segunda-feira, agosto 04, 2014

Dawn of the Planet of the Apes


Que óptimo aperitivo para a semana. Dá gosto ver um projecto feito com pés e cabeça. Pegaram em algo já existente, é certo. Algo mesmo que outros tentaram pegar num passado recente. E será mesmo provável que só o tenham voltado a pegar por forma a não perder os direitos. Mesmo assim, foi feito como deve ser. Deu-se corpo e forma a um universo apreciado por um grupo de pessoas, tornando-o em algo acessível a muito mais gente que se esperaria. Tem enredo. Tem excelentes interpretações de personagens cativantes (por muito que seja debaixo de quilos de maquilhagem e terabytes de processamento de imagem). E, vamos admitir, tem macacos a cavalo. Com armas.

Haverá imagem mais épica que um macaco em cima dum cavalo, com uma arma na mão?

Muitas. Claro que há muitas. Assim de repente lembro-me duma moça de primeiro nome Bo, também em cima dum cavalo. Não interessa. Esta também é fixe e está na minha memória recente.

Faltará frisar três pormenores ridículos:
- As partes dos humanos, só de diálogos, eram mil vezes menos interessantes que as dos macacos. Serviram para encher o filme. As dos macacos tiveram mais dedicação por parte dos criadores. É um detalhe a ter em conta para o terceiro, não vá estragar a coisa.
- Houve gente parva, de parte a parte, ao longo do filme. E por gente, entenda-se humanos e macacos. Só os cavalos não falharam. Em todo o caso, o bolo continuará a ir para os humanos. É que biliões de pessoas morreram. Existe muito mais terreno disponível. Existem mais cidades com possíveis fontes de energia. Tinham mesmo que ficar ali ao pé dos macacos? Não dava para criar só assim uma distanciazita de segurança?
- Aguardo sequelas, daqui a uns anos, em que é a vez dos cavalhos revoltarem-se. Convém perceber que serão este os que mais perderam nesta conversa toda. Os macacos são mais pesados que os humanos, diria. Uma revolta justifica-se.

sábado, julho 19, 2014

Transcendence


Temi ser muito pior. Acaba por não ser. É uma mistura de ficção científica com a eterna procura de amor eterno. Esta última parte estragou um pouco a coisa, é verdade. A primeira parte acaba por ser interessante. Mistura-se um pouco com o receio humano de mudança e até poder-se-á ponderar os benefícios deste tipo de tecnologia. Serei oposto a uma natureza regenerativa, se bem que com o inconveniente da individualidade? É certo que é um grande senão, mas por outro lado ganha-se uma espécie de imortalidade. Ideal estará longe de ser. A questão é se estaremos melhor. O status quo será melhor?

O final é fraco, mas sou o primeiro a admitir que não imaginaria melhor. Até esse ponto, até vê-se bastante bem.

Muppets Most Wanted


Eles próprios gozam com isso. Uma sequela nunca é tão bom. Estava tão entusiasmado depois de ver o novo «primeiro». Eu era tão inocente, então. Parece que foi há décadas atrás. Este é... Bem, nada com Marretas alguma vez poderá não ser giro. Claro que é giro.

OK, foquemo-nos nos positivos. As músicas não foram muito irritantes. Conseguiram ir buscar mais personagens. O Phil «The Thrill» aparece em mais coisas e isso é incrível. E os one-liners das várias pessoas famosas. Todas essas cenas de quase minutos foram geniais. Acho que houve momentos onde pisquei os olhos e perdi uma pessoa famosa a aparecer.

Vá, Disney, continua a esmifrar o franchise. Continuarei a dar-te dinheiro... de alguma forma.

domingo, julho 13, 2014

Premature


Que nova moda é esta de fazer versões do Groundhog Day?

Nesta um jovem repete um dia a partir do momento em que... Qual a maneira correcta de dizer isto? Quando o protagonista atinge o êxtase, o dia faz reset. Há casos onde acontece por acidente. Outros como forma de fugir a um destino trágico. Noutros é à base da violência, para grande surpresa de todos. Sim, a mensagem final acaba por ser só atingir êxtases, pelo menos os primeiros, com as pessoas certas. Mas a que custo? Se a ideia é mostrar uma história clássica aos mais novos, mostrem o original, por favor.

sábado, julho 12, 2014

The Pirate Fairy


The Pirate Fairy é um simples filme da Disney, com maiores propósitos comerciais paralelos, do que propriamente lançar uma nova animação de sucesso. Ninguém vai saber deste filme. Não vai a cinema e não andará por aí a circular para os adultos. O objectivo são as mais novas. Assim podem vender-se mais fatos, bonecas, adereços, etc. O plano da Disney é o merchandise. Daí o investimento que, apesar de tudo, não terá sido pequeno. O elenco de vozes é bastante bom.

