sábado, outubro 17, 2020

The Babysitter: Killer Queen


Apostaram novamente no mesmo twist que, convenhamos, já não teve o mesmo impacto. Não contentes com isso juntaram-lhe um segundo twist, a tentar embrulhar tudo num pacote bonito. Não era preciso estar tudo ligado, pessoal. De todo.

É o problema de ter-se uma ideia que funciona. Alguém vai sempre querer mais e nem sempre é possível fazer uma sequela com um mínimo de qualidade.

Já McG continuou com a coisa. Andará ele com alguém que trabalha no Netflix? Estará interessado em alguém que trabalha no famigerado canal de streaming? Ou algum executivo terá fotos comprometedoras do realizador?

Veremos quão séria é a situação se houver um terceiro capítulo. Esperemos que não chegue a tanto.

The Babysitter


Foi um twist interessante. Não estava à espera.

Agora, o que surpreende a sério é porque um gajo como o McG anda a fazer teenager slasher films para o Netflix. Não que seja um suprassumo da realização, mas o homem tinha por hábito fazer blockbusters. Será que o streaming tem ainda mais poder (entenda-se «dinheiro») do que eu pensava?

Seria bom poder deambular sobre o assunto, mas isto tem uma sequela. Por isso...

sexta-feira, outubro 16, 2020

Hubie Halloween


Numa escala de 1 a 10, este filme foi... estúpido.

A sério. Hoje foram anunciadas novas medidas de calamidade, de quase quarentena e prevenção e, mesmo assim, este filme foi das piores, se não a pior coisa do dia.

Tirando as t-shirts da mãe. Essa parte foi gira.

sábado, outubro 10, 2020

Thor: Ragnarok


E ao terceiro filme surge... Taika.

O rapaz das terras lá de baixo tomou o mundo de assalto e não acredito que haja quem não aprecie o seu humor. Desde a série de vampiros baseada no seu mockumentary, até ao que lhe der na telha para fazer amanhã. O rapaz está em altas, com total mérito.

Em Ragnarok é ele que pega numa miscelânea tremenda de narrativas e informação e cose tudo, de forma exemplar, para dar-nos um dos filmes mais divertido da Marvel/Disney. É ele que traz o melhor de Hemsworth e outros ao de cima, a dar-lhes margem para dizer e fazer as alarvidades que lhes vierem à cabeça. É Taika que nos dá uma óptima vilã em Blanchett. E é ele que prepara as coisas para Thor/Hemsworth serem os únicos com quatro filmes, batendo os mais populares Iron Man e Cap.

Assim se termina um dia com uma trilogia no bucho. Para mais uma trilogia tão especial. Será das poucas, ou até a única, em que o terceiro é substancialmente o melhor dos três.

Thor: The Dark World



Mas é realmente um enredo mal desenvolvido. Então o plano de tirar o Éter de Asgard é quase tão idiota... como guardá-lo com o Colecionador no final, em boa verdade.

Fiquemo-nos pelas coisas positivas:
- Não vamos ver a Natalie Portman durante uns filmes, porque chateou-se neste com a malta da produção.
- A Marvel/Disney nunca desistiu do personagem Thor, pois a seguir (como se sabe) vem o Raganrok. Thor vai mesmo ser o único personagem/actor a ter um quarto filme, o que é espectacular tendo em conta os dois primeiros.
- A interacção entre Thor e Loki cimentou-se em Dark World e trouxe mais belos momentos daqui para a frente.
- As tranças dos elfos são efectivamente magistrais.
- E, mais fixe que tudo o resto, ainda há tempo para ver o Ragnarok hoje!

Thor


Chegamos então à última trilogia que falta à minha senhora. Tanto eu como ela vimos este primeiro, quando saiu, mas achámos por bem fazer o «embaço» completo. Não tenho muito a acrescentar ao que disse antes (até porque na altura fui bastante elogioso). Acontece que este é o primeiro filme Marvel que revejo e... Epá, não está espectacular. Na altura muito passou facilmente, porque era tudo novidade, mas agora é mais difícil de aceitar.

