sábado, fevereiro 09, 2008

Venus

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Queriam dar um Óscar ao Peter O'Toole por conspurcar uma jovem moçoila?!
Sim, senhora! Hollywood anda a evoluir.

O cavalheiro está em grande. Só não sei é se se respeita o trabalho devido ao que o homem fez, ou se se respeita a representação por aquilo que é, um velho com fragilidades e necessidades. Há aquela parte em nós que se assusta com este tipo de coisas e ao ver o Peter, com dignidade, envelhecido, algo derrotado, mas persistente ao ponto do desespero... sim, é contraditório, bem sei, mas dá para ver estes momentos ao longo do filme... fica um toque de respeito.

A moça... a moça vai crescendo ao longo do filme. Como aliás é suposto.
Começa como adolescente irritante britânica, com aquela maneira de falar de engolir as letras e aglomerar palavras.
Passa por uma fase de mitra idiota, que só pensa nela, aproveitando-se da situação.
Acaba em cena de redenção.

Só me assustou quando andava de mini-saia (por mini, entenda-se cinto!), à noite, de dia, com toda a gente quase com mantas em cima e ela só com aquilo.
Ou era um pinguim ou um urso polar disfarçada, ou então não sei.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Cloverfield

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Para o caso de haver dúvidas... Sim, tenho estado de luto!

Permitam-me começar por dizer que o Cloverfield KICKS ASS!!!!!!!!!

Que coisa maravilhosa.
O conceito, ou uma parte dele, não é novidade. O contar duma invasão extraterrestre (seriam extraterrestres?) do ponto de vista de um comum, banal personagem que em nada contribuiu para lutar contra os maravilhosos bichos estranhos, gigantescos, soberbos... e já me estou a perder um bocado... são tão lindos!...
No entanto, enquanto o Signs passava mais pelo tentar fugir da acção principal, em Cloverfield nós estamos BEEEEEEEM no meio da coisa.

hihihi

Não posso adiantar muito mais. Seria estragar a magnífica experiência. Há umas quantas notas importantes, contudo:
- NÃO SE ATREVAM a sacar isto. Sei que é estranho, vindo da minha pessoa, mas ou têm um sistema de projecção estonteante em casa (e se têm, porque é que ainda não fui convidado a ver filmes?!) ou então é OBRIGATÓRIO ir ver isto ao cinema. Não acabar de ver o filme, todo zonzo, com uma bela dor de cabeça, é não ver o filme de todo.
- Para quem tem medo de andar de metro... talvez seja melhor fechar os olhos a certa altura.
- E, finalmente - e atenção que aqui há um pequeno SPOILER - não há mais filme NENHUM no mundo, onde saibamos qual é a sensação (mais ou menos, dentros dos possíveis, claro) de ser comido vivo por um alienígena gigantesco!! E provavelmente com mau hálito.

Para finalizar, a minha mágoa.
Estavam dois putos na sala de cinema. Como os invejo. É que para eles, isto vai ser um filme absolutamente marcante, como para mim foram outros. Cloverfield deixou-me histérico, sim, mas daqui a três semanas já nem me lembro dele.
Fico triste por isso. Claro está, que mais triste fico por vocês, que em vez de irem ver o filme, estão a ler estas patetices.
Coitaditos!

terça-feira, janeiro 22, 2008

Intervalo 5 - Cenas de Virar o Barqueiro

O Heath Ledger morreu!

Ao que parece, foi de overdose de comprimidos, enquanto estava em casa duma das gémeas Olsen.

Nunca fui muito à bola com estas salafrárias. Isto só vem confirmar as minhas suspeitas.

Olha que agora só me faltava esta. Com tantos Jude Laws e Russell Crowes que praí andam, tinha logo que morrer um gajo que até acho bastante piada.

Que nojo!

--//--

Numa notícia relacionada, o filme Dark Knight, ainda por estrear, acabou de tornar-se num filme de culto.

The Simpsons Movie

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Smithers, I don't believe in suicide...
...but if you'd like to try it, it might cheer me up to watch.

É uma das últimas. É daquelas que fica.
Não sei o que é que as pessoas esperavam.
Achei um episódio gigante de Simpsons genial.
Teve o inconveniente de que já sabia as melhores cenas. A música do Spider-Pig e a cena do Homer a chicotear os cães já foram repetidas até à exaustão.
Independentemente disso, teve algumas muito boas cenas.

Não acho que tenha sido só Homer. Acho que houve bastante Bart e o costume de Lisa, Marge e Maggie. Houve pouco resto de Springfield. Foi nitidamente só Simpsons, sendo que houve algumas boas tiradas do resto do pessoal.

Fez-me ter vontade de ver Simpsons outra vez, como não podia deixar de ser.
Fez-me querer voltar ao estado de espírito com que via Simpsons, dantes.

Gostei de como um dos kissing cops tinha a voz do Hank Azaria e o outro do Castellaneta, sendo que não tenho ideia de nenhum deles ter dito alguma coisa.
Concordo com o Comic Book Guy quando este congratula-se por ter passado uma vida a colecionar BD.
Adorei o robô desarmador de bombas suicidar-se!

Eu gostei.

domingo, janeiro 20, 2008

Bachelor Party

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Para falar deste clássico, baseio o meu texto em três pontos principais:

não admito que ninguém fale mal do Tom Hanks
Irrita-me que toda a gente o critique hoje em dia. Não gosto de pessoas de memória curta.
É que antes desta fase em que qualquer filme que o Tom faça seja nomeado para Óscares, o nosso amigo fez coisas como este Bachelor Party, Splash, The Man with One Red Shoe, Turner & Hooch e o «grande» clássico Big!!! Tudo filmes que marcaram várias gerações e SEMPRE que dão na TV, o pessoal vê. Contudo, quando estreia um filme novo, lá vem a crítica.