Não sendo nada de especial, acaba por ser uma aventura divertida para miúdos. Mostrarei à sobrinha, caso surja a oportunidade.

O que é certo é que The Pirate Fairy é um projecto que fará sempre mais sentido que Noah.

Noah


Quem raios poderia ter achado que seria boa ideia fazer este filme? Que reunião foi esta, em que a melhor proposta foi a de recontar a história da Arca de Noé? Anda tudo doido? Ainda por cima a insinuar que somos todos descendentes da Hermione. Quer dizer, contar-se a história do JC deu azo a manifestações. Já esta heresia genética, tudo OK. O mundo está de pernas para o ar. O que isto precisava era duma boa lavagem. Isso sim.

Olha!...

terça-feira, julho 08, 2014

The Other Woman


Vamos imaginar por um segundo que estava numa relação.

Eu sei. Eu sei. Neste blogue aborda-se em exclusivo obras de ficção. Não é um exercício hipotético assim tão descabido.

Imagine-se então que a minha namorada está a trair-me. Eu descubro. Há um chorrilho de emoções diferentes que me invadem. Vou atrás dela. Tento descobrir quem é o outro homem. Loucura. Raiva assola-me. Deparo-me com o Clooney. A minha namorada está a trair-me com o George Clooney. Ou com o Brad Pitt. Ou com o Antonio Banderas. Não posso ficar chateado com isto. Terei que encolher os ombros e aceitar. Até terei que ter algum respeito acrescido. É um excelente engate, convenhamos.

Deveria ser o mesmo com a Kate Upton, numa situação inversa, não? Aliás, nem precisa ser inverso. Se uma namorada minha me trair com a Kate Upton, merecerá pelo menos uma salva de palmas. Não uma salva de palmas qualquer. Uma daquelas mais lentas, meritórias. Assertivas, de verdadeira admiração.

A Kate Upton é atraente... por muito que seja péssima actriz.

domingo, julho 06, 2014

Captain America: The First Avenger


Tinha direito a um filme gratuito no vídeo-clube do meu serviço de TV. Podia ter visto algo que ainda não conhecesse. Qual seria a piada?

A primeira opção era o Avengers. Não estava disponível. Este Cap é a opção lógica a seguir. Até porque tinha muita curiosidade para ver se se mantinha a opinião. Quando vi a primeira vez adorei. Achei uma boa introdução, com os melhores pormenores de todas as décadas de vida do personagem misturados. Descobri há pouco tempo que não é a opinião geral. Muitos consideram fraco. Percebo, até certo ponto. O segundo é muito melhor. Tem mais acção e não está preso às introduções obrigatórias, que forçam o resto da narrativa a avançar demasiado depressa. Num segundo visionamento, este Cap realmente tem problemas de cadência, com o Red Skull a ser mal aproveitado. Independentemente disso, continuo a adorar.

É assustador pensar que se não pertencesse a um projecto maior, tendo em conta o insucesso do primeiro, o segundo não teria sido feito.

Este é o post 2000 deste blogue. Achei por bem comemorar da melhor forma.

Dear Zachary: A Letter to a Son About His Father


Um amigo decidiu fazer um documentário para o filho dum amigo, que tinha falecido.

Não é algo fácil de se ver. E desafio qualquer pessoa a ver e não ficar com uma lágrima no olho. É pesado e intenso. E, ao contrário de maior parte dos documentários (género que não aprecio), acabou por cumprir um objectivo.

Há pouco mais a acrescentar. A hora e meia falam por si.

sábado, julho 05, 2014

They Came Together


They Came Together é uma comédia parva a gozar com todo o clichê conhecido de comédias românticas. Tinha tudo para funcionar, mas acaba por não acontecer muito bem. Há um ou outro momento com piada. Passa muito por ter Amy Poehler ou o Paul Rudd a dizer asneiras, ou umas coisas também grosseiras a ver com sexo. Essas partes eram fixes. Tudo o resto nem por isso.

