quinta-feira, maio 22, 2014

Winter's Tale

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Eles brincam no póster com a conversa de não ser uma história verdadeira. Confesso que ando um pouco escaldado com Hollywood e a sua falta de imaginação. Mesmo esta história de anjos, demónios, amores eternos e milagres... Temi que, mesmo assim, ainda se lembrassem de insinuar que seria baseada em factos reais.

Winter's Tale baralhou-me por causa de Colin Farrell. Aqui temos um bad boy a fazer uma suposta história de amor. Mais, uma fantasia. A não ser que fosse o mau da fita, o perfil não encaixava. Lá se percebe. Farrell é um ladrão. Tem bom coração, mas não deixa de ter pertencido a um grupo de meliantes. Aceito uma história de redenção. Não aceitaria uma história em que fosse o bom da fita puro.

O filme é esperançoso e um pouco lamechas. Não para toda a gente, por muito que apareça uma ruiva meio despida.

Paulette

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Se se fala e procura empreendorismo, não será necessário olhar para muito além deste exemplo. Uma velhota, sem dinheiro para pagar as contas, vê uma oportunidade de negócio na venda de haxixe. Recusa-se a vender drogas pesadas ou vender qualquer coisa a miúdos novos. Mas ao ver a procura, a velha tratou de providenciar a oferta. Com ela leva as amigas, porque qualquer bom negócio tende a crescer. Aumentou o cardápio. Procurou sócios à altura. Soube tratar do seu próprio marketing. A única chatice é a ilegalidade da coisa, que a obriga a lidar com gente de reputação duvidosa. O que é certo é que Paulette prosperou.

E tirar daqui algumas ilações, não?

quarta-feira, maio 21, 2014

Better Living Through Chemistry

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Quanto tempo demora alguém a escolher Sam Rockwell para o papel de drogadeco? Um minuto? 30 segundos? 10? Não que seja um brilhante actor a fazê-lo, embora o faça muito bem. É só porque poupa-se imenso em maquilhagem e iluminação. É só metê-lo em frente à câmara.

Para que ninguém vá ao engano, embora imagino que apenas uma ou duas pessoas veja este filme, Ray Liotta e Jane Fonda devem aparecer um total de dez minutos neste filme. Fonda ainda faz a voz off, vá-se lá perceber porquê, mas em cena aparece apenas uma vez. Já Wilde tem algum tempo em cena e é bom de se ver.

Ride Along

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Ride Along é assim tão parvo como se poderá pensar. Contudo, há duas vantagens na sua existência. O género buddy cop movie continua vivo, o que é de enaltecer. Por muito que a qualidade não abunde. E aqui podemos finalmente ver a briga entre John Leguizamo e Ice Cube, que será o concretizar de um sonho de qualquer verdadeiro apreciador da sétima arte.

terça-feira, maio 20, 2014

The Black Balloon

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Continuo com filmes pesados.

Neste caso temos uma família que lida com o autismo de um dos filhos... para além de mais alguns problemas com os outros membros. Tudo é difícil para todos, mas aqui o ênfase é dado às agruras do irmão. A família acabou de mudar-se para uma cidade nova. Têm que lidar com toda a discriminação que advém duma data de gente nova a ser confrontada com um miúdo que não age como os outros.

O filme tem algum interesse, mas aprende-se pouco. OK, não se pode deixar um adolescente sozinho, que começa logo a brincar com a pilinha. Não me parece grande descoberta.

Mr. Morgan's Last Love

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A carga emocional e ramificações psicológicas tornam o filme tão denso, que basta a caixa do DVD para abrir a cabeça a uma pessoa. E não falo metaforicamente. Estudantes de psicologia deviam fazer teses, só com base neste filme.

