quinta-feira, julho 03, 2014

Beavis and Butt-Head Do America


Na mesma lógica de South Park, há uns tempos atrás, estou a ver a série. Não tinha como não passar pelo filme. Nem queria.

Sobre a série falarei atempadamente. Sobre o filme posso adiantar que nos idos tempos de um nove e noventa e seis, na primeira vez que fui aos Estados Unidos, tirei fotos a muitas coisas parvas. Graças a dEUS tenho uns pais que sempre alimentaram (pagaram, entenda-se) as minhas idiotices. Sabiam lá eles que fotografias estavam a pagar para revelar. Uma coisa é certa... Ou melhor, duas coisas são certas. Uma: decididamente não era o fotógrafo na família. Duas: tenho uma foto do cartaz deste filme, em pleno Times Square. Não se vê mais nada à volta. Era noite e só se vê o cartaz retro-iluminado. Volto a referir o primeiro ponto que indiquei, umas frases mais atrás. O filme estava a sair. Ainda ia demorar a chegar cá. Essas coisas das internetes e descarregamentos ainda não havia nada.

Acho que é uma boa história, muito condizente com a temática desta poderosa película.

Para finalizar:
Mr. Van Driessen - This could be a really positive experience for you guys. There's a wonderful and exciting world out there when we discover that we don't need TV to entertain us.
Butt-Head - He said anus. Uh huh huh huh...
Beavis - Entertain us... anus. Oh, yeah.
Mr. Van Driessen - Have you guys heard a word I've said?
Butt-Head - Uh, yeah. Anus.

Eat your heart out, Shakespeare.

terça-feira, julho 01, 2014

Clockwatchers


Já não me recordava desta moda dos anos 90 de satirizar o trabalho de escritório. Saíram umas quantas «comédias» marcantes, na altura, que obrigavam a repensar certos estilos de vida. No fundo era pessoal criativo a criticar o mundano dum escritório, mascarando banalidades com uma cobertura de profundidade. Hoje em dia é um pouco ridículo, mas marcou uma data de gente, incentivando-as a seguir os sonhos. Arriscaria a dizer que nem todos os alcançaram.

Numa análise simples, Clockwatchers é sobre quatro raparigas a fazerem trabalho temporário (hoje em dia conhecidas como «estagiárias»). Passam o tempo a olhar para o relógio, à espera que chegue a hora de saída.

Não sei o que seja. Nunca na vida fiz tal coisa.

domingo, junho 29, 2014

Rio 2

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Enquanto toda a gente vê futebol humano, eu vejo pássaros animados a jogar futebol. Ainda para mais, no mesmo país onde os outros estão a jogar. Em situação normal até estaria a ver o futebol humano, mas não tendo por quem torcer torna-se mais complicado.

Este jogo que vi teve as suas nuances. Não é no relvado. É pelo ar. Ou não fossem pássaros. E estranhamente acabei por ficar contente com a vitória dos «maus da fita». Imagino que por serem vermelhos. Mesmo em ficção animada sou incapaz de torcer por azuis.

Tirando este momento mais «emociante», por muito que previsível, o resto do filme não tem muitos pormenores que agarrem. Foi uma sequela «tirada a ferros» apenas e só porque o primeiro acabou por ter sucesso.

sábado, junho 21, 2014

Neighbors

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E na sequência de comédias que se vêem, temos Neighbors. A história está toda no trailer. Não há muito mais, se bem que tem um ou outro momento mais. No fundo é ver isto e também não ter vontade de crescer. A diferença é que eles são estrelas cheias de dinheiro, e eu sou um pé rapado.

Foi engraçada a parte de terem convidado outros grupos cómicos para aparecer em cenas soltas.

Blended

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Pus-me a pensar. Este será o terceiro filme que Sandler e Barrymore fazem juntos. (Isto assim em contas muito por alto.) Que estão a tentar fazer? É verdade que qualquer um deles teve a sua piada. O Wedding Singer talvez seja o melhor... porque acredito não ser produção Sandler. Desde então que são este casal de filmes, que não gostam um do outro mas afinal gostam muito. Pior, está a haver uma evolução. No primeiro era uma relação de 20s. Depois foi uma relação de 30s. Nesta relação já estão cheios de filhos.

