sábado, novembro 28, 2020

Imagine Me & You


You're a wanker, number 9! continua a ser uma das frases mais românticas de sempre, do universo cinematográfico.

Vi que catalogaram este filme de «R», o que geralmente implica ter violência, muita profanidade ou sexo explícito. Ou seja, tudo coisas essenciais num bom filme, mas não necessariamente adequado para jovens moçoilos e moçoilas.

Acontece que sim, existe alguma linguagem mais madura, mas não creio que seja por isso que vem o «R». Alguém decidiu que não era para crianças só porque há duas mulheres a beijarem-se. Completamente vestidas. Nada de mais.

É um pouco ridículo.

Polémicas à parte, achei e continuo a achar muita piada a esta comédia romântica. E li agora no blogue que foi um filme que vi um pouco antes de ter criado o EuVejoFilmes. Lembro-me que foi um dos que deu-me vontade de começar este estaminé, para poder registar e partilhar os filmes mais obscuros, mas que achava eu merecerem destaque. Curioso. :)

sexta-feira, novembro 27, 2020

Overnight Delivery


Estes dois delinquentes cometerem demasiados crimes, em pouco mais de 48 horas. Tudo no tempo para a encomenda ser entregue «overnight».

Não só não deviam acabar «felizes para sempre», deviam sim acabar «na prisão para sempre».

Mas não consigo odiar este filme, apesar de ser demasiado... demasiado. Principalmente «demasiado anos 90». Continua a ter um lugar especial no meu coração. Até porque tive enorme, gigante, tremenda paixoneta por Witherspoon, à custa deste filme.

Mega paixoneta, mesmo!

quinta-feira, novembro 19, 2020

High Flying Bird


Teve o seu «estilo», suponho. Baralhou-me a visão / realização constante tipo fisheye, mas suponho que o homem (o realizador, entenda-se) tenha ganho crédito suficiente para poder experimentar cenas quando der-lhe na telha.

Destaca-se o personagem do agente, acima de tudo. Meio clichê naquele sentido de «artolas» que pensamos sempre que agentes são. Mas mais preocupado com os jogadores, com as pessoas que são os jogadores, e até preocupado mais com o jogo, do que com o dinheiro.

Infelizmente não houve muito mais que possa destacar-se.

quarta-feira, novembro 18, 2020

Bad Education


Como é que é possível? Como é possível alguém roubar onze milhões ao estado, através do orçamento duma escola, sem ninguém reparar?

Eu respondo:

Com trabalho. Se fizeres o teu trabalho de forma exemplar e parecer tudo bem, ninguém vai questionar os fatos caros, as viagens em primeira classe, os carros, as casas (plural, sim), a cirurgia plástica, etc. Ainda por cima se trabalhares para dar uma boa educação aos filhos de toda a gente... Nesse caso até podes gamar 22 milhões.

Na boa. Na paz do senhor.

terça-feira, novembro 17, 2020

The Trial of the Chicago 7


The whole word is watching.

Foi uma frase gritada, repetida e citada, ao longo da narrativa deste caso de tribunal que aconteceu mesmo na década de 60. Não foi um evento que tenha visto na altura (muito por força de que não estava cá para o ver), mas tenho algumas dúvidas que fosse algo efetivamente visto pelo mundo fora, como é apregoado no filme. Aldeias no meio do Turquemenistão (este país existia nos anos 60 com este nome?) teriam outro tipo de preocupações maiores que um julgamento de 7+1 tipos. Por muito que maior parte fosse uma farça escandalosa.

Muitos de nós queixamo-nos de que Trump esteve no governo (que bom começar a falar nisto no passado). Maior parte somos ainda incrédulos a esta realidade. Mas o certo é que o país em tempos foi governado pelo Nixon. O Nixon, pelo amor da Santa! Mas sejamos honestos. Ôs Estado Unidos não são assim tão especiais nesta matéria. Qual o país que nunca elegeu um idiota incompetente?

