que... É melhor ficarmos pelo Ted Lasso.

O cavalheiro tem piada. Disso não haja dúvida. Mas acho que é piada de ensemble. Ele sozinho em palco, ou sendo protagonista dum filme, não é suficiente.

SuperBob é engraçado. Muito naquele registo de coisas britânicas simples e tolas. Funcionou como entretenimento.

domingo, março 16, 2025

Picture This


Este filme é o Five Blind Dates.

Quando digo isto, não quero dizer que é tipo o FBD. A premissa e desenrolar, a história, tudo é exactamente o mesmo. Cinco dates para encontrar um marido, para que obtenha dinheiro para salvar o negócio a falir. Difere no país. FBD passava-se na Austrália, este em Inglaterra.

Como pôde isto acontecer? Como é que o permitiram? O estúdio é o mesmo. São ambos filmes Amazon. O primeiro terá tido sucesso. Decidiram fazer uma versão «melhor». E eu acabo a ver o mesmo filme duas vezes.

Eu nem gostei assim tanto à primeira!

sábado, fevereiro 08, 2025

Tetris


Isto ele há coisas esquisitas. Quem diria que um filme sobre o Tetris (sim, o jogo) seria uma intriga política. Claro que está tudo excessivamente extrapolado. Porque, lá está, uma história, apenas sobre as negociações sobre os direitos deste jogo, não seria a coisa mais fascinante de se ver.

Apesar de toda a fantasia, o filme é interessante e ficamos «agarrados» durante duas horas a ver nerds lutarem por um jogo muito básico. Duas horas não é nada. Passei muito mais tempo a jogar o raio do jogo.

Terminando com mais uma esquisitice, a narrativa passa-se quase toda na Rússia e no Japão, mas foi tudo filmado na Escócia. Esse sítio diversificado, arquitectonicamente falando.

domingo, dezembro 22, 2024

That Christmas


Eu sabia!

Não tinha qualquer noção da história. Não sabia elenco. Não sabia nada do filme. Mas sabia que seria o melhor filme de Natal deste ano. Os melhores são sempre animação. Porque conseguem combinar sempre muito bem a parte doce de família, com a magia do Natal.

Não me enganei. Ia chorando. Chorando! Lágrimas a sério. Aguentei-me pela vergonha incutida de que «homem não chora». Era estar sozinho e ias ver. Era baba e ranho pelas mangas abaixo.

quarta-feira, dezembro 18, 2024

Jack in Time for Christmas


Quando não se tem assim tanto talento, usa-se os amigos para fazer coisas. Whitehall usa uma desculpa esfarrapada e um guião parvo para fazer uma data de coisas fixes e chamar-lhe um «filme de Natal».

Também não é assim tudo tão mau. Tens uns momentos engraçados, bastante à custa dos convidados. Acho que apenas sinto-me enganado porque estava à espera de algo diferente.

segunda-feira, dezembro 02, 2024

We Live in Time


Ora viva. Já há algum tempo que não havia tempo, ou talvez até paciência, para ver um filme. Tendo em conta que já estamos em Dezembro, um filme totó de Natal teria feito mais sentido. Em vez disso vimos esta depressão em formato cinematográfico. Tudo porque a minha senhora, como muita mulher que para aí anda, gosta mesmo é de histórias trágicas se, porventura, conseguir chamar-lhes românticas também. Qual é a cena? Sim, eu sei que o mais provável é um casal acabar em divórcio. Mas a alternativa tem de ser morrer uma das pessoas, ou mesmo as duas, para que seja amor verdadeiro?

E porque passou Garfield o filme todo com os olhos a lacrimejar? Foi como se, antes de cada cena, tivesse visto o fim do Marley & Me. Sempre. Tipo preparação. Mesmo enquanto tinha pela frente os seios de Pugh. Estava sempre a lacrimejar.

Foi uma direcção de cena esquisita.

sexta-feira, outubro 25, 2024

And Mrs


Aisling Bea não acredita no casamento. Respeito isso. Ajuntou-se ao Colin Hanks, quiçá numa tentativa de aproximação ao pai deste. Entendo. Aturou-lhe o excessivo romantismo. Todos temos cruzes para carregar. Aceitou relutantemente casar. O que tem de ser tem muita força, suponho. O rapaz morre e ela passa a não querer mais nada que não casar com ele. (...)

Quem sou eu para julgar? Quem é alguém para julgar? Todos fazemos o luto de forma diferente. Problema é quem não o faz. E a moça precisou disto e da ajuda da Billie Lourd para lidar com o trauma. E ainda bem que tiveram uma à outra.

