terça-feira, junho 25, 2013

The Hangover Part III

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Um dos inconvenientes de ver trailers, para mim, é ficar com vontade imediata de ver o filme. No caso, foi ver um par de trailers de comédias. Deu-me vontade de ver uma comédia estúpida. E lá fui a correr apanhar uma sessão a uma hora decente.

Para falar desta sequela, faço um paralelismo talvez um pouco estranho. Tentar uma trilogia com um franchise baseado numa premissa específica não é fácil. Eventualmente a premissa cansa. Os Die Hards provaram-no. O terceiro, embora excelente, foi obrigado a fugir da premissa de McClane fechado num espaço, a matar terroristas a torto e a direito. Em Vengeance, um dos melhores underdogs da história do cinema acaba por andar a matar meliantes (já não bem terroristas) por Nova Iorque inteira. Em Hangover III, fugiu-se da premissa do acordar sem saber como se foi ali parar, para depois recordar as loucuras da noite. E aqui acaba a comparação com Die Hard, porque o Bradley Cooper não é nenhum Bruce Willis. Vamos lá ter calma.

Se gostei ou não da alteração, ainda é cedo para dizer. Ia com esperanças de ver algo. Não que o que tenha visto seja mau, até foi bastante divertido, mas não era bem o que ia à procura. Continua a ter um ou outro momento com piada, mas ser passado em «tempo real», ainda por cima com os personagens sóbrios, tirou alguma magia à coisa. Em boa verdade, confesso que se calhar preferia saber como foi [SPOILER] o casamento do Alan. Era mais do mesmo? Sem dúvida. E então?

domingo, junho 23, 2013

Friends (With Benefits)

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Quem diria que havia tanta coisa com o mesmo nome? Para além da conotação que a própria expressão tem, claro. Há dois filmes e uma série, mais ou menos da mesma altura. Este tem parêntesis e não é uma coisa comercial de Hollywood. Não que haja algo errado em sê-lo, ou mesmo algo a favor em não sê-lo. Sejamos honestos. Qualquer realizador, actor, escritor, etc., quer vingar em Hollywood. É onde está o dinheiro e o reconhecimento. E quem disser o contrário é mentiroso. Não que este filme quisesse ser mais do que é. O seu único objectivo foi entreter-me por casualidade, quando passava canais numa noite enfadonha de fim-de-semana. Trata-se apenas dum grupo de amigos que começam a... fazer cenas uns com os outros, inspirados por um casal do grupo, melhor amigo desde sempre, que nunca tinha... feito cenas antes.

Claro que falamos dum conjunto enorme de balelas. Regra d'ouro nestes casos: Once in the friend zone...

sexta-feira, junho 21, 2013

World War Z

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Do outro lado do espectro esta semana temos World War Z. Se Iron Man esperava ser bom e foi mau, WWZ esperava ser mau e foi... Convém não exagerar. Não é bom. Vê-se melhor do que estava à espera. Com tanto rewrite e reshoot, não se poderia esperar nada de bom. Foi ainda adiado várias vezes. Tenho ideia que estava pronto para ser lançado há já algum tempo. Esperava uma banhada. Esperava rir-me com parvoíces e exageros. Não aconteceu. Acabei por passar quase duas horas num instante, a ser bem entretido, com a melhor pandilha possível para ver este tipo de filmes. O pior que poderei dizer do filme é que está tudo no trailer.

Tenho uma teoria, no entanto. Não em relação a porque é que o filme afinal não foi uma banhada, quando tinha tudo para o ser. É em relação à história. Há muita coisa ridícula, mas é aquele ridículo que aceita-se em qualquer película deste género. A minha teoria é mais profunda. Há muito zombie. Os ainda humanos... ou será melhor chamar-lhes vivos? Bem, esses ainda pensam... Não, espera, não há nada que comprove que os outros não pensam. Estes zombies, pelo menos. Há vários outros filmes ou séries em que prova-se que o cérebro não tem actividade (o porquê de tornar-se o calcanhar de Aquiles é algo proibitivo de discutir). Os que falam estão muito organizados, mandando o Brad investigar a origem da epidemia. O que é que Brad fazia antes de estar reformado? Não sei. Em vários momentos há a conversa do «vocês sabem o que fazia para as Nações Unidas». Não, Brad. Não sei. Ninguém o disse, caramba.