O filme não é mau. De todo. Continua a ver-se bem. Perde por comparação com o que entretanto foi feito. Apenas isso.

O pior é que sei the o Thor 2 é mais fraco que este e, mesmo assim, vou ter de ver.

Vamos lá a isso!

sexta-feira, outubro 09, 2020

Doctor Strange


Strange é um pouco mais difícil de explicar. Vimos uma trilogia, mas pelo meio era preciso ver outros filmes para perceber de onde vinham alguns personagens. Depois foi necessário ver as sequelas destes filmes, claro. Strange é demasiado isolado. Tem uma ligação muito, muito ténue com Ragnarok, mas daí a justificar ver a coisa... Bah! Eu gosto dos filmes. A minha senhora não é tão fã, mas acha-lhes piada. Não precisa haver grandes justificações.

É bem mais curto do que pensava. Tipo o post que fiz para o filme, da primeira vez que o vi. Será talvez dos posts mais curtos que tenho dum filme da Marvel. Terá a ver a ver com o quão pouco sou apreciador, ou mesmo conhecedor, do personagem na BD? Suponho que fará tanto sentido como considerar que o filme será curto dado que o tempo de Cumberbatch é bastante valioso. Por mais dez minutos de filme seria menos uma das milhentas participações do actor em coisas várias, nos últimos anos. E isso não pode ser, que o público precisa da sua dose regular de 'Batch.

Doctor Strange continua a ser bastante trippy. Desta feita o humor soou mais forçado, embora este humor «chapa cinco» da Marvel/Disney seja sempre divertido.

segunda-feira, outubro 05, 2020

Ruth


Como Português que sou, não tinha grande vontade de ver um filme com produção da minha terra. Como Benfiquista que sou, tinha de o ver. E não deixou de ser curioso, em pleno dia de celebração da implantação da República, ver o quão corrupto «era» o raio do país. Quando se usavam recursos militares para transportar um jogador de futebol. E quando se usavam todas as influências possíveis de estado para impedir esse mesmo jogador de ser inscrito.

Hoje em dia quero acreditar que tal não aconteceria, mas o «nosso» futebol também já não tem propriamente Eusébios, convenhamos. Não há como comprovar a teoria.

sexta-feira, outubro 02, 2020

Ant Man and the Wasp


As portas da barragem abriram-se. A ideia era ver uma trilogia ou duas. Pelo meio foi necessário ver mais um par de filmes. Já agora convém também ver as sequelas destes. É dar-lhe mais um bocado e andamos a ver as séries de animação, não tarda.

Existe tanto nonsense tecnológico neste filme. Uma data de palavras caras, misturadas com «quantum isto» e «quantum aquilo», a montar boa parte do argumento. A sorte é que há uma data do outro tipo de nonsense, o mais clássico, para nos fazer rir e não pensar muito no que pouco faz sentido.

Mais uma vez são as fórmulas da BD a transporem-se para o cinema. Durante décadas li livro atrás de livro que não dizia nada com jeito, mas que tinha monstros coloridos, noutras dimensões, e aventura em barda.

Tão bom.

domingo, setembro 27, 2020

Captain America: Civil War


Depois dum par de desvios importantes, para conhecermos melhor personagens como Scarlet Witch ou Ant Man, cá chegamos ao fim da trilogia existente, até ao momento, do nosso Capitão favorito (temos pena, Iglo).

O filme era e continua a ser «espectacular». Lamento, mas não consigo acrescentar muito mais. Posto isto...

Quem é que pode ser contra o Cap? Se ele diz que algo está errado, então é porque é errado. Haver uma data de heróis que se junta para combater o Cap é surreal. O homem tem sempre razão em tudo o que diz, faz e no que apoia.

(...)

