sexta-feira, novembro 29, 2019

The Angry Birds Movie 2



O raio do primeiro filme pagou-se. E bem. Mais do que suficiente para justificar uma sequela, que também se pagou... embora não tão bem.

Nesta segunda vez que perco demasiado do meu tempo, os inimigos do primeiro são agora amigos, porque apareceu um inimigo pior. E o herói, que começava a ficar esquecido, passa a ser novamente herói e... faz cenas.

Shaft


Não é um.
Não são dois.
São três(!) gerações de Shafts no mesmo filme!

É um bocado spoiler o que acabei de dizer, bem sei. Mas o filme estreou no Netflix há cinco meses. Comparado com um filme lançado no cinema, é como se tivesse 30 anos. Aliás, admira-me que eu tenha conseguido ver o filme na plataforma, agora que eles andam com esta coisa de deitar filmes fora, só porque sim.

Em boa verdade, não há muito mais para dizer. O filme é básico e é chocante que o Sam Jackson ainda consiga fazer destas coisas. Não me choca o Shaft original, atenção. Só o Jackson. O Shaft é o Shaft, caramba. Tem mais é que andar a fazer destas coisas.

quinta-feira, novembro 28, 2019

Godzilla: King of the Monsters


Há dois tipos de pessoas neste universo... que estão a tentar tornar maior do que deveria ser. Há as pessoas que acreditam que o Godzilla é bonzinho e os vais salvar. E há as pessoas que simplesmente acreditam ser um monstro, igual a todos os outros. Depois há as crianças, que estão dos dois lados e dizem asneiras a torto e direito.

Mas este é o papel dos humanos nestes filmes. Andam dum lado para o outro, quais «baratas tontas», a achar que estão a salvar-se, quando maior parte das vezes só estão a atrapalhar.

Malta, relaxem! Recostem-se nas cadeiras, arranjem umas pipocas e disfrutem do espectáculo. Não é todos os dias que monstros gigantes andam à porrada uns com os outros. Vamos aproveitar e curtir... porque não há mesmo mais nada que possam fazer.

quarta-feira, novembro 27, 2019

Kodachrome


Alguém consegue explicar-me porque nem todos os filmes Netflix estão disponíveis em todos os Netflix?

Quero com isto dizer que Kodachrome não está disponível no Netflix português. Apenas consegui ver porque está disponível no Netflix belga. O que é, no mínimo, embaraçoso.

Brincadeiras à parte, tenho dificuldades em perceber qual a lógica. É uma questão de falta de espaço no servidor? O serviço tem um número limite de filmes que consegue disponibilizar? Será uma questão de direitos? Faz pouco sentido se assim for. Mais, entretanto descobri um par de «filmes Netflix» que já não estão disponíveis de todo. Qual a lógica de produzir uma coisa que não fica em catálogo?

Kodachrome é mais uma óptima interpretação de Ed Harris, que está a morrer e quer revelar um par de rolos fotográficos, que tem há décadas. É surreal que alguém ainda tenha rolos por revelar, mas não fiquemos presos em detalhes. É uma história humana engraçada, independentemente da premissa muito frágil.

The Highwaymen


Gosto deste esforço e carinho que Hollywood tem pelos mais velhos, sempre a arranjar projectos novos e divertidos, para dar-lhes que fazer. Assim os velhotes andam ocupados e povoam menos... sei lá, as estradas, por exemplo. E digam lá que não é divertido ver Costner a fazer de durão, uma vez mais? Quase que dá vontade de rever o Waterworld e tudo.

Costner interpreta o bom da fita, se bem que muita gente não viu a coisa assim. Ele lidera um reduzido número de pessoas na caça aos famigerados, mas muito populares, Bonnie e Clyde. E conseguiu «apanhá-los». Mas não é sobre ele que se contam histórias. A dupla foi muito acarinhada pelas pessoas, apesar de serem apenas ladrões, que mataram muitas pessoas.