A minha teoria é simples: a culpa é dele. Todos os sítios por onde passou, tudo estava controlado... até ele chegar. Acho que era o cabelo. Aquele penteado enfurecia os zombies. Ou talvez o cheiro. Talvez o tom da voz. Ou aquele ar que faz sempre que diz algo que ninguém sabe, meio educativo, meio chateado. A sério. Ele tem um ar. Lembrei-me logo dele em outros papéis. É uma cena que faz com o lábio superior. Em todo o caso, a solução simples para uma epidemia que assolou 70% ou mais da população mundial era matar o Brad. Ou mandá-lo num barco para um sítio qualquer. Lá está, algo simples.

terça-feira, junho 18, 2013

Iron Man 3

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Não estava cá quando estreou. Confesso que quando voltei, deixei passar algum tempo. Acabei por desistir. Resignei-me ao facto que seria o primeiro Marvel Studios que não veria em cinema. Só que às tantas apercebi-me duma última sessão possível. Por teimosia - meu apanágio - lá vi o filme no último dia. Amanhã sairá de cartaz. A experiência acabou por não ser muito agradável.

Creio ter ouvido ou lido algures que era o melhor dos três. Na minha opinião - e até acedo que seja por mau humor -, não só é o pior dos três, como é o pior de todos os filmes da Marvel Studios, Hulk 2 incluído. A primeira metade é só parva. Não me fez muita confusão porque haviam créditos para gastar. A segunda metade do filme é do pior. Tem tanto erro de história. Tem tanta coisa que não faz sentido. O único interesse em ver o filme novamente seria para poder listar tudo o que está errado. É mesmo muita coisa. Quando fizerem o vídeo de «everything wrong with» será o mais longo de todos, talvez tendo tanto tempo como o próprio filme.

Assim de repente, com a ressalva que entretanto esqueci-me de muita coisa [SPOILER ALERT à bruta]:
- Porque é que estragaram o personagem do Mandarim?
- Que poderes dava o soro? De onde raios veio o cuspir de fogo? Porque é que funcionava com alguns na perfeição e outros não? Como é que funcionou na Pepper, apesar do «tratamento» não estar concluído? Porque é que tive tanto tempo a ver os abdominais definidos da Paltrow?
- Toda a gente usou o raio da armadura! Usaram partes soltas, até. O Stark é assim tão burro que permita toda a gente usá-la? Tecnologia incrível ao ponto dum braço despedaçado funcionar, mas um sistema de segurança genético era pedir muito? Já leitura de retina para poder ouvir-se uma mensagem privada, isso ok. Já agora, a máscara tinha jatos próprios para voar sozinha?
- Como é que o Rhodes transporta o presidente num braço, se precisa dele para controlar o voo?
- Chegamos à armadura do Iron Patriot (que não deveria estar aqui, pois esta versão da armadura é criada e usada na BD por um vilão bem conhecido). A armadura do Rhodes foi a melhor coisa desta epopeia de trapalhadas. Uma vilã desarma a armadura com uma mão super quente. Hã!? Depois Rhodes está capturado com a armadura desarmada. Esta parte não é muito grave, já que foi criada pelo organização que o capturou, a AIM. Só que depois activam a armadura e usam-na para capturar o presidente dos EUA e levá-lo aos maus da fita. Ainda aqui, acedo que esteja programada para que o presidente não a use. Mas quando o Rhodes liberta-o, carrega num qualquer sítio e activa o... como dizer?... jacto da mão? Rebenta com uma corrente e o presidente usa os vários jactos para aterrar decentemente. Então afinal a armadura estava activa ou não? E se estava, porque é que o presidente não a usou para se libertar? Pelo que se percebeu neste filme, qualquer pessoa usa uma armadura destas sem precisar de treino.
- Ainda no Rhodes, sendo este um pormenor menor. O homem é militar, certo? Uma coisa é o Stark estar com roupa informal dentro da armadura, mas o Rhodes está ao serviço. Pólos são a nova farda militar?
- Como é que o Stark foi tão rápido do Tenessee para Miami? Teleportou-se? (Nem vou mencionar como pagou tudo entre ter morrido para o mundo e ter chegado aos vilões.)
- Stark invade uma casa cheia de seguranças com umas engenhocas. Manuseia pistolas também. Andou a receber treino do Hawkeye, foi?
- Se Stark consegue controlar um exército de armaduras remotamente (com a ajuda do Jarvis), porque é que só as usa no final?
- Na batalha final, não deu para usar uma das milhentas armaduras para salvar a Pepper?
- Quando ela cai no mar de chamas, a roupa que usava também tinha levado com o soro maravilha? Aliás, para personagens tão quentes que derretiam metal ao mais ligeiro toque, não incinerar as roupas num milésimo de segundo é só estúpido. Se fossem fatos especiais (à lá FF) ainda deixava passar, mas aquilo é roupa de loja. Loja de marca, ok, mas loja.
- Que m€rd@ de snippet foi aquele?
- Como é que conseguiram não fazer uma piada de jeito?! Como é que estragaram a pinta do personagem com mais pinta de todos os filmes BD dos últimos tempos?!

