domingo, dezembro 07, 2008

Step Brothers

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It's the fucking Catalina Wine Mixer.

Saltamos novamente para comédias estúpidas. Curiosamente esta também é produzida pelo Apatow! Foi coincidência, juro. Não fazia ideia. Ao contrário do Pineapple, este não parece tão «favor de amigo». Mais que não seja, não me parece que nem o Will Ferrell nem o John C. Reilly precisem de favores para fazer filmes. Contudo, não haja dúvida, isto nasceu de uma ideia estúpida, provavelmente despoletada por consumo de narcóticos.

Breves notas:
- Difícil não gostar de um filme que começa com Vampire Weekend e LCD Soundsystem.
- O John C. Reilly foi uma excelente descoberta a nível cómico. Desde o Taladega Nights.
- As cenas de sexo entre John C. Reilly e a Kathryn Hahn são hilariantes!!
- Irrita-me ver que dois idiotas de 40 anos, ainda a viverem com os pais, a fazerem as mesmas idiotices dos tempos de adolescente, sem qualquer futuro, sem o mínimo de ambição, a viver uma vida de completos falhados, mesmo assim conseguem ter uma vida melhor que a minha.
- A cena do beliche é previsível mas mesmo assim gira.
- Gostei da maneira como a Mary Steenburgen e o Richard Jenkins se enrolaram antes de saberem os respectivos nomes.
- As cenas de porrada e de sonambulismo são tão estúpidas como ridículas como caóticas. Sim, têm piada.
- Ir a entrevistas de trabalho de smoking é uma excelente ideia!!!!!

Há mais duas ou três cenas fixes. Não quero contar-vos o filme todo. Apetece-me, mas não o vou fazer.

sábado, dezembro 06, 2008

The Chronicles Of Narnia: Prince Caspian

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Saltamos de animação para fantasia.

Gosto de fantasia. Gostei do primeiro e gostei deste.

O primeiro vi-o - muito bem acompanhado naquela altura - numa sala de cinema num domingo à tarde, se não estou em erro. Tenho ideia de ser um dia como este, meio chuvoso, mas não meto as mãos no fogo. Duma coisa tenho a certeza. Sendo de tarde, a média de idades do público era bastante baixa. Um dos espectadores era novo, muito novo. Estava acompanhado pela mãe e esta passou o tempo todo a relatar e explicar ao imberbe o que se passava com a história. Por um lado, não terei problemas em assumir que era bastante irritante. Quando estamos numa sala de cinema, a magia desta é ajudar-te a embrenhares-te na história de tal forma que esqueces o mundo exterior. Estás lá! No meio da acção. No meio da história. Com todos os heróis e heroínas. A sofrer com eles. A torcer por eles. Este ruído de fundo perturbou. Por outro lado, é perfeitamente compreensível e aceitável. E até mesmo... doce. Não pude deixar de sentir um pouco de inveja da criança. Enquanto que, para mim, era só mais um filme do qual já nem me lembro bem dos pormenores, para ele foi uma experiência marcante. Dali poderá nascer uma paixão pelo género. Daqui a muitos anos poderá voltar à memória um serão mágico que passou com a mãe. Não a consigo recriminar por fazê-lo. De todo.

Um amigo meu queixou-se que não conseguiu ver o filme todo. Terá desistido após uma segunda tentativa, pois na primeira adormeceu. A razão de tal é que o filme é longo. Tem duas horas e tal. Para mim o filme passou num instante e foi mais «curto» que muitos que já vi com menos de hora e meia. O universo está bem criado. A emoção e envolvimento com personagens e história é grande.

Está previsto um terceiro, para 2010.
Mal posso esperar.

TMNT


Como a última transição não correu tão bem como o esperado, voltamos um passo atrás e fazemos a transição de filme de animação para filme de animação baseado numa série.

Confesso que era grande, mas grande fã destas tartarugas mutantes. Hoje em dia já me passou um pouco. Mais que não seja, demorei este tempo todo para ver o filme, quando já o tinha há algum tempo. Mas mesmo assim ainda curto bué estes personagens. Fica mais abaixo no post uma prova disso mesmo, para além do quão geek sou.

Algumas pequenas notas sobre o filme:
- As vozes parecem ser um pouco mal selecionadas ao princípio, mas depois habituamo-nos, como a do Splinter, por exemplo.
- É fixe ver a evolução da personagem April. Passou de donzela em perigo para o um papel mais activo.
- O Kevin Smith tem meia dúzia de falas. Porquê?
- Também foi porreiro ter uma história que não envolvesse o Shredder.
- Por muito que tivesse apreciado os outros filmes, com pessoas em fatos gigantes ridículos, a animação proporciona momentos muito mais bonitos.

Que irritante. Em menos de 24h já vi tantos filmes como em Outubro.


Pineapple Express

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Esta transição já não correu tão bem. A ideia era passar duma animação com o Seth Rogen, para uma comédia com o Seth Rogen. A questão é que não foi muito cómico.