Tirando o questão do Bucky. Apoiar cegamente o Bucky é parvo e custa a entender. Especialmente depois de saber-se das coisas que andou a fazer com os Russos. Se tivesse sido só beber uma vodkas, cavalgar ursos, brincar na neve, etc., aí tudo bem. Mas as coisas que o Soldado fez...

Hey, toda a gente tem um calcanhar de Aquiles. Até o Cap. É uma das coisas que nos faz humanos. Apesar de sabermos perfeitamente que o personagem interpretado por Evans é mais que todos nós, mais que humano, mas pronto.

sábado, setembro 26, 2020

Ant Man


A ideia era que a minha senhora visse as duas trilogias que lhe faltam. As do Cap e do Thor. Começámos com Cap, mas acontece que Civil War tem uma data de personagens que aparecem antes, para além duma referência ou outra importante. Não que a minha senhora não tivesse já visto personagens como o Black Panther, o Ant Man ou até o Spider-Man, nos filmes Avengers ou até nos filmes individuais, mas Civil War é onde aparecem alguns destes pela primeira vez, ou na sequência de terem feito outras coisas.

Já agora tentamos ver da forma mais sequencial possível, não?

Em relação a Ant Man. Talvez por estar mais distante da polémica da altura, da troca de realizadores. Ou talvez porque entretanto houve uma Ant Man 2, ou porque habituei-me mais ao personagem noutros filmes. O certo é que não senti tanto que o filme era «bastardo». Senti menos correria na narrativa, por muito que a continue a haver na ação. Talvez esteja resignado. Não sei.

Na verdade o que queria com este segundo post sobre um mesmo filme era chamar atenção para um pormenor curioso: no passado Hank Pym não disse tudo ao seu assistente, este enlouqueceu e tirou-lhe a empresa; no presente revela tudo a um ladrão, que torna-se num herói. É uma lição valiosa sobre dizer sempre a verdade.

E ainda dizem que estes filmes não têm nara para ensinar aos miúdos.

Avengers: Age of Ultron


Não percebo tanta crítica a este filme. É bem divertido, com uma interpretação caricata do Ultron. Faz a ponte para outras coisas, para outros filmes. Tem uma data de referências a coisas que vão gerar resultados em filmes mais à frente...

Imagino que o problema não seja com o filme em si, mas com o facto de ser uma sequela. Pior, é uma sequela do filme de maior sucesso, o que «colou» os vários filmes individuais, pela primeira vez mostrando «a equipa». Logo, tinha de esperar-se algo ainda maior, certo? Errado.

Percebo a necessidade de fazer sempre mais e melhor. Percebo que seja algo a almejar. Mas convém ter presente uma regra base do cinema (e até da ficção em geral): o original é quase sempre melhor que a sequela. Há excepções, claro. Mas o original dá-nos a base de tudo o resto. Vem primeiro. Surpreende. Informa. Dá-nos tudo em primeira mão. O resto vem na sequência de. Logo, entendo que se queira mais do que veio antes. Não entendo que se fique frustrado ao perceber que não é possível.

E sim, considero o primeiro Avengers até melhor que Infinty War ou Endgame. Adorei os dois últimos Avengers, atenção. São projectos cinematográficos extraordinários. E tive tanto prazer em vê-los várias vezes, como terei em qualquer altura que os reveja. Seja agora, seja daqui a dez anos. Mas o primeiro... O nosso primeiro amor é sempre o mais especial. A nossa primeira vez... Bem, vamos evitar entrar em analogias perigosas, que não funcionarão tão bem.

Houve muita polémica com Whedon. Polémica essa que ainda hoje existe. Algo correu muito mal no relacionamento entre ele e o estúdio. Foi algo tão grave que está a afectar-lhe e muito a carreira, neste momento. Alguém que esteve no topo em 2012, agora está metido no buraco. E parece que não sairá de lá tão cedo. Mas isso em nada devia influenciar o visionamento deste filme.