Houve mais. Muitas mais. Isto é só o que me lembro, assim de repente. Depois há os personagens secundários, cada um mais estúpido que o outro. Aquele miúdo... Donde é que veio aquele miúdo? Houve um momento em que pensei que o miúdo não existia, que era apenas uma criação da psicose de Stark, de tão ridículo que estava a ser a interacção entre os dois. Foi com o miúdo que deu-se o ponto de viragem, quando passei de «isto está a ser estranho» para «que m€rd@ é esta?».

Iron Man - Oh God, what am I gonna do?
Miúdo estúpido - Just breathe, really just breathe. You're a mechanic, right?
IM - Right.
ME - You said so.
IM - Yes, I did.
ME - Why don't you just build something?

Porque um mecânico não contrói coisas, idiota de m€rd@, arranja-as. F0d@-s€, não admira que o teu pai te tenha abandonado, que a tua mãe e irmã não tenham aparecido nunca. Toda a família tem vergonha de ser vista contigo.

Como última coisa, peço aos geeks mais geeks que eu (nerds dos fóruns, no fundo), para me explicarem donde veio o lábio aberto e o pulso lixado, logo no início. O Stark aparece com estas mazelas, mas não mostraram nada que as tenha provocado. Isto é duma curta qualquer que se vê em algum lado, dum teaser ou dum bocado mostrado numa página de promoção, ou é mesmo só péssima montagem? E será que Stark tem o lábio aberto o filme todo?

domingo, junho 16, 2013

Road Trip: Beer Pong

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O engraçado é que nem mudaram a narrativa para a sequela. Eu não sabia que existia uma sequela até há bem pouco tempo. Só a descobri porque andei de volta do currículo do Abed, a ver se tinha feito mais alguma coisa. Fez isto, sim, mas se fosse a qualquer entrevista provavelmente omitiria esta obra de arte dos seus feitos. O DJ Qualls substitui o outro maluquinho, na visita do grupo à universidade. Volta a haver assédio com uma mãe de possível estudante universitária. Há uma viagem, sim, se bem que esta não parece tão complicada (ou não fosse fácil para a namorada aparecer no próprio dia, no destino, saindo dum táxi). Há seios descobertos sem propósito algum. Há lesbianismo e sexo em veículos motorizados. O namorado quer acabar o que não conseguiu fazer com uma ex. A namorada é mil vezes mais gira que o objecto de tamanho desejo, mas ok. A grande diferença será neste ter uma música muito má que, por qualquer motivo, é um sucesso durante a história. E um desporto: beer pong. Acho que teria sido bom nisto, no meu tempo.

Parental Guidance

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Há vinte anos atrás este filme teria sido um sucesso. Billy Crystal e Bette Midler como pais, Marisa Tomei como filha. Eram novos demais para serem avós e mãe, respectivamente, mas como pais e filha teria dado. Hoje em dia é só um mau filme de Natal, com demasiados clichês de tecnicas de educação e brigas de tecnologia versus natureza, antigo melhor ou pior que novo, bla bla bla.

domingo, junho 09, 2013

The Incredible Burt Wonderstone

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É fraco. O filme é fraco. Custa-me dizê-lo, mas Carell não traz nada de novo. Quer ter amigos. É um idiota. Depois afinal é fofinho. Lembra alguma coisa? O filme acaba por não ser comédia. É sim filme de «crescimento», em que um personagem evolve porque é colocado em situação extrema. No caso, é Carell que perde tudo, depois de ser um mágico famoso. Evolve em questão de minutos, atenção. O desenrolar de história parece durar um par de meses, onde demasiado acontece, demasiado rápido. Tem alguns momentos engraçados, mas nada que faça rir. É algo que procuro numa comédia, confesso: rir. A Olivia Wilde e o Steve Buscemi têm papéis... porque sim. O Gandolfini ou o Mohr estão aqui a fazer ainda menos. Surpreende Carrey, apenas e só porque nunca imaginei que voltasse a fazer papéis secundários.