Mr. Peabody & Sherman


Phil, The Thrill dá a voz a este cão génio, que também é um atleta a nível olímpico. Como sempre esteve preocupado com estudos e a procura do conhecimento, Phil acabou por nunca ser adoptado. Isso não o impediu de tornar-se numa criatura de sucesso. No entanto, parecia-lhe sempre faltar alguma coisa. É assim que, certo dia, Phil adopta uma criança abandonada: Sherman.

O que se segue é um conjunto de aventuras no tempo (sim, ele criou uma máquina para lá viajar), sempre com a base de problemas familiares e crescimento «humano» por detrás.

Non-Stop


Tendo Liam Neeson no papel principal acho que não é preciso explicar que tipo de filme é Non-Stop. Muda a trama, o registo é o mesmo. Nada negativo, atenção. Sou fã do género.

Aqui há uns tempos li algures uma cena curiosa sobre Neeson. Por muito que faça papéis de nacionalidades diferentes, em especial de americano, Neeson nunca tenta disfarçar o seu sotaque irlandês. Alguns poderão dizer que é falta de esforço. Eu prefiro considerar que é estatuto. O homem merece. Para quê o trabalho?

Do filme posso dizer que estava bastante céptico no início. Toda a premissa e o plano altamente elaborado foi um pouco de mais para mim. Confesso que o meio agarrou-me. Interessante. Activo. Mesmo num espaço restritivo dum avião, nunca ameaçou ser monótono. Já o final... As razões porque tudo aconteceu são muito parvas. Mas a cena final em si teve bastante piada. Ver velhos em voo é sempre giro.

Também foi engraçado ver uma vencedora de Óscar ter apenas meia dúzia de falas.

quinta-feira, julho 03, 2014

Beavis and Butt-Head Do America


Na mesma lógica de South Park, há uns tempos atrás, estou a ver a série. Não tinha como não passar pelo filme. Nem queria.

Sobre a série falarei atempadamente. Sobre o filme posso adiantar que nos idos tempos de um nove e noventa e seis, na primeira vez que fui aos Estados Unidos, tirei fotos a muitas coisas parvas. Graças a dEUS tenho uns pais que sempre alimentaram (pagaram, entenda-se) as minhas idiotices. Sabiam lá eles que fotografias estavam a pagar para revelar. Uma coisa é certa... Ou melhor, duas coisas são certas. Uma: decididamente não era o fotógrafo na família. Duas: tenho uma foto do cartaz deste filme, em pleno Times Square. Não se vê mais nada à volta. Era noite e só se vê o cartaz retro-iluminado. Volto a referir o primeiro ponto que indiquei, umas frases mais atrás. O filme estava a sair. Ainda ia demorar a chegar cá. Essas coisas das internetes e descarregamentos ainda não havia nada.

Acho que é uma boa história, muito condizente com a temática desta poderosa película.

Para finalizar:
Mr. Van Driessen - This could be a really positive experience for you guys. There's a wonderful and exciting world out there when we discover that we don't need TV to entertain us.
Butt-Head - He said anus. Uh huh huh huh...
Beavis - Entertain us... anus. Oh, yeah.
Mr. Van Driessen - Have you guys heard a word I've said?
Butt-Head - Uh, yeah. Anus.

Eat your heart out, Shakespeare.

terça-feira, julho 01, 2014

Clockwatchers


Já não me recordava desta moda dos anos 90 de satirizar o trabalho de escritório. Saíram umas quantas «comédias» marcantes, na altura, que obrigavam a repensar certos estilos de vida. No fundo era pessoal criativo a criticar o mundano dum escritório, mascarando banalidades com uma cobertura de profundidade. Hoje em dia é um pouco ridículo, mas marcou uma data de gente, incentivando-as a seguir os sonhos. Arriscaria a dizer que nem todos os alcançaram.

Numa análise simples, Clockwatchers é sobre quatro raparigas a fazerem trabalho temporário (hoje em dia conhecidas como «estagiárias»). Passam o tempo a olhar para o relógio, à espera que chegue a hora de saída.

