segunda-feira, outubro 13, 2014

Sex Tape


Seguindo a premissa da tagline no cartaz, este é um filme que não se quer ver, no fundo. Salvo seja. A não ser que o objectivo seja ver Diaz ou Segel demasiado nus. E demasiado à vontade um com o outro, demasiado nus. Tirando este possível interesse - saciado com um visionamento rápido e não exaustivo -, as cenas com piada estão todas no trailer.

É o pior que posso dizer do filme. O trailer não tem assim tantas cenas com piada.

domingo, outubro 12, 2014

22 Jump Street


Look, ladies, nobody gave a shit about the jump street reboot when you first came on. Anyone with half a brain, myself included, thought it was destined to fail spectacularly. But you got lucky. So now this department has invested a lot of money to make sure jump street keeps going. We've doubled their budget. As if spending twice the money guaranteed twice the profit.

Quando o próprio filme faz o gozo todo, que mais tenho para dizer?

Foi tão incrível como o primeiro? Não. Talvez esteja demasiado cansado para apreciar. Sei que não foi a mesma coisa. Teve momentos bons. Teve surpresas. Ri-me muito. Só que estava à espera de tudo. Não teve tanto impacto. É sempre assim.

sábado, setembro 27, 2014

Million Dollar Arm


A Disney é uma máquina de fazer dinheiro. Não há como contornar.

O IMDb tem uns valores gerais de orçamento dos filmes, assim como o seu retorno nas bilheteiras. Deu dinheiro. Muito dinheiro. Mas não deu suficiente para ser considerado um sucesso. Os valores globais deste filme são de 25 milhões de orçamento, com um rendimento de bilheteira de 36 milhões. Deu lucro. Deu bastante lucro. Onze milhões é muito dinheiro. Mas não o suficiente para ser considerado um sucesso. Estou em crer que contabilizam as bilheteiras americanas e europeias. As maiores europeias, entenda-se. Ninguém quererá saber dos nossos números. Contará quase zero. Não sei até que ponto contabilizam bilheteira chinesa, mas deviam. Diz-se que são uns quantos. O que é certo é que não contabilizarão os indianos, que parece que também são uns poucos. E também não contabilizarão os milhões de pessoas que comprarão coisas da Disney. Ou que viajarão aos parques, à custa desta brincadeira. Sim, é um povo pobre, mas terão gente com dinheiro na mesma. Por muito que seja uma minoria... eles são muitos. É um mercado gigantesco de gente que não sabe o prazer de comer um bom bife da vazia.

São os maiores. A Disney. Os indianos são só bué fixes, com o seu incrível nan. Dominarão o mundo. Espero ainda estar cá para ver e usar um chapéu do Mickey... obrigatoriamente, sob penalisação de morte por visualização de todos os filmes dos Piratas das Caraíbas... em loop.

quinta-feira, setembro 25, 2014

Maleficent


Hell hath no fury like a woman scorned.

Do ponto de vista de fantasia visual, a coisa até se vê, salvo seja. Já de história... Tentam dar a volta a alguns momentos chave, com soluções fora da caixa. Nota A por esforço. Pouco mais merece. Não percebo como possa ter tão boa cotação no IMDb. Imagino que a Disney contrate uma data de gente para votar. Ou então têm um algoritmo para tratar do assunto. Não sei que será mais barato. Quer dizer, para eles tudo será barato.

Queria ver algo que me permitisse mandar vir. Nem para isso serviu. Que frustração.

terça-feira, setembro 23, 2014

Think Like a Man Too


Fizeram um segundo. Eu vi o segundo.

Touché, black Hollywood.

Touché.

terça-feira, setembro 16, 2014

The Fault in Our Stars


Com total propósito escolhi algo deprimente. Estranho, é certo, mas é também a verdade.

A história é conhecida. É mais uma de amor, daquelas preferidas por muitos: fadada à tragédia. Quer dizer, depende da forma como se olha para as coisas. Um desastre é um desastre, não deixando de ser belo e até um pouco épico, por vezes. Há quem ache que dez minutos de paixão intensa valem por uma eternidade de mágoa por não terem sido onze. Será o suficiente ter apenas Paris? Tenho inveja de quem acha que sim.

