terça-feira, abril 21, 2020

Just Mercy


A história é notável. Esta gente merece que se fale deles a toda a hora. Merecem livros, um filme. Toda a distinção. Começaram um trabalho extraordinário de defesa de pessoas que não tinham qualquer ajuda. É efectivamente algo digno de registo.

Já falando apenas sobre o filme... O casting é esquisito. Parece quase tudo mal escolhido. E será a primeira má interpretação que vi de Michael B. Jordan. Para não falar dum Jaime Foxx demasiado estranho. Desinteressante, mesmo. Em boa verdade, o papel principal faria mais sentido para alguém como Foxx, embora perceba que será demasiado velho. Não sei. Poderá ter sido apenas uma questão de direcção de actores, mas senti mesmo que eram «peixes fora de água».

segunda-feira, abril 20, 2020

Bloodshot


Houve aqui um esforço para tentar contar uma história original.

Tudo começa com os clichês do costume. Um militar é ressuscitado graças a um projecto ultra-secreto, que o torna uma máquina quiçá invencível/imortal. O militar acorda sem memória de quem era, mas cedo começa a lembrar-se de como alguém matou-o a ele e à esposa, que amava muito, mas mesmo muito. Tanto, aliás, que o militar usa as novas abilidades para caçar e matar o assassino.

Até aqui tudo relativamente banal. Entra então a «novidade»: é tudo mentira. O militar tem efectivamente novas habilidades, mas a história de como morreu, como ele e a mulher foram mortos, é tudo treta. O cientista usa-o como o seu assassino profissional, para despachar os seus inimigos e do projecto.

Repetindo-me: até aqui... OK, aceitável. Só que... Para engendrar o homicídio destes inimigos, o cientista e demais equipa têm de apagar as memórias do militar após cada homicídio. Depois têm de fazer sempre o mesmo cenário, dizendo as mesmas coisas, só para que o militar se convença a fazer o que o cientista quer que faça.

É estúpido. Muito estúpido. É o que estou a tentar transmitir... e a falhar miseravelmente. Tanto quanto as pessoas que tentaram contar esta história mal parida.

sexta-feira, abril 17, 2020

My Spy


Continuando com as surpresas, My Spy foi extranhamente divertido.

Soube do filme há uns meses. Acrescentei às minhas listas. Mais tarde vi o trailer. Com base nesses parcos minutos quis desistir imediatamente. E se tivesse visto o filme logo após, certamente abandonaria no início. Agora suponho que ande um pouco mais tolerante, mais calmo. Tem de ser. É a única forma de ficar são no meio da insanidade à nossa volta.

Continuo sem perceber como é que Dave Bautista chegou aonde chegou. Acho mesmo que é a pior coisa nos «Guardians», e que está mesmo a impedir os filmes de atingirem patamares mais elevados. Não tenho paciência para a sua «improvisação», que não tem assim tanta piada, malta! Posto isto, não sei como, mas tolerei-o em My Spy. Ajudará que a miúda até fez-me rir numa cena onde goza e bem com o palerma, e que a parceira de Bautista é efectivamente uma pessoa que sabe improvisar e tem humor.

Quanto tempo mais durará esta «carreira» de Bautista como protagonista de acção/comédia?

The Invisible Man


Elizabeth Moss parece ter arranjado um registo porreiro de «vítima», para fazer carreira. É bom. Porque Moss tem bastante mais que isso. Passa facilmente de vítima para sanguinária, com um toque de psicótica. É assustador e fixe ao mesmo tempo.

Invisible Man foi uma alegre surpresa. Para mim e para muita gente. Foi mais um dos que sofreu com o fecho dos cinemas, mas até conseguiu atingir excelentes resultados até então. Com um orçamento pequeno, o filme preparava-se para atingir lucros invejáveis. Mais ainda. A mim surpreendeu-me porque conseguiu apresentar uma trama interessante, mais desenvolvida do que apenas o personagem principal. Convenhamos que ser invisível é uma ideia engraçada, mas não tem assim tanto para onde ir.

Esta versão é uma mistura das histórias que conhecemos do personagem, com o Sleeping with the Enemy. Funcionou bem. Teve algumas situações meio parvas, que seriam de esperar dado o ridículo do «monstro», e um final que eu não esperava de todo. Essa parte confesso que ainda não sei se gostei ou não.

--//--

Está a ser um ano fraquito de números (para além de tudo o resto), mas com este filme passo o pior ano deste blogue. Já está óptimo. Pequenas vitórias. ;)

quinta-feira, abril 16, 2020

A Rainy Day in New York


Outro realizador caído em desgraça. Este por motivos sérios, ao contrário de Smith.