Há uma parte totalmente inacreditável. Não falo do Caine poder ter hipótese com uma francesa nova e bonita. Não. Essa parte é credível porque Caine é o maior. Mesmo em velho. Nem falo do salário incrível que um professor americano deve ter, para poder reformar-se em Paris, tendo casa num dos melhores bairros, para além de outra de férias, num sítio que não parecia ser «modesto». Não. A parte absurda foi mesmo o «sotaque americano» de Caine. Respeito-o muito enquanto actor. Admiro-o e invejo-o enquanto homem. Poucos são os que chegam a esta idade com tanta classe. Mas ele não é capaz de fazer um sotaque convincente nem que lhe apontem uma francesa bonita à cabeça. Só meia hora dentro do filme é que percebi que o seu personagem não era britânico. Quase que parei, para poder procurar uma explicação plausível algures nos meandros da Internet.

Fora isso, é sempre um prazer ver a Scully.

segunda-feira, maio 19, 2014

The Lego Movie

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«Que mamadice!»

Concordo em absoluto. Este é um daqueles filmes que já está no limite do que é possível apreender pela minha geração. Só ainda não foi passado esse limite porque, apesar de tudo, foi feito por pessoal não muito longe da minha idade. O tom acelerado poderá advir de narcóticos brancos, mas também poderá ser só de pessoal muito activo. Continuo a perceber maior parte das referências, o que faz-me sentir não muito velho. E só não reclamo e tento baixar-lhe as rotações porque houve um pormenor delicioso. Também eu tive um boneco espacial com aquela ligação do capacete partida. Por um lado fico triste porque deixo de sentir-me único. Por outro lado deu-me gozo relembrar esse pequeno detalhe, há muito esquecido.

Agora tenho que tentar não sonhar com um milhão de coisas a acontecer ao mesmo tempo, com pequenas peças de várias cores a voar por toda a parte.

Não vai ser fácil.

domingo, maio 18, 2014

About Last Night

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Raios! Acabei de ver um remake. Ainda por cima é um remake que refere o filme original a meio. Aparece uma cena e tudo. Eu estranhei ambos os personagens principais gostarem dum filme dos anos 80 interpretado pelo Rob Lowe e a Demi Moore. Ainda para mais sendo um filme que saiu quando os personagens não deveriam ter mais de 6 anos. Só que não liguei. Claro que não liguei. Fiz o habitual desligar de cérebro e agora sinto-me sujo. Usado. Enganado.

Não foi para isto que comecei um blogue onde não digo nada com jeito sobre filmes que vejo.

sábado, maio 17, 2014

The Monuments Men

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Quando soube da existência deste filme fiquei muito entusiasmado. Basta o elenco para justificar a reacção. Não cumpriu com a percepção inicial. Só vi agora, mas apercebi-me na altura que não seria assim tão bom. Descubro agora porquê.

Monuments Men tenta ser o Ocean's Eleven na Segunda Guerra Mundial. Só que é impossível uma coisa ser a outra. Porque um é um filme castiço e o outro é um conjunto de nerds a salvar arte no meio duma guerra. Não lhes tiro mérito. Dois homens deram a vida pelas suas convicções. Só que...

segunda-feira, maio 05, 2014

The Amazing Spider-Man 2

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Principal lição que aprendi: cair num «aquário» de enguias assassinas corrige defeitos na dentição. E dá poderes mais ou menos incompreensíveis. Mas acima de tudo a cena dos dentes. É o essencial.

O primeiro impacto foi que não gostei. Poderá ser embirração, mas sinto que tive demasiado momentos de questionar coisas. Porquê isto? Porquê aquilo? Fui tentando fazer uma lista mental de todos estes momentos. Eram demasiados e tornou-se impossível lembrar-me de todos. Preocupei-me em não esquecer o dos dentes. Não será o pior, mas foi dos primeiros (senão mesmo o primeiro), e é um não-spoiler. Tudo o resto revelará demasiado a quem não viu e quer ver.

Independentemente de ter ou não gostado (à primeira vista é não, mas deixemos passar mais algum tempo), dou um grande desconto aos criadores desta nova versão do herói aracnídeo. Não, não estão a fazer um trabalho nada de especial, ainda por cima se tivermos em conta o que anda a fazer a concorrência, mas admito que não era uma tarefa fácil. Revitalizar um franchise mal trabalho de início e, ainda por cima, morto, estava longe de ser uma tarefa fácil. E não digo que seria capaz de fazer melhor... mas espero melhor de quem tem como profissão fazer filmes.

