domingo, novembro 23, 2014

Sin City: A Dame to Kill For


Não fosse a hora e poder-se-ia ter toda uma discussão sobre mérito e valor de sequelas.

- Será que uma sequela seria melhor recebida, se tivesse sido feita primeiro?
- Uma sequela perde qualidade só por ser sequela?
- Quanta da qualidade dum filme tem a ver com ser novidade ou o tempo de lançamento?

Porque A Dame to Kill For não é mau. Longe disso. Está rigorosamente igual ao primeiro, que foi um sucesso, na altura. Tem o mesmo nível de talento na representação e é a mesma fórmula. Só que, lá está, não é novidade. Sai numa altura em que há muitas outras coisas melhores, dentro do género (as atenções estão focadas noutros lados). E terá as «segundas» histórias de Miller, do universo Sin City.

Seria uma discussão interessante. Claro que precisava ser tida noutro fórum e por outro interveniente que não eu. Mas seria interessante, sem dúvida.

sábado, novembro 22, 2014

About Alex


Um grupo de amigos junta-se numa casa no campo, num fim-de-semana, por causa do suicídio dum dos amigos. Fumam ganzas, dormem uns com os outros e ouvem boa música. Há uma namorada mais nova, que não pertencia ao grupo. Conversam e têm discussões, uns evitando, outros abordando o assunto desconfortável. Chamam-se ambos Alex.

Oooooooh, alguém viu Os Amigos de Alex quando era novo. Tão fofinho!

A diferença aqui é que o amigo não morre. É só uma tentativa de suicídio. Tudo o resto é, mais ou menos, o mesmo. Poder-se-á discutir o talento presente em cada um dos filmes. No original teremos mais talento, em tese. Eram nomes consagrados do cinema, suponho. Não sei se na altura. Nesta versão mais recente são talentos da televisão, para já. Se calhar, quando o original saiu, houve um palermita que escreveu num dos seus diários, a dizer que tinha acabado de ver um bom filme, com uma data de talentos emergentes.

About Alex não é mau. Até tem uma cena ou outra bastante conseguida, mas fiquei foi com vontade de ver o original.

A Merry Friggin' Christmas


Sim, sim, eu sei. É cedo para estar a ver filmes de Natal. Não resisti. Estava com saudades de Williams. Gostei ainda da ideia de ver uma parceria com McHale.

O filme é péssimo, atenção, apesar do bom elenco. Não se aproveita quase nada, apenas uma ou outra piada. Quem terá tido a ideia de meter Williams a fazer de mau feitio, péssimo pai, que odeia o Natal?

When the Game Stands Tall


Este filme é... estúpido. É todo um universo de estúpido. É um tsunami de estúpido, que leva toda a população de clichês à frente. Não interessa se são arranha-céus de clichês. A onda de estúpido que é este filme é capaz de afogar o Evereste. É a mãe de todas as avalanches de estúpido.

Falamos duma equipa que ganhou 150 jogos seguidos. Perde dois. E depois tem a capacidade de «dar a volta por cima». Fazem-se filmes disto? Já não há mais uma única história de desporto que justifique um filme? Tem que se recorrer a isto, a este culto de miúdos que não ganham jogos com força ou velocidade, mas sim com «coração», fé e entrar em campo de mãos dadas.

Pensei e quis ter abandonado o filme a meio. Aliás, quis logo no primeiro terço. Decidi, com coração e não força ou velocidade, ir até ao fim. Só para poder desancar nesta estupidez até mais não.

Valeu a pena.

quinta-feira, novembro 20, 2014

White Bird in a Blizzard


And like that, in a blink, my virginity disappeared. Just like my mother.

Sim, houve momentos em que quis desistir. Este foi um dos mais dramáticos. Expressões destas levam pessoas à loucura. É com estas coisas que se começam guerras. Levam à criação de partidos políticos. Ou até de blogues.

Mas ainda bem que não desisti. A Shailene mostra os seios. Várias vezes.

They are real.
And yes, they are spectacular.

terça-feira, novembro 18, 2014

Rudderless


Tive que fazer uma pausa. Vi o filme. Pausa. Ver Family Guy. Voltar para falar do assunto. Convém criar alguma distância. Perceber se é só entusiasmo, ou se é apreço genuíno.