Estranha noção de «heróis», esta dos americanos.

terça-feira, novembro 26, 2019

Good Boys


Estas crianças vão ser consideravelmente diferentes da minha pessoa e de como vejo o mundo.

Esta coisa de haver uma monitorização constante a bullying... Como é que se vive uma vida sem medo constante de fazer figuras tristes e, pior, de ter alguém a gozar connosco por causa destas figuras tristes?

Good Boys não tem nada a ver com bullying. São três miúdos numa aventura ridícula e inocente, apesar de ter os mesmo objectivos que todas as outras histórias de aventuras com jovens: miúdas.

Três amigos desde infância estão a crescer e a entrar no nefasto mundo das hormonas. Um deles tem um fraquinho por uma miúda. O convite para uma festa poderá ser o início duma duradoura relação amorosa. Para conseguirem ir à festa e tornar todos os sonhos (de um deles) em realidade, basta conseguirem substituir um drone muito caro que, acidentalmente, destruíram.

Basta faltar à escola, vender uma carta rara de Magic a um adulto desconhecido, atravessar a cidade, comprar um novo drone no centro comercial e voltar a casa. Pelo meio fogem dumas miúdas mais velhas a quem roubaram drogas, andam à porrada com uma fraternidade universitária, atravessam uma auto-estrada e acabam a amizade.

Fácil.

quinta-feira, novembro 21, 2019

Blinded by the Light


Não sou grande fã de Springsteen. Gosto de uma ou duas músicas. Mas achei piada ao trailer deste filme. Pensei que poderia ser uma história interessante.

Não foi muito. Maior parte é só um conjunto de clips reles com músicas do boss. Chega mesmo a haver um momento particularmente ridículo, com o personagem principal a ouvir uma das músicas no walkman, enquanto canta a letra, levando as pessoas na rua a cantar e dançar também.

Como, se só ele a estava a ouvir? Fez-me revirar os olhos de tal forma, que temi que não voltariam ao sítio.

segunda-feira, novembro 18, 2019

Ford v Ferrari


O nome é um pouco enganador, já que a Ferrari não foi exactamente o grande rival nesta história. Convenhamos que, na grande corrida, os carros da Ferrari estoiraram todos, ou tiveram acidentes. Foi mais Ford v Ford, ou mesmo Ford v Bale/Damon, já que os grandes conflitos foram todos internos, com a chefia a querer fazer uma coisa e o pessoal talentoso outra.

As corridas longas são uma seca para mim, lamento. Aquela coisa de ver carros a fazer a mesma coisa vezes e vezes, quase sem conta, não puxa por mim. Mas funcionou em filme, porque para criar emoção basta fazer o plano fechado à maneta das mudanças e meter uma acima. Aposto que, para além de pesquisarem a história destes acontecimentos, os criados viram bem os «Fast & Furious».

Nota final para o palerma do Josh Lucas, um claro típico vilão idiota. Nem precisou de representar grande coisa neste papel.

The Last Laugh


Chevy Chase tem grandes dificuldades para reformar-se, neste filme. Segundo o personagem, ele sempre viveu para trabalhar, com gosto, em vez de ter trabalhado para viver. É uma maneira de ver as coisas, tão estúpida como qualquer outra.

Claro que assim que encontrou uma namorada em Andie MacDowell (ficção científica?), o trabalho deixou de ser assim tão importante.

Curioso.

domingo, novembro 17, 2019

You've Got Mail


O filme é uma tentativa de replicar o êxito da dupla Hanks/Ryan em Sleepless in Seatle, mas o certo é que nesse filme mal estiveram juntos. Ou seja, foi um plano arriscado fazer este filme, pois a química entre ambos não é notória. Em You've Got Mail interagem muito mais, mas não é uma coisa muito fixe. Hanks arruina a vida a Ryan. Pelo menos numa fase inicial. Ele chega mesmo a destruir a última ligação que Ryan tinha com a falecida mãe: a loja de livros infantis.

Porque raio é que haveria de apaixonar-se por ele, mesmo que a vida tenha dado umas voltas até bastante simpáticas.

