sábado, janeiro 09, 2016

Sisters


Depois de três tentativas, sem sucesso, lá se arranjou alguma coisa para ver.

Está longe de poder considerar-se algo de jeito, mas Fey e Poehler têm piada. Juntas então têm bastante piada. Por isso temos que dar-lhes o desconto e deixá-las fazer o que quiserem.

Que não se vá ao engano, Sisters é mais para elas curtirem, do que para o espectador. Já é uma sorte deixarem-nos acompanhar a viagem.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

A Perfect Day


Segundo filme seguido com o Benicio. O pior é ter que perceber o espanhol falado para dentro, que balbucia.

Todo o filme é sobre uma missão. Pouco depois das guerras nos Balcãs, há uns anos atrás, um grupo de pessoas apenas quer tirar um cadáver dum poço.

Seria de pensar que não seria uma missão difícil, mas a certa altura parece que nem o Tom Cruise e amigos conseguiriam fazê-lo. E que os trama, para além das dificuldades de língua e dos locais que não têm interesse que o corpo dali saia? Burocracia.

Que mais poderia ser?

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Sicario


Emily Blunt nunca seria a minha primeira opção para um filme mais de acção, ou onde, pelo menos, interpretasse uma agente de autoridade ou militar. O certo é que acaba por fazer uns quantos destes e é até muito procurada pela Disney/Marvel, para entrar nos seus projectos. Consta que foi a primeira opção para Black Widow, à frente da Scarlett. E foi já convidada para outros papéis, tendo recusado, acima de tudo, por questões de agenda. Não acredito que seja só isso, mas OK.

O certo é que safa-se muito bem. As pessoas dos castings claramente percebem disto mais que eu. Em Sicario faz um óptimo papel, de agente que é levada numa senhora viagem pelos meandros do crime, na cidade mexicana de Juárez.

A grande mensagem que passa é que o México é um sítio perigosíssimo. E apenas por isso não vou lá passar férias.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Star Wars: Episode VII - The Force Awakens


Voltei a ver este episódio, como tinha dito que faria. Continuo sem querer adiantar grande coisa. Ainda conheço pessoas que não viram. Apesar de haver já demasiada informação por aí sobre o filme.

Posso adiantar, à segurança, que:
- eles fartam-se de correr dum lado para o outro, o que faz com que o rapaz esteja sempre ofegante e/ou suado;
- ela estaciona mal com'ó raio, sempre longe, o que os obriga a correr muito (cá está).

Acho que não spoilei nada.

Valeu para ver alguns detalhes que tinham escapado, que tinha lido por aí. E continuou a ser uma experiência bem agradável. Sobrevive ao teste do (curto espaço de) tempo.

Claro que vou vê-lo outra vez.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

A Walk in the Woods


Mais um de caminhadas, de gente a encontrar-se. Mais um baseado num livro, baseado nestas experiências. Parece ser uma temática recorrente, hoje em dia.

Valeu para ver uns velhadas em apuros, a fazer tontices. Mais que isso, serviu para provar que o Nolte não foi encontrado morto numa valeta qualquer. Antes pelo contrário. Depois de meses a caminhar e a viver no mato o velho tinha melhor aspecto que eu, até em situação acima do normal.

domingo, janeiro 03, 2016

The Lobster


AKA A Vingança dos Encalhados

Gente solteira é obrigada a ir para um hotel, no meio de lado nenhum. Regra geral são viúvos. Têm um número limitado de dias para encontrar um parceiro. No final desses dias, se não encontrarem um ou uma, são transformados num animal. Escolhem qual logo à entrada. São proibidos actos de «auto-amor». E se matarem ou capturarem um encalhado, escondido no mato (pessoal que foge do hotel, regra geral), ganham mais um dia para serem solteiros. Há até alguns que preferem fazer carreira disto.

É baseado em factos verídicos.

Claro que não é. Mas devia ser.

O filme é muito parado e algo enfadonho, em vários momentos. Tanto que já houve outros, do mesmo realizador, que não tive paciência para ver até ao fim. Mas no meio do marasmo existente, acabou por ser agradável. Quebrou a rotina.