TotC7 foi um dos muitos filmes que sofreu com a pandemia. Era suposto ter saído no cinema. O estúdio falou com os criadores. Em conjunto decidiram que, se saísse este ano, dificilmente teria público. A malta americana que «ignorou» a pandemia e teria vontade / coragem de ir ao cinema (e que foi, de certeza), não é o público de Sorkin. Para evitar que o filme fosse um flop, venderam-no ao Netflix. E ainda bem, sinceramente. Acho que merecia o público que, por certo, terá acabado por ter. A adaptação da realidade para cinema será boa. Quero acreditar que sim. Qualquer filme do Sorkin é sempre fácil e interessante de se ver.

Foi um prazer vê-lo em casa, em segurança.

domingo, novembro 15, 2020

The Boys in the Band


Duas vergonhas absolutas em relação a este filme.

1. Nem uma personagem feminina. Hollywood é mesmo um mundo machista. Uma data de papéis principais, todos metidos num apartamento, e nem uma personagem feminina. Que escândalo.

2. Tanta gente. Tanto talento óbvio. E, mesmo assim, nem menção em formar uma banda. Porquê o título enganador? Não era possível chamar-lhe qualquer outra coisa? É verdade que tocam alguns discos. Dançam e até fazem algum lip synch. Podiam ser uma espécie de banda de DJs. Porque não? Mas nem isso referem.

São injúrias. Mentiras e ultraje perante o público. Como é possível, nos dias que correm?

PS - Isto é tudo uma piada, claro. Vem muito na sequência da minha senhora ver o filme sempre à espera que alguém formasse, ou pertencesse efectivamente a uma banda. Ficou-se pelo título. Não sabia mais. É uma óptima adaptação duma peça de teatro famosa, já agora. :)

Band Aid


Uma cambada de gente, de séries de TV diferentes, juntou-se para participar num «projecto pessoal de amigo», onde um casal com dificuldades em lidar com os problemas decide começar uma banda e cantar as suas frustrações. O que, convenhamos, é demasiado próximo dum musical. E isso não é fixe. O filme está engraçado, mesmo assim.

Por um qualquer motivo, quando o filme saiu eu decidi não vê-lo. Decisão estranha, porque gosto do trabalho de maior parte destas pessoas. Poderá ter a ver com uma fase em que tinha pouco tempo, demasiado para ver, e decidi não ver nada que tivesse menos de 7.0 de cotação no IMDb.

Eu sei. Parece uma coisa parva, demasiado elitista. Mas o tempo de vida começa a ser curto. Tenho de ver o que quero ver. Não vou para novo. Já não dá para ver tudo.

Felizmente a minha senhora quis ver, porque gosta muito da moça principal - que também realiza coisas, pelos vistos, incluindo este filme. E ainda bem. Foi um visionamento bastante aprazível.

quinta-feira, novembro 12, 2020

Me Before You


Não há nada para ver e não me custa rever estas coisas. A minha senhora acha piada ao cavalheiro. Eu continuo a achar a irmã muito gira. (A minha senhora está a par.)

Mas será que achei a relação entre os dois super errada, da primeira vez que vi o filme? Vamos confirmar.

(...)

Confere. Tive dificuldades em perceber a relação na altura e tenho agora novamente. Porque ele não dá grandes sinais de ser alguém com quem se possa ter qualquer tipo de relação. E porque ela acaba por ser especial muito porque é a única presente. É gira, sim, mas isto roça muito o errado que é ter uma relação com alguém que toma conta de nós. Pior, ele tem uma posição de poder sobre ela, o que torna tudo completamente creepy e não aceitável.

Claro que nenhuma mulher olha para esta parte. Ele precisa de salvação, é bonito e rico.

Que achado!

segunda-feira, novembro 09, 2020

On the Rocks


Rich people problems.

Uma escritora com um escritório em casa e uma janela virada para as ruas de Nova Iorque. Coitadita, não consegue escrever. Está bloqueada.

