sábado, dezembro 24, 2022

Spirited


Yes, yes. Like the Dickens book and the Bill Murray movie and every other adaptation nobody asked for.

IIIIIIIIIIIInchaaaa! Pensavas que tinha terminado? Pensavas que não ia ver mais filmes de Natal este ano?! Não só é mais uma versão d'A história de Natal, ainda vejo-a na véspera de Natal. Toma lá batatas!

É uma bela versão do Christmas Carol. Eles bem que mandam a boca. Porque sim, foram feitas demasiadas. Mas a verdade é que ainda havia espaço para esta. É uma maneira muito original de o fazer, com dois tipo extremamente talentosos e que vivem bem nesta mistura de tontice e fantasia. Só não sei se o filme viverá para sempre na história, como o Scrooged, por exemplo. Porque é um musical. Brincam com isso, até. Há sempre alguém a mandar bocas de que as músicas não são necessárias, etc. O certo é que custa-me acreditar que alguma vez verei este filme outra vez. É giro. Bastante, até. Mas as músicas e as danças...

sábado, dezembro 17, 2022

The Binge 2: It's a Wonderful Binge


Se isto não é espírito natalício, se isto não é um verdadeiro «filme de natal», se isto não é uma nêspera, então não sei o que seja.

Pegaram no universo e nos actores que não têm grandes ambições - conseguindo juntar ainda um par deles que poderão ir um pouco mais longe -, e fizeram uma sequela a tempo do Natal. Porque sim, se há noite para um gajo f0d€r-s€ todo é neste maravilhoso período do ano. Eu tendo a overdosar em açúcar. Suponho que haja outras «vontades» por aí, ao mesmo nível.

sexta-feira, dezembro 16, 2022

Deck the Halls


Este filme é de 2006. Tem um elenco bastante reconhecível e com alguns actores que aprecio bastante. Não vi então. Pior: não fazia a mais pálida ideia que existia. Apesar de não ser nada de especial, não deixa de ser uma falha grave. Ainda mais curioso, apareceu-me este Natal em destaque não num, mas em dois serviços de streaming.

Que duas carreiras peculiares. A de DeVito não é tão grave. Ele continua a fazer coisas de qualidade. Simplesmente focou-se na comédia. No início da carreira tem mais papéis sérios. Já Broderick... Começou tão bem. Começou no auge. Era impossível ter começado melhor. Ele foi o Ferris Buller. Foi também outras coisas. Algumas bem fixes, por sinal. Mas foi O Ferris Buller! O homem marcou uma geração. Fez um filme épico. Depois casou-se com a Sarah Jessica Parker e a carreira foi por aí abaixo. A de ambos, na verdade, porque antes da famigerada série, SJP fez coisas bem engraçadas. Só se estragou uma casa. É verdade.

Mesmo assim.

quarta-feira, dezembro 14, 2022

The Estate


Procurando simplificar, segue resumo: elenco talentoso, que claramente veio ao engano, tenta salvar um filme com uma premissa algo básica e que não tinha muito para dar.

Nao conseguiram, mas sempre deu para que algumas cenas tivessem piada.

E com Estate quebro a minha sequência de «filmes de Natal». Valeu a pena? Não sei. A verdade é que quase esgotámos o stock. Sem entrar em devaneios e a ver tudo e mais alguma coisa, claro. Se bem que andei perto, ou até um pouco para além do limite.

Something from Tiffany's


A premissa tem o seu quê de interessante. Duas caixas da Tiffany (a joelharia, não uma pessoa) são trocadas por acaso. Uma tem um presente básico. A outra tem um anel de noivado. Os homens conhecem-se num acidente. Mais ou menos. É aqui que as caixas trocam de posse. Ele e ela conhecem-se por acaso, por causa do acidente. O anel vai parar ao dedo errado. Ou será que é mesmo o errado?

Há conflito, mas é tudo muito doce. Já não é aquela coisa de antigamente, em que as moças andariam à chapada e, eventualmente, era revelado que um dos respectivos estava a trair um dos principais. Atenção que esta parte é só guarnição. Como é o facto dela ser chef do seu próprio restaurante, mas depois ter sempre tempo para jantar noutros sítios. Não. O prato principal do problema que tenho com este filme é o desenrolar da narrativa. Ou os desenrolares. Haverá outro nome técnico. Não conheço. Não tirei um curso sobre aprender a escrever. Tirando a primária, claro. A história desenvolve meio aos tropeções. Acontecem coisas sem grande lógica, com o único propósito de levar os protagonistas a determinado local. Foi tolo e não gostei. Não quer isso dizer que sinta o mesmo em relação ao filme enquanto um todo.