E é isso. Tem magia.

sábado, junho 08, 2013

Star Trek: Into Darkness

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Deveria falar só da Alice Eve. Para quê falar de mais? Não é necessário. Que vou aqui explicar dum filme de Star Trek que já não se saiba? Bem, por esta lógica, não haverá muito mais para falar de Alice Eve. Seria bater no ceguinho... ou na cobra cega... que só tem um olho... Não, não vamos falar também do que pretendo fazer a seguir a acabar o post, enquanto penso na Alice Eve a dizer-me para não olhar... se bem que o que ela quer mesmo que faça é olhar.

AVISO: Spoilers serão proferidos neste post. Não achei importante colocar o aviso logo no início. Lá está, toda a gente sabe que a Alice Eve é atraente.

Star Trek: Into Darkness será o filme de ficção científica com mais lágrimas que já vi, de sempre. Toda a gente chora neste raio de filme. Ao menos não é aquele choro de baba e ranho. Ao menos isso. É aquela lágrima estóica. A que cai quando estamos com cara de mau, a dizer algo super importante e intenso. Acontece demasiadas vezes. Até com o Spock sim, o que é ridículo só por si.

Pois é, tenho que procurar a ver qual o primeiro nome do Spock, se é que tem um. Às tantas a meio do filme fiquei com essa na cabeça.

Abrams não desilude. Faz um par de filmes muito divertidos, muito para as massas (o chamado «filme pipoca»), mas sempre a piscar o olho aos fãs. Ok, talvez não aos verdadeiros fãs, que terão encontrado uma data de defeitos na história, continuidade, personagens... blah blah blah. Como logo ao início, quando a nave estava no país alienígena. [As naves não devem entrar na atmosfera, talvez também para evitar o que acontece no fim do filme.] No fundo, aquilo que eu faço com os filmes que sou verdadeiramente fã. De Star Trek gosto, sempre gostei, mas nunca fui maluco. Era daquelas coisas que via para estar entretido. Sou fã sim de Shatner e companhia. Adoro e apoio o culto a esta trupe. Em especial ao overacting de Shatner, aqui muito bem homenageado na interpretação do jovem armário Khan. (Gostei muito. Sou fã.) Para mim, para o tipo de espectador que sou dos filmes de Star Trek, tudo é perfeito. Tem o respeito suficiente ao original que me lembro, e consegue ainda fazer uma data de «piscares de olho» com referência não tão subtis, que até eu apanho.

E flares. Continua a cena de muitos flares, que agora que sei que existem, têm muito mais piada.

Posto isto, e para que não restem dúvidas, gostei e gosto muito deste revitalizar do franchise, em ambas as instâncias. Tenho pena que Abrams passe agora para outra galáxia muito, mas muito distante, embora fique contente que o faça, ao mesmo tempo.

Despeço-me assim com um gentil e ternurento Khaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan de boa noite.

domingo, junho 02, 2013

I Give It a Year

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Um rapaz e uma rapariga conhecem-se e casam-se, passado pouco tempo. Não vemos muito do pré-casamento. Vemos apenas depois do facto. E tudo o que vemos é terrível. São péssimos um para o outro. Não têm nada em comum. Tudo o que cada um faz irrita o outro. As famílias não se podem e não têm nada a ver. Ela não suporta o melhor amigo dele. Não fazem o esforço de agradar ao outro... ou mesmo quando fazem... São imperfeitos um para o outro, no fundo. Faz pensar em porque se casaram sequer. Pelo meio surge uma ex-namorada e um rapaz interessante no trabalho. Para o fim pretende-se cometer infidelidades. Só que ateimam, porque existe o objectivo de chegar ao ano de matrimónio. O que é só estúpido. Quase tanto como terem-se casado. Mas vá, que não seja sempre tão negativo. Se não se tivessem casado... não teríamos filme. Convém pensar na parte importante.

sábado, junho 01, 2013

Funeral Kings

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A adolescência americana tem determinados ritos inerentes. Há que apaixonar-se por uma loira cheerleader inalcansável... a não ser que sejas estrela da equipa de qualquer um dos vários desportos. Ou um delinquente mais velho, com carro ou mota. Convém tentar uma data de coisas que não são para a tua idade (fumar, beber, conduzir carros, etc). Encontrar uma arma de fogo é algo que todo o adolescente tem que passar. E usá-la, escondido de toda a gente, com amigos, claro. Depois vem o inerente tiro acidental. Esta parte é uma espécie de Bar Mitzva de qualquer jovem daquele país. Não que o foco do filme seja dado a esta parte. Nem é assim tão dramática como possa soar. O filme é sobre miúdos idiotas.