Mais espectacular é que, antes da carreira cinematográfica ter começado, Tom andava a fazer um episódio ou outro em séries como o Taxi, Happy Days, Quem Sai aos Seus ou mesmo o Love Boat! Ignorando o passado e esta senda de filmes comerciais, há bons exemplos como o Ladykillers ou este novo Charlie Wilson's War.

O homem já fez rir muita gente, muitas vezes. O carisma do cavalheiro é inegável e por isso é que está onde está. Metam a mão na consciência e pensem antes de falar, é só isso que peço.

onde é que eles estão agora?
Este filme apresenta-nos com vários bons detalhes à la anos 80. Cabelos, músicas e estilos, sem dúvida. Aquele em que me quero concentrar aqui é aquele estigma de que pessoas que são famosas nos anos 80, ficam nos anos 80.

Deste filme - que ainda hoje pode ser considerado um êxito - só ficou o Tom. Nunca mais ninguém fez seja o que for. Sim, isto é um fenómeno estranhíssimo desta década. Muita gente que teve muito sucesso nos anos 80, acabou para a vida assim que a década terminou. E não, não é assim com qualquer período. Muitas pessoas que tiveram sucesso nos anos 70, ainda hoje aparecem em coisas. O Burt Reynolds. Um dos primos Duke. O Christopher Reeve, mesmo de cadeira de rodas, aparecia em coisas! Dos anos 90, muita gente sobreviveu. É mesmo só aquela fatídica década.

só num filme destes poderia passar em claro cenas completamente ridículas
Houve muita coisa que me fez confusão quando vi o filme pela(s) primeira(s) vez(es). Voltamos à conversa dos cabelos, mas nem vou por aí. Haviam moças que eram rotuladas de meretrizes mas disso tinham pouco aspecto. Como é que a gerência do hotel só levou lá a polícia mesmo no fim da festa? Porque é que nunca mais voltámos a ver uma promessa cinematográfica como sendo a Tracey? Acima de tudo, nunca consegui perceber muito bem o que é que o Tom queria fazer com a batedeira manual. Ainda hoje não sei! Contudo, o que chamou verdadeiramente a atenção desta vez, foi uma liberdade de enredo que o filme tem no final.

Eles saiem da festa. Ou melhor, esta acaba porque finalmente aparece a polícia. Supostamente a coisa acaba já de dia. Isto não me incomoda. Acontece muita coisa e a festa durou a noite toda. Tudo bem.
Na confusão, um dos vilões - mais concretamente o exacto contraponto do Tom - aproveita-se da confusão e rapta a donzela. Dá-se uma perseguição que termina num cinema com várias salas. Lá, dá-se a cena dos dois começarem à porrada tendo exactamente os mesmo movimentos que o filme que estava a passar na sala. O meu problema com este desenrolar de história é que, mesmo que a festa tenha terminado às 8 ou 9 da manhã, as pessoas estavam no cinema a essas horas?!?!? Que raio de sala de cinema tem sessões logo de manhã?!

Não, claro que não é esta cena que estraga o filme. Aliás, mesmo 20 anos depois não encontro nada que estrague este filme! O que acho estranho não é esta cena ser verdadeiramente absurda e irrealista. O que acho estranho é que só ao 15.º visionamento é que reparei!!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Futurama: Bender's Big Score

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O meu top 5 de séries que tenho pena que tenham sido canceladas tem duas entradas garantidas.
Em primeiro lugar tenho o Firefly. Quase todos os dias anseio para que tragam de volta a mulher do Malcolm. Em segundo lugar estava o Futurama. (Curiosamente, as duas são da Fox!) Esta série de animação quase que destronava a mítica série dos Simpsons como melhor série de animação. Pelo menos no meu coração, que é onde interessa. Talvez só não tenha destronado inteiramente devido ao seu precoce términos.

Claro que a conversa de séries de animação podia levar-nos longe. Teria que abordar o facto de que o meu coração, hoje em dia, pende mais para o Family Guy do que para a família amarela. Isso perturba-me. Os Simpsons terão sempre um espacinho reservado, mas o Family Guy... o Family Guy é um descontrolo.
Depois há ainda South Park, que traz todo um outro rol de insultos ao meu vocabulário. Por tal, Matt e Trey terão a minha eterna gratidão. Para finalizar, tenho que admitir que Beavis & Butthead teve alguma influência no meu crescimento. Mais que não seja une-me a uma pandilha da qual não me quero separar.

Resumindo.

TOP 5 SÉRIES DE ANIMAÇÃO
1. Simpsons
2. Family Guy
3. Futurama
4. South Park
5. Beavis & Butthead

TOP 5 SÉRIES QUE TENHO PENA QUE TENHAM SIDO CANCELADAS
1. Firefly
2. Buffy
3. Futurama
4. Freaks and Geeks
5. Studio 60 on the Sunset Strip

Sim, Futurama estava em segundo lugar. A julgar por este filme, tenho pena que tenha sido cancelado, mas tenho um bocadinho menos pena. Está giro, lá isso está. Talvez seja uma questão de funcionar melhor como série. Talvez tenha sido uma necessidade absurda de enfiar todas as piadas fixes que estes gajos tinham empacotadas nos últimos anos em hora e vinte. Não sei.
O que sei é que não me fez rir como me ria quando via a série. E isso é estranho.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Ratatouille

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São ratazanas...
...a fazer....
....COMIDA!!!!!!!!!!!

...

Peço desculpa.
Eu sei que devia alhear-me desta questão.
Eu sei que devia ver isto como um filme da Disney e nada mais.
Eu sei que devia achar piada aos bichinhos da mesma forma como já apreciei filmes sobre leões, cães, gatos, peixes ou mamutes...

São dos bichos mais nojentos...

É uma praga a fazer comida!!!

...