Custa ver Allen tão mal. Sei que é errado dizê-lo. Sei que entro no reino do politicamente incorrecto. Felizmente ninguém lê isto e não serei queimado por fazê-lo.

Claro que se se provar que fez o que é acusado de ter feito, merece isto e mais um par de botas. Para já só lhe estão a afectar o trabalho. A editora cancelou o lançamento do seu último livro, após protesto interno dos próprios funcionários da editora. E este filme teve muitas dificuldades em encontrar distribuição. Não sei se acabou por ser distribuído ou se foi só distribuído para poucos cinemas, mas o certo é que foi boicotado. Ainda por cima Rainy Day é um dos filmes porreiros de Allen. Não ao nível dos melhores, mas romântico e com algum sentimento. Se se provar em tribunal...

Não sei como vai ser o resto da carreira/vida deste homem. Para já ainda há muitos actores que querem trabalhar com ele. Basta olhar para as promessas e estrelas neste pequeno filme. Claro que se continuar sem distribuição fica sem dinheiro. Sem dinheiro não terá bons actores por certo. E aí chega ao fundo do poço.

A esperança poderia vir pela mão dum serviço de streaming. Mas será que existe algum a arriscar contratá-lo, com tanta polémica? É engraçado, na última participação nos Golden Globes, Gervais mandou uma boca mordaz (mais uma, de entre demasiadas) aos actores que não têm escrúpulos e trabalham para qualquer estúdio ou Apple TV, por muito que se saiba das falcatruas das respectivas empresas. Já o contrário é mais complicado.

Acompanharei os próximos capítulos da vida de Allen, mas confesso que estou pouco esperançoso por um final feliz.

quarta-feira, abril 15, 2020

Jay and Silent Bob Reboot


Dei a volta com este cavalheiro. É conhecido que sou fã do trabalho inicial, mas nos últimos anos tem-me irritado. Porque andou aí numa fase de desdenhar e maldizer. Parecia que só isso sabia fazer, para além de filmes que tinham pouco ou nenhum interesse. Entretanto já fiz as minhas pazes. Depois dum susto o homem começou a fazer coisa mais leves. É a cara do IMDb, hoje em dia (quem diria!). E realiza episódios de séries de que gosto.

Este filme... Estas parvoíces são as mesmas parvoíces que maior parte de nós faria. E que muitos fazem, aliás. É fazer filmes com e para os amigos/família. É passar uns tempos a juntar a malta toda e fazer coisas tolas. O próprio diz tudo, pela boca do (novamente) amigo de longa data, o Affleck. Parafraseando, houve um momento na vida que apresentou algumas agruras que o inspiraram a contar histórias específicas. Essas história pessoais falaram às pessoas. Entretanto a vida melhorou de tal forma que deixaram de existir agruras. Deixaram de existir histórias pessoais para contar. Smith dedicou-se à filha e tudo o resto acabou por desaparecer, da melhor forma possível.

Como ficar chateado com alguém que sempre foi honesto? J&SBR é uma porcaria, entenda-se. Tirando os amiguinhos e familiares do realizador, ninguém deve ver isto. Mas honestidade não lhe falta.

terça-feira, abril 14, 2020

Angel Has Fallen


Depois dos Russos e demais terroristas, quem estaria ao nível de conseguir fazer frente ao Butler? Extra-terrestres? Talvez. Mas não, tem de ser a maior potência no mundo: os EUA! São os únicos fortes o suficiente. Ou será que são?

Entre as gotas da chuva, pelo meio de MCUs ou DCEUs, mais o chorrilho de F&Fs, John Wicks, Takens e demais franchises que por aí andam, estes Fallen vão fazendo o seu caminho. E não é que sejam muito conceituados. Enquanto que os acima sempre vão recebendo prémios, quebram recordes de bilheteira, ou vão tendo boas notas nos sites de referência, não vejo assim tanta atenção a ser prestada aos Fallen. Mas há três deles. E eu vi os três. Parece que estas coisas continuam a dar dinheiro. Óptimo.

São bons filmes? Epá, cumprem os objectivos que pretendem cumprir. Não são mais nem menos do que querem ser. E são tiros a torto e direiro, com um tipo fixe. Interessa que não têm grande história ou que façam pouco sentido? É suposto? Desde que seja divertido, para mim está tudo bem.

O que é verdadeiramente espectacular é que este Fallen também teve apoio Português! Foi filmado em solo nacional? Claro que não. Há o ponto em comum da Bulgária. Tanto o último Rambo como este foram filmados lá. Temos alguma obrigação em dar dinheiro quando há filmagens na Bulgária? Espero que sim! Sempre é algo divertido a acontecer, de tão estúpido que é.