Lá tem de andar com o pai, a beber copos e a almoçar em sítios finos em dias de semana, a andar pela cidade em carro com chauffer, a ver se o marido talvez a esteja a trair.

Quem nunca?

domingo, novembro 08, 2020

New Mutants


Que magnífico acidente foi New Mutants. O filme foi adiado quatro vezes. Começou produção em 2016, era suposto sair em 2018 e acaba por sair apenas no final de 2020.

Tudo começou ainda com a Fox sendo um estúdio independente e detentor dos direitos dos X-Men, para muita inveja da Disney. Procuravam capitalizar esses direitos com péssimas, péssimas interpretações de algumas das mais famosas histórias de BD (estou a olhar para ti, Phoenix). Hey, se as histórias duma equipa de mutantes, mal contadas, até fazem dinheiro, porque não contar a história doutra equipa de mutantes? E que tal contá-la em formato de filme de terror, porque é isso que os miúdos querem ver?

Foi assim que o filme foi vendido ao início. Uma história de terror com mutantes adolescentes. A proposta bate na trave porque a Fox queria algo na linha do Deadpool (sucesso recente) e então o realizador é forçado a ir para essa vertente.

O problema foi que um trailer do filme, com um ar mais soturno, sai por alturas do It estar no cinema, os executivos da Fox vêem que afinal horror vende, e pedem para o filme ter reshoots e ser reeditado para a versão proposta inicialmente. Este foi o primeiro adiamento.

Estranhamente, o andar para trás e para a frente não resultou. A edição final traz à luz um qualquer bicho horrendo, aos olhos dos executivos, que voltam a exigir reshoots. Segundo adiamento.

Não é claro que estes reshoots tenham acontecido, porque entretanto entrou a Disney na contenta. O estúdio do Mickey comprou a Fox, juntando os direitos «perdidos» dos X-Men (mais Fantastic Four e outros) ao Marvel Cinematic Universe (aquele que funciona). A Disney tinha pouco interesse em deixar sair um mau filme de mutantes, quando procuram capitalizar ao máximo estes personagens. Com o péssimo resultado da Phoenix nas bilheteiras (que surpreendeu todos, sim sim) e com patrões novos que não tinham pressa alguma, New Mutants sofre o terceiro adiamento, desta feita para 3 de abril de 2020.

Tendo em conta esta data, quem consegue adivinhar os motivos do quarto adiamento? Com as salas fechadas, muita especulação houve sobre que fazer. Em vários momentos acreditou-se que sairia em streaming. Porque não? Com as pessoas todas em casa, talvez conseguisse ter bastantes visualizações. Só que o conteúdo decidiu-se ser demasiado adulto para o Disney+ e o serviço de streaming é o único internacional. Podiam pôr no Hulu, mas estariam limitados em termos de público. Não, New Mutants acabou por servir de cobaia. Quando as salas reabriram, foi um dos filmes a «estrear». Como se sabe agora, os resultados de qualquer filme a ir para as salas nesta fase não foi espectacular. Mas terá sido assim tão mau resultado? Na realidade paralela em que não existiu Covid, quais foram os resultados de bilheteira? Melhores ou piores que os nossos?

Da mesma forma que as pessoas têm um fascínio mórbido por acidentes de carro, eu tenho por este tipo de projectos liderados por gente parva. Eu estava entusiasmadíssimo para ver Mutants. Com tanta intervenção do estúdio - estúdio esse conhecido por fazer um péssimo trabalho a gerir o franchise X-Men - Mutants tinha tudo para ser tão horrível, que dava a volta e tornava-se genial. É o que anseio ver. A «poia perfeita». É o que estou sempre à espera nos filmes da DC, só que infelizmente acabam sempre por ser apenas o normal de mau. Aquilo a que nos habituaram, no fundo.