O filme vê-se. A Amazon continua a ser o serviço de streaming que faz melhores filmes próprios, na minha opinião.

segunda-feira, dezembro 12, 2022

Too Close for Christmas


Aqui está o outro filme de Natal na Netflix com o Chad Michael Murray. Este foi o tipo que fez de anjo no outro. Vimos Angel Falls Christmas por opção. TCfC era obrigatório ver depois. Porque é necessário ver se CMM consegue ou não representar. Teria sido escolha ou não, no filme do anjo, de ser meio esquisito?

Não foi. Ele é só péssimo.

Holiday Harmony


Tenho uma dúvida de «ovo ou galinha». Será que foi o MCU a começar a conversa dos filmes dentro do mesmo universo, ou foram estes filmes de Natal? Porque dentro deste Holiday Harmony alguém estava a ver o filme de Natal filmado durante o Hollywood Christmas. Ou seja, ambos são no mesmo planeta Terra, nos Estados Unidos deste universo de Natal. Não é novidade. A Netflix tem uns quantos filmes de Natal que se referenciam uns aos outros. E a verdade é que vejo perfeitamente a Hallmark a fazer esta coisa de ter todos os filmes no mesmo espaço. Eles fazem coisas fraquinhas, ou que são o que são, mas vendem estes muito bem.

Claro que esta «artimanha» não começou com nenhum destes. Eu sei. Vários filmes com ligações é uma coisa feita há muito. Não sei quem começou, mas o John Hughes, por exemplo, os seus filmes eram todos nas mesmas terriolas. O Kevin Smith imitou-o nesse aspecto. Estas são as minhas referências. Haverá outras mais intrínsecas e/ou antigas, por certo.

O certo é que todos os estúdios estão atrás deste sucesso de filmes de Natal românticos. Até a HBO Max tem de capitalizar neste nicho, no qual nunca teve grande interesse. São os tempos que correm.

domingo, dezembro 11, 2022

A Hollywood Christmas


Toma lá quatro batatas hoje!

Está um frio de cornos. Nevou durante uns minutos ao início da tarde. E foram uns dias movimentados, com boas visitas, alegrias e uma desilusão. Como não passar a tarde de domingo no quentinho do sofá, a ver filmes fatelas de Natal? Não interessa se ainda faltam umas semanas.

Hollywood Christmas começou com péssimo aspecto. Cenários amadores e péssimas representações. Não muito pior do que já vimos hoje, mas não era o que esperávamos. Pensei que íamos parar e não ver o filme. Até que se percebe que era uma produção fajuta dum filme de Natal. Era um filme dentro dum filme. E a produção do «verdadeiro» filme, não sendo muito melhor, sempre parecia um blockbuster, comparado com o inicial.

Foi um bom truque.

Holidate


Este filme começa e acaba no período de Natal. Tecnicamente conta para a lista de filmes temáticos desta época. Se bem que - e aqui reside a genialidade (única) do filme - é uma comédia romântica que cabe em qualquer data festiva. Pode ser um filme popular no Dia dos Namorados ou até no Halloween. Foi uma ideia brilhante.

Já a execução... Foi difícil de aceitar a premissa. O tipo queria um date para as datas festivas, mas não uma relação. Ela precisava de alguém para não ser solteira 365 dias por ano (mais um nos bissextos). Mas tudo isto foi para quê? Não faz sentido. De parte a parte. A mãe dela continuava a pressioná-la porque sabia que não era um date a sério. Ele precisa dum date para o 4 de Julho por que carga d'água? Se é para estar com alguém sem possibilidade de haver sexo, vais com os amigos, não?

Como alerta: os últimos cinco minutos são só um pesadelo. Tudo o resto vê-se, se não se pensar muito na coisa.