Peço desculpa, fui redundante... mais uma vez.

domingo, maio 26, 2013

Superman: Unbound

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And that... is mud.

Assim se derrota um vilão. Um mega-vilão, entenda-se. Não é só a lama que está muito errada em todo este enredo. A nave de Brainiac está foleira. O Superhomem tem problemas com um robô, mas vários derrotam-se com facilidade. Mesmo sem sol e fraco de energias, tem ainda força para uma data de coisas. Não consegue voar até muito alto, mas fazer buracos no chão com os punhos é na boa (para além de derrotar mais três robôs). Uma cidade reduzida pela tecnologia avançada do vilão só precisa de contacto com o oxigénio e luz para crescer imediatamente. O Brainiac tinha agulhas que penetravam a pele do Superhomem. Entre mais algumas incongruências, Mas o pior, o pior de tudo foi mesmo o Brainiac ser igual ao Martian Manhunter. Irritou-me à brava.

Iron Man: Rise of Technovore

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O grande inimigo do Iron Man será sempre a tecnologia. Nas mãos, tentáculos ou armas de alguém, é certo, mas a tecnologia em si. A ideia é que Stark tenha ou invente sempre algo melhor. É assim que torna-se «herói». É assim que é melhor ou superior a outros. E quando não o consegue à primeira, faz tempo com conversa «tecno-psicológica» e depois lá arranja um vírus ou semelhante para ficar por cima.

Agora que descortinámos o personagem, o verdadeiro desafio é perceber porque vi este filme de animação de segunda linha, em vez da segunda sequela de não animação do personagem.

Escape from Planet Earth

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Boneeeeeeecos!

Volto para o que me dá gozo. Volto para coisas mais simples. Volto para algo que não desilude... mesmo quando é fraquito.

Escape from Planet Earth não é incrível. É sobre um planeta alienígena (para nós, entenda-se), em especial sobre dois irmãos, um geek e um aventureiro. São uma equipa que passa a vida a discutir, claro. O que é certo é que funcionavam. E na primeira missão sem um deles, o outro é capturado. Claro que tinha que ser na Terra, este sítio nefasto. Percebemos então que o nosso planeta é visitado constantemente. Os bichos de outros sítios vêm em paz. O exército americano liga pouco a isso e mete-os a trabalhar, contra vontade. Segundo este filme, algumas das maiores e melhores invenções dos últimos anos foram criadas pelos extraterrestres prisioneiros na... sim, na área que estão a pensar.

O irmão geek vem ao auxílio do irmão aventureiro, seguindo-se diversão. Porque não, o filme não é incrível. É divertido. Isso sim. Serve e bem o seu propósito.

quarta-feira, maio 08, 2013

Save the Date

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Dois über geeks sacam duas miúdas como Lizzy Caplan e Alison Brie. Como é possível? Têm uma banda, pois claro.

O elenco é enganador. Poderá parecer que vai ser mega comédia, mas acaba só por ser um filme sobre dramas de jovens. Relações sérias. Relações que acabam. Casar ou não casar. Viver juntos ou não viver juntos. O princípio da ideia de ter filhos. Animais de estimação. Nesse sentido sim, senti-me enganado. Não em relação aos animais de estimação. Em relação a esse assunto sinto-me enganado desde tenra idade. Mais em relação ao elenco. Adoro maior parte das pessoas que por aqui pairam. Vê-los super deprimidos com os seus problemas pseudo-existencialistas fez-me alguma espécie. Tenho mais é que respeitar. Quem me manda achar que seria uma comédia, só porque está cheio de gente que costuma fazer comédia? Não deixo de sentir-me enganado, por muito que tenha sido um filme «tragico-fofinho».

domingo, maio 05, 2013

Hansel & Gretel: Witch Hunters

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Primeira conclusão a tirar: todas as mulheres são w(b)itches.

A partir daí é o que se espera dum filme MTV, que envolve miúdas giras e alguns efeitos especiais relativos a bruxas e fantasia. O que me baralhou mais foi sempre que via o cartaz pensava que era a Robin com o Hawkeye. E atenção que conheço bem a Gemma Arterton. Não tão bem como queria, mas bem mesmo assim. Só que parecia-me sempre a Robin. Era esquisito.