O filme está muito bem feito e gostei da visão de ser crítico, no final.
Aliás, toda a cena do «vilão» do filme, no fim... o momento climático decisivo... muito bem feito.

...

que nojo

terça-feira, janeiro 15, 2008

Three Dollars

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Eddie vê Amanda de nove anos e meio em nove anos e meio.
Não é uma regra, é uma coisa que acontece.
E quase sempre, a quantia de três dólares certos está envolvida, de alguma maneira.

Às vezes, em certos filmes, há um momento que capta a atenção. Há um momento que nos agarra. Até esse momento, vias o filme com interesse, prestavas atenção à história, reparavas num qualquer actor que conhecias de outro sítio. Só que vias o filme com algum... não é desinteresse, é uma espécie de liberdade de compromisso. Se a vida te chamasse para qualquer outra coisa, não faria grande diferença.
Até que aparece um momento. A partir desse momento, começas a prestar atenção aos detalhes. O teu cérebro está a mil, perdido entre o tentar descortinar aonde é que o filme está a ir e atento a tudo o que se passa. Começas a reparar nas fotos lá atrás, no armário cheio de livros. Procuras um que conheças. Reparas que a actriz já usou aquela camisola, logo no início.
E o filme absorve-te. Não sabes que horas são até algum tempo depois de acabar. Por norma parece-te cedo. Já passaste por tanto, como é possível que ainda sejam só nove da noite? Claro que não passaste por nada, mas parece.

O momento foi quando Eddie conhece Nick. Nick é um alcoólatra com um ar meio desorientado. Procura o dono dum cão que está aos seus pés enquanto baloiça outro nos braços. Eddie pára. Ele pára no meio da rua! Pergunta a Nick se está tudo bem. Nick está desconsolado. Precisa de encontrar um dono para o primeiro cão. Ele já tem um, não pode tomar conta de outro. Não há espaço na casa da mãe para dois cães. Eddie aperta-lhe a mão. Eddie fala-lhe da mulher que o espera para jantar. Eddie oferece-se para ajudar. Eddie preocupa-se.
Eddie não existe.

O filme teve esse momento. Foi fixe.
Lamentavelmente acabou por não ter final.
Ficou o momento.

Doctor Strange (Ultimate Avengers 4)

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Nada como juntar o útil ao agradável. Nesta saga de filmes, tenho o melhor de dois mundos: filmes e banda desenhada.
É a mesma produção, mas já não é muito correcto continuar a referir-me a estes filmes como Ultimate Avengers n. Já falei aqui do último de animação deste género. Os outros dois terão que ficar para um qualquer revisionamento.

A maneira de descrever estes filmes é, mais ou menos, como sendo episódios grandes de desenhos animados. Têm qualidade suficiente para um programa desses mas já ficam aquém dos parâmetros estabelecidos pela animação cinematográfica dos tempos que correm.

Não é dos meus heróis preferidos, se bem que anda a crescer na minha consideração, muito por culpa do artista do costume. Contudo, gostei do filme.
Claro que aqui, em concordância com aquilo que escrevi para o Iron Man, a origem do mago supremo está muito mais hardcore. Aqui, os místicos (sim, são um clã!) usam espadas e sabem artes marciais!!
Para quem não conhece o personagem e não está para o pesquisar no wikipedia ou no site da Marvel, Stephen Strange era um cirurgião conceituado e extremamente convencido (arrogante) entre outros defeitos comuns em quem é demasiado bom no que faz. Por culpa desta prepotência e de alguma ostentação, Stephen acaba por ter um acidente que lhe retira aquilo que faz a diferença na sua área da medicina: a destreza das mãos. Stephen estoira toda a sua fortuna na procura duma cura. Por acaso ou por obra do destino, Stephen é levado ao Tibete onde encontra uma ordem que o ajudará a entrar no mundo do misticismo.
Nesta fase entra o problema destas obras serem curtas de tempo. O tempo de aprendizagem, de treino de Stephen, acabou por ser excessivamente curto. Tudo bem que o feiticeiro em questão é um predestinado e tem um elevado potencial, mas pedir-lhe que a sua primeira «aventura» seja derrotar o seu arqui-inimigo Dormammu (pior nome de entidade mística maligna de sempre!) talvez seja um pouco demais, não? Na BD original tenho ideia que demorou bastante tempo a aprender a lidar minimente com as artes mágicas.
E o Wong aqui não é um mero subalterno?! Aqui treina Stephen!! Que choque que foi.

Independentemente disso ou de qualquer outro defeito que queiram colocar num filme de animação claramente abaixo daquilo que começamos a estar habituados a ver, são 70 e tal minutos bem passados.

NOTA - A origem do Dr. Strange que apresento é um misto daquilo que me lembro de ter lido, de algumas coisas que tenha lido entretanto, de quiçá algumas outras origens em universos alternativos, com ainda o próprio enredo deste filme. Conforme já disse, este personagem não é dos meu preferidos, daí que possam haver alguns erros.
EXTRA - Uma piada para verdadeiros geeks da BD: Às tantas, no hospital onde Stephen trabalhava, ouve-se nos altifalantes uma chamada para o Dr. Donald Blake!! Confesso que soltei um «HA!» sonoro, no momento.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Rescue Dawn

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Não houve uma qualquer reunião, agora aqui há uns tempos, em que decidiram que já não se iam fazer mais filmes sobre, ou no Vietnam?! Pois, é que cá está mais um.

Não é por aí. Era só uma piadinha.
Este Rescue Dawn está fixe. Dá uns laivos de Cast Away, mas com pessoas e menos insanidade.
Não, é mesmo só com pessoas. A insanidade está lá à mesma. Não há um Wilson mas há um Steve Zahn, às tantas.

Christian Bale é um piloto que se despenha algures em Laos, um pouco antes da guerra no Vietnam começar. É capturado e passa um bom período numa pequena prisão, com mais 5 pessoas. Bale só pensa em fugir. O problema é que entre a prisão e a liberdade, está uma pequena selva.

