quarta-feira, junho 30, 2010

Wonderful World

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É impossível não comparar ao Visitor. Falamos dum americano completamente derrotado pela vida, que perdeu a paixão pelas coisas e vai vivendo os seus dias resignado, com a vida a dar-lhe shit pies atrás de shit pies. Descobre o prazer pelas vida novamente à custa dum familiar de alguém com quem vive. Um povo, uma nacionalidade completamente oposta à sua. Aprende a sentir prazer nas coisas novamente. Aprende a ver a vida não de forma tão negativa. Aparece-lhe em casa uma mulher lindíssima e maravilhosa, que o acarinha e aproxima-se dele, apesar de todas as tentativas de manter-se afastado, perfeitamente confortável no seu status quo. Vem em socorro do irmão, em coma no hospital, e acaba por salva o pobre americano. E que mulher. Uau!! A Sanaa Lathan é um assombro de mulher. Lindíssima. Perfeita. Aqui ganha o toque de estrangeira exótica. Inteligente e tudo mais. Personagem à parte, Sanaa tem mais que atributos para entrar no Top 10. Para não me chamarem de previsível.

What happened with us was a fantasy.
Curioso.

domingo, junho 27, 2010

Youth in Revolt

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It's a wonder that humankind has constructed any kind of civilization with this monumental distraction at hand.

O que é que um homem (por muito que seja um rapazito de 16 anos) não faz por sexo?

Ao início pareceu uma daquelas coisas pretensiosas que os americanos tendem a cuspir com demasiada frequência. A moça a tentar impressionar com falsas noções de maturidade e o sonho clichê de viver em França. O rapaz erudito mas totó, que é incapaz de ter a atenção de uma miúda e morre de medo de nunca conseguir deixar de ser virgem. Começou a irritar-me... até aparecer François. Não que seja um «vilão» perfeito, mas o que certo é que adocicou a história. Gostei especialmente da interacção entre Cera, a moça e este. Excelentes falas, que tenho pena de nunca ter tido ou vir a ter a coragem de usar.

Amor trágico adolescente. Afinal ainda há uma ou outra maneira original de abordar o assunto.

When in Rome

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Quando apareceu disponível, o meu primeiro instinto foi não ver. Reparei apenas nos dois principais. Às tantas vi que o filme foi para cinema e até pensei que não deveria ser assim tão mau, se os deuses dos cinemas portuguesas tinham decidido apostar nesta película. Ainda não tinha noção do pessoal secundário. Cedi. Sim, cedi. A Bell anda a dar-me a volta à cabeça desde que a vi vestida de Leia. E ver o Doucheamel a ter que curvar-se num ângulo de 90º só para a beijar será talvez a parte mais hilariante de todo o filme. A sério!? Eles têm pelo menos um metro de diferença de alturas!! Não havia um actor girinho mais baixo? Ok, não é um metro, são pouco mais de 40cm. When in Rome tem um belo elenco por trás (isto não soa nada bem), só que não é suficiente para salvar a coisa.

The Book of Eli

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Numa altura em que as coisas são mais bi-dimensionais que propriamente tri; num período em que as pessoas fecham-se no seu cantinho, ignorando o mundo cada vez mais próximo, graças aos avanços; em tempo de crise e das idiotices que daí advêem; a sério que às vezes penso que o que o mundo precisa é de um evento apocalíptico. Assim uma crise a sério, para o pessoal acordar para a vida e perceber o que é importante. Ah e tal, queres meter o apocalipse no twitter ou no facebook. Pois, não podes, porque não há internet. É assim.

Falava com um «dançante» amigo meu sobre o filme. Achou o livro do Hélio uma surpresa agradável. Assegurou-me que Denzel não irritava tanto quando o costume, pois não tinha assim tantas falas. O Oldman é, de facto, um incentivo a ver. E o filme não está nada mau, não. Não sou grande fã da premissa. Irrita-me tanta coisa só por causa daquele livro. Sinceramente, acho qualquer edição da Playboy ou da Mad mais importante, mas isso sou só eu.