Sempre que via o título deste filme lembrava-me desta música dos Maccabees. Não tem nada a ver. Será apenas porque refere estrelas. Aconteceu sempre e acho que continuará a acontecer.

O intuito era chorar. Não resultou. Odeio quando um filme não cumpre as suas promessas.

quarta-feira, setembro 10, 2014

Draft Day


Que horror. Fizeram cartazes diferentes, para este e para o 3 Days to Kill, com a mesma foto do Kevin Kostner.

Só os americandos para fazerem um filme sobre isto, vendendo-o como épico. Já houve muitas datas épicas na história da humanidade. O dia em que se compram jogadores de futebol americano não é uma delas. Talvez para os próprios jogadores, para as famílias deles, e para quem faz as compras, que pode dizer muito das suas carreiras. E das famílias deles também, vá. OK, é muita gente. Não deixa de ser uma percentagem diminuta da população mundial. Quer dizer, se considerarmos todas as famílias das ex-«namoradas» do Wilt Chamberlain, talvez não seja assim tão diminuta.

Outra coisa a apontar a este filme: a Jennifer Garner é estranha. Não é novidade, certo. Não estará directamente relacionado com este filme, não sendo de agora. Mais que certo. Este personagem específico. Estamos a falar duma mulher que fica excitada por falar de futebol americano. E nem é aquela coisa de falar numa data de homens suados e musculados num balneário. Não. Fica excitada com estatísticas e factos e jogadas e... Será que existem mesmo mulheres assim? Ou só há uma que faz isto E é casada com o Batman?

terça-feira, setembro 09, 2014

Begin Again


Begin Again tinha todo o ar de ser algo de que iria gostar. Só tem um ligeiro problema: a protagonista. É de comum conhecimento que não morro de amores pelo esqueleto andante. E é este tipo de coisas que pode arruinar qualquer bom visionamento. Estava hesitante e por aí fiquei, até à recomendação dum amigo de gostos comuns, parecido com um actor famoso, que só vem a praça pública falar do que merece ser falado.

Knightley não estraga nada, embora preferisse ver qualquer outra actriz no seu papel. Também não ajuda nada ver Adam Levine durante demasiado tempo. Mas Begin Again é daqueles que enaltece a música e o seu papel nas nossas vidas. Logo, o destaque é mais que merecido. E o visionamento também.

segunda-feira, setembro 08, 2014

The Longest Week


Vi ontem o cartaz (pela segunda ou terceira vez, entenda-se) e fiquei cheio de vontade de ver. Só não vi na altura por já ser tarde... e não há uma letra desta última frase que não me deixe com uma depressão enorme. Aposto que os alemães têm uma palavra qualquer para esta incrível capacidade que uma pessoa tem para deixar-se triste. Eles têm palavras para tudo. Nenhuma é bonita ou faz sentido para qualquer outra nacionalidade, mas há mérito em ser exaustivo.

The Longest Week é um capricho que queria ver, muito pelo elenco. Depois, pareceu-me interessante. Mais do que realmente é, mas não me enganei por muito. Acaba por ser uma mescla dumas quantas coisas engraçadas, dando-lhe um cunho um pouco pessoal, muito por via dos actores. No fundo, faz lembrar coisas Wes Anderson, sem o pitoresco, só com o simples.

Deu para estar um pouco entretido.

terça-feira, setembro 02, 2014

Divergent


O grande problema de ver demasiados filmes é que as comparações acabam por ser inevitáveis. Assim, não há como contornar que Divergent é o «Hunger Games» misturado com o «Harry Potter», na coisa das facções e categorias de «pessoas».

Gosto de futuros pós-apocalípticos. Acima de tudo gostaria de viver em alguns, mas para já basta-me «vê-los em tela». Este não é diferente. Houve uma grande guerra. As pessoas refugiaram-se numa cidade. Construiram uma parede. Reconstruiram a cidade e estipularam algumas regras. Dividiram as pessoas em classes. Tudo parece estar a funcionar bastante bem. Há algum ascendente dumas classes em relação às outras, mas acaba por equilibrar-se. Não é uma sociedade perfeita. Longe disso. Mas lá vai funcionando. Até que aparecem os rebelbes, os anti-conformismo, e estragam tudo. Assustam as pessoas com a sua mera existência e obrigam uns e outros a fazerem coisas malandras. Mas a culpa continua a ser dos divergentes, claro.

