domingo, maio 10, 2009

Star Trek

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DOUBLE FEATURE!!!!

Como ainda tínhamos pipocas e o Wolverine tinha deixado um travo amargo na boca, decidimos ir ver o que queríamos ver originalmente. E foi como passar de sandes de coirato para lagosta! Recomendo vivamente: o melhor remédio para superar um filme reles é ver outro logo de seguida! «Filme», não ver outro «filme reles», entenda-se.
Valeu a pena, claro que valeu a pena.

Não sou um fã absoluto do J.J. Abrams. Gosto do Lost e achei piada ao Cloverfield. Já o Fringe acho horrível e nunca vi grande coisa no Alias. Não sinto o toque dele no Trek. Acho que tentou manter-se fiel aos originais, usando todos os clichés da série e filmes, mas procurando também criar qualquer coisa. O remake/sequela/prequela da moda, à la Batman e afins, mas não muito mais que isso. Não sinto que o tenha tornado em algo que queira continuar.

Breves notas sobre Star Trek:
- O Kirk está fixe. Não é o Shatner (NINGUÉM é o Shatner!), mas não está nada mau. Tem é a cena do lábio superior inchado que, confesso, de vez em quando fazia-me alguma confusão.
- Não consigo achar piada ao Sylar. Não acho que seja bom actor. Não, não acho piada à cena de «não ter emoções». Não é só aqui com o Spock. O gajo irrita-me e não há volta a dar.
- A Uhura, o Chekov e o Sulu safam-se muito bem. Alguns são escolhas estranhas, mas estão bem.
- O Scottie e o Bones estão brilhantes. Vê-se que os actores esforçaram-se porque foi divertido encarnar os personagens.
- O Eric Bana... epá, arriscaria a dizer que finalmente gostei de ver o Eric Bana num filme. Sim, senhor! Grande, grande mau da fita!
- Som muito fiel aos originais.
- Efeitos e cenas de acção excelentes, como se esperava.
- Muito, mas muito humor. Não o esperava a foi muito agradável. Talvez faça confusão aos fãs a sério, mas para mim foi excelente. O facto de terem ido buscar a piadinha do Kirk com alienígenas verdes foi muito bom.
- Às tantas, se te conseguires abstrair da acção ou das piadas, ainda páras um pouco para pensar que não é muito «lógico» uma data de putos terem cargos tão elevados na suposta melhor nave da frota, mas como sabes em que é que se vão tornar todos, acabas por ignorar esse pormenor.

Gostei do filme.
Ajuda não ser maluco pelo franchise, porque assim não estou à procura de incongruências ou gafes em geral, como fiz como o Wolverine. Acho que ajuda não ser geek, quando se vê este tipo de coisas. Ajuda a apreciar o filme pelo filme.

X-Men Origins: Wolverine

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Há certas alturas em que detesto ter sempre razão.
Comecei a saber coisas do filme e apercebi-me logo que só podia ser uma valente me$#@! Depois veio o trailer... e o trailer é realmente muito bom.
Já não sei se era este:


Acho que já não consigo distanciar-me do que acabei de ver. O que é certo é que isto mostra muitas coisas de acção e sim, fico em pontas com estas coisas. Fiquei com uma tremenda vontade de ver o bicho, ignorando aquilo que os meus instintos tinham dito logo à partida.
Erro. Claro erro.

O filme é mau. A única grande diferença entre este e outros da Marvel, como o Man-Thing ou o Punisher, é que tem um orçamento significativamente maior, o que permite ao Wolverine fazer um chicken falhado com um helicóptero... o que é sempre fixe.

Sou o primeiro a admitir que tentar adaptar a história deste excessivamente popular herói não é nada fácil. A sua «origem», passado, presente e mesmo futuro, sempre foi uma confusão dos diabos. Toda a gente quer escrever histórias dele e depois o canadiano acaba por fazer tudo ao mesmo tempo, gerando muuuuuuita confusão. Mas o que é certo é que nos últimos anos até se tem limpo muito a confusão. Deram-lhe uma data (mais ou menos) de nascença. Limparam a conversa (que já começava a irritar) da perda de memórias. E deram uma linhas mais consistentes do percurso. Porque é que decidiram NÃO aproveitar isso?! Ainda por cima, também ignoraram o universo que a Marvel está agora a tentar criar! O filme é, supostamente, uma prequela aos filmes dos X-Men, mas a nível de continuidade não tem nada a ver!!
Faz-me alguma confusão como é que é possível estragar algo tão simples.

Cenas que irritaram mais neste filme [NOTA: Aqui poderão haver spoilers]:
- A «origem» do Wolverine foi muito mal aproveitada. Deu-se demasiado rapidamente e com pouco ênfase. Pareceu-me que a revelação teve pouco impacto e pouca relevância para aquilo que é o Wolverine. Estragaram todo o propósito da «origem», só para chegarem rapidamente à introdução com as cenas das batalhas.
- Com tantos personagens da Weapon X, a história desta equipa acaba por quase não ser usada. Pensei que fossem fazer mais a onda das missões e como é que tudo tinha corrido mal e o Wolverine tinha ficado com o Adamantium e porque é que tinha abandonada o equipa... nada disso! Ficámo-nos por poucos minutos dessa parte.
- Dentro desta linha de raciocínio, alguém consegue explicar-me porque é que o Ryan Reynolds só manda duas bocas, logo no início do filme, como Wade Wilson/Deadpool, e depois desaparece, só para aparecer em tronco nu - mas calado! - mais à frente?!?! Eu achei esse casting perfeito, porque se havia alguém para mandar as bocas do «merc with a mouth», seria o Ryan... mas não!... Fiquei muito triste com essa.
- Se houver respostas para a anterior, há respostas para o facto do Cyclops e do Gambit terem aparecido?! O Gambit ainda percebo que tenha sido a pedido, agora o Cyclops!?!? Mataram-nos de forma estúpida no X3, só para o trazerem de volta assim?! Muito estranho.
- Em relação ao Gambit, PORQUE É QUE NÃO TINHA SOTAQUE!?!?!?!? Tudo bem, é difícil ser completamente fiél à BD, por falta de recursos, ou porque não encontraram ninguém parecido na vida real, ou por qualquer outra limitação desse calibre, mas é assim tão complicado arranjar alguém para fazer um sotaque francês?!?!? Epá, atirem um «mon ami» de vez em quando e pessoal já faz a festa!

Houve mais. Houve muitas mais.
O que me parece, e acho que esse é o erro principal, é que metem pessoas que não percebem muito bem a mística da BD, a fazer estes filmes. Ou metem gajos que não ligam aos detalhes, ou metem pessoal demasiado histérico em relação à coisa. Porque o que vi neste filme foram exageros desnecessários. Tudo bem que são pessoas com poderes e é suposto ser exagerado, mas não é preciso meterem os personagens a fazer coisas que nem na BD conseguem fazer, só pelo efeito da coisa. Eles já têm poderes, não é preciso darem-lhes MAIS habilidades!!!

Contudo, recomendo este filme a gaijas e outros «fãs» do Hugh Jackman. Até comigo já estava a mexer o facto do homem passar metade do filme semi ou completamente nu!

Foi uma confirmação do que temia e uma desilusão do que esperava.

domingo, abril 26, 2009

Yes Man

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Isto não é o mesmo princípio do Liar Liar? Um gajo ser obrigado a fazer uma coisa, que não lhe é nada natural, por muito ridículo que seja.