As duas notas em relação ao filme, são:

- No início mostram algumas filmagens reais, de bombardeamentos a aldeias, naquela altura.
Ignorando a dimensão da coisa, ignorando o que é que aquilo significa, ainda para mais da maneira como apresentaram a coisa, sem o som das explosões, com uma musiquinha de fundo... assustou-me achar aquilo bonito! As bombas em câmara lenta, a caírem... as cabanas envoltas em bolas de chama. É uma cena...

- Desafio qualquer mulher do mundo a dizer que acha o Christian Bale giro quando tem só 50 quilos!!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Shoot'em Up

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Honestidade em Hollywood. Não é uma coisa que se encontre todos os dias.
Este filme é, sem tirar nem pôr, sem margem para qualquer dúvida, aquilo que publicita.
É um filme de tirinhos, completamente.

A Monica Belucci é uma meretriz.
Não a actriz, que não conheço a senhora mas a acredito que seja muito boa moça.
A personagem é uma meretriz, com muito bom ar.
Porque é que aparece aqui? Porque para além de ser a menina dos olhos do Clive Owen, é uma moça com leite mamário.
Porque é que isto é importante? Porque o Clive precisa de alguém que alimente o bebé que acabou de nascer, com a assistência do nosso herói, que para além de ser um parteiro amador, é um óptimo atirador.
Sim, enquanto ajudava o puto a nascer, ia varrendo ao tiro os mânfios que tentavam matar a mãe e a criança.

Essa não é a parte mais bandeirosa do filme.

Pelo meio metem-se várias perseguições/situações aos tiros, a constituição americana, uma empresa de armas e uma conspiração ao nível da presidência dos estados unidos.
Belo.

De notar que acho que já não via o Giamatti como mau da fita desde um filme ridículo com o Frankie Muniz. Tinha saudades.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Gangster No.1

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Que coisa tão esquisitamente estúpida.

Prometia. A ideia era porreira. Um filmezinho de gangsters britânicos da década de 70.
David Thewlis é o gangster consagrado, dono de alguns negócios e chefe de um pequeno gangue.
Paul Bettany é o candidato a gangster. Invejoso de David. Quer o negócio, o dinheiro, o respeito, o charme e a mulher.

O problema é que, assim que Bettany o consegue, não há muito mais para onde ir. E o filme vai a meio. Que fazer? Enlouquecer o cavalheiro, pois claro.

A Mighty Heart

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Difícil dissociar a realidade da ficção.
Mais difícil ainda comentar, tentando não ter isso em conta, mas tentando respeitá-lo.

Uma coisa deu para aprender: cuidado com as chamadas!
Se vais raptar alguém, deves sempre usar telemóveis e após fazê-lo, deitá-los logo fora, que os gajos no Paquistão têm gaitas a rastrear chamadas.
E lá se foi o respeito todo.

Outra coisa que deu para aprender: os gajos no Paquistão percebem bué de informática.

domingo, janeiro 06, 2008

Resident Evil: Extinction

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Milla Jovovich, Ali Larter, Ashanti e uma miúda que é novinha, é verdade, mas não deixa de ser um investimento. Isto sim, é a sobrevivência dos mais fortes!
Quando é que modelos se tornaram seres fortes ao ponto de sobreviverem a situações apocalípticas? Quando é que se tornaram nos instrumentos a usar contra hordas de zombies?!
A Milla ainda percebo, sendo a mulher perfeita. A Ali dá uns toques noutras paragens. Mas a Ashanti?!?!

Não fica muito de registo nesta sequela. Não traz grande coisa de novo e, tirando um ou outro efeito, não há nada que fique na retina. Agora, a premissa, no final, para outro filme!... Se conseguirem fazer outro, seguindo a ideia que é deixada no final deste... Estou na ante-estreia!! É que sem hipótese!

sábado, janeiro 05, 2008

Normal Adolescent Behaviour

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Que dramático!

Gosto de pensar que estas coisas não existem.
Mais que não seja, porque senão fico invejoso.
Sempre que penso no secundário, não tenho aquela coisa cliché. Das duas uma, ou o pessoal tende a dizer que foi horrível e ainda bem que acabou, ou então é a conversa de que foi o melhor período da vida. A questão é que o mais provável é que só foram tempos assim tão intensos porque foram os primeiros que tivemos. Não havendo base de comparação, tudo é mais importante do que realmente é.
Gosto de pensar que os meus (Tempos, entenda-se, não períodos. Sou muito homem,!) tiveram um pouco dos dois mundos. Tive momentos muito fixes mas também tive ocasiões de virar o barqueiro. Maior parte das vezes só por serem secantes com'ó raio. Não ter nada para fazer era pior do que não fazer nada. Algo em que hoje em dia sou especialista.

Ter estes palermas (que não têm outro nome!) a fazerem estas coisas!...

São miúdos de 16 anos, três rapazes e três raparigas, e têm um pequeno grupo. São melhores amigos e fazem tudo. Falam, conspiram, partilham e pinocam. Tudo à molhada, como se impõe. Fazendo as coisas às claras não lhes traz muitos amigos, fora deste pequeno grupo. O que é estranho só por si porque a outra hipótese é ir a festas onde toda a gente se come à frente de todas as outras pessoas. Pessoal a fazer felatios nos cantos obscuros, embora ainda visíveis, duma qualquer cave. Suponho que a lógica é: se te comeres obscenamente, à frente de toda a gente só com UM gajo, é na boa. Se te comes com três gajos e mais duas gajas, independentemente de serem sempre as mesmas pessoas, então já és uma p#$%?!
Talvez já esteja demasiado longe desta mentalidade para a perceber.
Suponho que passe por uma questão de inveja.
Lá está, se estivesse no secundário e soubesse da existência duma coisa destas, certamente teria inveja porque, por comparação, a minha vida seria infinitamente enfadonha.