Há aqui dois problemas grandes.
1 - Fazer amizades no mundo do espectáculo faz com que se tenha que ajudar pessoas a fazer filmes. Gosto do Judd Apatow e das coisas que escreve ou realiza. Só que quando produz os filmes dos amiguinhos!... Primeiro foi o Jason Segel a escrever o Forgetting Sarah Marshall. Agora é o Seth Rogen a escrever este Pineapple. Como são amigos, é natural que se ajude a produzir os filmes que escrevem. O problema é que estão a ajudar a fazer maus filmes.
2 - Pessoal, só porque as coisas parecem engraçadas quando estão com a moca, não quer dizer que sejam verdadeiramente engraçadas!
Há muita muita muita coisa mesmo, que é absolutamente hilariante e tenho a certeza que foi pensada por alguém muito muito mas mesmo muito broado. MAS não é TUDO engraçado. Tudo o que se faz com a moca não é obrigatoriamente engraçado.

Qual é o problema aqui? Este pessoal todo cresceu a ver filmes do Cheech & Chong, todos fod%#&$ dos cornos, nas caves dos papás, com a rapaziada. Terá sido, provavelmente, das experiências mais hilariantes e marcantes das vidas deles. Isto não faz desses filmes bons filmes. DE TODO! São filmes estúpidos, para se ver com a moca, com uma data de pessoal. Que se façam filmes destes de vez em quando. Seja. Que se escrevam com a moca. Tudo bem. Mas leiam-nos com calma, sóbrios, depois. Para terem e haver certezas que não é só um devaneio induzido por narcóticos.

Em quase duas horas de filmes, ri-me UMA VEZ! Foi um bom momento. Foi uma boa piada. Admito. Tudo o resto... uma beca perda de tempo. Talvez a culpa seja minha. Deveria ter visto sob o efeito. Talvez. Não sei. Vejam o filme, preferencialmente sob o efeito de um qualquer estupefaciente, e digam-me de vossa sentença.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Kung Fu Panda

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baby steps

Consegui fazer a transição de séries para filmes com um filme baseado numa série de animação.
Agora salto para um filme de animação.

É divertido.
Lembra-me um bocado a história do Beverly Hills Ninja, mas com a componente usual de história de animação. A cena do underdog, misturado com a ideia que podemos ser aquilo que quisermos. Tudo aquilo que desejarmos está ao nosso alcance e não é a nossa forma física ou qualquer outro impedimento que nos vai desviar do objectivo, desde que façamos o esforço e desde que acreditemos. Há potencial em todos nós e se não formos egoístas e se formos pacientes e modestos, talvez...
O moral do costume.

Marcou-me este filme? Não especialmente.
Como já disse em mais do que uma ocasião, em relação a filmes de animação, o que me surpreende verdadeiramente é a qualidade que vai evoluindo. Cada vez se fazem filmes de animação mais bonitos.













Para «crianças» como somos todos, como gosto de pensar que somos, é muito bom. Muito divertido. É sempre fixe ver filmes destes.

Futurama: Bender's Game

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Após um longo interregno, cá volto ao visionamento de filmes. Muitos pensaram que tinha deixado de escrever sobre os filmes que via, desistindo assim deste popularíssimo blogue. Alguns pensavam que tinha morrido. Outros pensaram o impossível, que tinha deixado de ser geek, ou pior ainda, que tinha arranjado uma namorada! Mais cedo um qualquer suíno estaria empoleirado numa estátua, após um majestoso voo.

A transição de séries para filmes não é fácil. Séries devoram-se com facilidade. Menos envolvência numa história. Menos tempo de visionamento (em teoria). Não ter que escrever sobre o que vi. (Sim, sou molenga ao ponto de queixar-me porque tenho que escrever algumas linhas de texto para um blogue lido por meia dúzia de pessoas que têm trabalhos com demasiada liberdade.) Nada como facilitar a transição vendo um episódio grande duma série cancelada.

Este Futurama, dos três, é o mais fraquito. Há uma coisa muito estranha e diferente neste filme, em relação à série e aos outros. Embora haja muitas referências a cenas actuais, filmes ou personalidades, nunca conheci nos Simpsons ou no Futurama a cena de fazer spoofs de outras coisas. Enquanto o Family Guy usa e abusa desse artifício - tendo mesmo feito uns episódios de uma versão do Star Wars - não esperava esse tipo de trama aqui. Bender's Game, às tantas, torna-se no Senhor dos Anéis, com umas achegas ao Star Wars e coisas desse calibre. Estranhei. E daí que não tenha morrido de amores.

Por muito que o humor das criações de Groening às vezes se perca, por ser tão... bem, à falta de melhor expressão, tão Groening!, o que é certo é que é isso que espero destas aventuras de animação. Um estilo de humor muito específico, que já me entretem há mais de 15 anos.