Acabo com o positivo desta sequela:
- a química entre os dois personagens principais;
- a acção, por muito que comece a ser demasiado CGI, misturado com o humor reconhecido no personagem;
- a cena que todos esperávamos.

Este último ponto tenho que admitir que foi muito bem feito. Tudo até chegar ali é disparatado e apressado. A cena em si teve o impacto que lhe era devida.

domingo, maio 04, 2014

Walk of Shame

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Estes gajos de Hollywood são uns oportunistas. Aproveitaram uma frase que se tornou popular nos últimos anos, juntaram-lhe o gosto das pessoas por fails de notícias (incluo-me claramente neste grupo) e a falta de privacidade que existe hoje em dia, derivado das redes sociais, para fazer um filme.

Coitadas das moças, que hoje em dia não podem ter uma noite mais solta e são logo denunciadas a meio mundo. Neste caso foi a Elizabeth Banks que, por muito que tente preservar a sua boa imagem enquanto pivô de noticiário, acabou por ser quase apanhada de todas as formas e feitios, a ir para casa depois duma noite de... Bem, digamos que foi de «costumes duvidosos». Soltou a franga, vá. Deixem lá a pobre moça em paz. Lá porque fez amigos com traficantes, parecia uma prostituta ou importunou uma data de judeus religiosos, não quer dizer que não consiga fazer bem o seu trabalho.

quinta-feira, maio 01, 2014

No se Aceptan Devoluciones

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Tenta ser uma comédia com interesse humano. A escolha de actor principal coloca muitas dúvidas sobre a intenção. Parece ser um palhacito de comédia. Será muito famoso no México e terá viabilizado o projecto, mas não deixa de tirar alguma credibilidade. Não ajudará ainda os toques pirosos mexicanos. Por muito que tentem fazer algo hollywoodesco, há sempre ali aquele «pormenor de poncho» a lembrar as origens. 

A história é simpática e teve um desenrolar simples e eficaz. No final saltam alguns passos, mas não incomoda muito. É um filme que se vê bem, mas não percebo o alarido que levou-me a vê-lo. Foi-me vendido como um grande filme mexicano. Meh!

quarta-feira, abril 30, 2014

That Awkward Moment

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- Fuck. Pick up. (...) Pick up. Pick up your phone! (...) Dude, I have a serious problem. I gotta take a leak right now. And my boner looks like that thing on The Price Is Right.
- Bob Barker?
- Yeah, my dick looks like Bob Barker. No, you asshole, that thing that stops the wheel.
- What?
- I think I took too much Viagra. I just really got to take a leak.
- You have to just get horizontal.
- Get horizontal? What the...
- You need to be horizontal.
- Me or the boner?
- Both.
- I can't. My boner is perpendicular to my body.
- Just try it, man.
- This is the stupidest idea I've ever heard of. What the... This isn't... Whoa! Wait, bro, it's actually working.


Achei o filme divertido por dois motivos:
- o meet cute está fixe, e é dos meet cutes que as comédias românticas vivem;
- a interacção de gozo entre os principais (vulgo banter).

Para o segundo ponto ajudou ter Milles Teller, não tanto Zac Efron. Não que odeie o produto da Disney, mas não há muito assim tão impressionante em relação ao rapaz, a não ser o vozeirão. A sério, parece o Baldwin decente. Isso é dizer muito. Será mais um Baldwin, mas duma mãe diferente, ou assim? Há ali material genético partilhado, de certeza. Por acaso estou a gozar, mas cheira-me que se for pesquisar ainda descubro que têm algum parentesco. Voltando um pouco atrás, o Teller é um gajo genuinamente com piada, parece ser algo inteligente, e é daqueles que falam pelos cotovelos mas (ainda) não irrita. Sim, é o meu novo man-crush.

A única outra curiosidade daqui é que dois dos personagens principais vão fazer parte dum quarteto famoso. De resto é uma comédia romântica banalíssima que estica o último terço até à exaustão.

terça-feira, abril 29, 2014

Out of the Furnace

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A história é simples. O irmão mais velho vinga a morte do irmão mais novo. O miúdo, que não é miúdo nenhum, estava sempre metido em apuros, com gente de má reputação. Não podia correr bem. Até aqui, nada de mais. O interesse é sempre na parte da vingança.