Estava a gostar do filme. E, no seu todo, tendo em conta os outros filmes do género que foram aparecendo nos últimos anos, este não é nada mau. Pecou pelas cenas de acção. Todo o final é miserável. O filme funciona bem em termos de enredo e intriga. Quando foi precisco começar aos tiros... foi tudo por terra. Percebemos que a Shailene é uma girly girl, a correr toda totó com uma arma na mão, sendo óbvio que não recebeu treino militar algum. Há momentos de tiroteio em que as pessoas ficam completamente à vista, só não levando um tiro porque são personagens principais. Há depois um momento muito Butch & Sundance, em que nem era preciso o exército boliviano e, mesmo assim, safaram-se. É só patético, mesmo. Até porque dá um ar de ter sido muito despachado.

No entanto, o pior de tudo é mesmo Ashley Judd que, por muito que envelheça, continua linda de morrer. Como é possível?!

Divergent não é mau, lá está. É só preciso dar um desconto nos últimos vinte minutos. E dá-lhes ainda crédito não terem tentado mais uma trilogia, embora haja espaço para este universo crescer.

domingo, agosto 31, 2014

Need for Speed


Lá tive que dar um pouco de velocidade a um último dia de liberdade, que quer-se bem longo.

Não vejo propósito em falar do filme em si. É uma história de vingança, com carros rápidos pelo meio. Vou falar antes dum pormenor de somenos, como é minha preferência.

O personagem principal vai parar à prisão. Passa lá dois anos. No entretanto, os colegas e amigos, especialistas em carros, cada um vai para seu lado. Um deles vai trabalhar para um escritório. Porquê? Era bom no que fazia. Seria tão complicado ir trabalhar para outra oficina, ou até se calhar para uma das marcas grandes? Pior, teve que ser convencido a sair do trabalho de escritório, que odiava, para voltar à estrada.

No meio de tanta condução desenfreada, tanto acidente que terá corrido bem pior do que mostram, tanta cena típica de filme de acção de carros, ainda por cima baseado num jogo de computador... Sim, a cena de ser difícil convencer alguém a sair do trabalho enfadonho de escritório e voltar à especialidade que adora, essa foi a cena que custou-me a acreditar.

sábado, agosto 30, 2014

Godzilla


Alerta de spoilers. Não vou ter muito cuidado com este.

Godzilla é, no fundo, uma luta entre um monstro e outros dois, com uma data de humanos a correr dum lado para o outro, com a ilusão que têm qualquer influência no resultado. Pior, são só uma maneira de encher. Uma distração da única coisa de interesse: monstros à bofetada.

É que nem disfarçam bem. Há uma data de «teclas clichê» que batem insistentemente. Porque é que revelam a origem dos monstros ao Aaron Taylor-Johnson? Qual foi o objectivo do Cranston ou da Binoche? Porque guardaram um monstro adormecido no meio da única coisa que o alimenta? Qual a lógica de querer derrotar um monstro com a única coisa que o alimenta? Porque demoraram tanto tempo a matar o monstro que provocou o primeiro incidente no Japão? Porque não constrolaram os níveis de radiação da cidade? Porque é que os americanos têm sempre tanta influência num assunto claramente mundial? Porquê tanta relevância a um palerma que não tinha nada a ver com o assunto até começar a dar-se a acção?

Godzilla é delicioso visualmente, mas a história é miserável.

The Inbetweeners 2



Fizeram um segundo filme. Pensei ter terminado com primeiro. Este não foi brilhante. Teve alguns momentos em que ri-me a bom rir, mas no todo não foi extraordinário. O tom sério perto do final baralhou-me. Não procuro sério em nada Inbetweeners. Interessa pouco. Estou contente que continue a ser um sucesso. Tenho impressão que até portou-se bem nas bilheteiras. Excelente. Haverá terceiro? Espero que sim. Espero tanto que sim. Quero ver mais da mãe do Will... eerrr... Quero ver muito das aventuras destes jovens traquinas, seja em que país for.

Brilliant.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Love Punch


Houve um dia qualquer que estava entediado e vi o trailer. Ou então apanhei-o no cinema, não sei. Só sei que vi e achei piada. E tinha razão. Tem piada. O trailer. Todo o trailer tem piada. Tem quase todas as cenas com piada do filme, logo tem piada. Se se pede para um trailer de minutos encher todos os 90 duma longa metragem... não se pode estar à espera de grandes resultados.

