sexta-feira, abril 17, 2020

The Invisible Man


Elizabeth Moss parece ter arranjado um registo porreiro de «vítima», para fazer carreira. É bom. Porque Moss tem bastante mais que isso. Passa facilmente de vítima para sanguinária, com um toque de psicótica. É assustador e fixe ao mesmo tempo.

Invisible Man foi uma alegre surpresa. Para mim e para muita gente. Foi mais um dos que sofreu com o fecho dos cinemas, mas até conseguiu atingir excelentes resultados até então. Com um orçamento pequeno, o filme preparava-se para atingir lucros invejáveis. Mais ainda. A mim surpreendeu-me porque conseguiu apresentar uma trama interessante, mais desenvolvida do que apenas o personagem principal. Convenhamos que ser invisível é uma ideia engraçada, mas não tem assim tanto para onde ir.

Esta versão é uma mistura das histórias que conhecemos do personagem, com o Sleeping with the Enemy. Funcionou bem. Teve algumas situações meio parvas, que seriam de esperar dado o ridículo do «monstro», e um final que eu não esperava de todo. Essa parte confesso que ainda não sei se gostei ou não.

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Está a ser um ano fraquito de números (para além de tudo o resto), mas com este filme passo o pior ano deste blogue. Já está óptimo. Pequenas vitórias. ;)

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