O Jim Carrey tem sempre piada a fazer estas coisas. Não esperava é que a Zooey Deschanel já tivesse subido de estatuto para interesse amoroso em filme comercial. Já era interesse amoroso, mas para losers e geeks e freaks. Gosto dela. Só não o esperava.

O filme tem uma data de cópias de outras coisas, de outros filmes. Mais uma data de esterótipos recentes. A premissa é como o Liar Liar. O personagem principal é um pouco igual. A cena de haver uma qualquer entidade por detrás daquilo, no caso é a «covenant» que fez, que o obriga a dizer sempre sim, senão será castigado, faz um pouco lembrar o karma do My Name is Earl. A Zooey a fazer de love interest, maluca, a não ter nada a ver com o gajo certinho, um pouco como a Aniston no papel de Polly.

É um filme de entretenimento divertido. Não muito original, mas é engraçado. Mais que não seja, veio provar, mais uma vez, que o bigode voltou à moda.
AH POIS É!!!!













Em grande... O grande Hyde. He can totally pull it off.

sábado, abril 25, 2009

Strange Wilderness


Steve Zahn é filho dum apresentador de programas de natureza. Enquanto o pai até tinha algum jeito para apresentar o programa, já o Steve... nem por isso.

Poderão pensar que é um daqueles filmes estúpidos escritos sob o efeito de narcóticos e/ou álcool. Nada disso! É um filme sério, com muita informação pertinente sobre animais e natureza.
Deixo-vos com um pequeno excerto, para ver se aprendem alguma coisa.

«En route to Bill Calhoun's cabin we had time to meet up with some of nature's most awesome creatures, Mr. Sea Lion. No matter how many sea lions are eaten each year by sharks, it never seems like enough. When a shark appears in the area, sea lions will leave the water immediately. Luckily, there are no tigers on shore waiting for him, or he wouldn't know what the fuck to do. A sea lion's main diet is fish, of which there are many different species. Here we see the puffer fish. Our best guess is that this fish inflates by sucking its balls into its stomach. This odd-looking fish is called a squiggly.
- Wait, dude, can I just talk? Can I just say one thing?
- Dude, give me the fucking...
- Please, please. Really.
- Give me the fucking microphone.
- Why is that pink thong running so fast?
- God. Sorry. Dude, this is a show about sea lions, God damn it. But to get closer to these remarkable creatures, we put our driver, Danny Gutierrez, in a sea lion costume. Unfortunately, after only a few seconds, Danny was attacked by a shark. Oh, fuck! Oh, no, no, no! Leave him alone! No, get off him, he's my friend! Please stop it!»

Muito educativo.

segunda-feira, abril 20, 2009

Fast & Furious

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Podia ter ido ver qualquer coisa mais «decente», tipo Gran Torino, o Slumdog Millionaire, ou mesmo o Duplicity. Podia ter cedido a tentações que seriam normais para mim, como o Spirit ou o Underworld: Rise of the Lycans. Teve que ser o quarto da série. Uma sequela com os actores originais. «Voltar às raízes.»

Como é óbvio, o filme é uma banhada, mas não deixa de ser uma excelente banhada. O mais rídiculo do filme - sim, há um «mais ridículo» e sei bem que é o que o pessoal quer falar - é o facto da Michelle Rodriguez morrer dez minutos dentro do filme! A minha teoria é que até ia fazer o filme todo, mas entretanto teve que servir uma qualquer pena de prisão e lá tiveram que reescrever o filme.

Para além disto, a coisa é cada vez mais um disparate quando vemos aquelas cenas de festas/corridas. As moçoilas... às tantas há três miúdas a comeram-se, só porque sim, e isto é pura ficção. Toda a gente sabe que miúdas só fazem aquele tipo de coisas para enlouquecer um gajo qualquer e, naquela situação, não havia nenhum caramelo a olhar, a babar-se. Absurdo por exagero.

Agora a parte que interessa verdadeiramente.
Não, não é os carros. Não podia estar mais a marimbar-me para isso. A banda sonora. Esta não foi tão boa. A minha preferida ainda foi a do Tokyo Drift. Esta foi muito latina. E eu até gosto disso. Desta vez não puxou por mim.

Esta música é grande cena! :p

quarta-feira, abril 08, 2009

Role Models

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Começou tão bem.
Paul Rudd a ser mordaz e a fazer (mal) de gajo de 35 anos.
O Stiffler igual a ele mesmo.
A Elizabeth Banks gira como tudo.
Putos geeks e/ou malcriados.
Personagens caricatos.
Bonding entre «adultos» e putos, com o primeiro a explicar a letra duma música ao segundo: Seriously, this song is called Love Gun, and it's about Paul Stanley's dick and how this girl's gonna get some of his dick!
banter

Depois veio o moral da história.
Seria de esperar.
Trouxe Kiss e fantasia... o que já não era tanto de esperar.
Aquelas cenas ridículas de parelhas improváveis, mas que funcionam bem, apenas nos filmes.
Seios... o que é bom!
Palhaçadas e cenas heróicas improváveis.

Balanço final: heh! (som de encolher de ombros)
Valeu pelas bocas.

Jane Lynch
What, do you think I'm a pushover?
You know what I used to eat for breakfast? Cocaine.
You know what I used to eat for lunch? Cocaine.

Stiffler
What'd you have for dinner?

Paul Rudd
Was it cocaine?

terça-feira, março 31, 2009

Futurama: Into the Wild Green Yonder

IMDb

Ainda não é oficial, mas cheira-me que já podemos ignorar aquela ordem de filmes que estava a tentar seguir.

É incrível a forma como as piadas são sempre as mesmas e, mesmo assim, ainda me rio. A série anda sempre à volta de piadas machistas, trocadilhos reles, idiotices de certos personagens e do Nixon... ou da cabeça dele, pelo menos! Isto não diz coisas boas acerca do meu sentido de humor.
Não me podia estar mais a marimbar!

Zapp Brannigan
We made it through, Kif. How many men did we lose?

Kif
All of them.

Zapp Brannigan
Well, at least they won't have to mourn each other.

terça-feira, março 24, 2009

Marley & Me

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Estou a desviar-me um pouco do meu caminho, é verdade.
Tento meter-me um pouco do outro lado da questão, agora. Como será ser confrontado com um post para este filme? Uma pessoa abre o browser. Consulta as suas páginas do costume. Escreve o link, numa de hábito, não esperando encontrar nada - tendo em conta a minha frequência nos últimos meses - e depara-se com este título. Este filme. Não será fácil. Alguns ficarão revoltados. Outros surpreendidos. Alguns indiferentes. Serão estas as diferentes reacções dos meus três (estarei a ser ambicioso, mais uma vez?) leitores.
Coitados.

Fui levado. Fui convidado. Se te dizem para ir, sendo que já não vês algumas pessoas há algum tempo, vais. Não reclamas nem dizes nada. Vais. Claro que é um pouco ridículo esta questão do cinema. Já não é de agora que o acho. Vais ao cinema com pessoal numa de socializar e, em boa verdade, ir ao cinema é tudo menos social! Estás no escuro durante cerca de duas horas. Trocas umas bocas, talvez até incomodando os vizinhos, mas não conversas. Tens os minutos antes, meio a correr, a ir para a sala. Tens um pouquinho depois, enquando cada um vai para o seu carro. Eu ainda tenho a viagem para casa, que tenho sempre que cravar a alguém. Mas estás mesmo com as pessoas?
É curioso.