Depois, o enredo passa por uma das miúdas apaixonar-se pelo novo vizinho e querer sair do grupo. Há sempre a cabra fascista que não se deixa ser traída dessa forma e, qual yakusa, procura a sua vingança, não permitindo aos outros membros falarem com a traidora, tratando-a mal e tentando queimá-la com o novo namorado.
Namorado esse que é um perfeito idiota, atenção.

É uma ideia engraçada, mas acaba por ser tudo muito confuso e pouco apelativo, por incrível que pareça. Quer dizer, estamos a falar de orgias na adolescência, por favor!!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Half Nelson

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E depois de uma merecida pausa, cá estou novamente.
Bom filme para começar o ano.

É um twist interessante a uma velha história.
Em vez de termos o professor a salvar um(a) aluno(a) de uma vida de droga e violência, acaba por ser a criança a fazer isso.
Quer dizer, acabam por salvar-se um pouco um ao outro.
Também não podíamos ter o Ryan a ser uma completa menina, sendo salvo por uma miúda de 12 anos!

Ryan é um bom professor de história. Treinador da equipa de basquetebol feminina e tenta escrever um livro para putos, também.
O único problema é que é um drogado do pior.
A miúda... é a cena do costume. O irmão está preso por tráfico, a mãe nunca está em casa, o pai nem se vê e a outra figura «paternal» é o traficante de droga lá do bairro, para quem o irmão trabalhava quando foi dentro.
Acaba por ser natural ter-se agarrado ao branquelas.

Está inteligente, o filme.
Bem feito. Bem contruído.
É natural que tenha aparecido nos Óscares o ano passado.
Foi como outsider mas talvez tenha merecido mais a presença do que alguns outros que lá andavam.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Intervalo 04 - Filmes de Natal... outra vez!

Pois é, dantes tínhamos a Julie Andrews a cantar, agora temos a mesma Julie a dar voz a mais uma personagem de sogra, esta dum terreno longínquo. Ou até teríamos, se os canais portugueses de televisão não estivessem com a mania de apresentar as versões dobradas de TODOS os filmes de animação.
Sim, o Natal é suposto ser para as crianças, mas este desenvolvimento não deixa de ser revoltante. Os da manhã ou os que dão durante o dia, tudo bem, mas por favor dêem-nos os da noite. Pode ser?!

Volto a não ver filmes inteiros. Para além de não ter muita paciência, já os vi quase todos.
Houve um telefilme do Babylon 5, para além da série em si; uns bocados do Fantastic Four, Opposite of Sex, Bagger Vance, Zorro 2 e os já mencionados filmes animados, dobrados. Ainda vi uns bons bocados do Shrek 2, The Incredibles ou do Chicken Little, só que parei porque já não aguentei mais ter que estar a traduzir as coisas para inglês na minha cabeça, só para ter piada.

Espero que tenham tido um óptimo Natal com as vossas famílias e que o Ano Novo que aí vem vos traga tudo de bom.

sábado, dezembro 22, 2007

Dead Man's Shoes

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Gosto do Paddy Considine. Isto não é d'agora.
Não ia jantar com ele nem nada. Não era moço para me levar ao cinema.
Mas ia beber um copo com o gajo.
Não que saiba o que lhe diria... Nestas coisas de conhecer pessoas famosas, acho que não sinto grande apelo à coisa. Não faço ideia o que diria a estas pessoas. Ou por um lado iriam monopolizar a conversa, ser o centro das atenções, seguindo a lógica de que são as estrelas da companhia - o que só ia fazer com que me irritassem. Ou então ia ficar naquela de só perguntar cenas sobre o que fazem, o que seria ridículo. Não há muito a ganhar.

Seguindo em frente.
Paddy co-escreveu e juntou uns quantos amigos para o fazer. Logo isso justifica algumas incongruências a nível de personagens.
Aqui, Paddy é um ex-militar, nascido de uma terriola pequena. Ao ter ido fazer o seu serviço militar, Paddy deixou um irmão mais novo para trás. Um irmão com uma deficiência mental. Infelizmente, o rapaz não se ficou pelas melhores companhias e, no seu grupo de «amigos», temos uma cambada de idiotas drogados que gozavam e abusavam dele.
Paddy voltou à aldeola para se vingar do que fizeram ao irmão.

Uma das incongruências: faria sentido que este grupo de meliantes fosse composto por gajos mais ou menos com a idade de Paddy. Nem por isso! Havia um ou dois velhos e mais um ou outro gajo que claramente não tinha pinta de pertencer àquela pandilha.
Depois há a vingança em si. Paddy primeiro começa por entrar nas casas deles e fazer graffitis na parede e pintar-lhes a cara com maquilhagem, só para mais tarde matá-los sem grande conversa. É demasiado ridículo. Isso e alguns dos meliantes começaram mesmo a chorar quando as mortes começaram a acontecer!

O filme, apesar de tudo, tem coisas fixes.
Tem aquele toque, ao início, de que as coisas vão correr muito mal, o que te deixa sempre apreensivo, sentado à espera para ver o que vai acontecer, certo de que vais ficar incomodado mas sempre ansioso por saber o que é. E há ainda mais uns pormenores de história fixes, lá mais para o final. E tem o Paddy. Não há como errar com o Paddy.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

London

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Chris Evans, a certa altura, foi abençoado por uma qualquer divindade e foi-lhe permitido andar com a Jessica Biel. Como tudo o que é bom no mundo, eventualmente teve que acabar. Não dizem tudo o que aconteceu aqui, mas arriscaria a dizer que foi porque o Chris, como todos os homens, é um idiota. Agora o palerma tem que lidar com o facto de que a moça vai mudar-se para o outro lado do continente, para viver com o novo namorado que, aparentemente, é parte burro.