Tomemos como exemplo o trabalho sucedâneo dos Russo. Estarão do lado de Whedon? Duvido. Provavelmente nem conseguirão estar juntos na mesma sala. Afinal, estes cavalheiros substituiram-no e suplantaram-no, para todos os efeitos. O certo é que continuaram com o trabalho feito por quem veio antes. Poderão não respeitar o homem, mas respeitam o trabalho. Há tantas, mas tantas referências deste filme nos Avengers que magistralmente realizaram.

Nada foi ignorado. Tudo foi trabalhado, para poderem criar o universo fantástico que hoje existe. E Age of Ultron faz parte desse universo. Temos pena.

sexta-feira, setembro 25, 2020

Captain America: Winter Soldier


A minha senhora continua na sua senda de «tapar os buracos», de ver os filmes Marvel que não viu. Por mim... supimpa! Se há coisa na vida que tenho zero dificuldade em fazer é rever filmes da Marvel. Tirando o terceiro Iron Man. Esse... Não sei se alguma vez vou ter paciência para rever esse.

Ainda por cima temos finalmente Disney+ a bombar cá em casa, por isso é uma alegria e uma simplicidade de processos, com tudo organizadinho. É só clicar em «botões» na app. Que sonho de vida que vivemos, hoje em dia. Quer dizer, tirando a pandemia, estarmos fechados em casa, vivermos assombrados pelo futuro com menos emprego, crise, etc. Tirando isso, em termos tecnológicos e de entretenimento, está tudo espectacular.

Sobre o filme, não há muito mais a acrescentar ao que disse da primeira vez. É um caos de acção, do princípio ao fim. Super intenso, desde o barco até aos helicarriers. E foi um magnífico início de carreira na Marvel dos irmãos Russo que, anos depois, fecharam «a» mega história com uma mestria extraordinária. Para eles, tudo começou aqui. E diria que a verdadeira popularidade deste personagem começou aqui também.

Captain America: First Avenger


A opinião mantém-se. Fizeram de facto um trabalho notável a ir buscar os detalhes todos à BD. É uma excelente adaptação duma história de origem, da BD para o cinema. Independentemente de se gostar ou não do personagem ou da história.

E, ao ver pela terceira vez, noto que todas as pontas soltas, resolvidas em filmes mais à frente, vieram destes primeiros filmes feitos pela Marvel Studios. Resta saber quanto foi a influência da Disney / do senhor Feige.

First Avenger é o primeiro filme Marvel que vejo no Disney+. Já quando tive crédito para gastar com a Vodafone, gastei-o neste filme. Raio do filme parece ser mesmo importante para a minha pessoa. E para o blogue.

quarta-feira, setembro 23, 2020

Enola Holmes


Bom breaking of 4th wall, algo que está cada vez mais na moda. Não me incomoda. Bom personagem/interpretação da Millie que, para alguém tão novo, parece ter alguma influência em Hollywood, ou não fosse ela uma das pessoas que produz o filme. Tem algumas falhas na história inteligente, cenas que fizeram-me pouco sentido mas que não estorvam o visionamento. Boa combinação de duas histórias paralelas, com qualquer uma a ser principal ou secundária.

No geral o saldo é positivo. Para mim, enquanto espectador. Não sei se a malta no Netflix estava à espera da polémica. Os descendentes do criador do Holmes reclamaram que as personagens não tinham nada a ver com o que foi criado, em especial a própria Enola (que não faz parte das histórias originais de Sherlock).

Claro que, nos tempos em que vivemos, não sei até que ponto estas polémicas simplemente não ajudam a promover certas obras. Não terá o filme tido ainda mais atenção precisamente por causa da polémica?

sábado, setembro 19, 2020

All Together Now


Estou a perder qualidades de avaliação. Sempre tive a capacidade de perceber o tipo de filme simplemente com o poster ou um par de imagens. Podia jurar que ATN era um musical simples de adolescentes. Uma coisa bem disposta, com músicas dos Beatles.

