quarta-feira, abril 30, 2014

That Awkward Moment

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- Fuck. Pick up. (...) Pick up. Pick up your phone! (...) Dude, I have a serious problem. I gotta take a leak right now. And my boner looks like that thing on The Price Is Right.
- Bob Barker?
- Yeah, my dick looks like Bob Barker. No, you asshole, that thing that stops the wheel.
- What?
- I think I took too much Viagra. I just really got to take a leak.
- You have to just get horizontal.
- Get horizontal? What the...
- You need to be horizontal.
- Me or the boner?
- Both.
- I can't. My boner is perpendicular to my body.
- Just try it, man.
- This is the stupidest idea I've ever heard of. What the... This isn't... Whoa! Wait, bro, it's actually working.


Achei o filme divertido por dois motivos:
- o meet cute está fixe, e é dos meet cutes que as comédias românticas vivem;
- a interacção de gozo entre os principais (vulgo banter).

Para o segundo ponto ajudou ter Milles Teller, não tanto Zac Efron. Não que odeie o produto da Disney, mas não há muito assim tão impressionante em relação ao rapaz, a não ser o vozeirão. A sério, parece o Baldwin decente. Isso é dizer muito. Será mais um Baldwin, mas duma mãe diferente, ou assim? Há ali material genético partilhado, de certeza. Por acaso estou a gozar, mas cheira-me que se for pesquisar ainda descubro que têm algum parentesco. Voltando um pouco atrás, o Teller é um gajo genuinamente com piada, parece ser algo inteligente, e é daqueles que falam pelos cotovelos mas (ainda) não irrita. Sim, é o meu novo man-crush.

A única outra curiosidade daqui é que dois dos personagens principais vão fazer parte dum quarteto famoso. De resto é uma comédia romântica banalíssima que estica o último terço até à exaustão.

terça-feira, abril 29, 2014

Out of the Furnace

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A história é simples. O irmão mais velho vinga a morte do irmão mais novo. O miúdo, que não é miúdo nenhum, estava sempre metido em apuros, com gente de má reputação. Não podia correr bem. Até aqui, nada de mais. O interesse é sempre na parte da vingança.

Surge um problema.

O problema é que nas duas horas de filme, a primeira hora e meia é a desenvolver não só a parte que não interessa, como a parte que até é a mais simples. Quando chegamos ao sumo, estamos quase a dormir, entiados por noventa minutos de palha. Tudo para culminar em trinta que acabam por ser nada interessantes. Muito porque toda a cena não tem tempo para desenvolver. Acaba tudo apenas por... acontecer.

No fundo, foi todo um date com uma cena precoce no final.

sexta-feira, abril 25, 2014

The Immigrant

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A vida era tão mais simples, antigamente. OK, o álcool era proibido, vá-se lá saber porquê, mas bastava subornar alguém para insinuar que uma moça era de reputação duvidosa, e toda a gente acreditava. A partir daí era mais fácil metê-la a coser, lavar cenas, trabalhar na horizontal... Era tudo um mimo.

Os primeiros dois terços do filme até têm algum interesse. Vivemos o sofrimento de Cotillard, que viu-se forçada a uma vida que não escolheu, tudo em prol da irmã e de algo melhor. Já o último terço perde-se um pouco. A história tem um desenrolar que tenta ser impactante, mas falha o intuito. E vamos não esquecer ter que ver Hawkeye com maquilhagem nos olhos. Eu bem que quero esquecer, mas não sei se algum dia conseguirei.

Snitch

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Para salvar o filho da prisão, tendo sido «incriminado injustamente», The Rock faz tudo. Nada sexual, entenda-se. O filme não é assim tão emocionante. Limita-se a matar, provocar acidentes em cadeia na via pública, traficar drogas pesadas, andar aos tiros, destruir coisas, pôr a vida, o trabalho e o resto da família em risco, pôr a vida, trabalho e família de outras pessoas em risco... No fundo, estão a ver a premissa de que um indivíduo não é mais importante que o grupo? Esqueçam. Aqui não faz sentido. E o pior que tudo é que este filme é baseado em factos reais. Até estes filmes de m€rd@ são baseados em histórias reais. Ao que chegámos. Agora sim perdi toda a fé na humanidade.