Aquilo que marca neste filme?
As pequenas nuances de Hollywood.
Ora vejamos:

Aqui, Chris andava com a Jessica.
















Aqui, não.
















Segundo estes cavalheiros hollywoodescos, a felicidade dum homem, o estado de satisfação da vida, mede-se através do seu corte de cabelo.
Se tens o cabelo minimamente decente, és um rapaz feliz.
Se tens um cabelo ridículo, estás na m#$&#!

Claro que podia ser pior e podes sempre ter este aspecto.
















Podia estar aqui dez anos que nunca iria saber qual é o estado de satisfação do Jason Statham.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Mr. Brooks

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E quando menos se espera, o Kevin Kostner surpreende-nos com um filme que até nem é nada mau. O mais estranho ainda é a revolução a nível de personagens. Passou dum gajo pintas de meia-idade, garanhão e charmoso, para um assassino, metódico e calculista. Dêem merito ao cavalheiro.

Kevin faz de assassino em série que volta a matar depois de 2 anos de... chamemos-lhe sabática!
Kevin é um homem de família. Homem de negócios muito bem sucedido. Uma pessoa muito inteligente e muito, mas muito doente.
Kevin sofre de múltipla personalidade. Ou melhor, não é bem, já que acho que esquizofrenia não funciona assim exactamente.
O cavalheiro sofre da doença Tyler Durden, com algumas nuances. Neste caso, William Hurt será o Brad Pitt, só que Kevin está perfeitamente ciente que este não existe, logo à partida. O seu amigo imaginário interage, ajuda-o a matar, aprecia-o também, até dá abracinhos de consolo e tudo. Tudo o que uma pessoa necessita num amigo imaginário.

Claro que o filme não é só isso. Acontecem umas coisas. Morrem pessoas. Esse tipo de cenário.
Está giro.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Edmond

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De tempos a tempos lá me meto a ver um filme com o dedo do David Mamet.
Tem que ser de tempos a tempos, o cavalheiro tem um toque um pouco peculiar demais, para o meu gosto.
Alguns filmes são mais giros que outros. Recomendo o State and Main sempre que posso.
Este por exemplo... este já não será para toda a gente.
Todos têm o toque do teatro. Quase todos são baseados em peças. Todos têm aquelas frases... aquelas frase que se atiram para o ar. Não são especialmente dirigidas a alguém mas não deixam de ter um objectivo e, muito lá no fundo, até fazem sentido no contexto. Claro que ninguém as diz em conversa usual! Nunca na história alguém proferiu estas coisas, com esta entoação, sem ser com a luz dum projector em cima.

Este Edmond...
Dizer que o filme acaba no ponto mais distante de onde começa será ser simples demais.
Fiquemos pela actuação de Will Macy. Muito boa, para não variar.

sábado, dezembro 15, 2007

Bobby

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O último dia de Bobby Kennedy. O dia em que ganhou California.
Não do ponto de vista dele, mas de uma data de outros indivíduos que estavam no Hotel naquele dia.

Todas as histórias estão muito bem interligadas e nada parece ser feito ao desbarato.
Ainda de mérito é o elenco. Um conjunto muito bom de actores e actrizes.
Mesmo o Ashton Kutcher a fazer de hippie, vendedor de narco-tráfico.

School Ties

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Uma coisa o Brendan Fraser tem. O rapaz é multifacetado.
No início do filme, não sabendo nada da história, ao ver Brendan a cantar uma qualquer música pop dos anos 50 com aquele sorriso estúpido na cara, não dá para perceber se o palerma vai ser o saco de pancada ou o herói da história.
Há mérito nisso. É o que é suposto ser um actor.

Brendan é convidado a fazer o último ano num secundário privado de renome, com base nos seus dotes futebolísticos. (O americano, não o decente.)
Brendan é um judeu orgulhoso da sua ascendência, mas ao entrar nesta escola, é-lhe aconselhado que omita a sua religião, por forma a evitar descriminações.
Tudo corre bem. É um rapaz engraçado, estrela de futebol, corajoso e solidário. Apesar do seu passado mais modesto, faz amigos facilmente entre a elite dentro da elite (Chris O'Donnell, Matt Damon, Ben Affleck, Cole Hauser). As coisas correm-lhe tão bem que depois de roubar o lugar de quarterback que Matt pretendia, rouba-lhe a «namorada» também e quase que faz os pais de Matt gostarem mais dele do que do próprio filho. O Matt passa um pouco por todas as fases: ódio, admiração, muita inveja e alguma solidariedade, mas quando lhe roubam a sua mais-que-tudo (e não estou a falar do Ben), aí já é demais.
Matt está chateado e, fortuitamente, acaba por descobrir o grande segredo por detrás da nova estrela da escola.

E BAM!!!!

Dá-se a maior cena de homo-erotismo que alguma vez vi em toda a minha «vida cinematográfica»!

De todos os sítios que Matt podia ter escolhido para revelar o segredo que iria virar a maré... QUALQUER sítio onde estivesse a rapaziada toda... o nosso loirinho birrento de estimação escolhe os chuveiros comuns da casa-de-banho para confrontar Brendan com a verdade.
Matt entra naquele espaço enquanto muitos estão a lavar os dentes e onde Brendan e o Chris estão a tomar banho. Toda a gente está aos berros a festejar a vitória sobre uma equipa duma escola rival. Matt tira a sua toalha, mostra o traseiro ao pessoal...

Ok, acho que aqui devo ter perdido certas pessoas que certamente estarão à procura desse momento específico no filme.
Vamos só esperar que regressem.

...

Já está?! Foi giro?
Muito bem.
Continuando.