Não sei o que seja. Nunca na vida fiz tal coisa.

domingo, junho 29, 2014

Rio 2

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Enquanto toda a gente vê futebol humano, eu vejo pássaros animados a jogar futebol. Ainda para mais, no mesmo país onde os outros estão a jogar. Em situação normal até estaria a ver o futebol humano, mas não tendo por quem torcer torna-se mais complicado.

Este jogo que vi teve as suas nuances. Não é no relvado. É pelo ar. Ou não fossem pássaros. E estranhamente acabei por ficar contente com a vitória dos «maus da fita». Imagino que por serem vermelhos. Mesmo em ficção animada sou incapaz de torcer por azuis.

Tirando este momento mais «emociante», por muito que previsível, o resto do filme não tem muitos pormenores que agarrem. Foi uma sequela «tirada a ferros» apenas e só porque o primeiro acabou por ter sucesso.

sábado, junho 21, 2014

Neighbors

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E na sequência de comédias que se vêem, temos Neighbors. A história está toda no trailer. Não há muito mais, se bem que tem um ou outro momento mais. No fundo é ver isto e também não ter vontade de crescer. A diferença é que eles são estrelas cheias de dinheiro, e eu sou um pé rapado.

Foi engraçada a parte de terem convidado outros grupos cómicos para aparecer em cenas soltas.

Blended

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Pus-me a pensar. Este será o terceiro filme que Sandler e Barrymore fazem juntos. (Isto assim em contas muito por alto.) Que estão a tentar fazer? É verdade que qualquer um deles teve a sua piada. O Wedding Singer talvez seja o melhor... porque acredito não ser produção Sandler. Desde então que são este casal de filmes, que não gostam um do outro mas afinal gostam muito. Pior, está a haver uma evolução. No primeiro era uma relação de 20s. Depois foi uma relação de 30s. Nesta relação já estão cheios de filhos.

Não que seja desprovido dos seus momentos lúdicos. Blended tem uma piada fixe, aqui ou ali. Envolve uma data de outras pessoas com alguma piada... E estava a tentar pensar num outro ponto para fechar, mas não o tenho. Não é horrível. Não é brilhante. Vê-se.

segunda-feira, junho 16, 2014

Edge of Tomorrow

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E o blockbuster do Verão é...

É fácil descrever Edge of Tomorrow. É uma mistura de Groundhog Day com Starship Troopers. É isso e uma pitada mais de coisas soltas de outros sítios, tudo bem misturado. Mas desengane-se quem posso estar à espera duma receita que não americana, apesar da espada a lembrar outros estilos mais orientais. Quando se vai ver um filme com o Tom Cruise, deve sempre esperar-se algo bem ao estilo da US of A.

A história, apesar de perceber-se quase toda no trailer, está contada a bom ritmo. E o último terço faz-nos ficar agarrados ao lugar, ironicamente sem saber que vai acontecer. Convém, como é óbvio, gostar de ficção científica, de «filmes pipoca», e não odiar Cruise. Dá jeito.

...Edge of Tomorrow... até ver.

domingo, junho 15, 2014

Machete Kills

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Get the fuck off that man. He just saved the world's ass.

Dia quente, vendo um filme tonto, mas divertido, ao longo de várias horas. Teve bastantes intervalos para ver bola, comer, renhonhar e até mesmo ler BD. Continuo a dizer que é filme para ser visto em grupo. Mesmo em dia de relaxe, podia ter sido melhor.

sexta-feira, junho 13, 2014

The Grand Budapest Hotel

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A fórmula é mais ou menos a mesma. Gostei mais deste que do último. Pensei que fosse pela falta dum dos irmãos Wilson na escrita. Este também não conta com a sua participação. Porque terei preferido este? Maior empatia com o elenco principal? Fiennes está genial e o rapaz assistente também. Maior apreço pela história? Gosto dum bom enredo cómico-trágico.

Não sei. Sei que voltei a achar bastante piada a um filme Wes Anderson.

Frances Ha

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Frances quer coisas na vida que dificilmente terá direito. Não tem pouso certo, anda sempre de casa partilhada em casa partilhada. Não quer crescer e ser adulta. Não está interessada em relações. Vê os amigos a casar e a ter filhos. É inconveniente em eventos sociais. Não sabe estar. É divertida, mas maior parte das pessoas começam a vê-la como imatura. Não percebe ou não quer perceber maior parte das dicas. Toma decisões erradas e impetuosas. Tem mau timing. As coisas não lhe correm de feição.