Não que seja desprovido dos seus momentos lúdicos. Blended tem uma piada fixe, aqui ou ali. Envolve uma data de outras pessoas com alguma piada... E estava a tentar pensar num outro ponto para fechar, mas não o tenho. Não é horrível. Não é brilhante. Vê-se.

segunda-feira, junho 16, 2014

Edge of Tomorrow

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E o blockbuster do Verão é...

É fácil descrever Edge of Tomorrow. É uma mistura de Groundhog Day com Starship Troopers. É isso e uma pitada mais de coisas soltas de outros sítios, tudo bem misturado. Mas desengane-se quem posso estar à espera duma receita que não americana, apesar da espada a lembrar outros estilos mais orientais. Quando se vai ver um filme com o Tom Cruise, deve sempre esperar-se algo bem ao estilo da US of A.

A história, apesar de perceber-se quase toda no trailer, está contada a bom ritmo. E o último terço faz-nos ficar agarrados ao lugar, ironicamente sem saber que vai acontecer. Convém, como é óbvio, gostar de ficção científica, de «filmes pipoca», e não odiar Cruise. Dá jeito.

...Edge of Tomorrow... até ver.

domingo, junho 15, 2014

Machete Kills

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Get the fuck off that man. He just saved the world's ass.

Dia quente, vendo um filme tonto, mas divertido, ao longo de várias horas. Teve bastantes intervalos para ver bola, comer, renhonhar e até mesmo ler BD. Continuo a dizer que é filme para ser visto em grupo. Mesmo em dia de relaxe, podia ter sido melhor.

sexta-feira, junho 13, 2014

The Grand Budapest Hotel

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A fórmula é mais ou menos a mesma. Gostei mais deste que do último. Pensei que fosse pela falta dum dos irmãos Wilson na escrita. Este também não conta com a sua participação. Porque terei preferido este? Maior empatia com o elenco principal? Fiennes está genial e o rapaz assistente também. Maior apreço pela história? Gosto dum bom enredo cómico-trágico.

Não sei. Sei que voltei a achar bastante piada a um filme Wes Anderson.

Frances Ha

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Frances quer coisas na vida que dificilmente terá direito. Não tem pouso certo, anda sempre de casa partilhada em casa partilhada. Não quer crescer e ser adulta. Não está interessada em relações. Vê os amigos a casar e a ter filhos. É inconveniente em eventos sociais. Não sabe estar. É divertida, mas maior parte das pessoas começam a vê-la como imatura. Não percebe ou não quer perceber maior parte das dicas. Toma decisões erradas e impetuosas. Tem mau timing. As coisas não lhe correm de feição.

Ya, não consigo relacionar-me com esta personagem.

quarta-feira, junho 11, 2014

Jack Ryan: Shadow Recruit

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O Captain Kirk trabalha para a CIA e anda com a Keira Knightley. Estas ocorrências não estão directamente relacionadas (embora para mim apenas fará sentido andar com a dita como missão mui secreta). O que é certo é que uma acaba por afectar a outra. Knightley não sabe que Kirk trabalha na CIA, o que dificulta um pouco a relação, a confiança, bla bla e mais umas palavras recorrentes no vocabulário feminino. Kirk é um agente de secretária, esperto e especialista em economia (uma parte de mim morreu ao saber esta parte). A viagem à Rússia é a primeira missão no terreno. Vai contrariado. Knightley vai atrás. Desconfia que a anda a trair. Fica aliviada quando descobre a verdade (que miúda tão estranha). Tão aliviada, aliás, que voluntaria-se para ser objecto de assédio do mau da fita, enquanto o namorado faz cenas quase impossíveis, quase na totalidade furtuitas.

Aqui pensei: credo, a CIA não tem agentes femininos na Rússia. Tsc! Esta crise...

Estão eles a jantar com o malandro do Kenneth Branagh (não só vilão, como realizador!) e às tantas lembram-se de filmar Gemma Chan, agente da CIA. Faz parte da equipa. Está numa carrinha, a ouvir a conversa.

(...)

Não podia ter ido ela? Tinha que ser uma médica americana com ZERO experiência. Não só de agente, mas de mulher também. Se há algo que não me convence é Knightley a ser sensual. Mais facilmente acredito que seja uma extraterreste (e fará então sentido andar com o Kirk), do que ser capaz do que acabou por fazer.