Matt, de bom espírito, em conformidade com o resto do ambiente de jovens nus a tomarem banho, celebra a tal vitória. Às tantas, decide contar uma anedota foleira relativamente a judeus, gozando com a sua avarice ou qualquer coisa idiota semelhante. Vê que Brendan está chateado e revela ao pessoal que o cavalheiro desnudado à sua frente é judeu.
Começam à porrada.

Voltei a perder certas pessoas.
Só mais um bocadinho.

...

Ficaste chateada?
É que não se vê grande coisa, não é?

Os dois - desnudados, para o caso de alguém já não se lembrar - à porrada. O Chris a separá-los, também ele como veio ao mundo. E todos os outros idiotas a verem, a lutarem contra uma qualquer vontade de tirarem as roupas e juntarem-se à festa.

A sério!!
Isto foi mais gay do que o Shortbus, onde existem homens a terem relações sexuais com outros homens!!!!

Podia ainda falar de alguns costumes americanos que acho ridículos, ou o facto de que devido ao estilo de filmes de acção que Cole Hauser faz hoje em dia, nunca mais me lembrei que também aparece no Good Will Hunting, o que implica que já se conheciam daqui, mas prefiro deixar-vos com a imagem de Brendan Fraser e Matt Damon, todos nus e molhados, à «porrada» numa casa-de-banho/balneário.
Para aqueles que não têm acesso ao filme, fica aqui a cena. Divirtam-se!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Stepmom

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Perturba-me que a Julia Roberts não me irrite.
Parece que sou um ser estranho por isso. Sou diferente dos outros.
Talvez tenha que sair do armário.

EU - Pai. Mãe. Tenho que confessar-vos uma coisa. Não vão gostar mas tenho que ser honesto comigo mesmo e convosco... Eu acho piada à Julia Roberts.
MEUS PAIS - NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOO!!

Aqui a Julia é a madrasta.
Susan Sarandon foi casada com Ed Harris e teve dois putos. O Ed não é parvo e trocou a esposa por um modelo mais novo, enquanto ainda estava na garantia. E foi mesmo a tempo!!
A Susan tem cancro e está numa de ir desta para melhor. Não sem antes mandar vir uma beca e tentar ao máximo infernizar a vida da «pobre» Julia.

Havia um detalhe que me irritava na Susan: sempre que a mulher queria revelar uma coisa séria, convidava o destinatário(a) da informação para um café/bar/restaurante. A coisa faz sentido. Há o procurar um campo neutro para a discussão. Isto é cordial. Há ainda os putos a ter em conta. Assim evitamos que oiçam coisas que não convém.
Só que depois de revelar seja o que for, há um de dois possíveis resultados. Se for algo que não querias ouvir, queres mandar vir e queres fazê-lo à grande, o que é inconveniente, porque está num sítio público. Se for algo chato como tudo, ao que nem sequer tens grande resposta, ficas a olhar para a mulher. E depois?
Fica ali aquele momento em que ninguém diz nada. A conversa acabou. E agora? Bazo? Pago a minha conta? Acabo o jantar? Mando vir?

Parece-me um pouco injusto meter alguém nessa posição.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Accepted

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O filho que o Bruce Willis sempre quis ter não gostou de não ter sido aceite por todas as faculdades a que se candidatou.
Como tal, e ainda como forma de salvar-se perante os pais, o cavalheiro decide criar uma faculdade só para ele e para os amiguinhos como ele.
Mas por muito que este enredo não seja verosímil, não é isso que não é aceitável.

é inaceitável o quão gordo o Jonah Hill era
















é inaceitável esta tanga
















é inaceitável que este palerma seja o único comic relief duma comédia de universidade E é inaceitável que esteja em todo o lado a toda a hora!!
















é bastante aceitável este tipo de alunas universitárias
















mas é inaceitável este discurso final

terça-feira, dezembro 11, 2007

Topsy-Turvy

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Coisas Positivas
Um bom elenco. Muitos e bons actores e actrizes britânicos(as). Aqui, no começo do auge da carreira temos, por exemplo Jim Broadbent, ou Shirley Henderson. Curioso saber ainda que Andy Serkis já existia nesta altura.
É sempre giro ouvir um inglês um pouco mais puro. Nada de brejeirices ou calão para este pessoal.
Boa caracterização. Ganharam um Óscar por isso mesmo.

Coisas Negativas
Tem cantorias!! É sobre uma companhia de teatro no final do século XIX. É óbvio que tem cantorias!
É demasiado longo!!!
Falta-lhe objectivo. Estamos com uma hora de filme antes que dê para perceber que é sobre a grande obra destes cavalheiros, The Mikado. Uma peça que vem revolucionar um pouco o meio, na altura. Assim que te apercebes, não há muito mais para ver e ainda tens que gramar com mais hora e meia de filme.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Superbad

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Duas razões para ser um sucesso:
A - O facto de toda a gente se identificar com idiotas no secundário! Aquela coisa de ir atrás de um objectivo e não pensar em mais nada. O facto de que tudo afecta demasiado. Um percalço impede-nos de chegar à meta. Uma paragem limita a realização dos nossos objectivos.
Que irritante e que giro ao mesmo tempo.

Segundo - O facto de que os nossos heróis têm, de facto, todo o ar geek do mundo. Nós acreditamos que têm MUITA dificuldade em ter sucesso com miúdas. É natural que haja gajos que se metem com eles e que lhes cuspam em cima. É legítimo acreditar que estes palermas dificilmente terão o que querem. Apesar de serem gajos porreiros, iguais a todos os outros.

Muito boa esta noite. No seguimento de muitos filmes de adolescentes onde a acção se passa toda numa louca noite, este é um dos bons. Este é um dos a ver.

