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segunda-feira, julho 22, 2024

Drop Dead Fred


Como a própria personagem da Phoebe Cates tinha esquecido o seu amigo imaginário de infância, também eu tinha esquecido este filme. Até que ouvi falar do mais épico episódio de How Did This Get Made, e até que o ouvi (não foi fácil).

No episódio o painel esteve dividido. Uns achavam que Fred, e a própria Phoebe, eram personagens execráveis. Outros diziam que foi Fred a salvá-la. Eu ia lembrando-me de detalhes. Porque vi o filme um par de vezes, em miúdo. E de bem mais lembrei-me, ao ver o trailer. O certo é que o episódio foi tão divertido que houve vontade de rever o filme. Mesmo que uma das coisas que me tenha lembrado era de que não tinha gostado assim tanto. Fiquei com a impressão, mas não a certeza, de que Fred era um idiota.

Confirma-se essa parte, quase na totalidade. Ele redime-se no final, convém dizer. E tenho ainda de admitir que há demasiados momentos que marcaram-me. Não é algo bom. Para um "filme de «miúdos», houve aqui cenas que fizeram-me crescer um pouco, demasiado cedo. Não fiquei traumatizado, mas...

De qualquer modo, a parte de humor, que supostamente o filme pretende ter, não é assim tão engraçada. E não, não é para miúdos. É para adultos encalhados e infelizes, que tentam ser crescidos à força, quando não há necessidade nenhuma disso. Para eles será um filme perfeito.

domingo, dezembro 31, 2023

The Muppet Christmas Carol


Ainda estamos numa de filmes de Natal, apesar de faltarem apenas pouco mais de três horas para que o ano termine. E por esta área continuaremos, até ao dia dos três outros. Porque todos os dias descubro mais filmes de Natal para ver. Uns melhores que outros.

Tenho apanhado em muito lado a questão de Caine ter feito um papel sério neste filme. E como isso tornou o filme melhor. Ou mais esquisito. Depende das opiniões. Não me tinha apercebido deste detalhe, quando há muito vi o filme (várias vezes). Fiquei curioso e com vontade de rever. É um não assunto. Ele faz um papel sério, normal. Que era suposto o homem fazer? Interpretar um marreta?

Se fossem necessárias mais justificações para este visionamento, a minha senhora não tinha visto este clássico. Uma falha tremenda, de fácil resolução. Foi giro de se ver. Se bem que as músicas... As músicas são sempre difíceis de aguentar. Mesmo cantadas por bonecos adoráveis.

Bom ano!

domingo, março 19, 2023

White Men Can't Jump


Formas modernas de ver, ou escolher, que filme ver. Em especial os antigos.

Andava a ver a segunda temporada duma série, que saiu o ano passado. Não vale a pena referir o nome, dado que apenas a primeira temporada vale a pena. Nesta série aparece a Rosie Perez. Devo ter pesquisado o perfil dela, para ver que mais tem feito. Pimba! Apanharam-me.

Nos dias seguintes aparece-me um artigo no Facebook sobre este filme. Uma lista de factos curiosos. Lá veio a nostalgia e, com ela, vontade de rever. Pesquiso onde posso fazê-lo. Está na Disney+. Adiciono à watchlist. Passa a ser apenas uma questão de tempo até ter uma tarde molenga de domingo. Não que vá ter muitas mais tão cedo, se alguma. Foi aproveitar e ver já, enquanto é tempo.

Soube-me pela vida. Ainda é um belo exemplar cinematográfico, dessa década maravilhosa que foram os anos 90.

quarta-feira, março 01, 2023

The Best Man


Tinha este filme em melhor consideração. Espera. Será mais justo dizer que o filme não envelheceu nada bem. Está repleto de testosterona e atitudes muito incorrectas em relação a sexo e ao sexo oposto. Por exemplo, há esta fala: «there's nothing better than p#ssy, except new p#ssy». Se estivermos a falar de gatos, OK. Tirando isso, é só cringy. Aos olhos de hoje.

Pois aos olhos dos anos 90, Best Man foi um grande projecto. Dê por onde der, tem um excelente elenco, tratando ainda de temas universais como amor e amizade. O problema é a linguagem... E os homens serem todos engatatões e só quererem «comer g@j@s». Já lá vai o tempo. E depois há a questão do personagem principal ter escrito um livro onde revela que dormiu com a noiva do melhor amigo, de quem é padrinho de casamento. Não é muito esperto, certo?