Deixando toda esta novela real de parte, e falando sobre a película em si, não sendo tão mau como pintaram (ou como pareceu ser), o certo é que Mutants é uma coisa muito mal cosida. De cabeça, listo alguns dos problemas: A Ilyana teleporta-se. Como é que estava presa neste sítio? Ninguém estranha que são tão poucos? Curioso que os pesadelos começam quando aparece alguém novo. Ninguém tem um momento de lucidez para relacionar as coisas? A Dr. Reyes precisa de estar desperta para ter os escudos a funcionar? Quer dizer que a mulher não dorme nunca? Há um momento em que o Sam sai para lutar com o monstro e simplesmente desaparece de cena. Não, não é um mistério dentro do filme. É só mau editing.

Mais detalhes haverá. Não prestei assim tanta atenção, no final. Foi só mais uma coisa que vimos aqui em casa. Entretanto o meu fascínio pelo filme dissipou. Se tem saído em Abril, se tenho ido ver ao cinema, talvez tivesse outro impacto. Não sei.

Resta-me esperar pela pérola que será o Snyder Cut do JLA, esse próximo «magnífico acidente» pelo qual anseio.

sexta-feira, novembro 06, 2020

Love and Monsters


Teve mais do primeiro ingrediente no título, que do segundo. Se bem que... A história começa como uma de amor, com o rapaz a enfrentar todos os riscos - neste caso: monstros -, para voltar aos braços da amada, que perdeu aquando do fim do mundo.

Romântico, certo?

Pelo meio encontra uma data de monstros, mas também o amor dum cão (melhor não se pode querer), amor de desconhecidos e até amor de monstros. Para além dos dois ingredientes princiais, houve ainda uma boa dose de humor e muita aventura.

Foi agradável de se ver, mais que não seja por ter pessoas simpáticas umas com as outras. Não é comum em mundos pós-apocalípticos. Parece pouco comum até hoje em dia, no raio do «mundo» estranho em que estamos.

quarta-feira, novembro 04, 2020

Save Yourselves


Alguém disse «larga o telemóvel, anda daí, nada de mal pode acontecer». E assim, outro alguém, ou até esse mesmo alguém, decidiu fazer um filme.

Duas pessoas desligam-se de tudo. Vão para o meio do mato com telemóveis desligados. A ideia é encontrarem paz longe de ecrãs. O problema é que nesse momento o planeta é invadido por extraterrestres.

É por estas e por outras que nunca devemos estar sem olhar para o telemóvel. Em qualquer momento. Em qualquer lugar.

Uau! Que mensagem importante.

terça-feira, novembro 03, 2020

The Broken Hearts Gallery


Alguém foi a Zagreb e visitou o museu. Dessa experiência saiu uma ideia para um filme. Quer dizer, saiu uma «ideia». A coisa ali a meio perdeu fulgor e só a simpatia pelos personagens manteve o interesse. Ela é adorável e ele... Não sei bem o que ele é. Se galã, bad boy, metrocenas, irritante ou bom tipo. Consegue ser tudo e nada, ao mesmo tempo. Peculiar.

Convenhamos que a coisa terminou com um penteado à «Phoebe Cates», que duvido que maior parte das pessoas na sala tenha reconhecido. Ou mesmo maior parte do público em casa.

Malditos hipsters... E millenials.

Malditos todos.

domingo, novembro 01, 2020

Paper Towns

IMDb

Ah, a clássica história de destacar alguém no cartaz, quase como «name above title», e depois nem aparece assim tanto.

Por mim, na boa. Não tenho paciência, e não percebo quem a tenha, para atura a Cara. É um fenómeno que ultrapassou-me. Espero que já tenha passado, mas temo que se a for ver no IMDb vou descobrir que continua em projectos grandes, vá-se lá saber como ou porquê.

Como a sua presença no filme é limitada, acontece que Paper Towns consegue ver-se muito bem. Até rever-se bem. Os personagens (tirando a referida) são interessantes. A trama não é a coisa mais realista, mas mantém-nos atentos. O desenrolar não é mau.