Voltando ao filme.
Achei piada. Claro que achei piada. Gosto de coisas simples. Gosto de piadas fáceis. Gosto de histórias básicas e lamechas. E nunca ninguém ouviu-me dizer mal deste, ou de qualquer irmão Wilson. Ok, talvez do terceiro, do qual ninguém sabe o nome mas que às vezes aparece lá atrás. Acima de tudo gosto de filmes de cães. Este é especialmente bom porque, para todos os efeitos, é o cão que devia ter o nome acima do título. O cartaz devia ser:

CÃO
staring in
Marley & Me
with Owen Wilson and Jennifer Aniston

Não há muito mais para dizer, tirando o facto de que até supreende, de certa forma. Se vires o trailer vês aí TODAS as cenas engraçadas. (Ainda fico surpreendido por haver pessoas que se desmancham a rir com cenas do trailer. Sei que não é obrigatório ver o dito antes de ver o filme mas... mesmo assim!) O que não vês no trailer são as cenas mais fortes, mais pesadas. Cenas que são previsíveis mas que mesmo assim têm algum efeito. Surpreendeu-me haver algum peso, algum sumo, alguns detalhes que te fazem inclinar a cabeça com um ar intrigado.
E não, não estou a falar do facto da Aniston passar o filme «com frio»! É que mesmo no calor infernal de Miami a mulher estava, em qualquer altura, pronta a vazar um olho a alguém. No caso, ao Wilson. Ou ao cão. Que até merecia que lhe vazassem um olho. Acho que fizeram de propósito. Havia sempre um gajo com cubos de gelo, para que a Aniston se pudesse «preparar» para a cena. Era para desviar a atenção do quão plástica a mulher anda. A sério! Às tantas não sabia quem é que tinha o nariz mais estranho, se ela ou o Wilson!

É um filme engraçadito. Daqueles que se vê. Daqueles que até deixa uma lagrimazita no olho, se fores amante de cães (não literalmente!).

segunda-feira, março 09, 2009

Watchmen

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Devia ter ido cagar antes de ver o filme.

Peço desculpa, mas tinha prometido que começava o post desta forma.

Uma refeição que levou o meu estômago aos limites do possível e imaginário.
Dois dedos de boa conversa.
Um filme longo, mas que não se dá por isso.
A companhia ideal do costume.
O cinema de eleição (talvez não a sala, mas o cinema sim).
O acto acima descrito.
E uma cerveja fresca enquanto pondero sobre o que vou falar.
Life doesn't get any better than this.
Quer dizer... por acaso consigo pensar numa data de maneiras como a vida podia ser melhor. Aliás, bastava-me uma! Mas estou a tentar não ser tão pessimista, hoje em dia. Vou tentar não ser tão negativo.

Podia elencar uns quantos detalhes ridículos, como costumo fazer. Isso implicaria que não gostei do filme? Claro que não! Só que aqui o meu problema é não querer entrar muito dentro do filme. Já estraguei um pouco a 2.ª série do Californication a duas pessoas, hoje. Vamos tentar manter o nível de spoiler ao mínimo possível.

Uma pequena introdução.
Para quem não sabe, este é O livro de BD, dos livros de BD. É o livro que define os «livros» de banda desenhada, em vez de serem apenas revistinhas com bonecos. Foi o que definiu o Graphic Novel. Terá mesmo sido o primeiro do género. Será o maior do género. Enquanto dantes a BD remetia-se a um formato mensal que ia narrando uma história contínua, uma grande novela, com o GN aparece uma história compacta, com princípio, meio e fim e muito, mas muito mais sumo. É o livro de referência e dele surgiu muita coisa e muitos detalhes que influenciaram muitas histórias nas últimas décadas. É também O filme que se está à espera para fazer, praí desde... sempre!
Estava em pontas? Nem por isso.
Li o livro tarde demais. É dos anos... 70? 80? Li-o há uns anos atrás, depois de quilómetros de folhas de BDs e meses de filmes e séries de enfiada. Tudo tem o seu tempo. Digamos que, antes de ler o livro que deu origem a uma data de outros livros, li precisamente todos os outros livros. Ainda para mais, a história do Watchmen é muito «datada». Acredito que esta foi precisamente uma dos questões que levou à tão tardia produção da versão cinematográfica.
Não estava em pontas, mas muito boa gente estava, certamente.

Desde que me lembro, que há rumores deste filme ser feito. Mesmo antes do filme de BD se tornar uma cena corriqueira. Que posso então dizer sobre um dos filmes mais falados de sempre, mesmo antes da sua verdadeira concepção? Vou debruçar-me sobre três pontos, paralelos ao filme, digamos assim, tentando evitar entrar muito dentro do mesmo.

1.
A minha histérica companhia apontou uma questão que é pertinente e difícil de ajuizar para ambos. Nós lemos o livro. Embora não tenha os detalhes perfeitamente em mente, estou num estado perfeito para ver o filme e fui-me lembrando de maior parte das coisas, à medida que ia vendo o dito. Digo «estado perfeito» porque tenho ideia suficiente da história para não ficar baralhado, mas não me me lembro dos detalhes para ficar irritado com a falta de algo.
A questão que se põe aqui é: será que é um filme fácil de ser visto por quem nunca leu o livro? A minha companhia acha que não. Eu não tenho a certeza. Lá está, é difícil de ajuizar, porque já lemos o livro. É pertinente, porque a premissa de qualquer filme baseado em alguma coisa é não deixar ninguém de fora. Isto poderá ser um grande defeito. Claro que é de fácil resolução, tendo em conta que facilmente se arranja a obra, mas mesmo assim!...

2.
A banda sonora.
Sendo que em termos visuais o filme está MUITO fiel ao livro (a cena inicial do Comedian deu-me arrepios!), o som é algo que poderá ser interpretado de formas diferentes, por pessoas diferentes. O elenco e as vozes estarão muito perto do original. A banda sonora... Epá!... O começo, a introdução, o resumo da história daquele universo de super-heróis, acompanhado do The Times They Are A-Changin, essa parte está absolutamente genial. Já a utilização do Unforgetable numa cena de porrada foi puxada. O Hallelujah numa cena de cangote foi meio absurda. E o 99 Luftballons... well that was just wrong!
Houve momentos onde a música estava perfeita, outros onde estragou um pouco a coisa. Não é grave, mas dei por mim a pensar nisso. «Eu a pensar» = não bom!

3.
O elenco.
O Comedian é igual ao Javier Bardem. Arriscaria mesmo a dizer que o espanhol terá sido uma das primeira opções para o papel.
O pénis do Crudup é dum azul encantador, mas irritou-me a cara dele ser tão CGI.
A Carla Gugino é fabulosa e entra, de caras, no meu Top 10. Destronando, infelizmente, a Katharine McPhee.
O Ozimandias é irritante, mas é suposto ser e está muito bem.
O Rorschach é excelente!
O Nite Owl II é demasiado plástico. Já o era no Little Children. Aliás, há uma cena em que tem um «bronzeado de lata» perfeitamente absurdo. (Odeio Hollywood e as suas ridículas noções de beleza!)
A Silk Spectre II... até ver agora o elenco no IMDB, estava convencido que era a Kate Bosworth! E eu até conheço esta miúda doutras coisas! Terá sido a testa gigante que confundiu!?
Tenho muita pena que a Silhouette não tenha aparecido MUITO mais!!
E raios partam o Nixon, que mesmo morto ainda aparece em tudo o que é filme, hoje em dia!
Em resumo, o elenco, cheio de segundas escolhas, está muito bem e completa o filme perfeitamente. Foi possível encontrar razoáveis bons actores para darem vida a personagens há muito conhecidos. Kudos ao director(a) de casting.