Porque estou a rever este filme em particular? Porque lançaram uma mini-série há pouco tempo, que é uma espécie de terceiro filme. E tanto o primeiro como a mini-série estão na SkyShowtime. Mas não o segundo filme, vá-se lá saber porquê. Decidi rever, mais que não seja para testar o serviço.

domingo, fevereiro 19, 2023

Galaxy Quest


Andava com vontade de rever este filme há algum tempo, mas a verdade é que não o encontrava em nenhum dos serviços de streaming. O que faz-me muita confusão. Não tanto este, mas há para aí tanto filme clássico que não se encontra facilmente. É absurdo. No meu entender há uma lista de filmes - que sim, ainda é considerável, mas atingível - que deveriam estar sempre disponíveis. Sempre. Porque são aqueles filmes que num dia mais parado, mais mortiço, mais enfadonho, mais «chato», queremos sempre ver. De qualquer modo, por coincidência, apercebi-me esta semana que o serviço de streaming SkyShowtime está disponível. Já há algum tempo, em boa verdade. Só soube agora. E foi por acaso, ao ler o post de alguém a reclamar com a decisão da Netflix, de não permitir mais a partilha da password.

A péssima decisão de uns é a benesse doutros. Como essa pessoa, como eu farei no futuro - quando a decisão idiota chegar onde estou - e como muitos, todos procuraremos alternativas à Netflix. Para mim tudo bem. Há bastante tempo que digo que a Netflix é o pior serviço que tenho. Em termos de conteúdo e decisões editoriais. Para mim, HBO e Disney+ são melhores. Não posso dizer o mesmo de SkyShowtime. Pelo menos não ainda. O catálogo é muito curto. As legendas estão demasiado acima, ficando à frente da imagem. E têm um sistema absurdo de interromper os créditos dum filme para meter um outro qualquer a dar, que eu não pedi para ver. Não está sequer na minha lista. E estes são os defeitos que apanhei só de ver um filme. Mesmo asism acho que o serviço tem muito potencial. Basta meterem mais conteúdos de Peacock ou Sky, mesmo fundo de catálogo, e os cinco euros por mês passam a ser peanuts.

Sobre o filme, continua a ser fixe de se ver. Muito inteligente e marcante para uma geração e momento na história do cinema. Elenco óptimo e muito humor e emoção. Só achei fraco o papel de Weaver. Ela até goza que fazia pouco na série fictícia, e depois acaba por fazer pouco no próprio filme. Apenas propagou o clichê da personagem feminina na ficção científica. Foi uma oportunidade perdida. Tirando isso, gostei muito de rever este filme.

domingo, janeiro 01, 2023

Star Wars: Episode I - Phantom Menace


Acabámos o ano anterior da melhor forma. Começamos o novo da... forma.

Não há justificação para este filme ter duas horas e tal. Bastava cortar dois terços das cenas (inúteis) com o Jar Jar, por exemplo. Assim como, até ao dia de hoje, não percebo porque foi o Anakin interpretado por um miúdo tão novo. Torna toda a relação com a Padmé ainda mais esquisita.

Posto isto, custa-me muito menos ver este filme hoje em dia. É moroso, sim, mas saber mais dos vários personagens ajuda. Qui-Gon já não é, para mim, apenas um tipo que apareceu e morreu neste filme. Sei mais da sua história, à custa das séries de animação. Sei mais da sua importância para o todo. Sei também o que vai acontecer a Maul, por exemplo, e isso dá-me outro conforto que na altura não tive. Quando vi Menace pela primeira vez fiquei apenas frustrado, porque achei o personagem desperdiçado.

Bem, o saldo é positivo, mas não tenciono perder mais tempo neste post. Aprendamos com os erros de Lucas e não estiquemos coisas desnecessariamente.

quinta-feira, dezembro 29, 2022

Drop Zone


Dois filmes de 100 minutos, com um actor popular de acção de então, guitarradas na banda sonora, um vilão de cabelo oxigenado, e um mesmo gimmick qualquer da moda. Ambos saíram em 94, com três meses de diferença. Então terá sido a primeira instância em que reparei num dos grandes fenómenos de Hollywood: dois filmes iguais, de estúdios diferentes.