Creed


Não tenho como fugir à questão. Confirmo. Não resisti a ter uma lagrimazita a certa altura, com alguns momentos. Faz parte do franchise Rocky. É curioso como filmes tão másculos puxam tanto ao sentimento.

A fórmula é simples. É colocar um underdog numa situação em que tem que suplantar-se, em que tem que fazer mais do que as pessoas esperam dele. Desde que haja empatia com o underdog, funciona sempre. O resto é encher com imagens e montagens épicas, momentos marcados por músicas sonantes, muito suor e, lá está, algumas lágrimas.

Seria de pensar que não haveria mais para contar deste personagem. Mas a vida está cheia de etapas. Esta é mais uma. A de passagem de testemunho e de conhecimento. A de ser mais professor que aluno. No alto da sua experiência e sim, sapiência, Stalone faz este papel bem.

Há formas de não esgotar um franchise. Mesmo que usando as mesmas fórmulas. Creed poder ser a continuação e, mesmo assim, ser também algo novo.

Concussion


É tudo sobre o dr. Smith.

Essa foi a parte que me irritou. A constante procura de afirmação e respeito, por causa do título. Entende-se, dado o percurso do personagem e das dificuldades que terá sentido, por ser um africano nos EUA. Há mérito na forma como decidiu enfrentar os organizadores do grande desporto americano. Mas nunca consegui contornar esta necessidade, um hábito que irrita-me em qualquer pessoa. E pareceu-me ainda que o trabalho, o suposto legado, era mais importante que tudo o resto. Mesmo o próprio estado físico dos jogadores, que seria a principal preocupação.

Não consegui criar afinidade com o personagem. O que estragou-me o visionamento de mais uma história «real».

The Diary of a Teenage Girl


Uma recém adolescente perde a virgindade.

pausa

Vamos ver que idade tem a actriz. Vinte e poucos anos. Menos mal. Mesmo assim há demasiados momentos desconfortáveis. Ela parece mesmo ser adolescente. E faz muitas coisas de adulto. Pior: com adultos.

Talvez por isso o filme tenha algum mérito. Dá-lhe um toque quase real, que nos deixa em sentido.

O resto é a procura constante de afecto que não encontra em casa, através destas interacções físicas. Demasiadas, diriam alguns. Talvez nem tantas, dado o período em questão.

Joy


Filmes baseados em factos verídicos, parte III.

Mais um sem grande necessidade de ser baseado em factos reais. O certo é que a coisa está na moda e parece ser requisito obrigatório para poder ganhar-se uma das famigeradas estatuetas.

No fundo é uma história de sucesso americano de empreendedorismo (essa grande palavra). Já foi contada mil e uma vezes, com mais ou menos dificuldades. Esta tem um bom elenco e uma equipa já vencedora, de realizador e actores principais. Em especial a junção de realizador +J-Law +Cooper. Mas desengane-se quem achar que vai ver muito destes últimos dois juntos. Cooper é quase personagem terciário.

O filme é giro e vê-se bem, mas pouco acrescenta ao género. Talvez a história paralela de novela, que dá-lhe um toque pitoresco.

sábado, janeiro 02, 2016

Steve Jobs


Filmes baseados em factos verídicos, parte II.

Segundo filme sobre Jobs num curto período de tempo. Este com muitos mais recursos e talento. Aliás, se for possível, por favor voltem a combinar Boyle com Sorkin sempre que possível. Com ou sem parte deste elenco. Já será suficiente os dois.

Tem piada a forma como o filme é construído. Mais do que fazer um trabalho biográfico cronológico, este mostra três momentos antes de grandes apresentações, na vida de Jobs. O homem fala sempre com as mesmas pessoas, quase pela mesma ordem, tanto do que aconteceu desde a última vez que as viu, como do que vai acontecer nas apresentações e as respectivas consequências.

A forma e os diálogos são as mais valias deste filme, para além do já falado talento abundante. No entanto, tudo deve sempre ser visto como um bonito exercício de ficção. Ou não o tivessem pintado como um óptimo pai, na parte final.

sexta-feira, janeiro 01, 2016

The Big Short


Filmes baseados em factos verídicos, parte I.