Afinal é uma coisa deprimente comó raio, em que acontece tudo a uma pobre, doce, genuinamente boa rapariga. Pensava que ia reclamar com demasiada boa e musical disposição e estou aqui abraçado às almofadas do sofá, todo eu baba e ranho.

Ter um Netflix em Neerlandês não ajuda, mas não serve de desculpa.

quinta-feira, setembro 17, 2020

Ralph Breaks the Internet


A minha previsão estava correcta. A de que isto não ia ganhar um Óscar, claro está. Até acertei, mais ou menos, quem ia ganhar (fui atrás da opinião comum, admito).

Não tenho muito mais a acrescentar ao post original. Os detalhes da sociedade na Internet são deliciosos. E as cenas com as princesas são super inteligentes. Pois é isso que estes dois filmes são: inteligentes e divertidos. Tudo o que se quer destes filmes da Disney.

quarta-feira, setembro 16, 2020

Wreck-It Ralph


Continuo a achar o twist inteligente e a história é bastante carinhosa. Apesar disto ser o Toy Story dos videojogos, no fundo.

Não apresento ideias muito originais, admito. Mas o filme é o que é. Assim como as minhas opiniões.

domingo, setembro 13, 2020

The Argument


O filme está bastante mal cotado no IMDb, mas até é uma ideia engraçada.

Um casal tem uma discussão. Ele é guionista e ela actriz. Ele faz o guião da fatídica noite e contrata actores para encenar a cena, para verem quem é o culpado da discussão. E para verem quem tem razão, suponho.

Tudo torna-se rapidamente muito constrangedor e, às tantas, parece perder-se um pouco, mas tem um óptimo, caótico e engraçado, terceiro acto.

Bill & Ted Face the Music


Mais uma daquelas sequelas que ninguém, no seu perfeito juízo, pediu. Mas ela fez-se. Sabe-se lá como... Quer dizer. Esta até dá para perceber. Mais ou menos.

Suponho eu que a metade da parelha menos conhecida, numa tentativa de voltar à baila um pouquinho, teve uma ideia (ou foi levado a tê-la) de continuar esta história mirabolante. Pois acontece que a outra metade da parelha tem tanto de generoso como de famoso, segundo consta. Parece que Reeves é um coração mole e terá acedido ao pedido do velho amigo.

Claro que histórias destas há muitas em Hollywood. Não quer dizer que todas, ou mesmo muitas dêem filmes decentes. Aqui entra a parte verdadeiramente chocante (que poderá ter muito a ver com a realidade cinematográfica de 2020): Bill & Ted... apareceu em várias listas de «filmes a ver em 2020». Era dos poucos no cinema. Era dos poucos que podia apelar ao público menos adverso a voltar às salas de cinema. E, finalmente, convenhamos que este ano precisou muito de histórias bem dispostas que nos distraíssem da realidade.

Chegou a um ponto tal de sucesso que a minha senhora pediu-me para vermos o filme. O que é surreal. Os primeiros não tiveram qualquer influência na sua geração. Claro que não tinha visto os primeiros. O único chamariz reconhecível é Keanu... e talvez uma, ou mesmo as duas miúdas.

Não, este filme não vai acrescentar nada às vossas vidas. Mas se os primeiros colocaram um sorriso nas vossas faces, mesmo que pontual, esta sequela também o fará. Tem isso a favor.

sábado, setembro 12, 2020

Mulan


Cada tiro, cada melro. Mas em mau.

Será desta que a Disney percebe que esta coisa dos live action remakes não funciona sempre? Parece até funcionar quase nunca, mas quem sou eu para avaliar.

Os resultados efectivos dum filme conseguem ser muito enganadores. Um filme pode ser dizimado pela crítica ou até mesmo pelo próprio público, mas ter óptimas bilheteiras, tanto apenas nos EUA, como nos restantes mercados, ou até em conjunto. Claro que para Mulan os resultados não podem ser avaliados da mesma forma. A sua presença nos cinemas é diferente do normal.