No geral e para efeitos de conclusão, que isto já está a ficar tarde e o vitinho já deu há bué:
Está muito bom. Digo isto não sendo um fã absoluto do comic. Para um reles apreciador de BD e cinema, gostei bastante e acho que está uma adaptação muito bem conseguida do original. Muitos dos fãs reclamarão com a ausência de alguns mostros «marinhos», mas não me parece que estrague a coisa, de todo. Era impossível meter tudo de bom (e mesmo de mau) do comic e acho que qualquer pessoa com dois dedos de testa conseguirá ver isso.

domingo, fevereiro 22, 2009

Intervalo 7 - Alguns problemas técnicos

Seria realmente uma boa desculpa.
«Ah e tal!... Fiquei sem maneira de ver filmes e por isso é que não tenho visto.»
Pois, nada disso.

O motivo de não ter visto filmes tem duas letrinhas apenas:
FM

É verdade, este vício voltou à minha vida e, dois minutos jogados, lá me veio à memória o porquê de ter largado o bicho, da primeira vez.
É que aquilo entranha-se. Envolve-te nos seu tentáculos e é impossível sair.
Tentas ligar a pessoal.
Tentas mandar ou responder a mails.
Tentas arrumar o quarto.
Tentas limpar a casa.
Tentas comprar comida.
Tentas comer.
Nada!!
Não consegues fazer nada!
Impressionante.

Isto tudo para dizer o quê?
O meu plano maquiavélico foi por água abaixo. A ideia era ver os filmes dos Óscares antes da cerimónia. Falhei miseravelmente. Dos principais, falta-me o Happy-Go-Lucky (Melhor Guião Original), o Vicky Christina Barcelona (Melhor Actriz Secundária, Penélope Cruz) e Rachel Getting Married (Melhor Actriz Principal, Anne Hathaway), para além dos cinco nomeados para melhor filme.

Aqui ficam as minhas previsões para os seis prémios principais:

MELHOR FILME e MELHOR REALIZAÇÃO
Toda a gente começou por apostar no Button. Com o passar do tempo e o acumular de prémios para Slumdog, parece que a aposta clara será o filme de Boyle. Safe money é no Slumdog para Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Guião Baseado em coisas. Isto se a Academia estiver numa de ser consensual com o resto do mundo. Se for igual a si mesma, dará o prémio a Frost/Nixon, só para continuar a premiar um dos meninos bonitos de Hollywood. Reader, Milk e mesmo o Button, correm como outsiders, parece-me.

MELHOR ACTOR PRINCIPAL
Sem ter visto três das interpretações, o meu voto vai para Richard Jenkins. Infelizmente este é o underdog da selecção e dificilmente irá ganhar. Todos os anos há pelo menos um. Um actor ou actriz que faz um papel brilhante, mas como é dum filme independente, não há bling para comprar votos. Nos últimos anos tem sido o Gosling, este ano é o Jenkins.
O Sean Penn é persona non grata em Hollywood. O Frank Langella até é considerado bom actor, mas ninguém vai dar um prémio ao Nixon!! Brad Pitt pode merecer a coisa e até vejo a Academia a aceder a dar um prémio a este bad boy, só que acho que está tudo virado para o Rourke. Não percebo porquê, mas cheira-me que a estatueta vai pender para Rourke.

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL
Não vi a Hathaway mas, por muito que até seja menina bonitinha de Hollywood, parece-me que não terá grandes hipóteses contra os outros tubarões. A minha aposta vai para Streep e será merecido. Também não vi Winslet no Reader mas tendo em conta que o resto do mundo considerou este papel como sendo secundário, parece-me que também não terá grandes hipóteses.

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
De tempos a tempos olho para a lista e até começo a analisar quem poderá ser o vencedor. Isto porque esqueço-me de quem lá está. Depois leio o nome de Ledger e sigo para a categoria seguinte. Acho que não há dúvidas. Até acho é que nem deviam ter nomeado mais ninguém este ano, só para nenhum dos cavalheiros passar vergonha. Abriam o buraco outra vez, metiam lá a estatueta e não se falava mais nisso.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Talvez queiram dar mais um Óscar a Doubt e vá para Amy ou Viola, mas duvido. Penélope não me parece ser moça a quem a Academia atribua Óscares. Não sou fã mas também não desdenho o trabalho da espanhola. Não me parece, é só isso. Pelo pouco que conheço do filme, cheira-me que o papel da Tarija não será muito grande e/ou imponente. São suposições baseadas em praticamente nada, atenção. Acredito que seja o segundo para Marisa. Como até gosto dela, não me incomoda. E o papel não é mau, em boa verdade.

O resto...
Como já disse, devem ir mais uns quantos para Slumdog. Gostava que o In Bruges ganhasse o Óscar de melhor argumento original, mas cheira-me que será complicado. O Button deverá ganhar um ou outro por montagem. O Wall-E ganha o de animação, na boa. E o Dark Knight talvez ganhe mais um por efeitos.

Fica a dúvida para o melhor «estrangeiro». Ainda irei vê-los. Tenciono fazê-lo. Vai demorar mais um bocado, só isso.

Os outros oito... a ver se os vejo nas próximas semanas. Serão os próximos a ver,. Todo este assunto será abordado mais um pouco. Nos próximos posts é que vai ser notório o quão pouco percebo disto!

Hoje...
Epá, não percam tempo com a palhaçada que é a cerimónia! Vejam mas é um bom filme. Depois logo se vê quem ganhou o quê, amanhã de manhã, antes de querer começar a trabalhar, enquanto se lê «as gordas», on-line.

domingo, fevereiro 01, 2009

In Bruges

IMDb

comoéqueestefilmenãotemumsiteoficial?!
aparentementebrugeséumapraçagigante
oralphfiennesdeviaerasófazerfilmesdestesenãoamerdadotheduchess
amiúdaébuéééééégiraapesardeserafleurdosfilmesdoharrypotter
estenãoprecisavadosóscaresporquejáotinhavistonãoseiaondeejáoqueriaverantesdasnomeações
osóscaresparaoqualestánomeadoetaleocamandroe
yaddayaddayadda
estefilmedeviasernomeadoparatodososóscaresporque...
...ESTE FILME É BRUTAL!!!!!!

Eu adoro este filme.
Eu quero ver este filme vezes e vezes sem conta.
Eu quero sair à noite com este filme.
Eu quero ir beber copos e jantar com este filme.
Eu quero ir ao cinema com este filme.
Quero fazer amor com este filme.
Eu quero viver com este filme.
Eu quero apresentar este filme a todos os meus amigos.
Eu quero conhecer todos os amigos deste filme.
Eu quero ir a festas e aniversários e jantares com este filme.
Eu quero apresentar este filme aos meus pais.
Eu quero conhecer os pais deste filme e pedir ao pai do filme a mão do filme em casamento.
Quero casar-me com este filme.
Eu quero proteger o filme e cuidar do filme, na doença e na pobreza, etcetara e tal.
Eu quero ter filhos com este filme.
Eu quero ficar velho com este filme.
Eu quero viver o resto da minha vida com este filme.