PS - A Carrie Fisher é avó! Não sabia. Sei pelo filme, já que Lourd está grávida durante. Eu não estou a chorar. Tu é que estás a chorar!

sábado, agosto 03, 2024

Wicked Little Letters


Continuando na profanidade, passamos do Deadpool para inocentes senhoras, dum passado já algo distante, a praguejarem como se não houvesse amanhã. Devo dizer que esteve ao nível, em termos de entretenimento.

Não sou o maior fã de ficção baseada em factos verídicos, mas uma história sobre a polémica duma punhado de cartas insultuosas ter merecido a atenção de toda uma nação, devo confessar que isso tem piada.

Para além de humor e uma parte de interesse, tem ainda um elenco de referência. Tudo misturado dá um serão bastante aprazível.

sexta-feira, junho 07, 2024

How to Date Billy Walsh


Continuando nesta senda de romances adolescentes temos mais um, desta feita disponível na Amazon Prime.

Tem umas cenas engraçadas de «quebrar a quarta parede» (não soa tão bem em PT e aposto que há outra forma de o dizer), o elenco é genericamente divertido, e é muito bonito. Esteticamente. Bons cenários, tudo muito elegante e elaborado.

Posto isto, traz alguma coisa de novo? Não especialmente, mas não deixa de ser um formato engraçadito, que funciona.

sexta-feira, maio 31, 2024

About Time


Acabo um mês com poucos, mas com os tais prometidos «grandes» filmes. E acabo com o maior deles todos.

About Time não é para toda a gente. Longe disso. Disse-o logo na primeira vez que o vi. Eu gosto muito do filme. Continuo a gostar. Veja-o uma, ou mil vezes. O personagem de Bill Nighy usou a habilidade de viajar no tempo para ler. Para ter tempo para ler todos os livros. Para ter tempo para ler os melhores várias vezes. Eu voltaria atrás, vezes e vezes sem conta, para ver este filme. Organizaria todos os detalhes do dia para que fosse um visionamento perfeito. Vezes e vezes sem conta.

E viveria várias vezes o dia em que o Benfas foi tetra. Também há isso.

sábado, maio 25, 2024

The Ministry of Ungentlemanly Warfare


A expressão «baseado em factos verídicos» é bastante simples e clara. É só baseado em algo. Não é, de todo, o que aconteceu. A narrativa é trabalhada para bater em algumas teclas base e funcionar noutro «formato» que não a realidade. Neste caso, na sétima arte.

Em nem consigo conceber que seja baseado em alguma coisa minimamente próxima de algo que tenha acontecido. Via o filme e tudo pareceu-me impossível. Chegou ao ponto de começar a não acreditar que barcos andam na água. Mesmo tendo estado em alguns há pouco mais duma semana. Sim, chegou a esse ponto. Porque tudo o que acontece neste filme é para lá de estapafúrdio.

Também é particularmente divertido e grande entretenimento. Gostei muito.

sexta-feira, abril 19, 2024

The End We Start From


The End We Start From é um Children of Men sem tiros. E com muitas mais crianças.

Para mim, este filme foi aterrador. Se já com casa, dinheiro no bolso, comida, aquecimento, água, brinquedos, telemóvel, roupa, um tapete almofadado gigante, a minha senhora, Internet, camas, o gato para distrair, se já com tudo isto é difícil viver com uma criança, então sem nada destas coisas...

Ui!

É vir um qualquer apocalipse temporário, da treta, e eu estou fora. Desisto logo ali à cabeça. Nem tento. Já ir de férias parece-me um desafio impossível, quanto mais isto. Não. Nem pensar!

quarta-feira, janeiro 24, 2024

Greatest Days


Ter a Aisling Bea a fazer um musical, e não comédia pura, é como ter batatas e cozê-las, não fritá-las.

A verdade é que vi este filme apenas e só porque tem Aisling Bea. Valeu a pena ver um musical, baseado num musical teatral, baseado em músicas dos Take That?

É giro. É emocional. Tem as suas cenas bonitas. E está muito bem construído. Mas não. Foi horrível? Não. Mas podia ter passado o resto da minha vida sem o ver. Não morria por isso.

terça-feira, janeiro 23, 2024

Next Goal Wins


O fair play, ao contrário do que o outro dizia, não é uma treta. É uma coisa extraordinária. E o fair play deste povo é enorme. Eu já tive vontade de ficar na cama com derrotas de 1-0 do meu clube ou selecção. Esta malta sofreu a maior derrota do futebol internacional, levaram 31 batatas, e mesmo assim expõem-se num documentário e neste filme, realizado pelo tonto do Waititi!

Lá está. Muito fair play. Respect!

sábado, janeiro 13, 2024

Polite Society


Belíssima mistura de filme Bollywood com uma história clássica de irmã mais nova proteger a mais velha duma relação tóxica, onde o marido quer implantar nela um clone da própria mãe.

Reitero o que disse: história clássica.