Pierce e Emma são engraçados. Cada vez mais, em boa verdade. Ainda há um ou outro secundário na mesma categoria. Mas este filme... é só fraquinho. Muito fraquinho.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Chef


Favreau mete sempre muita alma e coração no que faz. Será esse o sucesso de Chef. Porque a história não é nada de especial. E no final até bate em demasiadas teclas expectáveis, roçando um bocadinho o ridículo. Mas não é no final que está o sumo. Uma refeição não se faz da sobremesa. Faz-se do prato principal. E aqui, a iguaria é a viagem. Literalmente. Não é aquela coisa de «o importante é a viagem, não o destino». Favreau atravessa o país com o filho. Encontra o que faltava na relação dos dois. Encontrou renovada paixão a fazer o que gosta. Fez comida pelo caminho. O que para mim foi uma tortura. O meu jantar foi cereais. Ainda não estamos em condições de produzir comida neste novo pouso. Em boa verdade, não sei se alguma vez estaremos nessas condições. Embora tenha ficado com algumas ideias...

Quase que me controlava, mas não podia deixar de referir que Favreau escolheu Vergara como ex-mulher e Scarlett como amante ocasional. É preciso dizer mais alguma coisa? Realizadores têm cá um ego!

quarta-feira, agosto 13, 2014

3 Days to Kill


Ooooooh! O Besson está a ficar mais maduro. Agora já mistura filmes de acção «bandeirosa» com questões familiares. Fofinho.

Quer dizer, em boa verdade a história é apenas baseada numa ideia de Besson. Às tantas a sua ideia era só a parte de acção, do Kostner afinal ser um durão e não o panhonha que estamos habituados a ver. Se calhar foi o McG que meteu toda a parte do marido/pai ausente arrependido. Sim, o McG consta que é um rapaz bem sentimental. Faz mais sentido.

Se se pretende encontrar uma surpresa, não é preciso ir mais longe que 3 Days to Kill. Sim, o enredo é um pouco ridículo, mas há uma boa conjunção entre acção e humor. Faz disto bom entretenimento. Não mais que isso, atenção, mas dá para chegar a casa e desligar um pouco o cérebro. Ajuda. Talvez duas horas e pouco seja demasiado tempo para ter o cérebro desligado, mas vamos não focar-nos nos pormenores, OK?

domingo, agosto 10, 2014

Ping Pong Summer


Finalmente voltei a fazer um dia caseiro de fim-de-semana. Implicou uma data de trabalho manual, mas deu para descontrair com um filme logo pela manhã, para além de ainda ter o prazer de ver o Glorioso ganhar mais um título.

Não sendo nada de extraordinário - é o típico filme de verão adolescente, misturado com Napolean Dynamite -, acabou por ser um visionamento de domingo de manhã até bastante agradável... mesmo com todas as referências de anos 80.

sexta-feira, agosto 08, 2014

Guardians of the Galaxy


Estava muito entusiasmado em relação a este filme.

Desde que foi anunciado que estava à espera para o ver. Não sei quando soube. Talvez tenha lido alguém algures a dizer que ia ser bom. Não sei. Admito que não tenha sido uma ideia original. Sei que soube do projecto e sabia que ia ser bom. Sabia que ia ser um sucesso. Ninguém sabia da existência destes personagens. Mesmo eu sei pouco deles. Tinha lido o suficiente para saber do potencial. Disse-o aos do costume. Mesmo os na altura cépticos perceberam no meu olhar ou nas minhas palavras que poderia ser mesmo alguma coisa grande. Costumo duvidar muito dos projectos de BD. Estando dentro da história e do universo, sei o quão difícil é reproduzir alguns momentos, ou mesmo personagens. Pelo meio mete-se ainda a minha natureza negativa, assim como a vontade de baixar sempre as expectativa. Não foi o caso. Aqui soube sempre que ia ser incrível.