Christmas with the Campbells


Este filme é super constrangedor. Inicialmente parece a sério. Depois parece um sketch de SNL em que o objectivo nem é acompanhar o guião, mas sim fazerem rir um ao outro. E depois parece que é a sério outra vez. Até depois de terminar de ver ainda não sei que filme vi, se uma tentativa de fazer uma comédia romântica de Natal (maior ênfase na comédia), ou uma coisa a gozar com comédias românticas de Natal (que tendem a focar-se mais na parte romântica).

Foi esquisito. Por vezes entretido, mas esquisito.

Angel Falls Christmas


Não tenho voto cá em casa. Até tenho alguns filmes de Natal em lista, mas tivemos de ver esta coisa. É péssimo. E inicialmente achámos que a estrela maior estava a representar muito mal, mas afinal foi uma escolha. Acontece que não estava a interpretar uma pessoa, mas sim um... Bem, melhor não spoilar. Imagino que haja muita gente por aí a querer ver.

Não há nada! O tipo é um anjo e faz umas cenas muito parvas antes que isto seja revelado. A minha teoria, antes de saber, é que estava sob o efeito de drogas para as quais ainda não há nome. Completamente flipado. Afinal não. Estava a fazer de Cage no City of Angels. Tenho de admitir. Foi hilariante.

Acabou por ser um daqueles filmes que dão a volta, de tão maus que são. Feliz Natal para mim!

quarta-feira, dezembro 07, 2022

I Used to be Famous


É a típica história dum personagem a tentar voltar ao que foi, a um ponto de auge, só para aperceber-se, no final, que já não é onde quer estar.

E este filme bate em todas as teclas certas, tendo em conta o que pretende fazer. Só achei que não precisava do grande conflito. Tem de ser. Faz parte da estrutura clássica narrativa. Mas não precisava. A sério. Até porque foi meio aos tropeções. Num momento era um pobre coitado, no seguinte ia em digressão com o amigo do passado, bem melhor na vida. Veio assim de repente, só por causa duns vídeos mais populares. De repente esqueceu-se tudo o resto. Não fez sentido algum.

O filme tem um bom princípio e até fim. O meio não me convenceu.

terça-feira, dezembro 06, 2022

Slumberland


Estes filmes que, supostamente, são para crianças, mas que, no fundo, são feitos por adultos que necessitaram, ou necessitam, lidar com traumas de infância, o que é mais que óbvio, bastando, para que o leitor perceba, atento, ver as vírgulas numa frase, por norma usadas em excesso, são giros.

Já não via um destes há algum tempo. Slumberland está muito bem feito, com uma jovem moçoila a ter de lidar com a perda do pai através de aventuras em sonhos, com um parceiro maluco no mundo da fantasia e um tio enfadonho no mundo real. Qual deles o mais sagaz.

segunda-feira, dezembro 05, 2022

Your Christmas or Mine?


Ora aqui temos finalmente um filme de Natal digno desse nome. Continua a ser uma comédia romântica, sem a «magia de Natal» e com uma mãe falecida, mas ao menos tem alguma resolução de questões familiares e momentos ridículos com desenlace feliz.

Rapaz e rapariga conhecem-se na escola, em Londres. Viajam para sítios distintos para passar o Natal. Perdidos de amor decidem surpreender o outro e viajam para casa do respectivo. Ao mesmo tempo. No mesmo dia. Sim, desencontram-se e têm de passar o Natal com a família do outro, separados. Porque está mau tempo e não há comboios. Porque é Natal.

Óbvio!

sábado, dezembro 03, 2022

Black Panther: Wakanda Forever


Tardou, mas foi. Não me recordo da última vez que estive tanto tempo sem ver um filme da Marvel, depois deste estrear. O atraso foi, em parte, por bons motivos. Mesmo assim. Que não se repita. Tive de atrasar ver o especial de Natal dos Guardians, por medo que spoilasse este filme. Ridículo, bem sei. São os tempos em que vivemos. Em que eu vivo, no fundo. Mais ninguém é parvo o suficiente para descer a este nível.

Wakanda Forever era um projecto muito, mas muito complicado. Quero começar por enaltecer o esforço titânico feito para suplantar duas muralhas gigantes. O filme tinha de lidar com o falecimento do actor principal e de ser uma sequela dum dos filmes mais bem sucedidos do MCU e do cinema em geral, nos últimos anos. Com a primeira parte lidaram muito bem. Decidiram não substituir o actor, o que foi uma decisão magistral. E fizeram-lhe uma homenagem digna durante o filme. A segunda parte era ainda mais difícil. Se bem que conseguiram fazer um filme divertido, seria quase impossível chegar ao nível do primeiro. Por todas as razões e mais alguma.