Como se não fosse grave o suficiente, a primeira cena de acção decorre ao minuto 30. Escusado será dizer que não antevejo próximo episódio deste personagem tão cedo.

terça-feira, junho 10, 2014

A Long Way Down

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Quatro pessoas encontram-se num edifício, na passagem de ano. Encontram-se por acaso. Todos têm o mesmo objectivo. Não o combinaram. Não se conheciam antes dessa noite. O edifício é «famoso» por ser um local preferido de suicidas. A passagem de ano também é «famosa» por isso. Todos os quatro tentam-no nessa noite. E todos os quatro acabam por não o fazer, muito por culpa uns dos outros. Acabam sim por formar um «pacto de de não-suicídio», pelo menos até ao dia dos namorados.

Quando li o livro, há demasiado tempo atrás, achei a premissa genial. O desenvolvimento nem por isso. E sim, terei achado errado não fazerem um filme com base nesta história. Embora naquela altura já tivesse noção que nem todo o livro deve/consegue ser adaptado. Talvez estivessem à espera deste eleco que, tenho que admitir, é de sonho.

Também achei estranho o acesso fácil a um edifício assim, com estas «características». Mas isso já será toda uma outra conversa.

Cuban Fury

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Ainda se fazem filmes destes. Uau! Ainda é possível conquistar uma mulher (provando o valor enquanto homem, ao mesmo tempo), através do poder da dança? E aquele número final, hein? Nunca dançaram juntos, mas conseguiram fazer toda a coreografia.

Se formos honestos, o verdadeiro talento na família é a irmã. Ora vejamos:
- O irmão era o maior talento, enquanto adolescente. Só que desistiu, para nunca mais dançar durante 25 anos. Tornou-se mole e gordo. Precisou de aulas para iniciantes e um puxão de orelhas, para voltar a ser o que era.
- A irmã tornou-se empregada de bar e não treinou um segundo, até voltar a dançar com o irmão, fazendo um enorme brilharete. E isto com bebidas antes e depois.

Porque é que o filme não é acerca da irmã? Podia ser uma salsa lesbiana. Eu pagava para ver. Aliás, acho que nem preciso de pagar. Vou ver se o arranjo na Net.

segunda-feira, junho 09, 2014

Rush

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Apeteceu-me ver algo que não me fizesse pensar. Nada como ver pessoas a andarem muitas vezes às voltas, muitas vezes, muito depressa.

Resta apenas reclamar com três coisas:
- Nunca pensei que uma rivalidade entre um austríaco e um britânico fosse tão... americana.
- Tudo o que é preciso para ser idolatrado e adorado é quase morrer num acidente, ficando queimado no processo.
- Só encontrei um póster, em francês, com Lauda e Hunt lado a lado. Em todos os outros, Lauda está sempre atrás, por muito que tenha sido mais vezes vencedor, seja o nome mais conhecido ou a grande referência do filme. A mim foi muitas vezes vendido como «a história de Lauda». Só serve para provar que o público gosta mais dum bon vivant do que de um gajo certinho.

domingo, junho 08, 2014

The Hobbit: The Desolation of Smaug

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Nunca pensei estar tão desligado duma trilogia deste tipo. Não pretendo continuar a lamúria. É só uma questão que continua a chocar-me.

Foquemo-nos antes nos aspectos positivos. Temos, em grande destaque, Evangeline Lilly ruiva. Como se não fosse bom o suficiente só aparecer, ainda a colocam mais fogosa. Outros aspectos positivos são...

(...)

Os (mesmos) efeitos especiais?

O Smaug está muito bom. Pelo menos em ecrã pequeno. Imagino que no grande tenha sido uma excelente experiência. E este filme é mais interessante, como são todos as primeiras sequelas de trilogias. Os personagens e enredo são apresentados no primeiro. Fica só a acção. E aqui há muita para se ver. Incluindo um Legolas (estava no livro?) a fazer equilíbrio em cima de dois dwarves dentro de barris, no meio do rio com bastante corrente.

Este segundo vê-se melhor, assim que se entra na história (os primeiros 20 minutos ainda são lentos). Ajudará não ter cantorias, claro. Quanto tempo demorarei a ver o terceiro? O suficiente para esquecer tudos dos dois primeiros?

sábado, junho 07, 2014

300: Rise of an Empire

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[Artemisia's] ferocity bested only by her beauty. Her beauty matched only by her devotion to her king.