quinta-feira, abril 24, 2014

Hard Candy

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Com que então é isto o Hard Candy. Ouvi falar muito do filme, a certa altura. Mais que não seja porque foi o que meteu Ellen Page no mapa. Depois esqueci-me que existia, confesso. Voltou a aparecer. Arranjei-o. Voltei a esquecê-lo. Vi-o numa lista qualquer há pouco tempo. Procurei-o mais uma vez, até aperceber-me que o tinha. Ficou por aqui. Não esquecido, mas também não em prioridade. O que concluo, principalmente, é que saberia de caras que Page é lésbica se tivesse visto este filme logo na altura. E nem falo do envolvimento dela numa castração. Não. Aqui é bastante óbvio e nunca teria sido surpreendido como fui. (Para quem vive num buraco, Page revelou as suas preferências sexuais agora há pouco tempo.)

Lesbianismos à parte, há momentos bonitos e outros muito angustiantes neste filme. Mais uma vez, não me refiro à castração. Está mesmo bem feito. Confere o que me foi dito há anos atrás... e que esqueci entretanto... mais que uma vez.

quarta-feira, abril 23, 2014

Hyde Park on Hudson

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O Franklin D. Roosevelt era um garanhão. Uma espécie de Clinton dos quarentas. Com a diferença que FDR meteu um cachorro quente na boca do rei de Inglaterra (não é um eufemismo), enquanto que Clinton fez umas cenas com um charuto.

Passei os primeiros minutos do filme pronto para desistir deste visionamento. Às tantas agarrou-me. Quiseram humanizar estas figuras da história. Confesso que fiquei curioso por ver todas as imperfeições da casa Roosevelt. Gostei de ver os hábitos comuns que o senhor presidente gostava de ter. Gostei da ideia dele passear de carro sozinho por campos e até aldeias, como se fosse só outra pessoa qualquer. E até achei piada ao famoso fim-de-semana, com todo o seu desenrolar. Contudo, não vão ao desengano. O filme é mau e não deve ser visto por mais pessoa alguma nesta terra a modos que redonda.

terça-feira, abril 22, 2014

Stand Up Guys

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Não sei se acho estes filmes de velhadas fixes ou simplesmente deprimentes. Ando muito indeciso, hoje em dia. Será da idade? Estarei a chegar a um ponto onde novas tecnologias confundem-me, ao passo que jovens e mudanças assustam-me, como os velhos? Nah, eu sempre fui assim.

Pacino sai da prisão. O melhor amigo Walken recebo-o e leva-o a divertir-se a noite toda. Pelo meio libertam o outro membro do trio, Arkin, dum lar de idosos. Umas horas mais tarde enterram-no, não sem antes ajudarem-no a realizar o seu sonho de ir para a cama com duas mulheres. Sejamos honestos, não é para isto que servem os amigos?

São três velhadas clássicos para uma data de miúdas giras. Não está mal esta relação, para cerca de 90 minutos de filme.

domingo, abril 20, 2014

A Birder's Guide to Everything

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Uma aventura inocente de quatro adolescentes, que vão à procura dum pato extinto. Cada um tem que lidar com as suas questões e até há um miúdo parecido com o Leão do Feiticeiro de Oz.

Tenho que parar com esta mania das comparações.

...

Ok, só uma última: a miúda podia ser a irmã mais nova da Summer Glau.

sábado, abril 19, 2014

Beautiful Creatures

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Se vives numa terra pequena, o mais provável é quereres sair o mais rápido posível. Se tiveres um pouco de sorte, eventuamente acontecerá algo interessante, que não só marcará o teu crescimento, como dar-te-á uma história para contar o resto da vida. Neste caso, esta história deu ao jovem Ethan uma namorada e um conhecimento de magia, algo que não sabia existir até então.

A história é bastante simples. Um rapaz sonha com uma rapariga, que acaba por aparecer-lhe na sala de aula. (Conveniente.) Vai atrás dela, apesar da miúda dar para trás ao início. Vai conquistando o seu coração... muito porque mais nada se passa na terra... e porque ninguém a quer ali. Porque vem duma família conhecida por serem adoradores do dIABO. Ethan conhece então a família, que é o passo seguinte mais lógico. E, gradualmente, o jovem casal descobre que são descendentes/reincarnações dum velho casal de humano e feiticeira, que começaram na altura da guerra civil americana, uma maldição a todas as mulheres da família, de torná-las malignas aos 16 anos.