A primeira reacção foi odiar a sinopse do IMDb. Revela demasiado. Irritou-me saber tanto, logo à cabeça. Achei que estragaria o filme. A sinopse distraiu-me tanto que só mais tarde percebi que foi realizado pelo William H. Macy. Reconheci-o no filme, claro. Vi depois o nome no genérico como produtor executivo. Na página do filme é que li a blurb a enaltecer o trabalho. E é bem enaltecido. O filme está muito fixe. Ajuda ter um elenco de luxo. Os dois principais são dos meus favoritos. E é sempre um prazer ver Crudup a voltar à música.

Tem muita emoção. Algum bom humor. Condescendência não abusiva. Lágrimas. Bastante urina no rio. Barcos, barcos, barcos. Revelações bem feitas. Um pouco de flanela. Bastante álcool. Demasiada emoção com uma banda de bar. Exagero na evolução enquanto «músico».

E assim se faz uma sinopse interessante, sem estragar a m€rd@ da história!

sexta-feira, novembro 14, 2014

Life Partners


Não sendo apenas sobre um relacionamento amizade, interrompido por um relacionamento relação, também é sobre isso. Mas muito é sobre esta necessidade absurda do ser humano de amadurecer e ser crescido, só para ter saudades de ser novo e inconsciente, quando finalmente se torna crescido. É absurdo e irónico. Passamos demasiado tempo chateados com mudanças, quando no fundo tudo é mais ou menos igual.

Desengane-se quem pense que é uma questão de amor, para além de amizade. Interessa pouco se uma delas é lésbica. É só uma questão de alguém sentir falta de outro alguém, quando aparece um terceiro alguém.

Já vi filmes que começavam assim. Quer dizer. Não vi tudo. Andei um pouco para a frente, até às partes mais fixes.

E depois adormeci.

quinta-feira, novembro 13, 2014

Seven Psychopaths


- Put your hands up.
- No.
- What?
- I said no.
- Why not?
- I don't want to.
- But I've got a gun.
- I don't care.
- But... It doesn't make any sense.
- Too bad.

Com um humor assim a dar para o tonto, Seven Psychopaths narra as histórias de seis psicopatas, que por sua vez têm a sua história contada por um guionista... e os seus dois amigos.

Sim, seis apenas. O nome é enganador. Pior, o nome é revelador, mas também não será uma revelação por aí além.

Há uma data de elementos roubados a outros filmes, aqui e ali, que dão um ar pitoresco à película. Nada que deslumbre, mas também nada que incomode. No geral, é um filme que se vê, não deixando grandes memórias. Por muito que esteja bastante bem feito, com representações óptimas.

quarta-feira, novembro 12, 2014

Run & Jump


Tirando o nome menos usual, Vanetia tinha uma vida de sonho. Um marido com jeito com as mãos. (Carpinteiro. Calma.) Uma casa bonita no campo. Dois filhos saudáveis, inteligentes e divertidos... por muito que o mais velho seja um pouco virado do avesso. Amigos. Família. Boa disposição. A mulher tinha tudo, tendo motivos para sorrir. Até que lhe aparece o Will Forte,  a ter que ir para país estrangeiro, para poder ser sério. Vem para estudar a situação médica do marido de Vanetia. Este teve um ataque cardíaco que deixou-o limitado, em termos de interacção social e outros. E, mesmo depois de todo este problema, com tudo o que daí advém, Vanetia continua a sorrir e a espalhar boa disposição. Está a morrer por dentro, calma. Não é uma idiota insensível. É só daquelas pessoas extraordinárias que não se deixa ir abaixo, porque há outras pessoas envolvida. Que segura as pontas e não desiste. E que o faz dançando e brincando com toda a gente.

Parece que se chamam «optimistas». Será uma raça diferente da minha. Só pode.

terça-feira, novembro 11, 2014

Interstellar


Nolan atingiu um estatuto tal que pode trabalhar com qualquer pessoa. Pode fazer o que quiser, no fundo. O mais «grave» é que tudo o que faz acaba por ser bom. E Interstellar é muito bom. O maior elogio que lhe posso fazer é que as quase três horas de filme passam num instante. Depois, é dizer que todas as cenas de espaço estão lindíssimas. E parece que houve muito estudo científico feito, o que ajuda sempre à história.