Resumindo:
Se quero um estilo de humor a gozar com outras coisas: Family Guy, Robot Chicken e afins.
Se quero um estilo de humor que me faça pensar um pouco, tendo história e sumo, embora possa não ter qualquer efeito ou que possa fazer-me cair do sofá de tanto rir: Simpsons, Futurama, American Dad, King of the Hill

Isto a nível de animação, claro.
(Sim, eu sei que Robot Chicken não é animação!! Cut me some slack, will ya?!)

sábado, outubro 18, 2008

Wanted

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Confesso que já não me recordo de grande coisa da BD que deu origem a isto.
Confesso que a li um pouco na diagonal.
Confesso que não é das minhas coisas preferidas do deus que é Millar.
Mas tenho ideia que este filme não tem grande coisa a ver!

A história foi... hollywoodada.
Os livros de BD passaram para uns gajos que criaram uma história.
A história passou para uns outros gajos que escreveram o guião.
E lá veio o realizador dar o seu toque pessoal.

Não me entendam mal. O filme é fixe e vê-se bastante bem, sendo que tem alguns detalhes geniais, e nada como ter a Jolie como eye candy. A sério! A mulher não faz mais nada neste filme senão poses!! Foi uma reedição do brilhante papel no Gone in Sixty Seconds, só que com mais tempo de antena.
Moral da história é: isto não é completamente Millar.

Das cenas com detalhes geniais, esta é a melhor:

Journey To The Center Of The Earth

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É um filme giro de aventura/fantasia. Dava jeito ter visto no cinema, onde a vertente 3D pudesse verdadeiramente ser apreciada. Fica a nota que na Islândia (país em voga, nos últimos dias) afinal não há só a Bjork.

Esta miúda é muito gira.

Get Smart

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Era fã da série. Achava-lhe piada e tive mesmo um pequeno crush de criança pela Agente 99. Sou fã do Steve Carell. Sou fã do The Rock que, surpreendentemente, já abdicou desta alcunha. Sou grande fã do Alan Arkin. E sou fã dos seios da Anne Hathaway.

Contudo, há uma realidade inabalável: certas coisas são suposto ficar no passado. Nos tempos que correm temos fácil acesso a todo o tipo de séries e filmes do passado. Sabendo isto, Hollywood faz remakes e versões de tudo e mais alguma coisa, desde a década de 70. Não vale a pena. As lembranças são boas e muita coisa deve ficar no passado. O filme até é giro e os criadores aproveitaram muita coisa da série - a totozice do Smart, o sapato telefone - só que não é a mesma coisa.

Tudo tem o seu timing e é por isso que há que aproveitar as coisas na altura certa. Anos depois há um risco demasiado grande de não ser a mesma coisa. Há o risco da desilusão. É assim com quase tudo. Às vezes não é assim, mas por norma...

terça-feira, outubro 14, 2008

Burn After Reading


Os Cohen são cavalheiros com talento. Disso não me parece que haja dúvidas. Depois, há a vantagem da aposta na Frances McDormand. Passo a explicar: a Frances é casada com um deles. Daí que apareça em todos os filmes. É chato quando se tem que meter a esposa em tudo, independentemente dela não saber representar. Aqui não é o caso. Frances é uma excelente actriz e ainda bem que aparece sempre.

A questão é que os manos têm dois tipos de filmes.
Intensos e negros, como o Blood Simple ou o Fargo, com personagens peculiares e assustadores. Ridículos e zbróink, como o Ladykillers ou o Big Lebowsky, sempre com personagens estranhos/burros/caricatos, mas com uma forte dose de humor inteligente.
A minha preferência vai para a segunda categoria, confesso. Ainda hoje cito - com alguma frequência - cenas do Lebowsky.

Este Burn...
Até já passou algum tempo desde que o vi (uma hora e pouco, maior parte do tempo à procura de lugar para estacionar), mas mesmo assim continuo sem saber em que categoria o colocar. Suponho que seja entre as duas. Começa como parecendo pertencer à classe séria. Aparece o Brad Pitt e claramente passa para o outro pólo. Mete um pouco de trama político e o Malkovich e a Tilda Swinton, qualquer um deles especialmente assustador. O Clooney surge a fazer o mesmo papel de desorientado a que nos tem habituado nos últimos tempos, muito ao estilo do O Brother ou do Leatherheads.

Começa sério e acaba de forma ridícula. Pelo meio tenta ser um pouco de uma coisa, nunca esquecendo a outra.

Não o recomendo. Prefiro mil vezes outros filmes dos manos. No entanto, parece-me que não ficarão completamente desiludidos se o forem ver na mesma.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Smart People


Dizer que adoro este tipo de filmes será pouco. O irritante é que não é bom gostar de filmes pretensiosos. Fica sempre bem dizer «é um filme despretensioso». Só que... Filmes têm momentos, para mim. Os bons, pelo menos.