O que me pergunto é se será que os tempos de crise vão voltar a focar os estúdios em projectos que valem a pena? Ou será que vai piorar, com volume a continuar mais importante que qualidade, com a agravante dos orçamentos reduzirem.

Claro que se o raio do filme se tiver pago com a saída mais cedo no Disney+... Duvido, mas poderia ser uma mudança radical, é verdade.

sexta-feira, setembro 04, 2020

Love Guarantee


Plásticas. Muitas, muitas plásticas foram feitas na realização deste elenco. De parte a parte. Ele teve uns retoques, mas ela então está irreconhecível no trailer. Só algures no final dum terço do filme lá cocei a curiosidade e fui ver se conhecia ou não o raio da mulher. Até parece que sempre fizeram uma senhora «retocagem» no famigerado She's All That.

O filme é uma idiotice, pois claro. Mas o final no tribunal é absolutamente épico, de tão fora que é. Quase que vale a pena ver o filme só pelo final.

Quaaaaaaase...

domingo, agosto 16, 2020

Project Power


Vivemos tempos muito frustantes.

Sim, sim. Pandemia. Sempre em casa. Yadda yadda. Não é isso. Há dez ou quinze anos, se me dissessem que iam fazer um filme com Foxx e Levitt, numa história com superpoderes à mistura, ficaria todo entusiasmado. Juntando a isto dizerem-me que conseguiria ver a estreia em casa, e a minha cabeça provavelmente explodiria.

A realidade hoje é que Project Power é mais um «projecto», que aparece e desaparece a uma velocidade assustadora. Sim, fiquei à mesma entusiasmado quando vi o anúncio do filme no Netflix. Ainda para mais num ano em que há muito, mas muito poucos filmes «à minha medida» a sair. Só que... Project Power é só... meh!

Não traz muito de novo. O dinheiro terá ido apenas para os cachês, pelo que parece que faltam cenas que possam dar densidade à história. E as cenas de acção ou efeitos são as vistas no trailer (e se os trailers do Netflix mostram demasiado).

Amanhã não me lembrarei que este filme existe. É frustrante.

An American Pickle


Seth Rogen tem muita, mas muita liberdade para fazer o que lhe dá na telha. Para mais, tem a vantagem que o seu público aumenta todos os dias, sempre que um qualquer adolescente cede à pressão de grupo e tem a sua primeira experiência no mundo dos narcóticos leves.

Só estes dois pontos justificam como é que Rogen consegue convencer a HBO a fazer um filme sobre um tipo preservado em «sumo» de pickles durante décadas, só para acordar num futuro, numa realidade completamente diferente da sua, e encontrar um descendente directo vivo igual a ele, mas com uma existência que nunca poderia imaginar. (Ambos os papéis são interpretados por Rogen, esse actor de elite.) E não, conseguir fazer tal coisa não é o mais surpreendente. O chocante é que há público para tal coisa.

O filme não está bem cotado. Mas houve muita gente a ver. Incluindo aqui este vosso humilde «blogger».

PS - Isto tem sobretudo a ver com Simon Rich, que é mais um dos «autores da casa» da HBO, neste momento. Mas ninguém sabe quem é Rich. Já Rogen...

sábado, agosto 15, 2020

Deathstroke: Knights & Dragons


Bem, nem todos podem ser pérolas. A DC estava com uma óptima sequência de filmes de animação, mas este é mau que dói.

Primeiro que tudo, não ajuda que não goste do personagem, por muito que tenha dado origem ao Deadpool (sim, o último foi uma cópia descarada do primeiro). Segundo, estou farto e cansado dos vilões tornarem-se heróis. Para quê? Lá porque os vilões são fixes não têm de passar para o outro lado, só para justificar a adoração. Deixem lá a moda dos anos 90. Não tem mal nenhum gostar dum vilão. Não quer dizer que a criança/pessoa seja um sociopata. Terceiro e último, a história é uma porcaria.