Acontece montes de vezes. Um estúdio tem uma ideia. Outro sabe dela e copia. Ou um estúdio tem sucesso com um filme específico e todos os outros fazem as suas versões. Ou, pior, há um qualquer caso mais mediático, ou uma moda que pega durante um bocadinho, e lá vão eles a correr aproveitar a onda. É aqui que se nota a falta de originalidade desta gente. Nos anos 90 houve muitos filmes sobre desportos radicais. E quase todos foram «excelentes», claro.

Drop Zone foi qualquer coisa. Tinha o Terminal mais presente. Este foi um chorrilho de disparates e exageros praticamente desde o primeiro segundo. Atenção que no Terminal há uma ameaça de nova Guerra Fria, impedida pelas acções do Charlie Sheen, um paraquedista de profissão. Mas, mesmo assim, estou a dizer que Drop Zone, onde Snipes é um US Marshall que anda atrás dum gangue de paraquedistas hackers que mataram o seu irmão, é mais exagerado.

No meio de mais tontices do que consigo enumerar, o que chocou-me é que Snipes não luta nada de especial. Tinha ideia dele ser bom nas cenas de porrada, mas afinal não. Fui um adolescente com percepções demasiado limitadas. Mais do que pensava.

Terminal Velocity


- So you think she misrepresented her actual abilities.
- I think she did for bullshit what Stonehenge did for rocks.

Não sabia, mas todos os dias sinto falta da poesia dos anos 90.

Pois que não tinha para aqui mais «filmes de Natal», mas não só deste género vive a época. Esta altura do ano é também dos clássicos. Tenham ou não a ver com árvores decoradas. Não será para todos, mas Terminal Velocity é um clássico para mim. O filme emana a anos 90, em todo o mau sentido que dá a volta e passa a ser bom.

O Charlie Sheen tem um penteado à Elvis, faz saltos de paraquedas como profissão, é quase acusado de homicídio involuntário tendo sido incriminado por uma espiã russa, rouba carros, destrói e invade propriedade privada e mata efectivamente uma malta. Mas, como evita que os EUA e a Rússia entrem novamente numa Guerra Fria, depois de impedir um golpe de estado duns mafiosos Russos, lá ganha uma medalha de distinção do eterno inimigo Norte-Americano.

Já não se fazem filmes como antigamente. A sério! Não o digo da boca para fora. Porque é que já não há filmes em que um comum cidadão evita guerras e saca a miúda no fim? Gastaram-se os guiões todos nos anos 90? Bem... Talvez. A verdade é que este não foi o único filme de acção com paraquedas, que saiu em 1994.

sábado, abril 02, 2022

Lethal Weapon 4


E assim termina... Não termina nada! O próximo está em pré-produção, a ser realizado pelo próprio Mel Gibson. Vai acontecer? Talvez. Ainda é cedo para dizer. É provável. A carreira desta malta não tem sido propriamente um sucesso, no passado recente. Muitos estão longe da ribalta há algum tempo. Tirando o Chris Rock, que tem estado nas notícias não pelos melhores motivos.

Coisas que aprendem-se com os Lethal Weapon:
- Há muita, mas muita criminalidade em Los Angeles. De todos os tipos, desde diplomatas com imunidade, ex-polícias ou «simples» gangues.
- É demasiado fácil andar de helicóptero na cidade. Qualquer vilão tem um, completo com piloto e capangas, pronto para andar por aí aos tiros. Pelo menos nos anos 80 e 90. Depois veio o Bush e suponho que a economia já não permitiu estes luxos aos meliantes.
- Tudo o que o Murtaugh tem, tem de ser destruído. Carro da mulher, casa, roupa, barcos... Tudo!
- Toooooooooooooooda a gente sabe onde o Murtaugh vive. E mesmo com todos os vilões a irem lá parar, semana sim semana não, a família recusa-se a mudar.
- Riggs sabe «artes marciais» mas nunca o vemos a praticar grande coisa. Aliás, arriscaria a dizer que foi aqui que inventaram os planos fechados e cortes rápidos, para não se perceber o que acontece. A carreira do Liam Neeson agradece.
- Há sempre forma de meter um carro a conduzir-se sozinho. É, aliás, a estratégia mais eficaz para apanhar meliantes desprevenidos.
- Sendo buddy cop movies, até que têm muita mensagem política, a ser passada maioritariamente pelo personagem de Murtaugh.