O início quando agarra. Não sabes nada do filme e começas a ver e envolves-te com os personagens, com a história. Não pensas em mais nada. Esqueces a tua vida durante um instante e vives aquilo que vês. Tentas absorver os detalhes de cada cena. É um pouco por aí com o meio. Já estás familiarizado com tudo e divertes-te com o desenvolver das coisas. Ris-te e pensas «isto é tão este gajo», quando acabaste de «conhecer» o personagem há 30m. O final... com o final é mais raro de acontecer. O meu ponto de vista sobre finais de filmes já é conhecido para quem me ouve a falar destas coisas há anos ou para quem lê esta bodega de blogue desde o início. O «momento» com o final é de deixar-te na ponta da cadeira. É não conseguires deixar de roer as unhas, na expectativa de saber qual dos finais que antevês vai acontecer, se é que consegues prever alguma coisa.

Com este filme, foi o início. Foi o ver de dois ou três actores/actrizes e sentires-te bem com vê-los, porque aprecias o trabalho, porque gostas de os ver a representar, a verdadeiramente representar.

O que me leva aos três pontos que ainda queria mencionar.

A carreira de Dennis começou (para mim, entenda-se) com o Micro-Herói. Aqui, o sorriso matreiro/charmoso de Dennis conquistou-me. Aqui começou ainda a sua relação com Meg Ryan que terminou com o propalado par de chifres, cortesia do palerma neo-zelandês. A partir daí foi continuando com filmes de aventura e mais um ou outro com algum sumo. O auge dá-se em Playing by Heart, quando percebo que o cavalheiro, para além de ser uma figura de alguém que gostaria de ser, passa para alguém de quem respeito muito as qualidades reprentativas. O homem não faz um papel mas sim um papelão! Passa por uma coisa que mencionei num dos últimos filmes que vi, onde disse que, embora respeitasse o Aaron Eckhart, não acedia a que conseguisse passar por looser. Em Dennis vejo isso. Um homem que tem tudo para ser o maior e sempre fez papéis disso mesmo - ignorando a conversa da traição da outrora menina bonita americana - e, de repente, vemos o gajo com uma data de defeitos e inseguranças como qualquer reles mortal e ACREDITAS nisso. Playing by Heart é, aliás, um dos filmes que recomendo a toda a gente com um mínimo de coração. Na altura em que toda a gente falou de Magnolia, Playing foi ignorado injustamente. Embora sejam semelhantes e, devido à altura que saíram, sejam inevitavelmente comparáveis, parece-me a mim que Playing é melhor, mais completo. Infelizmente as pessoas tardam em dar-me ouvidos. Os que vêem o filme dão-me razão, mas é sempre tardiamente. A título de finalizar: adoro o Dennis e aqui faz um óptimo papel.

A nova menina bonita e mordaz de quem se espera muita coisa. Tenho duas questões pertinentes em relação a esta moça.
- Até quando é que irá fazer papel de adolescente? É que Hollywood tende a abusar destas coisas.
- Para quando uma interpretação diferente?

Foram desencantar este cavalheiro de um qualquer buraco onde estava enfiado e só tenho uma coisa a dizer em relação a isso: FO#$-SE, AINDA BEM!!! Acho-lhe um piadão. Aqui interpreta o irmão que só aparece para pedir dinheiro, nunca tendo um emprego fixo e sendo muito pouco fiável. Confesso que, em mais do que uma ocasião durante o filme, desejei ser o gajo.

E é assim. É por estas e por outras que adoro ver filmes.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Beowulf

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Este Beowulf é o maior!
Não porque mate monstros, completamente nu.
Nem porque tem a portentosa voz do Ray Winstone.
Nada disso.
Beowulf é o maior porque ganha qualquer concurso de pais.

«Ah e tal, o meu filho é médico e salva vidas.»
«Pois o meu filho é rico, porque é dono de uma empresa multinacional.»
«Isso não é nada, que o que meu filho ganhou a Liga dos Campeões no primeiro ano de sénior. Vai ser o melhor jogador de sempre!!»
(estranha, a minha lista de prioridades)

Então e o teu filho, Beowulf?
Pois... o meu filho... o meu filho é... como é que eu hei-de dizer? O meu filho é um dragão!

POW

Pena não ter visto este filme com olhos de ver. Estava abstraído com problemas do mundo real. Ter sido interrompido com más histórias não ajudou. É muito bonito. Isso é um facto. Contudo, junto a minha às vozes de quem protestou com a propalada interpretação de Angelina Jolie. A mulher aparece praí 10m num filme de duas horas!
Nua, é verdade, sim.
Mas não mais que 10 minutos!!

domingo, setembro 21, 2008

You Don't Mess with the Zohan

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Sábado com o Schneider. Domingo com Sandler. Um fim-de-semana muito MTV/SNL.

Irrita-me estar ainda demasiado rendido a estereótipos.
Só tinha ideia do poster deste filme. Talvez tivesse alguma impressão que Sandler faria de cabeleireiro. O que é certo é que estava com a impressão de que o gajo iria fazer de homossexual. Porquê?! Lá está! Estereótipos.
Muito irritante.