Às tantas estou a ser injusto e o dinheiro foi usado para levar Butler à Kikas. Porque, repito, ele é um tipo fixe, e quem dera a muitos estabelecimentos serem tão especiais como a Kikas.

domingo, abril 12, 2020

Like a Boss


O elenco é fixe mas o guião é muito básico. O filme não vale o 4.3 que aparece no IMDb, mas também não vale muito mais. É curto de tempo. Sente-se claramente que tinha um caminho e a certa altura aterra do nada no destino. Terá faltado orçamento? Imagino que o escritório e os dentes da Salma não tenham sido baratos. E quanto terá custado ter Kudrow só para um par de cenas reles, que poderiam ter sido feitas por qualquer um. Para não falar naquela cena final toda espalhafatosa, completamente despropositada.

Like a Boss foi um valente tiro ao lado.

sábado, abril 11, 2020

Bad Boys For Life


BBFL confundiu-me imenso.

Primeiro achei que era parvo fazer esta sequela.
Segundo vi umas boas críticas e passei a achar que estava a ser parvo.
Terceiro os meus amigos do maldizer... disseram mal do filme.

Não quis acreditar. Eles são muito negativos em relação a tudo. Não é crítica. Apenas facto. É por isso que gosto deles e damo-nos tão bem. Eu também gosto de dizer mal de tudo. Mas não quis acreditar. Mais que não seja porque gosto de dizer mal dos gostos deles. Só que desta vez não estavam a dizer só por dizer. O filme é muito fraquinho.

Martin Lawrence passa o tempo todo a chorar. Will Smith passa o tempo todo a fingir que não é velho. E os Belgas (dupla de realizadores) foram um bocado amadores. É tudo muito fraquinho, muito banal, às vezes com «demasiado azeite».

Devia ter-me ficado pelas primeiras impressões.

quinta-feira, abril 09, 2020

Rambo: Last Blood


Curioso. A certo momento pensava que ia ser um Taken e afinal foi um Sozinho em Casa. Percebo o porquê da transição. Os túneis sempre disfarçaram a velhice.

Contrariamente aos demais projectos do velho Stallone, em que toda a gente acha que ele devia estar quieto mas a coisa até corre bem, esta sequela não deveria ter sido feita. Porque não só não acrescenta nada à história do nosso Jonh de bandana favorito, como ainda por cima destrói um pouco a imagem do rapaz.

Como disse um amigo meu, o personagem Rambo é simples. A guerra existe. Maus da fita existem. O Rambo não quer, mas é o melhor a matar uma data de gente. Não é preciso grande enredo. É dar uma razão decente e apontar o rapaz numa direção. Ele faz o resto sozinho. Em Last Blood decidiram dar uma família e mais coisas. Para quê?

O mais incrível, pelo menos para os Portugueses, é que este filme teve apoio do Turismo de Portugal. É verdade, sim senhor. Muito sou criticado por ver genéricos até ao fim, mas o certo é que às vezes há informação relevante (para além de pelo menos um nome Português na lista). No final apareceu o logótipo do Turismo de Portugal. Pensei cá para comigo: houve alguma coisa a ser filmada no país. Claro que não. Tudo filmado nas Canárias e na Bulgária. Fui confirmar e vi algures online que o filme foi efectivamente apoiado pelos impostos Portugueses. E parece que poderá não ter sido pouco.

Não dá logo um sentimento incrível de orgulho patriótico? É o que os filmes do Rambo sempre fizeram pelos Americanos.

terça-feira, abril 07, 2020

Onward


Onward foi uma das primeiras «vítimas» da Covid.

O filme ainda estava nos cinemas quando tudo parou e as salas fecharam. Convenhamos que não estava a ser muito bem sucedido, apesar do bom elenco e de algumas boas primeiras impressões. Terá sido um dos filmes Pixar com pior (ou mesmo o pior) resultado num primeiro fim-de-semana nas salas americanas. Após um par de semanas depois do fecho os estúdios começaram a libertar os filmes nas plataformas pagantes digitais, muito mais cedo do que foi a prática até agora. Alguns destes filmes tinham feito o seu ciclo nos cinemas. Mas em maior parte dos casos foi uma tentativa dos estúdios de reaver algum dinheiro.

Claro que a Disney não é parva nenhuma. Já andam nisto há algum tempo. Pouco depois de terem colocado o filme à venda, rapidamente decidiram colocá-lo disponível na nova plataforma de streaming: o famigerado Disney+. Consta que foi o melhor que podia ter acontecido ao filme. A Disney+, como fazia a Netflix ao início (e ainda faz), não revela números de visualizações, mas parece que Onward foi muito procurado online, logo após ficar disponível na Disney+, o que tende a ser sinal de «sucesso».