Acabei de perceber que as pessoas que escreveram esta história compararam feitiçaria com o período menstrual duma mulher! Isto é pior do que pensava.

Celeste & Jesse Forever

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Os dois são melhores amigos e dão-se super bem. Estiveram casados. Estão em processo de separação. Não funcionou porque não evoluirem ao mesmo ritmo. Ela está toda profissional e com a carreira em grande. Ele... fuma umas... come cereais... passa muito tempo com o dealer... Não cresceu tanto como ela. Como tal, a moça mete na cabeça as idiotices que só mulheres conseguem meter na cabeça, e decide acabar tudo. A relação entre os dois melhora. Discutem menos. Continuam próximos, mas sem a parte física. Até que o palerma arranja outra. Amadurece rapidamente. Mostra facetas que a moça não esperava ver nele. E aí entramos na segunda dose de idiotices na cabeça duma mulher. Os papéis invertem-se e é ela no buraco.

O mais complicado de tudo é ver Rashida «no buraco». Toda suja, mal vestida, a fumar, beber e comer desenfreadamente. Não é credível. Tem um ar demasiado certinho para tamanho descontrolo.

sexta-feira, abril 18, 2014

Bad Words

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Jason Bateman realiza-se... «Realiza-se»? Funciona em português? «Realiza-se a si próprio.» Será? Parece ordinário.

Melhor começar de novo.

Jason Bateman realiza e interpreta um filme em que insulta maior parte das pessoas. Algumas delas «pessoas». Ou seja, crianças pré-adolescentes. Chega a levar uma às meninas. Não para fazer tudo. Calma. Não é esse tipo de filme. Pagou a uma prostituta para mostrar os seios a um miúdo de 10 anos. É um pouco mais normal.

Pelo meio entra num daqueles concursos parvos americanos de soletrar palavras... enquanto adulto. Bateman vs. miúdos nerds é um bom espectáculo de se ver.

domingo, abril 13, 2014

Ernest et Célestine

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Um filme doce e amoroso sobre uma amizade improvável. Para os mais novos, mas que os graúdos também podem ver. Até porque convém. Há aqui alguns momentos com mensagens dúbias para os mais impressionáveis.

sábado, abril 12, 2014

The Book Thief

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AHA! Sempre havia uma história com nazis, nos Óscares deste ano. Houve tudo, afinal. Nazis, escravatura, sida, homossexualidade, histórias verídicas (quase todas), gordos e carecas, anões arremessados, prostitutas... A sério, valerá a pena fazer edição para o ano? Como vão suplantar esta?

Em relação ao filme, alguém saberá esclarecer-me se o narrador era dEUS ou o dIABO? Não deu para perceber bem. Da mesma forma como não deu para perceber porque o filme teve mais que um narrador. Como também não deu para perceber qual o encanto duma miúda que tinha só ar de ser super irritante. E que ainda por cima beija cadáveres. Yuk!

quinta-feira, abril 10, 2014

Jagten

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Odeio crianças.

...

Claro que não odeio crianças. Odeio só crianças dinamarquesas.
Não, não. Que parvoíce. Odeio estas crianças dinamarquesas.

...

Vá, odeio estas personagens do filme que, por acaso, são crianças.

...

Não, neste momento odeio crianças.

Tenho-lhes medo. Fiquemos por aqui.

sábado, abril 05, 2014

The Great Gatsby

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DiCaprio acabou por estar em dois filmes nomeados para Óscar. Em boa verdade, em dois papéis muito semelhantes, de menino pobre que fica rico e estoira o dinheiro de forma extravagante. Só que neste DiCaprio contracenava com uma parede que é Maguire. A Academia não é fã deste tipo de interpretações. Para mais, viram-se poucas prostitutas. Também uma clara falha.