Narra os acontecimentos que precedem a grande crise em que ainda vivemos. Pior, fala duns quantos tipos que lucraram com tudo a ir ao buraco. Não os critico, atenção. Fizeram o que lhes competia. O filme chega mesmo a romantizar o tremendo sentimento de culpa que sentiram com os milhões que ganharam. (Yeah, right!)

O verdadeiramente deprimente é como era mais ou menos conhecido o que ia acontecer, a partir de certo ponto, e as pessoas que podiam ter feito alguma coisa para o evitar (poucas), nada fizeram. Não seria fácil. A máquina funciona por si. Mesmo assim.

Serve para leigos como eu melhor entenderam o que aconteceu. O ridículo de tudo. Aliás, uma das partes com muita piada do filme é precisamente essas explicações básicas, onde pessoas famosas fazem delas mesmo, para explicar certas coisas.

Irrational Man


Oh, Woody... Epá, conheço de gingeira a tua capacidade de trabalho, a tua necessidade em meter um filme cá fora por ano. Mas este Irrational era mesmo necessário? Ao menos evita contratar o menos talentoso Phoenix, pode ser? Antes o irmão falecido, vale?

The Revenant


Começar o ano com bastante violência e uma premissa patética disto ser baseado em factos verídicos.

É um gajo a ser atacado por um animal, no meio do mato. Junta-se uma disputa com índios e um salafrário pobre. Sim, acredito que tenha acontecido. Até mais que uma vez, para dizer a verdade. Havia mesmo a necessidade de fazer o apelo? É isto que vai meter mais gente nas salas de cinema?

É uma questão de Óscares, bem sei. Mas não creio que seja desta que DiCaprio ganhe a estatueta. É um bom esforço, mas não está lá. Serve para provar, uma vez mais, que os homens de antigamente eram rijos. Já não se fazem assim. Era meter um urso à frente de qualquer gajo da minha geração e morreríamos ali, cheios de fezes nas calças. O bicho não precisaria de fazer muito. Mas não serve para o Leo ter uns memes menos gozões a rolar.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Legend


Terceiro filme seguido baseado em histórias verídicas. Aliás, são «biografias hollywoodizadas», em boa verdade.

Este Legend é bem fixe. E não é só porque tem o dobro do Tom Hardy. Também muito porque tem gandulos de fato, com alguma pinta. E os dois personagens são bem catados. Só que tinha que ser baseado na realidade. E isso faz-me sempre pensar que eram muito piores do que estão a ser retratados em filme. Não posso dar exemplos concretos. Spoilaria o filme. Mas de certeza que ambos fizeram muito mais e muito pior.

Pensar nestas coisas estraga-me o filme.

E ser baseado em factos reais obriga a acabar de forma enfadonha e fraca. Porque se fosse ficção, podia acabar com explosões. Sendo realidade, toda a gente sabe que não houve explosão nenhuma.

In the Heart of the Sea


Se não são adaptações doutras coisas, ou todas as coisas que aconteceram nos EUA, então são as histórias que inspiraram grandes livros.

A sério, Hollywood?
Vá lá. Eu sei que consegues. Dá-nos lá uma história original, anda.

terça-feira, dezembro 29, 2015

Bridge of Spies


O filme é Tom Hanks. É um filme «americano», do Spielberg, a fazer brilhar a história americana, sempre com os «heróis capitalistas» a serem melhores, muito melhores, que os malandros dos comunistas.

A título de exemplo, o tratamentos aos prisioneiros espiões. A premissa é que ambos os governos têm um espião do adversário, mas apenas os soviéticos recorreram à tortura para sacar informação. Os bonzinhos americanos estão acima disso. Claro!

Mas voltando atrás, o filme é Hanks, que está em grande e faz um papel bem ao seu género, como falso verdadeiro herói que é.

sábado, dezembro 26, 2015

The Intern


É uma ideia aterradora, no meu ponto de vista. Ter estagiários já é um conceito assustador. Serem velhos só piora a coisa.

De Niro passa por um velhote simpático, que vem resolver uma data de problemas no escritório, para além de na vida pessoal de Hathaway.

Claramente esta gente do casting nunca viu o Raging Bull.