Em relação ao filme, já vi melhores do Sandler. Este não está nada de especial.

sábado, setembro 20, 2008

Big Stan

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Por norma, em filmes do Rob Schneider, este caramelo tende a levar porrada de todos os lados.
Os personagens deles são sempre idiotas, incapazes de fazer a mais simples tarefa sem que se metam em apuros. Isto até é giro, até certo ponto. Há que admitir que o personagem é sempre o mesmo. Nojento, burro, desajeitado, incapaz, mas bom moço a quem acaba por acontecer boas coisas no final.

Talvez farto de levar porrada, Rob decidiu realizar este Big Stan onde, para contrariar a tendência, é o maior do mundo. Neste filme, o personagem de Rob é um aldrabão que vende timeshare. Vai a tribunal e é condenado a 3 anos de prisão. Com um medo atroz de ser sodomizado (não temos todos?), Rob aproveita os 6 meses antes de começar a sentença para aprender artes marciais e conseguir proteger, de todas as formas e feitios, a sua irís traseira. Na prisão, graças à sua nova perícia, Rob não só protege o não fabuloso rabo, como ainda consegue mudar o comportamento dos outros prisioneiros. «Obriga-os» a darem-se bem. Acaba com violações e outro tipo de violências, comuns em prisões.
Aqui, Rob é o herói à séria, em vez de ser só o herói ridículo.

Embora seja legítimo dizer que o personagem padrão de Rob já estivesse a cansar, o que é certo é que não sei se gosto deste Rob confiante e seguro.

Astérix Aux Jeux Olympiques

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1.º
Porque é que o filme não é Asterix E Obelix?

2.º
Incomoda-me sempre quando mudam actores nas sequelas. O Asterix não é o mesmo. Não é que se dê muito por ele, já que quase não faz nada, mas para quem é o único que tem o nome no título, sempre podia ter um pouco mais de carisma.

3.º
Não é tão engraçado como os outros dois.

4.º
A cena final em que aparecem estrelas de desporto francesas, só porque sim, é irritante. Mais que não seja porque aparece o Zidane.

Ou seja, girito mas fraco.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Leatherheads

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Já se pode dizer que o Clooney é bom realizador.
Pode dizer-se, pois o cavalheiro já mandou cá para fora alguns bons filmes. No entanto, a cena curiosa é que ainda não tem propriamente um estilo. Não dele, pelo menos. No Confessions notei, na altura, muitos toques de Soderbergh. Aqui é mais ao estilo dos Cohen, muito O Brother. Há que dar-lhe o mérito de aprender com os melhores. Não sou fã do Soderbergh mas já me vi a gostar muito de filmes dele.

O homem é um cromo. Um playboy com bastante talento e um sorriso matreiro que encanta toda a gente. Sou fã, mas também curtia ter o papel de alguns dos figurantes que tiveram a oportunidade de dar-he uns socos valentes, neste filme. Poderá ser considerado uma relação de amor/ódio. Adoro o gajo e queria ser ele, mas também o odeio porque é infinitamente superior à minha pessoa.

Ficará sempre como o caramelo do Alright hard drinkers, let's drink hard.

Bill

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Gosto dum bom filme de loosers. Parece-me, aliás, uma óptima temática para esta semana.
Confesso, no entanto, que é difícil identificar-me com o Aaron Eckhart. Conheço o cavalheiro de papéis em que é um personagem demasiado confiante. O último foi o Dark Knight, mas lembro-me bem dele no Thank You For Smoking. Claro que aqui, Aaron acaba por ter um final relativamente feliz e ainda bem que se dá a cena com a esposa dele. Se tem tido o final previsível tinha estragado um bocado a coisa.

Não há muito para dizer sobre o filme. É bastante divertido, embora longe de ser uma verdadeira comédia. Este é, aliás, um problema que tenho com a categarização de filmes. Filmes como Bill estão longe de ser comédias. São apenas filmes com histórias sobre pessoas. São sobre vidas normais, quiçá com alguns eventos menos normais.

Como última nota: Elizabeth Banks.
Muito, mas muito gira. Extremamente divertida e parece ser uma pessoa genuinamente simpática. Poderá ser ilusão cinematográfica, claro. Convenhamos que não sou um especialista em avaliar pessoas, especialmente se só as conheço de filmes. Para mais, não é uma miuda, é uma mulher. Entrou no estrelato na altura média normal - à volta dos 30. É um acontecimento comum em Hollywood e para mim faz sentido, visto ser aquela idade em que o ser humano está aprimorado. Mantém-se ainda alguma loucura da juventude mas já se encaram as coisas com outra calma, outro ponto de vista.
Com 34 anos, Miss Banks entra de caras para o Top 10.

quarta-feira, setembro 17, 2008

The Promotion

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Stiffler trabalha num supermercado. Concorre para uma posição de chefia, para outra loja dentro da mesma cadeia. À partida, Stiffler tem o lugar garantido só que, pelo meio, aparece John C. Reilly, vindo do Canadá com a filha e esposa escocesa, para a concorrência.
Os dois entram em competição.