A decoração e o ambiente estão bem criados. A música não sei ainda se entrou bem. Em alguns momentos diria que sim, noutros nem por isso. A história é conhecida e inspirou muitas outras coisas, como também foi inspirada por outras. Devia ter sido encenado bem mais cedo. Agora limita-se a parecer com muito do feito nas últimas décadas, ou não fosse uma história de amor muito americana.
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No narra a história do derrube da ditadura de Pinochet, através duma feroz... errr... campanha de marketing?

É isso mesmo. Bernal interpreta a principal cabeça dos anúncios que ajudaram a derrubar o ditador, com mensagens positivas e de humor, usando todos os truques de marketing. Terá sido a única vez na história da humanidade que marketing e publicidade tiveram um efeito positivo.

Ia começar por falar na tremenda caracterização do filme, com decoração, roupa e imagem da altura. Depois lembrei-me que nada sei sobre o Chile. Se calhar ainda se vestem assim. Se calhar a tecnologia adequada não chegou lá e por isso a imagem está tão suja. Não sei.

O que é certo é que esta semana foi irónica. Por um lado, o amor provou ser perfeitamente deprimente, enquanto que a palavra «não» foi entusiasmante. Será o suficiente para baralhar qualquer um, até o/a mais anónimo/a.

sexta-feira, abril 04, 2014

La Cage Dorée

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Dois filmes franceses seguidos em que a Rita Blanco faz de empregada. Serve para provar que nunca é tarde para um actor ser type casted.

Com que então é isto que entusiasmou tanta gente, quando esteve no cinema. Sim, senhor. Está certo.

quarta-feira, abril 02, 2014

Amour

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o amor é isto e nada mais

Trágico. Intenso. Final. Capaz de levar um homem à loucura. Amour é deprimente mais no sentido de que muitos procuram isto, embora nem todos o encontrem. Não acho que seja deprimente pela história em si, embora haja momentos em que é um pouco. Fará parte.

Claro que também é uma versão do amor muito francesa.

segunda-feira, março 31, 2014

Captain America: The Winter Soldier

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Começam a faltar-me elogios para filmes da Marvel. Que mais posso dizer? Estou a viver a minha golden age. Misturar dois universos que adoro, a BD e o cinema, é provocar-me geekasms múltiplos. Pareço uma criança tonta e muito irritante (admito) numa sala de cinema. É ver todos os personagens e histórias que adoro tornarem-se realidade. OK, claro que sempre aconteceu com livros, mas torna-se especial porque nunca pensei ser possível. Nunca pensei ver tecnologia a permitir-nos ver este tipo de histórias em tela. Devia acender uma vela pelo sr. Disney, por muito que este fosse anti-semítico, em vida.

Captain America: The Winter Soldier é mais uma excelente adaptação duma das melhores histórias dos últimos tempos. (E se têm havido umas quantas.) É o voltar dum dos pouco personagens que toda a gente pensava estar mesmo morta. Era uma personagem que ninguém queria ver voltar. Porque não fazia sentido. Porque toda a gente assumiu que seria parvo fazê-lo. Mas não, foi incrível. O impacto é muito menor em cinema, porque o espectador comum ainda mal o conhece e já o vê a voltar dos mortos. Não tem tanta magnitude. Mas para quem sabe o que esteve por trás...

Fora todo o enredo de bastidores, que passará ao lado de maior parte das pessoas, Cap II é entretenimento puro. Cheio de acção e humor, como já estamos habituados. Sempre gerido à distância pelos génios associados à produtora Marvel. O universo está montado e a ser muito bem gerido. Todo o meu eu adolescente anda doido.

Dentro do elenco - e aqui tentarei não babar-me pela miss VanCamp -, há um cavalheiro que noutros tempos poderia ter sido o Capitão. O irónico é que se houvesse condições para fazer um filmes destes, na sua altura, em jovem teria recusado. Agora os dólares e uma reforma com demasiado tempo livre já o fazem aceitar. Não deixa de ser um gozo vê-lo em cena.

A temporada blockbuster começa agora. Finalmente isto vai animar.

domingo, março 30, 2014

Astérix et Obélix: Au service de Sa Majesté

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Continuam a fazê-los. Mesmo com um Astérix diferente, continuam a fazê-los. É que estas coisas não são baratas. Nada mesmo. E ainda era aceitável quando italianos falavam francês fluente. Agora, ter franceses a fazer de ingleses, a falar francês com um sotaque inglês... Se bem que agora que penso no assunto, talvez fosse uma coisa dos livros. Menos mal.