Dois problemas que as pessoas terão que ignorar, de modo a apreciar o filme:
- Matthew Maconaheyhey. É o herói. Se é impossível achar-lhe piada, então será difícil gostar do filme.
- As cenas científicas. Ou são demasiado complexas, ou são só espalhafatosas. Não que tenha o mínimo de conhecimento para contestar a mais pequena teoria aqui disparada. Fez-me confusão as viagens entre planetas.

Tirando isso, não me recordo de muito mais a abordar. Talvez o final demasiado perfeito. E que gostava de viver num mundo assim pós-apocalíptico. Ao menos não teria que preocupar-me com coisas de somenos. Só que é tarde. Não há tempo para falar disso. E, infelizmente, tenho demasiadas coisas de somenos com que preocupar-me.

quarta-feira, novembro 05, 2014

Upside Down


Quando descobri o filme achei muita piada à premissa. OK, o tema será batido. É mais uma variante dum amor proibido. Em todo o caso, o universo em si pareceu-me engraçado.

Depois a vida meteu-se ao barulho e esqueci-me que existia. Até que havia um dia ou outro em que deparava-me com o filme outra vez. E lá vinha a vontade de o ver... até que o esquecia novamente.

Desta feita não deixei passar. Andei a correr os filmes todos que tinha por aí. Separei os que tinha mais vontade de ver. Hoje, no meio da confusão do costume e de mais um jogo positivo, lá surgiu a oportunidade.

A premissa continua a ser engraçada. E o início está bem construído, bem desenvolvido. A meio faltou o orçamento. E a narrativa foi acelerada. Demasiado. Duas ou três cenas passam sem se dar por isso, sendo coisas importantes que mereciam ser mastigadas. O filme termina e fica um sabor agridoce de algo que tinha que ser trabalhado. Como os personagens, no seu universo com demasiadas forças gravitacionais, a coisa andou aos tropeções e tudo se resolveu de forma demasiado simples.

Pena.

terça-feira, novembro 04, 2014

The Signal


Já lá ia o tempo que não via uma mamadice universitária. Parece depreciativo. Não é.

Começando pelo negativo, percebe-se que Signal pretendia ser algo diferente do que acabou por ser. Não que o registo se tenha alterado. Simplesmente o foco da narrativa passou para outros interesses. Tiveram que massificar a coisa, com uma relação. Tiveram que baixar um pouco o nível.

Passando para o positivo, a história é interessante. A simplicidade dos momentos é agradável de se ver. E as cenas de tensão são verdadeiras cenas de tensão. Há um envolvimento que se tenta e se consegue.

Pelo meio há uma data de tentativas de mensagem que, sinceramente, pouco fazem aqui.

No centro duma data de detalhes que não vou aqui revelar, o verdadeiro sinal de ficção científica é dum nerd informático ter uma namorada super gira, a quem dá uma tampa.

Com isso sim, sinto-me «agitado».

domingo, novembro 02, 2014

Get on Up


Em muitos momentos da vida acreditei que o sr. Brown só não foi um supreassumo da música, ao nível de Elvis e afins, por causa da cor da pele. Claro que isto é apenas e só com base numa profunda paixão que tenho pela sua música. Não se pode afirmar algo assim sem fazer o mínimo de pesquisa. E pelo que vejo no filme, o homem (deus?) teria alguns defeitos bem graves. Como todos os génios, era temperamental e de personalidade forte, entenda-se conflituosa. Teve uns momentos com a esposa que, infelizmente, não têm como não estragar a imagem que tinha dele. Continua a ser um dos grandes. Um dos maiores, mesmo. Era um assombro em palco. Se algum dia tivesse possibilidade de viajar no tempo, (para além de mudar umas decisões tomadas) iria com todo o gosto ver um dos seus concertos.

Não seria apenas esse o seu trunfo. Era o maior dentro e fora do palco. Mesmo que fosse o maior idiota. Era o maior. E se metade do que diz no filme lhe saiu da boca, então o mito sobe para mim.

Paralelamente, o filme está muito bem montado. Começa a ser cada vez mais difícil fazer destas biografias. Há uma fórmula que há muito teima em manter-se. Os saltos de cenas para cenas, todas em tempos diferentes, acabam por funcionar em termos narrativos, conseguindo-se assim fugir um pouco aos clichés que estamos habituados e ver. Muito bom exercício.