Numas cenas mais tarde, a «beleza» de Artemisia subiu alguns pontos. Sim, foi na cena de sexo com o outro. Mas até lá, se a sua devoção estava ao nível da beleza, poder-se-ia dizer que a mulher... simpatizava com o rei, vá.

Outra boa referência: «You've come a long way to stroke your cock whilst watching real men train.» Por incrível que possa parecer, foi uma mulher a dizê-lo. Claro que é a personagem de Lena Headey. Só há duas mulheres em todo o elenco! Em todo o caso, seria de presumir que um homem poderia dizê-lo. Para além de ser um elenco quase na totalidade à base de (excesso) de testosterona, há o factor gayness, muito inerente a ambos os filmes. Por muito que tente evitar os tópicos abordados por todos, é difícil contornar a falta de armadura em momentos de batalha. Ou mesmo fora desta. Houve  alguns períodos em que arrepiei-me de frio, por empatia.

A sério, pessoal. Uma t-shirt era assim tão cara para a aqueles lados, nestes tempos?

sexta-feira, junho 06, 2014

RoboCop

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Não sendo fã máximo do original, não poderei fazer uma devida análise do remake. Enquanto filme por si só, posso falar dum bom elenco de apoio a uma escolha principal fraca que, para mais, acabou por ser mal aproveitado. Posso dizer que nada ficou na retina. Tirando as cenas de tiros. Essas estavam fixes. A de teste e a do confronto com o gangue do vilão que o matou. Muito bom tiroteio, ou não fosse realizado por uma pessoa muito específica, habituada a este tipo de cenas. A Abbie Cornish merece sempre algum destaque, mas neste caso apenas e só por ser ela. E Jackie Earle Haley não me convence como vilão de acção. Vilão, sim. Tem o ar certo para um vilão muito fuinha. Não tem corpo para vilão de acção. Um vilão desta estirpe tem que ser maior que o herói. Esse é o desafio.

Posto tudo isto, quando acabar de publicar este mísero texto, o mais provável é já ter esquecido que vi o filme.

A Million Ways to Die in the West

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O poder de Seth MacFarlane começa a assustar-me. Que faça tontices como o Ted, com uma data de b-listers, ainda é aceitável. Aqui MacFarlane faz um filme num género morto (western), porque sim, e, «juntando o insulto à lesão», tem uma data de nomes sonantes no elenco. Com a especial agravante que - qual ego do tamanho do mundo -, coloca-se no papel principal. Ele, que em nada terá representado. Às tantas poderei estar a ser injusto. Se calhar está farto de representar em coisas obscuras (vulgo «peças na Broadway e afins»). E sim, acedo que dar voz a personagens animados seja uma espécie de representação. Mesmo assim. Continuo a achar que usou do seu poder para comer-se um bocadinho com a Charlize Theron. Percebo, claro. Como percebo o encanto de a meter a dizer asneiras e ordinarices a torto e a direito. Tomemos como exemplo a frase que aqui parafraseio: «Yeah I'm a little cocky, but I've got great tits.» É lindo, engraçado e, saindo daquela boca perfeita, por demais encantador.

Analisado friamente o filme, confirma-se que é engraçado. O primeiro terço em que quase faz jus ao nome, mostrando uma data de maneiras como uma pessoa poderia morrer naquele Oeste, é hilariante. Mais as bocas ordinárias para trás e para a frente. Mais a relação do Ribisi com a prostituta Silverman (não é um insulto, é o papel que faz). Gostei de tudo isso mas, mesmo assim, prefiro o Ted.

Vale também muito pela interpretação do Ryan Reynolds. O Ewan McGregor está muito bem, mas Reynolds merecerá um Óscar.

segunda-feira, maio 26, 2014

X-Men: Days of Future Past

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Continuo muito baralhado, confuso, dividido. Não sei que achar deste filme. Mesmo depois de o ter visto. Estive assim desde o início. Desde que foi anunciado, até agora, passando por todos os teasers, trailers, imagens, páginas criadas, histórias, entrevistas, etc. Não acompanhei toda a respectiva campanha publicitária, mas ainda vi mais do que o usual. E fiquei sempre na mesma: será que é bom ou mau?

A partir daqui há [SPOILERS]!