São filmes para miúdos. Cada vez mais. Resta saber quão espertos têm que ser estes miúdos.

sábado, março 29, 2014

Nae Anaeui Modeun Geot

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Decidi ficar-me pelo país. Ainda comecei a ver algo francês, mas estava a ser demasiado tonto. Não que este tenha muito mais sumo, mas a Coreia que não é do outro do cabelo tinha créditos para gastar.

Este é muito mais simples que o anterior. É uma comédia romântica básica, se bem que com alguns princípios que não funcionam. No fundo, um homem farta-se da esposa pouco tempo depois da fase lua-de-mel. A mulher tornou-se muito irritante. Não se cala nem por nada. Segue-o para qualquer canto da casa. Obriga-o a comer até não conseguir mais. A p#$@. Não aguenta, só que é um panhonha e não sabe acabar a relação. Contrata então um casanova para seduzir a mulher, ao mesmo tempo que arranja-lhe um emprego numa rádio local. (À mulher, não ao casanova, entenda-se.) Sentindo-se realizada profissionalmente e atraente outra vez, a moça deixa de ser tão irritante e muda da noite para o dia. Esta é a parte que não consigo engolir. O homem arrepende-se e bla bla bla...

Não entendo o humor sul coreano.

Snowpiercer

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No meio de tanta coisa, no meio de tanto lixo visto, por vezes dá-se o caso de encontrar algo não esperado. Algo bom, que faz com que todo o lixo valha a pena, se o objectivo for chegar aqui. Acontece mais que uma vez ser algo que não sabia existir. As minhas melhores experiências cinematográficas são quase sempre à base do desconhecido. É a melhor forma, embora a mais difícil.

Da Coreia do Sul vem algo que só é ficção científica por detalhes. No fundo é uma história humana, de necessidades e sobrevivência. É um caso extremo que poderá ser apenas equiparado a uma «realidade» prisional. O mundo está destruído. Arrefeceu ao ponto dos únicos sobreviventes serem forçados a viver num comboio em andamento constante, à volta do mundo. Como não podia deixar de ser, nestas coisas de futuros apocalípticos, existem classes muito distintas de ricos e pobres, sob uma máscara de equilíbrio, notoriamente mais favorável a uns que outros.

Dizer mais é estragar o filme. O melhor é mesmo ver um dos melhores de 2013.

Alex Cross

pior
que
mau

Péssimas representações. Algumas escolhas são só más, mas há aqui gente que sabe representar, mas que o faz pessimamente em quase duas horas. Sim, quase duas horas de maus actores, má representação e uma história que está muito mal contada. O problema maior será ter Perry como protagonista. Não faz nenhum sentido e acaba por ser muito irritante. A única possibilidade de justificar tão mau exercício é que ele pagou o filme, para poder entrar. E fizeram quase todas as cenas numa só tentativa, sem qualquer tipo de ensaio. É a única justificação.

sexta-feira, março 28, 2014

47 Ronin

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O Keanu está decidido a ficar por terras do oriente.

Dizem que saber desta história é conhecer o Japão, a essência do país. Devo dizer que foi a viagem mais barata a um país estrangeiro que alguma vez pensei fazer.  

47 Ronin é uma adaptação duma adaptação, duma adaptação, duma lenda/história mui antiga. Pior, é uma versão americana duma história japonesa. Como tal é exagerado até ao possível de ser exagerado. O filme custou quase duzentos milhões. Tudo porque meteram uma data de japoneses a falar inglês. Quantos takes terão feito por cena? Quatrocentos? Mil?

Bonito e com boas cenas de acção, há algo que falha. Não consigo apontar o dedo a nada específico, mas sinto um vazio.

domingo, março 23, 2014

The Secret Life of Walter Mitty

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Estive muito perto de catalogar como fantasia. Porque há demasiados momentos que são apenas isso. O facto dum total totó, que não vive, ter um passaporte válido... só isso dava pano para mangas. E não é a parte mais rebuscada.