Surge um problema.

O problema é que nas duas horas de filme, a primeira hora e meia é a desenvolver não só a parte que não interessa, como a parte que até é a mais simples. Quando chegamos ao sumo, estamos quase a dormir, entiados por noventa minutos de palha. Tudo para culminar em trinta que acabam por ser nada interessantes. Muito porque toda a cena não tem tempo para desenvolver. Acaba tudo apenas por... acontecer.

No fundo, foi todo um date com uma cena precoce no final.

sexta-feira, abril 25, 2014

The Immigrant

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A vida era tão mais simples, antigamente. OK, o álcool era proibido, vá-se lá saber porquê, mas bastava subornar alguém para insinuar que uma moça era de reputação duvidosa, e toda a gente acreditava. A partir daí era mais fácil metê-la a coser, lavar cenas, trabalhar na horizontal... Era tudo um mimo.

Os primeiros dois terços do filme até têm algum interesse. Vivemos o sofrimento de Cotillard, que viu-se forçada a uma vida que não escolheu, tudo em prol da irmã e de algo melhor. Já o último terço perde-se um pouco. A história tem um desenrolar que tenta ser impactante, mas falha o intuito. E vamos não esquecer ter que ver Hawkeye com maquilhagem nos olhos. Eu bem que quero esquecer, mas não sei se algum dia conseguirei.

Snitch

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Para salvar o filho da prisão, tendo sido «incriminado injustamente», The Rock faz tudo. Nada sexual, entenda-se. O filme não é assim tão emocionante. Limita-se a matar, provocar acidentes em cadeia na via pública, traficar drogas pesadas, andar aos tiros, destruir coisas, pôr a vida, o trabalho e o resto da família em risco, pôr a vida, trabalho e família de outras pessoas em risco... No fundo, estão a ver a premissa de que um indivíduo não é mais importante que o grupo? Esqueçam. Aqui não faz sentido. E o pior que tudo é que este filme é baseado em factos reais. Até estes filmes de m€rd@ são baseados em histórias reais. Ao que chegámos. Agora sim perdi toda a fé na humanidade.

quinta-feira, abril 24, 2014

Hard Candy

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Com que então é isto o Hard Candy. Ouvi falar muito do filme, a certa altura. Mais que não seja porque foi o que meteu Ellen Page no mapa. Depois esqueci-me que existia, confesso. Voltou a aparecer. Arranjei-o. Voltei a esquecê-lo. Vi-o numa lista qualquer há pouco tempo. Procurei-o mais uma vez, até aperceber-me que o tinha. Ficou por aqui. Não esquecido, mas também não em prioridade. O que concluo, principalmente, é que saberia de caras que Page é lésbica se tivesse visto este filme logo na altura. E nem falo do envolvimento dela numa castração. Não. Aqui é bastante óbvio e nunca teria sido surpreendido como fui. (Para quem vive num buraco, Page revelou as suas preferências sexuais agora há pouco tempo.)

Lesbianismos à parte, há momentos bonitos e outros muito angustiantes neste filme. Mais uma vez, não me refiro à castração. Está mesmo bem feito. Confere o que me foi dito há anos atrás... e que esqueci entretanto... mais que uma vez.

quarta-feira, abril 23, 2014

Hyde Park on Hudson

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O Franklin D. Roosevelt era um garanhão. Uma espécie de Clinton dos quarentas. Com a diferença que FDR meteu um cachorro quente na boca do rei de Inglaterra (não é um eufemismo), enquanto que Clinton fez umas cenas com um charuto.