Warm Bodies

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Respeito a tentativa de tentar fazer algo diferente. Não respeito que seja uma espécie de Romeu e Julieta com zombies, mas respeito que se tente. Admito que quando vi o trailer fiquei muito entusiasmado. O problema é que está tudo no trailer. Tudo o que é bom, pelo menos. Tudo o resto é palha mal desenvolvida para encher. Como a segunda evolução de zombies, que era bem mais lesta que a primeira. Ou seja, primeiro vem a infecção que mata a parte viva; depois vem a evolução, venha ela de onde vier, que mata a parte morta. E disto sai um ser inteligente, mais ou menos, sem o inconveniente de arrastar-se. No fundo, precisavam dum vilão que suplantasse os zombies.

Não era preciso assim tanto.

The Guilt Trip

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O Seth Rogen tem que fazer uma viagem de negócios para vender o produto que inventou. Sim, segundo parece, ainda se inventam coisas. Eu sei, é estranho. Tendo em conta que Rogen inventa coisas, seria de presumir que fosse um tipo inteligente. Não é o caso. Porque não há homem no mundo que convidaria a mãe para fazer uma viagem duma semana, de carro, para atravessar o país. Ainda por cima se a mãe for a Barbara Streisand.

Pelo menos nenhum homem que não seja insano.

quinta-feira, abril 11, 2013

Dredd

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Não é o pior filme de sempre. Não é o melhor. E não, também não está ali no meio.

Dizer que é o pior filme de sempre é não ter visto o primeiro. Ao menos este foi um pouco mais fiel à BD. Claro que, como se previa, ter um actor a usar um capacete o tempo todo é um desafio difícil de contornar. Não sei até que ponto seria tolerável muito mais tempo aquelas boquinhas que Urban fazia, numa tentativa de representar.

Confesso que apenas pretendia ouvir «I am the law».

domingo, março 31, 2013

What Richard Did

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O Richard é um gajo porreiro. Toda a gente gosta dele. Percebe-se a partir do momento que ninguém o trata por Dick. Faz sucesso nas festas. Tem uma data de amigos. As miúdas acham-lhe piada. Está na equipa de raguebi. É um gajo bem disposto e amigo do seu amigo. Até que mete os olhos em Lara, que tem namorado. Fica fixado e não descansa até ser sua. Não que seja agressivo. Simplesmente faz o seu trabalho e rouba a miúda ao colega de equipa. E aí torna-se bastante inseguro e ciumento. E algo possessivo e abrasivo com o ex. É aí que faz m€rd@.

Clima tenso quase desde o início. Imagem sombria e pesada ao longo de todo o filme. Ajuda ser filmado ao pé duma qualquer praia irlandesa, sempre a ameaçar chover. No fundo, como andam estes dias, tirando ontem. Pesado no final. E bastante agradável de se ver. Agora, nada de prestar atenção a estas coisas ditas no póster. Claro que é o filme irlandês mais importante do século. Quantos foram feitos naquele país? Três? Até porque o século ainda agora começou.

sábado, março 30, 2013

Hello I Must Be Going

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Habituados a ver Melanie Lynskey em papéis de maluquinha/tontinha, em Hello I Must Be Going temos Melanie Lynskey como... Será redutor chamar-lhe tontinha só porque foi para a cama com um adolescente? Se bem que nunca é notório que seja um adolescente. O rapaz é tratado não necessariamente dessa forma. A única referência é no final quando dizem que vai para a universidade. Não é claro que vá com 18. O caso não é do nada, embora desenvolva sem grande faísca. Lynskey é recém-divorciada. Voltou para casa dos pais e mantém a depressão que sempre lhe foi conhecida. Envolve-se com o rapaz, ganhando novo élan para a vida. Nada como engatar um rapazinho para espevitar uma trintona. Sempre são dois auges a confluir.

No fundo, o que vemos neste filme não passam duma data de problemas que só gente com dinheiro consegue ter, mas nota-se genuidade na interpretação de Lynskey. É certo que hoje em dia já não conseguirá fugir do seu type casting, mas a moça tem algum talento.