Claro que vi o filme quando saiu. Revi agora porque a minha senhora adora esta história. Para mim foi só prova do que já sentia: isto não é mesmo nada de especial.

Mas não digam nada à minha senhora, por favor. Estou lixado se ela descobre.

terça-feira, novembro 12, 2019

Changeland


Seth Green estreia-se na realização com um belo filme publicitário à Tailândia. E qual a melhor forma de realizar um filme publicitário à Tailândia? Levar os amigos todos para participar. Ninguém suspeita se forem os amigos todos. Talvez se também participar a mulher. Mas Green é esperto! Como é que se disfarça a mulher participar? É metê-la a enrolar-se com o amigo. Na história, entenda-se.

Ninguém aproveitaria a realização dum filme publicitário à Tailândia para fazer férias com os amigos E escreveria uma história da esposa a enrolar-se com o amigo.

Este filme traz-nos também a melhor interpretação de Culkin desde Sozinho em Casa, já agora.

Triple Frontier


Agradável surpresa.

Nunca se espera grande coisa dum filme...
- ... Netflix;
- ... de tiros da Netflix (ainda por cima);
- ... com Ben Affleck (hoje em dia);
- em que o elenco tem uma mega estrela, dois gajos genericamente conhecidos, mais dois gajos que podem vir a ser mais conhecidos, mas ainda não são.

O certo é que Triple Frontier entra de caras na lista de melhores filmes Netflix. Não é dizer nada, é certo. Mas acredito que, com o tempo e com a Netflix a eventualmente fazer filmes decentes, o filme se mantenha na lista de melhores filmes Netflix. E isso já é dizer alguma coisa.

sexta-feira, novembro 08, 2019

When Harry Met Sally


Como é possível gostar de comédias românticas e nunca ter visto este filme? Pois, não sei. Suponho que viver num país estrangeiro seja boa desculpa. Ou isso ou pura negligência parental. O certo é que a minha senhora nunca tinha visto. Uma clara falha na vida de qualquer ser humano mas, felizmente, de fácil resolução.

Não me custa nada voltar a esta história, convenhamos. E sim, ainda me ri em todas as mesmas cenas onde sempre ri.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Zombieland: Double Tap


No meio de tanto zombie, de explosões, acidentes de carro, da evolução dos ditos zombies numa raça mais inteligente e mortífera, ou até mesmo a própria solidão de viver num mundo desolado, o mais arrepiante foi terem estado tanto tempo na beira dum arranha-céus. Acontece no final, no culminar do plano para dar cabo duma horda de zombies. Depois de enganarem as criaturas a atirarem-se do prédio abaixo, todos decidiram celebrar e estar à conversa mesmo à beirinha.

Esta gente é doida? Eu não estava lá e senti tonturas.

Z2 é divertido, porque os actores são bons e o universo está bem estruturado. As cenas com os sócias foram bastante divertidas, mesmo que se tenha visto maior parte no trailer. O filme acaba como começou, com a Breslin sem cara metade. Todos estão agora em casalinhos. Faz sentido, ou não tivesse Breslin deixado de ser cabeça de cartaz para esta sequela.

Valeu bem a pena que tenham voltado todos, para fazer mais uma coisas destas.

segunda-feira, novembro 04, 2019

Ode to Joy


O conceito é, no mínimo, peculiar. Um tipo que não pode ter qualquer tipo de boas emoções fortes, senão cai para o lado. É uma condição física rara. Sempre que Martin Freeman sente absoluta felicidade, amor ou luxúria, desmaia. Imagino a adolescência deste rapaz. Devia passar metade do tempo no chão.

Parecendo só ridículo, o certo é que é extremamente perigoso. Para além de cair e poder magoar-se, pode atropelar outros, ou simplesmente cair duma grande altura e ir desta para melhor.

O homem tenta viver uma vida regrada, que é como quem diz: deprimente com'ó raio. Até que conhece Morena Baccarin.

Por um lado é um belo massajar do ego. Por outro, ela saberá sempre que o rapaz minta sobre o seu apreço às prendas de natal recebidas. Se não desmaiar, é porque não gostou assim tanto.