Ya, não consigo relacionar-me com esta personagem.

quarta-feira, junho 11, 2014

Jack Ryan: Shadow Recruit

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O Captain Kirk trabalha para a CIA e anda com a Keira Knightley. Estas ocorrências não estão directamente relacionadas (embora para mim apenas fará sentido andar com a dita como missão mui secreta). O que é certo é que uma acaba por afectar a outra. Knightley não sabe que Kirk trabalha na CIA, o que dificulta um pouco a relação, a confiança, bla bla e mais umas palavras recorrentes no vocabulário feminino. Kirk é um agente de secretária, esperto e especialista em economia (uma parte de mim morreu ao saber esta parte). A viagem à Rússia é a primeira missão no terreno. Vai contrariado. Knightley vai atrás. Desconfia que a anda a trair. Fica aliviada quando descobre a verdade (que miúda tão estranha). Tão aliviada, aliás, que voluntaria-se para ser objecto de assédio do mau da fita, enquanto o namorado faz cenas quase impossíveis, quase na totalidade furtuitas.

Aqui pensei: credo, a CIA não tem agentes femininos na Rússia. Tsc! Esta crise...

Estão eles a jantar com o malandro do Kenneth Branagh (não só vilão, como realizador!) e às tantas lembram-se de filmar Gemma Chan, agente da CIA. Faz parte da equipa. Está numa carrinha, a ouvir a conversa.

(...)

Não podia ter ido ela? Tinha que ser uma médica americana com ZERO experiência. Não só de agente, mas de mulher também. Se há algo que não me convence é Knightley a ser sensual. Mais facilmente acredito que seja uma extraterreste (e fará então sentido andar com o Kirk), do que ser capaz do que acabou por fazer.

Como se não fosse grave o suficiente, a primeira cena de acção decorre ao minuto 30. Escusado será dizer que não antevejo próximo episódio deste personagem tão cedo.

terça-feira, junho 10, 2014

A Long Way Down

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Quatro pessoas encontram-se num edifício, na passagem de ano. Encontram-se por acaso. Todos têm o mesmo objectivo. Não o combinaram. Não se conheciam antes dessa noite. O edifício é «famoso» por ser um local preferido de suicidas. A passagem de ano também é «famosa» por isso. Todos os quatro tentam-no nessa noite. E todos os quatro acabam por não o fazer, muito por culpa uns dos outros. Acabam sim por formar um «pacto de de não-suicídio», pelo menos até ao dia dos namorados.

Quando li o livro, há demasiado tempo atrás, achei a premissa genial. O desenvolvimento nem por isso. E sim, terei achado errado não fazerem um filme com base nesta história. Embora naquela altura já tivesse noção que nem todo o livro deve/consegue ser adaptado. Talvez estivessem à espera deste eleco que, tenho que admitir, é de sonho.

Também achei estranho o acesso fácil a um edifício assim, com estas «características». Mas isso já será toda uma outra conversa.

Cuban Fury

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Ainda se fazem filmes destes. Uau! Ainda é possível conquistar uma mulher (provando o valor enquanto homem, ao mesmo tempo), através do poder da dança? E aquele número final, hein? Nunca dançaram juntos, mas conseguiram fazer toda a coreografia.

Se formos honestos, o verdadeiro talento na família é a irmã. Ora vejamos:
- O irmão era o maior talento, enquanto adolescente. Só que desistiu, para nunca mais dançar durante 25 anos. Tornou-se mole e gordo. Precisou de aulas para iniciantes e um puxão de orelhas, para voltar a ser o que era.
- A irmã tornou-se empregada de bar e não treinou um segundo, até voltar a dançar com o irmão, fazendo um enorme brilharete. E isto com bebidas antes e depois.

Porque é que o filme não é acerca da irmã? Podia ser uma salsa lesbiana. Eu pagava para ver. Aliás, acho que nem preciso de pagar. Vou ver se o arranjo na Net.

segunda-feira, junho 09, 2014

Rush

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Apeteceu-me ver algo que não me fizesse pensar. Nada como ver pessoas a andarem muitas vezes às voltas, muitas vezes, muito depressa.