Ou seja, os Lethal Weapon são muito mais que um dos pontos mais altos do género «buddy cop movie». Por muito que Riggs e Murtaugh sejam os poster children para personagens principais deste tipo de filmes.

Vós nunca serão velhos demais para fazer estas m€rd@s, meus caros. Nem eu para as ver. E ainda bem.

Lethal Weapon 3


Estes dois não podem parar em lado nenhum, que acontece logo... crime! A sério. Sempre que os dois vão a algum lado, ou simplesmente andam na rua, deparam-se com um qualquer crime. Ou são muito azarados, ou há demasiada criminalidade em LA.

Porque é que um terceiro filme é o meu preferido? Bem, primeiro é preciso lembrar como é que as pessoas tinham conhecimento dos filmes, antigamente.

Antes de haver campanhas online, havia simplesmente o trailer, que aparecia nos sítios possíveis. Na televisão, claro. Havia até um período reservado para trailers dos filmes no cinema. Sim, porque os trailers passavam quando os filmes estavam no cinema ou prestes a estrear. Não havia cá teasers, meses antes. Depois tínhamos os trailers antes dum filme, na sala de cinema. Esta estratégia não evoluiu muito. E, por fim, quando os filmes entravam em circulação de vídeo, os trailers apareciam da secção «brevemente», no princípio das cassetes. Mesmo formato que num cinema, com a diferença que dava para fazer fast forward aos que não prestavam.

Eu teria acabado de tornar-me adolescente quando LW3 saiu. Não acredito que tenha ido ao cinema ver. Logo, vi em casa, em cassete, quando apareceu no vídeoclube. E terei visto e revisto o trailer milhentas vezes, antes disso. Há falas que ainda sei de cor, à custa disso.

Neste terceiro «episódio» tudo é incrível. A química entre os velhos personagens. Um vilão de bigode. A acção disparatada. A demoção que não faz sentido algum. A liberdade que têm para fazer o que lhes dá na telha. E Rene Russo a começar o auge da sua carreira, a mostrar que as mulheres em cena não eram só donzelas a precisar de ajuda.

Que bela experiência cinematográfica foram os anos 90.

Lethal Weapon 2


Estava a falar a sério. São quatro e vão todos de enfiada hoje. Dito desta forma soa um bocado... Falo de filmes. Os quatro Lethal Weapons. Conto vê-los todos hoje. Abençoada HBO Max.

E se são divertidos. Esta sequela... Eles sabiam o que estavam a fazer. Pegaram no que funcionou no primeiro - quase tudo - e acrescentaram mais umas coisas. Uma delas sendo o inesquecível Leo Getz, de Pesci, que é, apenas é só, mais uma incrível faceta deste notável actor. E Gibson apresenta melhorias em termos de sotaque, vá.

Ainda a missa vai no adro. Venha de lá o terceiro, que poderá mesmo ser o meu preferido.

sexta-feira, abril 01, 2022

The Joy Luck Club


Um filme dos anos 90 com um elenco quase todo de origem ou ascendência Asiática. À partida são todos de ascendência Chinesa, mas não fui confirmar e não quero assumir. Acredito que sim. O filme tem uma base cultural muito forte. Foi feito por pessoas que, por certo, respeitam essa mesma cultura e o material de origem do filme.

Joy Luck Club tem um nome que, no meu entender, é mais virado para algo humoroso. Não podia estar mais longe da verdade. É uma história íntima e pessoal, de oito mulheres. Duas gerações. Quatro mães mais respectivas filhas. Os pontos em comum e os muitos pontos diferentes. São próximas e com muitos traços de personalidade iguais ou semelhantes, mas os respectivos passados são diferentes. As mães nasceram todas na China e, de melhor ou pior forma, viajaram para os Estados Unidos, onde criaram as filhas.

Uma data de segredos que não se contam, mesmo aos mais próximos. Mas que nós, enquanto espectadores, ficamos a saber. Porque sempre dá algum peso à narrativa. Giro ver Ming-Na há mais de 20 anos e como está praticamente igual. Incrível!

sexta-feira, março 04, 2022

Groundhog Day


Isto anda fraquinho no blogue porque o mundo não nos dá assim muita coisa interessante para ver. Pelo menos aos meus olhos. Ando sem vontade de ver o que tenho em carteira. Acho que tem sido bastante óbvio, com os (cada vez mais) constantes revisionamentos. E aqui entra Groundhog Day, o clássico filme,a referência maior para todo um género. Género esse que anda popular, hoje em dia, com séries e filmes a repetirem (no pun intended) o enredo de estar preso num loop eterno.