Tendo em conta esta história, coloco a questão pertinente: Com um pai canadiano e uma mãe escocesa, como será o sotaque da miúda?
Sim, o filme é assim tão interessante.

Neste tipo de enredo, a ideia é cada um ir enterrando o rival, de forma a ficar por cima. Neste filme, os gajos eram tão maus (não é maus no sentido de vil, é mesmo só reles, otários, deprimentes) que só iam piorando no ranking. Às tantas era mais uma questão de qual deles a pior opção.

domingo, setembro 14, 2008

The Love Guru

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Aqui há uns anos, já o Eddie Murphy tinha feito um filme com a base desta história. Chamava-se precisamente Holy Man. A versão Eddie tentava ser um pouco mais séria, contudo. Esta do Mike é mesmo só as cenas zbróink do costume.
O curioso é que ambos os actores atingiram o seu auge comercial no mesmo filme. Até aquele ponto, nada tinham em comum, tirando o seu passado profissional no SNL.

Como é óbvio, esta versão do Mike é substancialmente melhor. É preciso gostar do estilo de humor dele, mas mesmo que não se goste, dá sempre para achar piada a uma qualquer boca reles ao ex-Mini Me.
Para mim, o Mike é o maior. Gostei dele como Wayne. Ri-me muito com o Austin Powers. E adorei o gajo num filme muito específico. Este Guru não é magnífico. Ele já fez melhor. É uma boa comédia. E a Jessica Alba é boa nas horas.

De realçar que tenho visto algumas comédias ultimamente e todas envolvem um ou outro cavalheiro do Daily Show. Isto são excelentes notícias. Qualquer um deles é hilariante!

Hancock

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Uma questão de espectativas, como estou farto de dizer.
Estava com grandes esperanças para este filme. Para mim, tinha sido o que tinha perdido este Verão. Não foi tão bom como estava à espera - esperava um Will mais «bandeiroso», suponho, não tão sério - mas acabou por surpreender com mais um pouco de sumo na parte final. Não o esperava e foi uma alegre surpresa.
É um bom filme pipoca.

Uma nota final para Charlize.
A mulher é muito, mas muito bonita.
Estranhamente não entra no meu Top 10, mas dou-lhe todo o mérito do mundo. Mesmo depois de caos e destruição, a mulher continua bela.
Não há outra maneira de colocar a coisa.

sábado, setembro 13, 2008

Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay

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Gosto desta versão moderna do Cheech and Chong.
É ridícula, como os originais, mas sempre tem mais algum sumo.
Ok, sumo talvez seja um pequeno exagero, mas há um enredo, por muito tresloucado que seja. O simples facto de aparecerem uma data de gajos conhecidos/famosos do mundo da comédia dá-lhe alguma credibilidade.

Àparte disso, devo dizer que esta miúda é gira nas horas! Tem uns laivos de Ali Larter mas consegue ser melhor, já que ao menos é um bocadinho mais roliça. Dêem-lhe mais um tempinho, se começar a acumular tempo de antena, facilmente ganhará um spot no meu Top 10.

Último detalhe: o Barney é o maior, é um facto. Contudo, ver o Neil Patrick Harris a fazer dele mesmo só que completamente fo#&#$ dos cornos, é muito BOM!!

sexta-feira, setembro 12, 2008

What Happens in Vegas...

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Este filme não faz sentido nenhum.

A Cameron Diaz é despachada pelo namorado num aniversário de namoro, quando se preparava para casar. O Ashton Kutcher é despedido pelo pai(!) por ser um marialva. Encontram-se em Vegas e casam-se. Bêbados, claro.
Por sorte/acidente, no dia seguinte, enquanto chegavam à conflituosa decisão que tinha sido um erro, ganham demasiado dinheiro numa slot machine. A moeda era dela. Ele é que a meteu na máquina. A moeda, não ela. De quem é o dinheiro? Vão a tribunal decidir.
Até aqui tudo bem. Muita gente já terá estado nesta posição. Quem é que nunca fez idiotices, com os copos? O problema é que, no tribunal, o juíz - um cavalheiro algo conservador - decide obrigá-los a tentarem fazer com que o casamento funcione. Só depois é que decidirá para quem deve ir o dinheiro... Porquêêêêê?!? Começa a palhaçada e os ataques e as armadilhas, para tentar que o outro falhe, para ficar com o dinheiro.

E pelo meio discutem por tudo e por nada.
E magoam-se um ao outro.
E descobrem coisas em comum.
E descobrem coisas que impressionam.
E acabam por apoiar-se para certas coisas, porque não custa nada.
E às tantas os defeitos não são assim tão graves.
E as coisas até são fáceis.
E não é preciso perder algo para saber que é bom. Às vezes basta ver o que está à nossa frente.