Termino, desafiando os meus três leitores a não terminares a frase seguinte, mesmo que seja só na vossa cabeça.

Say it loud...

Obvious Child


Continuando a conversa do post anterior, neste caso continuo sem estar convencido pelos dotes cómicos desta criatura. Talvez seja por fazer uma papel super irritante na mesma série que Poehler. Talvez seja porque a própria é um pouco irritante. O que é certo é que apenas dou-lhe o desconto porque entra numa série que gosto muito.

Não foi por isso que vi o filme. Aliás, esta conversa nem tem nada a ver. É mesmo só porque não tenho mais nada para falar. A moça em questão é uma desorientada e entrou num ponto na vida onde tudo desabou. Perdeu namorado e emprego. O sonho está longe. E engravidou numa bêbada noite com um estranho. Está tudo de pernas para o ar e há pouco a que se agarrar.

Solução óbvia: beber e contar todos os podres em palco, durante o seu espectáculo de stand-up. Acho que todos faríamos o mesmo, nesta situação.

Are You Here


Nunca pensei dizer isto, mas a Amy Poehler faz-me ver tudo em que entra. Não literalmente. Ela não vem cá a casa obrigar-me a ver coisas. Com pena. Teria vergonha pela casa, mas adoraria tê-la cá. Diríamos parvoíces. Eu ia rir-me de tudo o que dissesse ou fizesse. Mesmo as coisas sem piada nenhuma. Até das coisas que não seriam piadas. Adoro-a. Não sei se é claro.

Não foi sempre assim. Não lhe achava piada nenhuma. Chegava mesmo a não gostar dela um pouco. Era parvoíce. Faltava-me percepção de quão engraçada é. E agora estamos nisto. Tudo o que ela fizer, eu vou ver. O que nos leva a este post. A ter visto um filme que tenta ser sério e não cómico. Um filme com muito pouco interesse, para além dos pares de seios que surgem despidos, aqui e ali. Mais o Zach nome-grego-impronunciável sem barba. Imagino que tenha aparecido sem barba noutros sítios, mais ao início da carreira. Nunca tinha visto. É muito estranho.

O Owen Wilson tenta ser sério.

Não há mais.

sábado, novembro 01, 2014

Transformers: Age of Extinction


Não há um minuto em que não esteja a acontecer algo estúpido, ou desprovido de sentido. O filme é péssimo e não tem jeito nenhum. A história é disparatada. Não há um personagem que seja coerente ou minimamente realista. Sim, sim, eu sei. Falar em realismo aqui é absurdo. Refiro-me a coerência.

Exemplo: o Marky Mark é um nerd inventor de coisas falhadas, que afugenta pessoas da sua quinta com um taco de baseball, e chega ao final do filme como mega herói de acção. Antes disso fazia parte da equipa de futebol americano da faculdade, que imagino fosse de ivy league de tecnologia. Os seus sidekicks são a filha de 17 anos, que quer proteger mas que leva para o meio duma batalha de robôs gigantes. E o namorado dela, cuja existência era-lhe desconhecida até meio do filme, e a qual ele ameaça terminar demasiadas vezes, não chegando a cumprir.

Foi demasiado estúpido e pondero não ver a próxima sequela. O franchise está no buraco.

Teenage Mutant Ninja Turtles


Há coisas que preferia que deixassem quietas. Adoro de morte estes personagens. Adorava os desenhos animados, assim como os filmes. Toda a essência de anos 90 é algo que levarei comigo para o túmulo, guardado num cantinho especial no coração. Foi dos primeiros genéricos de série que memorizei, mesmo sem esforço. Dei por mim a saber a letra. E claro que vou sempre ver tudo o que fizerem das tartarugas. Não tanto séries animadas. Não são para mim. Mas tudo o que for longa metragem, animada ou não. Só que ver uma coisas destas... este exercício fútil com o pior casting alguma vez visto... custa muito ver uma coisa destas.

O filme é divertido. E procurando um par de horas de cérebro desligado é perfeito. Mas não passa disso. E deveria passar. Se não lá está, mais valia estarem quietos.

sexta-feira, outubro 31, 2014

Hercules


Haja paciência para Ratner. Pegou na mitologia de Hercules e fez um filme de acção... tirando-lhe toda a mitologia.