E se terminar uma lista de pontos a favor com «não é mau» não vos faz ir a correr ver o filme, não sei que poderá fazê-lo.

sábado, outubro 17, 2020

The Babysitter: Killer Queen


Apostaram novamente no mesmo twist que, convenhamos, já não teve o mesmo impacto. Não contentes com isso juntaram-lhe um segundo twist, a tentar embrulhar tudo num pacote bonito. Não era preciso estar tudo ligado, pessoal. De todo.

É o problema de ter-se uma ideia que funciona. Alguém vai sempre querer mais e nem sempre é possível fazer uma sequela com um mínimo de qualidade.

Já McG continuou com a coisa. Andará ele com alguém que trabalha no Netflix? Estará interessado em alguém que trabalha no famigerado canal de streaming? Ou algum executivo terá fotos comprometedoras do realizador?

Veremos quão séria é a situação se houver um terceiro capítulo. Esperemos que não chegue a tanto.

The Babysitter


Foi um twist interessante. Não estava à espera.

Agora, o que surpreende a sério é porque um gajo como o McG anda a fazer teenager slasher films para o Netflix. Não que seja um suprassumo da realização, mas o homem tinha por hábito fazer blockbusters. Será que o streaming tem ainda mais poder (entenda-se «dinheiro») do que eu pensava?

Seria bom poder deambular sobre o assunto, mas isto tem uma sequela. Por isso...

sexta-feira, outubro 16, 2020

Hubie Halloween


Numa escala de 1 a 10, este filme foi... estúpido.

A sério. Hoje foram anunciadas novas medidas de calamidade, de quase quarentena e prevenção e, mesmo assim, este filme foi das piores, se não a pior coisa do dia.

Tirando as t-shirts da mãe. Essa parte foi gira.

sábado, outubro 10, 2020

Thor: Ragnarok


E ao terceiro filme surge... Taika.

O rapaz das terras lá de baixo tomou o mundo de assalto e não acredito que haja quem não aprecie o seu humor. Desde a série de vampiros baseada no seu mockumentary, até ao que lhe der na telha para fazer amanhã. O rapaz está em altas, com total mérito.

Em Ragnarok é ele que pega numa miscelânea tremenda de narrativas e informação e cose tudo, de forma exemplar, para dar-nos um dos filmes mais divertido da Marvel/Disney. É ele que traz o melhor de Hemsworth e outros ao de cima, a dar-lhes margem para dizer e fazer as alarvidades que lhes vierem à cabeça. É Taika que nos dá uma óptima vilã em Blanchett. E é ele que prepara as coisas para Thor/Hemsworth serem os únicos com quatro filmes, batendo os mais populares Iron Man e Cap.

Assim se termina um dia com uma trilogia no bucho. Para mais uma trilogia tão especial. Será das poucas, ou até a única, em que o terceiro é substancialmente o melhor dos três.

Thor: The Dark World



Mas é realmente um enredo mal desenvolvido. Então o plano de tirar o Éter de Asgard é quase tão idiota... como guardá-lo com o Colecionador no final, em boa verdade.

Fiquemo-nos pelas coisas positivas:
- Não vamos ver a Natalie Portman durante uns filmes, porque chateou-se neste com a malta da produção.
- A Marvel/Disney nunca desistiu do personagem Thor, pois a seguir (como se sabe) vem o Raganrok. Thor vai mesmo ser o único personagem/actor a ter um quarto filme, o que é espectacular tendo em conta os dois primeiros.
- A interacção entre Thor e Loki cimentou-se em Dark World e trouxe mais belos momentos daqui para a frente.
- As tranças dos elfos são efectivamente magistrais.
- E, mais fixe que tudo o resto, ainda há tempo para ver o Ragnarok hoje!

Thor


Chegamos então à última trilogia que falta à minha senhora. Tanto eu como ela vimos este primeiro, quando saiu, mas achámos por bem fazer o «embaço» completo. Não tenho muito a acrescentar ao que disse antes (até porque na altura fui bastante elogioso). Acontece que este é o primeiro filme Marvel que revejo e... Epá, não está espectacular. Na altura muito passou facilmente, porque era tudo novidade, mas agora é mais difícil de aceitar.