A um nível pessoal, saí mais que entretido da sala de cinema. Chegaram mesmo a haver momentos em que mudei nervosamente de posição na cadeira, o que é de louvar. Teve o seu quê de emocionante. A única questão de que não gostei foi da premissa para o conflito. Achei-a ténue e forçada. Creio que haveria formas mais simples de motivar os personagens para andarem à bulha. Talvez não levasse a determinados pontos na história global da Marvel, ou dos personagens em concreto, que os criadores desejariam. Suponho que haja motivos que desconheço para certas coisas terem acontecido. Seja. Não me faz confusão. E, lá está, não me estragou a experiência. Eu não teria ido por ali, mas quem sou eu para andar a mandar bitaites?

Para o terceiro terão novamente de lidar com algumas questões, parece-me. Mas isso são problemas em que pensar no futuro. Agora é altura de ver especiais de Natal.

sexta-feira, dezembro 02, 2022

Km 224


Já disse o quanto gosto de ter um serviço de streaming com filmes Portugueses? Não sei. Se calhar disse. O mais provável é já o ter dito algumas vezes. Sei que tenho uma tendência para repetir-me. Aliás, o que faço apenas e só é repetir-me. Não tenho mais nada de novo para dar ao mundo. O que consegui aprender está aprendido. O que consigo ver está visto. O que era capaz de fazer já fiz. Há algum tempo. Agora é só repetição do mesmo comentário ou história. Fica aqui revelado, para quem ainda não o descobriu. Eu disfarço bem porque tento não passar muito tempo com as pessoas. Mas é bastante flagrante.

De qualquer modo, gosto muito de ter um serviço de streaming com filmes Portugueses. A programação da HBO Max é boa só por si (maior parte é fundo de catálogo, mas não nos prendamos com detalhes), tendo ainda acesso a produção nacional - que muita mais falta me faz hoje em dia - é óptimo. E eu gosto do trabalho do realizador. No meio do marasmo que é o cinema Português (na minha opinião), estes filmes são um oásis, com bastantes belos pormenores.

Concretamente sobre Km 224, percebo de onde veio a ideia e acho algumas partes bem conseguidas. Não consegui identificar-me com os personagens. São reais, porque têm defeitos e fazem coisas horríveis como todos nós. E sei também que há por aí milhentos casais como este, que se odeiam e, em especial, às suas respectivas características principais, mas que têm filhos mesmo assim. Não percebo como este casal esteve junto tanto tempo. Ele é descontraído demais, o que leva a desleixo. Ela é super controladora e quer tudo certinho. Odeiam-se, como é óbvio. São pólos opostos. No entanto, aturaram tudo o que odeiam no respectivo parceiro, tempo suficiente para terem dois filhos. Ainda para mais passam boa parte do filme a queixar-se do que foi a relação e fazendo coisas absurdas que justificam cada um pelo ódio que têm um pelo outro.

Foi-me complicado ter empatia com dois personagens que têm tanto do que não gosto nas pessoas. Contudo, gostei de ver o filme e foi um tempo muito bem passado. E isso é que interessa.

quarta-feira, novembro 30, 2022

The Noel Diary


Não era suposto ser este o filme com que fechava o mês. Eu tinha outros em mente. A minha senhora queria ver um específico. Só que tivemos problemas técnicos e acabámos por «aterrar» neste Diário. O meu objectivo maior era atingir os 20 filmes este mês. Acelerei no final. Os últimos dias foram mais carregados para chegar a este mínimo aceitável. Queria acabar em grande, mas este filme... Faz sentido, agora que penso no assunto. Foi um mês muito fraquinho em termos de filmes. Tinha de acabar com um filme fraquíssimo.

Hoje mesmo apareceu-me um artigo qualquer no feed a dizer que este seria o filme de Natal mais natalício até agora. A expectativa subiu. A impressão que tinha é que seria mais um destes filmes românticos da moda, disfarçado com umas árvores de Natal. Assim, com um artigo a louvar tanto, achei que teria mais sumo.

Eeeeerraaaaaaaaado!