E não é suposto ser assim?

Made of Honor

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E Patrick Dempsey volta a fazer aquilo que faz melhor.
Vamos todos dizer ao mesmo tempo:
CHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICK FLIIIIIIIIIIIIIIIIICK!!!!!!

Passo a explicar.
O nosso amigo Patrício ficou famoso com comédias românticas no anos 80. Uma delas até já falei aqui (uau, já revi isto há um ano e tal?!). A partir daí o cavalheiro perdeu-se um bocado, voltando em grande na década 2000 com o Grey's Anatomy. É sempre assim. Lá aparece um fanboy com a pancada, que revitaliza uma velha estrela.

Três coisas de frisar no filme.
Primeiro, irrita-me a cena de pessoas só se aperceberem que gostam de alguém quando as estão a perder. Isso irrita-me sobejamente. Da mesma forma como irrita a muito boa gente a forma como uso em demasia advérbios de modo.
Segundo, eu podia ser o Patrick Dempsey. Aliás, eu sou o Patrick Dempsey neste filme. Tirando o facto de que não sou rico. Nem charmoso. Nem vou para a cama com muitas mulheres. Não tenho um carro mais caro do que algumas casas. Nem inventei uma cena que me dá dinheiro e a possibilidade de não fazer mais nada da vida.... Ok, talvez não seja exactamente como o Patrick Dempsey. Temos em comum o facto de sermos facilmente convidados para sermos damas-de-honor por uma melhor amiga. Ainda não me aconteceu mas vejo-o a acontecer facilmente, no futuro. Always a bridesmaid, never the bride.
Terceiro, impressionou-me a forma como, na cena inicial, o momento em que os dois personagens principais se conhecem, quando eram mais novos... o Patrick tinha ar de ter 20 e poucos anos. O cavalheiro tem mesmo uma carinha laroca! Mais uma coisa que... eu e o Patrick... NÃO temos em comum.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Baby Mama

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Por respeito e consideração pela Tina Fey - que está brilhante no 30 Rock - vi este filme.

Notas sobre este filme:
- Pelo amor de dEUS, alguém arranje um papel decente para o Steve Martin! Incomoda-me vê-lo a fazer coisas tão simples.
- Embora respeite a Tina Fey, o que é certo é que a mulher acaba sempre por fazer o mesmo papel. Mulher bem sucedida, uma verdadeira workaholic, que não tem sucesso nenhum com homens/relações.
- Acho que não deve haver nada mais assustador do que uma mulher com o relógio biológico a bombar.
- Será que este gajo faz sempre o mesmo papel?! É engraçado, é verdade, mas...
- Final demasiado perfeito, mas é mesmo assim que tem que ser.
- Estranho que o filme não tem o procedimento normal deste tipo de filmes. Por norma, começamos com muitas piadas, depois vem o desenvolvimento da história e depois o final é só mais do mesmo. Aqui temos um começo sério, muitas piadas pelo meio e depois o final que se espera.
- O Greg Kinnear é o maior, mas acho que a carreira do cavalheiro estagnou um bocado. Tenho pena.
- A Sigourney Weaver é a mulher com mais fair play do mundo. É que passa o tempo todo a levar bocas em relação à idade!

Uma última nota:
Volto a acrescentar uma senhora à minha lista de Top 10.
Maura Tierney faz um pequeno papel neste filme, mas cada segundo que a mulher aparece é um prazer enorme. A mulher é liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda de morrer.
Muito querida. Doce. Pura e simplesmente adorável.
Será quiçá namoradinha de secundário, mas vejo-a perfeitamente a trocar bocas ordinárias com os melhores amigos brejeiros.

terça-feira, setembro 09, 2008

3:10 to Yuma

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E ao... sei lá, será 10.º? Ao 10.º (give or take a piece of crap) filme nomeado para Óscares na edição deste ano, que vi até agora, lá aparece uma coisita decente. Há que ter em conta que tem o Bale que, apesar de algumas notícias indicativas de falta de carácter, continua a impressionar-me com a sua representação. Também tem o Russell. Uma grande desvantagem, é verdade, mas bem balanceado com o Alan Tudyk, o Ben Foster, ou um Luke Wilson de dentes amarelos. Contudo, há que ter em conta que as duas nomeações foram apenas para categorias de som.
O que é certo é que achei este Yuma um bem melhor western do que o Jesse James.

Como último detalhe, algo que não abona muito a favor ou, mais que não seja, tira-lhe algum brilhantismo: É um remake.

The Brothers Solomon

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É tarde e acabei de perder uma hora e meia da minha vida a ver uma versão reles do Dumb & Dummer. Não vou perder mais tempo com isto!

21

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Não há muito a dizer.