Sobre o filme em si, não tenho grande coisa a dizer. É óptimo. Quem nunca o viu, talvez devesse ver. Se bem que, para quem não teve interesse até agora, talvez não seja o melhor filme. Todos nós que conhecemos e gostamos, já o vimos mais que um par de vezes, por certo. O que tem sempre piada, de repetir algo que repete-se por si só. Mas a verdade é que não me lembrava de tudo do início, antes do loop começar. É curioso. Vi e revi várias vezes todas as cenas do meio. Sei falas de cor. Só que aquele início «normal»... Tinha praticamente zero memória. É curioso.

Um outro detalhe fixe do filme, que descobri há pouco tempo, é a maneira como filmaram. Ramis, conhecendo a forma como Murray é e como trabalha, sabendo perfeitamente que o amigo e colega é como os miúdos e cedo farta-se dum «brinquedo», ficando birrento, decidiu gravar o filme do fim ao princípio. Assim começou com as cenas em que o personagem de Murray estava bem disposto, acabando a produção com as primeiras cenas do filme, em que Murray era um traste insuportável.

Os génios não são só os que criam, mas também os que sabem lidar com os outros génios, tirando o melhor deles. Grande Ramis.

quinta-feira, fevereiro 03, 2022

Next Stop Wonderland


A nostalgia continua. Filmes românticos com Hope Davis também. Será que vi uma lista de filmes dos anos 90, ou uma lista de filmes com ela? Foi de lá que saquei os nomes dos últimos vistos. Mas já não faço ideia onde «lá» é, por muito particular e especial que seja.

Philip Seymour Hoffman acaba a relação com Davis, numa atitude que fará tanto sentido como maior parte das decisões do meu clube, nos últimos anos. Agora que penso no assunto, isto poderá não ser só uma coincidência. Os anos 90 foram repletos de magníficas decisões também, ao nível do que está a acontecer. Mas, voltando ao filme, Hope decide ficar sozinha por um tempo, pois não acredita em destino, relações ou sequer no amor. Até que conhece um cavalheiro, na última cena do filme.

É assim que sabemos que é amor a sério, do verdadeiro. Não precisa ser visto. Quer dizer, era fixe ver um bocadinho da relação que o filme insinua o tempo todo. Só naquela. Terá sido por isso que as pessoas terão comprado bilhete para ver. Não?

quarta-feira, fevereiro 02, 2022

Safe Men


Não sei. Suponho que esteja a ter uma crise de (quase) meia idade. Ando a repescar filmes dos anos 90, à procura de... Sei lá. Conforto. Tentar ver tempos mais simples, suponho. Pelo menos para mim. Os 90s tiveram muito de problemático, como qualquer década. Claro.

Não tenho ideia de ter visto Safe Men, na altura. O que é estranho. O elenco é qualquer coisa. Ruffalo, Zahn, Giamatti, Rockwell e ainda Dinklage num papel secundário, mas sempre com pinta. Acontece que, afinal, não perdi grande coisa. Dizer que o enredo é absurdo é ser bastante simpático.

The Daytrippers


Hope Davis - essa estrela dos anos 90, entretanto quase esquecida -, descobre uma carta de amor supostamente dirigida ao marido. Num acto natural para algumas pessoas (insanas, no meu entender), Hope envolve toda a família. Mostra-lhes a carta e procura explicações possíveis ou, pelo menos, verosímeis. Decidem confrontar o marido. Vivem nos subúrbios e ele trabalha em Nova Iorque. Vão passar um dia à cidade, os pais, ela, a irmã e o namorado da irmã, que escreveu um romance onde um tipo nasce com uma cabeça de cão, com muito para dizer sobre a sociedade.

O filme tem alguns momentos curiosos e surpreendentes. Em especial no final. Hoje em dia seriam ocorrências banais mas, para finais de anos 90, não estavam nada maus.

sexta-feira, janeiro 28, 2022

The Matrix


Para poder ver o novo, «alguém» quer ver os anteriores. Vá. Seja.