O filme não é mau. De todo. Continua a ver-se bem. Perde por comparação com o que entretanto foi feito. Apenas isso.

O pior é que sei the o Thor 2 é mais fraco que este e, mesmo assim, vou ter de ver.

Vamos lá a isso!

sexta-feira, outubro 09, 2020

Doctor Strange


Strange é um pouco mais difícil de explicar. Vimos uma trilogia, mas pelo meio era preciso ver outros filmes para perceber de onde vinham alguns personagens. Depois foi necessário ver as sequelas destes filmes, claro. Strange é demasiado isolado. Tem uma ligação muito, muito ténue com Ragnarok, mas daí a justificar ver a coisa... Bah! Eu gosto dos filmes. A minha senhora não é tão fã, mas acha-lhes piada. Não precisa haver grandes justificações.

É bem mais curto do que pensava. Tipo o post que fiz para o filme, da primeira vez que o vi. Será talvez dos posts mais curtos que tenho dum filme da Marvel. Terá a ver a ver com o quão pouco sou apreciador, ou mesmo conhecedor, do personagem na BD? Suponho que fará tanto sentido como considerar que o filme será curto dado que o tempo de Cumberbatch é bastante valioso. Por mais dez minutos de filme seria menos uma das milhentas participações do actor em coisas várias, nos últimos anos. E isso não pode ser, que o público precisa da sua dose regular de 'Batch.

Doctor Strange continua a ser bastante trippy. Desta feita o humor soou mais forçado, embora este humor «chapa cinco» da Marvel/Disney seja sempre divertido.

segunda-feira, outubro 05, 2020

Ruth


Como Português que sou, não tinha grande vontade de ver um filme com produção da minha terra. Como Benfiquista que sou, tinha de o ver. E não deixou de ser curioso, em pleno dia de celebração da implantação da República, ver o quão corrupto «era» o raio do país. Quando se usavam recursos militares para transportar um jogador de futebol. E quando se usavam todas as influências possíveis de estado para impedir esse mesmo jogador de ser inscrito.

Hoje em dia quero acreditar que tal não aconteceria, mas o «nosso» futebol também já não tem propriamente Eusébios, convenhamos. Não há como comprovar a teoria.

sexta-feira, outubro 02, 2020

Ant Man and the Wasp


As portas da barragem abriram-se. A ideia era ver uma trilogia ou duas. Pelo meio foi necessário ver mais um par de filmes. Já agora convém também ver as sequelas destes. É dar-lhe mais um bocado e andamos a ver as séries de animação, não tarda.

Existe tanto nonsense tecnológico neste filme. Uma data de palavras caras, misturadas com «quantum isto» e «quantum aquilo», a montar boa parte do argumento. A sorte é que há uma data do outro tipo de nonsense, o mais clássico, para nos fazer rir e não pensar muito no que pouco faz sentido.

Mais uma vez são as fórmulas da BD a transporem-se para o cinema. Durante décadas li livro atrás de livro que não dizia nada com jeito, mas que tinha monstros coloridos, noutras dimensões, e aventura em barda.

Tão bom.

domingo, setembro 27, 2020

Captain America: Civil War


Depois dum par de desvios importantes, para conhecermos melhor personagens como Scarlet Witch ou Ant Man, cá chegamos ao fim da trilogia existente, até ao momento, do nosso Capitão favorito (temos pena, Iglo).

O filme era e continua a ser «espectacular». Lamento, mas não consigo acrescentar muito mais. Posto isto...

Quem é que pode ser contra o Cap? Se ele diz que algo está errado, então é porque é errado. Haver uma data de heróis que se junta para combater o Cap é surreal. O homem tem sempre razão em tudo o que diz, faz e no que apoia.

(...)

Tirando o questão do Bucky. Apoiar cegamente o Bucky é parvo e custa a entender. Especialmente depois de saber-se das coisas que andou a fazer com os Russos. Se tivesse sido só beber uma vodkas, cavalgar ursos, brincar na neve, etc., aí tudo bem. Mas as coisas que o Soldado fez...