Não será uma vida fácil para o casal, pelo que louvo-lhes a coragem.

sexta-feira, novembro 01, 2019

Joker


A vida até estava a correr bem ao rapaz, mas aquelas escadas levariam qualquer um à loucura. Entende-se. Eu tenho vivido muito com escadas, nos últimos anos. Houve uma altura em que tinha de fazer três andares tanto em casa, como no escritório. Não foi uma vida fácil. Também pensei em tornar-me um mestre sanguinário do crime, arqui-inimigo dum ricalhaço qualquer vestido de animal noturno.

E depois há a outra questão. O Joaquin corria que se desunhava. Para trás e para a frente. Era correr atrás de miúdos, só para depois andar a correr de miúdos. Era chato, porque pelo meio tinha de levar na tromba. Mas tudo valeria a pena. O Quin tinha um sonho. Estas contrariedades só o ajudariam a chegar lá. Chegaria o dia em que ele teria o Flash como arqui-inimigo.

Acontece que alguém falou com ele. Trouxe-o de volta à realidade. Explicou-lhe que dificilmente conseguiria correr tão rápido. Pior, que tinha de contentar-se com o Batman.

E se as escadas não fossem uma frustração gigante só por si, é juntar-lhe ter de contentar-se com um «homem morcego»...

Como não enlouquecer?

quarta-feira, outubro 30, 2019

Stuber


A Uber pagou este filme, certo?

Acabou por ser mais parvo que divertido, não havendo muitos pontos positivos onde possa focar-me. Não há propriamente pontos negativos também. Nenhum assim de grande destaque. Como tal, foco-me na extrapolação duma história deste calibre acontecer no mundo real. A conclusão a que chego é que as vidas de ambos os personagens estariam completamente arruinadas.

O polícia usou um Uber - tanto o carro, como o motorista - numa investigação policial. Pôs ambos em situação de risco de vida, mas também todas as pessoas à volta. Isto porque estava debilitado fisicamente (parcialmente cego). Já o pobre motorista destruiu o carro pessoal - que também era de um dos seus trabalhos -, destruiu propriedade privada, roubou do seu outro local de trabalho e disparou contra pessoas.

Ambos seriam, no mínimo, presos.

Fighting with My Family


Fórmulas. Porque funcionam sempre?

História de vida. Baseado em alguém real. Desportista. Regra geral underdog. Amigos/família têm problemas e quase impedem o/a protagonista de atingir os sonhos. O/A progonista tem inseguranças. Alguém famoso/importante/influente, por norma envolvido na história verdadeira, dá conselhos que ajudam a ultrapassar as inseguranças. Protagonista atinge objectivos. Final feliz.

A história desta família, em especial desta moça, foi algo deturpada para o filme. Acontece sempre. O peculiar vem quando me pus a investigar a vida e carreira da moça no wrestling... e também fora deste, vim a saber. Certo é que teve coisas a acontecerem-lhe que não são culpa própria, mas as drogas, álcool e talvez até algumas «lesões», isso tem de ser tudo assumido como responsabilidade própria.

A moça conseguiu levantar-se dos maus momentos. Daí a ser uma boa influência...

Fica uma nota final, bastante positiva, para Florence Pugh, actriz que aparecerá em todos os filmes de 2020, aparentemente.

segunda-feira, outubro 28, 2019

Paddleton


Por falar em cómicos a tentar ganhar prémios...

Talvez não. Não é a primeira instância em que Duplass faz coisas sérias e o Romano é um gajo que não parece ter esse tipo de ilusões.

Para quem procura uma boa comédia, este não é o filme a ver, apesar de ter dois gajos engraçados nos papéis principais. Se se procura uma história com alguma profunidade emocional, muito bem trabalhada pela dupla, Paddleton é uma surpreendente boa opção.

sábado, outubro 26, 2019

Dolemite is my Name


Estará Eddie de volta? Será que todas as minhas cartas para Hollywood finalmente foram lidas? Existirá dEUS, a ouvir as preces deste pobre fã?