Hot Tub Time Machine

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E, de repente, surgiu isto. Não era um filme que existia na minha vida, um bom amigo falou-me dele, arranjei-o logo, vi-o, e tive a felicidade de poder apreciar Cusack numa comédia estúpida novamente. Ainda para mais, uma comédia que acaba por passar-se nos anos 80! Adorei quando disse que odiava aquela década. Tão bom. O Corddry faz as suas insanidades do costume. E é óptimo poder ver mais deste gajo e deste puto (não, não vou fingir que sei os nomes deles, não sou assim tão cromo). Os quatro combinam muito bem, criando momentos estúpidos cómicos que terão que ter sido improvisados e que só lhes dá mais mérito. A premissa é a do costume: Quatro amigos vêem-se a ter vidas miseráveis porque se separaram. A juventudo foi o melhor período. Viajam para o passado sem querer, para viver no dilema de mudar ou não as coisas. Muito divertido.

The Bounty Hunter

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A premissa não é assim tão má de todo. Um bounty hunter persegue a ex-mulher quando esta falta ao seu julgamento. Pelo meio, ela é jornalista a investigar um homicídio, ele é ex-polícia e continua maluco por ela. O único problema aqui é o casting. Ele safa-se bem porque consegue facilmente ter o ar acabado de ex-qualquer coisa. Ela nem por isso, porque passa maior parte do tempo a correr de vestido e saltos altos, porque guincha por tudo e por nada e porque tem sempre ar de quem se borraria toda se fosse presa, quanto mais faltar ao tribunal.

sábado, junho 19, 2010

Shutter Island

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Que seca! Duas horas do DiCaprio psicótico. Já não vimos isto no Aviator?

sexta-feira, junho 18, 2010

From Paris with Love

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Depois de um dia chato, nada como chegar a casa e ver um daqueles filmes de acção - um «daqueles»! -, uma produção Besson, com gajos a levar tiros no ombro, que não precisam de ser tratados no hospital. Toda a gente sabe que basta uma talazita (ou nem isso), uns pensos, umas fitas adesivas e pouco mais. Depois disso, dá perfeitamente para ir a correr para a embaixada, ser empurrado pelos seguranças gorilas, salvar o dia, tendo tempo para umas flexões, uns saltos, e quiçá mesmo até umas acções mais a quente com uma qualquer embaixadora. Não, não falo do Travolta, falo mesmo do Meyers! Aliás, tenho uma teoria em relação ao porquê de acções de personagens relacionados directamente com o último, mas é melhor não abordar o assunto. Para além de ser possível ser chamado de homofódico, pior ainda é que seria um spoiler. Isso é que não!

quarta-feira, junho 16, 2010

The 41-Year-Old Virgin Who Knocked Up Sarah Marshall and Felt Superbad About It

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É estranho, sim. Fizeram um spoof das melhores comédias a saírem nos últimos tempos. Não se escusaram a fazer uma piadinha com o Star Wars, também. Já não é novidade. Todos têm. Raios partam os geeks que escrevem estas coisas! Pior foi ter piadinhas feitas a filmes que não vi, como aqueles novos dos vampiros adolescentes. Ainda não tive paciência para ver essas coisas. Ainda vai calhar, um dia destes. Já faltou mais. Se vejo estas palermices, porque não ver as outras?

segunda-feira, junho 14, 2010

Dear John

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Foi um dia todo ele romântico, não haja dúvida.

Gostaria de poder dizer que vi porque apanhei a apresentação num avião e, entretanto, adormeci. Fiquei curioso e decidi ver. Pois, nada disso. Estaria a mentir. Assim que vi o filme anunciado decidi vê-lo quando tivesse oportunidade. Mas nem foi no avião que o vi pela primeira vez. Já sabia dele, claro. Gostaria de poder dizer que é porque estou loucamente apaixonado pela Amanda. A verdade é que gosto das histórias do Sparks. Seria menos mal dizer que gosto dos livros, mas só vejo os filmes. Nada neste post abona a meu favor.