Ou seja, o filme foi um flop no cinema mas está a ser um sucesso em digital. Quer isto dizer que foi um sucesso ou não? Não dá para medir da mesma forma. E convenhamos que terá sido sempre um buraco financeiro. Teve um orçamento elevado e não se pagou directamente com bilheteira e vendas directas online. Terá trazido mais utilizadores à plataforma? É assim que a Netflix define se um conteúdo é um sucesso ou não. Será ainda demasiado cedo para perceber se ajudou com novos utilizadores.

O certo é que o status quo levou um senhor abanão com a crise. É óbvio que muitas mais pessoas vão virar-se para o digital e evitar salas de cinema. O conforto do lar é imbatível. Nos últimos tempos as salas de cinema têm sobrevivido graças aos blockbusters. Claro que Hollywood hesita em transitar cinemas apenas para blockbusters e streaming para tudo o resto. Mais, falta ainda definir o que é um «blockbuster» e o que é só um filme caro. Poderá ser que a crise empurre muita coisa para o digital. Porque um filme também se torna mais caro pela distribuição nas salas. Cortando um intermediário, a coisa fica mais barata e, se calhar, rende mais ser mandado logo para casa das pessoas.

Muito mudará. Ou talvez não. Ainda é cedo para tirar conclusões. O que posso adiantar, nesta fase, é que Onward é divertido. Vale a pena ver.

Hooking Up


Hooking Up tem uma premissa rocambulesca. Não sei se consigo explicar.

Brittany Snow escreve artigos sobre sexo para uma revista. Não são os artigos convencionais. São histórias de aventuras sexuais em sítios públicos, com malta casada, com mais que uma pessoa, etc. Porque não é uma moça com grande imaginação, Brittany tem de experimentar as coisas em pessoa. Isto leva-a a umas sessões obrigatórias de viciados em sexo, tipo alcoólicos anónimos. Do outro lado temos o inocente Sam Richardson (também conhecido como «POTUS» para alguns), que teve a infeliz notícia que o seu remanescente testículo teria de ser removido, por risco de cancro. O outro já tinha ido antes, pelos mesmos motivos. Para mais, a namorada de Sam desde o secundário acabou com ele. Não pelos motivos óbvios. Só porque ele era um pouco enfadonho. Ele procura apoio num encontro de vítimas de cancro. Brittany e Sam conhecem-se por acaso no local onde ambas as reuniões decorrem.

Ainda não acabou.

Brittany foi despedida por ter sexo onde não devia. phrasing Sam está prestes a perder uma parte importante na vida de qualquer homem. Ela tenta reaver o emprego, ao mesmo tempo que faz uma espécie de terapia dos viciados. A moça quer voltar a ter sexo em todos os sítios/cidades onde o fez antes. Pega num mapa e marca os locais. E pega no Sam e vai aos locais, já que ele precisa de «dar umas voltas» enquanto pode e precisa também duma espécie qualquer de terapia para esquecer a ex-namorada.

Não faz muito sentido, certo?

Pois. É o que existe de comédias românticas, nos tempos que correm.

Bangkok Dangerous


Bangkok. Its corrupt, dirty and dense.

Que bela comédia, com Cage a ser o mais canastrão que consegue ser. Obrigado pela oferta, estimados P. e R.

Passo a explicar.

Em tempos, quando o mundo era um pouco menos estúpido e bastante mais «amplo» do que é agora, tinha amigos a viver na Tailândia. «Que fixe!», pensam vocês. «E gostaste de visitar o país?» Sendo uma pergunta adequada, só a fará à minha pessoa quem não me conhece. Pois é notório que sou um molenga do caraças, que não aproveita este tipo de oportunidades. No fundo, sou um idiota.

Acontece que sempre tive amigos que não merecia, por serem bons de mais para mim. Estes amigos, para além de terem convidado várias vezes a visitá-los, trouxeram-me esta prendinha. Sabiam do meu apreço pela 7.ª arte. O P. chegou a ser uma das pobres pessoas que visitava este humilde estabelecimento, ao início.

Repetindo-me: como idiota que sou, demorei a ver o filme, não podendo assim devolver o gesto enquanto P. ainda tinha paciência para visitar o blogue.