Fiz coisas que nunca faço. Li qualquer notícia ou rumor que saía. Vi todos os trailers mais que uma vez. Soube do filme e da história. Vi demasiadas das supostas melhores cenas. E depois vi-as outra vez. Lá atrás havia o receio miudinho de estar a cometer um erro. De estar a estragar uma experiência cinematográfica incrível. E então via os trailers outra vez. E lia mais artigos e mais rumores, com alguns spoilers pelo meio. Continuava a saber que ia ser das melhores coisas que já tinha visto. Roí as unhas até ter a certeza da data de estreia. Chamei nomes a muita gente quando soube que estrearia em Portugal uma semana mais tarde que maior parte do mundo. Percebi que estava no limite da loucura, quando dei por mim a ver um vídeo do Chris Pratt a conduzir o pace car duma corrida de Nascar, como parte da press tour.

Confirmo o que muito se diz por aí, pelos que já tiveram o prazer de ver Guardians. É um tipo de filme que parecia não voltar a existir. Aquele filme que faz-te sentir bem. Que faz-te torcer pelos heróis improváveis, pelos verdadeiros underdogs. Aquele filme que vimos em miúdos e que ainda hoje fazem parte de nós. Os filmes que nunca vamos esquecer. Os filmes que vimos vezes e vezes sem conta, sempre que davam na TV nos domingos à tarde. Sempre com a mesma alegria, por muito que soubessemos todas as falas já de cor. Guardians of the Galaxy tem tudo de bom das aventuras do Dr. Jones. Tem o maravilhoso do mundo fantástico das batalhas entre as estrelas. Tem acção, atitude e boa disposição.

E mesmo depois de ter visto todas as «melhores» cenas vezes e vezes sem conta... Mesmo depois de ter ouvido a banda sonora em loop durante horas... Mesmo depois de tudo isto, o filme teve ainda mais cenas dentro das cenas, assim como mais ambiente e mensagem do que as músicas têm por si.

É um grande elenco que está muito bem (mesmo o cavalheiro que dá a voz à árvore). O lorde das estrelas é delicioso. Assim como o fuínha minorca. Sem desprimor para os restantes companheiros. Guardians é divertido à brava e só não é melhor que os Avengers porque não tenho a mesma ligação com os personagens. Está a ter um sucesso louco. É mais que merecido. Gunn tem todo o meu respeito, se é que já não tinha.

Não quero, nem vou alongar-me mais. Não vale a pena. É chover no molhado. Tenho só pena que não tenham dado o olho do outro ao guaxinim. Fazia sentido que precisasse dele.

Posto isto... Estou muito entusiasmado em relação a ver este filme outra vez.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Dawn of the Planet of the Apes


Que óptimo aperitivo para a semana. Dá gosto ver um projecto feito com pés e cabeça. Pegaram em algo já existente, é certo. Algo mesmo que outros tentaram pegar num passado recente. E será mesmo provável que só o tenham voltado a pegar por forma a não perder os direitos. Mesmo assim, foi feito como deve ser. Deu-se corpo e forma a um universo apreciado por um grupo de pessoas, tornando-o em algo acessível a muito mais gente que se esperaria. Tem enredo. Tem excelentes interpretações de personagens cativantes (por muito que seja debaixo de quilos de maquilhagem e terabytes de processamento de imagem). E, vamos admitir, tem macacos a cavalo. Com armas.

Haverá imagem mais épica que um macaco em cima dum cavalo, com uma arma na mão?

Muitas. Claro que há muitas. Assim de repente lembro-me duma moça de primeiro nome Bo, também em cima dum cavalo. Não interessa. Esta também é fixe e está na minha memória recente.

Faltará frisar três pormenores ridículos:
- As partes dos humanos, só de diálogos, eram mil vezes menos interessantes que as dos macacos. Serviram para encher o filme. As dos macacos tiveram mais dedicação por parte dos criadores. É um detalhe a ter em conta para o terceiro, não vá estragar a coisa.
- Houve gente parva, de parte a parte, ao longo do filme. E por gente, entenda-se humanos e macacos. Só os cavalos não falharam. Em todo o caso, o bolo continuará a ir para os humanos. É que biliões de pessoas morreram. Existe muito mais terreno disponível. Existem mais cidades com possíveis fontes de energia. Tinham mesmo que ficar ali ao pé dos macacos? Não dava para criar só assim uma distanciazita de segurança?
- Aguardo sequelas, daqui a uns anos, em que é a vez dos cavalhos revoltarem-se. Convém perceber que serão este os que mais perderam nesta conversa toda. Os macacos são mais pesados que os humanos, diria. Uma revolta justifica-se.