Playing for Keeps

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Gerard Butler é um ex-jogador de futebol. Futebol decente. Não o almofadado. Jogou no Celtic, Liverpool (pareceu-me) e algures nos EUA. Foi craque. Agora está no buraco. Sim, claro que estoirou o dinheiro todo. Acima de tudo porque vive em Virginia, perto do filho e da ex-mulher, amor da sua vida. Tenta fazer parte da vida de ambos. Chega ao fundo do poço. Até que começa a treinar a equipa de futebol do filho. E aí então é o fim do mundo. Porque juntar Butler pintas e ex-vedeta com soccer moms... Tem tudo para dar bom resultado.

sexta-feira, março 29, 2013

John Dies at the End

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A primeira palavra que vem à cabeça é «mamadice». No fundo, alguém decidiu escrever todas as ideias, sensações e experiências, que teve a consumir tipos de narcóticos variados. Depois, meio sóbrio mas já com maior parte do cérebro consumido, juntou as peças, formando uma história mais ou menos consistente. O pior é que... Não é que a história agarre só por si. Não sei. Deu-me a vontade de querer saber onde vai parar. E isso é o pior. Maior parte das vezes acabo por ver trampas sem interesse nenhum. John Dies at the End não é horrível, calma. É só meio alucinado. Já vi coisas piores ou mais estrambólicas. Não é dizer muito, mas é qualquer coisa.

Taken 2

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Seguindo a linha de raciocínio do primeiro, volto a frisar dois problemas de história.
1. Esta gente tem sérias dificuldades em escolher pessoas da idade certo. Uma coisa é o Liam Neeson ser um velhadas rijo, ex-militar. Neeson na realidade tem idade para fazer estas coisas? Não. Mas uma pessoa deixa passar porque é pintas. Agora, a Maggie Grace passar por 18 anos... Ela tem 30, meus amigos. Não é que não houvesse já este problema no primeiro, mas volta a ser notório. Isto porque... (E aqui entramos o ponto 2.)
2. ...ela tira a carta. Não aos 16, como todos os adolescentes americanos, mas aos 18. Porquê? Porque é um filme com produção europeia.

Claro que, por muito que estas coisitas possam estragar a história, nunca vão estragar o filme. A história não interessa aqui para nada. É um filme de acção. Tem menos que o primeiro, mas tem acção na mesma. E o mais espectacular é que deram dicas para um terceiro!

segunda-feira, março 25, 2013

Red Dawn

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Três diferenças para o original:
1. A parada foi aumentada. Ainda há russos ao barulho, aliados no conglomerado de comunistas... esses comedores de criancinhas. Acima de tudo há norte-coreanos, o que torna tudo muito mais complicada. São muitos. São todos iguais. E são alvos mais pequenos.
2. Estes miúdos a viver meses (Terão sido meses? Neste filme é mais difícil perceber a passagem do tempo.) no mato têm sempre um ar muito limpinho. Eles é barba bem feitas. As miúdas têm penteados incríveis. Ver uma milícia rebelde 90210 é especial.
3. Ok, no original tinha o Patrick Swayze. Respeito muito isso. Neste tinham o Thor.

Wolveriiiiiiiiines!

domingo, março 24, 2013

Mental

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Mau começo, com uma mãe de demasiadas miúdas a fazer a lida da casa, cantando algo saído do Música no Coração. Entra a filha mais velha. Acha-se maluca, como a mãe é, como todas as irmãs acham que também são. Quando era nova amandou-se da varanda, só não falecendo porque o pai tinha acabado de chegar a casa. Aterrou em cima do carro. Salvou-se. Amolgou o carro. Meteu o pai inconsciente. Foi o dia que ficou conhecido como o da «desgraça». Mais interessado no filme, foi com surpresa que vi aparecerem Toni Collette e Liev Schreiber. A primeira em casa, o segundo nem por isso. A primeira a fazer mais um papel de maluquinha. O segundo só com ar disso. Toni entra na vida das miúdas, de forma bastante insana, numa altura particularmente má (a mãe foi parar ao manicómio). Tudo para trazer-lhes um pouco de norma. Ou pelo menos para colocar as coisas em perspectiva. Mais que não seja, ajudando-as a perceber que toda a gente no mundo é louca. Uns mais que outros, vá.

Mental perde-se um pouco no final.
Ou seja, o meio não está mau.

domingo, março 17, 2013

The First Time

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Do outro lado do espectro que é esta manhã, temos os que começam a fazê-lo, cheios de hormonas e cenas. Antes disto tivemos os que ainda tentam fazê-lo mas já estão praticamente mortos por dentro. Porque é isso que acontece quando envelhecemos.