Noel Diary tem tantas incongruências que podia estar aqui duas horas e não conseguiria listar todas. Aliás, falar das incongruências duraria mais tempo do que o filme! É mau que dói. Tem um pouquinho mais de «magia de Natal», a que outros filmes da época/género nos habituaram, mas é por demais uma coisa tão ridiculamente mal cosida. É o pior «filme de Natal» que vi este ano. E já vimos umas coisas bem ridículas.

Clara


Dylan! A sério?! Que raios estavam a tentar comprovar com Bob Dylan?

Bem, escolhas musicais à parte, Clara tem muito de interessante. Quer dizer, quando falamos da procura de vida no universo - para além da nossa, claro -, é sempre interessante, certo? Ou sou só eu?

Um professor universitário procura algo no espaço, por forma a colmatar um vazio na sua própria vida. Antes que o consiga fazer encontra sim uma moça peculiar como assistente. É com a sua ajuda que descobrirão algo.

Foi uma ajuda científica? Nooooooooope! Longe disso. E essa foi a parte que deixou-me de pé atrás. Porque pendeu rapidamente da «ficção científica» para a fantasia. De qualquer modo, apesar disto e de Dylan, foi agradável de se ver.

Vesper


Curioso como um filme pós-apocalíptico consegue ser uma representação quase exacta da minha vida. É Belga, só falam inglês, e a personagem principal, quando sai de casa, tenta evitar pessoas.

Estes filmes pós-apocalípticos tendem a ter sempre uma mesma base. Um adulto a tomar conta duma criança, protegendo e procurando que evite fazer algo diferente e perigoso. A criança a querer sempre fazer mais, procurando melhorar a situação de ambos. A criança quer sempre mais e melhor, enquanto que o adulto só quer preservar o status quo.

De certeza que haverá um estudo qualquer, mas tenho ideia que as crianças contentam-se com o que têm. Mais que não seja porque não conhecem nada diferente. Em adolescente OK, vem aquela sensação nefasta de nunca estarmos bem onde estamos, para depois mais tarde passar ao medo da mudança. Mas crianças, epá, essas só querem é brincadeira. Poderei estar enganado.

Vesper segue esta base, incluindo ainda o surgimento dum elemento/pessoa, vindo do nada, que destrói ilusões de mundos melhores e o próprio status quo, tudo ao mesmo tempo. É muito clichê, mas ali pelo meio acrescenta umas coisas assim a modos que originais. Valeu por isso.

terça-feira, novembro 29, 2022

Oslo, 31. August


Isto é mesmo estar a gozar com um gajo.

Tomemos apenas o início do filme como exemplo. Não creio que vá spoilar alguma coisa. O filme tem dez anos. Imagino que toda a gente já o tenha visto. Portanto, a coisa começa com o nosso protagonista num quarto de motel à beira da autoestrada, com uma Sueca despida na cama. Sai e vai em direcção ao mato, a caminho dum lago ou dum rio. Não percebi exactamente o quê. É um corpo de água grande onde tenta suicidar-se. Ou então estava a treinar mergulho. Uma das duas. O certo é que, depois de vir à tona, regressa à clínica de desintoxicação, onde vive momentaneamente. Tem ordem de soltura. Foi a primeira noite que pôde passar fora da clínica. Tem agora um dia inteiro para passar em Oslo. Vai aproveitar para ver família e amigos mas, acima de tudo, tem uma entrevista de emprego.

Até o raio dos janados...

Reprise


Olha para mim todo armado em pseudo-intelectual, a ver filmes Noruegueses. Em boa verdade, já o estou para ver há algum tempo. Este e o próximo. Desde que vi o terceiro da «trilogia Oslo» deste Trier, filme considerado como «um dos do ano», do ano passado.

Não sendo desprovido de interesse - de longe -, não consigo distanciar-se do que estes caramelos fazem profissionalmente. São idiotas pretenciosos, que têm demasiado tempo livre nas mãos, logo passam-no a ler, a ouvir música, stalking autores conhecidos e em festas. É uma boa vida quando se é estudante universitário. Sem dúvida. Mas eles já passaram essa fase. É depois disso. Não têm de trabalhar porque têm famílias ricas. Não precisam. Como tal podem dar-se ao luxo de ir um ano para não sei onde, só para escrever um livro.