Hey, toda a gente tem um calcanhar de Aquiles. Até o Cap. É uma das coisas que nos faz humanos. Apesar de sabermos perfeitamente que o personagem interpretado por Evans é mais que todos nós, mais que humano, mas pronto.

sábado, setembro 26, 2020

Ant Man


A ideia era que a minha senhora visse as duas trilogias que lhe faltam. As do Cap e do Thor. Começámos com Cap, mas acontece que Civil War tem uma data de personagens que aparecem antes, para além duma referência ou outra importante. Não que a minha senhora não tivesse já visto personagens como o Black Panther, o Ant Man ou até o Spider-Man, nos filmes Avengers ou até nos filmes individuais, mas Civil War é onde aparecem alguns destes pela primeira vez, ou na sequência de terem feito outras coisas.

Já agora tentamos ver da forma mais sequencial possível, não?

Em relação a Ant Man. Talvez por estar mais distante da polémica da altura, da troca de realizadores. Ou talvez porque entretanto houve uma Ant Man 2, ou porque habituei-me mais ao personagem noutros filmes. O certo é que não senti tanto que o filme era «bastardo». Senti menos correria na narrativa, por muito que a continue a haver na ação. Talvez esteja resignado. Não sei.

Na verdade o que queria com este segundo post sobre um mesmo filme era chamar atenção para um pormenor curioso: no passado Hank Pym não disse tudo ao seu assistente, este enlouqueceu e tirou-lhe a empresa; no presente revela tudo a um ladrão, que torna-se num herói. É uma lição valiosa sobre dizer sempre a verdade.

E ainda dizem que estes filmes não têm nara para ensinar aos miúdos.

Avengers: Age of Ultron


Não percebo tanta crítica a este filme. É bem divertido, com uma interpretação caricata do Ultron. Faz a ponte para outras coisas, para outros filmes. Tem uma data de referências a coisas que vão gerar resultados em filmes mais à frente...

Imagino que o problema não seja com o filme em si, mas com o facto de ser uma sequela. Pior, é uma sequela do filme de maior sucesso, o que «colou» os vários filmes individuais, pela primeira vez mostrando «a equipa». Logo, tinha de esperar-se algo ainda maior, certo? Errado.

Percebo a necessidade de fazer sempre mais e melhor. Percebo que seja algo a almejar. Mas convém ter presente uma regra base do cinema (e até da ficção em geral): o original é quase sempre melhor que a sequela. Há excepções, claro. Mas o original dá-nos a base de tudo o resto. Vem primeiro. Surpreende. Informa. Dá-nos tudo em primeira mão. O resto vem na sequência de. Logo, entendo que se queira mais do que veio antes. Não entendo que se fique frustrado ao perceber que não é possível.

E sim, considero o primeiro Avengers até melhor que Infinty War ou Endgame. Adorei os dois últimos Avengers, atenção. São projectos cinematográficos extraordinários. E tive tanto prazer em vê-los várias vezes, como terei em qualquer altura que os reveja. Seja agora, seja daqui a dez anos. Mas o primeiro... O nosso primeiro amor é sempre o mais especial. A nossa primeira vez... Bem, vamos evitar entrar em analogias perigosas, que não funcionarão tão bem.

Houve muita polémica com Whedon. Polémica essa que ainda hoje existe. Algo correu muito mal no relacionamento entre ele e o estúdio. Foi algo tão grave que está a afectar-lhe e muito a carreira, neste momento. Alguém que esteve no topo em 2012, agora está metido no buraco. E parece que não sairá de lá tão cedo. Mas isso em nada devia influenciar o visionamento deste filme.

Tomemos como exemplo o trabalho sucedâneo dos Russo. Estarão do lado de Whedon? Duvido. Provavelmente nem conseguirão estar juntos na mesma sala. Afinal, estes cavalheiros substituiram-no e suplantaram-no, para todos os efeitos. O certo é que continuaram com o trabalho feito por quem veio antes. Poderão não respeitar o homem, mas respeitam o trabalho. Há tantas, mas tantas referências deste filme nos Avengers que magistralmente realizaram.