Há quem diga «mais vale tarde do que nunca», mas isso é tão estúpido como maior parte das expressões faciais com que Cage nos presenteia neste Bangkok Dangerous.

segunda-feira, abril 06, 2020

One Cut of the Dead


Ora aqui temos um plano contínuo mais interessante que 1917. Tem quase tanta acção, misturando ainda fantasia, intriga, mistério e quase tanto sangue. Para além disso, é um filme dentro dum filme, dentro dum filme. Ou seja, é mais complexo que Inception.

Mas recebeu os mesmos louros e distinções que ambos estes filmes? Claro que não. Porque é um filme com zombies, feito em terras distantes, por gente «esquisita».

Uma vergonha, é o que é.

quinta-feira, abril 02, 2020

Loft


Já que estou no país há algum tempo, convém ver os clássicos locais, não?

Loft foi um grande sucesso. Bateu números de audiências nas salas de cinema. Não foi algo que me tenha chegado a Portugal, na altura. Pelo menos eu não soube da coisa. Suponho que em 2008 andasse distraído com outras coisas.

Percebo o apelo. É uma história envolvente logo desde início. Cinco «amigos» que partilham um apartamento encontram lá uma mulher morta. Entram em pânico e não ligam à polícia. Porque não é suposto as mulheres saberem do apartamento, pois é usado para «entreter» outras pessoas. A partir daí é a usual história de tentar perceber quem cometeu o crime e porquê. E essa parte está muito bem trabalhada, até certa altura.

Confesso que não gostei assim tanto do desenrolar final, que foi esticado e exagerado. Sem necessidade nenhuma, no meu entender. Não tira mérito ao filme no seu todo. Simplesmente ficou-me um amargo na boca.

O filme teve tanta atenção que levou a uma versão americana, que saiu seis anos depois. Esta versão não foi assim tão bem sucedido. Ainda não sei se vou ver. É possível, só para detectar as diferenças (embora seja do mesmo realizador e até tenha uma actor em comum a fazer o mesmo papel) e se mudaram o final. Convenhamos que ver o mesmo filme duas vezes, quando não se achou assim tanta piada da primeira vez, poderá ser um pouco tolo.

terça-feira, março 31, 2020

Freaks


Freaks é mais um daqueles exemplos que não é assim tão difícil contar a história dos X-Men.

Neste universo do filme, que nada tem a ver com a BD, o princípio é o mesmo. Certas pessoas nascem com abilidades fora do normal, sendo caçadas pelos humanos «normais», como seres estranhos e perigosos. Mais, é uma evolução da sociedade quando se acrescenta um elemento estranho à evolução natural: com medo, com implementação de forças e de normas que tentam impedir que o novo ser elimine o ser anterior. Do outro lado, os novos tentam sobreviver e lidar com estas novas abilidades, o melhor que conseguem, sendo forçados a reagir... nem sempre da melhor forma.

Espero que a malta da Marvel/Disney tenha visto este filme.

segunda-feira, março 30, 2020

Ready or Not


Gosto muito de pensar na origem de determinadas histórias, de determinadas ideias.

Neste caso, a protagonista é caçada, num jogo de escondidas, pela família do marido, no dia do casamento. Na noite, mais concretamente. Se a noite em si já teve alguma pressão, nos tempos de outrora, alguém decidiu acrescentar alguma, misturando com aquele conceito usual que é sempre uma briga os sogros e demais novos familiares por casamento gostarem de nós. No fundo, os autores do filme levaram ao extremo as animosidades que existem entre famílias e os novos membros que não têm ligação por sangue.

Sobre o filme, confesso que gostei do entretenimento da coisa. Tentaram fazer uma coisa tipo Saw, mas com esta premissa. Não chegou a ter tanto horror como o dito franchise. O que foi bom, para mim, que não sou assim tão apreciador do género. Depois teve aqueles momentos estúpidos que se tem de dar o desconto, só para a história continuar. Falo do facto de que a moça conseguiu sair da casa, mas não conseguiu esconder-se no meio do mato.

Moça, essa não era a parte mais difícil da noite, caramba!

domingo, março 29, 2020

Captive State


Captive State é um daqueles filmes que desconhecia a existência. Ou se calhar até lhe passei os olhos, mas como tem tão má cotação no IMDb preferi ignorar. Até que alguém decidiu dar o seu aval e meteu-o numa daquelas listas que, volta e meia, não resisto a ver.

Vi o trailer e fiquei agarrado. A história pareceu-me interessante. Porque embora existam bastantes filmes sobre invasões alienígenas, não há tantos a falar do pós invasão, de como seria a vida na Terra depois de vir alguém de fora tomar conta disto tudo.