X-Men: Days of Future Past serve um grande, magnífico propósito: apaga o crime que foi o terceiro. Acima de tudo, serve para isso. É a enorme vantagem deste filme existir. Apagou a parte da história que matou o franchise. Pelo meio dão-nos muita conversa e alguma acção. Quase toda já conhecida dos trailers e afins. Temos aqui um grande sinal mais, assim como um sinal menos. | Como outro sinal menos há as constantes liberdades que se tomam com os poderes dos personagens. OK, sim, é um mundo de fantasia, onde pessoas fazem coisas impossíveis. Mas não fazem tudo ao mesmo tempo. O Magneto controla metal, mas não altera programação em robôs. A Shadowcat esteve envolvida no processo de enviar uma consciência para o passado, mas desde quando é que os poderes dela estão perto de conseguir fazer isso por outros? O Wolverine sobreviver a horas debaixo de água está muito no limite. E depois temos a Mystique, que na BD tem também poderes regenerativos, mas no filme passou metade do tempo a coxear por causa duma ferida de bala. | Acabei por gostar de alguns dos actores que pareciam ter sido mal escolhidos para alguns personagens. Ênfase no «alguns». Em especial os das cenas do futuro pareciam (e foram) muito fracos. | Sinal mais: a narrativa é competente. Há erros. Muitos nem terei detectado. À primeira vista não estragam o filme. | Outro sinal muito positivo é terem conseguido ter quase toda a gente. Maior parte dos que participaram nos primeiros três (dois) e nos novos. Pena que tenham despachado alguns personagens entre a primeira prequela e esta. Sei que há muitos mutantes a explorar, mas vamos não fazer parecer uma porta giratória, OK? | Há bons pormenores de caracterização da década de 70... e depois há coisas clamorosas que não existiam naquela altura. | Foi claro o que quiseram fazer com o passado. Ainda não é nada claro o que querem fazer com o futuro do franchise.

Talvez esteja mal habituado com os outros filmes, mais trabalhados e não tão carregados com erros do passado. Talvez gostasse logo à cabeça deste, se os outros não existissem. Não sei. Só sei que não consigo decidir-me. Saí entretido da sala de cinema, mas não convencido a 100%. Achei demasiados momentos chatos, com conversa a mais. Achei que houve pouca acção. Mas continuo a achar que não está mau. Nada mesmo.

Não consigo apaixonar-me outra vez pelos mutantes. Vou ver mais uma vez a cena do Nightcrawler na Casa Branca, do 2. Pode ser que ajude.

quinta-feira, maio 22, 2014

Winter's Tale

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Eles brincam no póster com a conversa de não ser uma história verdadeira. Confesso que ando um pouco escaldado com Hollywood e a sua falta de imaginação. Mesmo esta história de anjos, demónios, amores eternos e milagres... Temi que, mesmo assim, ainda se lembrassem de insinuar que seria baseada em factos reais.

Winter's Tale baralhou-me por causa de Colin Farrell. Aqui temos um bad boy a fazer uma suposta história de amor. Mais, uma fantasia. A não ser que fosse o mau da fita, o perfil não encaixava. Lá se percebe. Farrell é um ladrão. Tem bom coração, mas não deixa de ter pertencido a um grupo de meliantes. Aceito uma história de redenção. Não aceitaria uma história em que fosse o bom da fita puro.

O filme é esperançoso e um pouco lamechas. Não para toda a gente, por muito que apareça uma ruiva meio despida.

Paulette

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Se se fala e procura empreendorismo, não será necessário olhar para muito além deste exemplo. Uma velhota, sem dinheiro para pagar as contas, vê uma oportunidade de negócio na venda de haxixe. Recusa-se a vender drogas pesadas ou vender qualquer coisa a miúdos novos. Mas ao ver a procura, a velha tratou de providenciar a oferta. Com ela leva as amigas, porque qualquer bom negócio tende a crescer. Aumentou o cardápio. Procurou sócios à altura. Soube tratar do seu próprio marketing. A única chatice é a ilegalidade da coisa, que a obriga a lidar com gente de reputação duvidosa. O que é certo é que Paulette prosperou.