Em relação ao filme em si, gostei da premissa e de alguns pormenores do início (tudo coisas que se vê no trailer). Não se pode dizer que tenha muito mais. Não tenho muita paciência para histórias onde o tempo/destino/estrelas/o que seja eventualmente se alinha e coloca tudo no sítio. Não sou muito paciente e cada vez tolero menos histórias que se resolvem com uma sequência de cenas rápidas, acompanhada por uma música, seja melosa ou acelerada, dos anos 80. E, para mim, Dear John é outra coisa.

Não estou loucamente apaixonado pela Amanda, mas estou um bocadinho apaixonado, sim.

domingo, junho 13, 2010

The Last Station

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Curioso pensar em Leo e Sofya (Tolstoy e esposa) como um casal mediático. O que é certo é que, com a atenção que tinham da imprensa e do país, não é assim tão difícil pensar neles como uma espécie de «Brangelina» (ou que raio chamam ao casal) do início do século XX. Estúpido, eu sei, mas pensei nisso. Para piorar, podemos ir mais longe e ver que dantes a imprensa seguia escritores e filósofos, hoje em dia segue gente bonita. Não especialmente inteligente ou interessante, só bonita. Um sinal dos tempos, daqueles que deixa qualquer um deprimido.

Tolstoy era um gajo porreiro. Escrevia umas coisas giras, virava costas à igreja, tinha amantes que nunca mais acabava. Seria um bom exemplo, claro. Depois vêm as pessoas segui-lo e estragam tudo. Uma das primeiras máximas «Tolstoysianas»: nada de sexo. Bah! Esquece lá isso, velho.

PS - E, com este, termina a minha dose de Óscares 2010. Ainda há mais dois ou três, só que não tenho grande interesse em vê-los. Musicais e de época. Não há paciência. Falta ainda a categoria de Filmes Estrangeiros. Já falta desde o ano passado. Irei lá, eventualmente.

I Love You Phillip Morris

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Só vejo histórias bonitas, hoje. Aqui temos uma bela história de amor entre dois... err... homens, que se conheceram nesse bonito sítio que é... bem, foi na prisão, sim. Este homem era o maior. Safava-se de tudo. Ou melhor, não se safava exactamente. Passava a vida a ser preso. O problema é que era esperto, mas não inteligente. Há que saber quando pegar no dinheiro e fugir. Não que esse fosse o objectivo. Vamos não esquecer que é uma história de amor. Bonita, por sinal. Em todo o caso, o homem saía da prisão das maneiras mais criativas possíveis e imaginárias. Depois teve azar. No final, foi apenas um caso de sorte ou azar. Curioso.

PS - Texas é um sítio maravilhoso.

The Princess and the Frog

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A grande relevância deste filme de animação era que a «princesa» seria de ascendência africana. O curioso é que nem se dá por isso maior parte do tempo. É um filme da Disney, com toda a fantasia inerente. A história não está mal construída e são dadas alguns twists às cenas clichê do costume. Surpreendeu pela positiva, apesar de não ser nada de extraordinário. E passam o tempo a cantar. sheish!...

Avatar

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Finalmente vi o último espectáculo visual de Cameron. Estava a ver que ia tornar-se como o Titanic. Não, ainda não vi o Titanic. Sim, sou eu essa pessoa. Não fui ver ao cinema porque tenho amigos histéricos. Não fui ver ao cinema porque andava tudo histérico. Ainda passei uma tarde à procura de bilhete para ver isto! Desde o incidente com o Jurassic Park que tinha decidido não voltar a perder tempo a tentar ver um filme.

Avatar é tudo o que dizem. É uma experiência para se ter no cinema. Não sei como será a 3D. Ainda não estou convencido das supostas vantagens da coisa. Deve ser visto numa tela grande. É uma história básica, sim. É a Pocahontas do espaço. É uma seca, sim. É um bom filme? Não, claro que não. É bonito, acima de tudo. É uma grande filme pipoca. É o poster boy dos filmes pipoca. Faz parte. Entretenimento é uma grande parte da 7.ª arte.