Ou seja, um hattrick de perda de tempo.

Artemis Fowl


Deixa ver se percebi. Um homem fada, polícia lá no bairro, rouba um artefacto mágico muito poderoso. Isto porque há um malandros infiltrados, que querem usar o dito para malandrices. O homem fada tem o artefacto e uma lista dos malandros, mas entrega tudo a um humano, em vez de falar com os seus, com os «não malandros».

Estou em crer que que esta história está muito mal cosida.

quinta-feira, agosto 13, 2020

Da 5 Bloods


Um pouco como o próprio Spike Lee, 5 Bloods está um pouco espalhado em termos de mensagem. Parece que o velho realizador está a chegar àquela idade em que o tempo começa parece-lhe escassear e tenta dizer demasiadas coisas, tudo embrulhado à pressa.

Ficam duas notas dum bom exercício, a este velho tema norte americando que é a guerra no Vietname:
- Os monólogos de Lindo podiam ter sido fixes, mas ficaram aquém. Percebe-se a intenção, mas a execução não foi brilhante. Parece ter faltado direção à improvisação.
- Bem que reparei num Boseman mais magro do que seria de esperar, mas quem diria que estava a perder uma batalha com o cancro.

Wakanda forever, meu caro. Wakanda forever...

quarta-feira, agosto 12, 2020

Working Girl


Vi isto algumas vezes em miúdo. Acredito até que Melanie Griffith ajudou-me a passar da infância para a adolescência. Era um dos vários metidos nas velhas VHS, em rotação porque não havia mais nada para fazer. Mas vi sempre com gosto, atenção. Por isso é muito estranho como é que nunca percebi que Working Girl é a versão feminina do Secret of my Success.

Posso dizer que WG é versão do SomS porque saiu um ano depois. Não é machista!

«The Earth moved. The angels wept.» é uma frase que ficará para sempre na minha memória. Só não sei se estava no trailer, coisa que devo ter visto ainda mais vezes que o filme, provavelmente. Não de forma estranha, é só que numa altura em que havia tão pouco, certos trailers acabavam por ser repetidos até à morte em várias plataformas. Quem aqui se lembra de nas cassetes de vídeo clube haver sempre um par de trailers a divulgar outros filmes do momento?

Independentemente disso, o filme foi referência para mim mas, mais importante, para toda uma geração de mulheres. Claro que tinha de meter a minha senhora a ver. Este filme anda a ser referênciado a torto e a direito por todo o lado.

Por fim, a cena verdadeiramente chocante: como é que o Let the River Run, esse hino da Carly Simon, não consta da banda sonora no genérico final? A música aparece algumas doze vezes, em várias versões, durante o filme. E ganhou um Óscar! Que esquisito.

sábado, agosto 08, 2020

Extraction


Tem umas cenas de acção porreiras, em especial a perseguição no início. Mas a trama é tão parva que torna-se difícil desligar e não resmungar o tempo todo.

E o pior é que não só tenho a BD na qual isto foi baseado, como até achei piada quando a li. Tenho de ir reler a coisa e perceber se estava com os copos na altura.

sexta-feira, agosto 07, 2020

How to Lose a Guy in 10 Days


Tão, mas tão errado.

Não há como conseguir vender esta história sem ter o charme dos protagonistas. É uma mulher que tudo faz para perder um homem, em prol dum artigo ridículo duma revista. E um homem que tudo faz para conquistar uma mulher, só para ganhar uma aposta. São todos os motivos e situações erradas para um casal entrar numa relação. E o que o filme tenta vender é que isso resulta, que as acções dum cancelam as do outro e vice-versa. Que absurdo.

Só que, lá está, como tem este dois e eles têm empatia, tudo tolera-se.