sábado, julho 19, 2014

Transcendence


Temi ser muito pior. Acaba por não ser. É uma mistura de ficção científica com a eterna procura de amor eterno. Esta última parte estragou um pouco a coisa, é verdade. A primeira parte acaba por ser interessante. Mistura-se um pouco com o receio humano de mudança e até poder-se-á ponderar os benefícios deste tipo de tecnologia. Serei oposto a uma natureza regenerativa, se bem que com o inconveniente da individualidade? É certo que é um grande senão, mas por outro lado ganha-se uma espécie de imortalidade. Ideal estará longe de ser. A questão é se estaremos melhor. O status quo será melhor?

O final é fraco, mas sou o primeiro a admitir que não imaginaria melhor. Até esse ponto, até vê-se bastante bem.

Muppets Most Wanted


Eles próprios gozam com isso. Uma sequela nunca é tão bom. Estava tão entusiasmado depois de ver o novo «primeiro». Eu era tão inocente, então. Parece que foi há décadas atrás. Este é... Bem, nada com Marretas alguma vez poderá não ser giro. Claro que é giro.

OK, foquemo-nos nos positivos. As músicas não foram muito irritantes. Conseguiram ir buscar mais personagens. O Phil «The Thrill» aparece em mais coisas e isso é incrível. E os one-liners das várias pessoas famosas. Todas essas cenas de quase minutos foram geniais. Acho que houve momentos onde pisquei os olhos e perdi uma pessoa famosa a aparecer.

Vá, Disney, continua a esmifrar o franchise. Continuarei a dar-te dinheiro... de alguma forma.

domingo, julho 13, 2014

Premature


Que nova moda é esta de fazer versões do Groundhog Day?

Nesta um jovem repete um dia a partir do momento em que... Qual a maneira correcta de dizer isto? Quando o protagonista atinge o êxtase, o dia faz reset. Há casos onde acontece por acidente. Outros como forma de fugir a um destino trágico. Noutros é à base da violência, para grande surpresa de todos. Sim, a mensagem final acaba por ser só atingir êxtases, pelo menos os primeiros, com as pessoas certas. Mas a que custo? Se a ideia é mostrar uma história clássica aos mais novos, mostrem o original, por favor.

sábado, julho 12, 2014

The Pirate Fairy


The Pirate Fairy é um simples filme da Disney, com maiores propósitos comerciais paralelos, do que propriamente lançar uma nova animação de sucesso. Ninguém vai saber deste filme. Não vai a cinema e não andará por aí a circular para os adultos. O objectivo são as mais novas. Assim podem vender-se mais fatos, bonecas, adereços, etc. O plano da Disney é o merchandise. Daí o investimento que, apesar de tudo, não terá sido pequeno. O elenco de vozes é bastante bom.

Não sendo nada de especial, acaba por ser uma aventura divertida para miúdos. Mostrarei à sobrinha, caso surja a oportunidade.

O que é certo é que The Pirate Fairy é um projecto que fará sempre mais sentido que Noah.

Noah


Quem raios poderia ter achado que seria boa ideia fazer este filme? Que reunião foi esta, em que a melhor proposta foi a de recontar a história da Arca de Noé? Anda tudo doido? Ainda por cima a insinuar que somos todos descendentes da Hermione. Quer dizer, contar-se a história do JC deu azo a manifestações. Já esta heresia genética, tudo OK. O mundo está de pernas para o ar. O que isto precisava era duma boa lavagem. Isso sim.

Olha!...

terça-feira, julho 08, 2014

The Other Woman


Vamos imaginar por um segundo que estava numa relação.

Eu sei. Eu sei. Neste blogue aborda-se em exclusivo obras de ficção. Não é um exercício hipotético assim tão descabido.

Imagine-se então que a minha namorada está a trair-me. Eu descubro. Há um chorrilho de emoções diferentes que me invadem. Vou atrás dela. Tento descobrir quem é o outro homem. Loucura. Raiva assola-me. Deparo-me com o Clooney. A minha namorada está a trair-me com o George Clooney. Ou com o Brad Pitt. Ou com o Antonio Banderas. Não posso ficar chateado com isto. Terei que encolher os ombros e aceitar. Até terei que ter algum respeito acrescido. É um excelente engate, convenhamos.