Passei os primeiros minutos do filme pronto para desistir deste visionamento. Às tantas agarrou-me. Quiseram humanizar estas figuras da história. Confesso que fiquei curioso por ver todas as imperfeições da casa Roosevelt. Gostei de ver os hábitos comuns que o senhor presidente gostava de ter. Gostei da ideia dele passear de carro sozinho por campos e até aldeias, como se fosse só outra pessoa qualquer. E até achei piada ao famoso fim-de-semana, com todo o seu desenrolar. Contudo, não vão ao desengano. O filme é mau e não deve ser visto por mais pessoa alguma nesta terra a modos que redonda.

terça-feira, abril 22, 2014

Stand Up Guys

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Não sei se acho estes filmes de velhadas fixes ou simplesmente deprimentes. Ando muito indeciso, hoje em dia. Será da idade? Estarei a chegar a um ponto onde novas tecnologias confundem-me, ao passo que jovens e mudanças assustam-me, como os velhos? Nah, eu sempre fui assim.

Pacino sai da prisão. O melhor amigo Walken recebo-o e leva-o a divertir-se a noite toda. Pelo meio libertam o outro membro do trio, Arkin, dum lar de idosos. Umas horas mais tarde enterram-no, não sem antes ajudarem-no a realizar o seu sonho de ir para a cama com duas mulheres. Sejamos honestos, não é para isto que servem os amigos?

São três velhadas clássicos para uma data de miúdas giras. Não está mal esta relação, para cerca de 90 minutos de filme.

domingo, abril 20, 2014

A Birder's Guide to Everything

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Uma aventura inocente de quatro adolescentes, que vão à procura dum pato extinto. Cada um tem que lidar com as suas questões e até há um miúdo parecido com o Leão do Feiticeiro de Oz.

Tenho que parar com esta mania das comparações.

...

Ok, só uma última: a miúda podia ser a irmã mais nova da Summer Glau.

sábado, abril 19, 2014

Beautiful Creatures

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Se vives numa terra pequena, o mais provável é quereres sair o mais rápido posível. Se tiveres um pouco de sorte, eventuamente acontecerá algo interessante, que não só marcará o teu crescimento, como dar-te-á uma história para contar o resto da vida. Neste caso, esta história deu ao jovem Ethan uma namorada e um conhecimento de magia, algo que não sabia existir até então.

A história é bastante simples. Um rapaz sonha com uma rapariga, que acaba por aparecer-lhe na sala de aula. (Conveniente.) Vai atrás dela, apesar da miúda dar para trás ao início. Vai conquistando o seu coração... muito porque mais nada se passa na terra... e porque ninguém a quer ali. Porque vem duma família conhecida por serem adoradores do dIABO. Ethan conhece então a família, que é o passo seguinte mais lógico. E, gradualmente, o jovem casal descobre que são descendentes/reincarnações dum velho casal de humano e feiticeira, que começaram na altura da guerra civil americana, uma maldição a todas as mulheres da família, de torná-las malignas aos 16 anos.

Acabei de perceber que as pessoas que escreveram esta história compararam feitiçaria com o período menstrual duma mulher! Isto é pior do que pensava.

Celeste & Jesse Forever

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Os dois são melhores amigos e dão-se super bem. Estiveram casados. Estão em processo de separação. Não funcionou porque não evoluirem ao mesmo ritmo. Ela está toda profissional e com a carreira em grande. Ele... fuma umas... come cereais... passa muito tempo com o dealer... Não cresceu tanto como ela. Como tal, a moça mete na cabeça as idiotices que só mulheres conseguem meter na cabeça, e decide acabar tudo. A relação entre os dois melhora. Discutem menos. Continuam próximos, mas sem a parte física. Até que o palerma arranja outra. Amadurece rapidamente. Mostra facetas que a moça não esperava ver nele. E aí entramos na segunda dose de idiotices na cabeça duma mulher. Os papéis invertem-se e é ela no buraco.

O mais complicado de tudo é ver Rashida «no buraco». Toda suja, mal vestida, a fumar, beber e comer desenfreadamente. Não é credível. Tem um ar demasiado certinho para tamanho descontrolo.

sexta-feira, abril 18, 2014

Bad Words

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Jason Bateman realiza-se... «Realiza-se»? Funciona em português? «Realiza-se a si próprio.» Será? Parece ordinário.

Melhor começar de novo.

Jason Bateman realiza e interpreta um filme em que insulta maior parte das pessoas. Algumas delas «pessoas». Ou seja, crianças pré-adolescentes. Chega a levar uma às meninas. Não para fazer tudo. Calma. Não é esse tipo de filme. Pagou a uma prostituta para mostrar os seios a um miúdo de 10 anos. É um pouco mais normal.