E tirar daqui algumas ilações, não?

quarta-feira, maio 21, 2014

Better Living Through Chemistry

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Quanto tempo demora alguém a escolher Sam Rockwell para o papel de drogadeco? Um minuto? 30 segundos? 10? Não que seja um brilhante actor a fazê-lo, embora o faça muito bem. É só porque poupa-se imenso em maquilhagem e iluminação. É só metê-lo em frente à câmara.

Para que ninguém vá ao engano, embora imagino que apenas uma ou duas pessoas veja este filme, Ray Liotta e Jane Fonda devem aparecer um total de dez minutos neste filme. Fonda ainda faz a voz off, vá-se lá perceber porquê, mas em cena aparece apenas uma vez. Já Wilde tem algum tempo em cena e é bom de se ver.

Ride Along

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Ride Along é assim tão parvo como se poderá pensar. Contudo, há duas vantagens na sua existência. O género buddy cop movie continua vivo, o que é de enaltecer. Por muito que a qualidade não abunde. E aqui podemos finalmente ver a briga entre John Leguizamo e Ice Cube, que será o concretizar de um sonho de qualquer verdadeiro apreciador da sétima arte.

terça-feira, maio 20, 2014

The Black Balloon

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Continuo com filmes pesados.

Neste caso temos uma família que lida com o autismo de um dos filhos... para além de mais alguns problemas com os outros membros. Tudo é difícil para todos, mas aqui o ênfase é dado às agruras do irmão. A família acabou de mudar-se para uma cidade nova. Têm que lidar com toda a discriminação que advém duma data de gente nova a ser confrontada com um miúdo que não age como os outros.

O filme tem algum interesse, mas aprende-se pouco. OK, não se pode deixar um adolescente sozinho, que começa logo a brincar com a pilinha. Não me parece grande descoberta.

Mr. Morgan's Last Love

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A carga emocional e ramificações psicológicas tornam o filme tão denso, que basta a caixa do DVD para abrir a cabeça a uma pessoa. E não falo metaforicamente. Estudantes de psicologia deviam fazer teses, só com base neste filme.

Há uma parte totalmente inacreditável. Não falo do Caine poder ter hipótese com uma francesa nova e bonita. Não. Essa parte é credível porque Caine é o maior. Mesmo em velho. Nem falo do salário incrível que um professor americano deve ter, para poder reformar-se em Paris, tendo casa num dos melhores bairros, para além de outra de férias, num sítio que não parecia ser «modesto». Não. A parte absurda foi mesmo o «sotaque americano» de Caine. Respeito-o muito enquanto actor. Admiro-o e invejo-o enquanto homem. Poucos são os que chegam a esta idade com tanta classe. Mas ele não é capaz de fazer um sotaque convincente nem que lhe apontem uma francesa bonita à cabeça. Só meia hora dentro do filme é que percebi que o seu personagem não era britânico. Quase que parei, para poder procurar uma explicação plausível algures nos meandros da Internet.

Fora isso, é sempre um prazer ver a Scully.

segunda-feira, maio 19, 2014

The Lego Movie

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«Que mamadice!»

Concordo em absoluto. Este é um daqueles filmes que já está no limite do que é possível apreender pela minha geração. Só ainda não foi passado esse limite porque, apesar de tudo, foi feito por pessoal não muito longe da minha idade. O tom acelerado poderá advir de narcóticos brancos, mas também poderá ser só de pessoal muito activo. Continuo a perceber maior parte das referências, o que faz-me sentir não muito velho. E só não reclamo e tento baixar-lhe as rotações porque houve um pormenor delicioso. Também eu tive um boneco espacial com aquela ligação do capacete partida. Por um lado fico triste porque deixo de sentir-me único. Por outro lado deu-me gozo relembrar esse pequeno detalhe, há muito esquecido.

Agora tenho que tentar não sonhar com um milhão de coisas a acontecer ao mesmo tempo, com pequenas peças de várias cores a voar por toda a parte.

Não vai ser fácil.

domingo, maio 18, 2014

About Last Night

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Raios! Acabei de ver um remake. Ainda por cima é um remake que refere o filme original a meio. Aparece uma cena e tudo. Eu estranhei ambos os personagens principais gostarem dum filme dos anos 80 interpretado pelo Rob Lowe e a Demi Moore. Ainda para mais sendo um filme que saiu quando os personagens não deveriam ter mais de 6 anos. Só que não liguei. Claro que não liguei. Fiz o habitual desligar de cérebro e agora sinto-me sujo. Usado. Enganado.