Deveria ser o mesmo com a Kate Upton, numa situação inversa, não? Aliás, nem precisa ser inverso. Se uma namorada minha me trair com a Kate Upton, merecerá pelo menos uma salva de palmas. Não uma salva de palmas qualquer. Uma daquelas mais lentas, meritórias. Assertivas, de verdadeira admiração.

A Kate Upton é atraente... por muito que seja péssima actriz.

domingo, julho 06, 2014

Captain America: The First Avenger


Tinha direito a um filme gratuito no vídeo-clube do meu serviço de TV. Podia ter visto algo que ainda não conhecesse. Qual seria a piada?

A primeira opção era o Avengers. Não estava disponível. Este Cap é a opção lógica a seguir. Até porque tinha muita curiosidade para ver se se mantinha a opinião. Quando vi a primeira vez adorei. Achei uma boa introdução, com os melhores pormenores de todas as décadas de vida do personagem misturados. Descobri há pouco tempo que não é a opinião geral. Muitos consideram fraco. Percebo, até certo ponto. O segundo é muito melhor. Tem mais acção e não está preso às introduções obrigatórias, que forçam o resto da narrativa a avançar demasiado depressa. Num segundo visionamento, este Cap realmente tem problemas de cadência, com o Red Skull a ser mal aproveitado. Independentemente disso, continuo a adorar.

É assustador pensar que se não pertencesse a um projecto maior, tendo em conta o insucesso do primeiro, o segundo não teria sido feito.

Este é o post 2000 deste blogue. Achei por bem comemorar da melhor forma.

Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father


Um amigo decidiu fazer um documentário para o filho dum amigo, que tinha falecido.

Não é algo fácil de se ver. E desafio qualquer pessoa a ver e não ficar com uma lágrima no olho. É pesado e intenso. E, ao contrário de maior parte dos documentários (género que não aprecio), acabou por cumprir um objectivo.

Há pouco mais a acrescentar. A hora e meia falam por si.

sábado, julho 05, 2014

They Came Together


They Came Together é uma comédia parva a gozar com todo o clichê conhecido de comédias românticas. Tinha tudo para funcionar, mas acaba por não acontecer muito bem. Há um ou outro momento com piada. Passa muito por ter Amy Poehler ou o Paul Rudd a dizer asneiras, ou umas coisas também grosseiras a ver com sexo. Essas partes eram fixes. Tudo o resto nem por isso.

Mr. Peabody & Sherman


Phil, The Thrill dá a voz a este cão génio, que também é um atleta a nível olímpico. Como sempre esteve preocupado com estudos e a procura do conhecimento, Phil acabou por nunca ser adoptado. Isso não o impediu de tornar-se numa criatura de sucesso. No entanto, parecia-lhe sempre faltar alguma coisa. É assim que, certo dia, Phil adopta uma criança abandonada: Sherman.

O que se segue é um conjunto de aventuras no tempo (sim, ele criou uma máquina para lá viajar), sempre com a base de problemas familiares e crescimento «humano» por detrás.

Non-Stop


Tendo Liam Neeson no papel principal acho que não é preciso explicar que tipo de filme é Non-Stop. Muda a trama, o registo é o mesmo. Nada negativo, atenção. Sou fã do género.

Aqui há uns tempos li algures uma cena curiosa sobre Neeson. Por muito que faça papéis de nacionalidades diferentes, em especial de americano, Neeson nunca tenta disfarçar o seu sotaque irlandês. Alguns poderão dizer que é falta de esforço. Eu prefiro considerar que é estatuto. O homem merece. Para quê o trabalho?

Do filme posso dizer que estava bastante céptico no início. Toda a premissa e o plano altamente elaborado foi um pouco de mais para mim. Confesso que o meio agarrou-me. Interessante. Activo. Mesmo num espaço restritivo dum avião, nunca ameaçou ser monótono. Já o final... As razões porque tudo aconteceu são muito parvas. Mas a cena final em si teve bastante piada. Ver velhos em voo é sempre giro.

Também foi engraçado ver uma vencedora de Óscar ter apenas meia dúzia de falas.