Pelo meio entra num daqueles concursos parvos americanos de soletrar palavras... enquanto adulto. Bateman vs. miúdos nerds é um bom espectáculo de se ver.

domingo, abril 13, 2014

Ernest et Célestine

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Um filme doce e amoroso sobre uma amizade improvável. Para os mais novos, mas que os graúdos também podem ver. Até porque convém. Há aqui alguns momentos com mensagens dúbias para os mais impressionáveis.

sábado, abril 12, 2014

The Book Thief

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AHA! Sempre havia uma história com nazis, nos Óscares deste ano. Houve tudo, afinal. Nazis, escravatura, sida, homossexualidade, histórias verídicas (quase todas), gordos e carecas, anões arremessados, prostitutas... A sério, valerá a pena fazer edição para o ano? Como vão suplantar esta?

Em relação ao filme, alguém saberá esclarecer-me se o narrador era dEUS ou o dIABO? Não deu para perceber bem. Da mesma forma como não deu para perceber porque o filme teve mais que um narrador. Como também não deu para perceber qual o encanto duma miúda que tinha só ar de ser super irritante. E que ainda por cima beija cadáveres. Yuk!

quinta-feira, abril 10, 2014

Jagten

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Odeio crianças.

...

Claro que não odeio crianças. Odeio só crianças dinamarquesas.
Não, não. Que parvoíce. Odeio estas crianças dinamarquesas.

...

Vá, odeio estas personagens do filme que, por acaso, são crianças.

...

Não, neste momento odeio crianças.

Tenho-lhes medo. Fiquemos por aqui.

sábado, abril 05, 2014

The Great Gatsby

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DiCaprio acabou por estar em dois filmes nomeados para Óscar. Em boa verdade, em dois papéis muito semelhantes, de menino pobre que fica rico e estoira o dinheiro de forma extravagante. Só que neste DiCaprio contracenava com uma parede que é Maguire. A Academia não é fã deste tipo de interpretações. Para mais, viram-se poucas prostitutas. Também uma clara falha.

A decoração e o ambiente estão bem criados. A música não sei ainda se entrou bem. Em alguns momentos diria que sim, noutros nem por isso. A história é conhecida e inspirou muitas outras coisas, como também foi inspirada por outras. Devia ter sido encenado bem mais cedo. Agora limita-se a parecer com muito do feito nas últimas décadas, ou não fosse uma história de amor muito americana.
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No narra a história do derrube da ditadura de Pinochet, através duma feroz... errr... campanha de marketing?

É isso mesmo. Bernal interpreta a principal cabeça dos anúncios que ajudaram a derrubar o ditador, com mensagens positivas e de humor, usando todos os truques de marketing. Terá sido a única vez na história da humanidade que marketing e publicidade tiveram um efeito positivo.

Ia começar por falar na tremenda caracterização do filme, com decoração, roupa e imagem da altura. Depois lembrei-me que nada sei sobre o Chile. Se calhar ainda se vestem assim. Se calhar a tecnologia adequada não chegou lá e por isso a imagem está tão suja. Não sei.

O que é certo é que esta semana foi irónica. Por um lado, o amor provou ser perfeitamente deprimente, enquanto que a palavra «não» foi entusiasmante. Será o suficiente para baralhar qualquer um, até o/a mais anónimo/a.

sexta-feira, abril 04, 2014

La Cage Dorée

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Dois filmes franceses seguidos em que a Rita Blanco faz de empregada. Serve para provar que nunca é tarde para um actor ser type casted.

Com que então é isto que entusiasmou tanta gente, quando esteve no cinema. Sim, senhor. Está certo.

quarta-feira, abril 02, 2014

Amour

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o amor é isto e nada mais

Trágico. Intenso. Final. Capaz de levar um homem à loucura. Amour é deprimente mais no sentido de que muitos procuram isto, embora nem todos o encontrem. Não acho que seja deprimente pela história em si, embora haja momentos em que é um pouco. Fará parte.

Claro que também é uma versão do amor muito francesa.