She's Out of My League

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A Alice Eve (bela combinação de dois primeiros nomes) está sempre associada ao número 10. Isso e é sempre a loira perfeita. No Starter for 10 era um bocado cabra, aqui é mesmo a moça perfeita. Atura sogros idiotas. Sabe de desporto. É boa com'ó minho. E perdoa ejaculações precoces. Um dez perfeito. Já o Jay. Bem, o Jay é o Jay. Um magricelas desengonçado, trapalhão e meio looser. Esta última parte apenas por opção, porque toda a gente sabe que magricelas desengonçados e trapalhões têm um potencial tremendo. Lamento, a premissa é gira, mas o resultado final nunca poderia ser o totó ficar com a miúda. Sim, já vimos em milhentos outros filmes e séries, não é assim que funciona na vida real. Um dez perfeito não se contenta com um cinco. She is definitely waaaay out of his league.

sábado, junho 12, 2010

Paris, Je t'Aime

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Já isto faz um pouco mais de sentido. Um conjunto de histórias à volta de Paris e à volta do amor. Não têm pretensões a ter ligações entre elas, embora no final tentem meter alguns personagens de histórias diferentes a interagir. Algumas são muito enfadonhas. Outras são demasiado «francesas». Há uma ou outra que tem a sua piada. Gostei muito da história da picada de mosquito. São curtas. Uma data delas. Todas metidas no pacote com um lacinho.

New York, I Love You

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Não era para ver. Vi o trailer. Soube da coisa. Não tinha grande interesse. Um casal amigo convenceu-me a ver. Não morri de amores. Não odiei. Estava preconceituoso, confesso. Este tipo de projecto parece-me sempre demasiado prepotente. Gosto especialmente que maior parte das histórias são filmadas por realizadores com nomes muito pouco americanos. Sei que não quer dizer nada, especialmente tendo em conta que falamos da cidade menos americana de todas. Em todo o caso, não deixa de ser curioso. O que verdadeiramente me incomoda aqui é que, para todos os efeitos, isto é uma daquelas coisas que se faz na universidade. Uma data de pequenas histórias coladas a cuspo, com ténues ligações. O filme acaba por só ter tanto mérito porque é um projecto de Câmaras, com bastantes mais recursos, um nome grande e pomposo que, por sua vez, atrai uma data de nomes grandes e pomposos de Hollywood. Queria ver o sucesso se fosse realizado por putos e interpretado por desconhecidos. No entanto, para que não seja só reclamar, admito que teve uma ou duas cenas bonitas e meia dúzia de muito boas falas. Voltemos à Europa.

Sex & Drugs & Rock & Roll

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Novo filme biográfico, agora sobre Ian Dury, vocalista de uma banda de uma das primeiras bandas de punk. Confesso que não conhecia os Blockheads. Conhecia músicas, claro, não sabia de quem eram. Sou um inculto. É nestas alturas que se descobre estas coisas. Sofria de poliomielite desde puto. Isso não o impediu de ter uma banda, ter uma... chamemos-lhe família, de ter sucesso e ser um perfeito idiota, como qualquer respeitával vocalista de punk deve ser. Serkis finalmente arranjou um papel de jeito, para além das esquisitices e «subalternices» que costuma fazer. Queria um Óscar, o rapaz? Se calhar queria. Uma coisa é certa, está muito bem feita a montagem. A passagem do tempo está um pouco mal conseguida. Não se dá por ela, o que é chato. Parece que toda a história passa-se no mesmo ano. Convenhamos que é um pouco de actividade a mais para tão curto espaço de tempo. Ficam as transições. Isso fica.

sexta-feira, junho 11, 2010

Nowhere Boy

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O Lennon era um menino da(s) mamã(s).