Duvido, mas é bom pensar que sim.

Eddie tem uma carreira complicada, com uma data de voltas. Foi mega estrela da comédia. Foi grande estrela de filmes, não só cómicos. Até produziu uns quantos com os amigos, o que mostra a grandeza que atingiu, a certa altura. Depois desapareceu durante uns tempos.

Voltou com um bom filme cómico, em que brilha a fazer vários papéis... só para desaparecer mais um bocado.

Dá a voz numa boa série de animação (ao qual ninguém liga, bem sei)... e é substituído na última temporada.

Volta para fazer uma das vozes num memorável filme de animação (que deu umas quantas sequelas e spin-offs)... e não desaparece... mas mais valia, porque o que anda a fazer é mau demais para ser verdade.

Perdi a conta às subidas e descidas de carreira, qual ioiô, nas últimas duas décadas. Tenho pena, porque Eddie é um dos que marca a minha infância e adolescência, com um humor e carisma que não encontrei em muitos outros. O Eddie tem um riso único. Algo que imito, volta e meia. Maior parte das vezes sem dar por ela. É esse o nível da influência que o cavalheiro tem em mim. Mas não posso esperar uma carreira constante. É pena, mas não posso.

Tudo isto para dizer que Dolemite é um filme engraçado de se ver. Não é comédia pura, atenção, apesar de ter momentos para rir. É a história dum tipo obstinado, que concretizou o seu sonho e deixou uma marca na comédia, que influenciou uma data doutros cómicos que vieram a seguir. Não há muita gente que possa dizer o mesmo. À custa disso não me admira que Eddie ande pelas listas dos prémios este ano. Ajudará a mais um momento alto. É bom. Escuso de andar mais um tempo a ver filmes reles com o cavalheiro.

Between Two Ferns: The Movie


Sinal da idade não é dores nas costas ou nos joelhos. Não é ficar careca ou grisalho. Não é esquecer-se de coisas ou urinar-se em público. Sinal da idade é quando fazem filmes baseados em coisas que não fazes ideia que existiam.

Consta que há anos que Galiafinakis tem uns vídeos no YouTube, onde entrevista estrelas de Hollywood, naquele que será, provavelmente, um dos piores talk shows possíveis.

E é assim. Dou por mim a chegar aos 40, cheio de mazelas mas pouco preocupado com isso. Fico antes aterrorizado com a existência dos BTF desta vida.

sexta-feira, outubro 25, 2019

IO


O filme está mal cotado no IMDb. Não concordo com a nota. Não sendo brilhante, está longe de ser assim tão mau. O que leva-me a ponderar: teria melhor cotação se tivesse actores mais populares?

Quão importante é star quality, afinal? Já vi filmes piores, muito piores, com melhores cotações. Usando um exemplo dentro também da ficção científica: teria o Ad Astra a cotação que merece, se tivesse o Anthony Mackie como protagonista? (Sem ofensa para o cavalheiro, que não o merece, mas são estas as peças no tabuleiro.)

Não nos fiquemos apenas pelos actores. Teria IO melhor cotação se não estivesse associado à conhecida má produção Netflix?

Acho injusto. Apenas isso. Este filme não merece 4.7.

quinta-feira, outubro 24, 2019

Hellboy


Serei sempre a última pessoa a achar que o Estado deve envolver-se ainda mais a reger a vida das pessoas. Deixem-nos cometer os erros que tivermos de cometer. Não precisamos de mais uma entidade parental a dizer-nos tudo o que devemos ou não devemos fazer.

Tirando esta questão de fazer filmes só para manter os direitos. Epá, se não há um projecto com pés e cabeça, temos pena. Se não conseguiste aproveitar os direitos enquanto os tiveste, para fazer dinheiro/algo como deve ser, azar do caraças, estúdio de Hollywood que não faço ideia qual seja.