Sonhar acordado. Não sei o que seja. Será algo reservado a quem não estará contente com a vida. Ou que simplesmente deseje algo que não tem. Não creio que alguma vez tenha acontecido, por experiência pessoal.

Que fique bem claro que o parágrafo acima era ironia. Enquanto escrevia este post fantasiei que escrevia um post incrível, completamente diferente, que iria catapultar-me para o sucesso da análise cinematográfica e da escrita em blogosfera.

La Vie d'Adèle - Chapitres 1 et 2

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Sei que o títudo diz que é a vida da Adèle, mas era preciso mostrarem tooooda a vida da rapariga. Atenção, sou grande fã de ver uma miúda gira a tomar banho, mas não lhe chamo arte cinematográfica. A miúda então chama-lhe outra coisa completamente diferente. Isto também porque foi apanhada de surpresa quando me descobriu.

Houve uma parte do filme que deu-me um gozo tremendo, tenho que admitir. Adorei ver uma mulher a lidar com as indecisões doutra mulher. Logo ao início, enquanto ainda não tinha certezas sobre a sua sexualidade, Adèle é beijada por uma miúda, colega de escola. No dia seguinte, à boa maneira feminina, a miúda diz não quando antes tinha dito sim. Sem qualquer motivo, insinuando que a situação era mais que clara.

Não. Não era. Nunca é. Esta é a maravilhosa essência das mulheres, que com ela enlouquecem os homens há milhares de anos. E sim, adorei ver uma mulher do outro lado da equação, a lidar com a loucura que é a lógica feminina.

Gostei também das cenas de sexo. Totalmente gratuitas e despropositas. Belíssimas, mesmo assim.

sábado, março 22, 2014

Quartet

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Velhos. Muitos velhos. Uma data de velhos. Ainda para mais, velhos que passaram a vida a cantar. Alguns deles ópera. Não foi um visionamento fácil. Ajudou ter um dos velhos a ter piada. Muito rebarbado, mas com algum nível. Ajuda sempre ver Maggie Smith a ser mau feitio. Tenho-lhe respeito. Ajudou uma ou outra boa interpretação. Já quando começaram a cantar...

The Hustler

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- I love you.
- Do you need the words?
- Yes, I need them very much. If you ever say them, I'll never let you take them back.


Dou como desafio listar cinco coisas mais cool que uma sala de snooker, cheia de fumo. Preferencialmente uma cave, embora cada vez haja menos. Pouca iluminação. Decoração simples, se alguma. Um bar manhoso no canto. Convém as mesas terem qualidade e não ser aquele pano fajuto, ou ter pedaços a menos. Tem que ter classe, senão não é a mesma coisa. Se juntarmos a isso Newman, então filme mais cool não poderá haver.

quarta-feira, março 19, 2014

Man of Tai Chi

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Keanu Reeves armou-se em realizador e a coisa correu-lhe... mais ou menos. Não imagino que tenha rendido muito em termos financeiros. Em termos de exercício de realização tem alguns pormenores aprazíveis, não mais que isso. As lutas serão a melhor parte. Não incrivelmente bem feitas, mas interpretadas ao milímetro, bem orquestradas. Ou seja, existiu criatividade, por muito que haja momentos em que parecem lentas. A história está longe de ser original, mas não peca por estar mal contada. No seu geral, não foi um mau primeiro exercício. A questão maior será: haverá segundo?

terça-feira, março 18, 2014

Le Week-end

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Um casal regressa a Paris, 30 anos depois da lua-de-mel lá passada. Muita coisa mudou. Os gostos e as necessidades não são os mesmos. Sinal disso é não quererem ficar no mesmo quarto, no mesmo hotel. Outros hábitos tendem a voltar. Por muito que as pessoas cresçam, há coisas que gostam e gostarão sempre de fazer, por muito que sejam erradas. Como jantar e fugir sem pagar a conta. Ou beber uns copos. Ou fumar umas. O fim-de-semana leva a muita conversa, alguma dedicação, um número de revelações e acusações, demasiada tentativa de ciúme e picanço. Tudo para provar o amor que ainda têm um pelo outro... mesmo 30 anos depois.