Isto assim é porreio. Se continuarem, vamos tendo a vida inteira dos Beatles (ou pelo menos do Lennon) em filmes. Acho que fazerem um antes deste tempo (adolescência) será um exagero. Parece-me que a parte de interesse estará toda aqui. Depois vê-se o Backbeat. E é esperar pelo próximo. Existirão outros por aí. Até há alguns que os próprios fizeram. Teres toda a tua vida e carreira a gerar um conjunto de obras de ficção parece-me um objectivo nobre. Já a minha dava para fazer um anúncio de TV. Daqueles minúsculos, de pouco mais de dois segundos. Ou então um filme do Manoel de Oliveira muito enfadonho. Peço desculpa, fui redundante.

quinta-feira, junho 10, 2010

The Secret of Kells

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Voltei e não da melhor forma. Muito bonito mas sem sumo nenhum. Não tenho paciência para lendas e fábulas. Qual era o objectivo?

quarta-feira, maio 26, 2010

Leaves of Grass

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Edward Norton é um pequeno génio de filosofia. É professor na Universidade de Brown e é convidado para ensinar em Harvard. Para além disso, Edward Norton é um génio no cultivo de erva. Vive numa terriola perto de Oklahoma e vende erva a um barão de droga judeu duma terriola perto. Norton interpreta gémeos. Idênticos em tudo, com o mesmo passado, mas um estilo de vida completamente diferente. O Norton certinho volta à terriola sob o pretexto de que o irmão foi assassinado. Era uma mentira para o obrigar a voltar. O Norton desorientado precisa de um álibi, para poder fazer umas «judiarias». É uma premissa engraçada. Só que, de repente, tornou-se tão sério. Muito estranho.

domingo, maio 23, 2010

Edge of Darkness

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A filha de Mel Gibson vai passar uns dias a casa. Logo na primeira noite mostra sinais de doença grave (vomita-se toda e tem sangue a sair-lhe do nariz) e leva um tirinho de caçadeira à porta de casa, quando o Mel a tentava levar ao hospital. Digam-no comigo: BIG... mistake! O papá Mel é polícia e sim, vai levar a coisa até ao fim, nem que tenha que derrubar senadores e multinacionais pelo caminho. Ninguém se meta com um polícia fo#i#o da vida, com um sotaque de Boston. Ninguém o consegue parar.

Sim, há alguma ironia nos comentários. Começou bem, acabou demasiado «assalganhado» e até mesmo um pouco entediante, o que não é bom num filme de intriga e acção.

quarta-feira, maio 19, 2010

A Single Man

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And isn't it ironic... don't you think?

Vi o trailer e pareceu-me excessivamente pomposo. Um daqueles filmes portugueses em que vês o trailer e não percebes nada da história, só para depois veres o filme e perceberes que não tinha história de todo. Aqui há história, claro. Parecia-me que seria cena de casal, com o Mr. Darcy e a ainda fabulosa J. Moore. Era sobre um casal, apenas não estes dois. Mr. Darcy perdeu o seu amante num acidente de carro. Sendo um casal gay na década de 60, nem ao funeral pode ir. A cor desapareceu da sua vida. E embora momentos fugazes a tragam de volta, o que certo é que cinzento passa a ser a cor padrão. Bonito, isso é sem dúvida.

terça-feira, maio 18, 2010

The Messenger

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Começa a ser minha forte convicção de que é Hollywood quem está por detrás da guerra no Iraque. É que, assim de repente, é todo um novo rol infindável de «novas» histórias que podem ser contadas! Este e o Hurt Locker adiantaram alguma coisa? Não. Nada. Para mais, a posição de maior parte dos filmes é sempre a mesma: contra a guerra, mas a apoiar os pobres coitados dos miúdos, traumatizados e quase lobotomizados, pensando que estão a fazer um grande bem ao país e à humanidade, em ir lutar pelos direitos dos coitadinhos dos árabes. Oy vey!