Resta apenas reclamar com três coisas:
- Nunca pensei que uma rivalidade entre um austríaco e um britânico fosse tão... americana.
- Tudo o que é preciso para ser idolatrado e adorado é quase morrer num acidente, ficando queimado no processo.
- Só encontrei um póster, em francês, com Lauda e Hunt lado a lado. Em todos os outros, Lauda está sempre atrás, por muito que tenha sido mais vezes vencedor, seja o nome mais conhecido ou a grande referência do filme. A mim foi muitas vezes vendido como «a história de Lauda». Só serve para provar que o público gosta mais dum bon vivant do que de um gajo certinho.

domingo, junho 08, 2014

The Hobbit: The Desolation of Smaug

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Nunca pensei estar tão desligado duma trilogia deste tipo. Não pretendo continuar a lamúria. É só uma questão que continua a chocar-me.

Foquemo-nos antes nos aspectos positivos. Temos, em grande destaque, Evangeline Lilly ruiva. Como se não fosse bom o suficiente só aparecer, ainda a colocam mais fogosa. Outros aspectos positivos são...

(...)

Os (mesmos) efeitos especiais?

O Smaug está muito bom. Pelo menos em ecrã pequeno. Imagino que no grande tenha sido uma excelente experiência. E este filme é mais interessante, como são todos as primeiras sequelas de trilogias. Os personagens e enredo são apresentados no primeiro. Fica só a acção. E aqui há muita para se ver. Incluindo um Legolas (estava no livro?) a fazer equilíbrio em cima de dois dwarves dentro de barris, no meio do rio com bastante corrente.

Este segundo vê-se melhor, assim que se entra na história (os primeiros 20 minutos ainda são lentos). Ajudará não ter cantorias, claro. Quanto tempo demorarei a ver o terceiro? O suficiente para esquecer tudos dos dois primeiros?

sábado, junho 07, 2014

300: Rise of an Empire

IMDb | Sítio Oficial

[Artemisia's] ferocity bested only by her beauty. Her beauty matched only by her devotion to her king.

Numas cenas mais tarde, a «beleza» de Artemisia subiu alguns pontos. Sim, foi na cena de sexo com o outro. Mas até lá, se a sua devoção estava ao nível da beleza, poder-se-ia dizer que a mulher... simpatizava com o rei, vá.

Outra boa referência: «You've come a long way to stroke your cock whilst watching real men train.» Por incrível que possa parecer, foi uma mulher a dizê-lo. Claro que é a personagem de Lena Headey. Só há duas mulheres em todo o elenco! Em todo o caso, seria de presumir que um homem poderia dizê-lo. Para além de ser um elenco quase na totalidade à base de (excesso) de testosterona, há o factor gayness, muito inerente a ambos os filmes. Por muito que tente evitar os tópicos abordados por todos, é difícil contornar a falta de armadura em momentos de batalha. Ou mesmo fora desta. Houve  alguns períodos em que arrepiei-me de frio, por empatia.

A sério, pessoal. Uma t-shirt era assim tão cara para a aqueles lados, nestes tempos?

sexta-feira, junho 06, 2014

RoboCop

IMDb | OmniCorp

Não sendo fã máximo do original, não poderei fazer uma devida análise do remake. Enquanto filme por si só, posso falar dum bom elenco de apoio a uma escolha principal fraca que, para mais, acabou por ser mal aproveitado. Posso dizer que nada ficou na retina. Tirando as cenas de tiros. Essas estavam fixes. A de teste e a do confronto com o gangue do vilão que o matou. Muito bom tiroteio, ou não fosse realizado por uma pessoa muito específica, habituada a este tipo de cenas. A Abbie Cornish merece sempre algum destaque, mas neste caso apenas e só por ser ela. E Jackie Earle Haley não me convence como vilão de acção. Vilão, sim. Tem o ar certo para um vilão muito fuinha. Não tem corpo para vilão de acção. Um vilão desta estirpe tem que ser maior que o herói. Esse é o desafio.

Posto tudo isto, quando acabar de publicar este mísero texto, o mais provável é já ter esquecido que vi o filme.