The Ridiculous 6


Não se pode dizer que seja publicidade falsa. Está no nome: ridículo.

Sandler é o maior. Sempre. Aqui é um caucasiano adoptado pelos índios. É o melhor dos seis filhos bastardos dum meliante dos tempos do velho oeste. É bom a lutar e a caçar. E está noivo duma índia popozuda. Os irmãos são tão maus, que apenas servem para ele destacar-se mais.

É o primeiro duma série de filmes dele, contratados pelo Netflix. Não se pode dizer que tenha sido um negócio brilhante, por muito que não faça ideia dos valores do mesmo.

Joe Dirt 2: Beautiful Loser


Quem deu o sim a esta sequela? Mais do que querer conhecer esta pessoa, gostava de ter um pouco do que anda a fumar. Será material do bom, para achar que seria boa ideia.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

The Good Dinosaur


«É só isto?» foi a primeira coisa que pensei. Porque o filme é simples, algo banal, com as mensagens que já vimos umas quantas vezes. Mas só vimos essas mensagens tantas vezes porque somos adultos.

Estaremos velhos demais para este tipo de filmes?

Nah!
O filme é só fraquinho. Esta gente não sabe o que está a fazer. Todos os filmes são feitos para mim, pois claro.
Que raio de conversa.

domingo, dezembro 20, 2015

Goosebumps


Alegre surpresa. Black não está muito irritante como escritor de livros mágicos, onde os personagens ganham vida. Lembrou-me muito o Jumanji, o que é óptimo. Em especial na época natalícia presente.

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Star Wars: Episode VII - The Force Awakens


Não vou falar de muito do filme. Nada que possa dizer não seria spoilar.

Talvez diga mais da segunda vez. Esperemos que seja em breve.

domingo, dezembro 13, 2015

Mistress America


Greta Gerwig é adorável. E muito isso ajuda a tolerar alguns dos seus filmes, que roçam demasiado o pretensioso. Em especial nos que se passam em NY, com tudo o que de mau tal implica.

Este Mistress tem alguns momentos de ridículo geniais mas, mais uma vez, tudo passa pela tontice natural de Gerwig.

Tenho pena que o projecto televisivo com ela, de «como conheceu o paizinho», não tenha avançado.

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse


Folgo em saber que há sempre novas formas de abordar está velha temática. O truque passa por pegar num grupo específico de gente e atirá-lo para o meio dos zombies. Ajuda ter uma ou duas miúdas giras pelo meio.

Para quando freiras v. zombies?

The Walk


É a história verdadeira, dum tipo que atravessou as torres gémeas num fio. Por muito incrível que seja o feito - e é -, não justifica um filme de duas horas e tal.

Pan


Um dos flops do ano acabou por ser uma alegre surpresa para mim. Gostei da fantasia, como costumo gostar do género. Gostei muito da abordagem diferente a uma velha história, com um recontar algo diferente duma origem desconhecida.

Não sei até que ponto achei piada às músicas modernas, misturadas com a época em questão, mas felizmente não abusaram desse gancho.

Dava pouco pelo projecto, quando vi os cartazes espalhados pela cidade. O certo é que o filme não se terá pago. Tenho pena que o universo não seja desenvolvido.

sábado, dezembro 12, 2015

Sleeping with Other People


Um When Harry Met Sally... moderno. Sendo que o sexo é ainda mais libertino e a amizade talvez menos profunda.

É o melhor que se consegue arranjar no campo da comédia romântica, com alguma escola SNL e a maravilhosa Alison Brie ao barulho.

O que não é dizer pouco, entenda-se.

Absolutely Anything


Uns ETs dão o poder de fazer qualquer coisa, a um reles mortal. O que faz é desejar ter um pénis grande e enrolar-se com a vizinha boazuda. Nada de novo, portanto.

Vale por ouvir Robin Williams, como a voz do cão de estimação.

Projecto peculiar dos python do montinho.

Hotel Transylvania 2


O primeiro já esteve no limite do aceitável. Fazerem uma sequela está depois desse limite.

É mais um daqueles exemplos de filmes Sandler para os amiguinhos aparecerem. Neste animados, entenda-se.