E depois há toda a questão das nomeações para papéis secundários. Como é possível o Woody ter sido nomeado por um papel tão miserável? Não é que seja uma má interpretação. É só uma coisa reduzida. Então se compararmos à de Ben, então aí está a milhas de distância. O Ben foi nomeado? Nem por isso. É muito estranho. Faz-me bastante confusão.

Falando apenas no filme, posso dizer que é deprimente com'ó raio. E é bom. É bom, sim senhor.

Valentine's Day

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Que maravilha de filme. Gosto destas salganhadas. Gosto de encontros e desencontros, e gosto das personagens se interligarem. Este filme «romântico» consegue ter todas as piores junções de pessoas possíveis e imaginárias, desde traições que se perdoam só porque a relação tem muito tempo, a casais que se formam só porque não têm mais nada. Muito bom. Ao menos o Love Actually tinha uns pormenores engraçados. Os ingleses nestas coisas são muito melhores. Curioso que aparecem duas parelhas que fizeram sucesso (no caso de um foi o regresar à ribalta) nas suas respectivas séries, mas aqui nunca se chegam a encontrar.

segunda-feira, maio 17, 2010

Invictus

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Muito bem. Muito bonito. A vitória no Campeonato do Mundo ajudou a unir o país. Só espero é que não estejam com esperanças de fazer o mesmo no deste ano. Acredito que seja um pouco mais complicado.

sábado, maio 15, 2010

Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief

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Tive bilhetes para a ante-estreia. Acabei por não ver porque certos caramelos, para não variar, se atrasaram. Acabou por ser melhor assim. Ter que o ouvir a estrabuchar o tempo todo ia irritar-me mais do que ver esta última desastrosa adaptação do Chris Columbus. É a tal história, este homem até que já fez coisas giras, perdeu foi o jeito para a coisa, a certa altura. O casting é miserável. O puto principal ainda é com'ó outro, o pior são o Ron e a Hermione daqui. Sim, isto é claramente o Harry Potter versão mitologia grega. E o pior é que nem precisava de ser. Há aqui material bom para fazer uma história decente. Só precisavam fugir aos clichês e à suposta fórmula mágica para este tipo de histórias. Não acredito que venha a ter sequelas. Mataram a criatura logo à nascença. Por um lado tenho pena, porque acho que tinha potencial. Por outro, é bem melhor assim, que não tenho gente histérica a sussurrar constamente: «Isto é uma m€rd@!»

sexta-feira, maio 14, 2010

Amelia

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Demorei dois dias a ver a Maria Amélia. Dois dias! Quarta-feira vi maior parte. Ontem ainda vi 10m. Hoje vi o resto. Isto não abona muito a favor. Se fosse alguma coisa de se ver, teria feito o esforço na quarta. Seria de presumir que um filme sobre a Amélia fosse algo de bastante interesse. A mulher é uma referência e com muito mérito pelo que fez. Para uma película de duas horas, esta história não é suficiente. Daí que tiverem que enfiar umas partes amorosas especialmente desinteressantes, misturadas com alguns «contratempos» e «problemas» que a Amélia teve que enfrentar. Acredito que os tenha tido, atenção. Acredito que não tenha sido fácil. De todo. Aqui, os «problemas» foram mal interpretados. O grande desafio foi mais como comer o Ewan McGregor e o Richard Gere ao mesmo tempo, sem que ninguém se chateasse. Pois claro, o Gere fica em casa enquanto a moça vai passear, e vai estar meeeeeesmo só à espera dela. Neste tempo, ou em qualquer tempo, não teria dado uma voltinhas, pois claro que nao. Bem, em todo o caso, sempre acreditei e ainda acredito que a Maria Amélia ande por aí algures. Eu aposto na Polinésia Francesa.

Porque é que insisto em ver filmes com a Hilary Swank?!

quarta-feira, maio 12, 2010

Away We Go

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Este filme é absolutamente delicioso.