Felizmente passou algum tempo desde que vi o trailer até ver o filme. Esqueci-me dele o suficiente para saber apenas que tinha bastante interesse em ver. Ajudou. Porque o trailer engana. Dá ar de que o filme tem muito mais acção. E acredito que esse seja o motivo de ter tantas más críticas. Porque espera-se acção e afinal o filme é mais de intriga, de envolvimento. Sinceramente, acho que o filme funciona muito bem para o que tenta ser, mas quando se tem uma campanha de marketing a vender outra coisa... É natural que o público se sinta enganado e reclame.

Eu gostei de ver. Vale o que vale. Acho que tem um bom elenco, no geral, que tem uma envolvência de tragédia adequada à realidade que apresenta. Talvez também tenha sido isso. Ver um filme em que a malta está limitada na sua vivência, com uma núvem de terror a pairar por cima de tudo... Talvez me tenha identificado demasiado e tenha sido mais assustador do que se tivesse visto numa altura em que não estivessmos limitados na nossa vivência.

sábado, março 28, 2020

The Art of Racing in the Rain


É uma espécie de Olha Quem Fala com um cão sábio a narrar a história. Não é assim tão engraçado, atenção. (Será que o Olha Quem Fala será ainda tão engraçado como foi?) 

Parece que a vida do cão e do seu dono, enquanto o teve, foi só tragédias, mas isso é porque tem de haver drama para haver filme. Mesmo o Marley & Me, que é muito mais comédia, teve o seu toque de tragédia. É o que mantém o público agarrado. É a mão que nos agarra o coração e aperta só um bocadinho, só para assustar, só para nos manter atentos.

Apesar das tragédias, AoRitR é um filme de família, para fazer toda a gente sentir-se bem. Faz esse papel muito bem, ou não tivesse tão boa cotação no IMDb.

Quer dizer... Quem é que vai dar uma má nota a um filme com um cão?

sexta-feira, março 27, 2020

Jumanji: The Next Level


Depois duma aventura destas de que falam estas pessoas?

São quatro a seis pessoas que têm muito pouco em comum. Pior, os ainda adolescentes nem sequer andam na mesma escola. Nem isso têm a que se agarrar. Porque convenhamos que há um limite para poder falar-se de determinado evento. Será o mesmo com pessoas que combateram na guerra ou malta que foi aos Jogos Olímpicos. OK pessoal. Já percebemos que «curtiram um molhe» fazer lá o que fizeram em Taizé, mas isso tem pouca relevância para o resto de nós, que ficámos em casa e vimos uma data de televisão.

Não sendo tão giro como o primeiro, este Jumanji teve pormenores bastante engraçados. Vive muito, e ainda bem, das interpretações cómicas do Rock e dos amigos que, graças ao novo factor de que qualquer pessoa pode ser qualquer personagem no jogo, têm assim liberdade para fazer vários tipos de interpretação num mesmo filme.

Juntando a correr e saltar dum lado para o outro, com um fundo azul por detrás... Não é este o sonho de qualquer actor?

quarta-feira, março 25, 2020

Thunder Road


O filme salta constantemente entre a comédia e o drama pesado, nunca deixando antever a cena seguinte. Pode ser visto como um sinal de qualidade do realizador, que também escreveu a história e interpreta-a. Contudo não deixa de ser muito confuso para o espectador (para mim, entenda-se).

Dou como exemplo a cena inicial, que imagino tenha sido a base para todo o filme. O realizador tinha uma ideia, esta cena, e estendeu a coisa até dar para arranjar um filme.

O nosso personagem está num funeral. A mãe morreu. Era professora numa escola de dança. Como homenagem, como forma de despedir-se, decide fazer uma dança ao som duma música de Springsteen. Tudo corre mal. O sistema de som não funciona, logo não há música. Ele não sabe dançar. Engana-se várias vezes. Pragueja e cospe no chão (sim, é numa igreja). Fica frustado. Quer desistir. Continua.

A cena é constrangedora e algo hilariante. Mas não é suposto uma pessoa rir-se disto. É uma cena triste. Ou é suposto ser engraçado?

Que raios quer de nós este realizador/argumentista/actor?

terça-feira, março 24, 2020

Missing Link


Fraquito. Esta produtora lançou cá para fora o Coraline, há uns anos. Desde então é flop atrás de flop. Os desenhos são giros, mas as histórias...

Nem vou muito longe, pois a cena final é ridícula. Não se percebe o papel da mulher, cuja relação com o personagem principal é duvidosa, no mínimo. Aliás não há química entre nenhum dos personagens. Os actores individualmente estão bem, mas sempre que interagem não se perceber a afinidade de que falam.

Este é de evitar... assim como se calhar a produtora que o fez.

segunda-feira, março 23, 2020

Dolor y Gloria


Voltemos à lista. Acho que estou a fazer um esforço maior a ver estes filmes, do que a Academia quando os escolheu este ano.