«Belas vidas», já dizia o outro.

segunda-feira, novembro 28, 2022

The People We Hate at the Wedding


Nao sabendo muito do filme, apenas do elenco e que ia haver um casamento, achei que iam passar o tempo todo a mandar vir com as pessoas irritantes na cerimónia. Tipo eu. Eu costumo ser a pessoa irritante em casamentos, sempre deprimido ou farto de ali estar, incapaz de divertir-me ou a divertir-me demasiado (entenda-se: bêbado chato e/ou que parte cenas).

Afinal eles eram essas pessoas. Não necessariamente o meu tipo de «pessoa irritante», mas mais do género embaraçoso e quase a arruinar o casamento. Foi confuso. Divertido, mas confuso.

Mas este elenco...! Caramba, é preciso algo mais para fazer um filme? Sim, neste caso, sim. Porque foram todos para Londres e não quero imaginar o que se estoirou em produção, mais os cachês dos artistas. Deve ter sido uma bela nota. Portanto sim, é preciso elenco e orçamento. Aprendemos todos algo, hoje.

Operation Christmas Drop


Depois da conversa no post do Holiday Calendar, fui confirmar o que a moça já tinha feito. Ela afinal não tem dois filmes na Netflix. Tem três! Não sabia deste. Claro que, sabendo, não havia como não ver. Apesar de ser mais um «filme de Natal» no calor.

Uma burocrata de Washington é enviada para uma base militar americana na Micronésia. A ideia é investigar e encontrar falhas suficientes para justificar o fecho da base. Parece que os malandros dos militares têm a mania de usar recursos para distribuir bens de primeira necessidade pelas ilhas.

O desplante destes bandidos! Não é para isso que servem as forças militares. É para pew pew e bang bang, não para acções que enriquecem as vidas dos mais necessitados. Devia ir tudo dentro, para a prisão militar onde ainda deve estar o personagem do Nicholson. Ou Guantanamo. Um desses sítios. É o mínimo.

domingo, novembro 27, 2022

Black Adam


Segundo blockbuster do ano, visto hoje, com Viola Davis. Não é muito relevante. Era só uma curiosidade. O papel dela é inconsequente e, em boa verdade, devia não existir, porque nunca serviu bem o propósito.

Black Adam procurou fazer tudo o que a Marvel fez de forma bem sucedida. Só que com anos de atraso. Pelo menos dez. Desde os personagens obscuros que não são explicados, ao raio que vai até ao céu e abre um portal, às ligações de universo feitas com a personagem da Viola. Nada disto tem qualquer interesse hoje em dia. Foi fixe, mas já vimos tudo antes.

Black Adam é banal, mesmo sendo o maior desafio de representação do Rock. Estou a gozar, claro. Há uma cena em que o Rock olha para uma estátua gigante dele e eu, por um segundo, perdi noção do que era a rock e o que era o Rock. Foi um filme divertido, mas por ser mauzito. Creio que não seria o objectivo. Pelo menos não imagino que o Rock tenha trabalhado neste filme durante mais duma década para atingir apenas esse «objectivo».

The Woman King


Se vou conseguir voltar a números decentes, ainda este mês, preciso de blockbusters. Isto tem andado fraco por estas bandas. Não tem havido vontade de ver grande coisa. Também houve visitas e há muita bola como concorrência. Mas antevia-se que este mês viesse a acontecer. Não me refiro ao mês em si. Novembro virá sempre por altura de Novembro. Antevia-se que chegasse um período em que a réstia de vontade esvanecesse. Se vou conseguir contrariar isso é com blockbusters, parece-me.

Para que não haja dúvidas, Woman King é um blockbuster. Tem muito do que preciso. Acção, emoção, uma data de clichês e malta talentosa. Infelizmente não chegou para reencher o copo vazio. Poderá ser preocupante. Deixa ver.

sábado, novembro 26, 2022

The Holiday Calendar


Um avô dá um calendário de advento à neta crescida. Era da avó, entretanto falecida. No primeiro dia a portinhola do dia 1 abre-se. Lá dentro estavam uns sapatos pretos pequeninos. É uma estatueta miniatura, a lembrar as coisas que costumavam estar nos bolos rei. Nesse mesmo dia o melhor amigo dá-lhe uns sapatos que comprou em Itália. Iguais.