Nada foi ignorado. Tudo foi trabalhado, para poderem criar o universo fantástico que hoje existe. E Age of Ultron faz parte desse universo. Temos pena.

sexta-feira, setembro 25, 2020

Captain America: Winter Soldier


A minha senhora continua na sua senda de «tapar os buracos», de ver os filmes Marvel que não viu. Por mim... supimpa! Se há coisa na vida que tenho zero dificuldade em fazer é rever filmes da Marvel. Tirando o terceiro Iron Man. Esse... Não sei se alguma vez vou ter paciência para rever esse.

Ainda por cima temos finalmente Disney+ a bombar cá em casa, por isso é uma alegria e uma simplicidade de processos, com tudo organizadinho. É só clicar em «botões» na app. Que sonho de vida que vivemos, hoje em dia. Quer dizer, tirando a pandemia, estarmos fechados em casa, vivermos assombrados pelo futuro com menos emprego, crise, etc. Tirando isso, em termos tecnológicos e de entretenimento, está tudo espectacular.

Sobre o filme, não há muito mais a acrescentar ao que disse da primeira vez. É um caos de acção, do princípio ao fim. Super intenso, desde o barco até aos helicarriers. E foi um magnífico início de carreira na Marvel dos irmãos Russo que, anos depois, fecharam «a» mega história com uma mestria extraordinária. Para eles, tudo começou aqui. E diria que a verdadeira popularidade deste personagem começou aqui também.

Captain America: First Avenger


A opinião mantém-se. Fizeram de facto um trabalho notável a ir buscar os detalhes todos à BD. É uma excelente adaptação duma história de origem, da BD para o cinema. Independentemente de se gostar ou não do personagem ou da história.

E, ao ver pela terceira vez, noto que todas as pontas soltas, resolvidas em filmes mais à frente, vieram destes primeiros filmes feitos pela Marvel Studios. Resta saber quanto foi a influência da Disney / do senhor Feige.

First Avenger é o primeiro filme Marvel que vejo no Disney+. Já quando tive crédito para gastar com a Vodafone, gastei-o neste filme. Raio do filme parece ser mesmo importante para a minha pessoa. E para o blogue.

quarta-feira, setembro 23, 2020

Enola Holmes


Bom breaking of 4th wall, algo que está cada vez mais na moda. Não me incomoda. Bom personagem/interpretação da Millie que, para alguém tão novo, parece ter alguma influência em Hollywood, ou não fosse ela uma das pessoas que produz o filme. Tem algumas falhas na história inteligente, cenas que fizeram-me pouco sentido mas que não estorvam o visionamento. Boa combinação de duas histórias paralelas, com qualquer uma a ser principal ou secundária.

No geral o saldo é positivo. Para mim, enquanto espectador. Não sei se a malta no Netflix estava à espera da polémica. Os descendentes do criador do Holmes reclamaram que as personagens não tinham nada a ver com o que foi criado, em especial a própria Enola (que não faz parte das histórias originais de Sherlock).

Claro que, nos tempos em que vivemos, não sei até que ponto estas polémicas simplemente não ajudam a promover certas obras. Não terá o filme tido ainda mais atenção precisamente por causa da polémica?

sábado, setembro 19, 2020

All Together Now


Estou a perder qualidades de avaliação. Sempre tive a capacidade de perceber o tipo de filme simplemente com o poster ou um par de imagens. Podia jurar que ATN era um musical simples de adolescentes. Uma coisa bem disposta, com músicas dos Beatles.

Afinal é uma coisa deprimente comó raio, em que acontece tudo a uma pobre, doce, genuinamente boa rapariga. Pensava que ia reclamar com demasiada boa e musical disposição e estou aqui abraçado às almofadas do sofá, todo eu baba e ranho.

Ter um Netflix em Neerlandês não ajuda, mas não serve de desculpa.