Uma das poucas vantagens é que volto a ver um Almodóvar. Não acontecia há algum tempo. E a verdade é que tinha algumas saudades. Os filmes deste cavalheiro são das poucas coisas que respeito vindas do nosso país vizinho. Os últimos dele não têm sido incríveis e/ou não têm andado muito na ribalta. E que foi necessário para voltar à dita: contar uma história pessoal.

Funciona quase sempre. Quando bons realizadores decidem contar histórias que têm algo de biográfico o público levanta logo às orelhas. Não creio que seja uma questão de querer saber da vida das pessoas. Acho mesmo que essas histórias são contadas com muito mais emoção, com mais carinho. É o caso de DyG, que terá bastante da vida e das agruras do realizador Espanhol mais famoso do mundo.

E falando em carinho, vai um abraço para Espanha. Não é que vos tenha grande respeito, mas também não vos queria isto. Ninguém merece esta m€rd@. Força, irmãos.

sábado, março 21, 2020

A League of Their Own


Saltemos para mais uma coisa bem disposta, para mais um clássico que a minha senhora não viu. É que para uma «fã» do nosso querido Hanks, o certo é que não viu uma data dos filmes do talentoso rapaz.

No meu entender, o filme envelheceu bastante bem. Continua a funcionar. Claro que se notam algumas limitações narrativas da época. Mas a única coisa «chocante» é ver que Davis teve uma carreira bastante àquem. A mulher devia ter feito mais bons filmes, pois jeito para a coisa não lhe faltava.

O que me fica, acima de tudo, é o fascínio dos Americanos com um desporto que é muito secante. A quantidade de filmes que Hollywood faz com base em beisebol é absurda, quase comparável com a quantidade de filmes feitos baseados na Segunda Grande Guerra.

A League of Their Own é um antigo «blockbuster de Verão» que continua a merecer o meu total respeito.

1917


De volta à vergonha Oscariana '20.

Este é um dos quais esperava alguma coisa. Mas ataquemos à cabeça o ponto fulcral deste filme: nunca na vida poderia ser um único plano contínuo.

Seria incrivelmente difícil contar esta história duma só vez. Não que seja uma narrativa tremendamente elaborada. São dois tipos que têm a missão de entregar uma mensagem. Não é isso que está em questão. Acontece que os dois têm de atravessar um campo de batalha e uma cidade francesa destruída. A pé. A fugir de tiros e de aviões a cair. A tentar evitar armadilhas e a procurar comida no processo. É demasiada coisa a acontecer para ser de seguida. Mesmo no teatro a mesma história teria pausas para mudança de cenário.

E atenção que este facto em nada tira força ao filme. Continuam a ser vários planos contínuos muito bem feitos. Honestamente não precisava que o marketing me tentasse com uma cenoura absurda. Veria o filme de qualquer forma. Tenho total respeito pelo trabalho do Mendes. O que acho ridículo é haver pessoas a acreditar num filme de guerra, de quase duas horas, filmado apenas num take. É quase tão estúpido como os tiros falhados nas ruas a direito, na dita cidade francesa em ruínas.

Posto isto, estava a ser um óptimo visionamento até que... Um Lannister irmão dum Stark?! Mas está tudo parvo? Que raio de casting foi este?

sexta-feira, março 20, 2020

Popstar: Never Stop Never Stopping


Não havendo coisas divertidas novas para ver, teremos de voltar às coisas divertidas que já vi... mas a minha senhora não!

Estávamos todos entusiasmados com Andy Samberg, depois duns bons últimos episódios de Brooklyn Nine-Nine. Propus continuar o registo e aproveitar que o filme está na Netflix (se não são os serviços de streaming e de entregas a salvar-nos nesta fase complicada, não sei que será). Já ando a dizer à moça para ver isto há um par de anos.

Popstar não desiludiu. É extremamente simples e às vezes algo juvenil. E então?

Deu para rir um bocadinho antes de ir dormir. Amanhã logo voltamos às cenas sérias, a ler uma data de notícias logo ao acordar, à procura de algo de bom como novidade... e a falhar sempre de cada vez.

Jojo Rabbit


Voltemos ao raio dos Óscares deste ano, um dos piores que me lembro. A sério. A lista tem piorado, de ano para ano. Pior, para mim, dos mais recentes, foram os de 2018. Fraquíssima. Os do ano passado estiveram ao nível. Este ano tem um ou outro filme de qualidade superior, mas no todo é uma autêntica vergonha. Muitos dos filmes entretanto desisti. Nem tenho paciência para os ver (estou a olhar para vocês, Irlandeses e Romanos). E nem falemos da vergonha que foi voltarem a não ter grande diversidade, do absurdo de terem contratado a Issa Rae e o Kumail Nanjiani só para anunciar uns poucos de filmes feitos pelos mesmos homens brancos do costume.