Uma das coisas giras destes filmes tornarem-se «a cena» são as histórias que entretanto a malta vai descobrindo ou analisando. Por exemplo:

- Nos primeiros 45 minutos o Neo tem 80 falas. Mais de metade (44) são perguntas. Foi uma coisa que o estúdio exigiu, que o filme tivesse muito diálogo expositivo, porque aparentemente ninguém percebia o guião.
- É há muito sabido que Will Smith recusou o papel de Neo para fazer o Wild Wild West. O próprio falou sobre a recusa numa entrevista recente. Ele reuniu com os realizadores, na altura, e o pitch foi uma completa insanidade. Smith não percebeu nada e disse que não. Como é óbvio. Parece que era um «guião imperceptível», que andava a ser vendido em Hollywood há algum tempo.
- Ainda na influência do estúdio, o personagem de Switch era suposto ser uma mulher no mundo real e um homem na Matrix. Que estranho não terem aceite tal coisa em 1999.

Há muitos mais detalhes fixes. Matrix foi um mundo criado. Tanto ficcionado, como real. Logo é natural haver milhentas coisas interessantes. Mas querem saber mais, vão a uma cena chamada «google». Comecem por aí. É que ainda tenho três filmes para ver.

sábado, janeiro 22, 2022

The First Wives Club


Este filme tem tanta gente famosa. Até mete impressão. Como exemplo, o J.K. Simmons aparece para dizer três falas, e o personagem nem tem nome. É só «agente do FBI».

Depois, quem é que tem coragem para cantar com a Bette Middler? A Goldie Hawn dou o desconto. A mulher emana confiança e não podia estar mais a marimbar-se. Mas a Diane Keaton? Safou-se bem, claro. Mas qualquer uma das duas mostrou mais coragem neste momento, num mindinho, do que todo o plantel do Benfas numa qualquer ida ao Dragão.

Por fim, qual é a cena da Middler com trios? Foi uma fórmula dos anos 90? Há mais que um outro exemplo. Não estou a exagerar. E o engraçado aqui foi ter reencontrado a Sarah Jessica Parker, desta vez como rival. Tem piada para mim, porque vi o Pocus há pouco tempo. Mas tem alguma piada.

quinta-feira, janeiro 06, 2022

The Rocketeer


Foi um final de ano / início doutro algo atarefado. Só ao sexto dia sento-me no sofá, para fazer algo que dá-me muito gozo.

Não podia ser qualquer filme. Tenho alguns fixes na calha para ver. Mas nada parecia querer ser «o primeiro do ano». Recorri às listas do que quero rever, dos serviços de streaming que tenho. No outro dia saiu num artigo Rocketeer, como um dos bons filmes que teve insucesso nas salas de cinema, imerecidamente. Quando o vi, em miúdo, não sabia nada disto. Para mim, Rocketeer foi simplesmente um divertido filme de acção (ainda por cima baseado em BD) com a incrível Jennifer Connelly.

Com os olhos cínicos de hoje em dia, Rocketeer tem muitos problemas de história. Mas não deixa de ser triste que não tenha tido sucesso comercial no passado. Continua a ser um óptimo visionamento, assim como uma boa maneira de estrear o ano cinematográfico.

sábado, novembro 06, 2021

Quick Change


Ao contrário de outros actores ou realizadores, neste momento não tenho uma lista de filmesa antigos de Murray para rever. Quer dizer, revia os dois Ghostbusters agora. Sem hesitação alguma. Mas isso é outra conversa.

Tinha Quick Change e o anterior em lista, por um qualquer motivo. Terão aparecido algures e fiquei com vontade de rever. O curioso é que cada filme mostra um dos dois lados mais conhecidos do actor. Em Bob é um tipo insano, alguns até diriam «genialmente insano». Em Change temos o Murray «pintas», sem cabelo longo para os lados. O gajo mordaz e inteligente, que consegue mulheres demasiado bonitas para ele. Hey, digam o que disserem das escolhas de vestidos da moça, Davis era e é um espanto de mulher!

Gosto mais deste lado de Murray, confesso. É este papel que faz nos meus filmes preferidos com ele. Mas Change está longe de ser um desses. O personagem de Murray e os seus cúmplices vão «tropeçando» de cena em cena, naquilo que parece ser a fuga dum assalto a um banco mais tola e fortuita de sempre. Acaba por ser apenas uma história pouco interessante, com um par de momentos pitorescos.