A Million Ways to Die in the West

IMDb | Sítio Oficial

O poder de Seth MacFarlane começa a assustar-me. Que faça tontices como o Ted, com uma data de b-listers, ainda é aceitável. Aqui MacFarlane faz um filme num género morto (western), porque sim, e, «juntando o insulto à lesão», tem uma data de nomes sonantes no elenco. Com a especial agravante que - qual ego do tamanho do mundo -, coloca-se no papel principal. Ele, que em nada terá representado. Às tantas poderei estar a ser injusto. Se calhar está farto de representar em coisas obscuras (vulgo «peças na Broadway e afins»). E sim, acedo que dar voz a personagens animados seja uma espécie de representação. Mesmo assim. Continuo a achar que usou do seu poder para comer-se um bocadinho com a Charlize Theron. Percebo, claro. Como percebo o encanto de a meter a dizer asneiras e ordinarices a torto e a direito. Tomemos como exemplo a frase que aqui parafraseio: «Yeah I'm a little cocky, but I've got great tits.» É lindo, engraçado e, saindo daquela boca perfeita, por demais encantador.

Analisado friamente o filme, confirma-se que é engraçado. O primeiro terço em que quase faz jus ao nome, mostrando uma data de maneiras como uma pessoa poderia morrer naquele Oeste, é hilariante. Mais as bocas ordinárias para trás e para a frente. Mais a relação do Ribisi com a prostituta Silverman (não é um insulto, é o papel que faz). Gostei de tudo isso mas, mesmo assim, prefiro o Ted.

Vale também muito pela interpretação do Ryan Reynolds. O Ewan McGregor está muito bem, mas Reynolds merecerá um Óscar.

segunda-feira, maio 26, 2014

X-Men: Days of Future Past

IMDb | Sítio Oficial

Continuo muito baralhado, confuso, dividido. Não sei que achar deste filme. Mesmo depois de o ter visto. Estive assim desde o início. Desde que foi anunciado, até agora, passando por todos os teasers, trailers, imagens, páginas criadas, histórias, entrevistas, etc. Não acompanhei toda a respectiva campanha publicitária, mas ainda vi mais do que o usual. E fiquei sempre na mesma: será que é bom ou mau?

A partir daqui há [SPOILERS]!

X-Men: Days of Future Past serve um grande, magnífico propósito: apaga o crime que foi o terceiro. Acima de tudo, serve para isso. É a enorme vantagem deste filme existir. Apagou a parte da história que matou o franchise. Pelo meio dão-nos muita conversa e alguma acção. Quase toda já conhecida dos trailers e afins. Temos aqui um grande sinal mais, assim como um sinal menos. | Como outro sinal menos há as constantes liberdades que se tomam com os poderes dos personagens. OK, sim, é um mundo de fantasia, onde pessoas fazem coisas impossíveis. Mas não fazem tudo ao mesmo tempo. O Magneto controla metal, mas não altera programação em robôs. A Shadowcat esteve envolvida no processo de enviar uma consciência para o passado, mas desde quando é que os poderes dela estão perto de conseguir fazer isso por outros? O Wolverine sobreviver a horas debaixo de água está muito no limite. E depois temos a Mystique, que na BD tem também poderes regenerativos, mas no filme passou metade do tempo a coxear por causa duma ferida de bala. | Acabei por gostar de alguns dos actores que pareciam ter sido mal escolhidos para alguns personagens. Ênfase no «alguns». Em especial os das cenas do futuro pareciam (e foram) muito fracos. | Sinal mais: a narrativa é competente. Há erros. Muitos nem terei detectado. À primeira vista não estragam o filme. | Outro sinal muito positivo é terem conseguido ter quase toda a gente. Maior parte dos que participaram nos primeiros três (dois) e nos novos. Pena que tenham despachado alguns personagens entre a primeira prequela e esta. Sei que há muitos mutantes a explorar, mas vamos não fazer parecer uma porta giratória, OK? | Há bons pormenores de caracterização da década de 70... e depois há coisas clamorosas que não existiam naquela altura. | Foi claro o que quiseram fazer com o passado. Ainda não é nada claro o que querem fazer com o futuro do franchise.

Talvez esteja mal habituado com os outros filmes, mais trabalhados e não tão carregados com erros do passado. Talvez gostasse logo à cabeça deste, se os outros não existissem. Não sei. Só sei que não consigo decidir-me. Saí entretido da sala de cinema, mas não convencido a 100%. Achei demasiados momentos chatos, com conversa a mais. Achei que houve pouca acção. Mas continuo a achar que não está mau. Nada mesmo.

Não consigo apaixonar-me outra vez pelos mutantes. Vou ver mais uma vez a cena do Nightcrawler na Casa Branca, do 2. Pode ser que ajude.