Para o caso de haver dúvidas, achei piada ao filme.
Deixo-vos com algumas das excelentes tiradas:
HARRY
Number one, why aren't you in when I fucking told you to be in?
Number two, why doesn't this hotel have phones with fucking voicemail and now I have to leave messages with the fucking receptionist?
Number three, you better fucking be in tomorrow night when I fucking call again or there'll be fucking Hell to pay, I'm fucking telling you, Harry.

- My date involved two instances of extreme violence.
One instance of her hand on my cock and my finger up her thing, which lasted all too briefly. Isn't that always the way?
One instance of me stealing five grams of her very-high-quality cocaine, and one instance of me blinding a poofy little skinhead.
So, all in all, my evening pretty much balanced out fine.
- You got five grams of coke?
- I've got four grams on me and one gram in me, which is why me heart is going like the clappers, as if I'm about to have a heart attack. So if I collapse any minute now, please remember to tell the doctors that it might have something to do with the coke.

E a minha preferida, que é aquela frase de engate perfeita, the ultimate ice-breaker, para quando já disseste olá e ela está a fugir e queres chamar a atenção para ver se ainda consegues que fica toda maluca por ti:
«A lot of midgets tend to kill themselves.»

Excelente!

pura
e
simplesmente

excelente

The Duchess

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Esperava que o filme fosse secante. Não esperava as cenas de «lesbianice»! São softcore, entenda-se. São sempre bem vindas. Aos meus olhos, o amor entre duas mulheres é muito bonito.

A história dum casal cujo matrimónio é baseado no marido querer ter descendentes do sexo masculino. Pelo meio, são realeza britânica, numa época onde não é ilegal o marido bater na mulher com um pau, desde que este não seja mais grosso que um polegar. Isto é daqueles pormenores que gosto de acrescentar, só para o caso de aparecer alguém a querer dizer que este período era muito romântico. Safam-se os decotes e pouco mais. Metam o Marie Antoinette no #$!!

Foi nomeado para Óscares que não interessam ao menino. Mesmo assim fiz questão de ver. Fica este diálogo, muito bonito:
Duke of Devonshire
Yes. I love you.
Georgiana, The Duchess of Devonshire
How?
Duke of Devonshire
In the way I understand love.

sábado, janeiro 31, 2009

The Visitor

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Richard Jenkins é professor - ao que parece, universitário - há já algum tempo. A esposa morreu há uns anos e o homem está entediado de morte. Vai vivendo a vida mas sem fazer alguma coisa que seja. Tem aulas de piano (a esposa era pianista), só para continuar a ter música na vida, mas não tem muito jeito para a coisa. À custa dum... qual é a tradução para paper?! «Estudo»?! É que o problema é que tendo a ouvir dizer «escrever um paper»!! Bem, à custa de algo que supostamente escreveu com uma colega, algo sobre economia nos países de terceiro mundo, é pedido a Richard que vá a Nova Iorque apresentar esse estudo numa palestra, já que a colega não pode ir. Richard e a esposa viveram em NY alguns anos antes. Como tal, Richard tem lá um apartamento. O problema é que, quando lá chega, está a viver lá um casal! Uma moça do Senegal e um rapaz da Síria. E agora?

Ok, estão preparados?
É que vou fazer algo muito pouco normal e contra maior parte do que tenho vindo a dizer, tanto aqui como no mundo tridimensional: vou dizer bem dos Óscares! Eu sei, também estou estupefacto. Se não fosse pela Academia, possivelmente não teria visto este filme. E isso era mau.
Porque gostei muito. Lembrou-me o In America, sendo que também lidava com a questão dos emigrantes nos Estados Unidos. Aqui acrescenta-se a variante dum local, a «interagir» com os emigrantes. :)
Richard Jenkins faz um óptimo papel e ainda para mais, faz um papel que não esperava. O grande papel que o vi fazer, foi aquele que o terá tornado conhecido para maior parte das pessoas. Era o pai fantasma em Six Feet Under. Um personagem fabuloso, diga-se de passagem. Só que enquanto na série, era mordaz e sacana, neste filme é panhonha e a roçar o irritantemente desinteressante. O cavalheiro dá a volta a essa situação.

E The Visitor, para já, na minha opinião, é O filme a ver, da dose de Óscares deste ano.

The Wrestler

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O quê!?.... O que é que?... Estão a insinuar...? NÃÃÃÃÃO!! Não pode!! Então mas... O wrestling é combinado?!?!?! não... NÃO, Sr. Aronofsky!! NÃO!! Não se brinca assim com os sentimentos das pessoas... dos fãs! Não é verdade, Sr. Aronofsky!

Ok, deixemo-nos de piadas estúpidas.
É o pior filme de Aronofsky. E o Pi... o Pi é esquisito por demais. Não quer dizer que seja mau, é simplesmente o que fez menos por mim.
The Wrestler segue Mickey Rourke, um «lutador» ainda em actividade, que viveu os seus momentos de glória nos anos 80.
Tem alguns momentos fortes. Gostei da relação com Evan Rachel Wood. Já a com Marisa Tomei não achei nada de especial. O que é curioso é que não me pareceu que Mickey tivesse que representar grande coisa. É um profissional em final de carreira, todo fo#$#&. Com grande carisma, como todos os que já foram grandes. Na luta ainda para poder manter-se um pouco na ribalta, fazendo bem a única coisa que sabe fazer, embora talvez já deva ser altura de o deixar de fazer. Podemos dizer que faz dele mesmo, não?
Acaba por ser algo previsível a história, mas em boa verdade também não tenta ser uma caixa de surpresas.

Tanto Mickey como Marisa fazem bons papéis. Não me parece é que mereçam o alarido que estão a ter. O mesmo se pode dizer sobre o filme. Vê-se bem.
É uma coisa a não perder? Nem por isso. Mas vê-se bem.

Última nota:
Esta não é a Marisa que conheço...













...mas é uma Marisa que gostaria de conhecer!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Doubt

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Meryl Streep é uma freira, directora duma escola. Com base em coisas que a também freira Amy Adams lhe diz e não só, Meryl suspeita que o padre Philip Seymour Hoffman estará a ter uma conduta menos própria com um dos alunos.
A cena que me supreendeu mais na hitória ainda foi a naturalidade com que Meryl ouviu as suspeitas de Adams. «Estás a dizer-me que podemos ter um padre pedófilo connosco? Sim, faz sentido.» A probabilidade de acontecer é assim tão grande!? Que nojo!