Fizeram o primeiro. Foi um sucesso. Deu espaço/dinheiro para fazer-se um segundo. Não correu tão bem. A partir daí ou continuam a apostar no cavalo, ou então seguem em frente com a vossa vidinha. Fazer algo só por fazer... Não aprendemos todos com o erro que foi o último Fantastic Four?

E eu nem odiei a coisa. Até me diverti. Mas foi um buraco financeiro e, mais uma vez, foi Hollywood a desaproveitar bons conteúdos originais. Porque agora teremos mais uns quantos anos sem nada de Hellboy. E o universo até é engraçado. Venha daí intervenção do estado para evitar estas catástrofes.

Dumbo


Será Dumbo o pior live action que a Disney fez até agora? Acredito que sim.

Queriam o quê? Quem teve a ideia estapafúrdia de meter o Tim Burton a realizar? Nem é tanto a questão do registo ser completamente diferente. É mesmo só o facto de que a carreira do sombrio realizador terminou há dois ou três filmes atrás.

quarta-feira, outubro 23, 2019

Rocketman


Continuando na senda da música, aqui está mais um biopic musical. E, convenhamos, que Rocketman foi feito tendo por base o êxito do filme sobre os Queen. Alguém viu o bem sucedido que foi e pensou «se o público gosta de ver deboche nos meandros da música britânica/mundial, então toda a gente vai querer ver a história do Elton John».

Foi interessante, de facto. Não fazia ideia que o Elton tinha consumido tantos narcóticos. Não sabia ainda que a sua vida tinha ficado pior depois do relacionamento «sério» que teve. Há ainda as partes muito coloridas, graças aos fatos especiais do rapaz.

E sim, o Elton teve músicas incríveis, que ficaram esquecidas durante muito tempo, por causa do incidente «candle in the wind». (Às tantas parecia que o homem só fazia músicas melosas/pirosas.)

Não sei se justifica continuarem com este tipo de histórias, mas Rocketman teve um bom pacing e as músicas entravam nas cenas magistralmente.

terça-feira, outubro 22, 2019

The Dirt


Não sou fã da banda. Conheço apenas o Tommy Lee por ser quem é (pelos vídeos, entenda-se). E sim, usa e abusa das fórmulas já gastas para filmes sobre bandas. Mas o trailer pareceu ser divertido, com momentos ridículos. Sabem gozar com eles mesmos e com as tais fórmulas repetidas.

Não posso dizer que tenha sido um mau visionamento. 

domingo, outubro 20, 2019

Aladdin


Nunca conseguiriam fazer melhor que o original. Para mim foi o que ficou do filme.

Muito se tem gozado com a Disney sobre a repetição de títulos. É verdade. Vivemos numa realidade tão limitada em termos de originalidade (convenhamos que não há muitas mais histórias para contar), com a agravante que os estúdios têm uma necessidade estúpida de mandar novos conteúdos cá para fora todos os dias (ou não estivessemos todos com a atenção duma criança de 3 anos, depois de comer um pacote de açúcar), pelo que a Disney não tem remédio senão capitalizar nos filmes que foram um sucesso, dando-lhes uma recapagem de realidade, procurando aumentar os lucros com um mesmo título.

Trocando por miúdos: a nova forma que a Disney arranjou para ir-nos ao bolso é fazer novas versões «reais» de clássicos da animação. E se, nalguns (poucos) casos até deu para acrescentar alguma coisa, no caso de Aladdin parece-me que seria impossível acrescentar o que fosse.

Não entro nas críticas que se fizeram à escolha de Smith para o papel de génio da lâmpada. Isso é estúpido. Porque não existe, nem existirá, ninguém capaz de suplantar a interpretação de Williams. O génio, salvo seja, daquele homem elevou, na altura, o patamar para os filmes de animação. Graças ao seu enorme talento, de repente havia uma data de adultos a comprar bilhetes de cinema para ver um filme para miúdos. Mas não só. A partir daí a porta abriu-se para ter as maiores estrelas a fazer vozes em filmes de animação, algo dantes impensável.

Repito a pergunta: como seria possível fazer melhor que um filme que fez tamanha diferença no género da animação? É que nem com um génio azul a conceder desejos.