Não foi para isto que comecei um blogue onde não digo nada com jeito sobre filmes que vejo.

sábado, maio 17, 2014

The Monuments Men

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Quando soube da existência deste filme fiquei muito entusiasmado. Basta o elenco para justificar a reacção. Não cumpriu com a percepção inicial. Só vi agora, mas apercebi-me na altura que não seria assim tão bom. Descubro agora porquê.

Monuments Men tenta ser o Ocean's Eleven na Segunda Guerra Mundial. Só que é impossível uma coisa ser a outra. Porque um é um filme castiço e o outro é um conjunto de nerds a salvar arte no meio duma guerra. Não lhes tiro mérito. Dois homens deram a vida pelas suas convicções. Só que...

segunda-feira, maio 05, 2014

The Amazing Spider-Man 2

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Principal lição que aprendi: cair num «aquário» de enguias assassinas corrige defeitos na dentição. E dá poderes mais ou menos incompreensíveis. Mas acima de tudo a cena dos dentes. É o essencial.

O primeiro impacto foi que não gostei. Poderá ser embirração, mas sinto que tive demasiado momentos de questionar coisas. Porquê isto? Porquê aquilo? Fui tentando fazer uma lista mental de todos estes momentos. Eram demasiados e tornou-se impossível lembrar-me de todos. Preocupei-me em não esquecer o dos dentes. Não será o pior, mas foi dos primeiros (senão mesmo o primeiro), e é um não-spoiler. Tudo o resto revelará demasiado a quem não viu e quer ver.

Independentemente de ter ou não gostado (à primeira vista é não, mas deixemos passar mais algum tempo), dou um grande desconto aos criadores desta nova versão do herói aracnídeo. Não, não estão a fazer um trabalho nada de especial, ainda por cima se tivermos em conta o que anda a fazer a concorrência, mas admito que não era uma tarefa fácil. Revitalizar um franchise mal trabalho de início e, ainda por cima, morto, estava longe de ser uma tarefa fácil. E não digo que seria capaz de fazer melhor... mas espero melhor de quem tem como profissão fazer filmes.

Acabo com o positivo desta sequela:
- a química entre os dois personagens principais;
- a acção, por muito que comece a ser demasiado CGI, misturado com o humor reconhecido no personagem;
- a cena que todos esperávamos.

Este último ponto tenho que admitir que foi muito bem feito. Tudo até chegar ali é disparatado e apressado. A cena em si teve o impacto que lhe era devida.

domingo, maio 04, 2014

Walk of Shame

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Estes gajos de Hollywood são uns oportunistas. Aproveitaram uma frase que se tornou popular nos últimos anos, juntaram-lhe o gosto das pessoas por fails de notícias (incluo-me claramente neste grupo) e a falta de privacidade que existe hoje em dia, derivado das redes sociais, para fazer um filme.

Coitadas das moças, que hoje em dia não podem ter uma noite mais solta e são logo denunciadas a meio mundo. Neste caso foi a Elizabeth Banks que, por muito que tente preservar a sua boa imagem enquanto pivô de noticiário, acabou por ser quase apanhada de todas as formas e feitios, a ir para casa depois duma noite de... Bem, digamos que foi de «costumes duvidosos». Soltou a franga, vá. Deixem lá a pobre moça em paz. Lá porque fez amigos com traficantes, parecia uma prostituta ou importunou uma data de judeus religiosos, não quer dizer que não consiga fazer bem o seu trabalho.

quinta-feira, maio 01, 2014

No se Aceptan Devoluciones

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Tenta ser uma comédia com interesse humano. A escolha de actor principal coloca muitas dúvidas sobre a intenção. Parece ser um palhacito de comédia. Será muito famoso no México e terá viabilizado o projecto, mas não deixa de tirar alguma credibilidade. Não ajudará ainda os toques pirosos mexicanos. Por muito que tentem fazer algo hollywoodesco, há sempre ali aquele «pormenor de poncho» a lembrar as origens. 

A história é simpática e teve um desenrolar simples e eficaz. No final saltam alguns passos, mas não incomoda muito. É um filme que se vê bem, mas não percebo o alarido que levou-me a vê-lo. Foi-me vendido como um grande filme mexicano. Meh!