Sim, Hercules é apenas humano. Toda a história de ser filho de Zeus e tudo mais, é tudo treta neste universo. Dizê-lo assim é um spoiler, é certo, mas não é nada que estrague o filme. O que estraga o filme é Ratner. Qual o interesse de fazer um filme sobre o Hercules, se do semi-deus a única coisa que tem é o nome?

domingo, outubro 26, 2014

Let's Be Cops


Sabendo da disponibilidade deste filme, precisava tanto de o ver, como de respirar. Era um desejo. Uma necessidade absoluta de desligar o cérebro e ver uma data de parvoíces desenvolvidas, vistas no trailer há uns tempos atrás. Gosto dos actores. Estão com malta que já fez outros filmes com piada. E a premissa é gira.

O filme é um flop. As cenas engraçadas estão todas no trailer e o desenrolar «sério» da história é só tolo. Mas o que é certo é que o filme salvou-me a sanidade, talvez até a vida. Pelo menos neste dia.

domingo, outubro 19, 2014

Lucy


Luc Besson no seu melhor. Está longe de ser o meu filme preferido dele, mas é sempre fixe vê-lo a destruir/envolver o seu país (talvez a sua cidade), no meio duma data de acção (alguma dela gratuita) e tentativas de análises profundas da natureza humana.

Em Lucy, Besson vai buscar a história do Limitless, dando-lhe uma protagonista, em vez dum protagonista. A origem é um pouco diferente. E o que cada personagem faz com as duas novas capacidades também acaba por diferir. Até porque logo à cabeça Lucy sabe do seu fim. Parte, aliás, que é a mais fraca. O resto do filme é divertido, mas o final já é uma memória distante. Resumindo, é a mesmo história, com muito mais acção.

E é sempre fixe ver Scarlett a arriar numa data de gajos, mesmo quando nem precisava de o fazer.

Planes: Fire & Rescue


Começa a ser difícil arranjar histórias interessantes, neste universo de carros, aviões e outros meios de transporte falantes. Já tinha apontado o problema da falta de sentido, para questões humanas aplicadas a estas espécies. Agora o problema é mais falta de imaginação no enredo.

É sempre um defeito a obrigar o herói a procurar outra profissão. Regra geral tem a ver com idade. Sei que estes filmes são para miúdos. E o intuito principal será sempre vender bonecos e todo o tipo de merchandising. Mas isso impede uma pessoa de pedir um pouco de qualidade?

Estarei a ser demasiado técnico e/ou exigente com filmes de animação?

Frank


Não poderia acabar um embaço deste calibre sem passar por um filme a roçar ligeiramente a «mamadice». Não é das coisas mais estranhas que vi. Longe disso. Mas ter um vocalista de banda que usa uma máscara gigante, 24 horas por dia, torna esta história um pouco mais peculiar que as outras. O personagem principal é um totó britânico, que tudo fará para cumprir o seu sonho de ser músico profissional. Até fazer parte duma «banda» que demora mais dum ano a gravar o seu álbum, numa casa no meio da floresta, sendo que não há qualquer verdadeiro intuito de serem ouvidos por outras pessoas. Mas o verdadeiro interesse é o nosso vocalista e a sua particularidade.

Vale por um Fassbender escondido, assim como um irlandês descencente de outro irlandês, com verdadeiro talento.

sábado, outubro 18, 2014

Wish I Was Here


Louvo os esforços de Braff em tentar criar algo especial, baseado em histórias relativamente comuns. O escritor/actor/realizador cria personagens densos e tridimensionais. Outros momentos na história são mais inacreditáveis, mas isso é porque o rapaz é fã de alguma fantasia. E não falo das alucinações deles, enquanto herói.

É giro ver o conjunto de actores amigos, que aparecem aqui apenas e só pela amizade. Um projecto deste tipo nunca atrairia estes nomes. Mas é bom. Dá qualidade e credibilidade à coisa. O rapaz mexe-se bem. E não, não falo de qualquer dote de bailarino. Nesse aspecto tem ar de fazer bem jus à sua tez.

Deveria ter visto este filme noutra altura, quando tivesse mais cabeça para o apreciar. Não no meio duma data de outras coisas. Há diálogos que teriam tido mais impacto, em situação normal. Foi pena.