Um rapaz e uma rapariga encontram-se num beco. Cada um tem a sua cena que não funciona muito bem. Acham o encontro especial. Coitados. É a primeira vez que lhes acontece. Não fazem ideia da quantidade de vezes que terão sexo com desconhecidos que conhecem em becos. Não estou a dizer que acontece sempre logo ali. Não somos animais. Vai-se para dentro dum carro, casa de alguém, ou para trás dum arbusto ou uma árvore mais robusta. Não, nunca nas próprias casas. Não se levam desconhecidos para casa. Isso é perigoso.

Dizia eu que consideram esse encontro especial. E no decorrer de dois dias vão-se conhecendo, até chegarem a vias de facto. A primeira vez para ambos. E depois do acto fartam-se um do outro e não querem ver-se nunca mais.

Não, não é o que acontece. Quer dizer, mais ou menos. Ou então acontece mais à frente, não sei. O filme só tem hora e meia. Talvez.

This Is 40

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Notas relevantes de This Is 40:
- É assustador e divertido de pensar como será a vida aos 40.
- A Megan Fox cada vez faz menos por mim. Acho que é uma questão de psicologia invertida. Quantos mais papéis faz de sex symbol, em que só aparece com roupas justas e pequenas, em que uma qualquer mulher apalpa-lhe as m@m@s, menos tem apelo à minha pessoa. Serei gay? Não. Eu gostei da cena duma mulher a apalpar as m@m@s a outra. Não gosto é da Megan Fox.
- É estranho que o Judd Apatow meta a mulher constantemente a mostrar as m@m@s. (Isto é uma questão separada da anterior, por muito que envolva m@m@s também, atenção.) A protagonista é casada com Apatow, o realizador. E já não é a primeira vez que a mete a mostrar o peito. Faz sentido que o faça. É um bonito peito. Mas não deixa de ser estranho.
- O Albert Brooks é um ser humano incrível e adorava tê-lo em todos os momentos desconfortáveis da minha vida. Ele faz os melhores comentários em momentos desconfortáveis. Limita-se a dizer o óbvio. Às vezes até é só «isto é desconfortável». É o tom com que diz as coisas. A declaração mais simples do mundo é hilariante, se proferida por Brooks. É verdade que maior parte dos meus momentos desconfortáveis são passados no quarto. Não, não é isso. É onde estou sozinho e posso chorar à vontade. O que é certo é que mesmo assim queria tê-lo presente. Acho que quero que esteja comigo quando tiver que fazer um exame à próstata, ou algo assim. Seria épico. Já vai ser. Não tenho dúvida. Mas com Brooks presente seria ainda mais.

sábado, março 16, 2013

Identity Thief

IMDb | Sítio Oficial

Hey, o meu primeiro filme de 2013.

Uma péssima premissa e enredo não é disfarçado pelo talento dos protagonistas, que é muito. Qualquer um deles já fez e continua a fazer-me rir, volta e meia. Confesso que acho especialmente piada à Molly a praguejar. Mais piada achei aqui à Molly a levar com uma guitarra na tromba, ou a ser atropelada. Muito porque a personagem de Molly da Molly começa a entrar em níveis de irritação extremos. Identity Thief tem pouco que se lhe aproveite. O que é pena, porque estava esperançoso que pudesse ser alguma coisa de jeito.

segunda-feira, março 11, 2013

You May Not Kiss the Bride

IMDb

Começado às oito e tal da manhã, ajudou ter sido «interrompido» por boas companhias ao longo do dia. Tornou a experiência mais «tragável». Porque sim, como se esperava, o filme é miserável. Precisava de algo curto. Justifica-se ainda por ter a Katherine McPhee. Só que as péssimas interpretações, em especial do caramelo principal, para além do enredo patético e desenrolares estúpidos, estragaram até as belas paisagens do Havai, esse meu destino de sonho. Fica apenas a óptimo notícia que a Tia Carrere continua incrível, para gáudio de todos nós. Que tudo seja filmado naquele conjunto de ilhas, se implicar que aparecerá mais.

sábado, março 09, 2013

Rise of the Guardians

IMDb | Sítio Oficial

Entrei com uma atitude um pouco negativa. Incomodou-me o reciclar de velhos personagens. Temos o sandman, o pai natal, o coelho da páscoa, a fada dos dentes, entre outros. Juro que pensei «quão difícil é criar um novo universo?». Claro que depois penso nos twilights e nos harry potters deste mundo e tudo fica mais enquadrado. Cedo esqueci todas estas parvoíces. Porque o filme é muito bonito. Também um bocadinho em termos de história. Não é má. Acima de tudo, em termos visuais. Toda a acção e efeitos são deliciosos. Estava com muita vontade de ver estes Guardiões. Não desiludiu.