Única nuance: A apreciação... não! A idolatração e o anseio de poder voltar atrás no tempo... O despertar, o abrir dos olhos para aquela magnífica década que foram os anos 70. Esse tipo de momento climático... Esse tipo de realização pessoal... Isso é só na faculdade. No secundário estes palermas ouvem é 50 Cent e Rihana e essas idiotices.
Não há bom gosto no secundário. Isso vem depois. É a única coisa.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Transformers

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em retrospectiva

Esperava robôs gigantes, claro que sim.
Esperava grande efeitos especiais, naturalmente.
Esperava tiros e grandes cenas de acção. Então não?!
Esperava que houvesse um qualquer herói militar. Honrado e homem de família. Com um aspecto de que se na vida real disparasse uma arma provavelmente desataria a chorar, mas ok!...
Esperava decisões do governo americano... duvidosas...
Esperava que alguém nerdlinger descobrisse informação vital a certa altura, quebrando mesmo algumas leis/ordens no processo. (não estava à espera que uma nerlinger tivesse este aspecto ou fosse autraliana, mas isso já é outra conversa)
Esperava que a Megan Fox fosse... ui!... nas horas!!
Até esperava que tivesse muitas gafes de história: Porque haveriam de revelar tanta informação confidencial a meros civis? Porque é que haveriam de confiar tanto e dar tanta responsabilidade a um adolescente?

Contudo, não esperava o toque humorístico, o toque lúdico.
Não esperava um papel tão ridículo como o do Turturro e não esperava que a mãe de Shia - meio com os copos, como a própria admitiu - se pusesse a falar dos actos masturbatórios do filho.

Talvez tenha sido influência do nosso amigo Esteves.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Waitress

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Só para provar que não são precisos grandes efeitos, ou grandes enredos, grandes estrelas de cinema ou muitos meios para fazer um filme simpático.

Gostei. claro que gostei.
Sou um pouco suspeito porque adoro o Nathan Fillion, por muito que seja uma maldição em qualquer série. E não sinto a minha masculinidade ser comprometida ao admitir que já curtia a Keri Russell no Felicity.

Gostei da ligeireza da coisa.
Gostei da forma como adultério foi um assunto tão sui generis.
Achei piada ao quão vermelhas ficaram as orelhas do Nathan quando se enrolava com a Keri.
Não odiei o sotaque sulista americano como é costume. Aqui há um toque de caloroso.

Gostei.
Não há muito mais.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Deja Vu

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Sou só eu a sentir-me intrigado em relação à textura daqueles cobertas que os bombeiros dão a vítimas? A seguir a uma inundação, quando tiram alguém vestido de dentro da água, quando tiram alguém dum prédio em chamas; depois duma destas situações vemos a vítima, regra geral, sentada na traseira duma ambulância, com um cobertor a tapar do frio, mesmo que seja o pico do Verão. São umas mantas enormes. Parecem pesadas. Parecem quentes também. O meu problema é que aquilo é enorme e, acima de tudo, parece rijo. Parece ter a consistência dum tapete de automóvel. Daqueles de borrachas, no chão do carro, à frente dos bancos. Daqueles que se bate contra a parede para tirar o surro, quando se limpa o interior de um carro.
Aqueles cobertores parecem ter essa consistência, o que me deixa algo intrigado na sua utilização para conforto de uma vítima.
«Não te preocupes, querida. Já passou.» Diz a enfermeira de emergência enquanto abraça uma criancinha de 11 anos, acabada de ser tirada da sua casa que estava em chamas. Suor e água das mangueiras deixaram-na encharcada. Ao reparar nisto, a enfermeira remata «Estás a tremer de frio! Toma. Mete este tapete de automóvel por cima dos ombros. Vai aquecer-te.»

No que concerne ao filme com o Denzel - é impressão minha ou os filmes deste cavalheiro começam a ser demasiado iguais? - não há muito para dizer.
Denzel é um agente federal ATF - Alcohol, Tobacco and Firearms, a agência mais ridícula dos estados unidos, e é convidado(!) para participar numa investigação duma explosão de um ferry, que envolve máquinas que quebram as leis da física e conseguem ver coisas que aconteceram no passado... Whaaaaat?!...
Ao que parece, uma qualquer equipa de cientistas, por acidente (que outra maneira há?) descobriu uma forma de ver coisas que ocorreram num determinado raio de acção 3 (ou 4) dias e seis horas antes(!!!!!!). Só nesse período. OU seja, se quiser ver algo que ocorreu hoje, terei que esperar uns dias para o poder ver. Mas se deixar passar demasiado tempo, já não o conseguirei ver.
Se soa ridículo, é porque é. Não é tão ridículo quanto o quão gordo o Val Kilmer anda hoje em dia, mas é ridículo qb.

Há muitos poblemas com esta história:
O porquê do governo americano estar a usar esta tecnologia altamente desenvolvida mas também altamente experimental num caso que, convenhamos, não é duma magnitude assim tão grande.
O porquê do Denzel ter sido convidado para participar, apesar de ser um reles agente federal.
O porquê de, às tantas, estar a liderar a coisa, seguindo dicas que mais ninguém seguiria (uma moça, entenda-se).
O porquê da existência de uma agência federal só para tabaco, álcool e armas. A CIA ou o FBI não podiam fazer o mesmo trabalho?
O porquê do Val Kilmer estar tão gordo.

Mas mesmo com estas coisas, o que irrita é que passamos maior parte do tempo a pensar «Será que estas pessoas nunca viram um filme com viagens no tempo?! Se o gajo fizer [isso], obviamente que vai despoletar [isto ou aquilo] no futuro!»
Para alguém que veja algum cinema, é difícil haver surpresas neste tipo de enredo. O Donnie Darko será o último a surpreender. E passa mais pela questão de ambiente do que propriamente a história.

Resumindo, é um trama de ter que mudar o passado. É isso que Denzel tenta fazer ao longo do filme. E o que é pior é que consegue fazê-lo e garanto que podia estar aqui até amanhã e não conseguia explicar como o consegue fazer porque, sinceramente, não percebi o que é que fez diferente.