Posto isto, Jojo Rabbit é realmente uma das melhores coisas a sair da edição branquelas deste ano. É um filme enternecedor, até àquele momento em que somos levados de volta à terrível realidade do que se estava a passar. Nazis, mortes, terror, vidas miseráveis, etc etc etc. É uma história a lembrar um pouco A Vida é Bela, com melhor humor, no meu entender.

E Sam Rockwell esteve absolutamente «fabuloso». Este rapaz... consegue tanto fazer de tipo execrável que odiamos, como alguém levado a fazer coisas parvas mas que é boa pessoa. Tudo ao mesmo nível.

Faltam-me quatro filmes dos Óscares. Não os vou ver seguidos. Não consigo. É demasiado.

quinta-feira, março 19, 2020

Sword of Trust


O meu «arquivo» de filmes não é muito diversificado, neste momento. Algumas coisas guardadas para ver em companhia. Os restos dos Óscares deste ano. Dois ou três filmes que quero mesmo ver, mas para os quais preciso ter disposição emocional específica. E uma data de coisas que vão aparecendo em listas, que tanto podem ser uma trampa como algo de especial.

Sword of Trust pertencia à última categoria. Tem um elenco de gente que costuma fazer coisas divertidas, que é o que procurava hoje. Só que não era nada sequer perto disso. Não é mau. Só não é o que queria.

E, no fundo, a história é apenas uma pequena volta em que regressam todos ao mesmo sítio.

The Turkey Bowl


Que comece a quarentena!

Bem, primeiro nem é propriamente uma quarentena. E segundo, já estamos nisto há algum tempo, infelizmente. Eu é que não tenho estado muito numa de ver filmes. Por vários motivos, mas principalmente porque andei ocupado umas semanas, para variar um pouco. Essa nova/velha ocupação terminou ontem, graças aos assuntos correntes, o que me permite voltar a ter tempo para este vício. Depois, eu e a senhora andamos mais numa de embaçar séries. E por «andamos» entenda-se «ela está mais numa de ver séries».

Continuo sem grande «objectivo» para escolher o que ver. Neste momento a depressão começa a mostrar a sua fronha horrenda, pelo que procurei ver coisas divertidas e bem dispostas. Não há muito disso que já não tenha visto, convenhamos. O que me leva a «terceiras e quartas opções».

Turkey Bowl tem gente cómida e alguns momentos lúdicos, mas é mais uma daquelas histórias saudosistas de ter-se deixado o sítio onde se cresceu, só para voltar (neste caso o nosso protagonista a isso foi obrigado) e ver que afinal tudo o que queríamos sempre esteve no mesmo local.

Não trazendo nada de novo, vê-se bem.

terça-feira, março 03, 2020

Spies in Disguise


Uau! Que história tão clássica e batida.

Temos o nosso herói. O herói dos heróis. Trabalha para uma agência onde é a estrela mais radiante de toda a história da agência. Não tem «colegas». Tem gente que quer ser como ele... ou que quer «estar» com ele. Salva o mundo de cada vez que está em missão. É o arqui-inimigo de todos os vilões. Safa-se sempre. Com arte, engenho e alguma sorte. Não precisa de parceiros. Trabalha sozinho porque qualquer outra pessoa o atrapalharia. Só que este isolamento leva a que seja mais fácil incriminá-lo, porque ninguém o conhece verdadeiramente.

É o que um vilão faz, procurando vingança. Incrimina-o, fazendo-se passar por ele com uma tecnologia avançada. Assim, toda a gente que sempre o invejou aparece vindo de qualquer canto ou buraco, tudo pronto para o meter na cadeia, acreditando ou mesmo só apelando ao que sempre acharam: que ninguém pode ser assim tão bom.

O nosso herói foge para se poder defender, para poder salvar o seu bom nome. Acaba por ter de aceitar a ajuda de quem inadvertidamente despediu, momentos antes de ser incriminado. A ajuda dum cientista com ideias pouco convencionais, que só quer inventar maneiras de acabar com todos os conflitos do mundo sem recorrer à violência.

E, assim, a história culmina no muito clássico desenrolar de história em que o nosso herói transforma-se num pombo que fala e entende outros pombos, disfarçando desta forma a sua imagem para que não seja encontrado pela polícia e possa limpar o seu nome.

Quantas vezes não vimos já esta história?