Zombieland


O intuito era ver os dois filmes seguidos. A minha senhora não tinha visto o primeiro. A mim custa-me zero voltar a ver esta pandilha, num dos filmes de género mais surpreendentes de sempre.

A experiência voltou a ser boa, atenção. Comecemos por frisar esta parte. Mesmo sem a surpresa original, gostei muito de rever Zombieland.

Posto isto, vamos lá às minhas embirrações idiotas do costume:

1. Amizade improvável. 
Mesmo sendo o fim do mundo. Mesmo com tudo virado de pernas para o ar. Mesmo sabendo... Ou melhor, mesmo com os personagens não sabendo se mais alguém sobreviveu, continuam a ser amizades e relacionamentos altamente improváveis. É que mesmo entre as irmãs, elas têm pouco a ver uma com a outra.

2. Porque é que elas não os abandonaram a eles da segunda vez?
Sendo um clássico, acho que não vou spoilar nada a ninguém, porque estou certo que toda a gente já viu este filme. Muito bem. Elas são umas espertas e roubam o carro aos rapazes, abandonando-os no meio de lado nenhum. Porque são independentes e não confiam em ninguém. Percebe-se. Contudo, passado um pouco de tempo de filme, as parelhas encontram-se novamente e, desta feita, as moças já não os abandonam. Nada aconteceu que justifique esta mudança de atitude. Elas continuam independente e eles continuam a ser homens desconhecidos, em quem não se pode confiar. Não se percebe.

3. Como é que um nerd ermita, a comer pizas em casa, tem bom cardio?
Eu tenho, digamos, alguma... experiência... neste tipo de existência. No fundo conheço pessoas que o praticam, esta coisa de ficar por casa, em frente a ecrãs, a comer piza, ou outro tipo de comida de plástico que se pode encomendar, e a fazer muito pouco exercício. Acontece que, no caso do nosso personagem, ele está em frente a ecrãs de computador a jogar jogos, e eu vejo filmes e séries... Quer dizer, as pessoas que conheço, que praticam este sedentarismo, é que vêem filmes, etc.
Ufa, acho que ninguém percebeu.
Bem, o certo é que este tipo de criatura escondida tende a não ter a estrutura de Eisenberg, e muito menos qualquer apetência para estar em boa forma física. Antes assim fosse. Era da maneira que eu seria esbelto, ao contrário de ser...

D'oh!

Finalizando: depois de nos divertirmos a ver o primeiro, como disse, o intuito era ver o segundo, no cinema. O problema é que, neste raio deste país, o segundo ainda não estreou. (inserir aqui smiley frustado, a dizer profanidades)

sexta-feira, outubro 18, 2019

The Lego Movie 2: The Second Part


Queria uma fantasia. Algo que me fizesse sair um pouco da realidade presente. Não que seja algo de mau. Simplesmente queria «fantasiar» um pouco. Porque é divertido. A sequela Lego foi o mais perto que tinha por aqui.

Longe de ser perfeito, já que não é bem o que pretendia, não deixa de ser um exercício divertido, num ponto de vista diferente. Mais que não seja, foi óptimo ouvir Pratt a interpretar um papel imitando, claramente, Kurt Russell, com quem contracenou em GotG Vol. 2.

Como o entendo. Russell é realmente incrível.

quinta-feira, outubro 17, 2019

Murder Mystery


Não é a primeira vez que Sandler aparece em cena com Aniston. Parece ser uma combinação peculiar, mas consta que são amigos. Imagino que tenham até feito mais do que um ou dois filmes. Estou certo que Aniston terá aparecido no SNL quando Sandler por lá andou, por exemplo.

Não é a primeira vez que contracenam, mas talvez seja a melhor. Murder Mystery tem bastante de divertido, força dos dois principais e da clara empatia entre eles, mas também dos restantes «companheiros do crime». Tem o seu quê de mistério, embora muito seja só confusão. É, no fundo, bom entretenimento, que é o que se paga com uma subscrição Netflix.