O calendário prevê o futuro e a cada dia vai apresentar uma estatueta a representar o momento emblemático que terá nesse dia.

Engraçado, certo? Um ideia pitoresca e mágica para um filme de Natal. O problema é que, a partir de aí, eram só estatuetas com coisas alusivas ao Natal. O filme passa-se nesse período. O raio do calendário não está a prever nada. Saiu uma árvore de Natal. E então? Há mil árvores de Natal espalhadas pela cidade!

Ser no Natal e ter ou não o calendário, é tudo irrelevante. A história poderia ter acontecido em qualquer outro período do ano, de tão básica que é. O filme só oferece de bom a actriz principal, que tem algum talento e piada. Auguro-lhe um futuro incrível a aparecer em filmes lamechas românticos da Netflix. Já vi dois. Mal posso esperar pelos próximos.

segunda-feira, novembro 21, 2022

Disenchanted


A sequela tem mais músicas. Muitas mais músicas. Parecendo que não, faz a diferença. Não para bom.

Fora isso, gostei da história. Acho que está original e é uma boa continuação do universo. Aldrabaram umas partes do primeiro, para que a sequela funcionasse. Não é dramático. O chato é que houve algo que não funcionou. Não sei bem o quê. Algumas pontas que terão ficado soltas. Talvez. Não quer dizer que o filme seja mau. Só não consegue «dar o salto».

Ou talvez seja mesmo das músicas a mais. É só uma ideia.

Enchanted


Pensava que tinha de rever Enchanted para poder ver o novo. Porque não me lembrava de nada do original. Afinal precisava de ver Enchanted, antes da sequela, porque nunca o tinha visto.

Não sei bem que se passou. Não é só a possibilidade bem real de ter decidido não ver um filme com músicas e de ser claramente para miúdas pequenas. Isso nunca foi impedimento, em boa verdade, mas há 15 anos andava numa fase mais criteriosa. Surpreende-me, acima de tudo, porque não me lembro sequer do filme ter saído então. Foi aos Óscares. Tem gente bem conhecida. Elevado nível de produção. Dada a altura em que foi, faz sentido que não tenha visto, mas não saber que existe... Como foi possível ter-me passado ao lado?

domingo, novembro 20, 2022

Christmas With You


Após uma curta interrupção na «programação» usual deste humilde blogue - devido a uma visita familiar -, voltamos com um... eeerrr... «filme» de Natal.

Eu sei o que disse. Continua a ser demasiado cedo para filmes do género e, em boa verdade, devia guardar alguns para mais perto da data. Eu nem sequer tinha este filme na minha lista. Mas deu aquele preview na app da Netflix, enquanto «folheava» o catálogo, e neste a personagem sai dum carro com sacos de plástico à volta dos sapatos, porque havia neve e não os queria estragar. Foi tão ridículo. E sim, o filme é tudo o que promete. Incluindo ser uma versão mais barata do Marry Me. Mas eu não tenho anticorpos a cenas destas, no momento.

Christmas With You é, contudo, o local onde Prinze Jr. decidiu voltar aos live action, passado demasiado tempo. O que, infelizmente, nota-se. O rapaz tem todo o meu respeito pelo que fez no entretanto (foi voz dum personagem incrível de Star Wars). Porque decidiu voltar para este filme é complicado de entender. Mas ele lá sabe de si.

terça-feira, novembro 15, 2022

Raymond & Ray


Um velhote tem como último desejo que os filhos cavem a sua sepultura. Dois deles com o mesmo nome, de mães diferentes, que educou. Mal. Foi um péssimo pai. Teve ainda outros dois duma mulher com quem esteve pouco tempo. Não os educou. Não esteve sequer presente para isso. Foi um pai ausente. E teve ainda um último filho, já com sessenta anos. Não foi mau pai para este, embora o tenha sido pouco tempo. Talvez haja mais filhos. É possível que alguns tenham ignorado o pedido.

Era uma besta. Se não fui claro antes, friso-o agora. Os filhos têm bastante problemas. Os principais. Os que educou mais tempo. Os outros não foram traumatizados por ele. Mesmo assim marcaram presença e fizeram-lhe a vontade. Não sei se o teria feito.

Esta coisa da ligação de sangue é muito esquisita.