Life After Beth


Parem com a cena de misturar romance com zombies. A sério. Que seja o último exercício deste calibre.

Aubrey Plaza dá um delicioso ar da sua graça ao interpretar um pré-zombie, com toda a maravilhosa evolução que tal implica, mas tudo o resto é balela.

What If


You totally killed my sex/nacho high.

Não desprovido de alguns momentos divertidos, assim como diálogos «fora da caixa», What If bate em todas as teclas que não se devem bater, se falamos duma comédia romântica. Para mais, o Harry Potter estraga e muito a coisa. Mesmo do baixo do seu metro e meio, o palerma britânico falha em convencer alguém que poderia ser cativante para uma mulher. Uma premissa essencial, se vamos convencer o público que será capaz de roubar uma mulher a outro homem.

O casal melhor amigo é fixe. Assim como maior parte do tempo em que aparece a irmã, do espectacular que é a sua loucura feminina (vista à distância, claro). Até a moça principal, que poderá ser considerada desprovida de sal, tem algum encanto. O problema é mesmo o britânico e a sua péssima representação, que estragam um pouco a película.

Two Night Stand


Continuando na minha linha de raciocínio, onde abordo esta nova geração de realizadores/produtores, que fazem filmes só com base em frases clichê. One night stands é daquelas expressões popularuchas, hoje em dia. Brincamos com isso. Damos-lhe um twist para esticar o período. Temos assim um filme que falará à nova geração, tentando explicar que: um meet-cute pode ser apenas uma queca; que cometer crimes é uma boa forma de impressionar possíveis parceiros; e finalmente, a mais importantes de todas, que é preciso mais que uma vez para poder aperfeiçoar-se um bom encontro sexual. E que fingir não beneficia ninguém, vá.

pffffffffffffffffff

Esta geração e os seus morais elevados.

Tammy


Uma das comédias do Verão... tem muito pouca piada. Será uma questão de não ser o público-alvo? Será preciso adorar McCarthy? Teremos que ignorar o facto do título ter destaque a apenas uma das duas personagens principais? Talvez funcionasse melhor se ficasse impressionado com a quantidade de gente que até aprecia trabalhar com McCarthy. Talvez a moça seja menos irritante se soubermos de quem é irmã.

O que sei é que Tammy tem zero piada.

How to Train Your Dragon 2


Vale sempre a pena ver os genéricos. Se não tivesse visto, não saberia que os Red Hot Chilli Pipers participaram na banda sonora.

Começou-se um dia de mega embaço de filmes com uma animação de elevada qualidade. How to Train Your Dragon não é para mim, mas estou em crer que marcará uma geração. Tem tudo o que se procura no género. Acção. Um herói que se suplanta. Interesses amorosos. Uma perda enorme, e como lidar com ela. Dragões de todas as formas e feitios.

O filme tem uma qualidade visual acima da média. Terá mais impacto em telas grandes. Sendo para miúdos, qualquer tela será grande o suficiente. É mais uma das sortes de ser-se novo.

segunda-feira, outubro 13, 2014

Sex Tape


Seguindo a premissa da tagline no cartaz, este é um filme que não se quer ver, no fundo. Salvo seja. A não ser que o objectivo seja ver Diaz ou Segel demasiado nus. E demasiado à vontade um com o outro, demasiado nus. Tirando este possível interesse - saciado com um visionamento rápido e não exaustivo -, as cenas com piada estão todas no trailer.

É o pior que posso dizer do filme. O trailer não tem assim tantas cenas com piada.

domingo, outubro 12, 2014

22 Jump Street


Look, ladies, nobody gave a shit about the jump street reboot when you first came on. Anyone with half a brain, myself included, thought it was destined to fail spectacularly. But you got lucky. So now this department has invested a lot of money to make sure jump street keeps going. We've doubled their budget. As if spending twice the money guaranteed twice the profit.

Quando o próprio filme faz o gozo todo, que mais tenho para dizer?

Foi tão incrível como o primeiro? Não. Talvez esteja demasiado cansado para apreciar. Sei que não foi a mesma coisa. Teve momentos bons. Teve surpresas. Ri-me muito. Só que estava à espera de tudo. Não teve tanto impacto. É sempre assim.