Soube da sua existência há muito tempo. Ficou perdido na memória. Perto, mas longe na mesma. O problema é o nome. O nome só faz sentido ao ver. Sem saber do motivo, é difícil uma pessoa lembrar-se. Depois há a dupla que... O Krasinski é o maior. Adoro-o e acho-o óptimo. A Maya... só vi a Maya no Idiocracy. Torna-se complicado não ficar de pé atrás. Sam Mendes faz aqui um filme muito simples sobre a procura de um lar, por dois tarantas que gostam um do outro, pelos Estados Unidos. Não por todo o país, que aquilo ainda é grandito. Procuram um sítio onde começar a família (Maya está grávida). Viviam perto dos pais dele, para terem apoio quando a criança nascesse. Os futuros avós revelam que vão mudar-se para a Bélgica durante dois anos. Krasinski e Maya passam por alguns pontos do país, onde têm amigos ou família, procurando um novo sítio, o lar, o local onde querem pousar o chapéu. E se bem que ao início é só meio desorientado, porque passam por sítios com amigos peculiares, às tantas começam a passar por sítios e por pessoas mais... sei lá, mais! Conquistou-me quando passam por Montreal, quando estão num bar com um casal amigo, e a moça do dito casal mete-se no palco a dançar. Não é nada disso. Não é sexual. É um momento muito bom. Íntimo. «Verdadeiro». Revelador. Fiquei completamente preso nesse momento. E a partir daí é aquela sensação triste porque sabes que vai acabar, porque o filme até é curtinho. E não queres que acabe.

domingo, maio 02, 2010

Iron Man 2


Há alturas em que penso neste franchise e acho que estava destinado a ser assim. A conjugação perfeita entre tecnologia que permite ver um homem numa armadura e não parecer ridículo, e Robert Dowey Jr. O homem é o perfeito Tony Stark. Mais uma vez teço as mais elogiosas loas a Favreau. Nunca na vida pensei que pudesse fazer um trabalho tão bom. Atenção que é uma sequela. Como tal, dificilmente seria melhor que o primeiro. A juntar a este factor, o filme, como projecto, é mais um ponto de passagem para outros, nomeadamente o dos Avengers. Acrescentaram uma ou duas personagens e deram mais importância ao papel de Fury, Shield, etc. Deixa qualquer geek ao rubro com os pormenores, mas para os espectadores mais impacientes, fica aquele sabor amargo na boca de pouco ter sido apresentado já. A história é relativamente simples, o governo tenta obrigar Stark a ceder a armadura, para poder usar como arma de guerra. Recusa-se, claro, e como tal outros tentam criar tecnologia para rivalizar e mesmo destruí-lo. Pepper e Happy aparecem menos; a Black Widow está fenomenal (e atenção que falo na personagem, não em Scarlett), apesar de mais azul que preta; Sam Rockwell faz um divertido Justin Hammer, embora não tão frio como o imaginava; e tenho pena que não tenham conseguido manter Terrence Howard como Jim Rhodes. Não que Cheadle esteja mal, é só aquela coisa de fanboy, de gostar de ver os mesmos actores a fazer os mesmos personagens.

Para finalizar, apenas uma questão de über geek: alguém faz ideia (não me apetece ver fóruns) se o elemento que Stark cria na sua oficina em casa, com um pequeno acelerador de partículas (momento genial, diga-se de passagem) criado «à pressa», é adamantium? Faz sentido que o seja, embora de um ponto de vista anal (muito, mesmo), não faz sentido nenhum. É que adamantium é suposto ser uma substância que se descobre existir na terra, como pretróleo ou ouro. Se acedermos a que todos existem no mesmo universo, adamantium já devia existir, mais que não seja, no corpo do Wolverine, no franchise dos X-Men. Acedo a que Stark o descubra, mais que não seja para depois até ser ele a criar o escudo do Capitão (escudo esse que aparece aqui num momento jocoso). Bem, não me faz confusão de qualquer das maneiras. É só que não lhe deram nome durante o a história e fiquei curioso.

Não fiquei em pontas, mas bom, muito bom.