Volto a ter alguns impedimentos para que possa fazer uma boa avaliação ou prognóstico de quem poderá ficar com a estatueta. Tenho que ver o papel de Winslet no Reader mas, mais uma vez, acho que posso dizer que Meryl Streep deverá ganhar. A mulher faz um grande papel. O filme leva a boas representações. Sendo baseado numa peça de teatro, todos os papéis levam a um maior esforço a nível de diálogos e expressões. Isto leva a representações mais fortes e mais intensas. Sinal disso são precisamente as quatro nomeações para os quatro papéis principais. Contudo, o Óscar de Meryl poderá ser o único.
Philip está numa categoria onde só o vencedor é que não pode ter noção de que vai ganhar. Adams faz sempre o mesmo papel de nhocó. Faz o papel maravilhosamente, mas é SEMPRE o mesmo papel. Seja em comédias estúpidas, seja em filmes classificados como sérios. Não lhe dou muito mérito aqui. Já Viola Davis!... O papel é pequeno, apenas duas cenas, ambas com Meryl. A cena das duas na rua... Grande cena. Grande diálogo. Grandes actuações, de parte a parte. A cena na rua foi muito boa. A luta pelo Óscar de melhor actriz secundária poderá mesmo ser das mais interessantes da noite. A ver como as outras nomeadas se portaram.
A última nomeação, de melhor guião baseado em material já existente, parece-me que Doubt terá concorrência demasiado forte. É também o primeiro filme que vejo, dos cinco nomeados. Não poderei opinar da melhor forma.

Revolutionary Road

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Gosto da tagline do filme: How do you break free without breaking apart?

É bom. Tinha algum receio em ver Mendes voltar a este período, já que não morri de amores da última vez que o fez. O curioso é que também voltou à premissa da angústia de viver nos subúrbios.

Winslet tenta tudo por tudo para ser a esposa perfeita. E é! Inteligente, bonita. Sempre tentando que o marido seja tudo o que pode ser, desafiando-o a novas coisas. Uma nova vida, a que sempre quiseram ter. A que falaram em ter, quando começaram o namoro. Só que DiCaprio... DiCaprio não se decide. DiCaprio não se entende. O personagem roça o brilhantismo a nível de maturidade emocional, compreendendo a esposa naqueles momentos em que uma mulher é tudo menos compreensível aos olhos de um homem. Isto é especiamente raro, se tivermos em conta a época e como os homens eram naquela altura. Contrasta este momentos altos com um perfeitamente idiota (pelo amor de dEUS homem, tu casaste com uma actriz!!!). E isso nota-se na representação dele. Esta briga constante, querendo e sendo algo diferente em momentos diferentes. Gostei muito da dinâmica dos dois. E gostei da ilusão criada, de que a relação podia ser perfeita, sendo que para tal bastaria mudar o decor. Nada de mudarem algo neles ou resignarem-se a ser quem são. Nada disso! Se não estamos felizes agora, um novo sítio irá resolver tudo.

Vamos às nomeações porque, meus amigos, estou desertinho para entrar nesta conversa.

Este filme foi aclamado por quase toda a gente.
Não foi tanto pela realização e concordo com isto. É um bom filme. Bonito. Bem realizado, sem dúvida. Mendes já fez melhor e acredito que voltará a fazer bem melhor outra vez. A representação é que foi apreciada por quase toda a gente... menos pela Academia. Comecemos pelo mais simples. Já o disse aqui e volto a repetir: DiCaprio nunca ganhará um Óscar, por muito que mereça ou por muito que tente. Faz um excelente papel e, mesmo não tendo visto qualquer uma das outras representações para actor principal, arriscaria a dizer que será melhor que maior parte delas.
Kate Winslet... isto é ridículo por demais. Alguém me explica como é que a moça foi nomeada para melhor actriz principal por este filme e para melhor actriz secundária pelo The Reader POR TODA A GENTE, enquanto que Academia decidiu nomeá-la para melhor actriz principal precisamente pelo papel secundário?!?! É mesmo para não lho dar, certo?
Winslet bate aos pontos tanto a Melissa Leo como a Angelina Jolie. A Anne Hathaway, por muito que saiba representar, nunca conseguirá ver-se livre daquele toque de miúda irritante que tem. Falta a Meryl Streep. Estão a fazer o caldinho para a Meryl! Isto não será assim tãão grave. Eu gosto dela e acho que é uma excelente actriz! O problema é que nunca recebeu o devido crédito pelos papéis certos, mas sempre pelos errados. Tenho que ver tanto os papéis dos outros actores principais, como ainda o papel de Streep no Doubt. Sim, voltarei a este assunto num post mais à frente.
Por último, existe sim uma nomeação para actor secundário, para Michael Shannon. Não desvalorizando o rapaz, mas o papel dele terá uma duração de 20m, aproximadamente. Entrou aos 45m de filme, fazendo uma cena de 5-10m. Voltou 20 e tal minutos mais tarde para fazer o restante tempo. Ainda por cima, é um papel de «maluquinho».
Tenho mesmo que pôr por escrito a fantochada que é a categoria de melhor actor secundário, este ano?
Temos ainda duas nomeações para categorias que não tenho nem qualificações para comentar, nem prazer nenhum em fazê-lo.

Fico irritado com estas coisas. Gostei do filme e gostei de ambos - como já gosto, como actores, há algum tempo - e gostava de os ver a ter o devido crédito.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Frozen River

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Melissa Leo é casada e tem dois filhos. O marido é viciado no jogo e tende a estoirar dinheiro que não devia. Fugiu com as poupanças que tinham para comprar uma nova casa, daquelas que se transportam num camião, que é só atracar ao chão e está feito. Só nos Estados Unidos, sim.
É quase Natal e se Melissa não arranjar o dinheiro, vai perder a casa e o depósito. Como está junto à fonteira com o Canadá, com uma reserva índia pelo meio, Melissa decide fazer uns biscates a passar emigrantes ilegais pela fronteira, através da reserva, por cima dum rio congelado.

É difícil avaliar a actuação de Melissa.
O filme é de baixo orçamento. Como tal, os actores e actrizes que contracenam com Melissa não são do melhor que a profissão pode dar. Será que estás a representar bem quando toda a gente à tua volta não o sabe fazer? O que é certo é que Melissa vai claramente como outsider. Ainda sem ver as outras três actuações (relembro que já vi a Jolie no Changeling), arriscaria a dizer que o Óscar deverá ir para Meryl Streep. Aprofundarei esta teoria mais à frente, assim que consiga ver os restantes filmes.

Em relação à outra nomeação. A história está interessante, com toques de originalidade na ideia do contrabando, por exemplo. Não é um mau guião mas lá está, é sempre preciso um filme pequeno, para dar aquele ar de que a Academia dá valor a este tipo de cinema. Nunca irão ganhar nenhum Óscar, mas ao menos vão à cerimónia e ficam todos contentes.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Defiance

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Na Bielo-Rússia, durante a 2ª Guerra Mundial, quatro irmãos judeus escondem-se na floresta, fugindo aos nazis. Tentam sobreviver. Arranjam comida e armas como podem. Conseguem aguentar-se. Mais e mais pessoas juntam-se.

O «Bond» é o líder... o que para mim é estranho por demais. Nem vou ao facto de que o gajo tem mais pinta de alemão do que propriamente judeu, é mesmo só que agora temos um «Bond» que lidera!... Ainda vou ter algumas dificuldades em relação a este cavalheiro.
Temos o Billy Elliot como terceiro irmão, quase crescido. Não tem muita relevância, tirando o facto de que casa-se no meio da floresta (isto é que é ter prioridades!) e safa o «Bond», a certa altura.
Há ainda o Liev, provavelmente o único judeu dos quatro. Liev, que até tende a fazer papéis bastante calmos, aqui é o bravo... err... da floresta mesmo! Cabeça quente. Mais virado para atacar do que defender. O que se espera de um Bond, mais ou menos, entenda-se.
Depois há ainda um puto. Leva nos cornos, de vez em quando. Faz o que lhe dizem. Nada de especial.