Um nerdlinger junta-se a outros nerlingers, sob o comando de um nerdlinger-mor e vão todos para Vegas contar cartas e tentar fazer uma vida de aldrabar o sistema de blackjack. Mete-se Hollywood pelo meio e embeleza uma história que tenho ideia ser baseada em factos verídicos.

Uma das nerdlingers vira boazuda. O nerdlinger-mor é mau da fita. O aprendiz suplanta o mestre. O músculo de Vegas aparenta ser um gajo porreiro, embora corruptível. E números são atirados para o ar com uma facilidade extrema.

É uma filme aprazível de se ver.
Perde-se alguma coisa em não ver isto?
Nem por isso.

sábado, setembro 06, 2008

Mr. Woodcock

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Lá está, eu seria um génio em Hollywood.

Ainda andava o Billy Bob, no lar, a roubar todas as drogas ao colega de quarto para as poder usar para drogar a Angelina Jolie (é a única explicação plausível) e já sabia que este caramelo era um perfeito idiota. É o gajo que toda a gente adora odiar!
Relativamente às suas qualidades como actor, acho que o facto de ter feito o mesmo papel nos últimos filmes (School for Scoundrels, Bad News Bears, este, Friday Night Lights) diz tudo.

Em relação ao filme... teve um bom começo; umas piadinhas giras; o Stifler não está nada de especial; e lá acaba duma forma ridícula. É o que se espera deste tipo de filmes.

I Am Legend

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Porque é que as pessoas não me dão ouvidos?
É tudo uma questão de expectativas.

Vais ver um filme com expectativas elevadas e, por norma, o filme desilude.
Vês um filme sem expectativas nenhumas e a coisa até corre bem.

Não é um filme que ache ser bom. De todo. Só que não é tão mau como o pintaram. Toda a gente disse-me que isto era horrível. Que era fraquinho. Que não interessava ao menino. Tudo e mais um par de botas. Acho que não conheço uma pessoa que tenha gostado disto ou, pelo menos, não se tenha queixado. Estive muito tempo para o ver. Adiei e adiei e adiei. Por receio, claro.
Se toda a gente te diz que uma coisa é má, é natural que acredites.

O filme é bom?
Longe disso.
Mas vê-se.

Pequenas notas:
- O pessoal hoje em dia adora filmar sítios que, por norma, são muito movimentados, completamente vazios e meio destruídos: Vanilla Sky, 28 Days Later, este.
- Não há melhor escolha do que Will Smith para fazer o único papel O homem não sabe estar calado. Mesmo sozinho no meio de Nova Iorque, o cavalheiro tem sempre qualquer coisa para dizer. O Tom Hanks no Cast Away não chega aos calcanhares de Will.
- Marley é um bom nome para se dar a um puto.
- Já me estava a irritar o facto de estarem sempre a meter a mesma música de Bob Marley. O homem não foi um one-hit wonder!!
- Adoro o canino. Lindo, o bicho!
- Gosto duns detalhes que não vou dizer aqui, porque são spoilers.
- E, finalmente, incomodou-me saber demasiado sobre o filme porque, só vendo o trailer, não dá para perceber o que tinha acontecido à civilização. Foi um palerma mal cheiroso que conheço que decidiu estragar-me esse twist.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Butch Cassidy and the Sundance Kid

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Continuando na senda de boas duplas de cinema, é difícil encontrar melhor que Paul Newman e Robert Redford.

Apeteceu-me ver um clássico. Claro que daqui advêm problemas. Sendo um clássico, as cenas de maior impacto são, naturalmente, as mais conhecidas. Já perdi a conta às referências a este filme que vi noutros, ou em séries, ou livros e afins.
Neste filme, há duas cenas de referência.

Não sei até que ponto devo avisar que vou dar spoilers. Continuam a ser spoilers, mesmo 40 anos depois? Bem, quem não souber, não quiser saber e tenha ainda pretensões de ver o filme, quando der num qualquer domingo às 3 da manhã no TCM, é melhor não continuar a ler.

Como dizia, há dois momentos grandes.

Um, é quando Butch e Sundance têm que saltar de uma ravina para um rio, para fugirem de uma... posse. Como é que se diz isto em português? Aqui, Sundance recusa-se porque não sabe nadar. O salto acaba por ser um bocado maricas porque não é assim de um ponto tão alto. Contudo, o momento é muito giro. O Bob faz uma expressão hilariante numa de «Que queres?! Não sei nadar. E atão!?»
Excelente.

O outro é o momento final, dos dois contra o exército boliviano.
Foi menos climático do que imaginava. Se fosse feito hoje em dia, demoravam três horas só naquilo... provavelmente um deles revelaria que estava apaixonado pelo outro... haveria demasiadas bocas... mais sangue ainda... trinta por uma linha! Aqui demorou um ou dois minutos e teve só a preciosidade da última fala: «For a minute there, I thought we were in trouble.»

De resto, é sempre fixe ver um filme dos anos 60/70, quando a maneira de realização de tornar coisas dramáticas era fazer close-ups rápidos. É giro.