Relativamente à nomeação... pois... Melhor Música Original para um Filme... parece-me bem.
Foi dado o mood do filme, também pela música. ok ok ok
Confesso que entre os nazis, o «Bond» num cavalo branco, os tiros, a confusão, os gritos e a intensidade das cenas... confesso que liguei pouco à música!
Não interessa. O filme vale por si. Não interessa para que está nomeado.
É mais um que mostra o que os judeus passaram. Tem o seu valor.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Changeling

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E eu que queria ir devagarinho!... Não sei o que é que me deu para saltar do Bolt para o Changeling.

O final estragou completamente a coisa.
Segundo o que tinha ouvido, o filme era especialmente secante. Não esperava outra coisa de Eastwood de quem, como é de conhecimento comum, não sou grande fã. Fico mesmo sem perceber o fascínio pela realização do homem. Contudo, havia uma forte atenuante aqui: esperava algo de Straczynski.
É daqueles filmes que tem uma história relativamente linear. Na primeira meia hora passa-se tudo o que vemos no trailer. «Como é que conseguiram esticar o filme para duas horas e pouco?!», pensei eu. Lá houve umas voltas. Segundo o que dizem no início, a história não é baseada em factos verídicos, é sim uma história verídica. Houve sumo para esticar a coisa. Dava para esticar o filme até à hora e quarenta, cinquenta. Os últimos vinte minutos são perfeitamente escusados. Compreendo que, se realmente é uma história verídica, que estes últimos pedaços façam parte e devam ser contados. O problema é que estragam a fluídez da narrativa e acabam com a paciência do espectador. Para quem quiser mesmo ir ver o filme ao cinema, tentam ir a um com intervalo. Talvez seja mais tolerável assim.

Em relação à representação de Jolie (não opinarei sobre as outras categorias para as quais o filme está nomeado), não achei uma coisa por aí além. Achei curioso que haja traços em comum com o seu papel no A Mighty Heart (clara tentativa para Óscar). Nele procurava o marido, aqui procura o filho. Durante grande parte do filme, Jolie parece distante. Isto torna complicado apreciar o papel, porque maior parte das vezes parece que Jolie está a fugir à cena que decorre. Contra ela, talvez esteja o facto de que uma das justificações que a polícia deu, é que a personagem de Jolie pareceu muita vezes distante. Talvez devido a estas notas, a estas indicações de como a senhora se comportou, na altura, talvez isto tenha condicionado algo a interpretação.
Ainda não vi as outras interpretações, dentro da mesma categoria. Opinarei sobre a possibilidade de Jolie ganhar, depois de as ver.

Bolt

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Vamos começar devagarinho. Tenho umas semanas pesadas pela frente, com uma data de filmes sérios para ver. Comecemos pelos leves.

Se fosse só entre o Bolt, o Kung Fu Panda e um outro dentro do mesmo nível (talvez o Madagascar 2, não sei, ainda não o vi) e a coisa seria muito, mas muito renhida. O Kung Fu terá mais um pouco de personalidade que Bolt, mas são os dois filmes de grande entretenimento, dentro do género aventura. Tendo o WALL·E na contenda, não há qualquer hipótese. O robô dá uma tareia ao cão e ao animal em vias de extinção.

Em relação a este filme, a premissa é muito boa.
Um cão, personagem principal de uma série de televisão, pensa ter poderes. Ao ver-se perdido no mundo real, terá que sobreviver só com os dotes naturais de um cão... e com a ajuda dos amigos que vai fazendo pelo caminho.

Bom ano em termos de filmes de animação.

domingo, janeiro 25, 2009

Looking For Kitty

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David Krumholtz vai a Nova Iorque e contrata Edward Burns para encontrar a esposa, que saiu de casa há seis meses.

Acho piada ao Burns. Acho que já o disse uma vez ou outra. O cavalheiro é daqueles persistentes. Assim que encontrou alguns recursos, pôs-se a fazer os filmes que queria fazer. É um apreciador da arte e não descansou até fazer aquilo que queria fazer. Não é um grande actor e não é um realizador por aí além. Gosta duma boa história. Simples talvez, mas sempre interessante. Muito viradas para o diálogo e para a personagem recorrente de Nova Iorque e arredores. O homem adora a cidade.

Os filmes de Burns valem por estas características. Não fosse isso e era um bocado complicado fugir ao detalhe nos constantes planos de rua, onde os personagens passeiam e falam, quando as pessoas que passam pelos actores metem-se a olhar para eles e para a câmara. Será que sabem que vão aparecer num filme?

Why Did I Get Married?

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Mas que raio?!...
Epá, mas porque é que??!!...

Bem, desde o início.
Este Tyler Perry, aparentemente, é alto cromo. Começou por escrever peças de teatro. Eventualmente começou a fazer adaptações das mesmas para cinema. E tentou meter-se na televisão mas teve uns quaisquer atrofios que envolveram dEUS e o filho (o de dEUs, não de Tyler, entenda-se). Os filmes tendem a ter algum sucesso comercial. Daí que experimentei um deles, para ver do que se falava.

Quatro casais, amigos de longa data, fazem o anual retiro, numa casa numa montanha. Todos têm problemas na relação, como todas as relações costumam ter, e aproveitam estes encontros para conversar a resolver alguns. Aproveitam, acima de tudo, que uma das mulheres é uma psicóloga conceituada!
Três dos casais... com maior ou menor gravidade, os seus problemas poderão ser resolvidos. Não quero com isto dizer que é fácil. Problemas em relações não se resolvem da noite para o dia, mas desde que haja espaço e possibilidade para falar abertamente, para ouvir e ser ouvido... se estas pessoas quiserem, poderão resolvê-los.
Agora, o quarto casal... Passo a relatar o incidente: apanharam o avião, certo? A esposa (aqui interpretada por Jill Scott que, estranhamente, não cantou!) é gorda. Algumas (todas?) companhias aéreas pedem (exigem?) que pessoas gordas comprem dois lugares, para não incomodar os outros passageiros. Um passageiro queixou-se, porque Jill só comprou um bilhete. Jill é então «cordialmente» convidada a sair do avião. O marido, o filha-da-p#$@, não só não defendeu a esposa, como ainda a convenceu a fazer a viagem de carro SOZINHA!! Ele foi de avião, ela foi lá ter de carro.
E ELA FOI?!?!? Quão mal é preciso estar, a nível de amor próprio, para chegar a este ponto?! Quão fragilizada psicologicamente tem que ser uma pessoa, para aturar esta m#$%@?! E ele?!?! Epá, se um homem deixa de gostar duma mulher, ou não consegue ser feliz com ela, mesmo que goste, então faz a coisa honrosa e salta barco! Este caramelo passava o tempo todo a agredi-la verbalmente, a destruir a mulher completamente.

Em relação ao filme, não percebo a pancada. Talvez como peça de teatro funcione bem, não sei. Tem uns bons diálogo e vejo a interacção a funcionar muito bem no palco. No filme... ter que levar com a Janet Jackson a... «representar»!... A coisa torna-se complicada.

sábado, janeiro 24, 2009

Ten Inch Hero

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É hoje. Marquem no calendário.
Hoje é o dia que completo o Top 10! Encontrei a 10.ª moçoila para juntar à lista.
Danneel Harris. Vi-a no Harold and Kumar 2. Confirmei agora. Gira... mas gira! Pelos vistos preciso sempre de dois filmes para apaixonar-me. Hum!...
Claro que o Top não está fechado. Nem pouco mais ou menos. Não tenciono aumentar o número, mas irão acontecer substituições. Isto só atingiu já a dezena por acaso. É tudo uma questão de que filmes vou vendo. Hey, dêem-me o desconto. Nada acontece (nem acontecerá!) a nível real. Viver na fantasia parece-me um exercício extremamente saudável. :s

Entrando no enredo.

Elisabeth Harnois vai para Santa Cruz à procura da filha, que teve que dar para adopção,aos 15 anos. Conhece-a, à filha e ao pai, interpretado por Sean Patrick Flanery.
Danneel Harris é a slut do sítio. Popozuda até mais não. Dona da sua sexualidade e apreciadora de acções físicas com o sexo oposto.
Jensen Ackles esconde-se atrás de piercings, tatuagens e cabelo colorido espetado. Não se sente confiante sobre quem é. É o «irmão» reguila que aprende sobre mulheres com as «irmãs», colegas de trabalho.
Clea DuVall é o patinho feio da pandilha. Acha-se pouco atraente e a única maneira de dar-se a outra pessoa é através da protecção bi-dimensional da internet.
Todos trabalham num pequeno café, cujo dono é John Doe (sim, é o nome dele!). Um velho hippie, apaixonado por uma dama com uma loja do outro lado da estrada, cheio de medo que o possa rejeitar.
Cinco pessoas a trabalhar num café com meia dúzia de mesas. Todas encontram amor, no final.

De resto, é um filme simples e simpático... daqueles que gosto.
Sou fã de filmes que acabam com um «casamento» na praia, com o casal a cavalo, cada um no seu, todos nús.

PS - A haver um Top 10 masculino, o Sean Patrick Flanery estava lá de certeza. Tenho alto man-crush por este gajo. :$

Girl Fever

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Vamos lá às desculpas por ter visto mais um filme que maior parte do mundo considera reles: era tarde e precisava de algo curto. Podia ter largado a coisa a meio, claro. Só que...

O moço está a ter um dia horrível. Supostamente, o pior dia da vida. Lá aparece uma moça que faz com que encontre o sorriso novamente. Sendo algo idiota, o moço perde o número da moça mas faz tudo para voltar a encontrá-la. Algum tempo depois, quando a encontra, é ela agora quem perdeu o sorriso. O moço faz tudo para tentar descobrir o porquê mas, acima de tudo, tenta fazê-la sorrir novamente. Para tentar retribuir o favor.

Sou um curioso do pior. Queria saber o porquê dela estar em baixo. E o problema é que só o disseram no final!

How to Lose Friends & Alienate People

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O Simon Pegg é um vendido!

O palerma é editor duma pequena revista que criou. Cobre celebridades (escreve notícias, entenda-se) e tenta ser imparcial, sendo maior parte das vezes algo inconveniente. É cá dos meus. Jeff Bridges, editor duma revista americana de sucesso, contrata Simon, numa de capricho, porque o faz lembrar da sua juventude. Simon chega a Nova Iorque (Se é suposto seguir estrelas de cinema e afins, não deveria ser em LA?) e pisa logo uns quantos calos. Mesmo assim, não perde o emprego. Simon chegou onde chegou com alguma inteligência mas, acima de tudo, por ser irritante. A mesma estratégia não o beneficia, mas também não o impede de subir. Simon é um apreciador de cinema e deseja praticar bom jornalismo. No entanto, mais que tudo, Simon quer brincar aos médicos com Megan Fox, uma jovem estrela em ascensão. Para isso, nada como abdicar dos escrúpulos e fazer as coisas como deve ser.
O mundo pertence aos filhos-da-#$%@!

Estava a ser uma história interessante sobre como toda a gente se vende, quando chega ao topo. Depois passou a ser uma história de amor, envolvendo a Kirsten Dunst.

Meh!...
(expressão indicativa de «encolher de ombros»)

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Young People Fucking

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Cinco cenas diferentes, com a mesma temática de sexo:
Os Amigos
O Casal
Os Ex
O Primeiro Encontro
Companheiros de Casa

Enquanto todos são com casais (homem e mulher), o último já envolve uma terceira pessoa. Precisamente um companheiro de casa.
Todas as cenas são divididas em seis actos:

















No caso d'Os Amigos... são precisamente isso. Dois amigos de longa data que estão sem ninguém e querem mandar uma. Isto não acontece muito mais vezes do que é suposto, na vida real, por um motivo muito simples: as mulheres vêm sempre com a idiotice de que irá estragar a amizade. Neste caso, não é um problema porque a Carly Pope - para além de ser muito gira! - é maluca da cabeça.
O Casal está aborrecido. A coisa entrou na rotina e o sexo já não é frequente, nem especialmente excitante. O rapaz é meio panhonha e a moça é que tem que se chegar à frente e espicaçar a coisa. Kudos for her!
Os Ex querem ser amigos e manter o contacto... e mandar uma queca. O problema aqui é o risco de voltar a velhos vícios. Será que querem os dois a mesma coisa?
O Primeiro Encontro será a história mais fraquinha. O gajo é um cromo que come bué gajas e ela é nova e quer ser comida. Deveria ser a combinação perfeita. Não é.
A cena d'Os Companheiros de Casa é a que entra mais fora do... chamemos-lhe convencional! Talvez porque tenha uma pessoa (supostamente) a mais. O casal é super apaixonado e adoram-se e é tudo bom. Seja por que motivo for, interessa ao cavalheiro que o companheiro de casa pinoque a namorada. Não é tanto por querer espicaçar a relação, é mais por acharem que a relação também precisa disso para se manter.

Mais que não seja, o filme apresenta um exercício mental interessante.
Em qual é que gostarias de estar?
Não interessa onde estás neste momento. A não teres nada, em qual situação é que te vês? Acho que até diz bastante sobre uma pessoa. Não, não quero respostas! Não quero saber o quão perversas são as três pessoas que lêem este blogue. Acho que é só uma daquelas coisas giras em que pensar.

Últimas duas notas.

Ainda há pouco tempo «encontrei-me» a mim em coisas. No Heroes apareceu um gajo que, em algumas cenas, «era eu». E agora aparece outro. Não é normal! Durante anos nunca «apareci» em filmes ou séries. Parece que gostos começam a mudar e gajos não decentes, como é o meu caso, começam a aparecer. Fixe! O único problema é que... bem, o gajo que quer que o companheiro de casa pinoque a namorada... «sou eu»!...

Mais uma entrada para o Top 10!
Começam a aparecer em catadupa e sinto-me tentado a aumentar para Top 20, ou mesmo 30! O que vai acontecer é que, à medida que for vendo filmes, irei actualizando a lista e, por incrível que pareça, vou retirar mulheres atraentes da lista... Isto começa a ser patético, não começa?!
Heh, ao menos agarro-me a fantasias. Beats the hell out of reality.
Anywho, já tinha visto a moça no Best Friend's Girl. Tinha chamado a atenção e não era pouco. Confirma-se aqui. Diora Baird - pese embora o nome ridículo - é a nova entrada no Top 10. Para o caso de quererem saber porquê: